AUMENTO NO NÚMERO DE ALERGIAS PODE ESTAR RELACIONADO A MUDANÇAS CLIMÁTICAS, DIZ ESTUDO

Pesquisa do Instituto Max Planck de Química revela que gases poluentes criaram alérgenos mais potentes

RIO— Um estudo do Instituto Max Planck de Química, publicado na revista “Science Daily”, revelou que o número crescente de alergias pode ser fruto de alterações nos alérgenos— substâncias responsáveis por desencadear esse tipo de reação no corpo humano— causadas por poluentes relacionados a mudanças climáticas. De acordo com cientistas, o dióxido de nitrogênio e o ozônio troposférico estão tornando mais potentes os alérgenos transportados pelo ar.

A pesquisa revelou que o ozônio oxida um aminoácido que desencadeia reações químicas responsáveis por alterar a estrutura das proteínas alergênicas. Já o dióxido de nitrogênio, presente na fumaça expelida pelos carros, modifica a capacidade de ligação de alguns alérgenos.

A ação conjunta dos dois gases é responsável por fazer com que os alérgenos provoquem reações do corpo humano com mais facilidade, sobretudo em ambientes úmidos ou poluídos.

A partir de agora, os pesquisadores tentarão identificar outras proteínas alergênicas que são afetadas pela poluição e investigar como elas podem abalar o sistema imunológico.

Fonte: O Globo

Categoria: Acontece
Tags: , , ,
Comentar

BALANÇA COMERCIAL REGISTRA DÉFICIT DE US$ 24 MILHÕES NA SEGUNDA SEMANA DO MÊS

Dados de 2014 mostram que quantidade de gases foi a mesma de 2013. É a primeira desaceleração em 40 anos.

O crescimento das emissões de CO2 ficou estagnado ano passado, segundo informações da Agência de Energia Internacional (IEA, na sigla em inglês). Esta é a primeira vez em 40 anos em que houve uma redução ou desaceleração das emissões de gases do efeito estufa sem que este fator não tivesse relacionado a uma recessão econômica.

As emissões globais se mantiveram em 32 gigatoneladas em 2014, mesma quantidade registrada no ano anterior. Dados da IEA sugere que os esforços para mitigar as mudanças climáticas podem ter representado um efeito mais forte do que se pensava sobre as emissões.

 

Entre as medidas que podem ter contribuído para o quadro, a agência cita a mudança de padrão de consumo de energia na China em 2014. Embora sua matriz energética seja uma das mais poluidoras do mundo, ano passado o país investiu na geração de eletricidade através de fontes renováveis, tais como hídrica, solar e eólica, ao mesmo tempo que reduziu o consumo de carvão.

 

Nos países que integram a Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE), em sua maioria europeus, a agência citou os esforços recentes para promover o crescimento sustentável, o que também incluiu o investimento em eficiência energética e energia renovável.

 

Os resultados foram considerados “encorajadores” pela agência, mas isto não representa, segundo ela, um motivo para “complacência”. E, no comunicado do órgão, o diretor Fatih Birol acrescentou:

 

“Isto me dá mais esperança de que a Humanidade será capaz de trabalhar em conjunto para combater as mudanças climáticas, a ameaça mais importante que enfrentamos hoje”.

 

Fonte: O Globo

 

 

 

Categoria: Acontece
Tags: , ,
Comentar

ÁGUA POLUÍDA MATA MAIS QUE AIDS E CÂNCER DE MAMA, REVELA PESQUISA.

Quase 800 mil mulheres morrem por ano por falta de saneamento básico.

Estudo foi realizado pela organização americana WaterAid.

 

 

Doenças transmitidas pela água poluída e pelo saneamento ruim representam a quinta maior causa de mortes de mulheres em todo mundo, matando mais que a Aids, a diabetes ou o câncer de mama, revelaram pesquisadores.

Quase 800 mil mulheres morrem todos os anos por falta de acesso a banheiros seguros e água limpa, de acordo com a organização desenvolvimentista WaterAid, que analisou dados do Instituto de Métricas da Saúde, centro de estudos sediado em Seattle, nos EUA.

 

“Esta situação completamente inaceitável afeta a educação, a saúde, a dignidade de mulheres e meninas e, em última instância, resulta em mortes precoces e desnecessárias”, disse a diretora-executiva da WaterAid, Barbara Frost, em comunicado.

 

As únicas doenças mais mortíferas para as mulheres do que a falta de saneamento de qualidade são doenças cardíacas, derrames, infecções das vias respiratórias inferiores e doenças pulmonares obstrutivas crônicas, de acordo com o relatório.

 

Sem acesso a ‘direito humano’

Mais de um bilhão de mulheres, ou uma em cada três em todo o mundo, não têm acesso a um toalete seguro e particular, e 370 milhões –uma em dez– não contam com água limpa, segundo a WaterAid.

 

Mais de dois bilhões de pessoas passaram a ter acesso à água limpa entre 1990 e 2012, mas quase 750 milhões continuam sem recurso ao que a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu ser um direito humano.

 

A água poluída e o saneamento ruim estão na raiz de problemas como a mortalidade materna e infantil e a violência sexual.

 

Muitas mulheres em países em desenvolvimento dão à luz em casa, sem acesso à água limpa, expondo-se e aos seus bebês a infecções.

 

Sem banheiros seguros, mulheres e garotas têm que se aventurar ao ar livre para fazer suas necessidades, muitas vezes à noite, arriscando sofrerem assédio e abuso sexual.

 

Além disso, em muitos países pobres é considerado responsabilidade de mulheres e meninas encontrar água, o que as força a passar várias horas do dia indo e voltando de poços e as impede de frequentar escolas e cuidar de suas famílias.

Fonte: G1

 

 

 

Categoria: Acontece
Tags: , , , , ,
Comentar

ESTUDO APONTA IMPACTO DO TRANSPLANTE DE CÉLULAS-TRONCO NAS IMUNODEFICIÊNCIAS

Transplantes de células-tronco hematopoiéticas têm sido decisivos no tratamento de imunodeficiências congênitas no Brasil. É o que comprovou um estudo do Grupo de Trabalho de Transplante Pediátrico, da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), apresentado no início do mês, em San Diego, nos Estados Unidos, durante encontro internacional.

 

O estudo avaliou 166 pacientes com imunodeficiência primária, submetidos ao transplante entre 1992 e abril de 2014, em dez diferentes centros transplantadores do país, entre instituições públicas e privadas. A maioria dos pacientes era do sexo masculino, com menos de 3 anos de idade, visto que a doença se manifesta quase sempre de maneira precoce e apresenta alto índice de mortalidade, se não diagnosticadas na fase inicial.

 

De acordo com a coordenadora do levantamento na Universidade Federal do Paraná, Carmem Bonfim, o transplante de células-tronco hematopoiéticas é curativo na maioria dos casos de imunodeficiências primárias. “Esses resultados nos possibilitam obter referenciais de condutas terapêuticas e, com isso, aperfeiçoar e ampliar a capacidade de realização desses procedimentos em países como o Brasil”, ressaltou.

 

No caso da imunodeficiência combinada grave e da síndrome de Wiskott-Aldrich, a sobrevivência global em três anos chegou a 60% e 79%, respectivamente. “Sem o transplante, a grande maioria dos bebês com imunodeficiência combinada grave morre antes de completar 1 ano de vida”, esclareceu Carmem.

 

Ela lamentou que no Brasil o maior problema ainda seja o diagnóstico precoce para o tratamento adequado, a tempo, dessas crianças. “Faltam leitos e estrutura adequados para o transplante, mas estima-se que dezenas de crianças morram anualmente por não terem sido diagnosticadas a tempo de começarem o tratamento, ou mesmo o transplante.”

 

As imunodeficiências primárias somam ao todo mais de 200 tipos de doenças hereditárias e são quase todas raras. Elas alteram os mecanismos normais de defesa do organismo e aumentam as chances de infecções e outras doenças.

 

Apenas alguns centros são capacitados a realizar o procedimento no país. O primeiro transplante desse tipo, no Brasil, foi feito em 1992, no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

 

Fonte: Agência Brasil

Categoria: Acontece
Tags: , , , ,
Comentar

MICROBIOTA: UMA PERSPECTIVA DA IMUNOLOGIA DO EXERCÍCIO

O coordenador do curso de Educação Física do UDF, prof. Bernardo Petriz, em parceria com professores de outras instituições nacionais e internacionais, teve um artigo publicado na conceituada revista de Medicina Esportiva Exercise Immunology Review.

 

 

A microbiota intestinal consiste de um conjunto de microrganismos que produzem uma variedade de moléculas sinalizadoras de natureza hormonal, ou seja, que são liberadas na corrente sanguínea e atuam em sítios distantes (receptores). A microbiota pode ser modulada por diversas condições ambientais, tais como o exercício e algumas patologias.

 

Interessantemente, o enriquecimento da diversidade bacteriana tem sido associado com uma melhora no estado de saúde geral e alterações no sistema imune, que constituem múltiplas conexões entre o hospedeiro a microbiota.

 

Por outro lado, a redução na quantidade e diversidade bacteriana da microbiota está associada com pioras na saúde, enquanto que o aumento da diversidade pode melhorar o perfil metabólico e as respostas imunes. Sendo assim, a ideia é que uma microbiota mais saudável auxilia no funcionamento geral do organismo e previne uma série de complicações metabólicas. Até o momento, poucos estudos controlados investigaram as interações entre o exercício agudo e crônico, e a microbiota intestinal.

 

No entanto, dados preliminares obtidos de estudos com animais ou probióticos mostram resultados interessantes a nível imunológico, indicando que a microbiota também atua como um órgão endócrino, sendo sensível as mudanças homeostáticas e fisiológicas decorrentes do exercício.

 

 

Indivíduos com diabetes e/ou obesidade apresentam uma redução na diversidade bacteriana da microbiota e este processo altera negativamente o sistema imune, de modo que, substâncias sinalizadoras liberadas por células imunes pioram estas patologias. Já o exercício parece restaurar parcialmente a microbiota, aumentando a sua diversidade, o que poderia melhorar os quadros adversos presentes em algumas doenças.

 

Apesar de tentador, ainda é muito cedo para estabelecer o exercício como uma ferramenta não farmacológica no tratamento de doenças associadas a distúrbios na microbiota. No entanto, definitivamente esta é uma área de grande interesse para futuros estudos na área de saúde, exercício e sistema imune.

 

Autores:

 

1- Stephane Bermon (Universidade de Nice Sophia Antipolis, Franca / Instituto de Medicina Esportiva e Cirurgia de Mônaco );

2- Bernardo Petriz (UDF – Centro Universitário, Brasília, Brasil / Centro de Análises Proteômicas e Bioquímicas, Programa de Pós-Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia, Universidade Católica de Brasília);

3- Alma Kajeniene (Instituto de Esportes da Universidade de Ciências da Saúde, Lituânia);

4- Jonato Prestes (Programa de Pós-Graduação em Educação Física , Universidade Católica de Brasília);

5- Lindy Castell (Green Templenton College, Universidade de Oxford, Reino Unido);

6 – Octávio L. Franco (Centro de Análises Proteômicas e Bioquímicas, Programa de Pós-Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia, Universidade Católica de Brasília / Pós-Graduação em Biotecnologia, Universidade Dom Bosco, Campo Grande, MS).

Categoria: Acontece
Tags: , , , ,
Comentar

NOVA PROTEÍNA MOSTRA HABILIDADE PARA BLOQUEAR O VÍRUS HIV

Abordagem ainda será testada em humanos, mas pode levar a novos tratamentos e vacinas contra a Aids

RIO — Cientistas do Instituto de Pesquisa Scripps, e outras instituições, criaram uma nova molécula que poderia bloquear infecções com o vírus HIV, causador da Aids. A descoberta, publicada nesta quarta-feira no site do periódico “Nature”, pode levar a novos tratamentos para pacientes da doença, assim como a uma vacina alternativa para a Aids.

 

Pesquisadores têm tentado desenvolver uma vaciona efetiva contra o vírus da imunodeficiência há três décadas, assim como uma forma de expelir o HIV do corpo dos infectados, para curá-los. No entanto, o vírus, que evolui sem parar, tem dificultado a tarefa.
A nova abordagem desenvolvida utiliza uma abordagem semelhante a terapia e transferência genética.

 

Normalmente, o vírus HIV invade o corpo por meio de dois receptores celulares. A nova proteína criada pelos cientistas bloquearia o local onde o vírus se acopla aos receptores, impedindo-o de adentrar a célula.

 

Devido ao fato de se acoplar a dois receptores, ao invés de apenas um, a proteína, chamada de eCD4-IG, bloqueia mais cepas do HIV que qualquer um dos vários anticorpos poderosos capazes de desativar o vírus, de acordo com os pesquisadores.

 

— É absolutamente 100% eficaz — afirmou Michael Farzan, professor de doenças infecciosas no Instituto de Pesquisa Scripps, em Jupiter, na Flórida, e principal autor do estudo. — Não há dúvida de que é, de longe, o inibidor mais amplo já criado.

 

Por enquanto, a abordagem com a nova proteína foi testada em quatro macacos rhesus, e ainda tem que ser testada em humanos. Mas os pesquisadores e outros cientistas envolvidos no trabalho afirmam que o novo método é promissor, e deve ser experimentado em pessoas em pouco tempo.

 

Estima-se que 35 milhões de pessoas sejam infectadas com HIV em todo mundo, mas somente 13,6 milhões recebem tratamento de drogas para evitar que o vírus se espalhe.

 

— É muito inteligente e poderoso — afirma Nancy Haigwood, uma pesquisadora especializada em HIV na Universidade de Ciência e Saúde de Oregon, que não esteve envolvido no novo estudo. — Isso será muito melhor que qualquer vacina que tenhamos no horizonte.
Os cientistas criaram a nova proteína ao fundir elementos de ambos os receptores celulares aos quais o HIV se liga. Eles então injetaram material genético da proteína no músculos de macacos rhesus, estimulando a produção de novas moléculas.

 

Os macacos foram infectados com múltiplas versões híbridas do HIV, administrando até quatro vezes a quantidade de vírus que levou para infectar um grupo de controle. A proteína então protegeu os macacos por 40 semanas.

 

De acordo com Farzan, os macacos não foram infectados nem mesmo quando receberam 16 vezes a quantidade de vírus utilizada para infectar o grupo de controle em experimentos realizados após o estudo ser completado.

 

Ele espera que os testes com humanos comecem dentro de um ano, depois de mais testes com animais sejam realizados, muito em breve. O primeiro passo, ele explica, seria avaliar a capacidade da molécula para manter os níveis do vírus em pessoas HIV-positivas em ordem.

 

— Acreditamos que nosso objetivo agora é mostrar que a proteína pode ser trabalhada de forma terapêutica — disse o pesquisador, afirmando que o próximo passo seria testar a sua eficiência como vacina em pessoas que não têm o vírus, mas têm alto risco de infecção.

 

As pesquisas que deram origem a esta nova proteína começaram em 2009, em um estudo que propunha a utilização de transferência de genes como uma alternativa para uma vacina tradicionai do HIV.

 

Philip Johnson, um professor da Universidade da Pensilvânia, que liderou o esse trabalho mais antigo, disse que a nova pesquisa é promissora neste conceito.

 

— Parece ser uma molécula extraordinariamente potente — disse ele. —É mais uma validação da ideia de que deveríamos pensar em termos alternativos sobre como atacar vacinas contra o HIV.

 

Para ele, a nova proteína deve ser testada em humanos imediatamente.

 

— Para mim, os dados de primatas não humanos são impressionantes.

 

Fonte: O Globo

Categoria: Acontece
Tags: , ,
Comentar

FALSIFICAÇÃO ATINGE 30% DAS PRÓTESES DENTÁRIAS NO BRASIL

Componente pirateado é barato, mas é menos seguro e exige manutenção frequente, segundo Abimo

BRASÍLIA – A colocação de dentes artificiais no Brasil pode esconder potenciais riscos à saúde e também prejuízos ao bolso. Estimativas da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratório (Abimo) apontam que 30% de um dos componentes usados em dentes artificiais no Brasil sejam falsificados. O produto pirata é mais barato, mas também é menos seguro e leva à necessidade de manutenção mais frequente, ao risco maior de inflamação e até mesmo à possibilidade de perda do implante.

 

A peça falsificada é o componente protético, que fica escondido dentro do dente artificial, fazendo com que o paciente dificilmente perceba algum problema de imediato. De acordo com a Abimo, os componentes piratas são feitos com dimensões de encaixe mais folgadas e se adaptam a vários tipos de implante, que é a parte que fica em contato com o osso e costuma ser feito de titânio ou liga de titânio. Isso faz com que acabem se afrouxando com mais facilidade e, no espaço gerado pelo afrouxamento, há risco de proliferação de bactérias e perda do implante.

 

Quem enfrentou de problema foi o agrimensor aposentado Américo Campaneri Filho, de 72 anos. Morador de São Carlos, interior de São Paulo, ele perdeu os dentes inferiores e resolveu fazer um implante. O primeiro procedimento, feito há três anos, não foi bem-sucedido. Depois de um ano de sofrimento e gastos de R$ 7 mil, ele foi orientado por um parente a buscar um novo tratamento, com um dentista de Araraquara, a 40 km de São Carlos.

 

— No primeiro procedimento eu tive bastante inflamação. Doía, eu tomava comprimido uma vez por semana, para aliviar. E a prótese não encaixava, ficava dançando na boca, e machucando a gengiva — contou o aposentado.

 

FRAUDE É MISTÉRIO ATÉ PARA DENTISTAS

 

Mesmo entre os dentistas é difícil saber se o problema na prótese de um paciente é provocado por componente pirata. A dentista Raquel Saraiva diz que o uso de componentes falsificados é comum, mas outros motivos também levam a complicações na prótese.

 

— A gente não consegue perceber a falsificação. O componente de empresas idôneas vêm dentro de caixinhas seladas. Mas tirando da caixinha, a princípio não dá para saber (se é falsificado ou não) — afirma Raquel.

 

Uma das pacientes que a dentista já atendeu após ter problemas na prótese foi sua funcionária, a babá Edilma Pereira, de 39 anos. Edilma gastou entre R$ 4 mil e R$ 5 mil para colocar três próteses, mas uma não deu certo e ela acabou fazendo novo tratamento, dessa vez com a patroa, em Brasília.

 

— Tive incômodo, e como a comida fica acumulada por baixo da prótese, mau cheiro — relatou Edilma.

 

Segundo Fábio Embacher, coordenador do subgrupo de implantes da Abimo, a estimativa de 30% de produtos falsos foi calculada a partir das vendas de implantes e componentes. Segundo ele, para cada implante deve haver um componente. Mas, atualmente, de cada dez implantes vendidos, apenas sete componentes são comercializados.

 

O implante é o tratamento que mais gera ações no Conselho Federal de Odontologia (CFO), segundo ele, mas a entidade informou nunca ter recebido denúncia em relação ao uso de componentes piratas. Entre as recomendações ao consumidor está a de solicitar que o dentista coloque na nota fiscal dados como o fornecedor do produto, o número de registro na Anvisa e o nome do laboratório responsável. E aconselha a sempre confirmar a veracidade dessas informações no site da Anvisa.

 

— Hoje é muito comum o paciente perder o contato com o dentista e não saber que implante tem na boca, e nem todos os modelos são compatíveis entre si — explica. — A rastreabilidade, além de garantir a idoneidade do produto, vai dar informação do que ele tem na boca, como acontece com os portadores de marca-passo — exemplifica.

 

Entre os fabricantes do setor, o pedido é para que que haja uma reclassificação dos componentes dentários da parte da Anvisa. Essa reivindicação foi apresentada no último dia 25 de janeiro, durante evento sobre pirataria na odontologia realizado em São Paulo, do qual participou inclusive um técnico da Anvisa. Mas a agência não deu uma resposta às demandas do setor, alegando que a é preciso fazer uma profunda avaliação dos impactos regulatórios. Na parte repressiva, a ação da Anvisa tem tido eficácia limitada. A agência localizou apenas um caso de produto odontológico falsificado: uma pasta para cimentação de próteses odontológicas.

 

Atualmente, uma estratégia adotada pelas empresas para evitar a pirataria é dar garantia vitalícia ao dentes artificiais implantados, desde que os componentes protéticos usados sejam produzidos por elas mesmas.

 

— Acho que isso vai fazer o dentista se preocupar um pouco mais para não perder a garantia do produto — afirmou Geninho Thomé, dono da Neodent, maior empresa do setor.

 

O Código Penal estabelece reclusão de 10 a 15 anos, além de multa, para o crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.

Fonte: O Globo

 

Categoria: Acontece
Tags: , ,
Comentar

OBESIDADE INFANTIL PODE SER PREVENIDA AINDA DURANTE A GRAVIDEZ, DIZ ESTUDO

Dados de 991 crianças foram analisados pela pesquisa

RIO — Um estudo da Universidade de Southampton reforça as evidências de que a obesidade infantil pode ser prevenida antes e durante a gravidez e também nos primeiros anos de vida da criança.

 

 

Os cientistas da universidade britânica afirmam que quatro fatores de risco maternos (obesidade, ganho de peso em excesso na gravidez, tabagismo e baixo nível de vitamina D) associados a um curto período de amamentação (menos de um mês) podem levar ao sobrepeso ou à obesidade infantil. Estudos anteriores já tinham avaliado esses fatores de risco individualmente, mas raras vezes os efeitos de uma combinação deles foram analisados, como agora.

 

— Os primeiros anos de vida são um período crítico. É a fase em que o apetite e a regulação do equilíbrio de energia são programados, o que tem consequências no excesso de peso — afirma o professor Sian Robinson, que comandou o estudo. — Mesmo que a importância da prevenção nos primeiros anos de vida seja reconhecida, o foco está na idade escolar. Nossa pesquisa sugere que as intervenções para prevenir a obesidade precisam começar antes mesmo da gravidez. Ter um corpo saudável e não fumar são itens-chave — explica Robinson.

 

Os dados de 991 crianças foram analisados pela pesquisa. Segundo os cientistas, uma criança de 4 anos que foi exposta a quatro ou cinco dos fatores de risco tem sua chance de desenvolver obesidade aumentada em 3,99 vezes quando comparada a outra que não passou pela mesma situação. O estudo foi publicado pelo “The American Journal of Clinical Nutrition”.

 

Fonte: O Globo

Categoria: Acontece
Tags: , , , ,
Comentar
Termo de Uso de Conteúdo –

Nós permitimos e incentivamos a reprodução do conteúdo deste blog, desde que as condições determinadas abaixo sejam respeitadas.
Qualquer utilização que não respeite este Termo será considerada violação de propriedade intelectual e estará sujeita à todas as sanções legais.
Você pode copiar, distribuir e exibir o conteúdo, sob as seguintes condições:


Atribuição

Você deve dar crédito ao autor original sempre que o conteúdo possuir autoria. Veja o exemplo abaixo.
Por: (inserir o nome do autor)


Origem


A fonte deve ser citada da seguinte forma: Fonte: UDF.Blog (com o  link http://blog.udf.edu.br/)


Utilização do conteúdo


É vedada a criação de obras derivadas do conteúdo do UDF.Blog.
Você não pode alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta.
Você não pode utilizar o conteúdo para finalidades comerciais ou publicitárias.


Política de Privacidade


Todas as informações fornecidas por você serão utilizadas para sua identificação.
Seus dados não serão vendidos ou compartilhados com terceiros sem sua prévia autorização.
Caso tenha solicitado, usaremos seus dados para mantê-lo informado sobre serviços, novidades e benefícios. Você sempre terá a opção de cancelar o recebimento de tais mensagens.


Condições gerais para os comentários


Buscando manter um relacionamento mais próximo e oferecer a possibilidade de participação dos usuários em nossos conteúdos, comentários são permitidos e bem-vindos em nosso blog.
Eles estão sujeitos a aprovação e serão publicados sempre que de acordo com as seguintes condições:

Os conteúdos dos comentários publicados são de responsabilidade dos usuários, não tendo nenhuma interferência ou opinião do UDF Centro Universitário.