PESQUISAS MOSTRAM QUE MORTES POR PROBLEMAS CARDÍACOS AUMENTAM NO INVERNO

Fatalidade pode ocorrer principalmente com pessoas com mais de 75 anos

RIO – ‘Não posso parar’, diz, aos 80 anos, Niuza da Silva, entre um aparelho e outro na Academia da Terceira Idade da Praça do Lido, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. E nem é pelo dia bonito de inverno, porque, mesmo quando chuvisca, a dona de casa conta que acorda cedo e encara uma série de exercícios.

 

 

Não tem como falar que, quando está aquele tempo mais friozinho, com as nuvens carregadas, não bate uma preguiça — assume Niuza, em um tom resiliente, um contraste com sua linguagem corporal ativa. — Mas é um pensamento que dura segundos. E é assim que tem que ser.

 

O recado, válido em todas as estações e para todas as idades, deve ser recebido com especial atenção durante o inverno, quando eventuais problemas cardíacos preocupam mais do que em outras épocas do ano, alertam cardiologistas.

 

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a mortalidade por infarto agudo do miocárdio é 30% maior nos meses mais frios, chegando a crescer 44% entre as pessoas com mais de 75 anos.

 

Outro estudo, realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), concluiu, após analisar 200 mil internações pela doença, que há um aumento de 20% no número de pacientes com insuficiência cardíaca congestiva — quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para o resto do corpo.

 

— Nas últimas décadas tem sido analisado o aumento da taxa de eventos cardiovasculares durante o inverno, mas as causas ainda não são claramente definidas — pondera Alexandre Scotti, cardiologista do Hospital Badim e especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

 

POLUIÇÃO E TEMPERATURA SÃO FUNDAMENTAIS

 

Na revista “North American Journal of Medical Science”, um levantamento dos artigos na literatura médica sobre sazonalidade das doenças cardíacas também mostra que a variabilidade dos problemas “é claramente demonstrada pelos dados epidemiológicos”, o que se traduz em um pico nos meses de inverno.

 

A maioria destas teorias salienta fatores ambientais, como temperatura e poluição do ar, como fundamentais na ocorrência de doenças cardiovasculares em ambos os sexos, particularmente em pacientes com idade avançada.

 

Segundo César Jardim, cardiologista do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, um dos principais motivos para o aumento do risco é a vasoconstrição, “que reduz o fluxo sanguíneo e provoca um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio no organismo”. Além disso, o médico aponta que a preguiça mencionada por Niuza — que, aliás, nunca teve problemas cardíacos — faz com que muitos deixem de praticar exercícios e passem a comer alimentos mais calóricos, justamente pela sensação de bem-estar e aquecimento corporal que eles proporcionam.

 

— O exercício físico também aquece o corpo e melhora a disposição. Além disso, há muitos alimentos que proporcionam esse bem-estar, sem excesso de calorias — destaca Jardim.

 

Pesquisadores ressaltam ainda que, com a queda de temperatura, hormônios que atuam sobre o sistema circulatório podem apresentar aumento de atividade pela simples exposição do corpo ao frio intenso. Com isso, as artérias se contraem, levando ao aumento da pressão arterial e da frequência e intensidade das contrações cardíacas, sobrecarregando ainda mais o coração e o aparelho circulatório.

 

As baixas temperaturas são um fator importante, não o único. Por causa da poluição atmosférica, as infecções respiratórias aumentam nos meses frios, podendo precipitar ou agravar problemas no coração.

 

CHECK-UP E CUIDADOS COM A ALIMENTAÇÃO

 

Com o objetivo de evitar a trombose venosa profunda, o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular encefálico isquêmico, cardiologistas sugerem que seja realizado um check-up cardiológico anualmente e que os exercícios físicos com orientação de um profissional nunca sejam deixados de lado. Nada disso será útil, no entanto, se não houver cuidado com a alimentação: deve-ser priorizar um cardápio saudável, evitando gorduras e sal em excesso.

 

— A maior defesa é a informação. É interessante a população combater os conhecidos fatores de risco cardiovascular, como tabagismo, sedentarismo e ingestão de alimentos calóricos, além de manter os bons níveis de pressão arterial e de açúcar no sangue — conclui Scotti.

 

Fonte: O Globo

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CONSUMO DE AÇÚCAR PRECISA SER REDUZIDO PELA METADE, DIZEM ESPECIALISTAS

Comitê britânico alerta que não deveríamos consumir mais de sete colheres de chá por dia em produtos doces

LONDRES – Especialistas em nutrição alertam que a maioria das pessoas tem consumido pelo menos o dobro do limite de açúcar recomendado, que não deveria ultrapassar 5% do total de calorias diárias (em torno de sete colheres de chá).

 

 

Por isso, o Comitê Científico Consultivo de Nutrição, do Reino Unido, aconselhou o governo britânico a orientar a redução, pela metade, da atual ingestão diária de açúcar, informou a BBC. O governo disse que usará essa recomendação para desenvolver sua estratégia nacional sobre obesidade infantil, que deverá ser divulgada no final do ano.

 

— A evidência é gritante: muito açúcar é prejudicial para a saúde e todos nós precisamos fazer cortes — afirmou à agência britânica Ian Macdonald, presidente do grupo de trabalho do comitê. — A ligação clara e consistente entre o excesso de açúcar e condições como obesidade e diabetes tipo 2 são um alerta para repensarmos nossa dieta.

 

As diretrizes estão em linha com as propostas da Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com especialistas, o consumo de 5% das calorias diárias em açúcar é equivalente a 19g ou cinco cubos para crianças de 4 a 6 anos; 24g ou seis cubos para crianças de 7 a 10 anos; ou sete cubos para as acima de 11 anos.

 

Bebidas adocicadas, como refrigerantes e sucos industrializados, cereais, produtos de confeitaria e açúcar de mesa (para adoçar bebidas). Uma única lata de refrigerante contém nove colheres de açúcar.

 

Fonte: O Globo

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FUMAR PODE AUMENTAR RISCO DE DESENVOLVIMENTO DA ESQUIZOFRENIA, DIZ ESTUDO

Pesquisadores da Kings College de Londres apontaram que fumantes têm mais propensão a ter a doença

RIO – O hábito de fumar pode desempenhar um papel direto no desenvolvimento da esquizofrenia, e esta possível ligação precisa ser investigada, dizem pesquisadores da universidade Kings College de Londres. De acordo com uma análise de diferentes estudos, os fumantes têm mais propensão a desenvolver a doença em idade mais jovem.

 

 

Publicada no “Lancet Psychiatry”, a análise de 61 estudos separados com dados envolvendo 14.555 fumantes e 273.162 não fumantes sugere que a nicotina na fumaça do cigarro pode estar alterando os níveis de dopamina química do cérebro. Especialistas disseram que era um “caso muito forte”, mas que são necessárias mais pesquisas.

 

O ato de fumar tem sido associado com a psicose, mas há muito acredita-se que pacientes com esquizofrenia são mais propensos a fumar porque usam o cigarro como uma forma de automedicação para aliviar o sofrimento de ouvir vozes ou ter alucinações.

 

Os principais resultados da pesquisa foram que 57% das pessoas com psicose já eram fumantes quando tiveram seu primeiro episódio psicótico; fumantes diários eram duas vezes mais propensos a desenvolver esquizofrenia que não-fumantes; e fumantes desenvolviam esquizofrenia um ano antes, em média.

 

O argumento é que, se há uma maior taxa de fumo antes de a esquizofrenia ser diagnosticada, então fumar não é simplesmente um caso de automedicação.

 

“É muito difícil estabelecer o nexo de causalidade [com este estilo de estudo], o que estamos esperando que isso faça é realmente abrir os olhos para a possibilidade de que tabaco poderia ser um agente causador na psicose, e esperamos que isso irá, em seguida, levar a outras experiências de investigação e clínicos que ajudem a fornecer provas mais firme”, disse James MacCabe, do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência da Kings.

 

Os estudiosos ressaltaram, no entanto, que não é a maioria dos fumantes que desenvolve esquizofrenia, mas que acreditam que o fator esteja aumentando o risco.

 

A incidência global da doença é de uma em cada 100 pessoas normalmente, o que pode ser aumentada para dois por 100 por fumar.

 

Fonte: O Globo

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CÉREBRO MAIS OU MENOS ENRUGADO?

Brasileiros descobrem fórmula que explica a relação

RIO – Nos livros de biologia, a aparência “enrugada” do cérebro humano é explicada pela necessidade de encaixar seu grande córtex – as partes mais externas do órgão, responsáveis por nossas mais avançadas funções cognitivas – no limitado espaço disponível na caixa craniana. Isso permitiria que o córtex cerebral tivesse um maior número de neurônios, o que se traduziria em uma maior inteligência. O problema é que esta intuitiva hipótese carecia de testes e comprovação, principalmente tendo em vista o fato de que alguns mamíferos, em especial cetáceos, como baleias e golfinhos, e elefantes terem cérebros não só maiores como mais “enrugados” do que os humanos, mas menos neurônios corticais, enquanto outros com córtex também grandes e desenvolvidos não apresentam estas dobras, como os peixes-boi.

 

Diante disso, a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, chefe do Laboratório de Neuroanatomia Comparada do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, e o físico Bruno Mota, professor também na UFRJ, tiveram uma ideia: e se a proporção das chamadas circunvoluções cerebrais, isto é, o “índice de girificação” do cérebro, não tivesse nada a ver com o número de neurônios no córtex em si, mas fosse sim uma simples função entre sua área e espessura, tal qual uma folha de papel pode ser amassada em um volume menor e com mais dobras do que duas, quatro, seis, oito ou mais folhas empilhadas, mantendo a mesma área total de superfície, e só então amassadas?

 

 

CÓRTEX CEREBRAL SE DEFORMA ATÉ UM FORMATO CONFORTÁVEL

 

Após analisarem dados sobre a morfologia e número de neurônios do córtex de dezenas de espécies de mamíferos – desde as que têm cérebros pequenos sem dobras (lisencefálicos), como camundongos, às com cérebros grandes e com muitas dobras (girencefálicos), como humanos, cetáceos e elefantes -, os cientistas brasileiros descobriram uma fórmula, inspirada no processo de amassar folhas de papel, que consegue não só explicar porquê alguns animais não têm ou têm mais ou menos giros cerebrais como prever o seu desenvolvimento em exemplares adultos das mais diversas espécies de mamíferos, além de finalmente encaixar num mesmo padrão os chamados “pontos fora da curva” das hipóteses anteriores sobre isso, ou seja, os próprios humanos, cetáceos, elefantes e peixes-boi.

 

- É física pura – conta Suzana, principal autora de artigo sobre a descoberta, publicado na edição desta quinta-feira da respeitada revista “Science”. – Durante seu crescimento, o córtex é submetido a diversas forças que atuam de fora para dentro e de dentro para fora, como a pressão do líquido cefalorraquidiano e a resistência das fibras nervosas, similares às que uma folha de papel sofre ao ser amassada. Isso faz com que o córtex acabe por assumir uma configuração de menor energia livre, isto é, ele vai se deformando e ajustando a estas forças até ficar com o formato mais “confortável” e estável possível.

 

O grande diferencial, segundo Suzana, é que este estudo mostramos que isso resulta de uma combinação entre a área de superfície do córtex e sua espessura, numa fórmula que pôde ser testada de fato, fazer previsões e fornecer uma explicação mecânica para o que observamos na natureza.

 

- Assim, revelamos que espécies que antes eram consideradas exceções, pontos fora da curva, na verdade não são nada disso. O cérebro do peixe-boi não tem dobras porque seu córtex é muito grosso para a superfície disponível, enquanto que nos cetáceos o córtex é muito fino em relação à superfície, e por isso fica bem “amassado” – diz.

 

Fonte: O Globo

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COMO RESPONDER A QUEM DIZ QUE O LEITE FAZ MAL

São tantas as lendas negativas sobre os produtos lácteos que chegamos a consumi-los com medo

MADRI – No mundo de hoje, há dois tipos de pessoas: as que toleram a lactose e as que não. Se você está no segundo grupo, não tem opção a não ser restringir os lácteos ou eliminá-los (conforme o grau de intolerância que tiver) para evitar problemas. Mas inclusive se você não tem dificuldade de ingerir leite e derivados, possivelmente acredita que esses alimentos possam causar danos ou prejudicar sua saúde; talvez tenha lido ou ouvido todo tipo de afirmações, muitas delas contraditórias, pois esse líquido branco suscita fortes paixões e fobias entre críticos e partidários.

 

Não há motivo para o temor, como diz Giuseppe Russolillo, presidente da Fundação Espanhola de Dietistas-Nutricionistas: “Os membros da comunidade científica, e os nutricionistas em particular, veem o leite como o alimento biologicamente completo e muito apto para o consumo humano.”

 

A seguir, apresentamos algumas afirmações sobre o leite que podem confundir o consumidor. E oferecemos a informação para responder, com rigor, a essas sentenças frequentes.

 

► “A maioria da população mundial não pode beber leite”

 

É verdade. Estima-se que dois terços da população mundial não podem ingerir a lactose depois dos oito anos. Um poderoso argumento para que essa maioria restrinja os lácteos (iogurtes e alguns queijos costumam ser bem digeridos pela maioria dos que têm intolerância, assim como pequenas quantidades de outros laticínios) ou não os consuma nos casos mais extremos. Para poder digerir o açúcar do leite, é necessária uma enzima chamada lactase.

 

Na Europa, onde a capacidade de produção dessa enzima aumentou, entre 70% e 90% da população a produzem (embora isso possa mudar ao longo da vida). Na Ásia e na África, ao contrário, a maioria dos habitantes é intolerante, com taxas que superam 90% em muitos lugares. Por outro lado, existe a alergia ao leite (mais exatamente à sua proteína), que não tem nada a ver e afeta uma porcentagem mínima da população — em geral, menos de 1%. Além disso, a alergia costuma ser transitória. Um conselho pode ser útil para quem sofre dela: não tome lácteos. Já para você que não tem intolerância nem é alérgico, mesmo que se compadeça e se solidarize com os demais, a afirmação que encabeça esse parágrafo não o impede de se deleitar.

 

► “O ser humano é o único animal que bebe leite após a amamentação”

 

Também é certo. Isso porque o ser humano é o único animal que desenvolveu a agricultura e pecuária. Também é o único que cozinha feijoada, que joga futebol e diz obviedades. Os traços que nos tornam humanos são exatamente os que apenas nós desenvolvemos — muitos deles bons, outros nem tanto. Além disso, embora a frase aí de cima geralmente seja aplicada como argumento contrário, poderia ser perfeitamente a favor. Há cerca de 8.000 anos, um grupo de humanos utilizou o leite para se alimentar na Europa e, com o tempo, acabou desenvolvendo a capacidade de digeri-lo. E onde o hábito foi adotado, a adaptação (ao longo de gerações) foi majoritária, de modo que a digestão da lactose parece mais uma vantagem evolutiva que um inconveniente.

 

► “Os produtos lácteos contêm muita gordura saturada”

 

Para começar, há lácteos desnatados que praticamente não contêm gordura alguma. Entre os demais, alguns têm porcentagens modestas (o leite integral tem 3,6% e um iogurte não desnatado tem ao redor de 3%). Esse é um terreno escorregadio, onde a evidência científica parece colocar em xeque ideias que estavam muito arraigadas. Como explica o nutricionista Juan Revenga, durante um tempo pensou-se que todas as gorduras saturadas eram ruins, mas novos estudos mostram que não se pode generalizar e que as provenientes do leite podem inclusive ser benéficas para a saúde.

 

► “O leite está cheio de antibióticos e hormônios aplicados às vacas”

 

Começando pelo final, dar hormônios aos animais é uma prática proibida há anos. Aplicar antibióticos para fomentar o crescimento também é (na União Europeia desde 2006). Miguel Ángel Lurueña, doutor em ciência e tecnologia dos alimentos e autor do blog Gominolas de Petróleo, explica que os antibióticos só podem ser empregados em situações específicas, exclusivamente para fins de tratamento.

 

“Caso sejam administrados, é necessário respeitar um tempo de espera para conseguir que o animal metabolize essas substâncias, a fim de que não estejam presentes no leite (ou na carne) em quantidades que possam representar um risco à saúde humana. Quem menos deseja que haja resíduos de antibióticos no leite é a indústria de alimentos: a presença dessas substâncias traz enormes inconvenientes, entre eles a impossibilidade de elaborar laticínios fermentados como queijo e iogurte. Isso porque os antibióticos podem impedir o desenvolvimento das bactérias que entram em sua elaboração”, diz Lurueña.

 

A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) publica todo ano um relatório mostrando os resultados do controle que realiza periodicamente sobre os alimentos. No relatório do ano passado, apenas 0,09% do leite analisado apresentou uma quantidade de antibióticos acima dos limites estabelecidos por lei.

 

► “O leite favorece o câncer”

 

Sobre esse tema não há conclusões científicas sólidas. Ou seja: se favorece ou impede o desenvolvimento do câncer, não seria de forma determinante, posto que não existe uma clara evidência de uma coisa ou de outra. Em todo caso, os estudos realizados vão na linha do que resume a Escola de Saúde Pública de Harvard: “Enquanto o cálcio e os lácteos podem reduzir o risco de câncer de cólon, um alto consumo desse grupo de alimentos poderia, possivelmente, aumentar ao mesmo tempo o risco de câncer de próstata e de ovário.”

 

Os especialistas tomam essa afirmação com cuidado, já que foram encontradas correlações, mas não causalidades: ou seja, não se sabe se o que provoca um aumento ou uma redução dos tumores seja o leite; pode haver outros fatores na equação.

 

“Esses valores tão estreitos não deveriam ser utilizados para fazer recomendações radicais ou excludentes demais”, conclui Luis Jiménez, químico e autor do livro “Lo que dice la ciencia para adelgazar” (“O que diz a ciência para emagrecer”).

 

► “O leite produz catarro e favorece o resfriado”

 

A comunidade científica não tem dúvidas sobre isso. É um mito sem nenhum fundamento. O pediatra Carlos González explica desse modo: “Como o catarro é um mecanismo de defesa das vias respiratórias contra as infecções, poderia-se considerar que essa é uma vantagem do leite. No entanto, vários estudos realizados com um grupo placebo (leite de vaca ou de soja com substâncias que maquiam a diferença do sabor) mostraram que isso não acontece. O leite não produz muco”.

 

► “Os lácteos contribuem para a osteoporose”

 

Não parece que seja assim. Como dizia numa entrevista de 2013 Sergio Calsamiglia, catedrático do Departamento de Ciência Animal e dos Alimentos da Faculdade de Veterinária da Universidade Autônoma de Barcelona, nos últimos 25 anos foram realizadas 138 pesquisas a respeito. E apenas duas indicaram uma maior incidência de osteoporose entre consumidores de leite. Na imensa maioria ocorreu o contrário. Calsamiglia afirma que esse panorama continua vigente. A Escola de Saúde Pública de Harvard conclui que o consumo de lácteos e cálcio parece “reduzir o risco de osteoporose”, como apontam dezenas de pesquisas.

 

E no outro extremo, alguém poderia dizer: “O leite é um alimento imprescindível para ter ossos saudáveis”

 

Isso é totalmente correto? O leite é uma rica fonte de cálcio, que é importante para os ossos. Portanto, os nutricionistas costumam recomendar sua ingestão para o aporte desse mineral. Mas o leite está longe de ser o único alimento que contém cálcio. Muitos outros também o oferecem, como os legumes e as frutas secas, e sua absorção pode inclusive ser melhor nesses casos.

 

Além disso, como explica Juan Revenga, para ter uma saúde óssea adequada existem muitos fatores em jogo. “A presença de cálcio na dieta é só um deles (e não tem por que ser o mais importante); também influem, e de forma importante: a adequada presença de vitaminas D e K; não consumir vitamina A em excesso; ter um adequado, não excessivo, aporte de proteína; não tomar refrigerante em excesso; e ter um padrão de vida ativo”, afirma.

 

CONCLUSÃO

 

Se você tem intolerância à lactose, é melhor não ingerir lácteos (ou consumir só alguns e em pequenas quantidades). Se tem alergia à proteína do leite, também deve evitá-los. Mas se não se enquadrar nos casos anteriores e gostar do leite e dos seus derivados, aproveite-os e saiba que o leite é um alimento completo cujo consumo habitual tem uma grande quantidade de benefícios em quantidades moderadas. Se você não gosta de lácteos, não quer tomá-los, odeia-os, é filosoficamente contra eles por algum motivo ou quer se solidarizar com os que não podem prová-los, escolha outros alimentos que proporcionem uma dieta equilibrada. Nenhum é imprescindível.

 

Fonte: O Globo

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CONFIANÇA DO COMÉRCIO CAI 1,4% EM JUNHO

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) da Fundação Getulio Vargas (FGV) registrou queda de 1,4% em junho de 2015, em comparação a maio. Com o resultado, o índice atingiu 90,7 pontos, o menor nível da série iniciada em março de 2010.

 

O indicador tem uma média histórica de 122,2 pontos. Quanto mais baixa for pontuação em relação à média histórica, pior é a avaliação que as empresas fazem da situação dos negócios do momentos e das expectativas em relação ao comércio no futuro. A pesquisa abrangeu todos os segmentos do comércio do país. O Icom engloba tanto os segmentos varejistas quanto atacadistas.

 

Medido em médias móveis trimestrais, o índice manteve a tendência negativa iniciada em janeiro deste ano, embora o ritmo de queda tenha diminuído desde o início de 2015. Entre maio e junho a variação da média móvel trimestral ficou em -0,4%.

 

“O nível recorde negativo da confiança do comércio em junho reforça a percepção de forte desaquecimento do nível de atividade econômica no segundo trimestre de 2015″, disse o superintendente adjunto para Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo Jr.

 

Fonte: Agência Brasil

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CÂNCER DE PULMÃO É O QUE MAIS MATA NO MUNDO, MAS VERBA PARA PESQUISA É INSUFICIENTE

Segundo pesquisa, estigma que liga tumor ao cigarro prejudica investimentos em novas terapias

RIO — O engenheiro Paulo Eduardo Pires voltava de um congresso nos EUA quando, em meio aos alertas de gripe suína no aeroporto, começou a ter sintomas parecidos com os do mal. Um mês depois, o incômodo persistia, o que o levou a fazer exames como raio-X e tomografia. Era 2009 quando ele recebeu a notícia de que não tinha uma gripe e, sim, um câncer de pulmão. Paulo não entendeu:

 

— Fui surpreendido porque nunca tinha colocado um cigarro na boca — lembra, comentando que mantinha um estilo de vida sem excessos e era daqueles que até faziam campanhas antitabaco em sua empresa; e o que ele, seus familiares e colegas sabiam era que este câncer acometia fumantes.

 

A relação entre tabaco e câncer de pulmão é bem estabelecida. Por isso, estatísticas e campanhas costumam destacar que 85% dos pacientes são ou foram fumantes. Só que 15% deles jamais fumaram. Faltam números conclusivos, mas há uma percepção de que este grupo vem crescendo, especialmente no caso das mulheres. O avanço de terapias para esses casos está a pleno vapor, embora continuem a intrigar cientistas: as causas ainda não estão claras, são pessoas mais jovens, com hábitos saudáveis e difíceis de serem diagnosticadas.

 

O câncer de pulmão é o que mais provoca mortes no mundo. São mais de 1,59 milhão por ano — mais do que cólon, mama e próstata juntos, que somam 1,52 milhão. No Brasil, em 2012 (último dado disponível do Instituto Nacional do Câncer), a doença matou 22.426 pessoas. Mas, apesar do impacto, recebe menos atenção e é cercado de estigma por conta da forte ligação com o tabaco, segundo uma pesquisa apresentada pela Fundação Bonnie J. Addario para Câncer de Pulmão, dos EUA. Realizado com dez mil pessoas em dez países, o estudo mostrou que 85% sabem pouco ou nada sobre este tipo de câncer e 80% dos diagnosticados acreditam ter culpa pela doença.

 

— Ouço muitas histórias de pessoas que se sentem envergonhadas, tenham elas fumado ou não — comenta Danielle Hicks, da fundação, que integra a campanha “Qualquer um. Qualquer pulmão”, para conscientizar que a doença é mais abrangente do que se imagina. — Foca-se demais em como ela ocorreu, em vez de em como diagnosticá-la e tratá-la precocemente

 

Para se ter uma ideia, dados compilados de órgãos do governo americano — como o Instituto Nacional do Câncer (NCI) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças — mostram que para o câncer de mama foram investidos US$ 17,8 mil por indivíduo em 2012, e para o de pulmão, apenas US$ 1,3 mil. Além disso, foram investidos, entre 2008 e 2010, US$ 1,8 bilhão em pesquisas para o câncer de mama, contra US$ 776 milhões para o de pulmão.

 

PERFIL DIFERENTE EM DOENTES NÃO-FUMANTES

O fumo é um fator de risco para todos os tipos de câncer, não apenas o de pulmão. Mas quem não fuma dificilmente crê estar sujeito ao problema.

 

— Um câncer que aflige a todos igualmente é mais facilmente alvo de campanhas, pois todos se sentem como potenciais vítimas, entre aspas, como por exemplo os de próstata e mama — justifica Ricardo Sales dos Santos, cirurgião torácico do Hospital Albert Einstein, concordando que o estigma existe também no Brasil.

 

No caso dos doentes que nunca fumaram, alterações genéticas, poluição do ar e exposição a agentes químicos seriam possíveis causas. A idade mediana para câncer de pulmão é de 65 anos. Para não fumantes, 40 anos. Em ambos os casos, a doença se confunde com infecções, asma e pneumonia etc.

 

— O sistema de vigilância americano já separa os cânceres de pulmão entre fumante e não fumante, porque entende que são doenças diferentes do ponto de vista epidemiológico, molecular, terapêutico e de prognóstico. Além de afetar pacientes jovens, de vida saudável e em idade produtiva — explica o oncologista Carlos Gil, especialista em câncer de pulmão do Grupo Oncologia D’Or. — Apesar dos avanços, ainda é uma doença muito grave, que precisa de atenção especial.

 

Paulo é um dos que estão mudando a cara deste câncer. Há seis anos convive com ele, provando que as chances de sobrevivência são mais animadoras do que mostram as estatísticas. Não foi fácil. Nesse período, fez cirurgias, ficou mais de um mês internado em estado grave, reconstruiu os dedos após complicações da doença, sentiu dores fortes, perdeu os movimentos temporariamente. Hoje, aos 61 anos, trabalha, caminha e exibe no tom de voz um ânimo de quem tem qualidade de vida.

 

— Os médicos não acreditavam que eu conseguiria, mas fui vencendo uma batalha a cada dia. Minha família conta que, enquanto estava internado, falava que queria conhecer meu neto. Ele nasceu há 20 dias — orgulha-se Paulo, que conseguiu obter um medicamento importado de difícil acesso para se tratar. — Tenho que controlar a doença e tomar o remédio para estender a sobrevida o máximo possível. Meu pacto com Deus é de 30 anos.

 

A incidência mundial é de 1,8 milhão de novos casos de câncer de pulmão por ano. No Brasil, são 16,4 mil entre os homens e 10,9 mil entre as mulheres. As políticas antitabagistas já tiveram efeito na redução dos tumores em homens (nos EUA, foi de um quarto). Mas o foco em diagnóstico precoce é ainda uma demanda de ativistas.

 

— Os investimentos, se existem, estão focados em campanhas de prevenção de maneira geral, com especial enfoque no tabagismo. Claro que isso é muito importante. Mas não temos campanhas de detecção precoce do câncer de pulmão — cobra Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, que planeja lançar campanha em defesa do rastreamento, como existe para o câncer de mama.

 

O Ministério da Saúde admite que a doença é geralmente detectada em estágio avançado, mas acredita que “não há estudos que comprovem a eficácia” do rastreamento para o pulmão.

 

O tema gera debate. Em 2011, o NCI financiou um estudo com 25 mil pessoas que indicou queda de 20% na mortalidade devido ao rastreamento por tomografia. Por isso, em 2013, a Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA, um painel independente de especialistas, passou a recomendar o rastreamento anual em adultos entre 55 e 80 anos fumantes ou ex-fumantes (há até 15 anos).

 

— As sociedades médicas brasileiras ainda não despertaram para essa importância, e muitos colegas duvidam que seja possível realizar o rastreamento no Brasil. Mas é possível e seguro — diz Sales dos Santos, que realizou o projeto “Propulmão”, com 790 participantes, seguindo os critérios do estudo americano.

 

Finalizado ano passado, dos indivíduos rastreados, 10% tinham nódulos suspeitos, 3% foram submetidos a exames mais invasivos e 1,4% foram diagnosticados com tumores malignos.

 

Por meio desse rastreamento, Wagner Alves, de 69 anos, foi diagnosticado em estágio inicial. Descobriu o projeto pela TV e decidiu se inscrever porque fumara dos 14 aos 54 anos.

 

— No meu caso, funcionou 100% — comemora. — Tinha seis nódulos malignos. Fiz a cirurgia ano passado. Tive uma recuperação rápida e tenho uma cicatriz mínima. Ainda faço consultas periódicas.

 

Com 71 anos, Maria do Carmo Meneses fumou por 50 anos e, mesmo tendo parado há cerca de uma década, tinha uma tosse persistente. Também descobriu o câncer em estágio inicial pelo rastreamento e foi submetida à cirurgia.

 

— Confesso que senti um pouco de culpa por ter fumado, embora não soubesse do risco quando jovem. Mas pelo menos a família me deu todo o apoio, sem me julgar — comenta.

 

Fonte: O Globo

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MOLÉCULAS PROMISSORAS SÃO IDENTIFICADAS PARA O TRATAMENTO DE LEUCEMIA, APONTA ESTUDO

Pesquisadores brasileiros pretendem contribuir com redução da mortalidade da doença

RIO – Três moléculas promissoras para o tratamento da leucemia, capazes de atuar seletivamente sobre as células cancerígenas, com pouco impacto sobre os leucócitos saudáveis, foram identificadas por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal Fluminense (UFF), segundo informações da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

 

A pesquisa, cujos resultados preliminares foram publicados na revista científica “European Journal of Medicinal Chemistry”, pretende contribuir com a redução da mortalidade da doença, conhecida como “câncer no sangue”. Com uma ocorrência de mais de 10 mil novos casos no Brasil apenas em 2014, a leucemia leva seis mil pessoas desse total à morte, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A doença maligna acomete os leucócitos, ou glóbulos brancos, que são produzidos na medula óssea e responsáveis por grande parte da defesa do nosso corpo. Assim, um dos sintomas da doença de origem geralmente desconhecida é a queda na imunidade do paciente.

 

Segundo Floriano Paes Silva, um dos coordenadores da pesquisa e chefe do Laboratório de Bioquímica de Proteínas e Peptídeos, do IOC, e Cientista do Nosso Estado, da Faperj, as moléculas com potencial de ação seletivo para células malignas são chamadas tecnicamente de hits (em português, acerto).

 

“Elas atuam no alvo certo, preservando as células sadias e, com isso, os efeitos adversos são minimizados”, diz o pesquisador à Fundação, acrescentando que encontrá-las é o primeiro passo para desenvolver novos fármacos que sejam mais potentes e que, ao mesmo tempo, sejam menos tóxicos.

 

A proposta da pesquisa foi combinar dois tipos de arcabouço molecular com ação já conhecida na farmacologia. Potente contra a leucemia, mas geralmente tóxico ao organismo, um deles é o núcleo naftoquinona. Já o outro é o núcleo triazol, chamado de núcleo privilegiado, capaz de fornecer diferentes tipos de interação com outras moléculas, como modular a atividade de uma substância ou alterar o seu padrão de seletividade.

 

“A partir desse conhecimento, a ideia foi combinar as duas estruturas para tentar obter uma composição que mantivesse a atividade anticancerígena, mas que fosse menos prejudicial aos tecidos saudáveis”, diz Silva, complementando que cerca de 30 novos princípios ativos foram sintetizados pelo seu grupo de pesquisa, em parceria com a equipe da UFF, dos quais três foram considerados promissores.

 

Em seguida, os estudiosos testaram esses novos compostos em glóbulos brancos saudáveis e em quatro tipos diferentes de leucemia, consideradas mais letais. De acordo com Silva, a razão para isso é que a variedade de formas da doença faz com que cada uma apresente características clínicas específicas e, assim, a resposta aos fármacos seja bastante diversa.

 

“Os experimentos mostraram que concentrações mínimas desses compostos foram capazes de matar metade das células malignas, preservando a integridade de leucócitos sadios. Estes só foram destruídos quando administramos doses com concentração 20 vezes maior que a inicial”, afirma.

 

PERFIS GENÉTICOS DISTINTOS

O pesquisador destaca, ainda, que outro resultado positivo foi que os diversos compostos sintetizados apresentaram ações diversas sobre algumas linhagens da doença, o que comprova que células cancerígenas com perfis genéticos distintos têm respostas diferentes aos fármacos. Um exemplo seria que uma das substâncias se mostrou 19 vezes mais potente sobre células de leucemia linfoide (mais frequente na criança) do que sobre aquelas de leucemia mieloide (mais comum no adulto). Para Silva, essa seletividade é “muito boa” para o desenvolvimento de tratamentos, já que quanto maior a especificidade de uma terapia, melhor ela será.

 

O próximo passo do estudo, segundo o pesquisador, é identificar os mecanismos de ação dessas substâncias promissoras. Isso é, entender como ocorre a indução da morte de células malignas e expandir a avaliação da citotoxicidade desses compostos e, ainda, analisar quais são os fatores que protegem os leucócitos saudáveis. Estima-se que pelo menos mais dez anos de estudos sejam necessários para que as moléculas hits cheguem de fato a compor um novo fármaco, englobando pesquisas de base e, posteriormente, ensaios clínicos com modelos experimentais.

 

“Nossa expectativa é que, num futuro próximo, essas moléculas possam se tornar uma alternativa viável para o tratamento de casos resistentes ou de reincidência da leucemia linfoide aguda, ajudando a reduzir as taxas de mortalidade da doença”, relatou.

 

Fonte: O Globo

Categoria: Acontece
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