ESTUDO APONTA CINCO REGRAS DE OURO PARA EVITAR A DEMÊNCIA

Pesquisa sugeriu que estilo de vida é responsável por mais de três quartos das mudanças no cérebro

RIO – Seguir quatro de cinco regras de ouro para uma vida saudável reduz o risco de desenvolvimento de demência em mais de um terço, concluiu uma análise feita pela organização Age UK, que sugere ainda que o estilo de vida é responsável por 76% das mudanças no cérebro.

 

Manter a prática de um exercício físico regular, uma dieta mediterrânea, não fumar e beber álcool com moderação foram apontados como responsáveis por diminuir o risco de desenvolver a doença de Alzheimer e outras formas de demência.

 

Além disso, a prevenção e o tratamento de diabetes, hipertensão e obesidade também se mostraram eficazes para reduzir o risco. Mas, enquanto beber muito foi relacionado à demência, beber níveis moderados de álcool foi considerado benéfico.

 

Uma revisão de estudos acadêmicos feita por pesquisadores da Universidade de Edimburgo revelou que mais de três quartos de declínio cognitivo – mudanças relacionadas à idade em habilidadescerebrais, incluindo memória e velocidade de pensamento – foram contabilizados pelo estilo de vida e outros fatores ambientais, incluindo o nível de educação.

 

Um grande estudo do Reino Unido realizado ao longo de 30 anos apontou que homens com idade entre 45 e 59 anos, que seguiram de quatro a cinco dos fatores de estilo de vida identificados demonstraram ter um risco 36% menor de desenvolver declínio cognitivo e um risco 36% menor de desenvolver demência do que aqueles que não o fizeram.

 

Revisão de evidências da Age UK também revelou que o exercício físico, seja aeróbico, de resistência ou de equilíbrio, era a maneira mais eficaz para afastar o declínio cognitivo em idosos saudáveis e reduzir o risco de desenvolver a doença de Alzheimer.

 

Manter uma dieta saudável, fazer uso moderado de álcool e não fumar também exercem um papel no envelhecimento saudável do cérebro em geral, bem como a redução do risco de desenvolver demência, sugere a revisão de evidências.

 

Constatou-se que há significativamente mais novos casos da doença de Alzheimer entre os fumantes atuais em comparação com aqueles que nunca fumaram. A revisão alega que beber muito pesado aumenta o risco de desenvolver demência, uma vez que resulta na perda de tecido cerebral, particularmente nas partes do cérebro responsáveis pela memória e pelo processamento e interpretação de informação visual.

 

Níveis moderados de álcool, no entanto, segundo estudos, protegem o tecido do cérebro, aumentando o bom colesterol e diminuindo o mau colesterol. De acordo com as últimas estimativas, existem 850 mil pessoas no Reino Unido que vivem com demência e a doença vai afetar uma em cada três pessoas com mais de 65 anos de idade.

 

Age UK, que financia o projeto Mente Disconectada da universidade que está investigando como habilidades de pensamento altera com a idade e o que influencia essas mudanças, disse que esperava que a nova evidência estimularia as pessoas a fazer escolhas de estilo de vida que reduziriam seu risco de demência.

 

— Enquanto ainda não há cura ou forma de reverter a demência, essa evidência mostra que existem maneiras simples e eficazes de reduzir o nosso risco de desenvolvê-lo, para começar — disse Caroline Abrahams, diretora da organização. — Além do mais, as mudanças que precisamos fazer para manter nosso cérebro saudável já se mostraram boas para o coração e a saúde em geral, por isso é de bom tom para todos nós tentar construí-los em nossas vidas. Quanto mais cedo começar, melhor a nossa chance de ter uma vida saudável mais tarde.

 

No entanto, uma pesquisa YouGov de mais de duas mil pessoas feita pela Sociedade de Alzheimer no início deste ano encontrou que 22% das pessoas não acharam que era possível reduzir o risco de demência. Instituições de caridade esperam mudar isso aumentando a consciência pública sobre os fatores de estilo de vida por trás da doença.

 

— É hoje reconhecido em todo autoridades de saúde pública que as mudanças de estilo de vida podem contribuir para reduzir o risco de demência. É agora tempo dessas mensagens começarem a atingir o público para ajudar a capacitar as pessoas a proteger a sua saúde cognitiva à medida que envelhecem — afirmou Matthew Norton, diretor de política do Centro de Pesquisa em Alzheimer do Reino Unido.

 

Fonte: O Globo

Categoria: Acontece
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BC FARÁ DE TUDO PARA QUE INFLAÇÃO VOLTE AO CENTRO DA META EM 2016, DIZ DIRETOR

O Banco Central (BC) fará o que for preciso para que a inflação volte ao centro da meta de 4,5%, em 2016, disse nesta segunda-feira (15) o diretor de Regulação do Sistema Financeiro e de Assuntos Internacionais, Luiz Awazu Pereira, ao participar do seminário Reavaliação do Risco Brasil. Ele disse que o BC fará tudo o que lhe couber e reconheceu que a inflação não depende apenas da atuação do órgão.

 

Awazu destacou que, ao longo de 2015, serão tomadas medidas de acordo com as circunstâncias que se apresentarem para que seja criada uma trajetória e a meta, atingida em 2016. No seminário, Awazu disse que manter a nota do país nas avaliações de risco é uma “questão de alta prioridade”. Segundo ele, o trabalho da equipe está voltado com para isso.

 

O diretor sênior da agência de avaliação de risco Standard & Poors, Sebastian Briozzo, reconheceu que o papel do Banco Central é importante. No entanto, Briozzo acredita que a instituição pode não ter capacidade de resolver a questão sozinha: “vai ser difícil o BC ser bem sucedido com sua capacidade se o [desempenho] fiscal não colaborar”.

 

As metas oficiais para a inflação no Brasil prevêem como patamar ideal a taxa de 4,5%, e, como teto, 6,5%. A última taxa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) se mantém acima desses valores, com 6,56% acumulados nos últimos 12 meses.

 

Fonte: Agência Brasil

Categoria: Em pauta
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CÁSSIA ELLER – O MUSICAL

 

De 05 a 22 de dezembro e de 09 a 26 de janeiro fica em cartaz o espetáculo “Cássia Eller – O Musical” no CCBB Brasília. Confira!

Data: 05 a 22 de dezembro || 09 a 26 de janeiro

Hora: Segunda, Quinta, Sexta e Sábado – 20h || Domingo – 19h

Local: CCBB Brasília – Setor de Clubes Sul, trecho 2.

 

Sobre Cássia Eller – O Musical

 

“Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher”. Os versos de Renato Russo que Cássia Eller cantou por tantos anos falam muito sobre a personalidade dessa artista, uma verdadeira fera nos palcos, mas que podia ser um bicho arredio fora dele, mulher de poucas palavras, cantora de infinitos sons e uma voz tamanha. Doce e amiga na vida, forte e surpreendente na arte. Com menos de 40 anos de vida e 20 de carreira, Cássia Eller partiu no auge e deixou uma obra eterna.

 

Essa trajetória está sendo encenada pela primeira vez em ‘Cássia Eller – o musical’, que estreou no dia 29 de maio no CCBB-RJ, com Tacy de Campos no papel-título, direção de João Fonseca e Viniciús Arneiro, direção musical de Lan Lan, texto de Patrícia Andrade, idealização de Gustavo Nunes e produção da Turbilhão de Ideias.

 

Ficha Técnica:

João Fonseca – DIRETOR

Viniciús Arneiro – DIRETOR

Patrícia Andrade – TEXTO

Lan Lan – DIREÇÃO MUSICAL

Fernando Nunes – CODIREÇÃO MUSICAL

Gustavo Nunes – IDEALIZADOR E DIRETOR DE PRODUÇÃO

Márcia Rubin – DIREÇÃO DE MOVIMENTO

Marília Carneiro e Lydia Quintaes – FIGURINISTAS

Maneco Quinderé – DESIGN DE LUZ

Nello Marrese e Natália Lana – CENÓGRAFOS

Cibele Santa Cruz – PRODUTORA DE ELENCO

Beto Carramanhos – VISAGISMO

 

Elenco:

Tacy de Campos – CÁSSIA ELLER

Eline Porto – CLÁUDIA/EUGÊNIA

Juliane Bodini – NANCI ELLER/ANA

Thainá Gallo – MOEMA/LAN LAN

Jana Figarella – RÚBIA/DORA

Emerson Espíndola – RONALDO/MARCELO SABACK/ELDER/EXECUTIVO/NANDO REIS

Glicério Rosário – ALTAIR ELLER/OSWALDO MONTENEGRO/VIOLONISTA/EMPRESÁRIO/ GUTO/FERNANDO NUNES

 

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Músicas

Do Lado Do Avesso

Lanterna dos Afogados

Eu Queria Ser Cássia Eller

Come Together

Vinheta: Noturno

Que País é Este

Flor do Sol

Noite do Meu Bem

Mercedez-Benz

Pra longe do Paranoá

Ne me Quitte Pas

Vinheta: Eu Queria Ser Cássia Eller

Eleanor Rigby

Socorro

Vinheta: Stairway to Heaven

Juventude Transviada

Rubens

De Esquina

Palavras ao Vento

Top Top

Um Branco, Um Xis e Um Zero

Vinheta: Infernal

Por Enquanto

Vinheta: Partido Alto

Com Você Meu Mundo Ficaria Completo

Coroné Antonio Bento

Cocorocó

1º de Julho

Todo Amor que Houver nessa Vida

Malandragem

ECT

Luz dos Olhos

Nós

Soy Gitano

Relicário

All Star

Smells Like Teen Spirit

Non, Je Ne Regrette Rien

O Segundo Sol

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Ingressos

Inteira: R$ 10,00

Meia: R$ 5,00

*Valores dos ingressos sujeitos à alterações sem aviso prévio.

 

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Pontos de Venda

Bilheteria do CCBB

web.upingressos.com.br

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Mais Informações

Telefone: (61) 3108-7600

Classificação: 14 anos

 

Fonte: DeBoa Brasília

Categoria: Fique de Olho
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DÓLAR APROXIMA-SE DE R$ 2,70 E FECHA NO MAIOR NÍVEL EM QUASE DEZ ANOS

Uma semana após ultrapassar R$ 2,60, a moeda norte-americana encosta em R$ 2,70. O dólar comercial encerrou a segunda-feira (15) vendido a R$ 2,685, com alta de R$ 0,034 (1,29%). O valor é o mais alto desde 29 de março de 2005, quando a cotação tinha fechado em R$ 2,702.

 

O dia foi marcado pela volatilidade no mercado financeiro. Durante toda a sessão, a moeda operou em alta, mas o movimento se intensificou por volta das 12h30. Na máxima do dia, por volta das 15h, a moeda chegou a atingir R$ 2,695. O dólar acumula alta de 4,42% em dezembro e de 13,9% no ano.

 

Desde a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, o dólar registra grande volatilidade. A cotação não caiu mesmo após a confirmação da nova equipe econômica, com Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa no Ministério do Planejamento e Alexandre Tombini no Banco Central.

 

A instabilidade é agravada pelo cenário externo, principalmente depois que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central norte-americano, encerrou o programa de injeção de dólares na economia mundial, motivado pela recuperação do emprego nos Estados Unidos.

 

O dólar não tem caído apesar de o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) ter aumentado a taxa Selic (juros básicos da economia) para 11,75% ao ano. Em tese, os juros domésticos mais altos ajudam a derrubar o dólar, porque ampliam a diferença das taxas brasileiras em relação às dos Estados Unidos, tornando o Brasil mais atrativo para aplicadores internacionais.

 

O dia também foi de turbulência na Bolsa de Valores. O Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou a sessão com queda de 2,05%, no menor nível desde março deste ano. As ações da Petrobras, as mais negociadas, caíram 9,2% depois que a estatal voltou a adiar a divulgação do balanço do terceiro trimestre.

 

Fonte: Agência Brasil

Categoria: Em pauta
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CAÇADA MORTAL

Nova York. Matt Scudder (Liam Neeson) é um ex-policial que agora trabalha como investigador privado, muitas vezes agindo fora da lei. Com uma certa relutância, ele aceita ajudar um traficante de drogas (Dan Stevens) que está atrás do homem que sequestrou e matou sua esposa. Não demora muito para que Matt descubra que o procurado já havia cometido este tipo de crime.

 

 

Lançamento: 4 de dezembro de 2014 (1h54min)

Direção: Scott Frank

Elenco: Liam Neeson, Dan Stevens, Boyd Holbrook mais

Gênero: Suspense , Policial , Drama

Nacionalidade: EUA

Não recomendado para menores de 16 anos

 

Trailer:

 

Fonte: AdoroCinema

Categoria: Literatura e Filmes
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FARNESE DE ANDRADE – ARQUEOLOGIA EXISTENCIAL

A CAIXA Cultural Brasília apresenta, entre 25 de Novembro de 2014 e 11 da Janeiro de 2015, a exposição “Farnese de Andrade – Arqueologia Existencial”. Não perca!

 

 

Data: Abertura: 25 de novembro / Visitação: 26 de novembro de 2014 a 11 de janeiro de 2015

Hora: Terça a Domingo, das 9h às 21h

Local: Caixa Cultural Brasília – SBS Quadra 4 Lotes 3/4 – Brasília

 

Sobre a Exposição Farnese de Andrade – Arqueologia Existencial

 

A CAIXA Cultural Brasília inaugura  a exposição “Farnese de Andrade – Arqueologia Existencial”. Com curadoria de Marcus de Lontra Costa, a mostra apresenta um conjunto de obras pertencentes a coleções particulares e dos herdeiros do artista, mapeando sua produção ao longo dos anos 1970, 1980 e 1990. A exposição apresenta a linguagem única e singular do artista, de forma a mostrar sua personalidade e trajetória fundida com as fases de sua obra. Com entrada franca e patrocínio da Caixa Econômica Federal, a mostra fica em cartaz até o dia 11 de janeiro de 2015, de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.

 

Farnese de Andrade foi um artista múltiplo, cuja produção, vida e arte se enlaçam de maneira inseparável dando origem a uma obra densa, de caráter fortemente autoral. Começou sua carreira como desenhista e gravador e, a partir de 1964, cria objetos ou assemblages com cabeças e corpos de bonecas, santos de gesso e plásticos, todos corroídos pelo mar, coletados nas praias e nos aterros. Passa a comprar materiais como redomas de vidro, armários, oratórios, nichos, caixas e imagens religiosas em lojas de objetos usados, de antiguidades e depósitos de demolição. Utiliza com freqüência velhos retratos de família e postais, e começa a realizar trabalhos com resina de poliéster, sendo considerado um pioneiro da técnica no Brasil.

 

Apontado como dono de uma personalidade difícil e de um trabalho marcadamente auto-biográfico, Farnese revelou nas obras sua densa trajetória pelas memórias de infância, do pai, da mãe, dos irmãos, da sagrada família mineira e de sua fase oceânica, além de um certo aspecto libertário e transgressor, a partir de sua mudança para o Rio de Janeiro.

 

Enclausurado na própria solidão, expressou principalmente o embate dos seus medos, dores, tristezas, rancores, complexos, perdas, depressões, recalques, pânicos, relações, fetiches, libidos, euforias e alguma alegria. A poética de Farnese de Andrade, pautada no inconsciente, contrasta com as de outras tendências do período, como as da arte construtiva e concreta. Construiu assim, uma obra na qual o lirismo oscila do concreto ao abstrato e o bruto consegue ser gentil.

 

SOBRE O ARTISTA

 

Farnese de Andrade (1926-1996):

 

Nascido em Araguary – MG, Farnese entrou em 1945 na Escola do Parque de Belo Horizonte, onde foi aluno de Guignard e contemporâneo de artistas como Amilcar de Castro, Mary Vieira e Mário Siléso. Mudando-se para o Rio de Janeiro em 1948 onde trabalhou como ilustrador para o suplemento literário dos jornais Diário de Notícias, Correio da Manhã e Jornal de Letras, e para as revistas Rio Magazine, Sombra, O Cruzeiro, Revista Branca e Manchete, entre 1950 e 1960. Em 1950 realiza a primeira exposição individual de seus desenhos. Em 1959 começou a freqüentar o ateliê de gravura do MAM RJ, onde estudou gravura em metal com Johnny Friedlaender e Rossini Perez. Produziu gravuras abstratas, trabalhando com formas regulares e cores fortes. Nas matrizes utiliza materiais encontrados nas praias, como pedaços de madeira cheios de sulcos. Em 1965, realiza a série de desenhos Eróticos e inicia os Obsessivos. Bolsista do governo brasileiro, viajou em 1970 para Barcelona. Sua volta em 1975 rendeu frutos e a fama de Farnese fortaleceu a paisagem artística brasileira. Mas não é por seu trabalho na gravura, sempre abstrato, nem como desenhista, sempre figurativo, que ele é, hoje, conhecido e reconhecido, mas pela criação dos objetos chamados BoxForms, cuja matriz explodida e iconoclasta é o Barroco da sua infância. Oratórios, pedaços de madeira de igreja, ex-votos, etc. constituíram, até a sua morte, um mundo estranho, às vezes mórbido e com fortes referências eróticas. Resultado de uma infância secreta, a obra sempre onírica e poética dá força e senso a um trabalho sem igual.

 

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Ingressos

 

Entrada franca

*Valores dos ingressos sujeitos a alteração sem aviso prévio.

 

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Mais Informações

 

Telefone: (61) 3206-9448 e (61) 3206-9449

Classificação: Livre

Agendamento de visitas monitoradas e oficinas: (61) 3206-9892

 

Fonte: DeBoa Brasília

Categoria: Cult
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OMS: CASOS DE MALÁRIA CAÍRAM 47% EM TODO O MUNDO

O número de pessoas mortas pela malária (paludismo) caiu quase a metade entre 2000 e 2013, informou hoje (9) a Organização Mundial da Saúde (OMS), no momento em que se enfrenta o maior surto do vírus ebola na África Ocidental.

 

 

Entre 2000 e 2013, a taxa de mortalidade relacionada como o paludismo diminuiu 47% em todo o mundo e 54% na África, segundo o relatório anual da OMS, o que permitiu salvar o equivalente a 4,3 milhões de vidas.

 

“Esses são os melhores resultados que já tivemos e é uma notícia maravilhosa em termos de saúde pública”, disse, em Genebra, o diretor do Programa da OMS contra a Malária.

 

Globalmente, ocorreram 198 milhões de casos de malária e 584 mil mortes no ano passado – respectivamente 4,3% e 6,9% menos que em 2012 -, com 90% das mortes na África. As crianças com menos de 5 anos constituem 78% dessas vítimas.

 

A queda dos casos na África é explicada principalmente pelas medidas de prevenção mais bem aplicadas, sendo que cerca da metade da população em risco, em 2013, teve acesso a mosquiteiros impregnados de inseticida. Em 2004, somente 3% dessa população tinha acesso a essa medida de prevenção.

 

O aumento dos exames de diagnóstico permitiu a identificação de 62% dos pacientes suspeitos de terem paludismo, com 128 milhões de testes distribuídos na África, em 2013,  pela OMS.

 

A organização conseguiu US$ 2,7 bilhões por meio de financiamentos nacionais e internacionais, pouco mais da metade do que necessitava para as metas fixadas. Muitas pessoas ainda não se beneficiaram da assistência da OMS.

 

“Estimamos que 278 milhões de pessoas na África vivem em casas com mosquiteiros impregnados com o inseticida e quase 15 milhões de grávidas não têm acesso ao tratamento preventivo”, disse Margaret Chang, diretora-geral da OMS.

 

No relatório, a organização informa que a pobreza e o baixo nível de educação são fatores determinantes para que falte o acesso aos serviços básicos.

 

A entidade está preocupada, igualmente, com a propagação do vírus ebola, um forte desestabilizador dos sistemas de saúde, sobretudo na Guiné-Conacri, em Serra Leoa e na Libéria, que ficam privados de certos tratamentos, como a malária, por estarem sobrecarregados devido ao ebola. A malária mata 100 vezes mais que o ebola, que já provocou a morte de 6.331 pessoas, segundo o último balanço da OMS, em 6 de dezembro.

 

Para a diretora-geral da organização, “reforçar os sistemas de saúde desestabilizados beneficiará a saúde pública mundial, devendo-se concentrar os esforços no controle e na eliminação do paludismo”.

 

O relatório de 2014 sobre a malária no mundo resume as informações de 97 países onde a doença ainda prevalece.

 

Fonte: Agência Brasil

Categoria: Acontece
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DESEMPREGO NO PAÍS FICA ESTÁVEL EM 6,8% NO TERCEIRO TRIMESTRE

Taxa é levemente menor que os 6,9% registrados no mesmo período do ano passado

RIO – A taxa de desemprego no Brasil ficou estável em 6,8% no terceiro trimestre deste ano, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. A taxa é a mesma do segundo trimestre, quando havia sido também de 6,8%, mas levemente inferior aos 6,9% do terceiro trimestre do ano passado. No primeiro trimestre do ano, o indicador havia ficado em 7,1%.

 

A população ocupada teve alta de 0,2% frente ao segundo trimestre e avançou 1,2% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, alcançando 1,094 milhão de vagas. Já o número de brasileiros fora da força de trabalho — que não trabalham nem estão procurando emprego — aumentou em 0,9% na comparação trimestral e subiu 2,8%, frente ao mesmo período do ano passado.

 

Assim como no trimestre anterior, o Nordeste foi a região que mais contribuiu para o aumento da geração de vagas, respondendo por 799 mil, das 1,094 milhão criadas no trimestre, na comparação com mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, a pesquisa tinha apontado um crescimento expressivo das vagas formais no Nordeste do país, quando dois terços dos empregos criados foram na região.

 

A região Norte foi a que apresentou a maior queda na desocupação entre o terceiro trimestre de 2013 e o terceiro trimestre deste ano, um declínio de 0,6 ponto percentual para 6,9%. A região Nordeste manteve-se com a maior taxa de desemprego entre as regiões, com 8,6%, ante 9% no mesmo período do ano passado. A região Sul permaneceu com a maior taxa de ocupação, mas foi a única que apresentou aumento no desemprego de 4,1% para 4,2%. No Sudeste, a taxa de desemprego teve ligeiro decréscimo de 0,1 ponto para 6,9%. No Centro-Oeste, a taxa recuou de 5,5% para 5,4%.

 

MENOS TRABALHADORES COM CARTEIRA

 

No terceiro trimestre deste ano, 78,1% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada. O contingente de trabalhadores com proteção teve queda de 0,6% em relação ao trimestre anterior — a primeira neste tipo de comparação desde o início da pesquisa, cuja primeira divulgação foi em janeiro deste ano. Frente ao terceiro trimestre de 2013, houve avanço de 2,9%.

 

Os trabalhadores sem carteira assinada tiveram queda também de 0,6% em relação ao segundo trimestre deste ano. Em comparação com o mesmo trimestre de 2013, houve diminuição de 6% nesse grupo.

 

Segundo Cimar Azeredo, coordenador da pesquisa, a criação de vagas não foi suficiente para fazer a taxa de desemprego se mover. Das 227 mil vagas cortadas, 84% deles tinham origem na região Sudeste. Hoje 52% do emprego com carteira estão na região Sudeste.

 

— É a região em termos econômicos mais importante do país, as industrias automotivas estão concentradas nesta região e é a região que apresenta uma queda de carteira neste período mais recente. Mas a pesquisa mostra que no período anual você tem um saldo de um milhão de trabalhadores no Brasil com carteira assinada — explicou o especialista.

 

O IBGE informou ainda que os empregados domésticos com carteira de trabalho tiveram um alta de 0,6% em relação ao trimestre anterior e registraram um acréscimo de 7,6% em comparação ao mesmo período do ano passado, enquanto os sem carteira nessa categoria recuaram 2,3% nessa comparação.

 

PESQUISA SUBSTITUIRÁ PME

 

O IBGE planeja substituir a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) pela Pnad Contínua ainda no início de 2015. O instituto não tem, no entanto, uma data exata para completar essa transição. A principal diferença é a abrangência da pesquisa. A PME acompanha o mercado de trabalho nas seis maiores regiões metropolitanas brasileiras. Já a Pnad Contínua dá um retrato mais amplo e levanta dados de 3.464 municípios.

 

Historicamente, a Pnad Contínua registra taxas superiores às apontadas pela PME. O IBGE explica que a diferença ocorre porque as metodologias dos levantamentos são muito diferentes.

 

Além da diferença de abrangência e da periodicidade, as pesquisas têm nomenclaturas diferentes para os mesmos indicadores. A População Economicamente Ativa (PEA), que une empregados e desempregados, na PME passa a ser chamada de força de trabalho na Pnad Contínua. Além disso, a Pnad Contínua traz informações da população de 14 anos ou mais. Na PME , a população investigada é de dez anos ou mais.

 

A nova Pnad vai incluir ainda entre os trabalhadores aqueles que trabalham sem remuneração, em apoio a atividades econômicas da famílias, como um comércio, um cultivo. Na pesquisa, esse é conhecido como o trabalhador familiar auxiliar. Os novos indicadores da Pnad seguem recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), adotadas na última Conferência Internacional dos Estatísticos do Trabalho, de outubro de 2013.

 

O IBGE ainda não faz estudos sobre o rendimento na Pnad Contínua, mas o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, disse que em fevereiro o instituto terá condições de prestar essas informações.

 

Colaborou Renan Almeida (estagiário)

 

Fonte: O Globo

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