NA CONTRAMÃO DO EXTERIOR, DÓLAR COMERCIAL RENOVA AS MÁXIMAS EM 12 ANOS

Moeda é negociada a R$ 3,369; mercados operam pressionados após tombo da Bolsa de Xangai

SÃO PAULO – O dólar comercial opera na contramão do mercado externo e volta a ganhar força ante o real, renovando as máximas em 12 anos. A moeda americana era negociada, as 9h48, a R$ 3,367 na compra e a R$ 3,369, alta de 0,62%. Na máxima, a divisa já atingiu R$ 3,382, maior valor desde 31 de março de 2003, quando atingiu R$ 3,401. A volatilidade deve ser elevada no pregão desta segunda-feira, com os investidores repercutindo o tombo nos mercados asiáticos – a Bolsa de Xangai fechou em queda de quase 8,5%, o maior recuo em mais de oito anos.

 

Internamente, o dólar segue pressionado, com os investidores e analistas duvidando da capacidade do governo federal realizar o ajuste fiscal e o aumento do temor da perda do grau de investimento. Enquanto a moeda no Brasil ganha força, no exterior, a divisa cede. O “dollar index”, calculado pela Bloomberg e que leva em conta o comportamento de dez moeda, tem recuo de 0,55%.

 

Essa semana os investidores ficarão de olho na decisão da reunião do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, o bc americano), já que é esperada ainda para 2015 a alta de juros nos Estados Unidos. Na quarta-feira, também sai a decisão dos juros no Brasil, onde é esperada uma elevação de 0,5 ponto percentual, para 14,25% ao ano.

 

Mas o que roubou a cena nesta segunda-feira foi o tombo na Bolsa de Xangai, que caiu 8,48%, arrastando para baixo outras bolsas asiáticas e as europeias. “Há expectativas de retirada de estímulos por parte de Pequim, pela tendência de queda nos preços das commodities, além de novos dados fracos da indústria do país. Os crescentes receios frente a uma desaceleração mais forte do gigante asiático detonam uma nova onda de aversão nos mercados internacionais”, explicou Ricardo Gomes da Silva Filho, operador da Correparti Corretora de Câmbio.

 

E esse cenário impactou as Bolsas europeias, que começaram a semana em baixa, seguindo para a quinta queda diária consecutiva. A Bolsa britânica perdia 0,64%, Frankfurt recuava 1,93% e Paris, 1,90%.

 

Fonte: O Globo

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TAXAS DE JUROS DE 6,5% PARA OS NOVOS CONTRATOS DO FIES COMEÇAM A VALER HOJE

O Banco Central publicou no Diário Oficial da União hoje (27) resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que elevou a taxa efetiva de juros do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), de 3,4% ao ano para 6,5% para novos contratos.

 

 

A regulamentação foi aprovada na última quinta-feira (23) na reunião do Conselho, mas o reajuste já era conhecido depois de ter sido anunciado no fim do mês passado pelo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro.

 

Na justificativa apresentada após a reunião do CMN, o governo destacou que o “intuito é realizar um realinhamento da taxa de juros devido ao cenário fiscal e à necessidade de ajuste fiscal”.

 

Outro fator para o realinhamento, informou o governo, é que a alteração continuará permitindo a oferta de financiamentos no âmbito do Fies a juros subsidiados, uma vez que a taxa de 6,5% continua menor que a taxa de mercado. “Além disso, a medida contribuirá para a sustentabilidade do programa, possibilitando sua continuidade enquanto política pública perene de inclusão social e de democratização do ensino superior”, ressaltou o CMN na ocasião.

 

 

Fonte: Agência Brasil

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AUMENTO DA SOJA, MILHO E AVES IMPULSIONA INFLAÇÃO EM JULHO, DIZ FGV

Por outro lado, itens como bovinos ficaram mais baratos.

O aumento nos preços da soja, do milho e das aves impulsionou a inflação atacadista na segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de julho. Por outro lado, itens como bovinos ficaram mais baratos na passagem do mês, o que impediu uma aceleração ainda maior do índice geral, que avançou a 0,71% no período, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

 

 

Entre as matérias-primas brutas, a taxa avançou de 0,17% na segunda prévia de junho para alta de 1,58% na leitura divulgada hoje. Contribuíram para esse movimento soja em grão (-0,47% para 4,25%), aves (-0,94% para 5,26%) e milho em grão (-4,16% para 0,99%). Em sentido oposto, destacam-se bovinos (-0,20% para -0,98%), algodão em caroço (3,41% para -1,79%) e suínos (6,49% para 0,98%).

 

Nos bens finais (0,55% para 0,56%), a maior contribuição de alta veio do subgrupo alimentação, cuja taxa passou de 0,73% para 0,98% na segunda prévia de julho. Já nos bens intermediários (0,30% para 0,32%), o destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a manufatura (0,25% para 0,44%).

 

Com os resultados, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa o atacado, subiu 0,76% na segunda prévia do IGP-M de julho. No mesmo período de junho, a taxa foi de 0,35%.

 

Fonte: G1

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MERCADO PIORA PROJEÇÃO PARA PIB, COM RECUO DE 1,7%

BRASÍLIA – Depois da divulgação de dados ruins sobre a atividade na semana passada, os analistas do mercado financeiro passaram a esperar uma retração econômica maior neste ano. A previsão saltou de 1,5% para 1,7%. No quadro desenhado pelos especialistas, há ainda mais inflação. O impacto da recessão econômica já afeta as projeções do ano que vem, que deve ter menos crescimento. No entanto, esse freio na economia faz com que os prognósticos para a inflação em 2016 melhorem.

 

Segundo a pesquisa que o Banco Central faz semanalmente com os economistas das principais instituições financeiras do país, 2015 deve ser um ano de um reajuste de tarifas de serviços públicos ainda mais pesado que o previsto antes. A projeção para a alta dos chamados preços administrados chegou a nada menos que 15%. Até a semana passada, a estimativa era de 14,9%.

 

Esse “tarifaço” tem impacto direto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A expectativa dos economistas para a inflação oficial neste ano passou de 9,12% para 9,15%. Essa foi a 14a alta seguida da perspectiva dos analistas. Está cada vez mais distante da meta de 4,5% com uma margem de tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

 

Por isso, praticamente a totalidade do mercado financeiro espera mais duas altas da taxa básica de juros (Selic), que está em 13,75% ao ano. Com isso, os juros chegariam a 14,5% ao ano. Na semana que vem, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne na semana que vem para decidir os próximos passos da condução da política contra a inflação.

 

Por causa desse aperto, a previsão para a inflação no ano que vem caiu pela terceira semana seguida. Passou de 5,44% para 5,40%. Esse remédio contra a alta de preços tem custo: a retomada do crescimento econômico deve ser bem mais lenta que o imaginado antes. Há um mês, a aposta era de um crescimento de 0,7% em 2016. Na semana passada, estava em 0,5%. Agora, é de apenas 0,3%.

 

No entanto, esse ajuste na economia faz com que alguns números melhores. Um dos exemplos é a atração de investimentos estrangeiros, que entram no país para aumentar a capacidade de produção das fábricas. A estimativa para este ano subiu de US$ 66 bilhões para US$ 66,25 bilhões neste ano.

 

Já a expectativa para a balança comercial também melhorou na esteira da cotação maior da moeda americana. Subiu de US$ 5,5 bilhões para US$ 6,4 bilhões em 2015. Foi a quinta alta consecutiva.

 

Tudo isso ajuda a diminuir o rombo das contas externas. A projeção para o déficit nas chamadas transações correntes _ resultado de todas as trocas de serviço e do comércio do Brasil com o resto do mundo _ caiu de US$ 80,5 bilhões para US$ 80 bilhões.

 

Para 2016, o mercado também reduziu a previsão para a Taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira. O número passou de 12,25% ao ano para 12%.

 

Fonte: O Globo

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INFLAÇÃO DA TERCEIRA IDADE ACUMULA ALTA DE 9,37% EM 12 MESES

No segundo trimestre, o IPC-3i ficou em 2,46%.

O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação de preços de indivíduos com mais de 60 anos de idade, ficou em 2,46% no segundo trimestre deste ano. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 9,37%. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (13) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

 

Na passagem do primeiro trimestre para o segundo trimestre de 2015, a taxa do IPC-3i registrou decréscimo de 1,69 ponto percentual, passando de 4,16% para 2,46%.

 

A variação do custo de vida dos idosos ficou acima da taxa acumulada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), 9,15%, no mesmo período.

 

Esse índice de preços ficou acima da inflação oficial, de 8,89%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O índice está bemsuperior ao teto da meta de inflação do Banco Central, que é de 6,5%.

 

Contribuíram para o decréscimo de preços transportes (4,98% para 0,69%), alimentação (4,31% para 2,34%) e comunicação (0,38% para 0,26%).

 

Na contramão, avançaram saúde e cuidados pessoais (1,59% para 3,47%), despesas diversas (3,65% para 9,31%), vestuário (-0,64% para 1,98%) e educação, leitura e recreação (2,10% para 2,73%).

 

Veja a variação de preços de alguns itens:

 

Tarifa de eletricidade residencial (35,11% para 2,91%)

 

Gasolina (9,85% para -0,04%)

 

Frutas (7,36% para -7,27%)

 

Mensalidade para TV por assinatura (3,74% para 1,89%)

 

Medicamentos em geral (0,38% para 6,08%)

 

Jogo lotérico (0,00% para 55,92%)

 

Roupas femininas (-1,89% para 2,46%)

 

Passagem aérea (-19,19% para 12,35%)

 

Fonte: G1

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LÍDERES DA ZONA DO EURO CHEGAM A ACORDO PARA MANTER AJUDA À GRÉCIA

Para obter a ajuda, Grécia terá de anunciar um pacote de austeridade.

O presidente do Conselho da União Europeia (UE), Donald Tusk, anunciou nesta segunda-feira (13) que os chefes de Estado da zona do euro alcançaram um acordo que permite negociar e ajudar financeiramente a Grécia. A cúpula emergencial começou no domingo (12), após o fracasso da reunião de ministros de Economia e Finanças do Eurogrupo, entrou pela madrugada e só terminou pela manhã, após quase 17 horas de discussões.

 

Os líderes decidiram, por unanimidade, iniciar negociações com a Grécia com o objetivo de manter o apoio financeiro ao país, permitindo – se forem feitas as reformas necessárias – que os gregos se mantenham na zona do euro.

 

“A reunião alcançou por unanimidade um acordo. Está tudo pronto para um programa de ajuda para a Grécia”, informou Tusk. O Parlamento grego ainda terá de aprovar as reformas exigidas para que as negociações sigam adiante.

 

“O ‘Euro Summit’ salienta a necessidade crucial de reconstruir a confiança com as autoridades gregas como um pré-requisito de um possível futuro acordo para o programa [de ajuda financeira] ESM [Mecanismo de Estabilização Europeia]. Nesse contexto, o comprometimento das autoridades gregas é peça-chave, e uma implementação bem-sucedida deverá seguir uma política de compromissos”, diz o Conselho Europeu, por meio de nota.

 

De acordo com o documento, o programa de financiamento grego ficaria entre € 82 e 86 bilhões. Em grave crise, a Grécia tem dívidas superiores a 150% de seu Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de tudo o que é produzido no país.

 

Tusk disse que a ajuda financeira será dada mediante o compromisso do governo grego de levar adiante “sérias reformas” econômicas. Ainda não foram divulgados detalhes do acordo, mas é esperado que os gregos anunciem até quarta (15) um pacote de reformas econômicas exigidas pela União Europeia.

 

Tusk afirmou ainda que o acordo costurado para iniciar as negociações para o terceiro resgate da Grécia irá permitir um maior apoio ao país. “Nós concordamos, em princípio, que estamos prontos para começar as negociações para trazer um programa para o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), que em outras palavras significa continuar a apoiar a Grécia”, afirmou.

 

‘Quem vai ajudar’

 

O programa de ajuda à Grécia, existente desde 2012 e que expirou no último dia 30 de junho, havia sido firmado por meio de um mecanismo criado pelos europeus para ser temporário, conhecido como EFSF. A Grécia ainda tinha € 1,8 bilhão a receber por meio desse mecanismo, mas o governo recusou as condições de austeridade impostas, que incluíam aumento de impostos e cortes nas aposentadorias.

 

Com o prolongamento da crise na Europa, o EFSF foi substituído pelo Mecanismo de Estabilização Europeia (ESM, na sigla em inglês), que é permanente e o único canal para novas ajudas das instituições europeias a países em crise. Por isso, o novo pedido grego de ajuda foi direcionado para o ESM.

 

Condições à Grécia

 

Seis medidas de austeridade, incluindo reformas fiscal e no sistema de pensões, vão precisar ser decretadas até quarta à noite, e todo o pacote de resgate precisará ser apreciado pelo Parlamento antes que as negociações possam começar.

 

A Grécia ainda terá que impor mudanças no seu imposto sobre o comércio e no seu sistema de aposentadorias, além de fortalecer a independência da agência de estatísticas.

 

Após isso, os ministros das Finanças do Eurogrupo se encontrariam novamente na sexta (17) ou no próximo fim de semana para começar formalmente as negociações com a Grécia.

 

De acordo com a proposta preliminar da Europa, a Grécia precisa de € 7 bilhões até 20 de julho, quando deve fazer um resgate crucial de títulos junto ao Banco Central Europeu (BCE), e de mais € 12 bilhões até meados de agosto, quando vence outro pagamento ao BCE.

 

‘Dura batalha’

 

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou que seu governo travou uma “batalha dura” durante seis meses e “lutou até o final para um acordo que permitirá a recuperação do país”. “Enfrentamos dilemas difíceis e tivemos que fazer concessões para evitar a aplicação dos planos de alguns círculos ultraconservadores europeus”, disse.

 

Angela Merkel

 

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que vai recomendar “com total convicção” ao Parlamento de seu país que autorize a abertura de negociações com a Grécia sobre um terceiro resgate assim que o Parlamento grego aprovar o pacote inteiro e promulgar as leis iniciais.

 

Merkel não disse quando isso irá acontecer, mas afirmou que fará um relatório positivo ao comitê parlamentar esta semana. É melhor, segundo ela, não antecipar o fim do recesso parlamentar de verão até que tenham certeza que as leis gregas foram aprovadas, disse ela.

 

Questionada se confia que a Grécia vai implementar o pacote, ela disse: “Será uma estrada longa e difícil.”

 

François Hollande

 

O presidente da França, François Hollande, afirmou que o acordo entre Grécia e as instituições “preserva a soberania grega”. Ele qualificou o premiê grego Alexis Tsipras como um “valente” por alcançar entendimento.

 

Os líderes da cúpula do euro começaram discutir a situação da Grécia no final da tarde de domingo, depois que ministros de Economia e Finanças do Eurogrupo terminaram reunião sem acordo para conceder um novo pacote (o terceiro) de ajuda financeira ao país. “O Eurogrupo terminou. Passamos a tarefa à cúpula de líderes do euro”, disse o ministro das Finanças da Finlândia, Alexander Stubb, que participou da reunião.

 

Os 19 chefes de Estado da zona do euro, reunidos em Bruxelas, na Bélgica, disseram para a Grécia que a confiança em Atenas deve ser restaurada antes que sejam abertas negociações sobre qualquer novo resgate financeiro para que o país permaneça na zona do euro.

 

RESUMO DO CASO

 

- A Grécia enfrenta uma forte crise econômica por ter gastado mais do que podia.

- Essa dívida foi financiada por empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do resto da Europa.

- Em 30 de junho, venceu uma parcela de € 1,6 bilhão da dívida com o FMI. Então, o país entrou em “default” (situação de calote), o que pode resultar na sua saída da zona do euro. Essa saída não é automática e, se acontecer, pode demorar. Não existe um mecanismo de “expulsão” de um país da zona do euro.

- Como a crise ficou mais grave, os bancos estão fechados para evitar que os gregos saquem tudo o que têm e quebrem as instituições.

- A Grécia depende de recursos da Europa para manter sua economia funcionando. Os europeus, no entanto, exigem que o país corte gastos e aumente impostos para liberar mais dinheiro. O prazo para renovar essa ajuda também venceu em 30 de junho.

- Em 5 de julho, os gregos foram às urnas para decidir se concordam com as condições europeias para o empréstimo, e decidiram pelo “não”.

- Os líderes europeus se reuniram esta semana para discutir a situação grega e deram um “ultimato” ao governo grego, exigindo uma proposta até dia 9 de julho.

- A Europa pressiona para que a Grécia aceite as condições e fique na zona do euro. Isso porque uma saída pode prejudicar a confiança do mundo na região e na moeda única.

- Para a Grécia, a saída do euro significa retomar o controle sobre sua política monetária (que hoje é “terceirizada” para o BC europeu), o que pode ajudar nas exportações, entre outras coisas, mas também deve fechar o país para a entrada de capital estrangeiro e agravar a crise econômica.

 

Fonte: G1

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CRISE AFETA CONFIANÇA, E CRIAÇÃO DE NOVAS EMPRESAS DESACELERA

Entre janeiro e maio, foram criados 822.519 empreendimentos no Brasil.

De janeiro a maio, a criação de novas empresas cresceu em relação ao mesmo período do ano passado, segundo indicador da Serasa Experian. No entanto, o ritmo de alta tem sido menor a cada mês devido, principalmente, à crise, que afeta a confiança dos empreendedores.

 

Entre janeiro e maio de 2015, foram criados 822.519 novos empreendimentos no Brasil. O número é 3,4% superior aos mesmos meses de 2014 que, por sua vez, haviam mostrado avanço de 5,2% frente a 2013.

 

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a desaceleração da abertura de novas empresas neste ano “é reflexo da recessão da economia bem como da queda da confiança de empresários e consumidores”.

 

O número de novos Microempreendedores Individuais (MEIs) surgidos em maio cresceu 4,5% em relação a abril, para 132.661. As Sociedades Limitadas registraram criação de 17.210 unidades, uma queda de 1,3% frente ao mês anterior. A criação de Empresas Individuais avançou 3,1%, com um total de 15.436 novos negócios em maio.

 

O Sudeste lidera o ranking de nascimento de empresas, com 414.018 novos negócios abertos entre janeiro e maio de 2015 ou 50,3% do total. Na sequência estão a Região Nordeste, com 18,3%, a Região Sul, com 16,6% de participação, o Centro-Oeste, com 9,5%, e a Região Norte, com 5,3%.

 

O setor de serviços continua sendo o mais procurado por quem quer empreender: de janeiro a maio de 2015, 504.428 novas empresas surgiram neste segmento, o equivalente a 61,3% do total. Em seguida, 248.488 empresas comerciais (30,2% do total) e, no setor industrial, foram abertas 67.107 empresas (8,2% do total) neste mesmo período.

 

Fonte: G1

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PRODUÇÃO DE VEÍCULOS NO BRASIL CAI 18,5% NO 1š SEMESTRE DE 2015

Nos primeiros 6 meses do ano, foram produzidas 1.276.638 unidades.

A produção brasileira de veículos, incluindo automóveis, comerciais leves (picapes e furgões), caminhões e ônibus, recuou 18,5% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2014, segundo dados divulgados pela associação de fabricantes (Anfavea) nesta segunda-feira (6).

 

Nos primeiros 6 meses do ano, foram montadas 1.276.638 unidades, contra 1.566.049 no ano passado. O resultado de 2015 é o pior para o período desde 2006, quando o setor somou 1,13 milhão de unidades fabricadas.

 

O declínio acompanha a queda de 20,7% nas vendas, de acordo com a federação dos concessionários (Fenabrave).

 

Em junho, a produção chegou a 184.015 unidades, o que representa recuo de 12,5%, em relação a maio, que havia alcançado 210.386 unidades. Comparado com junho de 2014, quando 215.934 veículos foram produzidos, houve baixa de 14,8%. É o pior resultado para o mês desde 2004, segundo a Anfavea.

 

Caminhões e ônibus

 

Embora tenham número bem menor que de automóveis, a fabricação de caminhões e ônibus sentiu mais a crise no setor, com declínio de 45% e 27%, respectivamente.

 

“Posso dizer que o setor de caminhões teve queda brutal na produção. Retornamos a produção de caminhões de junho de 1999″, afirmou o presidente da Anfavea, Luiz Moan.

 

Exportações

 

Os primeiros meses de 2015 foram ruins, mas a exportação de veículos se recuperou e soma 197.348 unidades no 1º semestre – uma alta de 16,6% ante o mesmo período do ano passado. Em junho, o número de unidades enviadas para fora do país chegou a 48.068.

 

“Foi a melhor marca de exportação nos últimos 20 meses”, apontou Moan. “Os mercados que mais expandimos as exportações foram México, Peru e Chile. No acumulado, aumentamos em 70% as exportações ao México.”

 

Emprego

 

A crise afeta o nível de empregos, com corte de 14,5 mil funcionários do setor, em relação ao primeiro semestre de 2014. Atualmente, 136,9 mil pessoas trabalham na indústria automotiva, ante 151,4 mil no final de junho do ano passado.
De acordo com o presidente da Anfavea, outros 36,9 mil trabalhadores estão afastados (de licença, férias coletivas ou contratos suspensos, o chamado lay-off). “Isso significa 27% da força de trabalho. Isso mostra o esforço da indústria para manter o nível de emprego”, afirmou Moan.

 

Estoques

 

Com as linhas de montagem em ritmo lento, os estoques nos pátios e lojas foram reduzidos em junho, mas continuam altos. No final de junho, 338,8 mil unidades estavam paradas à espera de compradores, o que representa um total de 47 dias de vendas no ritmo atual. Ou seja, se todas as fábricas parassem de produzir, as lojas ainda levariam 47 dias para ficar sem carros para vender.

 

Previsões

 

A Anfavea decidiu manter as projeções para 2014, com queda de 17,8% na produção de automóveis, comericias leves, caminhões e ônibus, e de 20,6% nas vendas. Por outro lado, as exportações devem subir 1,1%.

 

Fonte: G1

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