INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS REGISTRAM QUEDA DE 37% EM JULHO NA COMPARAÇÃO COM 2014

Resultado de todas as trocas de serviços e do comércio do país com o mundo ficou negativo em US$ 6,2 bi, resultado 33% menor que em julho de 2014

BRASÍLIA – Com a economia em recessão, os investimentos estrangeiros no Brasil caíram nada menos que 37% em julho na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central, entraram no país US$ 6 bilhões no mês passado para financiar a produção. Para os especialistas, esse é o melhor tipo de recurso que pode cobrir o rombo das contas externas. O lado bom é que esse déficit está cada vez menor por causa da alta do dólar.

 

Em julho, o resultado de todas as trocas de serviços e do comércio do Brasil com o resto do mundo ficou negativo em US$ 6,2 bilhões: 33% a menos que o déficit do mesmo mês do ano passado. Isso ocorreu porque a moeda americana mais cara desestimula os gastos com importados, viagens e outros serviços e ainda estimula as exportações.

 

Essa alta do dólar faz com que os brasileiros viagem menos para fora e gastem menos. As despesas dos turistas caíram nada menos que 30% em julho: ficaram em US$ 1,7 bilhão. O tradicional mês de férias com a família na Disney não atrai mais tanto viajante como antes porque foram precisos R$ 3,50 para comprar um dólar.

 

Fora a estilingada recente da moeda americana, a economia em retração também desestimulou os gastos. A despesa com aluguel de equipamentos, por exemplo, caiu 28%. No mês passado, somaram US$ 1,7 bilhão.

 

O quadro de julho das contas externas reflete um aprofundamento do que tem acontecido neste ano. As contas externas têm déficit de 44,1 bilhões: 24% a menos que nos sete primeiros meses do ano. Já os investimentos diretos no país caíram 33% e estão em US$ 39,9 bilhões. Ou seja, os investimentos ainda não financiam integralmente o rombo das contas externas.

 

Fonte: O Globo

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DESEMPREGO NO 2š TRIMESTRE DO ANO ATINGE 8,3%, MAIOR TAXA DESDE 2012

O desemprego, no Brasil, atingiu 8,3% no segundo trimestre de 2015, a maior taxa da série histórica, iniciada em 2012, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

 

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Trimestral (Pnad Contínua Trimestral), elaborada pelo IBGE, a população desocupada chegou a 8,4 milhões de pessoas: subiu 5,3% em comparação ao trimestre imediatamente anterior. De janeiro a março de 2015, a população desocupada era 7,9 milhões de pessoas. Na comparação com o segundo trimestre de 2014, o número de desocupados subiu 23,5%.

 

A taxa cresceu tanto na comparação com o primeiro trimestre de 2015, que chegou a 7,9%, quanto com o segundo trimestre de 2014, que foi 6,8%. No segimdo trimestre de 2015 em relação ao mesmo período de 2014, a taxa de desocupação cresceu em todas as regiões: Norte (de 7,2% para 8,5%), Nordeste (de 8,8% para 10,3%), Sudeste (de 6,9% para 8,3%), Sul (de 4,1% para 5,5%) e Centro-Oeste (de 5,6% para 7,4%). Entre as unidades da Federação, Bahia teve a maior taxa (12,7%) e Santa Catarina, a menor (3,9%).

 

O nível da ocupação (indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar) no Brasil, no segundo trimestre de 2015, atingiu 56,2%. Este indicador ficou estável em relação ao trimestre anterior e registrou queda de 0,7 ponto percentual em comparação com igual trimestre de 2014 (56,9%).

 

No cenário regional foram verificadas diferenças de patamares no nível da ocupação. As Regiões Sul (60,5%) e Centro-Oeste (60,4%) foram as que apresentaram os maiores percentuais de pessoas trabalhando entre aquelas em idade de trabalhar. A Região Nordeste apresentou o menor nível da ocupação (51,3%).

 

Fonte Agência Brasil

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INADIMPLÊNCIA DO CONSUMIDOR SOBE NO INÍCIO DO 2š SEMESTRE, DIZ SERASA

Na comparação com julho do ano passado, alta foi de 19,4%.

A inadimplência do consumidor aumentou em julho, segundo aponta a Serasa Experian. Frente ao mês anterior, a alta foi de 0,6% e na comparação com julho do ano passado, de 19,4%. No acumulado do ano até julho, na comparação com o mesmo período do ano anterior, o índice também subiu 16,8%.

 

 

A inadimplência não bancária (feita com cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.) foi a responsável pela alta do indicador, com aumento de 3,5%.

 

O avanço do índice mensal não foi maior ainda porque as dívidas com os bancos apresentaram queda de 2,2%.

 

O valor médio das dívidas não bancárias cresceu 10,0% de janeiro a julho de 2015, na comparação com o mesmo período de 2014. O valor médio dos cheques sem fundos e da inadimplência com os bancos também cresceu 10,4% e 0,9%, respectivamente. Já o valor médio dos títulos protestados registrou queda de 1,9%.

 

Na avaliação dos economistas da Serasa Experian, o desemprego crescente bem como a inflação e os juros altos têm prejudicado a saúde financeira do consumidor, dificultando-o a manter os seus pagamentos em dia.

 

Fonte: G1

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DÓLAR COMERCIAL PERDE FORÇA E É NEGOCIADO A R$ 3,475

Ibovespa passa a operar em terreno negativo, com leve recuo de 0,22%

SÃO PAULO – O dólar comercial no Brasil se descolou do movimento externo e agora opera em queda. Às 13h30, a moeda americana era negociada a R$ 3,473 na compra e a R$ 3,475 na venda, leve desvalorização de 0,22% ante o real. Na primeira hora de negociação, chegou a R$ 3,506. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrava recuo de 0,22% em seu índice de referência Ibovespa, aos 47.405 pontos.

 

Na avaliação de Italo Abucater, gerente de câmbio da corretora Icap do Brasil, a desvalorização do dólar ocorre devido a um fluxo de venda de contratos de câmbio por estrangeiros. Ele acredita que, após o término desse movimento, a divisa deve voltar a ficar mais perto dos R$ 3,50.

 

— Há um fluxo de venda de estrangeiros e como o volume está baixo, qualquer movimento faz a cotação recuar. Mas isso vai se normalizar no curto prazo — disse.

 

Na avaliação de Ricardo Gomes da Silva, analista da Correparti Corretora de Câmbio, os investidores irão analisar quais os possíveis efeitos dos protestos sobre o cenário político e econômico, e isso deve influenciar nos preços dos ativos dos mercados financeiros.

 

Ele lembra que apesar da presidente Dilma Rousseff ter conseguido algum fôlego após o acordo com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-RJ), na terça-feira já será retomada a discussão e votação do projeto que aumento a remuneração dos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o que pode pressionar ainda mais as contas públicas. “Nesse cenário e após o recuo da última sexta-feira, o dólar comercial deverá operar na estabilidade, mantendo o viés de alta. O ambiente de incertezas deverá continuar privilegiando a moeda estrangeira como proteção”, disse.

 

O “dollar index”, que é calculado pela Bloomberg e mede o comportamento do dólar em relação a uma cesta de dez moeda, registra alta de 0,28%.

 

BOLSA PASSA A OPERAR EM QUEDA

 

A Bolsa até operou em alta pela manhã, mas perdeu força e agora está em terreno negativo. O desempenho negativo das ações da Vale e da Petrobras contribui para esse resultado.

 

No caso dos papéis preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Petrobras, a queda é de 0,53% e a cotação está em R$ 9,25. Já no caso dos ordinários, o recuo é de 0,09%, a R$ 10,36. No caso da Vale, as preferenciais têm variação negativa de 0,41% e as ordinárias caem 0,76%.

 

Os bancos, que possuem o maior peso na composição do Ibovespa, passaram a cair no período da tarde, o que ajudou a levar o Ibovespa para o terreno negativo. Os papéis do Bradesco recuam 0,41% e os do Banco do Brasil, 0,05%. A exceção é o Itaú Unibanco, que registra alta de 0,74%.

 

No exterior, os principais índices operam sem direção definida. O DAX, de Frankfurt, fechou em queda de 0,41%, enquanto o CAC 40, da Bolsa de Paris, teve valorização de 0,57%. Já o FTSE 100, de Londres, fechou praticamente estável (-0,01%). Nos Estados Unidos, os índices operam em alta. O Dow Jones sobe 0,38% e o S&P 500 registra variação positiva de 0,31%.

 

Fonte: O Globo

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CRISE POLÍTICA JÁ REDUZ A CONFIANÇA DOS CONSUMIDORES BRASILEIROS

Índice da Associação Comercial de São Paulo mostra pessimismo pela 1ª vez desde 2005.

RIO – A crise política, que se agravou nos últimos meses, já abala a confiança do brasileiro na economia. Segundo dados que serão divulgados nesta segunda-feira pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e pelo Instituto Ipsos, o Índice Nacional de Confiança (INC) caiu de 100 para 84 pontos na passagem entre junho e julho. É o menor patamar da série histórica, iniciada em 2005. Além disso, é a primeira vez desde aquele ano que o indicador, que vai de 0 a 200, fica no terreno do pessimismo — marcado por resultados abaixo de cem pontos.

 

A insegurança em relação à situação do país é maior entre os mais ricos, mais afetados pelo noticiário político, segundo Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP. Eles representam 25% dos 1.200 entrevistados. Nas classes A e B, o INC caiu para 75 pontos em julho, após ter ficado em 81 pontos em junho.

 

— É uma classe mais informada, não só em relação à economia, mas também em relação à política. O agravamento do pessimismo está relacionado ao agravamento da incerteza, com essa crise política que não dá sinal para onde vai — explica Solimeo.

 

Enquanto isso, os sinais de piora da economia real, principalmente no mercado de trabalho, fizeram despencar os indicadores das classes C, D e E, que foram, em um mês, do otimismo ao pessimismo. Na classe C, o resultado passou de 103 para 85 pontos. Já nas classes D e E, o índice recuou de 109 para 89 pontos.

 

Essa baixa de confiança é esperada. É daí para mais, está dentro do contexto de piora de expectativa — avalia Fábio Silveira, diretor de pesquisas econômicas da GO Associados.

 

QUASE METADE DOS ENTREVISTADOS CONHECE UM DESEMPREGADO

 

A queda na confiança do consumidor brasileiro está em linha com o que indicadores econômicos e a análise do quadro político vêm mostrando nos últimos meses. Os dados mais recentes do IBGE mostram que o desemprego subiu para 6,9% em junho, e a inflação ultrapassou os 9% pela primeira vez em quase 12 anos. Soma-se a isso a percepção de que a presidente Dilma Rousseff e o Congresso enfrentam dificuldades para chegar a um entendimento. Para analistas, só a mudança desse quadro pode impulsionar uma retomada do otimismo no país.

 

O Índice Nacional de Confiança considera fatores como situação financeira pessoal, capacidade de investir no futuro e segurança no emprego para mensurar a avaliação da população. A amostra é de 1.200 pessoas, distribuídas por 72 municípios do país. Até junho, o indicador havia ficado no terreno do otimismo. Chegou a ficar em 137 pontos em janeiro, mas foi perdendo força ao longo do ano.

 

— O mercado de trabalho ainda não havia sido atingido mais fortemente (no início do ano). Duas coisas preocupam muito: desemprego e inflação, que pioraram. Já virou crise, porque agora o brasileiro também vê o vizinho perdendo emprego — explica Solimeo, economista-chefe da ACSP.

 

Os dados da pesquisa mostram essa disseminação do pessimismo. Em julho, 48% dos entrevistados afirmaram ter sido demitidos ou conhecer alguém que perdeu o emprego. Enquanto isso, 53% disseram estar menos confiantes em relação ao próprio emprego, de parentes ou conhecidos, na comparação com seis meses atrás. No mesmo mês do ano passado, só 33% dos entrevistados relatavam casos de demissão e apenas 24% relatavam menos confiança no mercado de trabalho.

 

SAÍDA DIFÍCIL PELA POLÍTICA

 

Para analistas, existe uma espécie de retroalimentação entre os índices de confiança e o desempenho da economia. Com as incertezas, o consumidor gasta menos, contribuindo para piorar a recessão, que, por sua vez, gera nova onda de pessimismo. O ciclo abala não só a confiança do consumidor, como também a dos empresários — também afetados por incertezas políticas. Resultado: menos investimentos e mais demissões.

 

— É importante que haja algum evento para que haja alguma expectativa favorável. O fato novo tem que ser primeiro o político, para depois ter a condução da política econômica. Por enquanto não há sinais de qual seria esse evento — avalia Silveira, da GO Associados.

 

Solimeo, da ACSP, arremata:

 

— Precisa haver um entendimento.

 

Aloísio Campelo, superintendente adjunto de ciclos econômicos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vagas (Ibre/FGV), afirma que a inflação menor em 2016 pode ajudar. Mas o economista lembra que o tempo de boas notícias ainda está distante. O segundo semestre ainda reserva a divulgação de um PIB fraco no segundo trimestre. As manifestações contra o governo previstas para este mês também devem aquecer a onda de pessimismo.

 

— Quando chegar janeiro vamos entrar numa fase de inflação em queda, isso será um fator positivo, ainda que o mercado de trabalho esteja ruim. Temos visto isso historicamente — avalia Campelo.

 

Fonte: O Globo

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VENDAS NO DIA DOS PAIS TÊM PIOR RESULTADO DESDE 2005

Juros altos, inflação e demissões reduzem o apetite do consumidor por compras a prazo e de alto valor

RIO – Acompanhando o que ocorreu no Dia das Mães, na Páscoa e no Dia dos Namorados, o desempenho do varejo no Dia dos Pais decepcionou. Entre os últimos dias 3 e 9, as vendas recuaram 5,1% no país frente a igual período do ano passado, registrando a primeira queda desde que o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio para a data foi criado, em 2005. Já o levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostrou queda de 11,21% — o pior desempenho nos últimos seis anos — entre 2 e 8 de agosto.

 

O resultado deste ano marcou a primeira queda do indicador da Serasa Experian em dez anos. Até então, o menor crescimento havia sido registrado em 2006, com alta de 2% frente ao ano anterior, enquanto o maior ocorrera em 2011, com expansão de 8,8%. Em 2014, as vendas no Dia dos Pais cresceram 2,1% em relação a 2013, segundo esse indicador.

 

No fim de semana passado, quando o consumidor foi às compras de última hora para presentear os país, houve queda de 1,4% nas vendas do varejo em relação ao mesmo período de 2014, de acordo com o levantamento da Serasa Experian.

 

Já os dados do SPC Brasil e da CNDL mostraram que entre os últimos dias 2 e 8, as consultas para vendas a prazo — que sinalizam o ritmo do movimento no comércio — caíram 11,21%. No ano passado, as vendas na semana que antecede o Dia dos Pais já haviam registrado queda de 5,09%. Nos quatro anos anteriores, no entanto, o resultado foi positivo, com crescimento de 3,78% em 2013; de 4,75% em 2012; de 6,86% em 2011; e de 10% em 2010.

 

As intenções de vendas parceladas também recuaram no Dia dos Namorados (-7,82%), na Páscoa (-4,93%) e no Dia das Mães (-0,59%), segundo levantamento do SPC Brasil.

 

Presidente da CNDL, Honório Pinheiro considera que o fraco resultado do varejo no Dia dos Pais é uma consequência do desaquecimento da economia, influenciado principalmente pela escalada dos juros, pela inflação acima do teto da meta — que corrói o poder de compras do brasileiro — e pelo aumento da massa de trabalhadores desempregados.

 

Pesquisa recente feita pelo SPC Brasil já apontava a preferência pelo pagamento à vista, o que potencializa a queda mostrada pelo indicador de consultas para vendas a prazo, optando por itens mais baratos e pelo pagamento à vista.

 

— Menos confiante do que em anos anteriores, os brasileiros optaram pelas compras à vista e por itens de mais baixo valor, motivados, principalmente, pelo encarecimento dos juros, pela escassez de crédito e pela preocupação em comprometer menos o próprio orçamento com compras parceladas — afirma Pinheiro.

 

Economistas da Serasa Experian também consideram que a crise econômica, marcada pela alta da inflação, dos juros no crediário, pelo aumento do desemprego e pela queda da confiança dos consumidores, afetou negativamente o desempenho do comércio varejista no data comemorativa.

 

O Dia dos Pais é a quarta data comemorativa que mais movimenta o varejo em volume de vendas e faturamento, atrás de Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados. Segundo levantamento do SPC Brasil, os presentes mais procurados neste ano foram roupas, calçados e acessórios, como cintos, óculos, relógios, meias e gravatas.

 

Fonte: O Globo

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CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO DO COMÉRCIO É A MAIS BAIXA DESDE MARÇO DE 2011

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) informou, nesta segunda-feira (3), que o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) voltou a ter declínio em julho: caiu 1,7%, em relação ao mês de junho, fechando em 85 pontos, o mais baixo desde o início da série em março de 2011.

 

Segundo a CNC, a queda da confiança foi influenciada pelo recuo na intenção de investimentos dos empresários e pela percepção das condições atuais da economia brasileira. A confiança do empresário do comércio atingiu, assim, o seu nível mais baixo desde março de 2011.

 

O Icec é o indicador que antecipa decisões das empresas do varejo. A amostra é composta por 6 mil empresas situadas em todas as capitais do país. Como o Icec atribui pontuação de zero a 200 pontos, quanto menor é a pontuação maior é o pessimismo dos empresários.

 

O resultado de julho ocorre depois de leva alta de 0,6% registrada em junho na comparação mensal. Comparativamente a julho do ano passado, a queda chega a 21,6%.

 

De acordo com a CNC, o resultado negativo na comparação mensal foi influenciado principalmente pelo recuo de 1,6% na intenção de investimentos dos empresários e de 5% no subíndice que mede a percepção deles das condições econômicas atuais.

 

Na avaliação da entidade, a queda na percepção das condições atuais revela “um elevado grau de insatisfação dos empresários do comércio, especialmente na região Sudeste, cujo índice médio (41,8 pontos) está abaixo da média nacional (45,6 pontos)”.

 

Os empresários da região também apresentam a menor intenção de investimentos (80,1 pontos contra 83,8 da média nacional). Para 92,8% dos empresários consultados pela pesquisa em todas as capitais do país, houve piora no cenário econômico nos últimos 12 meses.

 

A CNC manteve a previsão anterior para o setor de queda de 1,1% no volume de vendas do varejo restrito para este ano. “Para alguns segmentos, porém, especialmente aqueles voltados para a venda de bens de consumo não duráveis, a expectativa para a segunda metade do ano tem se mostrado mais favorável diante da perspectiva de arrefecimento da inflação”.

 

Fonte: Agência Brasil

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BALANÇA TEM NO ANO SUPERÁVIT DE US$ 4,5 BI, O MAIOR PARA O PERÍODO

Com alta do dólar, importações caíram mais do que as exportações. Saldo em julho também foi o maior em três anos

BRASÍLIA – A balança comercial apresentou resultado positivo de US$ 2,379 bilhões em julho, o maior saldo para o mês desde 2012 (quando foi de US$ 2,863 bilhões), mantendo a tendência apresentada até o mês passado. O saldo acumulado no ano está em US$ 4,599 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Também o resultado do ano é o maior desde 2012.
 
O resultado positivo em 2015, até julho, se dá por uma queda mais acentuada das importações (19,5%) do que das exportações (15,5%). No ano passado, entre janeiro e julho, o resultado apresentado pela balança era de déficit de US$ 952 milhões. Os dados apresentados hoje corroboram a expectativa do MDIC de um superávit de US$ 8 bilhões a US$ 10 bilhões para o resultado da balança comercial neste ano.
 
O volume de importações em julho foi de US$ 16,147 bilhões e, de exportações, US$ 18,526 bilhões. No acumulado do ano, as importações somam US$ 108,255 bilhões e as exportações apresentam total de US$ 112,854 bilhões. Com a queda de exportações e importações, no mês de julho, a corrente de comércio brasileira (soma do que vem de fora e do que é vendido para outros países) encolheu 22,1%, chegando a US$ 221,1 bilhões, o menor valor desde 2010.
 
Segundo Herlon Brandão, diretor de estatística e apoio à exportação do MDIC, em termos agregados a redução no valor das exportações neste ano é resultado da queda dos preços dos produtos, uma vez que os principais itens da pauta de exportações brasileira vem atingindo recordes em volume de vendas.
 
— A redução do valor exportado ao longo do ano é decorrente exclusivamente da redução dos preços dos produtos exportados, visto que as quantidades estão crescendo — disse Brandão.
 
Ele apontou que os preços das exportações brasileiras caíram, na média, 20,8% de janeiro a julho, enquanto que a quantidade subiu 7,2%. A queda dos preços de produtos básicos é resultado de uma conjuntura internacional. Entre os produtos que atingiram recorde em volume exportado de janeiro a julho deste ano estão: óleos brutos de petróleo, minério de ferro e seus concentrados, soja mesmo tributada, entre outros.
 
Segundo Brandão, ainda é cedo para apontar qualquer impacto no resultado comercial da balança brasileira em julho por conta da alta mais acelerada do preço do dólar no mercado, até porque o ritmo de atividade econômica no país teria mais peso no resultado agregado das importações.
 
— (O dólar em alta) encarece bens importados. Mas a magnitude desse efeito e quando ele vai ocorrer é muito difícil mensurar. O que tem de efeito mais imediato é ajudar a manter rentabilidade em real de setores que têm perdido em preço.
 
Fonte: O Globo

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