PÓS-GRADUAÇÃO, POR QUE FAZER?

Sobre o Coordenador:

Mac Cartaxo é graduado em Administração e Direito, com especializações nas duas áreas. Possui Mestrado em Administração, Certificação com PMP (Project Management Professional) e Analista de Processos. Tem experiência de mais de 20 anos como gestor público e privado, docente, coordenador e diretor em Instituições de Ensino Superior, além de atuar como consultor de organizações no Brasil e no exterior.

 

Sobre o(s) curso(s):

Especialização em Gestão de Processos e Especialização em Consultoria Organizacional.

 

Público-alvo:

Para o curso de Especialização em Gestão de Processos: Graduados com experiência e/ou interesse em atuar com mapeamento, análise, melhoria e gestão de processos organizacionais.

 

Para o curso de Especialização em Consultoria Organizacional: Graduados com experiência e/ou interesse em atuar na elaboração e condução de projetos de intervenção para melhoria de organizações públicas e privadas

 

Os diferenciais do(s) curso(s):

Em ambos os cursos, os diferenciais são o alinhamento com metodologias internacionais consagradas e a experiência dos docentes na área acadêmica, e a prática nas disciplinas que ministram.

 

Mais informações:

Através do email “posgraduacao@udf.edu.br ” ou pelo site www.udf.edu.br

 

Seu conhecimento no curso certo:

Integrar ao currículo a tradição e a experiência de mais de 40 anos do UDF em formação de profissionais bem sucedidos, sem dúvida, é colocar seu conhecimento no curso e local certos.

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PÓS-GRADUAÇÃO, POR QUE FAZER?

 

Sobre o Coordenador:

 

Homero Bernardo atua no curso de Acupuntura e Práticas de Saúde e Longevidade e é fisioterapeuta com especialização em fisioterapia desportiva, Acupuntura e Yoga. Além de vários cursos de formação no Brasil, fez cursos complementares de acupuntura também no México e na China. Abriu a Escola de Formação em Acupuntura em 1990 e hoje, além de atuar como coordenador e docente do curso no UDF, dirige uma clínica conceituada e ministra palestras e seminários baseados nessas ciências milenares para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

 

 

Sobre o(s) curso(s):

 

Pós-Graduação Lato Sensu em Acupuntura e Práticas de Saúde e Longevidade no UDF.

 

Público-alvo:

 

Profissionais da área de saúde: fisioterapeutas, psicólogos, educadores físicos, enfermeiros, biólogos, farmacêuticos, médicos, odontólogos, fonoaudiólogos, biomédicos, veterinários, entre outros. Para todos os profissionais da área de saúde que queiram incorporar em sua vida os ensinamentos da Medicina Chinesa.

 

 

Os diferenciais do(s) curso(s):

 

O curso de Pós-Graduação em Acupuntura prima desenvolver no aluno habilidades para exercer a técnica em sua área de formação, aplicando o conhecimento do diagnóstico energético funcional da Acupuntura para a elaboração de um plano de tratamento que utiliza diversas técnicas da Medicina Tradicional Chinesa como: Acupuntura, Moxabustão, Ventosaterapia, Eletroacupuntura, Laseracupuntura, Fitoterapia, Dietoterapia Chinesa, Auriculoacupuntura, Guashá, técnicas corporais, entre outras. É estimulado o serviço de atendimento à população carente no ambulatório do UDF e está inserido no currículo encontros e vivências práticas em contato com a natureza. O curso possui um convênio educacional com a Universidade de Nanjing, na China, onde os alunos são levados regularmente para complementação de estudos.

 

Mais informações: Através do email “posgraduacao@udf.edu.br ” ou pelo site www.udf.edu.br

 

Seu conhecimento no curso certo:

No UDF, é possível viver a experiência de tratar pessoas da comunidade e ter a chance de aprender e se aperfeiçoar em uma profissão que ajude as pessoas a terem mais saúde e qualidade de vida.

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PÓS-GRADUAÇÃO, POR QUE FAZER?

 

Sobre o Coordenador:
Gabriel Cardoso é bacharel em Administração de Empresas e Especialista em Gestão de Projetos e Gestão Pública. Docente de Graduação e Pós-Graduação, com experiência em Coordenação de Graduação. Além de empreendedor, Gabriel atual há mais de 10 anos no mercado de eventos.

 

Sobre o(s) curso(s):
Coordenador dos cursos de Especialização em Gestão de Empresas e MBA em Eventos Corporativos.

 

Público-alvo:
A especialização em Gestão de Empresas é direcionada ao profissional empresário e/ou empreendedor que precise de competências para gerir o seu negócio. Também indicado para profissionais formados em outras áreas que assumiram cargos de chefia, direção ou assessoramento e que desejam aprimorar suas competências em gestão de empresas.
Trata-se de um curso amplo que pode auxiliar os profissionais que tenham interesse em desenvolver competências para atuar em uma empresa.

 

Já o MBA em Eventos Corporativos é direcionado a produtores de eventos, secretários executivos, administradores, turismólogos, publicitários ou qualquer profissional que atue ou pretenda atuar no segmento de eventos.
É cada vez maior a quantidade de pessoas envolvidas direta ou indiretamente com eventos. Para esses profissionais, o curso trará uma carga de conhecimentos, habilidades e atitudes imprescindíveis para planejar e lidar com os imprevistos comuns no ramo.
Ex-alunos do UDF possuem desconto de 10%.

 

Os diferenciais do(s) curso(s):
Ambos os cursos oferecem um conteúdo extremamente atual e direcionado às necessidades do mercado. As aulas desenvolvem não só aspectos teóricos, como também aplicações práticas do conteúdo proposto.
Os professores do curso possuem ampla bagagem acadêmica e profissional.

 

Mais informações:
Através do email “posgraduacao@udf.edu.br” ou pelo site www.udf.edu.br

 

Seu conhecimento no curso certo:
Fazer Pós-Graduação no UDF é ter a garantia de que a tradição da primeira Instituição de Ensino Superior privado do DF irá oferecer um curso de qualidade, de forma compromissada com aquilo que o aluno procura e com o que o mercado exige.

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PÓS-GRADUAÇÃO, POR QUE FAZER?

Sobre o Coordenador:

 

Francisco Paulo do Nascimento tem doutorado em Educação, MBA em Gestão Empresarial, Especialista em Políticas Públicas e em Desenvolvimento Urbano, APG e Executivo Internacional pela Amana Key. Graduou-se em Economia. Atualmente, trabalha como pesquisador em educação, coordenador de cursos de pós-graduação, professor, consultor do setor de educação, micro-empresário e aposentado da Caixa Econômica, onde foi executivo.

 

Sobre o(s) curso(s):

MBA em Gestão Pública, MBA em Finanças e Controladoria, Gestão de Pessoas, Assessoria e Consultoria Parlamentar, MBA em Planejamento Estratégico de Tributos, Direito Civil e Processual Civil.

 

 

Público-alvo:

Graduados e técnicos em áreas afins de organizações públicas, privadas e do terceiro setor interessados em formação continuada para melhoria de desempenho e elevação de empregabilidade. Gestores, consultores e colaboradores interessados para atualização e aprofundamento de conhecimentos, compreensão de modelos e de experiências novas.

 

Os diferenciais do(s) curso(s):

 

Os cursos têm metodologia de ensino que associa teoria a estudos de casos, professores atuantes na área de cada disciplina, projeto pedagógico elaborado por educador e especialista profissional de cada disciplina. Os professores detêm, além de titulação de mestre ou doutor que lhes garante consistência teórica e prática do que lecionam, isto é, ensinam o que fazem em suas vidas profissionais. Assim, ao aliar a teoria com a prática, o corpo docente prepara pessoas para promover melhorias contínuas em seus processos de trabalho, o que colabora para o aluno elevar sua produtividade, aumentar sua empregabilidade e torná-lo um profissional mais competitivo, tanto em sua empresa quanto no mercado de trabalho.

 

Mais informações:

Através do email “posgraduacao@udf.edu.br” ou do site www.udf.edu.br

 

Seu conhecimento no curso certo:

Na Pós-Graduação do UDF, é possível elevar o nível de conhecimento visando melhor compreender fenômenos sociais e empresariais e objetivando o alcance de patamares superiores de desempenho profissional.

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PARCERIA ENTRE O UDF E O PMI-DF

O Project Management Institute – PMI (www.pmi.org), fundado em 1969, é uma organização sem fins lucrativos que visa normatizar e desenvolver a gerência de projetos em todo mundo. Sediado na Pennsylvania-USA, possui mais de 240.000 membros distribuídos em 160 países. Suas publicações, padrões de gerenciamento e certificações representam o estado da arte sobre gerenciamento de projetos, com reconhecimento mundial. Cabe ressaltar a estatística que trata da certificação para gerentes de projetos que buscam fazer parte do seleto grupo de membros do PMI-USA. Existe uma estatística que revela a quantidade de PMP´s nos países abaixo:

 

 

- Estados Unidos: 216.395 PMPs, população 314.629.000  um PMP para cada 1.454 habitantes;
- Brasil: 11.947 PMPs, população 193.946.886  um PMP para cada 16.234 habitantes;
- Singapura: 7.666 PMPs, população 5.183.700 um PMP para cada 676 habitantes;
- Argentina: 948 PMPs, população 41.281.631  um PMP para cada 43.546 habitantes;
- Mundo: 482.015 PMPs, população 7,047 bilhões  um PMP para cada 14.620 habitantes;”

 

 

CONCEPÇÃO E SUCESSO DO MBA GESTÃO DE PROJETOS – FOCO PMI

 

O curso de gestão de projetos possui  história de sucesso e inovação que está interligada ao PMI-DF (Project Management Institute).

 

Em 1996 iniciava-se uma parceria que perdura até os dias de hoje. Tudo começou com o Prof Aloysio Vianna, disseminador  da metodologia do PMI-USA trazida para o Brasil, quando, em parceria com o UDF desenvolveram o primeiro curso de gerenciamento de projetos utilizando a metodologia.

 

A partir dessa iniciativa o UDF iniciou o processo de construção do primeiro curso de extensão em gerenciamento de projetos com vistas a disseminação das melhores práticas contempladas no PMbok (livro que compreende as melhores práticas em GP), desenvolvidas pelo PMI-USA. Nesse ínterim, surgia o capítulo (chapter) do PMI-USA, no DF.

 

Em 2003, o UDF lançou o primeiro curso de MBA Gestão de Projetos – Foco PMI com objetivo de proporcionar, aos profissionais ligados a área de gerenciamento de projetos, conhecimentos aprofundados sobre as melhores práticas (metodologia) reunidas no PMbok. Desde então, percebeu-se a evolução dos profissionais atuantes na área de gestão de projetos no que diz respeito ao crescimento profissional e acadêmico. Percebeu-se também, que os egressos das turmas do MBA Gestão de Projetos – Foco PMI,  agregavam conhecimentos  que os ajudavam significativamente no processo de certificação PMP – Professional Management Project. Diante dessa constatação, o Prof Marcelo Cirino, Coordenador do MBA Gestão de Projetos – Foco PMI, visando maior abordagem prática e fortalecimento do  potencial do conteúdo programático, reestruturou o programa incluindo a disciplina de preparação para o exame de certificação PMP. Por esses motivos certamente o MBA Gestão de Projetos – Foco PMI, contribuíra ainda mais para o desenvolvimento profissional e organizacional da comunidade interessada pela gestão eficiente dos projetos.

 

QUEM É O PÚBLICO?

 

profissionais e estudantes interessados pela temática, com objetivo de destacar-se perante ao mercado de trabalho e potencializar sua carreira na gestão de projetos.

 

QUAL A IMPORTÂNCIA DA PARCERIA ENTRE UDF E PMI-DF?

 

Pelo fato do PMI-USA ser referência mundial para profissionais e organizações que buscam melhorias nos processos de gerenciamento de projetos, com vistas a adquirir maior eficiência e eficácia nos empreendimentos.

 

Marcelo Cirino Pereira – Pós-graduado MBA em Gestão de Projetos. Especialista em didática do ensino superior e administração de marketing pelo ICAT/UniDF. Pedagogo – habilitação em coordenação pedagógica. Professor em cursos de pós-graduação.  Atua há mais de 20 anos  na área da pós-graduação – lato-sensu, extensão e capacitação profissional. Coordenador de  cursos  de pós-graduação (lato-sensu) no UniDF/UNICSUL. Gerenciou equipes de professores em projetos de implantação de EAD junto a Eletronorte. Desenvolveu e implementou o “PES – Programas Especiais ”,  no UniDF/ICAT. Atuou na gestão e coordenação de negócios corporativos voltados para a pós-graduação e projetos de capacitação e treinamento junto aos órgãos públicos e empresas privadas, tendo prestado serviços para: TCU, Previdência Social, Eletronorte, Caixa Econômica, ECT, CAESB, SENAI, STF, SESC, Ministério das Comunicações, Turismo etc. Consultor em gestão, planejamento, elaboração e monitoramento de projetos voltados para a pós-graduação e capacitação  profissional. Atua na identificação de necessidades de treinamento, formação e capacitação profissional voltados para setores público e privado.  Autor de diversos projetos de cursos de pós-graduação (lato-sensu) voltados para os setores público e privado. Foi Diretor Adjunto de Educação do no Project Management Institute – PMI/DF. Foi Presidente da Comissão de Avaliação do Prêmio Candango de Pesquisa em Gerenciamento de Projetos – PMI-DF. Autor do Artigo “O impacto de um escritório de projetos em  uma instituição particular de ensino de pós-graduação como instrumento para a melhoria da qualidade dos serviços de coordenação e gestão.” Atualmente sócio-Diretor Administrativo da IMPLANTOMED.

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QI GONG: UMA PRÁTICA PARA A SAÚDE

Qi Gong (lê-se em português Ti kun) É um termo de origem chinesa que se refere ao trabalho/exercício (Gong) de cultivo da Energia Vital (Qi), para sua melhor circulação no corpo.

 

O Qi Gong não foi criado por um único indivíduo e resulta de milhares de anos de experiências dos chineses no uso da energia para tratar doenças, promover a saúde e a longevidade, melhorar as habilidades de luta, expandir a mente, alcançar diferentes níveis de consciência e desenvolver a espiritualidade. As diversas técnicas de Qi Gong desenvolveram-se separadamente em diversos locais da China, mas em muitos casos se influenciaram mutuamente.

 

O termo Qi Gong é relativamente recente, data do início do século XX, sendo aplicado hoje a múltiplos exercícios para desenvolvimento da força (física, energética, mental e espiritual) ou para fins terapêuticos, mediante a utilização do Qi.

 

Diversos estudos científicos sobre a eficiência das práticas de Qi Gong e seus princípios estão sendo realizados atualmente. Durante os primeiros anos da década de 1970 foram realizadas pesquisas pioneiras sobre o Qi Gong, que comprovaram seus efeitos no corpo humano e a existência do “Qi” através de métodos científicos ocidentais.  Destas se destaca a de Gu Hansen e Lin Houshen, do Instituto de Qi Gong e Medicina Chinesa de Shangai, que comprovaram que o Qi pode ser medido por sensores infravermelhos; seus resultados foram aceitos e debatidos com entusiasmo pela maioria da comunidade científica internacional.

 

O curso de Pós-Graduação em Acupuntura oferecido pelo UDF/Instituto Ta consta em seu currículo a disciplina de Prática de Qi Gong para harmonização interna dos estudantes, futuros terapeutas.

 

A Autora

 

Elizabeth Dias Parente. Graduada em Ciências Sociais e Educação Física. Especialista em Metodologia do Ensino da História e Esporte Escolar. Extensão Universitária em Dança Circular. Formação em Dança Sênior, Lian Gong em 18 Terapias, Qi Gong e  Tai Chi Chuan. Estudo de Ballet Clássico e Contemporâneo por 10 anos. Docente há 25 anos. Experiência de 15 anos como professora do Ensino de 3º grau em IES da rede particular de ensino. Atua como tutora à distância e supervisora de disciplinas em EAD pela UAB/UnB desde 2011.

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GESTÃO OU PARTICIPAÇÃO: MODELOS PARA A GOVERNANÇA LOCAL

Os municípios no Brasil com a constituição de 1988 receberam uma série de responsabilidade. A principal diz respeito à execução das políticas sociais e universais. A esfera local sempre teve papel político importante, principalmente os prefeitos que representavam a ligação entre as comunidades de voto e os governadores e até o presidente. Contudo, a movimentação de intervenção e ação nas políticas públicas sociais foi uma novidade trazida pela lei maior.

 

Pensar sobre uma realidade tão diversa como ocorre no Brasil não é tarefa simples. São ao todo 5.565 municípios, sendo encontrados alguns com baixíssimo contingente populacional e outros demasiadamente grandes. Só para nos atermos a realidade do estado de São Paulo, Borá um município situado no centro-leste do Estado, tem uma população de 852 habitantes, enquanto a capital do Estado chega aos seus 11 milhões de habitantes (IBGE, 2010).

 

Apesar dessa diversidade é possível pensar sobre uma tipificação a respeito de como as gestões de cidades se comportam no desenvolvimento de suas ações e políticas públicas. Essa tipologia tem associação com propostas programáticas de partidos políticos brasileiros. A cientista política Celina Souza já demonstrou anteriormente essa tipificação que será aqui apresentada.

 

O primeiro grupo de governos estrutura a sua ação de gestão com foco e preocupação na busca da eficiência na provisão dos serviços públicos sem muita preocupação com o processo de intermediação social desse ato. Ou seja, atividades de escuta social e participação são deixadas de lado e prioriza-se o ato gerencial na gestão de cidades.

 

O segundo tipo se opõe ao primeiro por ter uma preocupação central com a participação social. Critérios de eficiência e qualidade na gestão são contemplados, mas isso fica em segundo plano. As questões relativas aos recursos e sua alocação são motivações para esse sistema de autogoverno.

 

O terceiro grupo é o predominante em cidades de pequeno e médio porte. Nesse grupo não há predomínio em nenhum dos dois campos valorizados pelos outros (gestão ou participação). Aqui as instituições políticas locais ainda são frágeis e, por conta disso, existe espaço para práticas ainda nem tão universais e muito menos republicanas.

 

Essa tipologia demonstra um esforço de concentração e síntese sobre a essência da proposta programática de muitos governos locais. A escolha entre a participação e a gestão não é algo determinado e isolado. O aparato legal atual não permite que na formulação das políticas públicas sejam desconsiderados os elementos participativos e de compartilhamento das decisões de governo. Contudo, incentivar ou desestimular o ato republicano pode ser uma intenção, às vezes nem tanto explícita, na forma de governar.

 

 

Anderson Rafael Nascimento, professor de Ciência Política na UDF lecionando temas das políticas públicas e relações federativas. É graduado e mestre em Administração Pública e doutorando em Ciência Política/UNICAMP. Contato: anderson@ativacidade.com.br

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EXISTE UMA PLATAFORMA ECONÔMICO-COMERCIAL BRASILEIRA DE INSERÇÃO INTERNACIONAL?

Por Prof. Carlos Costa

 

A política externa é a expressão em nível estatal da relação variável entre o meio e o agente e suas preferências, produzindo um comportamento dinâmico e de difícil apreensão pelo observador, porquanto as condições sistêmicas se alteram continuamente nas Relações Internacionais.

 

Nessa perspectiva também pode ser compreendida a Política Externa Brasileira (PEB), resultado das preferências dos agentes políticos brasileiros, os quais consideram em certa medida e sob interpretações diversas as condições e demandas nacionais e as possibilidades viáveis no sistema internacional. No presente artigo, e à luz da supracitada abordagem, far-se-á uma breve análise da plataforma brasileira de inserção internacional, considerando as agendas econômica e comercial internacionais e o perfil da política externa praticada no Brasil durante a administração petista.

 

Sob o escopo de sua longa duração histórica, de 1822 aos tempos hodiernos, a PEB apresenta padrões estáveis de expressão e comportamento, o que é observado em seu tom pacifista, na preferência pela solução pacífica de controvérsias; em seu viés juridicista, na defesa de regimes internacionais, porquanto carece de força militar para definir litígios; e, por exemplo, em sua simpatia pela agenda desenvolvimentista, voltada para o crescimento econômico e para a melhoria das condições sociais. Conquanto apresente esses traços consolidados, a PEB não é estática e se altera em função de variados elementos, destacando-se as mudanças de Governo e de plataformas políticas, além de mudanças das condições tanto em nível doméstico como em internacional.

 

 

Destarte, a PEB do governo Lula se constitui, além de mudança em relação à política externa pretérita, na expressão das preferências políticas do Governo considerando as condições sistêmicas. Assim, do lado das condições sistêmicas, o período coberto pela administração petista – de 2003 a 2013 – é caracterizado como propício para uma política externa mais audaciosa, mas nem por isso sob a margem privilegiada de ser menos cuidadosa ou calculada.

 

Por exemplo, na arena comercial, no período em pauta, observa-se um crescimento do comércio internacional, alavancado pelo crescimento chinês e pelo aumento do consumo norte-americano. À época, a PEB priorizou um possível acordo global sob os marcos da Rodada Doha para o Desenvolvimento, inaugurada na Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) no Qatar em 2001. A estratégia brasileira era atuar sob coalizões para aumentar seu poder de barganha e pressão, e, nessa interpretação, logrou constituir, com apoio chinês e indiano, o G-20 Comercial na ministerial de Cancún em 2003. A lógica era utilizar essa coalizão para pressionar o QUAD (Estados Unidos, União Europeia, Japão e Canadá) pela queda dos subsídios agrícolas. Na reunião de Genebra em 2008 quase se chegou a um termo, mas Índia e China – as quais à época possuíam mais da metade de suas populações em meio rural – não estavam preparadas para uma completa liberalização do mercado agrícola, já que subsidiam suas respectivas populações rurais. Dessa forma, já se passam 13 anos sem um acordo nos marcos de Doha. Ademais, no âmbito do Mercosul, ainda na abordagem multilateral, houve evolução nos acordos com Índia, Colômbia, Equador e Venezuela (2005), além de Cuba e Israel (2007).

 

No viés bilateral, o Brasil priorizou o espaço sul-americano, formando acordos comerciais com México (2003), Colômbia, Equador, Venezuela, Suriname e Peru (2005), além de Cuba (2006). Todavia, o Brasil não firmou acordos com seus principais mercados consumidores: China, Estados Unidos, Japão e União Europeia. Frisa-se apenas exceção à Argentina, que ocupa a 3ª posição entre os principais parceiros comerciais do Brasil, mas cujo fluxo comercial e dinâmica se dão no sistema Mercosul. Portanto, ao priorizar a estratégia multilateralista, o Brasil se afastou da vertente bilateral e perdeu o momento propício para negociar acordos com Estados Unidos, União Europeia e China. Vale ressaltar que as condições atuais não viabilizam tratados de livre comércio com esses atores, dado que medidas protecionistas foram assumidas à época de crise econômica eclodida em 2008, as quais ainda não foram plenamente eliminadas. Ademais, a União Europeia questiona a atual política industrial do Brasil junto à OMC, por considerar que o governo brasileiro aprofundou práticas de regime tributário discriminatório, o que dificulta um espaço para negociar acordos importantes com o parceiro europeu. Além de inviabilizar a conclusão da negociação do acordo birregional entre Mercosul e União Europeia, que já se arrasta por 14 anos.

 

No aspecto econômico, a agenda brasileira manteve seu traço desenvolvimentista, buscando na cooperação internacional e na diplomacia parlamentar afirmar sua projeção internacional. O espaço mercosulino foi prioridade, ampliando o capital do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (FOCEM) para atenuar assimetrias econômicas entre os Estados-partes. Ademais, a PEB ampliou a influência brasileira na criação, em 2010, da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (CELAC) e na constituição da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) em 2008, sem, contudo, converter essas iniciativas em uma agenda econômica concreta. Quanto aos investimentos estrangeiros (IE), o Brasil, desde sua redemocratização, não possui uma política pública para atração de capital estrangeiro e, mais preocupante, não criou iniciativas modernas e eficientes para uma agenda de competitividade e inovação. Frisa-se aqui que o Brasil apenas aumentou o capital do BNDES e da FINEP, sem criar um método mais célere para alavancar a inovação no Brasil. Reflexo dessa má interpretação da realidade – acreditando que apenas dinheiro gera inovação – está no péssimo perfil do país em rankings internacionais. O Brasil cai constantemente há 4 anos, ocupando, por exemplo, o 54º lugar no World Competitiveness Yearbook, publicado pelos Institute for Managment Development (IMD), o qual avalia uma lista de 60 países. Vale frisar que os dados brasileiros são calculados pela Fundação Dom Cabral, entidade brasileira, sendo repassados ao IMD. Dessa forma, o Brasil não posssui uma plataforma internacional para o trato de questões econômicas e de competitividade.

 

Nesse contexto, o único êxito alcançado pelo país não foi fruto de seu, ainda carente, empreendedorismo econômico, mas advindo de elemento exógeno. A crise econômica mundial de 2008 teve como grande efeito diminuir a distância de poder econômico entre os países desenvolvidos e as potências emergentes. Dado que a crise surgiu e se concentrou nos espaços norte-americano e europeu, e visto que Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul – os BRICS – apresentaram elevado nível de resiliência aos efeitos negativos do crítico crédito subprime, as questões econômicas não mais poderiam ser resolvidas legitimamente e nem eficientemente no G-7. Nesse sentido, o G-20 Financeiro, criado em 1999 na esteira das crises econômicas sistêmicas da década de 1990, passou a ser o foro próprio para reformar os regimes internacionais na arena econômico-financeira. Além de iniciar a revisão de regras financeiras e relacionadas a riscos de crédito e de mercado, o ápice do G-20 Financeiro foi lograr a reforma do Grupo Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, favorecendo as economias emergentes, em especial China, que passaram a ter um maior voto ponderado nesses órgãos. Ainda assim, isso não se refletiu em melhoria do perfil econômico brasileiro. Pelo contrário, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o país caiu da 6ª posição ocupada em 2012 para a atual 8ª, e se continuar na hodierna trajetória, deve migrar em 2015 para a 9ª posição. Assim, se houve uma má interpretação brasileira sobre a melhor opção no tabuleiro comercial – sacrificando acordos bilaterais por um acordo global, na arena econômica não houve se quer um projeto para converter relações exteriores em benefícios econômicos. O Brasil não ensejou uma cooperação mais próxima aos países produtores de inovação – como Suécia e Coreia do Sul – e se afastou da União Europeia e dos Estados Unidos, restando para este último apenas um memorando de entendimento para biocombustíveis acordado em 2007, o qual não se tornou operacional.

 

Destarte, a PEB não criou uma plataforma sustentável e efetiva para tratar a agenda econômica e comercial no sistema internacional. Importante mencionar que os objetivos econômicos são destaque ao longo de todo período histórico da PEB, desde o século XIX – quando se priorizou, além da definição de limites, a questão do comércio de café e dos tratados comerciais desiguais, passando pelo período entreguerras – em que a PEB buscou seu objetivo maior da industrialização, alcançando o período do regime militar e da redemocratização, no qual a PEB foi acionada para as metas desenvolvimentistas e priorizou seu maior projeto econômico-comercial, o Mercosul. Assim, a agenda econômica na política externa brasileira é um legado construído desde o nascimento do Estado brasileiro, produto das demandas nacionais e das possibilidades internacionais. E nesse aspecto, a política externa petista quebrou a continuidade, ao não desenhar uma estratégia econômica de inserção internacional. Aliás, ao se aproximar de países que praticam políticas socialistas e autárquicas (a exemplo de Bolívia e Venezuela) incluindo nacionalização de ativos estrangeiros, o Brasil apenas logrou se afastar das economias líderes, tanto no campo das relações bilaterais como no desempenho econômico.

 

O autor:

 

Carlos Costa é Mestre em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB), Especialista em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Brasília (UnB). Atuou como Analista de Risco no Banco de Brasília e como Especialista em Projetos Internacionais de Inovação na Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Atualmente é Professor do Curso de Relações Internacionais do Centro Universitário do Distrito Federal.

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