TUBERCULOSE PODE MATAR 1,5 MILHÃO DE PESSOAS EM 2016, ALERTA ONU

Populações marginalizadas são as mais expostas à epidemia

RIO — A tuberculose afetará 9,6 milhões de pessoas este ano e matará 1,5 milhão. O alerta é destaque de uma mensagem assinada ontem pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e ilustra como a enfermidade, mesmo após seguidas quedas em sua incidência, ainda é motivo de preocupação. O Dia Mundial de Combate à Tuberculose foi celebrado na última quinta-feira (24) e serviu como um momento para refletir sobre uma das doenças mais desiguais do mundo. Oitenta por cento dos casos ocorrem em apenas 22 países — o Brasil figura na lista —, e 95% dos óbitos ocorrem em países em desenvolvimento.

 

“A tuberculose afeta desproporcionalmente os mais pobres e vulneráveis, os socialmente marginalizados e aqueles que não têm acesso a serviços básicos de saúde”, afirmou Ban Ki-moon em documento. “Por isso, o progresso para acabar com a doença deve vir de mãos dadas com as Metas de Desenvolvimento Sustentável para reduzir a desigualdade, eliminar a pobreza extrema, garantir a proteção social”, acrescentou.

 

O objetivo das Nações Unidas é encerrar a epidemia de tuberculose até 2030. Por enquanto, têm colhido resultados positivos. O índice de mortalidade despencou 47% entre 1990 e 2015. Um estudo divulgado ontem pode contribuir para o diagnóstico precoce da doença. Cientistas da Universidade sul-africana de Cape Town e do Centro para Pesquisas de Doenças Infecciosas dos EUA identificaram marcadores biológicos no sangue de pessoas infectadas de forma latente — ou seja, sem manifestar sintomas — com a bactéria Mycobacterium tuberculosis (ou bacilo de Koch), causadora da enfermidade. Esta informação daria aos médicos uma maneira de prever quem corre o risco de desenvolver a forma ativa da doença. Estima-se que um terço da população mundial esteja infectada pelo micro-organismo.

 

SÓ 2% TÊM ACESSO A NOVOS REMÉDIOS

 

A pesquisa com os biomarcadores foi recebida como uma nova possibilidade de criar terapias contra a tuberculose. Nos últimos anos, porém, as tentativas de expandir o leque de tratamentos não foram bem sucedidas. Desde 2014, dois medicamentos para tratar a enfermidade foram aprovados para o uso em pacientes mais graves. Até 150 mil pessoas poderiam ser atendidas, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS). No entanto, apenas 2% dos pacientes têm acesso aos remédios.

 

Coordenador da Campanha de Acesso a Medicamentos da ONG Médicos Sem Fronteiras no Brasil, Felipe de Carvalho culpa o preço alto imposto pelos laboratórios e a dificuldade para registro dos remédios em países onde há um grande contingente de pessoas infectadas.

 

— Hoje, um paciente gasta até US$ 4,6 mil durante seu tratamento. Defendemos que este valor não ultrapasse US$ 500 — ressalta. — Um estudo da Universidade de Liverpool mostrou que os novos medicamentos podem ser vendidos por um preço entre US$ 21 e US$ 52 para um tratamento de seis meses, valor 98% inferior ao menor preço global atual, e ainda permite uma margem de lucro razoável.

 

Carvalho considera que os portadores de tuberculose podem ter um “futuro preocupante” — para ele, a maioria das empresas farmacêuticas estão abandonando as pesquisas voltadas para a doença para se dedicar ao estudo de enfermidades mais comuns em países desenvolvidos, como câncer, Aids e doenças cardíacas, que trariam um retorno financeiro maior.

 

Ativistas brasileiros também temem as consequências do cofre minguado do Ministério da Saúde. O Programa Nacional de Combate à Tuberculose, subordinado à pasta, passou pelo menos quatro meses sem coordenador, gerando o receio de que ele seria incorporado a outro departamento. O cargo foi preenchido recentemente, mas os movimentos sociais acusam as autoridades de negligenciarem a enfermidade durante a distribuição de verbas.

 

O psicólogo social Carlos Basilia, coordenador do Observatório Tuberculose Brasil, avalia que o governo federal distraiu-se diante o combate ao vírus zika e aos casos de microcefalia.

 

— Com o surgimento das novas emergências, a tuberculose, que é igualmente grave, corre o risco de ter cada vez menos recursos — lamenta Basilia, que também é secretário-executivo da Parceria Brasileira contra a Tuberculose. — Houve queda da mortalidade da doença, mas estamos longe de uma situação confortável. Pela primeira vez em quatro anos, o governo não deve lançar uma nova campanha. Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde não quis se manifestar.

 

RIO TEM MAIOR NÚMERO DE CASOS

 

Segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância Sanitária de 2014, o risco de adoecimento por tuberculose muitas vezes está ligado à pobreza e à má distribuição de renda. Entre os moradores de rua, a possibilidade de infecção é 32 vezes maior. O risco também cresce em 28 vezes entre os detentos.

 

O Rio de Janeiro é o estado que apresenta o maior número de casos por habitante — 66,45 para cada 100 mil pessoas em 2014 — e o mais elevado índice de mortalidade — naquele ano, foram 842 óbitos.

 

Alexandre Chieppe, subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, explica que a grave situação da tuberculose pode ser explicada pela alta densidade demográfica, já que a convivência prolongada e muito próxima, em ambientes como casas coladas e sem janelas, facilita a infecção.

 

— Noventa por cento da população do estado está na região metropolitana, que é uma área muito pequena — assinala. — Há fatores sociais relevantes, como a pobreza e o precário uso do espaço urbano. Não vemos a luz do Sol em algumas partes de favelas como a Rocinha, e os complexos da Maré e do Alemão.

 

Para o subsecretário, o tratamento da tuberculose tem dois pilares:

 

— Precisamos investir no diagnóstico precoce e no tratamento adequado, sensibilizando as pessoas sobre o problema — reivindica. — Qualquer um que tosse por mais de três dias é caso suspeito. E ainda temos que lidar com estigmas e preconceitos. Desde 1991, diminuímos as taxas de incidência e mortalidade, mas ainda estamos em um patamar inferior ao ideal.

 

Fonte: O Globo com adaptações.

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EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO DOS CONSUMIDORES RECUA EM MARÇO PARA 11,1%

Após treze meses consecutivos de alta, o indicador Expectativa de Inflação dos Consumidores fechou março com queda de 0,3 ponto percentual em relação a fevereiro. Segundo divulgou hoje (28) o Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), a inflação mediana prevista pelos consumidores brasileiros para os 12 meses seguintes recuou de 11,4% para 11,1%, de fevereiro para março.

 

Apesar da primeira queda do indicador, a inflação projetada pelos consumidores ainda é a terceira maior desde 2005. Na avaliação da economista da FGV Viviane Seda Bittencourt, as projeções de queda previstas pelos consumidores “podem ter sido influenciadas pela observação da evolução atual da inflação, com desaceleração de altas em itens do grupo habitação, no preço da gasolina e em serviços de telefonia fixa e internet, associadas a uma possível desaceleração de preços administrados em 2016”.

 

Para ela, no entanto, apesar da ligeira desaceleração das expectativas de inflação dos consumidores, o patamar “mantém-se alto em termos históricos em torno de 11%.”

 

Os dados divulgados indicam que a desaceleração entre as classes de renda foi disseminada de forma homogênea em março, o que manteve o diferencial dos níveis de inflação previstos em fevereiro. No entanto, a faixa de renda mais baixa continua prevendo inflação mais alta para os 12 meses seguintes: 11,7%.

 

Queda

 

O intervalo entre 10% e 12% continua sendo o mais citado pelos consumidores, mas a FGV ressalta que “houve redução da frequência de citações nesta faixa, de 33,7% do total em fevereiro para 31,3% em março.

 

As previsões de projeção de inflação para os 12 meses seguintes vão diminuindo conforme o aumento da renda. Para os que ganham entre R$ 4,8 mil e R$ 9,6 mil, as projeções apontam inflação de 10,9% para os próximos doze meses, contra 11,3% dos cálculos de fevereiro. Já para os ganham acima de R$ 9,6 mil, as previsões caíram dos 11% de fevereiro para 10,6% de março: redução de 0,4 ponto percentual.

 

Em fevereiro do ano passado, a previsão mediana da taxa de inflação para os doze meses seguintes era de 7,9%, mas já em agosto de 2015 essas mesmas projeções já indicavam uma expectativa de inflação de 10%, percentual que se repetiu em setembro, outubro e novembro, mantendo-se, a partir daí, sempre acima de dois dígitos. A maior projeção ocorreu em fevereiro último: 11,4%.

 

A Sondagem do Consumidor da FGV coleta mensalmente informações de mais de 2.100 brasileiros em sete das principais capitais do país (Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Brasília e Recife).

 

Fonte: Agência Brasil

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VENDAS NA PÁSCOA CAEM 9,6% E TÊM PIOR RESULTADO DESDE 2007, MOSTRA SERASA

O comércio faturou 9,6% a menos na Páscoa deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Indicador de Atividade do Comércio da empresa de consultoria Serasa Experian. Os dados, colhidos de 21 a 27 de março, representam o pior desempenho da série, iniciada em 2007. Ao considerar apenas o final de semana da Páscoa (25 a 27 de março), a queda alcançou 9,9% em relação aos mesmos dias de 2015.

 

Na cidade de São Paulo, as vendas na semana da data comemorativa caíram 11,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Só no fim de semana, na capital paulista, as vendas apresentaram queda de 8,4%.

 

Economistas da Serasa avaliam que o aprofundamento da recessão econômica, o desemprego em trajetória de elevação e a queda do poder de compra dos consumidores devido à inflação provocaram os resultados negativos.

 

Fonte: Agência Brasil

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MERCADO ESTIMA MENOS INFLAÇÃO E QUEDA MAIOR DO PIB EM 2016

Previsão para o IPCA deste ano recuou pela segunda semana seguida.

Os economistas do mercado financeiro baixaram sua estimativa de inflação para este ano pela segunda semana seguida, mas sua previsão para o “encolhimento” do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 voltou a piorar.

 

As expectativas foram colhidas na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central, por meio do relatório de mercado, também conhecido como focus. O levantamento foi feito com mais de 100 instituições financeiras.

 

Para 2016, a expectativa do mercado para o IPCA, a inflação oficial do país, caiu de 7,46% para 7,43%. Foi o segundo recuo seguido do indicador. Apesar da queda, ainda permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas e bem distante do objetivo central de 4,5% fixado para este ano.

 

A melhora na previsão de inflação do mercado financeiro para este ano aconteceu na mesma semana em que foi divulgada inflação de fevereiro, que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somou 0,9% – contra 1,27% no mês anterior. Com isso, o índice perdeu força no mês passado.

 

Para 2017, a estimativa do mercado financeiro para a inflação permaneceu estável em 6% – exatamente no teto do regime de metas para o período, e também longe da meta central de 4,5% estabelecida para o próximo ano pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

 

A autoridade monetária tem informado que buscará “circunscrever” o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016 (ou seja, trazer a taxa para até 6,5%) e, também, fazer convergir a inflação para a meta de 4,5%, em 2017. O mercado financeiro, porém, ainda não acredita que isso acontecerá.

 

Produto Interno Bruto

 

Para o PIB de 2016, o mercado financeiro passou a prever uma contração de 3,60% na semana passada, contra uma retração de 3,54% estimada na semana anterior. Foi a nona piora seguida do indicador.

 

Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB brasileiro teve um tombo de 3,8% em 2015 – o maior em 25 anos. Se a previsão de um novo “encolhimento” se confirmar em 2016, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948.

 

Para o comportamento do PIB em 2017, os economistas das instituições financeiras baixaram a previsão de alta de 0,5% para 0,44%.

 

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

 

Taxa de juros

 

Após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ter mantido os juros básicos da economia estáveis em 14,25% ao ano na semana passada, o mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa Selic neste patamar no fim deste ano.

 

Isso quer dizer que os analistas continuam não acreditando em uma nova alta dos juros, ou corte dos mesmos, no decorrer de 2016. Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a taxa de juros permaneceu inalterada em 12,50% ao ano – o que pressupõe queda dos juros no ano que vem.

 

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

 

Câmbio, balança e investimentos

 

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 caiu de R$ 4,25 para R$ 4,20. Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar recuou de R$ 4,34 para R$ 4,30.

 

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2016 subiu de US$ 41,20 bilhões para US$ 42,40 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a previsão de superávit avançou de US$ 43,20 bilhões para US$ 46,90 bilhões.

 

Para 2016, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil ficou inalterada em US$ 55 bilhões e, para 2017, a estimativa dos analistas subiu de US$ 56,25 bilhões para US$ 57,50 bilhões.

 

Fonte: G1

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DÓLAR OPERA EM ALTA, ACIMA DE R$ 3,60, COM AÇÃO DO BC

Na sexta, moeda fechou o dia vendida a R$ 3,5817, em queda de 1,96%.

O dólar opera em alta nesta segunda-feira (21), após o Banco Central vender pouco mais de um quarto da oferta de swaps cambiais reversos, equivalentes à compra futura de até US$ 1 bilhão, depois de a moeda norte-americana perder mais de 10 por cento neste mês.

 

Às 14h09, a moeda norte-americana subia 0,62%, vendida a R$ 3,604.  Veja a cotação do dólar hoje.

 

Acompanhe a cotação ao longo do dia:

Às 9h09, alta de 1,23%, a R$ 3,6259.

Às 9h39, alta de 1,76%, a R$ 3,6448.

Às 10h, alta de 1,81%, a R$ 3,6468.

Às 10h20, alta de 1,34%, a R$ 3,6299.

Às 10h49, alta de 1,39%, a R$ 3,6318.

Às 11h09, alta de 0,99%, a R$ 3,6172.

Às 12h20, alta de 1,14%, a R$ 3,6228.

Às 12h40, alta de 0,89%, a R$ 3,6136.

Às 13h10, alta de 0,64%, a R$ 3,6046.

Às 13h54, alta de 0,81%, a R$ 3,6108.

 

Na sexta, o dólar fechou o dia vendido a R$ 3,5817, em queda de 1,96%. É o menor valor de fechamento desde  27 de agosto de 2015, quando terminou o dia a R$ 3,5528.

 

Intervenção do BC

 

“O Banco Central identificou nas mesas que o pessoal estava vendendo muito no mercado futuro e esse leilão dá conta dessa demanda. É uma válvula de escape”, disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado, à agência Reuters.

 

O BC vendeu apenas 5,5 mil swaps reversos da oferta de até 20 mil, com volume equivalente a UU$ 272,7 milhões. O Banco Central não realizava leilão de swap reverso havia três anos.

 

A venda parcial dos swaps reversos foi entendida como um sinal de que a autoridade monetária não quer mudar a tendência do câmbio, mas sim corrigir exageros e garantir a liquidez, no momento de tensão no cenário político, com a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

 

Até o pregão passado, a moeda havia recuado 10,54% no acumulado de março. Alguns operadores discutiam ainda a possibilidade de o BC ter como fim evitar cotações voláteis e muito baixas do dólar, que prejudicariam exportadores.

 

A ação do BC, ainda segundo especialistas, também serviu como uma porta de saída rápida para investidores que haviam apostado na alta da moeda norte-americana e foram pegos de surpresa pelo tombo recente.

 

As vendas de dólares no mercado futuro, combinadas com as saídas de dólares no mercado à vista, pressionaram o cupom cambial, taxa de juros em dólar no mercado brasileiro, a níveis considerados exagerados por muitos investidores.

 

A taxa de três meses ficou em 3,46% na sexta-feira, perto dos níveis vistos no início de março, quando o BC anunciou leilão de venda de dólares com compromisso de recompra para, na opinião de operadores, corrigir distorções. Nesta sessão, a máxima foi de 3,25%.

 

Alguns operadores discutiam ainda a possibilidade de o BC ter como fim evitar cotações voláteis e muito baixas do dólar, que prejudicariam exportadores.

 

Entenda: swap cambial, leilão de linha e venda direta de dólares

 

A última vez que o BC realizou leilão de swap cambial reverso foi em 11 de março de 2013, quando o dólar era negociado pouco abaixo de R$ 2.

 

O BC também realizou mais um leilão de rolagem dos swaps tradicionais –equivalentes à venda futura de dólares– que vencem em abril com venda integral de 3,6 mil contratos. Até o momento, o BC já rolou US$ 6,352 bilhões, ou cerca de 63% do lote total para abril, que equivale a US$ 10,092 bilhões.

 

Cenário político

 

A operação vem no momento em que a crise política alimenta apostas no impeachment da presidente Dilma Rousseff, algo que muitos operadores entendem como possível primeiro passo para a recuperação da economia brasileira.

 

Em particular, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes de suspender a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil era vista positivamente nas mesas. Pesquisa do Datafolha mostrando amplo apoio ao impeachment de Dilma também corroborava o humor.

 

“O mercado está operando política, o que significa que a volatilidade vai ser bastante elevada por tempo. O BC está em uma situação difícil”, disse o operador Marcos Trabbold, da corretora B&T.

 

Pesquisa Reuters publicada na quinta-feira mostrou que, pela mediana do mercado, o dólar pode ir a R$ 4,25 ou a R$ 3,50 neste ano dependendo do desfecho político.

 

Fonte: G1

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OIT DIZ QUE 90% DOS TRABALHADORES DOMÉSTICOS NÃO TÊM PROTEÇÃO SOCIAL

Maioria está concentrada na América Latina e Ásia

A OIT publicou estas novas estimativas, segundo as quais 80% dos trabalhadores domésticos são mulheres.

 

Os estudos e avaliações sobre as condições neste setor são difíceis porque o trabalho é realizado em domicílios privados e com frequência para mais de um empregador, há uma rotação elevada, os pagamentos são com dinheiro, os salários irregulares e, em geral, não há contratos envolvidos.

 

Além disso, a quantidade de horas média trabalhadas está entre “as mais longas e imprevisíveis”, com um maior controle de horários entre os empregados que vivem fora do lugar de trabalho.

 

Tudo isso apesar de ser uma fonte significativa de emprego: 4% da força de trabalho mundial, não mais de 1,5% na Europa, 6% na América Latina e no Caribe e 7,7% no mundo árabe.

 

Segundo a OIT, 68% dos trabalhadores domésticos se encontram na América Latina e Ásia, onde identificou “grandes problemas na proteção social” para este grupo, embora também tenha encontrado problemas em países industrializados.

 

Em um estudo, a organização afirmou que 39% dos trabalhadores domésticos na Espanha e França estão excluídos da cobertura da seguridade social, enquanto na Itália 60% não estão registrados ou não são cotados pelo sistema.

 

A situação é ainda pior para os trabalhadores domésticos imigrantes, que são estimados em 11,5 milhões, como se reflete no feito de que 14% dos países que oferecem alguma cobertura social aos domésticos não reconhecem os mesmos direitos dos trabalhadores nacionais aos imigrantes.

 

Ao explicar as conclusões do estudo, o economista principal da OIT, Fabio Durán-Valverde, disse que não há um modelo perfeito que responda às necessidades dos empregados domésticos, embora “a cobertura obrigatória seja um elemento crucial para alcançar uma cobertura adequada”.

 

Esta cobertura obrigatória deveria incluir -mencionou- incentivos fiscais, planos de registro, campanhas de sensibilidade dirigidas aos empregados e empregadores, assim como sistemas de cheques de serviços.

 

Em geral, as remunerações neste setor representam “menos da metade do salário média do mercado” e em alguns casos extremos, como o do Catar, não supera 20%.

 

Em tudo isso influencia o baixo nível de educação e qualificação, a pouca valorização social deste trabalho e o pouco poder de negociação dos trabalhadores.

 

Fonte: G1

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PREÇO DA CESTA BÁSICA AUMENTA EM 13 CAPITAIS E DIMINUI EM 14

O custo da cesta básica aumentou em fevereiro em 13 capitais do Brasil e diminuiu em 14, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores altas foram registradas em Macapá (8,93%), Belém (8,64%) e Manaus (7,92%). As quedas mais significativas ocorreram em Vitória (-8,45%), Palmas (-7,80%) e Campo Grande (-6%).

 

De acordo com os dados, São Paulo foi a capital onde o preço da cesta básica ficou mais alto (R$ 443,40). Em seguida, vêm Brasília (R$ 438,69), Manaus (R$ 437,86) e Florianópolis (R$ 430,69). Os menores valores foram observados em Natal (R$ 331,79), Salvador (R$ 337,84), Maceió (R$ 347,38) e Rio Branco (R$ 349,22).

 

Segundo o Dieese, com base no total apurado para a cesta mais cara, o salário mínimo necessário para suprir as despesas de uma família com quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.725,01, 4,23 vezes maior do que o valor atual de R$ 880.

 

Em fevereiro, a maioria dos preços dos produtos da cesta aumentou. Todas as capitais registraram alta no óleo de soja, com variações oscilando entre 1,54%, em Manaus, e 16,76%, em Macapá.

 

O feijão-carioquinha teve aumento de preço em 26 cidades, com elevações entre 2,73%, em Campo Grande, e 22,77%, em Aracaju. A única capital onde houve queda foi Belo Horizonte (-3,57%).

 

O leite teve o preço elevado 25 capitais, com destaque para Aracaju (12,70%), Manaus (2,54%), Florianópolis (2,25%), Porto Velho (2,02%) e Palmas (1,89%). O açúcar aumentou em 25 capitais, sendo as altas mais expressivas em Florianópolis (17,31%), Natal (11,46%),Maceió (10,61%), João Pessoa (10,12%) e Boa Vista (10,04%).

 

A farinha de mandioca pesquisada no Norte e Nordeste ficou mais cara em 14 cidades e mais barata em Aracaju (-4,22%). As maiores altas foram verificadas em Belém (21,18%), Macapá (18,97%) e Manaus (16,89%).

 

O preço da batata diminuiu em dez capitais do Centro-Sul, menos em Florianópolis, onde o aumento foi de 0,55%. As quedas principais foram registradas em Vitória (-22,00%), Campo Grande (19,96%) e Brasília (-18,12%).

 

O tomate apresentou queda em 18 das 27 cidades pesquisadas, com variação entre -43,49%, em Vitória, e -1,20%, em Rio Branco. Nove cidades tiveram elevação, com destaque para Belém (26,35%), Macapá (20,62%) e Fortaleza (15,60%).

 

Fonte: Agência Brasil

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PEDIDOS DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL CRESCEM 116,4% EM DOIS MESES

O número de recuperações judiciais requeridas em todo o país no primeiro bimestre de 2016 foi 116,4% maior que o registrado no mesmo período de 2015, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações. Foram 251 ocorrências contra 116 apuradas entre janeiro e fevereiro de 2015. O resultado, divulgado nesta segunda-feira (7), é o maior para o acumulado do primeiro bimestre desde 2006, após a entrada em vigor da Nova Lei de Falências, em junho de 2005.

 

Segundo os dados, as micro e pequenas empresas lideraram os requerimentos de recuperação judicial de janeiro a fevereiro de 2016, com 150 pedidos, seguidas pelas médias empresas (58) e pelas grandes empresas (43).

 

Elevação

 

O indicador mostrou, ainda, aumento de 61,5% nos requerimentos em fevereiro ante janeiro. Em janeiro, foram 96 requerimentos e em fevereiro, 155. Na comparação de fevereiro de 2016 com fevereiro de 2015, quando houve 42 requerimentos, a alta é de 269%. No mês de fevereiro, as micro e pequenas empresas foram as que mais fizeram requerimentos, chegando a 99. Logo depois, vieram as médias empresas, com 35 e as grandes com 21.

 

De acordo com os economistas da Serasa Experian, o prolongamento e a ampliação do atual quadro recessivo da economia brasileira – aliada à elevação dos custos operacionais e financeiros – têm levado a recordes mensais consecutivos dos requerimentos de recuperações judiciais.

 

Os dois primeiros meses do ano também registraram aumento de pedido de falência: 15,3% a mais do que no mesmo período de 2015, ao passar de 202 para 233 pedidos. Do total, 123 foram de micro e pequenas empresas ante 110 em igual período de 2015. As médias empresas somaram 57 pedidos este ano, enquanto nos dois primeiros meses do ano passado, 45. As grandes empresas que pediram falência foram 53 (em 2015, 45).

 

O indicador mostrou, também, que em fevereiro deste ano foram requeridas 132 falências, aumento de 30,7% em relação ao mês anterior, quando houve 102 solicitações. Já em relação a fevereiro de 2015, quando houve 89 falências requeridas, a alta foi de 48,3%. As micro e pequenas empresas aparecem como responsáveis pelo maior número de pedidos de falência em fevereiro deste ano: 67. Em seguida, as médias, com 32, e grandes, com 33.

 

Fonte: Agência Brasil com adaptações

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