ESTUDO APONTA CINCO REGRAS DE OURO PARA EVITAR A DEMÊNCIA

Pesquisa sugeriu que estilo de vida é responsável por mais de três quartos das mudanças no cérebro

RIO – Seguir quatro de cinco regras de ouro para uma vida saudável reduz o risco de desenvolvimento de demência em mais de um terço, concluiu uma análise feita pela organização Age UK, que sugere ainda que o estilo de vida é responsável por 76% das mudanças no cérebro.

 

Manter a prática de um exercício físico regular, uma dieta mediterrânea, não fumar e beber álcool com moderação foram apontados como responsáveis por diminuir o risco de desenvolver a doença de Alzheimer e outras formas de demência.

 

Além disso, a prevenção e o tratamento de diabetes, hipertensão e obesidade também se mostraram eficazes para reduzir o risco. Mas, enquanto beber muito foi relacionado à demência, beber níveis moderados de álcool foi considerado benéfico.

 

Uma revisão de estudos acadêmicos feita por pesquisadores da Universidade de Edimburgo revelou que mais de três quartos de declínio cognitivo – mudanças relacionadas à idade em habilidadescerebrais, incluindo memória e velocidade de pensamento – foram contabilizados pelo estilo de vida e outros fatores ambientais, incluindo o nível de educação.

 

Um grande estudo do Reino Unido realizado ao longo de 30 anos apontou que homens com idade entre 45 e 59 anos, que seguiram de quatro a cinco dos fatores de estilo de vida identificados demonstraram ter um risco 36% menor de desenvolver declínio cognitivo e um risco 36% menor de desenvolver demência do que aqueles que não o fizeram.

 

Revisão de evidências da Age UK também revelou que o exercício físico, seja aeróbico, de resistência ou de equilíbrio, era a maneira mais eficaz para afastar o declínio cognitivo em idosos saudáveis e reduzir o risco de desenvolver a doença de Alzheimer.

 

Manter uma dieta saudável, fazer uso moderado de álcool e não fumar também exercem um papel no envelhecimento saudável do cérebro em geral, bem como a redução do risco de desenvolver demência, sugere a revisão de evidências.

 

Constatou-se que há significativamente mais novos casos da doença de Alzheimer entre os fumantes atuais em comparação com aqueles que nunca fumaram. A revisão alega que beber muito pesado aumenta o risco de desenvolver demência, uma vez que resulta na perda de tecido cerebral, particularmente nas partes do cérebro responsáveis pela memória e pelo processamento e interpretação de informação visual.

 

Níveis moderados de álcool, no entanto, segundo estudos, protegem o tecido do cérebro, aumentando o bom colesterol e diminuindo o mau colesterol. De acordo com as últimas estimativas, existem 850 mil pessoas no Reino Unido que vivem com demência e a doença vai afetar uma em cada três pessoas com mais de 65 anos de idade.

 

Age UK, que financia o projeto Mente Disconectada da universidade que está investigando como habilidades de pensamento altera com a idade e o que influencia essas mudanças, disse que esperava que a nova evidência estimularia as pessoas a fazer escolhas de estilo de vida que reduziriam seu risco de demência.

 

— Enquanto ainda não há cura ou forma de reverter a demência, essa evidência mostra que existem maneiras simples e eficazes de reduzir o nosso risco de desenvolvê-lo, para começar — disse Caroline Abrahams, diretora da organização. — Além do mais, as mudanças que precisamos fazer para manter nosso cérebro saudável já se mostraram boas para o coração e a saúde em geral, por isso é de bom tom para todos nós tentar construí-los em nossas vidas. Quanto mais cedo começar, melhor a nossa chance de ter uma vida saudável mais tarde.

 

No entanto, uma pesquisa YouGov de mais de duas mil pessoas feita pela Sociedade de Alzheimer no início deste ano encontrou que 22% das pessoas não acharam que era possível reduzir o risco de demência. Instituições de caridade esperam mudar isso aumentando a consciência pública sobre os fatores de estilo de vida por trás da doença.

 

— É hoje reconhecido em todo autoridades de saúde pública que as mudanças de estilo de vida podem contribuir para reduzir o risco de demência. É agora tempo dessas mensagens começarem a atingir o público para ajudar a capacitar as pessoas a proteger a sua saúde cognitiva à medida que envelhecem — afirmou Matthew Norton, diretor de política do Centro de Pesquisa em Alzheimer do Reino Unido.

 

Fonte: O Globo

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OMS: CASOS DE MALÁRIA CAÍRAM 47% EM TODO O MUNDO

O número de pessoas mortas pela malária (paludismo) caiu quase a metade entre 2000 e 2013, informou hoje (9) a Organização Mundial da Saúde (OMS), no momento em que se enfrenta o maior surto do vírus ebola na África Ocidental.

 

 

Entre 2000 e 2013, a taxa de mortalidade relacionada como o paludismo diminuiu 47% em todo o mundo e 54% na África, segundo o relatório anual da OMS, o que permitiu salvar o equivalente a 4,3 milhões de vidas.

 

“Esses são os melhores resultados que já tivemos e é uma notícia maravilhosa em termos de saúde pública”, disse, em Genebra, o diretor do Programa da OMS contra a Malária.

 

Globalmente, ocorreram 198 milhões de casos de malária e 584 mil mortes no ano passado – respectivamente 4,3% e 6,9% menos que em 2012 -, com 90% das mortes na África. As crianças com menos de 5 anos constituem 78% dessas vítimas.

 

A queda dos casos na África é explicada principalmente pelas medidas de prevenção mais bem aplicadas, sendo que cerca da metade da população em risco, em 2013, teve acesso a mosquiteiros impregnados de inseticida. Em 2004, somente 3% dessa população tinha acesso a essa medida de prevenção.

 

O aumento dos exames de diagnóstico permitiu a identificação de 62% dos pacientes suspeitos de terem paludismo, com 128 milhões de testes distribuídos na África, em 2013,  pela OMS.

 

A organização conseguiu US$ 2,7 bilhões por meio de financiamentos nacionais e internacionais, pouco mais da metade do que necessitava para as metas fixadas. Muitas pessoas ainda não se beneficiaram da assistência da OMS.

 

“Estimamos que 278 milhões de pessoas na África vivem em casas com mosquiteiros impregnados com o inseticida e quase 15 milhões de grávidas não têm acesso ao tratamento preventivo”, disse Margaret Chang, diretora-geral da OMS.

 

No relatório, a organização informa que a pobreza e o baixo nível de educação são fatores determinantes para que falte o acesso aos serviços básicos.

 

A entidade está preocupada, igualmente, com a propagação do vírus ebola, um forte desestabilizador dos sistemas de saúde, sobretudo na Guiné-Conacri, em Serra Leoa e na Libéria, que ficam privados de certos tratamentos, como a malária, por estarem sobrecarregados devido ao ebola. A malária mata 100 vezes mais que o ebola, que já provocou a morte de 6.331 pessoas, segundo o último balanço da OMS, em 6 de dezembro.

 

Para a diretora-geral da organização, “reforçar os sistemas de saúde desestabilizados beneficiará a saúde pública mundial, devendo-se concentrar os esforços no controle e na eliminação do paludismo”.

 

O relatório de 2014 sobre a malária no mundo resume as informações de 97 países onde a doença ainda prevalece.

 

Fonte: Agência Brasil

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EXPECTATIVA DE VIDA DO BRASILEIRO SOBE PARA 74,9 ANOS

A expectativa de vida do brasileiro subiu para 74,9 anos, segundo cálculo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2013, a expectativa era 74,6 anos. A Tábua Completa da Mortalidade do IBGE foi publicada na edição de hoje (1º) do Diário Oficial da União.

 

 

A tabela mostra a expectativa de vida para todas as idades até os 80 anos. Uma criança de dez anos de idade, por exemplo, tem a expectativa de viver até os 76,3 anos. Um jovem de 18 anos deve viver, em média, até os 76,6 anos.

 

Uma pessoa de 40 anos tem a expectativa de vida de 78,5 anos. Aqueles que têm 80 anos ou mais têm expectativa média de viver mais 9,2 anos.

 

Fonte: Agência Brasil

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TEMPERATURAS DO VERÃO VÃO SUPERAR AS DE 2014, DIZ INSTITUTO

Aumento seria de até 2 graus Celsius; fenômeno El Niño pode provocar mais chuvas

RIO – Daqui a um mês começa a estação mais popular do Rio. E o verão de 2015 não deve dar trégua para quem detesta calor. De acordo com o Instituto Climatempo, o primeiro bimestre do ano que vem terá temperaturas ainda mais elevadas do que as registradas no ano passado. Em janeiro, a média será de 32ºC. Em fevereiro, 36ºC. Em 2014, a média não superou os 34ºC.

 

A expectativa da chegada do El Niño aumentaria ainda mais os termômetros. Em junho, a Organização Meteorológica Mundial emitiu um alerta recomendando aos governos que se preparem para eventos como secas e inundações.

 

A temperatura das águas do Oceano Pacífico está 1 grau Celsius acima da média. Há 60% de chances de formação do El Niño, que se manifestaria com mais força no ápice do verão, entre janeiro e fevereiro.

 

O fenômeno pode bagunçar as precipitações do verão na Região Sudeste. Curtas ondas de calor seriam seguidas por tempestades. Para o climatologista José Marengo, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), este é um indício de que as mudanças climáticas já estão em vigor:

 

— Quando falamos em eventos extremos, já sabemos que cada ano tem sido pior do que o anterior.

 

UMIDADE CAUSARÁ MAIS CHUVAS NO FIM DA TARDE

 

O verão carioca de 2015 pode ser o segundo consecutivo com características atípicas. Em 2014, dois bloqueios atmosféricos — um no Pacífico, outro no Atlântico — impediram a passagem de frentes frias na Região Sudeste durante quase dois meses, entre dezembro de 2013 e fevereiro de 2014. A falta de nuvens possibilitou o aumento das temperaturas. Foi a estação mais quente do Rio dos últimos 50 anos. Houve apenas 16 dias com chuvas — a média histórica é 40.

 

Embora a temperatura do verão fique acima da média em 2015, a umidade também será mais alta. Com isso, a sensação térmica pode ser menor.

 

— A temperatura chega ao topo até o meio da tarde e depois a chuva resfria a atmosfera — descreve o meteorologista Alexandre Nascimento, do Climatempo. — Por isso, já que temos precipitações, o próximo verão pode ser menos quente do que o anterior.

 

O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTec) confirma que a temperatura e a umidade em janeiro e fevereiro podem ficar acima do normal. O instituto e o Climatempo devem divulgar previsões mais detalhadas sobre o verão nas próximas semanas.

 

O ANO MAIS QUENTE DESDE 1880

 

A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA (Noaa) confirmou esta semana que 2014 é o ano mais quente desde o início dos registros, em 1880, considerando os dados obtidos entre janeiro e outubro. No século XX, a temperatura média do planeta foi de 14,1ºC. Em 2014, é de 14,8ºC.

 

Outubro é, também, o terceiro mês consecutivo e o quinto do último semestre a marcar um recorde histórico da temperatura global. Os termômetros elevados no mês passado ocorreram devido ao calor tanto na superfície terrestre como nos oceanos. A América do Sul e a Austrália tiveram contribuição decisiva para o aquecimento recente do planeta.

 

No Hemisfério Norte, a Costa Leste dos EUA registrou temperaturas recordes, assim como o Oeste da Rússia. Na Europa, a região mais afetada pelo calor foi o Sul do continente.

 

Fonte: O Globo

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OMS: 748 MILHÕES DE PESSOAS NÃO TÊM ACESSO A ÁGUA POTÁVEL NO PLANETA

Um total de 748 milhões de pessoas não tem acesso a água potável de forma sustentada em todo o mundo e calcula-se que outros 1,8 bilhão usem uma fonte que está contaminada com fezes, segundo relatório divulgado hoje (19) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

 

O estudo mostra que 2,5 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento adequado e que 1 bilhão defecam ao ar livre, nove em cada dez, em áreas rurais.

 

Os dados constituem as principais conclusões do relatório Glass 2014, estudo feito a cada dois anos pela OMS cujo título, este ano, é Investir em água e saneamento, aumentar o acesso e reduzir as desigualdades.

 

O texto informa que o acesso a água potável e ao saneamento adequado tem implicações num amplo leque de aspectos, desde a redução da mortalidade infantil, passando pela saúde materna, o combate às doenças infecciosas, a redução de custos sanitários e no meio ambiente.

 

O estudo mostra que, nas duas últimas décadas, 2,3 bilhões de pessoas conseguiram ter acesso às fontes de águas melhoradas.

 

No mesmo período, o número de mortes de crianças devido às doenças diarreicas – relacionadas com o saneamento precário – caiu de 1,5 milhão em 1990 para 600 mil em 2012.

 

“Claro que podemos dizer que se melhorou muito, mas 600 mil crianças continuam a ser um número muito elevado”, disse, em entrevista, Maria Neira, diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS.

 

Segundo dados da OMS, se o acesso a água potável fosse melhorado e se fossem implementados serviços de saneamento adequado, as mortes por diarreia poderiam ser reduzidas em cerca de 70%.

 

O estudo calcula que a cada dólar investido em serviços de água e saneamento pode-se obter um retorno de 4,3 dólares, com a redução dos custos de saúde, o aumento da produtividade no trabalho e a criação de novos empregos em indústrias relacionadas com a gestão de resíduos.

 

“A água e o saneamento são temas básicos de direitos humanos e têm um componente de gênero essencial. No mundo são, majoritariamente as meninas que vão buscar água, o que as impedem muitas vezes de frequentarem à escola”, disse Maria Neira.

 

Fonte: Agência Lusa

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WWF-BRASIL: 82% ACHAM QUE NATUREZA DO PAÍS NÃO ESTÁ PROTEGIDA ADEQUADAMENTE

Pesquisa da organização não governamental (ONG) WWF-Brasil (sigla em inglês para Fundo Mundial para a Natureza) mostra que 82% da população brasileira acreditam que a natureza do país não está protegida de forma adequada. O levantamento, apresentado nesta terça-feira (18) em Sydney (Austrália), no Congresso Mundial de Parques, foi feito pelo Ibope.

 

Apenas 11% da população acreditam que a natureza está sendo protegida corretamente, enquanto 7% não souberam responder. A pesquisa mostra ainda que 74% dos entrevistados atribuem ao governo a responsabilidade por cuidar das unidades de conservação; 46% aos cidadãos e 20% às ONGs (6% não souberam responder).

 

“Muitas vezes, as pessoas entendem que, por elas pagarem impostos, quem tem de cuidar é o governo. Mas quem polui rio, quem não liga o esgoto no sistema de esgoto, quem joga óleo na rua, o posto de gasolina, também está afetando o meio ambiente”, diz a secretária-geral da WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito.

 

“Pensando exclusivamente nas áreas protegidas, dos parques de fato, os governos têm um potencial de responsabilidade maior, embora se a população cobrar, ele pode ter mais recursos para que essas áreas funcionem”, ressalva Maria Cecília.

 

Os dados mostram que 58% dos entrevistados consideram o meio ambiente e as riquezas naturais motivo de orgulho para o país. O resultado supera a diversidade de opinião da população sobre cultura (37%), esporte (30%), qualidade de vida (28%) e a característica pacífica do país (19%). Para a secretária-geral, o resultado mostra que, apesar do meio ambiente ser considerado importante para a população, o tema não tem recebido a mesma atenção nas discussões políticas.

 

“As nossas discussões políticas têm sido pobres e não têm tratado de temas de interesse da sociedade, seja em áreas protegidas, seja a falta de água em São Paulo, seja poluição de rios. Acredito que os governantes têm relegado há muito tempo essa discussão e, pior do que isso, eles não têm deixado que as pessoas entendam que essa discussão diz respeito ao dia a dia delas”.

 

A pesquisa mostra ainda que a população sabe que preservar o meio ambiente significa garantir a proteção das nascentes, represas e rios (55%) e proteger a diversidade de plantas e animais (65%). “O que a pesquisa deixa claro é que há um descompasso entre as políticas públicas de meio ambiente no Brasil e os anseios da população. Apesar do apreço que o brasileiro tem pelas áreas naturais, da importância delas na vida cotidiana das pessoas, esse tema não é uma prioridade nacional do ponto de vista dos governos”, destaca Maria Cecília.

 

A pesquisa foi feita durante a segunda quinzena de outubro com cerca de 2 mil pessoas em todas as regiões do país.

 

Fonte: Agência Brasi

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NO HORÁRIO DE VERÃO, PRÁTICA DE EXERCÍCIOS AUMENTA, MAS SEUS BENEFÍCIOS DIVIDEM PESQUISADORES

Luminosidade estimula atividade física, mas estudo americano fala em risco cardiovascular até 25% maior

RIO — Morador da Glória, no Rio, o músico Leonardo Cintra, de 38 anos, desfruta da vista da Baía de Guanabara enquanto malha em uma academia ao ar livre no Aterro do Flamengo, apelidada por ele de “Sugar Loaf Fitness”, numa brincadeira com o nome do Pão de Açúcar em inglês. Além de definir os músculos, ele “pega um bronze” e admira a paisagem protagonizada pelas montanhas e a baía, tão próxima das barras de ferro que levanta por cerca de uma hora. O relógio marca 18h40m, e o sol teima em não descer. Com uma semana a mais do que o ano passado por conta do carnaval, o horário de verão é motivo de deleite para muitos — mas divide opiniões e pode até ser associado a riscos.

 

 

A hora especial, que começou no último dia 19 e vai valer por 126 dias —cinco a mais do que a média dos últimos 15 anos—, faz despertar o aspecto motivacional, provocado pela permanência por mais tempo da luz do dia, sustenta o preparador físico Fernando Beja.

 

— No verão, as pessoas querem atividade física, e, com um período de claridade maior, sem dúvida há mais exercício — afirma.

 

Um estudo recente da Universidade do Colorado (EUA), em Denver, contudo, lança uma sombra sobre os possíveis benefícios do aumento da atividade física no período. De acordo com os pesquisadores, a segunda-feira logo após a mudança no relógio, quando se perde uma hora de sono, registra até 25% mais ataques cardíacos do que as outras do ano.                — As pessoas que trabalham com energia se esquecem de que o corpo não é uma máquina. Existem limites para a regulagem. Somos programados para ficar acordados e dormir em determinadas horas — afirma Nonato Rodrigues, especialista em medicina do sono pela Associação Médica Brasileira (AMB), que não participou do estudo americano.

 

De acordo com o neurologista, quando você está acordado enquanto devia estar dormindo, o corpo se ressente. Ele explica que a privação de sono envolve a ativação de uma parte do sistema nervoso que não controlamos, representando um estresse para o cérebro:

 

— Essa alteração é respondida de duas maneiras: preparando o animal para correr ou lutar. Seja para um ou para o outro, o neurotransmissor principal é a adrenalina, responsável por diversos efeitos cardiovasculares, entre esses a diminuição do tamanho das artérias coronárias e o aumento do número de batimentos cardíacos, da força de contração cardíaca, e por aí vai.

 

Com uma adaptação cuidadosa ao horário novo, a antropóloga gaúcha Luciana Almeida, de 35 anos, dez morando no Rio de Janeiro, é só elogios ao período estendido de sol:

 

— Normalmente venho (ao Aterro do Flamengo) às 16h30m, já que à noite não é tão seguro. Mas, no horário de verão, venho mais tarde, sem problemas. É muito melhor manter a forma ao ar livre.

 

Para o preparador físico Beja, o bem-estar psicológico do exercício em meio à natureza e com mais luz solar, é a grande vantagem. E, na avaliação do neurologista Nonato Rodrigues, uma forma de minorar riscos cardíacos é tentar uma adaptação mais suave ao horário, a fim de acostumar o relógio biológico. Ele recomenda tentar adaptar ligeiramente, dia a dia, o horário de despertar, a fim de o corpo não sentir a alteração brusca.

 

Fonte: O Globo

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NOVEMBRO AZUL: CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE CÂNCER DE PRÓSTATA TINGE MONUMENTOS PELO PAÍS

Iniciativa ressalta a necessidade dos exames de prevenção da doença, que acomete um a cada seis homens no Brasil

Nesta segunda-feira, 3, quando as luzes do Congresso Nacional forem tomadas por uma iluminação azul, será dada a largada para a campanha de conscientização sobre o câncer de próstata, idealizada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). A ideia do Novembro Azul é desmistificar a doença, que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), acomete um a cada seis homens no Brasil. As estimativas mostram que 69 mil novos casos deverão ser diagnosticados somente em 2014 no país, um a cada 7,6 minutos. E o pior é que cerca de 13 mil brasileiros vão morrer em decorrência da doença, o que significa um óbito a cada 40 minutos.

 

 

Depois do aparecimento dos sintomas, mais de 95% dos casos de câncer de próstata já se encontram em fase avançada. Daí a importância da realização do exame regular através do toque retal e do PSA, orienta o presidente da SBU, Carlos Corradi Fonseca. De acordo com ele, o câncer de próstata rouba do homem 7,3 anos de vida na comparação com as mulheres e isso ocorre porque eles não se cuidam.

 

“Pessoas do sexo masculino não costumam ir ao médico porque acham que são super-homens, e o câncer de próstata, quando não é detectado no início, raramente tem cura”, sustenta. O urologista recomenda que, a partir de 50 anos, todo homem deve fazer o exame periódico. Se houver histórico familiar e se a pessoa for negra ou obesa, a recomendação é procurar um urologista a partir dos 45 anos.

 

Fonseca alerta que o câncer de próstata é assintomático em sua fase inicial. “O exame de toque e o PSA, feito por meio da coleta de sangue, detectam a maior parte dos tumores em fase inicial, e, nesses casos, as chances de cura são de 90%”, avisa. Segundo ele, os tumores variam entre os pouco, os medianos e os muito agressivos. “No caso de ser diagnosticado um câncer pouco agressivo, é possível pensar num tratamento inicial a partir de uma observação vigilante. Se ele é médio ou muito agressivo, o tratamento deve ser iniciado logo que é dado o diagnóstico, principalmente com cirurgia ou radioterapia”, explica. A cirurgia, assegura, é o tratamento com maior índice de cura. Quando a doença se espalha, a saída é a hormonoterapia, por meio da qual a produção de testosterona no organismo é inibida, mas isso só ocorre nas fases mais avançadas.

 

Para o professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e urologista do Instituto Biocor, Daniel Xavier Lima, a boa notícia é que muitos tabus já caíram no que se refere à disposição dos homens de enfrentarem seus medos e preconceitos quanto ao exame de toque, essencial para o diagnóstico da doença. “O que existe, ainda, são informações desencontradas”, garante. De acordo com ele, um estudo norte-americano sustentou que não houve redução da mortalidade por câncer de próstata em função do rastreamento. “Trata-se de um estudo isolado que, infelizmente, teve muita repercussão porque muitos médicos generalistas interpretaram que não seria mais preciso fazer os exames”, explica. Por causa disso, o próprio Ministério da Saúde retirou o exame de próstata da rotina obrigatória. Assim, a dificuldade de conscientizar as pessoas aumentou, principalmente na rede pública, onde o paciente é, em geral, menos esclarecido (ou recebe menos esclarecimentos).

 

“Leciono no Hospital das Clínicas e observo que os pacientes já não estão sendo encaminhados para o rastreamento. Isso vai levar, daqui a alguns anos, a um aumento no número de tumores avançados”, garante Lima. De acordo com ele, o rastreamento é responsável por 40% da redução das mortes por câncer de próstata de 1990 para cá. “Esse procedimento ficou mais popularizado a partir de meados da década de 90, com a realização do PSA e do toque. Nada pode justificar essa redução na procura a não ser a sua diminuição, até porque o número de diagnósticos aumentou”, alerta.

 

Bruno Ferrari, oncologista e presidente do conselho administrativo da rede Oncoclínicas do Brasil, chama atenção para outro problema: o câncer de próstata não acomete apenas os idosos, mas é a partir dos 50 anos que sua frequência começa a aumentar. Depois da cirurgia, as duas maiores sequelas, segundo ele, são a incontinência urinária e a disfunção erétil. Ambas têm tratamento e podem ser revertidas. “São essas duas coisas que afastam o homem do diagnóstico. Mas é preciso lembrar que, quanto mais precoce é o tratamento, menos mutilante ele é.” A campanha Novembro Azul é realizada há cinco anos e, de lá para cá, de acordo com o oncologista, houve um pequeno aumento no número de diagnósticos precoces. “Precisamos envolver toda a sociedade, e não apenas os médicos. A gente vê poucos casos sobre a doença na mídia. As celebridades não aparecem morrendo de câncer de próstata”, lembra.

 

Fisioterapia

 

Para ajudar os pacientes na recuperação durante o pós-operatório, uma das recomendações é a fisioterapia para disfunções do assoalho pélvico. De acordo com a fisioterapeuta Maria Cristina da Cruz, responsável pelo serviço no Hospital ds Clínicas, o tratamento consiste em educar o paciente sobre a forma como o corpo vai funcionar depois da cirurgia e sobre qual será o seu papel em sua própria recuperação.

 

Ela chama a atenção para o fato de que o tratamento difere de pessoa para pessoa. “Não adianta fazer exercícios genéricos. Para haver resultado, as contrações devem ser adequadas e os exercícios, específicos para cada caso”, lembra. De acordo com ela, além de tomar consciência da própria musculatura e de fazer os exercícios, alguns homens precisam passar pela eletroestimulação e biofeedback, que permite ao paciente visualizar a qualidade das contrações.

 

Não adianta fugir

 

» Entre 10% e 20% dos casos não são detectados pela dosagem de PSA no sangue. O exame de toque e o PSA são complementares

» Fatores de risco: idade, histórico familiar, raça (maior incidência em negros), alimentação inadequada, sedentarismo, obesidade

» Prevenção: não é possível evitar a doença. Mas pode-se diagnosticá-la precocemente, quando as chances de cura são de cerca de 90%.

 

Fonte: Instituto Lado a Lado pela Vida

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