CONFIANÇA DO COMÉRCIO CAI 1,4% EM JUNHO

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) da Fundação Getulio Vargas (FGV) registrou queda de 1,4% em junho de 2015, em comparação a maio. Com o resultado, o índice atingiu 90,7 pontos, o menor nível da série iniciada em março de 2010.

 

O indicador tem uma média histórica de 122,2 pontos. Quanto mais baixa for pontuação em relação à média histórica, pior é a avaliação que as empresas fazem da situação dos negócios do momentos e das expectativas em relação ao comércio no futuro. A pesquisa abrangeu todos os segmentos do comércio do país. O Icom engloba tanto os segmentos varejistas quanto atacadistas.

 

Medido em médias móveis trimestrais, o índice manteve a tendência negativa iniciada em janeiro deste ano, embora o ritmo de queda tenha diminuído desde o início de 2015. Entre maio e junho a variação da média móvel trimestral ficou em -0,4%.

 

“O nível recorde negativo da confiança do comércio em junho reforça a percepção de forte desaquecimento do nível de atividade econômica no segundo trimestre de 2015″, disse o superintendente adjunto para Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo Jr.

 

Fonte: Agência Brasil

Categoria: Acontece
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BIOGRAFIA DE MANUEL BANDEIRA CHEGARÁ ÀS LIVRARIAS COM 9 ANOS DE ATRASO

Escrito em 2006, texto teve a circulação impedida pelos herdeiros do poeta

RIO — Uma pequena biografia sobre Manuel Bandeira, escrita por Paulo Polzonoff Jr. há nove anos, vai, finalmente, chegar às lojas nas próximas semanas.

 

A decisão ocorre após a determinação do Supremo Tribunal Federal, no dia 10, de impedir a autorização prévia de biografias.

O texto, que integrava a coleção Perfis do Rio, teve, em novembro de 2006, a circulação barrada pelos herdeiros do poeta, que se incomodaram com o teor do livro.

 

— A família disse que já estava preparando uma biografia e não queria uma segunda. Também reclamou de questões controversas presentes no livro, como a associação de Bandeira à boemia e ao uso de cocaína. Por fim, alegou que o perfil seria um pretexto para publicar poemas do autor sem o pagamento de direitos autorais, o que é um absurdo, porque tivemos o cuidado de inserir apenas trechos que ilustravam a trajetória do autor — diz o editor Alberto Schprejer, da Relume Dumará, hoje propriedade da Ediouro.

 

Na época, foram entregues 500 exemplares do livro à Prefeitura, que apoiou o projeto dos Perfis do Rio. A obra, porém, nunca chegou às lojas.

 

Paulo Polzonoff Jr. diz que sequer lembra-se do conteúdo do livro:

— Consegui achar uma cópia num sebo. Vou reler. Mas estou feliz com a decisão.

 

Fonte: O Globo

Categoria: Literatura e Filmes
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BRACHER – PINTURA & PERMANÊNCIA

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília(CCBB) recebe a exposição “Bracher – Pintura & Permanência”, uma retrospectiva extensa da carreira do artista plástico mineiro Carlos Bracher, ​até o dia 27 de julho. A mostra – que já esteve no CCBB de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro – segue para a galeria do Centro Cultural Usiminas, em Ipatinga (MG), após a exibição na Capital. Com curadoria de Olívio Tavares de Araújo em parceria com o próprio pintor, o público poderá conhecer mais de cem obras produzidas ao longo de quase 60 anos em atividade. Pela primeira vez, Bracher ganha uma montagem interativa, com espaço multimídia e cenografia assinada por Fernando Mello da Costa.

 

Mineiro nascido em Juiz de Fora, Carlos Bracher (74 anos e 57 de carreira) escolheu a cidade histórica de Outro Preto para morar e montar o seu ateliê. A mostra apresenta retratos (e autorretratos) – uma de suas marcas registradas – e as séries “Naturezas-Mortas e Marinhas”, “Paisagens Mineiras”, “Van Gogh”, “Siderúrgicas” e “Brasília”, fruto da estreita relação do artista com a Capital Federal desde sua fundação, além de outras obras que representam todas as fases da carreira do artista. No Rio, a exposição foi contemplada com mais 15 pinturas da série “Bracher: Tributo a Aleijadinho”, uma releitura contemporânea sobre a obra do grande mestre do Barroco realizada em 2014.

 

A exposição também revela um pouco da intimidade do artista em ambientes interativos que permitem a entrada dos visitantes: a reprodução do ateliê de Ouro Preto e do Castelinho dos Bracher, em Juiz de Fora, onde o artista passou a infância e a juventude. Os dois espaços são compostos por diversos objetos originais: móveis, desenhos, livros, fotos, discos, tintas, pincéis, cavalete, além de louças pintadas à mão produzidas pela Louçarte, extinta fábrica da família Bracher em Minas. “É uma representação fiel, que leva os visitantes ao meu olhar, vivenciando este ambiente que me levou ao mundo das artes”, comenta Bracher sobre a réplica da sala de estar do Castelinho.

 

O terceiro ambiente interativo é um espaço multimídia. Criado especialmente para a exposição, um programa de computador capta os movimentos do público e, em seguida, os reproduz em um telão branco em forma de pinceladas, que foram elaboradas a partir de vetorização de gestos e cores do próprio Bracher e gravadas previamente. O som da própria voz do artista, com textos de sua autoria, contribui para a imersão do visitante em seu universo de pintura e poesia.

 

O público ainda poderá acompanhar uma performance ao vivo do artista no dia 04 de julho, às 16h, no ateliê cenográfico instalado no CCBB. Bracher fará um retrato de uma personalidade de Brasília.  Em Belo Horizonte, o músico Lô Borges foi retratado ao vivo. Em São Paulo, o maestro Julio Medaglia e, no Rio de Janeiro, João Cândido Portinari, filho de Cândido Portinari. Os três quadros estarão expostos na montagem em Brasília.

 

“A exposição já retrata muito bem o universo artístico do meu pai, trazendo réplicas do ateliê e da casa onde ele cresceu e se inspirou; tocando as músicas que ele ouve enquanto pinta; mostrando os textos que ele escreve; entre outros elementos. Agora vamos coroar essa imersão com a participação ao vivo do artista em contato direto com o público, que poderá testemunhar o seu processo criativo”, destaca a filha e idealizadora da exposição, Larissa Bracher.

 

A responsável pelo áudio e vídeos da mostra é a jornalista e também filha, Blima Bracher, que há sete anos se dedica à pesquisa de textos e imagens, tendo assinado já dois documentários sobre Bracher: “Âncoras aos Céus”, de 2007, e “Das Letras às Estrelas: JK, de Sonhos ao Sonho de Brasília”, de 2014.

 

Quase um terço das obras que compõem a mostra “Bracher – Pintura & Permanência” foram cedidas por 20 colecionadores no Brasil, incluindo a Coleção Gilberto Chateaubriand do Museu de Arte Moderna no Rio e Museu Mariano Procópio. No CCBB de Belo Horizonte, a mostra bateu recorde de público com cerca de 120 mil visitantes durante dois meses. Na capital paulista, o CCBB registrou mais de 88 mil pessoas em pouco mais de um mês de exposição.

 

Para ampliar as possibilidades de interação do visitante com as exposições em cartaz, o Centro Cultural do Banco do Brasil desenvolve o projeto CCBB Educativo que propõe um verdadeiro mergulho na retrospectiva da carreira de Bracher, com atividades lúdicas que exploram diversas linguagens.

 

As dinâmicas propostas são planejadas para valorizar a arte como uma linguagem acessível a todos, que permite a aproximação e familiarização do público com os conteúdos apresentados.

 

Durante os finais de semana, adultos e crianças poderão participar da programação gratuita durante todo o dia. Em dias úteis, a exposição dispõe de visitas agendadas para escolas do DF ou grupos interessados em aprofundar sobre a exposição.

 

A Visita Mediada à exposição é o ponto de partida das atividades criadas pela equipe da Sapoti Projetos Culturais – responsável pelo CCBB Educativo. Para além de um simples passeio guiado pela mostra, o educador estimula os visitantes a falar sobre suas impressões e trocar experiências sobre o tema exposto.

 

Em Cantos e Contos, a atividade de contação de histórias com suporte de bonecos e música, os visitantes podem explorar o universo de contos. Em Pequenas Mãos, o público é convidado a conhecer a pintura de forma diferente, criando e recriando suas paisagens, em uma espécie de experimentação da pintura, assim como fez Bracher. O Laboratório Aberto em conjunto à atividade Livro-Vivo complementam as atividades programadas aos sábados e domingos, durante todo o período da mostra.

 

Dica:​

Exposição “Bracher – Pintura & Permanência”

​Até 27 de julho​, de​ ​q​uarta a ​s​egunda-feira​, ​das 9h às 21h​

Local: ​CCBB – ​Centro Cultural Banco do Brasil Brasília​ (​SCES, Trecho 2, Lote 22​)​

Entrada Franca

Classificação indicativa: livr​e​

 

​- ​Dia 04 de julho, às 16h  -  Pintura ao Vivo com Carlos Bracher

Entrada franca

Classificação indicativa: livre.

Retirada de senha 1 hora antes do evento

 

Fonte: Dicas da Capital

Categoria: Cult
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CÂNCER DE PULMÃO É O QUE MAIS MATA NO MUNDO, MAS VERBA PARA PESQUISA É INSUFICIENTE

Segundo pesquisa, estigma que liga tumor ao cigarro prejudica investimentos em novas terapias

RIO — O engenheiro Paulo Eduardo Pires voltava de um congresso nos EUA quando, em meio aos alertas de gripe suína no aeroporto, começou a ter sintomas parecidos com os do mal. Um mês depois, o incômodo persistia, o que o levou a fazer exames como raio-X e tomografia. Era 2009 quando ele recebeu a notícia de que não tinha uma gripe e, sim, um câncer de pulmão. Paulo não entendeu:

 

— Fui surpreendido porque nunca tinha colocado um cigarro na boca — lembra, comentando que mantinha um estilo de vida sem excessos e era daqueles que até faziam campanhas antitabaco em sua empresa; e o que ele, seus familiares e colegas sabiam era que este câncer acometia fumantes.

 

A relação entre tabaco e câncer de pulmão é bem estabelecida. Por isso, estatísticas e campanhas costumam destacar que 85% dos pacientes são ou foram fumantes. Só que 15% deles jamais fumaram. Faltam números conclusivos, mas há uma percepção de que este grupo vem crescendo, especialmente no caso das mulheres. O avanço de terapias para esses casos está a pleno vapor, embora continuem a intrigar cientistas: as causas ainda não estão claras, são pessoas mais jovens, com hábitos saudáveis e difíceis de serem diagnosticadas.

 

O câncer de pulmão é o que mais provoca mortes no mundo. São mais de 1,59 milhão por ano — mais do que cólon, mama e próstata juntos, que somam 1,52 milhão. No Brasil, em 2012 (último dado disponível do Instituto Nacional do Câncer), a doença matou 22.426 pessoas. Mas, apesar do impacto, recebe menos atenção e é cercado de estigma por conta da forte ligação com o tabaco, segundo uma pesquisa apresentada pela Fundação Bonnie J. Addario para Câncer de Pulmão, dos EUA. Realizado com dez mil pessoas em dez países, o estudo mostrou que 85% sabem pouco ou nada sobre este tipo de câncer e 80% dos diagnosticados acreditam ter culpa pela doença.

 

— Ouço muitas histórias de pessoas que se sentem envergonhadas, tenham elas fumado ou não — comenta Danielle Hicks, da fundação, que integra a campanha “Qualquer um. Qualquer pulmão”, para conscientizar que a doença é mais abrangente do que se imagina. — Foca-se demais em como ela ocorreu, em vez de em como diagnosticá-la e tratá-la precocemente

 

Para se ter uma ideia, dados compilados de órgãos do governo americano — como o Instituto Nacional do Câncer (NCI) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças — mostram que para o câncer de mama foram investidos US$ 17,8 mil por indivíduo em 2012, e para o de pulmão, apenas US$ 1,3 mil. Além disso, foram investidos, entre 2008 e 2010, US$ 1,8 bilhão em pesquisas para o câncer de mama, contra US$ 776 milhões para o de pulmão.

 

PERFIL DIFERENTE EM DOENTES NÃO-FUMANTES

O fumo é um fator de risco para todos os tipos de câncer, não apenas o de pulmão. Mas quem não fuma dificilmente crê estar sujeito ao problema.

 

— Um câncer que aflige a todos igualmente é mais facilmente alvo de campanhas, pois todos se sentem como potenciais vítimas, entre aspas, como por exemplo os de próstata e mama — justifica Ricardo Sales dos Santos, cirurgião torácico do Hospital Albert Einstein, concordando que o estigma existe também no Brasil.

 

No caso dos doentes que nunca fumaram, alterações genéticas, poluição do ar e exposição a agentes químicos seriam possíveis causas. A idade mediana para câncer de pulmão é de 65 anos. Para não fumantes, 40 anos. Em ambos os casos, a doença se confunde com infecções, asma e pneumonia etc.

 

— O sistema de vigilância americano já separa os cânceres de pulmão entre fumante e não fumante, porque entende que são doenças diferentes do ponto de vista epidemiológico, molecular, terapêutico e de prognóstico. Além de afetar pacientes jovens, de vida saudável e em idade produtiva — explica o oncologista Carlos Gil, especialista em câncer de pulmão do Grupo Oncologia D’Or. — Apesar dos avanços, ainda é uma doença muito grave, que precisa de atenção especial.

 

Paulo é um dos que estão mudando a cara deste câncer. Há seis anos convive com ele, provando que as chances de sobrevivência são mais animadoras do que mostram as estatísticas. Não foi fácil. Nesse período, fez cirurgias, ficou mais de um mês internado em estado grave, reconstruiu os dedos após complicações da doença, sentiu dores fortes, perdeu os movimentos temporariamente. Hoje, aos 61 anos, trabalha, caminha e exibe no tom de voz um ânimo de quem tem qualidade de vida.

 

— Os médicos não acreditavam que eu conseguiria, mas fui vencendo uma batalha a cada dia. Minha família conta que, enquanto estava internado, falava que queria conhecer meu neto. Ele nasceu há 20 dias — orgulha-se Paulo, que conseguiu obter um medicamento importado de difícil acesso para se tratar. — Tenho que controlar a doença e tomar o remédio para estender a sobrevida o máximo possível. Meu pacto com Deus é de 30 anos.

 

A incidência mundial é de 1,8 milhão de novos casos de câncer de pulmão por ano. No Brasil, são 16,4 mil entre os homens e 10,9 mil entre as mulheres. As políticas antitabagistas já tiveram efeito na redução dos tumores em homens (nos EUA, foi de um quarto). Mas o foco em diagnóstico precoce é ainda uma demanda de ativistas.

 

— Os investimentos, se existem, estão focados em campanhas de prevenção de maneira geral, com especial enfoque no tabagismo. Claro que isso é muito importante. Mas não temos campanhas de detecção precoce do câncer de pulmão — cobra Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, que planeja lançar campanha em defesa do rastreamento, como existe para o câncer de mama.

 

O Ministério da Saúde admite que a doença é geralmente detectada em estágio avançado, mas acredita que “não há estudos que comprovem a eficácia” do rastreamento para o pulmão.

 

O tema gera debate. Em 2011, o NCI financiou um estudo com 25 mil pessoas que indicou queda de 20% na mortalidade devido ao rastreamento por tomografia. Por isso, em 2013, a Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA, um painel independente de especialistas, passou a recomendar o rastreamento anual em adultos entre 55 e 80 anos fumantes ou ex-fumantes (há até 15 anos).

 

— As sociedades médicas brasileiras ainda não despertaram para essa importância, e muitos colegas duvidam que seja possível realizar o rastreamento no Brasil. Mas é possível e seguro — diz Sales dos Santos, que realizou o projeto “Propulmão”, com 790 participantes, seguindo os critérios do estudo americano.

 

Finalizado ano passado, dos indivíduos rastreados, 10% tinham nódulos suspeitos, 3% foram submetidos a exames mais invasivos e 1,4% foram diagnosticados com tumores malignos.

 

Por meio desse rastreamento, Wagner Alves, de 69 anos, foi diagnosticado em estágio inicial. Descobriu o projeto pela TV e decidiu se inscrever porque fumara dos 14 aos 54 anos.

 

— No meu caso, funcionou 100% — comemora. — Tinha seis nódulos malignos. Fiz a cirurgia ano passado. Tive uma recuperação rápida e tenho uma cicatriz mínima. Ainda faço consultas periódicas.

 

Com 71 anos, Maria do Carmo Meneses fumou por 50 anos e, mesmo tendo parado há cerca de uma década, tinha uma tosse persistente. Também descobriu o câncer em estágio inicial pelo rastreamento e foi submetida à cirurgia.

 

— Confesso que senti um pouco de culpa por ter fumado, embora não soubesse do risco quando jovem. Mas pelo menos a família me deu todo o apoio, sem me julgar — comenta.

 

Fonte: O Globo

Categoria: Acontece
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SAÍDA DE DÓLARES DO BRASIL SUPERA INGRESSO NA PARCIAL DE JUNHO

Resultado deste mês, até dia 18, foi divulgado pelo Banco Central.

Os dólares continuaram saindo da economia brasileira na parcial do mês de junho. Segundo informações divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira (22), a retirada de recursos da economia brasileira superou o ingresso de divisas em US$ 3,12 bilhões neste mês, até o dia 18. Em maio, US$ 2,07 bilhões já haviam saído do Brasil.

 

No acumulado deste ano, até 18 de junho, porém, houve mais ingresso do que saída de recursos do país. Neste período, ainda de acordo com números da autoridade monetária, US$ 12,66 bilhões entraram no Brasil.

 

Impacto no dólar

 

A saída de recursos registrada em maio favoreceria, em tese, a alta do dólar. Com menos moeda norte-americana no mercado, seu preço tenderia, teoricamente, a ficar maior. Em junho, porém, o dólar vem registrando queda.

 

No fim de maio, a moeda norte-americana estava cotada a R$ 3,18, recuando para R$ 3,06 nesta segunda-feira (22), por volta das 12h05.

 

Além do fluxo de recursos, outros fatores também influenciam a cotação do dólar no Brasil. Entre elas, estão o comportamento da economia norte-americana, as sinalizações sobre a taxa de juros nos Estados Unidos, os indicadores da economia brasileira – que registraram desempenho ruim em 2014 – além de declarações de integrantes da equipe econômica e da oferta de contratos de “swap cambial” (que funcionam como venda de dólares no mercado futuro) pelo BC brasileiro, entre outros.

 

Retirada de estímulos nos EUA

 

Nos Estados Unidos, a expectativa dos analistas é de continuidade da retirada de estímulos à economia, que começa a dar sinais de recuperação. Em 2015, há previsão de que pode haver até mesmo aumento de juros nos Estados Unidos, o que tenderia a gerar retirada de dólares do Brasil, em direção aos EUA.

 

Na última semana, entretanto, o Federal Reserve (BC norte-americano) informou que a atividade econômica tem se expandido moderadamente, depois de ficar praticamente estagnada no primeiro trimestre do ano – sem indicar quando poderá começar a subir os juros.

 

Indicadores da economia brasileira

 

Os indicadores da economia brasileira, que pioraram nos últimos anos e os fracos resultados dos últimos meses, também impactam a cotação do dólar no Brasil. As contas externas registraram em 2014 um déficit de 4,17% do PIB, o que configura o pior resultado em 13 anos (e um dos mais altos do mundo). No primeiro trimestre deste ano, porém, houve queda do déficit em conta corrente.

 

Ao mesmo tempo, as contas públicas brasileiras tiveram o primeiro déficit da história no último ano, segundo informou o Banco Central. Após o pagamento de juros da dívida pública, foi registrado um déficit de R$ 343 bilhões – o equivalente a expressivos 6,7% do PIB no ano passado. Apesar das medidas de ajuste fiscal, o resultado piorou nos três primeiros meses deste ano.

 

Swaps cambiais

 

Outro fator que tende a influenciar a cotação do dólar foi o anúncio do Banco Central de que não iria renovar o programa de oferta diária de swaps cambiais (que funcionam como uma venda futura de dólares), que venceu no dia 31 de março. O programa vigorava desde agosto de 2013.

 

O Banco Central, no entanto, informou que vai renovar integralmente os contratos que vencem a partir de 1º de maio, “levando em consideração a demanda pelo instrumento e as condições de mercado”. Segundo a instituição, os leilões de venda de dólares com compromisso de recompra “continuarão a ser realizados em função das condições de liquidez do mercado de câmbio”.

 

Os swaps cambiais são contratos para troca de riscos. O Banco Central oferece um contrato de venda de dólares, com data de encerramento definida, mas não entrega a moeda norte-americana. No vencimento deles, o BC se compromete a pagar uma taxa de juros sobre valor dos contratos e recebe do investidor a variação do dólar no mesmo período.

 

Fonte: G1

Categoria: Em pauta
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NORDESTE NA VITROLA

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília promove em sua Praça, nos meses de junho e julho, quatro noites ao som do ritmo que embala festas juninas em todo o país. Quem garante a animação e comanda os bailes é o DJ, produtor e pesquisador musical Cacai Nunes, “serão noites de festa, aquecidas pelo calor do melhor e do mais tradicional forró vindo do Nordeste”.

 

 

Forró é estilo musical, dança, festa, tudo junto ou separado. Levada que tem como primeiro registro, datado de 1937, na canção “Forró na Roça”, nas letras de Manoel Queiróz e Xerém. Mas foi Luiz Gonzaga, no início dos anos 50, que levou o ritmo para o resto do Brasil. E, ao lado dele, Sivuca, Genival Lacerda, Marinês e Dominguinhos são os ícones desse gênero musical.

 

Para entender melhor essa rica cultura, com temáticas ligadas ao cotidiano da região Nordeste do Brasil, o projeto Nordeste na Vitrola abre as noites com instigantes e animados bate-papos com legítimos representantes do Forró, que, para o folclorista Luís Câmara Cascudo, deriva do termo de origem africana “Forrobodó”.  Quem media os bate-papos é o jornalista e escritor Rosualdo Rodrigues, autor do livro “O fole roncou! Uma história do forró”. Publicação que reconstitui a trajetória do Forró, a partir de 80 entrevistas e documentos inéditos.

 

Os convidados do Nordeste na Vitrola são Edson Duarte, Claudio Rabeca, Anastácia e Marcos Farias. Quatro interpretes, compositores e produtores musicais, que conviveram e foram parceiros dos grandes e mais conhecidos mestres do Forró. Artistas que participaram da criação do legítimo Forró nordestino e que irão contar suas histórias vividas pelos palcos do Brasil.

 

Na estreia do projeto, dia 17 de junho, Edson Duarte. Autor de mais de 300 composições, traz no braço 25 discos com canções suas. Edson tem ainda um repertório com mais de 1000 pérolas coletadas nos bons tempos de boemia no Rio de Janeiro, onde era presença constante nas “rodas” de forró.  Amigo dos Reis do Baião, Luiz Gonzaga, e do Coco, Jackson do Pandeiro, Edson comemora, em 2015, 40 anos de carreira e na ativa, compondo e fazendo shows por todo o Brasil. O cantor, instrumentista e compositor potiguar Cláudio Rabeca, na noite de 24 de junho, divide com os presentes suas vivências com os costumes sertanejos. Cláudio gravou, em 2009, “Luz do Baião”, trabalho autoral com nítida influência no forró dos anos 1950 e 1960.

 

Após uma breve pausa, o Nordeste na Vitrola retorna, na noite do dia 22 de julho, com a participação de Anastácia. Cantora, compositora e atriz, Anastácia iniciou sua carreira em 1954 e já acumula em sua discografia 50 LPs e CDs, trajetória que a rendeu o título de “A Rainha do Forró”. Encerrando o Nordeste na Vitrola, o convidado para abrir a noite é Marcos Farias, filho de Marinês, referência na música nordestina, e Abdias Farias, músico e produtor pioneiro que esteve à frente da CBS Discos por 28 anos. Marcos é músico profissional há 35 anos, e traz na bagagem a direção e produção musical, e a participação em diversos shows e gravações de grandes artistas nacionais, bem como a composição de trilhas sonoras de filmes e novelas.

 

Além de receber os visitantes com música de qualidade, o CCBB vai decorar a sua Praça, com temas juninos, preparar uma área de alimentação, com Food Tucks, e já convidou três tradicionais revendedores de vinis antigos para expor e vender.

 

Idealizador do Forró de Vitrola, que está na sua 68º Edição, Cacai Nunes, curador do projeto diz: “O objetivo do Nordeste na Vitrola é estimular o interesse, o respeito e a admiração do público pela música nordestina e pelo vasto gênero musical do Forró”. E é ele quem vai comandar as pick-ups, logo em seguida dos Bate-Papos, tocando, do seu acervo de vinis, Baião, Forró, Xaxado, Xote, Rojão, Mazurca e Rancheira. O Forró de Vitrola, de Cacai Nunes, pode ser acompanhado em facebook.com/forrodevitrola.

 

Como pesquisador da música brasileira, Cacai Nunes realizou, em 2010, o projeto Um Brasil de Viola, no qual registou a vivência de viola em nove Estados do Brasil. Fruto da Bolsa da Funarte de Produção Crítica, parte deste material, objeto de sua pesquisa, está disponível em áudio e vídeo no site acervoorigens.com. Acervo que lhe rendeu um convite da Rádio Nacional FM (96,1 mhz), para apresentar programa de mesmo nome do site, que vai ao ar todos os sábados, às 19h.

 

Cacai Nunes também é tocador de viola caipira. Com dois discos lançados: “O Avesso”, de 2006, e “Casa do Chapéu”, de 2013, já se apresentou nos EUA, Argélia, Mali, Espanha, França, Suíça, Holanda, Colômbia, Chile e, claro, por algumas cidades brasileiras. Sua habilidade com as cordas da viola brasileira, já criou raízes também em trilhas para cinema e vídeos institucionais.

 

Programação:

​- ​17 de junho – Quarta-feira

20h – Bate-papo com Edson Duarte, mediado pelo jornalista Rosualdo Rodrigues.

21h – Baile do Forró de Vitrola com o DJ Cacai Nunes

​- ​24 de junho – Quarta-feira

20h – Bate-papo com Cláudio Rabeca, mediado pelo jornalista Rosualdo Rodrigues.

21h – Baile do Forró de Vitrola com o DJ Cacai Nunes

​- ​22 de julho – Quarta-feira

20h – Bate-papo com Anastácia, mediado pelo jornalista Rosualdo Rodrigues.

21h – Baile do Forró de Vitrola com o DJ Cacai Nunes

​- ​29 de julho – Quarta-feira

20h – Bate-papo com Marcos Farias, mediado pelo jornalista Rosualdo Rodrigues.

21h – Baile do Forró de Vitrola com o DJ Cacai Nunes

 

Dica:

​Nordeste na Vitrola​

​Dias 17 e 24 de junho, e 22 e 29 de julho​, quartas-feiras​, s​​empre às 20h

Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília – Praça Central

Entrada​ franca

Classificação indicativa: Livre

​Mais informações: 3108-7600

 

Fonte: Dicas da Capital

Categoria: Fique de Olho
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GASTOS DE BRASILEIROS NO EXTERIOR CAEM 21% ESTE ANO

Os brasileiros gastaram em viagens ao exterior US$ 8,291 bilhões, de janeiro a maio deste ano, o que representa uma queda de 21% em relação a igual período do ano passado. Os dados foram divulgados hoje (22), pelo Banco Central (BC).

 

Em maio, as despesas ficaram em US$ 1,414 bilhão, com queda de 42% em relação a igual mês do ano passado (US$ 2,259 bilhões).

 

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, a alta do dólar é o principal fator que influencia a redução dos gastos em viagens internacionais. “É um item [das contas externas] muito sensível à taxa de câmbio. Um dos primeiros itens a responder à alta do dólar”, disse. Outro fator para essa diminuição nos gastos é a queda na atividade econômica.

 

Os dados preliminares deste mês também mostram redução nesses gastos. Até o dia 18 deste mês, ficaram em US$ 1,027 bilhão. O BC projeta queda de 17% nos gastos em junho, em comparação ao mesmo mês de 2014. As receitas deixadas por estrangeiros em viagem no Brasil também devem cair este mês por causa do efeito da Copa do Mundo, no ano passado. Ou seja, em 2014, com a Copa, houve mais receitas do que este ano.

 

De janeiro a maio, as receitas de estrangeiros no Brasil chegaram a US$ 2,498 bilhões ante US$ 2,791 bilhões em igual período do ano passado. Em maio, essas receitas somaram US$ 417 milhões.

 

O BC espera que o déficit na conta de viagens internacionais, formado pelos gastos de brasileiros e receitas de estrangeiros, fique em US$ 14,5 bilhões, este ano. A projeção anterior era US$ 16 bilhões.

 

Fonte: Agência Brasil

Categoria: Em pauta
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NARRATIVAS COTIDIANAS

No dia 28 de maio (quinta-feira), às 19h, foi aberta a exposição Narrativas Cotidianas, individual de Bruno Baptistelli, na Galeria Fayga Ostrower, no Complexo Cultural Funarte Brasília. Contemplado pelo Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2014 – Atos Visuais Funarte Brasília, o projeto estará aberto à visitação pública de 29 de maio a 12 de julho, de segunda-feira a domingo, das 9h às 21h, com entrada gratuita.

 

 

Com curadoria de Tomás Toledo, a mostra apresenta trabalhos realizados por Baptistelli, após uma viagem de pesquisa a Brasília, que investigam as relações do imaginário imagético do artista sobre a cidade. O resultado é uma exposição-instalação, articulada em diversas plataformas, como fotografia, pintura e design, que evidencia o espaço da Galeria Fayga Ostrower, a cidade de Brasília e os elementos que as constituem: arquitetura, urbanismo, contexto social e político, além de toda a história a partir de imagens relacionadas à sua construção.

 

A exposição alimenta-se do repertório do artista para confrontar o imaginário de Brasília com a experiência real de vivenciar o local. Dessa forma, abre-se espaço para criação de novas perspectivas imagéticas, que dialogam, ao mesmo tempo, com a história da iconografia da capital brasileira e com a situação atual da cidade.

 

A proposta curatorial da exposição está lastreada no acompanhamento do processo do artista e na elaboração em conjunto do projeto de exposição. Artista e curador realizaram em conjunto a viagem de pesquisa a Brasília, possibilitando uma base comum – mas ao mesmo tempo distinta, por tratar-se de duas perspectivas sobre a cidade – para o desenvolvimento da exposição.

 

Dica:​

Exposição Narrativas Cotidianas

De ​29 de maio a 12 de julho​, de ​segunda-feira a domingo, das 9h às 21h

Local: Galeria Fayga Ostrower (Complexo Cultural Funarte Brasília – Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural, entre a Torre de TV e o Centro de Convenções​).

​E​ntrada franca.

Classificação indicativa livre

​Mais i​nformações: 3322-2076 / 3322-2029 / atosvisuais@funarte.gov.br / www.funarte.gov.br

 

Fonte: Dicas da Capital

Categoria: Cult
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