ANVISA DECIDE RETIRAR O CANABIDIOL DA LISTA DE SUBSTÂNCIAS DE USO PROIBIDO

Obtenção de medicamentos com a substância será facilitada no país. Substância química é encontrada na maconha e tem utilidade terapêutica.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta quarta-feira (14) retirar o canabidiol da lista de substâncias de uso proscrito.

 

 

A medida foi aprovada pela Diretoria Colegiada da agência durante reunião em Brasília. Com ela, abre-se o caminho para que a comercialização de medicamentos com a substância seja facilitada no país. Antes, a venda do produto com a substância classificada como proibida era vetada.

 

Agora, as empresas interessadas poderão produzir e vender derivados de canabidiol após a obtenção de um registro da Anvisa. Há menos de um mês, uma empresa europeia entrou com um pedido para vender medicamentos com a substância, mas ele ainda está em análise e não há prazo para ser concluído. A aquisição do produto deverá ocorer de forma controlada, com a exigência de receita médica de duas vias.

 

A agência também vai criar uma ordem de serviço em regime especial para regulamentar a importação dos remédios com a substância, que continuará pecisando de autorização para ser feita. A resolução ainda não está pronta. Com ela, deve haver uma flexibilização da importação. Segundo Jaime Oliveira, medicamentos já conhecidos pela Anvisa que contêm a substância serão autorizados mais rapidamente do que medicamentos desconhecidos, que precisarão de uma maior análise.

 

O canabidiol é uma substância química encontrada na maconha e que, segundo estudos científicos, tem utilidade médica para tratar diversas doenças, entre elas, neurológicas.

 

O diretor-presidente da Anvisa, Jaime Oliveira, votou pela liberação do uso do canabidiol, mas com controle e com a permanência da necessidade de autorização de importação pela Anvisa. “A reclassificação, por si só, em nada altera o quadro de necessidade excepcional de autorização da Anvisa. Os produtos importados não são só compostos de canabidiol”, disse.

 

De acordo com o diretor-presidente, estudos científicos mostraram que o canabidiol não traz dependência. “Portanto não há razões para que ela [a substância] permaneça proibida. Apesar dos relatos bibliográficos, a avaliação nao teve objetivo de comprovar a eficácia do canabidiol e sim o risco de desvios e seu potencial para causar dependência.”

 

Ivo Bucaresky, membro da diretoria colegiada, disse que, em curto prazo, pode parecer que a decisão não mudará muita coisa, mas há um efeito simbólico e prático. “Além de mostrar que não é algo ilegal que está sendo feito, que o médico não está impedido de prescrever, vai permitir que saia essa tarja de ilegalidade, que está sendo feito algo proibido”, afirmou.

 

Segundo Bucaresky, a decisão também será importante para as pesquisas científicas no Brasil. “O efeito prático primeiro é na academia. Vai facilitar as pesquisas e os debates na academia. Outro ponto que vi muito é o acesso. Hoje consegue trazer [o remédio] quem tem estrutura econômica e muitas famílias têm dificuldades de ter acesso.”

 

De acordo com a Anvisa, o órgão recebeu até esta terça-feira 374 pedidos de importação da substância para uso pessoal, por meio do pedido excepcional de importação de medicamentos de controle especial e sem registro no Brasil. Desse total, 336 foram autorizados, 20 aguardam o cumprimento de exigência pelos interessados e 11 estão em análise pela área técnica.

 

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgou uma nota na qual elogiou a decisão da Anvisa, considerando-a como um “reconhecimento ao pedido de inúmeras famílias que buscaram na Justiça o direito ao tratamento”.

 

Apelo de pais

Durante a reunião, Katiele Fischer e Norberto Fischer, pais de Anny, de 6 anos, portadora da rara síndrome CDKL5, fizeram um apelo aos membros da diretoria colegiada. Anny tem uma doença genética que provoca deficiência neurológica grave e grande quantidade de convulsões. Em 3 de abril do ano passado, o casal obteve, na Justiça, autorização para importar o canabidiol.

 

“A reclassificação é fruto de um apelo social. Não é uma decisão política. Isso é uma decisão técnica da equipe da Anvisa com esse apoio popular”, afirmou Norberto Fischer. “Com a reclassificação o aspecto sociológico da sociedade vai mudar. A sociedade começa a acreditar que essa substância não é algo ruim.”

 

Conselho Federal de Medicina

Em dezembro do ano passado, o Conselho Federal de Medicina autorizou o uso do canabidiol no tratamento de crianças e adolescentes que sejam resistentes aos tratamentos convencionais. A prescrição é restrita a neurologistas, neurocirurgiões e psiquiatras.

 

Segundo a entidade, os médicos autorizados a prescrever a substância deverão ser previamente cadastrados em uma plataforma online. Já os pacientes serão acompanhados por meio de relatórios frequentes feitos pelos profissionais.

 

Pela norma, pacientes ou os responsáveis legais deverão ser informados sobre os riscos e benefícios do uso do canabidiol e, então, assinar o termo de consentimento. Além disso, a decisão do conselho deverá ser revista no prazo de dois anos.

 

O canabidiol deve ser prescrito a pacientes de epilepsia ou que sofram de convulsões que não tiveram melhoras no quadro clínico após passar por tratamentos convencionais.

 

De acordo com o conselho, o uso da substância deve ser restrito a crianças e adolescentes menores de 18 anos – mas quem eventualmente use o medicamento antes dessa idade pode continuar o tratamento mesmo após ficar maior de idade.

 

As doses variam de 2,5 miligramas diários por quilo de peso do paciente a até 25 miligramas, dependendo do caso. A estimativa do conselho é que o limite diário total fique entre 200 miligramas e 300 miligramas por paciente.

 

Fonte: G1

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COMETA RECÉM-DESCOBERTO, LOVEJOY ESTÁ VISÍVEL NO CÉU DO BRASIL ATÉ O FIM DO MÊS

Com um tênue brilho azul-esverdeado, ele pode ser visto facilmente com binóculos ou pequenos telescópios

RIO – Descoberto pelo astrônomo amador e caçador de cometas australiano Terry Lovejoy em 17 de agosto do ano passado, o cometa C/2014 Q2 Lovejoy acaba de atingir seu ponto de maior aproximação da Terra e ficará visível no céu do Brasil ao longo das próximas semanas. Com uma magnitude aparente por volta de 5 atualmente, ele poderá ser visto com facilidade com a ajuda de binóculos ou pequenos telescópios enquanto atravessa parte das constelações de Touro, Áries e do Triângulo, afastando-se à esquerda de Órion (cujo cinturão são as facilmente reconhecíveis “Três Marias”) entre as noites de hoje e do próximo dia 31.

 

 

Com um tênue brilho azul-esverdeado, o cometa está perto do limite da capacidade de observação a olho nu na escala usada pelos astrônomos, por volta da magnitude 6. Nesta escala, quanto maior o número, menor o brilho do objeto celeste. A Lua cheia, por exemplo, tem magnitude aparente de quase -13, enquanto a estrela mais brilhante do céu noturno, Sírius, tem magnitude aparente de -1,47. Assim, como no caso das chuvas de meteoros, as condições ideais para ver o Lovejoy incluem procurar um local com céu sem limpo e escuro, o mais afastado possível da poluição luminosa das grandes cidades.

 

Assim como outros cometas, o Lovejoy é um aglomerado de gelo, poeira e rochas que orbita o Sol. Classificado como de “longo período”, a última vez que ele esteve na nossa vizinhança no Sistema Solar foi há cerca de 11,5 mil anos e, após esta passagem, só deve retornar daqui a 8 mil anos. Seu núcleo foi estimado como tendo entre três e cinco quilômetros de diâmetro, mas sua cabeça visível, ou coma, formada pelos gases, vapor e poeira expelidos a medida em que se aproxima do Sol, atinge cerca de 600 mil quilômetros de largura. Já a característica cauda dos cometas formada pelos mesmos materiais, porém, é extremamente tênue e praticamente invisível no caso do Lovejoy.

 

Fonte: O Globo

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INPE: 1.672 PESSOAS MORRERAM NO PAÍS ATINGIDAS POR RAIOS ENTRE 2000 E 2013

A cada 50 mortes por raios no mundo, uma acontece no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De acordo com o Inpe, cerca de 50 milhões de raios caem a cada ano em todo o país, sendo 20 mil apenas na cidade de São Paulo. Entre os anos 2000 e 2013, informou o Inpe, 1.672 pessoas morreram no país por causa de raios. Nesse período, o estado campeão em número de mortes foi São Paulo, com 269 casos, seguido por Minas Gerais, com 130 casos. A cidade com maior número de mortos foi Manaus, com 20 casos.

 

 

Brasil é campeão mundial em incidência de raios. Saiba como se proteger

 

A maior parte das mortes ocorreram, segundo o instituto, em atividades rurais (24% do total), seguido por ocorrências dentro de casa (16%), próximo a um veículo (12%), embaixo de uma árvore ou jogando futebol (9%), sob coberturas como toldos ou deques (6%) e na praia (5%).

 

Na tarde do último dia (29), oito banhistas foram atingidos por um raio na cidade de Praia Grande, no litoral de São Paulo e quatro deles morreram. Os demais ficaram feridos. Eles estavam na praia quando o temporal teve início e a maior parte tentou se abrigar embaixo de um guarda-sol, que atraiu o raio e provocou as mortes.

 

Em entrevista à Agência Brasil, o capitão Marcos Palumbo, do Corpo de Bombeiros de São Paulo, disse que na Operação Verão, que teve início em dezembro do ano passado e terminou em março deste ano, 18 pessoas morreram por causa de raios somente no litoral de São Paulo, número que ele considerou alto.

 

Relâmpagos, na definição utilizada pelo Inpe, são correntes elétricas muito intensas que ocorrem na atmosfera, consequência do rápido movimento de elétrons de um lugar para o outro. Os elétrons movem-se tão rápido que fazem o ar ao seu redor iluminar-se, resultando em um clarão, e aquecer-se, resultando em um som, que é chamado de trovão. Quando o relâmpago se conecta ao solo é chamado de raio. Segundo o governo paulista, a descarga elétrica de um raio corresponde a cerca de mil vezes a intensidade de um chuveiro elétrico.

 

Segundo o capitão Palumbo, para se proteger de raios, as pessoas devem saber inicialmente que uma tempestade de raios pode acontecer, inclusive, sem chuva. “Não há uma regra para isso. A regra que o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de São Paulo estabelecem é que quando se vê que fechou o tempo e o céu ficou escuro, com aquelas nuvens negras, a tempestade já está formada. E se você estiver em praia, campo de futebol, estacionamento de shopping ou lugares abertos, o risco de você poder ser atingido por raio aumenta”, disse.

 

Nestes casos, ressaltou o capitão, é preciso evitar estar em lugares abertos. “Aconteceu a formação dessas nuvens e fechou o tempo, saia da praia, saia da água, saia da piscina. Você precisa se proteger dentro de uma casa, de uma edificação, de um prédio ou de um carro”, disse.

 

No entanto, ressaltou o capitão, as pessoas não devem se abrigar embaixo de árvores ou de guarda-sóis, por exemplo. “Evitem se abrigar em locais em que você acha que tem proteção, mas não tem. Se a tempestade de raios está próxima a você, você não deve se proteger embaixo de pontos de ônibus, árvores e postes. Um raio vai buscar sempre, da nuvem para o solo, os pontos mais altos, onde há a menor distância entre a nuvem e o solo, que podem ser um prédio, uma árvore, um poste ou uma casa ou, em um lugar descampado, a própria pessoa. Então, não se pode nunca estar em um local onde você vai ser o ponto mais alto”, destacou Palumbo.

 

Em caso de tentar se abrigar dentro de um carro, ressaltou ele, é preciso fechar os vidros e evitar contato com a parte metálica. Já dentro de casa é importante não atender telefones com fio, desligar os aparelhos eletrônicos e ficar longe de canos de água. “Houve um caso, na Avenida Paulista, onde um prédio foi atingido e a descarga veio pela linha de telefone, provocando a morte de uma pessoa que estava ao telefone”, disse.

 

Se for impossível buscar abrigo, o ideal é que a pessoa se agache com os pés juntos, curvado para frente, colocando as mãos nos joelhos e a cabeça entre eles até a tempestade passar. “Você não pode ser o ponto mais alto naquele local onde o raio está caindo”, ressaltou o capitão do Corpo de Bombeiros.

 

De acordo com Palumbo, as praias do litoral paulista tem atualmente 1,2 mil guarda-vidas com treinamento para situações que envolvam raios. “Se o bombeiro apitar ou pedir para que saiam da praia, [é preciso] que as pessoas acreditem nisso. Se tiver orientação para que você se abrigue, saia da praia”.

 

Editor Fábio Massalli

 

Fonte: Agência Brasil

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ESTUDO APONTA CINCO REGRAS DE OURO PARA EVITAR A DEMÊNCIA

Pesquisa sugeriu que estilo de vida é responsável por mais de três quartos das mudanças no cérebro

RIO – Seguir quatro de cinco regras de ouro para uma vida saudável reduz o risco de desenvolvimento de demência em mais de um terço, concluiu uma análise feita pela organização Age UK, que sugere ainda que o estilo de vida é responsável por 76% das mudanças no cérebro.

 

Manter a prática de um exercício físico regular, uma dieta mediterrânea, não fumar e beber álcool com moderação foram apontados como responsáveis por diminuir o risco de desenvolver a doença de Alzheimer e outras formas de demência.

 

Além disso, a prevenção e o tratamento de diabetes, hipertensão e obesidade também se mostraram eficazes para reduzir o risco. Mas, enquanto beber muito foi relacionado à demência, beber níveis moderados de álcool foi considerado benéfico.

 

Uma revisão de estudos acadêmicos feita por pesquisadores da Universidade de Edimburgo revelou que mais de três quartos de declínio cognitivo – mudanças relacionadas à idade em habilidadescerebrais, incluindo memória e velocidade de pensamento – foram contabilizados pelo estilo de vida e outros fatores ambientais, incluindo o nível de educação.

 

Um grande estudo do Reino Unido realizado ao longo de 30 anos apontou que homens com idade entre 45 e 59 anos, que seguiram de quatro a cinco dos fatores de estilo de vida identificados demonstraram ter um risco 36% menor de desenvolver declínio cognitivo e um risco 36% menor de desenvolver demência do que aqueles que não o fizeram.

 

Revisão de evidências da Age UK também revelou que o exercício físico, seja aeróbico, de resistência ou de equilíbrio, era a maneira mais eficaz para afastar o declínio cognitivo em idosos saudáveis e reduzir o risco de desenvolver a doença de Alzheimer.

 

Manter uma dieta saudável, fazer uso moderado de álcool e não fumar também exercem um papel no envelhecimento saudável do cérebro em geral, bem como a redução do risco de desenvolver demência, sugere a revisão de evidências.

 

Constatou-se que há significativamente mais novos casos da doença de Alzheimer entre os fumantes atuais em comparação com aqueles que nunca fumaram. A revisão alega que beber muito pesado aumenta o risco de desenvolver demência, uma vez que resulta na perda de tecido cerebral, particularmente nas partes do cérebro responsáveis pela memória e pelo processamento e interpretação de informação visual.

 

Níveis moderados de álcool, no entanto, segundo estudos, protegem o tecido do cérebro, aumentando o bom colesterol e diminuindo o mau colesterol. De acordo com as últimas estimativas, existem 850 mil pessoas no Reino Unido que vivem com demência e a doença vai afetar uma em cada três pessoas com mais de 65 anos de idade.

 

Age UK, que financia o projeto Mente Disconectada da universidade que está investigando como habilidades de pensamento altera com a idade e o que influencia essas mudanças, disse que esperava que a nova evidência estimularia as pessoas a fazer escolhas de estilo de vida que reduziriam seu risco de demência.

 

— Enquanto ainda não há cura ou forma de reverter a demência, essa evidência mostra que existem maneiras simples e eficazes de reduzir o nosso risco de desenvolvê-lo, para começar — disse Caroline Abrahams, diretora da organização. — Além do mais, as mudanças que precisamos fazer para manter nosso cérebro saudável já se mostraram boas para o coração e a saúde em geral, por isso é de bom tom para todos nós tentar construí-los em nossas vidas. Quanto mais cedo começar, melhor a nossa chance de ter uma vida saudável mais tarde.

 

No entanto, uma pesquisa YouGov de mais de duas mil pessoas feita pela Sociedade de Alzheimer no início deste ano encontrou que 22% das pessoas não acharam que era possível reduzir o risco de demência. Instituições de caridade esperam mudar isso aumentando a consciência pública sobre os fatores de estilo de vida por trás da doença.

 

— É hoje reconhecido em todo autoridades de saúde pública que as mudanças de estilo de vida podem contribuir para reduzir o risco de demência. É agora tempo dessas mensagens começarem a atingir o público para ajudar a capacitar as pessoas a proteger a sua saúde cognitiva à medida que envelhecem — afirmou Matthew Norton, diretor de política do Centro de Pesquisa em Alzheimer do Reino Unido.

 

Fonte: O Globo

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OMS: CASOS DE MALÁRIA CAÍRAM 47% EM TODO O MUNDO

O número de pessoas mortas pela malária (paludismo) caiu quase a metade entre 2000 e 2013, informou hoje (9) a Organização Mundial da Saúde (OMS), no momento em que se enfrenta o maior surto do vírus ebola na África Ocidental.

 

 

Entre 2000 e 2013, a taxa de mortalidade relacionada como o paludismo diminuiu 47% em todo o mundo e 54% na África, segundo o relatório anual da OMS, o que permitiu salvar o equivalente a 4,3 milhões de vidas.

 

“Esses são os melhores resultados que já tivemos e é uma notícia maravilhosa em termos de saúde pública”, disse, em Genebra, o diretor do Programa da OMS contra a Malária.

 

Globalmente, ocorreram 198 milhões de casos de malária e 584 mil mortes no ano passado – respectivamente 4,3% e 6,9% menos que em 2012 -, com 90% das mortes na África. As crianças com menos de 5 anos constituem 78% dessas vítimas.

 

A queda dos casos na África é explicada principalmente pelas medidas de prevenção mais bem aplicadas, sendo que cerca da metade da população em risco, em 2013, teve acesso a mosquiteiros impregnados de inseticida. Em 2004, somente 3% dessa população tinha acesso a essa medida de prevenção.

 

O aumento dos exames de diagnóstico permitiu a identificação de 62% dos pacientes suspeitos de terem paludismo, com 128 milhões de testes distribuídos na África, em 2013,  pela OMS.

 

A organização conseguiu US$ 2,7 bilhões por meio de financiamentos nacionais e internacionais, pouco mais da metade do que necessitava para as metas fixadas. Muitas pessoas ainda não se beneficiaram da assistência da OMS.

 

“Estimamos que 278 milhões de pessoas na África vivem em casas com mosquiteiros impregnados com o inseticida e quase 15 milhões de grávidas não têm acesso ao tratamento preventivo”, disse Margaret Chang, diretora-geral da OMS.

 

No relatório, a organização informa que a pobreza e o baixo nível de educação são fatores determinantes para que falte o acesso aos serviços básicos.

 

A entidade está preocupada, igualmente, com a propagação do vírus ebola, um forte desestabilizador dos sistemas de saúde, sobretudo na Guiné-Conacri, em Serra Leoa e na Libéria, que ficam privados de certos tratamentos, como a malária, por estarem sobrecarregados devido ao ebola. A malária mata 100 vezes mais que o ebola, que já provocou a morte de 6.331 pessoas, segundo o último balanço da OMS, em 6 de dezembro.

 

Para a diretora-geral da organização, “reforçar os sistemas de saúde desestabilizados beneficiará a saúde pública mundial, devendo-se concentrar os esforços no controle e na eliminação do paludismo”.

 

O relatório de 2014 sobre a malária no mundo resume as informações de 97 países onde a doença ainda prevalece.

 

Fonte: Agência Brasil

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EXPECTATIVA DE VIDA DO BRASILEIRO SOBE PARA 74,9 ANOS

A expectativa de vida do brasileiro subiu para 74,9 anos, segundo cálculo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2013, a expectativa era 74,6 anos. A Tábua Completa da Mortalidade do IBGE foi publicada na edição de hoje (1º) do Diário Oficial da União.

 

 

A tabela mostra a expectativa de vida para todas as idades até os 80 anos. Uma criança de dez anos de idade, por exemplo, tem a expectativa de viver até os 76,3 anos. Um jovem de 18 anos deve viver, em média, até os 76,6 anos.

 

Uma pessoa de 40 anos tem a expectativa de vida de 78,5 anos. Aqueles que têm 80 anos ou mais têm expectativa média de viver mais 9,2 anos.

 

Fonte: Agência Brasil

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TEMPERATURAS DO VERÃO VÃO SUPERAR AS DE 2014, DIZ INSTITUTO

Aumento seria de até 2 graus Celsius; fenômeno El Niño pode provocar mais chuvas

RIO – Daqui a um mês começa a estação mais popular do Rio. E o verão de 2015 não deve dar trégua para quem detesta calor. De acordo com o Instituto Climatempo, o primeiro bimestre do ano que vem terá temperaturas ainda mais elevadas do que as registradas no ano passado. Em janeiro, a média será de 32ºC. Em fevereiro, 36ºC. Em 2014, a média não superou os 34ºC.

 

A expectativa da chegada do El Niño aumentaria ainda mais os termômetros. Em junho, a Organização Meteorológica Mundial emitiu um alerta recomendando aos governos que se preparem para eventos como secas e inundações.

 

A temperatura das águas do Oceano Pacífico está 1 grau Celsius acima da média. Há 60% de chances de formação do El Niño, que se manifestaria com mais força no ápice do verão, entre janeiro e fevereiro.

 

O fenômeno pode bagunçar as precipitações do verão na Região Sudeste. Curtas ondas de calor seriam seguidas por tempestades. Para o climatologista José Marengo, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), este é um indício de que as mudanças climáticas já estão em vigor:

 

— Quando falamos em eventos extremos, já sabemos que cada ano tem sido pior do que o anterior.

 

UMIDADE CAUSARÁ MAIS CHUVAS NO FIM DA TARDE

 

O verão carioca de 2015 pode ser o segundo consecutivo com características atípicas. Em 2014, dois bloqueios atmosféricos — um no Pacífico, outro no Atlântico — impediram a passagem de frentes frias na Região Sudeste durante quase dois meses, entre dezembro de 2013 e fevereiro de 2014. A falta de nuvens possibilitou o aumento das temperaturas. Foi a estação mais quente do Rio dos últimos 50 anos. Houve apenas 16 dias com chuvas — a média histórica é 40.

 

Embora a temperatura do verão fique acima da média em 2015, a umidade também será mais alta. Com isso, a sensação térmica pode ser menor.

 

— A temperatura chega ao topo até o meio da tarde e depois a chuva resfria a atmosfera — descreve o meteorologista Alexandre Nascimento, do Climatempo. — Por isso, já que temos precipitações, o próximo verão pode ser menos quente do que o anterior.

 

O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTec) confirma que a temperatura e a umidade em janeiro e fevereiro podem ficar acima do normal. O instituto e o Climatempo devem divulgar previsões mais detalhadas sobre o verão nas próximas semanas.

 

O ANO MAIS QUENTE DESDE 1880

 

A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA (Noaa) confirmou esta semana que 2014 é o ano mais quente desde o início dos registros, em 1880, considerando os dados obtidos entre janeiro e outubro. No século XX, a temperatura média do planeta foi de 14,1ºC. Em 2014, é de 14,8ºC.

 

Outubro é, também, o terceiro mês consecutivo e o quinto do último semestre a marcar um recorde histórico da temperatura global. Os termômetros elevados no mês passado ocorreram devido ao calor tanto na superfície terrestre como nos oceanos. A América do Sul e a Austrália tiveram contribuição decisiva para o aquecimento recente do planeta.

 

No Hemisfério Norte, a Costa Leste dos EUA registrou temperaturas recordes, assim como o Oeste da Rússia. Na Europa, a região mais afetada pelo calor foi o Sul do continente.

 

Fonte: O Globo

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OMS: 748 MILHÕES DE PESSOAS NÃO TÊM ACESSO A ÁGUA POTÁVEL NO PLANETA

Um total de 748 milhões de pessoas não tem acesso a água potável de forma sustentada em todo o mundo e calcula-se que outros 1,8 bilhão usem uma fonte que está contaminada com fezes, segundo relatório divulgado hoje (19) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

 

O estudo mostra que 2,5 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento adequado e que 1 bilhão defecam ao ar livre, nove em cada dez, em áreas rurais.

 

Os dados constituem as principais conclusões do relatório Glass 2014, estudo feito a cada dois anos pela OMS cujo título, este ano, é Investir em água e saneamento, aumentar o acesso e reduzir as desigualdades.

 

O texto informa que o acesso a água potável e ao saneamento adequado tem implicações num amplo leque de aspectos, desde a redução da mortalidade infantil, passando pela saúde materna, o combate às doenças infecciosas, a redução de custos sanitários e no meio ambiente.

 

O estudo mostra que, nas duas últimas décadas, 2,3 bilhões de pessoas conseguiram ter acesso às fontes de águas melhoradas.

 

No mesmo período, o número de mortes de crianças devido às doenças diarreicas – relacionadas com o saneamento precário – caiu de 1,5 milhão em 1990 para 600 mil em 2012.

 

“Claro que podemos dizer que se melhorou muito, mas 600 mil crianças continuam a ser um número muito elevado”, disse, em entrevista, Maria Neira, diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS.

 

Segundo dados da OMS, se o acesso a água potável fosse melhorado e se fossem implementados serviços de saneamento adequado, as mortes por diarreia poderiam ser reduzidas em cerca de 70%.

 

O estudo calcula que a cada dólar investido em serviços de água e saneamento pode-se obter um retorno de 4,3 dólares, com a redução dos custos de saúde, o aumento da produtividade no trabalho e a criação de novos empregos em indústrias relacionadas com a gestão de resíduos.

 

“A água e o saneamento são temas básicos de direitos humanos e têm um componente de gênero essencial. No mundo são, majoritariamente as meninas que vão buscar água, o que as impedem muitas vezes de frequentarem à escola”, disse Maria Neira.

 

Fonte: Agência Lusa

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