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A POLÍTICA EM BRASÍLIA

Artigo feito pelo aluno Jorge Mizael

Pela primeira vez no Blog UDF, publicamos um post escrito por um aluno.

 

O estudante do 6º semestre de Ciência Política do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), Jorge Mizael, escreveu para o Blog UDF um artigo onde expressa sua opinião sobre o assunto: “A política em Brasília”, que diz que devemos nos conscientizar na hora de votar.

 

Para todos os outros que tiverem interesse em participar, e ter seu material publicado em nosso Blog, enviem-nos um email com seus dados e artigo em anexo. Participe!

 

BRASÍLIA CAPITAL DA CORRUPÇÃO

 

É impressionante ver a quantidade de informações vinculando Brasília à corrupção e os brasilienses aos corruptos. Sabemos que muito disso se deve ao fato de Brasília ser o centro político do Brasil e, por esse motivo, ter que abrigar parte da classe política nacional, que vem sendo bombardeada por escândalos recentes. Mas se considerarmos que todos os políticos são corruptos, o que é um completo absurdo, ainda assim a contribuição e a ligação de Brasília com a corrupção é consideravelmente pequena.

 

No Congresso Nacional contamos com 594 parlamentares, entre deputados federais e senadores da República, desse número os brasilienses elegeram, direta ou indiretamente, oito deputados e três senadores, o que significa dizer que apenas 1,85% dos parlamentares da esfera federal são de responsabilidade dos brasilienses.

 

Ademais, existem dois questionamentos cabíveis: de quem é o real interesse em ligar a Capital Federal aos escândalos de corrupção e qual é o reflexo desse tipo de informação nas camadas mais baixas da sociedade? Com relação ao primeiro questionamento, ainda não temos os subsídios necessários para uma conclusão. Mas em relação ao segundo, o que identificamos é um afastamento evidente desse eleitorado com o seu representante e com todas as outras coisas ligadas à política.

 

Diferente do que sugere o título do texto, Brasília é o local de trabalho – ou deveria ser – dos políticos eleitos em todos os estados da Federação, inclusive todos os corruptos eleitos sem participação dos brasilienses. Ou seja, Brasília carrega o peso dos brasileiros escolherem mal os seus representantes, não saberem votar, não fiscalizar o mandato dos seus escolhidos e o pior, não entenderem a amplitude da palavra democracia.

 

Em tela, podemos concluir que Brasília apenas cumpre a sua ingrata missão, de Capital Federal, de compilar parte dos corruptos eleitos Brasil a fora, sendo mera expectadora dos atos ilícitos aqui realizados e/ou costurados. A Capital, assim como o Parlamento, é um simples reflexo do Brasil mal informado, que elege sempre os mesmos corruptos e passa quatro anos reclamando da sujeira que é a política. Mas lembrem-se eles foram eleitos por vocês.

 

Atenção Brasil, esse ano temos eleições não jogue em mim a culpa pelo mau uso do seu voto.

 

Jorge Mizael

Categoria: Retrato
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47 Comentários

47 Comentários

  1. Jorge, gostei muito do artigo; O “adjetivo” de capital da corrupção não é por culpa dos brasilienses, levamos fama de morar numa capital corrupta por conta da ignorância de vários brasileiros que votam inconsequentemente, o que é 1,85% numa esfera de 100%…???

    Parabéns!

    • Com certeza Jéssica,
      nós como brasileiros e brasilienses politizados que somos temos que nos posicionar e debater esse tipo de tema de forma mais profunda, afinal a conscientização dos demais cidadãos depende, em parte, das nossas ideias e ideais.

  2. Mary Anne says:

    Concordo plenamente. É comum vermos notícias relacionando Brasília à corrupção, mas todos se esquecem que apenas abrigamos os eleitos de toda uma Nação.

  3. Iara Teixeira says:

    Parabéns pela exposição realista. É importante aos Brasileiros saber que todos são diretamente responsáveis pelo seu voto. Afinal vivemos em uma democracia.

  4. Fábio Fernandes says:

    Parabéns Jorge! Excelente texto.

  5. Rejaine Pessoa says:

    Ë isso ai Jorge!! Um povo mais informado, contribui para uma nação melhor!

  6. Márcio Aguiar Gomes says:

    Olá grande Jorge, muito importante o tema que você abordou! Inclusive eu estava comentando justamente sobre isso esta semana com alguns colegas na faculdade. Brasília, leva de forma injusta a culpa de toda uma Nação que vota errado! O coitado do brasiliense que acorda cedo pra trabalhar também leva a “fama” de ladrão, corrupto e etc, fica parecendo que em Brasília só existe bandido quando na verdade esses caras são eleitos em sua grande maioria nos demais estados da Federação. Parabéns pelo artigo! Abraço.

  7. Laura Alaby says:

    Concordo e reforço: o problema não está só nos políticos, está na base eleitoral. Nós, povo brasileiro, não sabemos votar, não conhecemos política e não sabemos dos nosso direitos! Infelizmente nos conformamos com os casos de corrupção, quando na verdade deveríamos nos indignar e exigir explicações e punição.

  8. Vanessa Vieira says:

    Prezado Jorge,
    Parabéns!
    Como brasiliense, agradeço sua atitude de esclarecer que nos (brasilienses) não somos cupados pela corrupção que acontece no Congresso Nacional.
    Vanessa
    Macropolitica

    • Vanessa,
      Você, por está em contato direto com a política, entende essa falta de critério em vincular a prática da corrupção a uma cidade apenas, quando na verdade ela está ligada ao nosso desenvolvimento enquanto cidadãos.
      Obrigado pela participação

  9. Edna says:

    É mas uma coisa é certa, os políticos não possuem interessem em desenvolver o senso cognitivo do eleitorado, para ficar mais fácil manupar o curral eleitoral. É facil criticar a má escolha de um cidadão que troca o seu voto por comida ou por assistência médica. A verdade é em muito lugares do Brasil o clientelismo e coronolismo ainda é muito. Dessa forma, culpar os cidadão pela má escolha é mais cômodo do que assumir a culpar por termos um sistema político fracasso. Que é voltada para protejer parlamentáres criminosos.

    • Edna,
      apesar do fenômeno internet ter propiciado uma agilidade na troca de informações, nós sabemos que a maior parte da população ainda não dispõe de mecanismos de informação necessários para subsidiar as suas escolhas eleitorais e como você bem lembrou é muito mais fácil manipular pessoas alijadas de seus reais direitos que o contrário.
      Acredito que parte da mídia que vincula Brasília à corrupção tem papel fundamental e poderia educar ao invés “criar a ilha da corrupção” chamada Brasília.
      Obrigado pelas ponderações!

  10. Isabela says:

    Muito Bom! Aqueles que reclamam do políticos corruptos agem como eles no dia a dia, mas não consideram seus atos como corrupção, afinal tem que ser espertos!

    • Isso que você levantou Isabela, tem ligação com algumas coisas que nos orgulhamos muito como: “o jeitinho brasileiro, a malandragem Nacional e coisas do tipo”. Claro que mais uma vez, somos reféns de nossa formação histórica e levaremos anos para tentar reverter esse cenário.

  11. Henrique says:

    Parabéns pelo artigo Jorge, assim como desempenho em sala de aula seu desempenho fora dela tem sido exemplar! Sua colocação ficou muito boa! Artigo com ótima argumentação e senso crítico bem elaborado, é isso ae manda bala!!!!

  12. Pedro Moreira says:

    Cabem como possíveis respostas aos questionamentos levantados tanto a relação entre o poder e os meios de comunicação quanto o descaso com a educação do povo brasileiro. Em termos da relação de poder citada, vale lembrar que a mudança da capital federal do Rio de Janeiro para o meio do Planalto Central, além de ser alvo de intensa resistência do funcionalismo público, desagradou os diretores dos principais veículos de comunicação, estes comodamente acostumados à proximidade entre os círculos do poder e seus escritórios bem localizados e bem servidos pela ponte aérea. A nova capital era a epítome da gastança e da excentricidade de um governo que, com o (muito válido) intuito de democratizar um país que tendia cada vez ao elitismo e às diferenças sociais, causou profundo impacto nos cofres do país. A segunda hipótese remete ao fato de que não há interesse político em melhorar a qualidade da educação no país. É mais fácil iludir e ludibriar o cidadão ignaro do que aquele que tem senso crítico. E isso basta aos que meramente se interessam em se perpetuar no poder. Assim, perpetua-se o discurso que associa a responsabilidade ao local (como se qualquer ato associado a Brasília fosse revestido de corrupção) e não aos indivíduos em si, que usam a capital federal e a instituição pública como conexão de seus esquemas criminosos, tenham estes o tamanho que for.

    • Pedro, a mudança da Capital para o Planalto Central realmente causou um desconforto entre os grande grupos midiáticos e, com um alto grau de acerto, podemos afirmar que estes são os criadores do mito, “Capital da Corrupção”. A imprensa prefere vender a corrupção e as mazelas do Congresso ao invés de informar e educar o cidadão para que ele reveja a sua opção eleitoral. Na minha opinião, parte considerável da responsabilidade está na formatação da matéria, que busca unicamente quantidade de exemplares vendidos ou audiência na TV.

  13. José Adilson Bezerra Torquato says:

    Temos uma revelação real a de que as constantes corrupções estão sendo trazidas pela mídia. É uma realidade política de que Brasília só teve sua representatividade recentemente e ainda lutam para que os administradores regionais possam ser votados e não indicados pelo partido político vigente. Não se pode culpar Brasília por tudo. Ademais existe muita pouca informação sobre cidadania, Constituição Federal e uma cartilha da cidadania que mostre aos jovens como funciona o sistema eleitoral. Acabou as matérias de OSPB e EMC que ainda trazia uma idéia porém não há uma matéria que trate diretamente sobre os direitos do cidadão. Povo desinformado é povo manipulado.

  14. José Adilson Bezerra Torquato says:

    Cabe lembrarmos também que várias operações levaram a mostrar alguns políticos votados pelos brasilienses em alardes de corrupção. Infelizmente isto existe mas Brasília tem gente honesta e que luta como todo brasileiro para manter sua vida. Não é porque tivemos jovens que queimaram índios que todo jovem brasiliense seja assim. Então temos políticos honestos também mas não temos uma visão maior porque o ambiente político não é aberto à população. O poder corrompe mas temos a certeza que algo está mudando a começar por artigos como este que mostra a realidade do que acontece e como podemos transformar a gestão política de nosso país, não somente sabendo votar mas conhecendo quem é quem seja eles políticos brasilienses ou de outros Estados, agora com a internet tudo fica mais fácil de se visualizar pela conscientização política que nasce nos jovens mas que não atinge as camadas mais pobres por falta de uma educação para isto e que ainda transita nas orbes acadêmicas. O que é pelo academicismo que podemos despertar uma cartilha cidadã e distribuir nas escolas além de fazer algo paralelo. Não é só campanhas de Mesario voluntário ou Eleitor Jovem mas também a formação de jovens cidadãos pela educação e pela compreensão de seu papel na formação de políticos mais preparados para governar e administrar, alguns já tem noção disto mas tudo é amadurecimento político e cidadão.

  15. Daniella Cardoso says:

    Realmente, é muito constragedor ouvirmos a frase que em Brasilia só tem ladrão. Sempre dá vontade de dar “aquela resposta”.
    Jorge, parabéns pelo seu artigo, voce mostra sua opinião e indignação a qual eu tenho certeza que é comum a muitas pessoas, não só aos brasilienses.
    Na minha opinião o caráter de uma pessoa é formado em casa. E a casa desses corruptos, como mostrado no artigo, na maioria das vezes não é Brasilia.
    Ou será que eles entram na “casa” honestos e saem corruptos?

    • é realmente intrigante ver que nós somos responsabilizados por toda uma conjuntura social formada desde a “descoberta” do Brasil. Ou seja, esse câncer social, corrupção, só poderá ser controlado com a participação efetiva de todos os brasileiros.

  16. Kleber Cerqueira says:

    Parabéns pelo artigo, Jorge!
    Como diz Wanderley Guilherme dos Santos em seu excelente livro “O Ex-Leviatã Brasileiro”, há muita mistificação nesse debate sobre corrupção no Brasil.
    Abraço do Kleber.

  17. jose adilson says:

    Quem olha o Jornal hoje se vê CPIs e problemas de ética e decoro parlamentar. Estava sendo lançado pelo e-mail uma lista de políticos corruptos e seus delitos inclusive eleitorais. Existe também um problema muito grande que é a prestação de contas e o perdão quanto as multas eleitorais. A cultura da corrupção ainda poderá ser extinta quando ocorrer uma mudança na gestão política quanto a administração e a governabilidade com transparência além disto a complexidade do voto está na conscientização do povo. Não são só os brasilienses que sofrem com isto mas o Brasil inteiro e antes dos políticos brasilienses entrarem nas orbes políticas já existiam os profissionais da antiga arena e do MDB. Isto é uma construção histórica e das estratégias de governabilidade. Cada sistema sofreu influência da pasta partidária e de suas concepções políticas em si. Não podemos dizer que não exista político brasiliense corrupto mas antes de Brasília ter sua independência política isto já existia. Hoje os políticos parlamentaristas em seus palácios se proclamam Democratas e Republicanos em um olhar ideologico aos Estados Unidos da América se fossemos seguir à risca histórica seríamos progressistas e ordenistas. Pensem nisto.

  18. jose adilson says:

    Com a entrada da Lei de Acesso à Informação teremos como observar melhor o que acontece nas cortinas políticas e poderemos formar sites de ciência política para registro da governabilidade e da gestão política emergente como o historiador político que enxergar os fenômenos sociais e suas repercussões devemos ver que somos operadores políticos ao verificar que nossas contribuições podem fazer diferença na mente que nasce livre da ditadura e que respiram a democracia constitucionalizada. É um momento de se ver que o aparelhamento midiático está ajudando na conscientização do povo e que artigos tratando de assuntos como este levantam a dialética sobre o tema além de uma reflexão sobre nossa responsabilidade individual, cidadã e política já que não existe só o eleitor ativo mas também o passivo e o sistema político é algo que se faz dentro de nós mesmos. Discurso não é vida por isto devemos analisar quem vamos votar. O aparelho eleitoral vai falar sobre o direito de votar mas política vai além disto e isto não é levado para as escolas. Não existe uma cartilha cidadã que fale sobre as bases políticas e o sistema educacional não ajuda nestes termos por enquanto pode haver mudanças a partir de artigos assim. Isto já é uma nova tomada de decisão e atua na opinião da massa pensante que ainda é pouca no filtro da entrada acadêmica mas ao menos isto é um passo para uma educação política eficiente e eficaz. Quem sabe o inicio de uma revista de ciência politica no campus com o orientador e os alunos editores.

  19. jose adilson says:

    Que se faça ações de alerta a população como alunos da faculdade de ciencia política nas escolas secundárias e que se faça uma cartilha cidadã que explique todo o processo e sistema político. Que os alunos de ciencia politica conheçam os tribunais eleitorais e os órgãos políticos. Que possa observar o processo de votação das leis e que possam analisar as propostas com olhar de um cientista político. Isto é um processo de conscientização política para a população. A educação política é o caminho para o despertar da população não só em Brasília mas no Brasil. Não podemos aceitar que a capital do Brasil seja tratada como a ré de toda ação corrupta. Primeiro que não se controla isto. Segundo que existe a Lei de Improbidade mas com tantas leis onde fica a aplicabilidade. Continuaremos com os mitos dentro os piores escolheremos o melhor e que brasileiro é esquecido. Não podemos amadurecer enquanto existir o paternalismo, os currais eleitorais, a ajuda às invasões clandestinas que ganham luz, saneamento, e ainda falta uma atenção especial à ficha limpa. Será que teremos que formar um lobby anti-corrupção? Levantarmos AMICUS CURIAE nos processos de política social e entrarmos nas bancadas políticas para pedirmos que tratem o povo como os detentores do poder? Não adianta as negociações politico-partidárias e a questão da imunidade absoluta isto tem que acabar. Então Brasília é a capital do Brasil e o Brasil deve se unir para pedir verbas para áreas de educação, saúde, saneamento básico e segurança. Ainda temos uma faixa de pobreza grandiosa e inculta que é manipulada pelos políticos. Como canta Zé Ramalho VIDA DE GADO…

  20. jose adilson says:

    Uma coisa que é louvável e que vejo é que existem institutos religiosos que estão tratando sobre Liderança Política e lembrando que antes de políticos são servos de Deus e são servos do povo e como autoridades instituídas devem trabalhar para o engrandecimento da Nação pois fazem parte dela não são elite mas primeiramente parte do povo que pela ação do voto os elegeu e que o poder é do povo. Infelizmente não temos ainda institutos que deem poder ao povo de destituir quem não cumpre suas promessas políticas e não cumpre a plataforma de sua eleição como em alguns países já existem. É hora dos cientistas políticos olharem para isto e quem sabe junto com o jurídico levantarem uma proposta de mudança política já que o problema é o combate à corrupção. Brasília pode ser o grito para o Brasil quem sabe. Os políticos, homens públicos, podem fazer a moção de repúdio à corrupção nos poderes e esferas e podem criar uma lei para isto. A Lei de Acesso à Informação pode ser um caminho. Pensem nisto. Mas precisamos de leis anticorrupção. Invistam nos seus artigos e levantem as idéias reais escondidas nos mitos.

    • Torquato,
      Muito obrigado pela sua colaboração.
      Como você levantou Brasília pode assumir o papel de intermediação para um novo momento político social ou apenas se acomodar sendo “A Capital da Corrupção”. Também estou de pleno acordo que os deveres cívicos devem ser apresentados aos jovem ainda dentro de suas escolas, pois lá estão os nossos cidadãos do futuro.
      O fortalecimento/aperfeiçoamento das instituições políticas depende exclusivamente de pessoas criticas e polidas.

  21. Parabéns meu brother mandou bem, falou a realidade,nós como cidadões temos que nos preocupar mais com essas atidudes, temos que pensar bem antes de escolher nossos representantes no congresso, muitos cidadões vendem seus votos. Ganham aqueles representantes com maior poder aquisitivo, aqueles que investem mais em suas campanhas ou seja os cidadões estão vendendo seus votos e não escolhendo os representates certo para administrar nosso país.

    • William,
      é claro que a desinformação das massas causa esse tipo de efeito cascata, que acaba sendo desencadeada em Brasília. Somos bombardeados de forma enviesada por parte da grande mídia.

  22. Brunelle Eliza Costa says:

    Jorge, parabéns pela ótima ênfase do seu texto! Se pelo menos 10% dos brasileiros tivessem o mesmo pensamento que vc, muitos políticos não teriam a mínima oportunidade de passar a imagem de que Brasília é um grande circo, e nós, os espectadores! Tenho certeza que seus futuros filhinhos não serão motivados á assistirem a Rede Globo de Televisão!rs..Parabéns mais uma vez, e abraços!!!

  23. jose adilson says:

    “A corrupção é o mal que exaure a dignidade e a cidadania dos povos, drena a riqueza das nações e desvia recursos que propiciariam o bem estar e o progresso de todos para o bolso e privilégio de alguns poucos” (Balouk e Kuntz). O Brasil só recupera 15% do dinheiro desviado em operações fraudulentas. Alguns avistados nas Ilhas Caymans, Luxemburgo e Suiça. O que gera muita corrupção é a impunidade que se faz presente em muitos casos alguns abafados ou desviada a atenção. Outro problema é o prazo que se tem quanto aos prazos de recursos e os prazos de julgamento fazendo toneladas de processos sem definição até o envelhecimento dos políticos e dos sócios da operação. Antes de Brasília isto já existia mas não era tão divulgada. Uma briga entre esquerda, centro e direita. Temos o caso Collor com o sequestro da poupança, o Sarney com o empréstimo compulsório mas nada é de tamanha escala que o iceberg de CPIs que eclodem e são levadas para a mídia. Vemos aparelhamentos pós e contra eles. Uma luta entre o bem e o mal. Isto vai mais que a desinformação entra na parte de educação para a cidadania e de estruturação de um povo para saber votar. Mas não podemos culpar que o povo não sabe votar pois o político aprende a ludibriar com palavras e o povo vive de esperança. Além disto ainda se aceita a compra de votos. Temos um lado privilegiado de educação e cultura e outro que vive apenas para a subsistência. Gente que eu conheci ao sair de Brasília, pessoas humildes, e pessoas de pouco poder aquisitivo. É claro que a maior porcentagem de políticos não é de Brasília mas os políticos de Brasília deveriam dar o exemplo de governabilidade e de responsabilidade social pois muitos deles alguns até eu conheço vieram dizendo que mudariam a situação. Eu não sei o que acontece e que fascinio ou contaminação leva um político a se sujar com a corrupção. Existe a tentação das empresas que fazem acordos não só para ter poder sobre muita coisa em troca de verbas de apoio da candidatura até a eleição de quem deveria tratar o povo como quem merece respeito. Brasília é a capital do Brasil e fazendo a mudança de atitude poderá ser espelho para o Brasil com políticos que temam a Deus e saibam agir em prol da Nação e se não fizerem isto que o Povo deixe de votar. O problema é a definição de Homens Bons e o poderio sobre a região. São os xerifes e alguns os heróis que dão roupa, calçado, caderno, sopa, material escolar, e que até um tempo davam transporte para votar. O problema também é a migração de votos que saem de um lugar para outro nos tempos de eleição. Como barrar isto?

  24. jose adilson says:

    O Legislativo permitiu uma infinidade de recursos e as formas de autorização para julgamento dos políticos além da escolha de alguns julgadores sabatinados e nomeados pelo Presidente da República. Muitos destes julgadores tem apoio de bancadas políticas. Vimos que alguns temas acabaram entrando em um Tribunal que se tornou legislativo inovando pois na França temos tribunais judiciários e administrativos. Parece que as negociações acontecem não só no Legislativo mas passa para outros poderes, esferas e níveis como o caso Roriz tudo isto registrado em vídeos e repassados para a mídia. Brasília não é culpada de nada do que os políticos de outros Estados fazem mas é culpada pelo que os políticos brasilienses fazem e a culpa não é do povo mas do que os políticos brasilienses fazem diante da Nação e do Brasil isto é outra verdade, não há uma culpa coletiva mas uma culpa individual pois a tomada de decisão de receberem dinheiro e cometerem seus erros são dos políticos brasilienses. É só procurar os envolvidos pois até no youtube aparece coisas que eles fizeram e que todos sabem agora se os que leram este artigo não levarem esta idéia também estaremos eximindo eles do que fizeram em termos de Brasília e isto é feio porque só confirma que se Brasília que é novinha está fazendo então o que já faziam está certo e a cultura da corrupção continua.

    • Jorge R. Mizael says:

      Torquato,
      Como você bem disse já somos responsabilizados por todas as nossas escolhas e não podemos nos reponsabilizar pelas escolhas de outros estados.

  25. jose adilson says:

    Um instituto que a Ciência Política poderia analisar era sobre o RECALL. Existe uma tese brilhante do Caio Márcio de Britto D´Avila da Faculdade da USP com orientação do professor Dalmo de Abreu Dalari o que seria um caminho para exterminar com a corrupção não só em Brasília como no Brasil todo. Data venia seria uma proposta inédita levantada pelo Conselho Acadêmico apoiado pelo Conselho Regional de Ciência Política de Brasília com inscrição de professores e alunos ou Instituto Brasiliense de Ciência Política.
    Tão logo o TSE na Consulta nº. 1.389/DF, de iniciativa do antigo PFL, hoje DEM, relator o Ministro César Asfor, decisão de 27.03.2007, respondeu afirmativamente, de que o mandato é do partido e não do candidato eleito, Resolução/TSE 22.526/2007.
    A responsabilidade de retirar o político corrupto é do partido e que representa os seus inscritos se quiser reagir é só se desfiliar assim sem representatividade legal o partido morre. Não existe declaração de perda de mandato por infidelidade? Temos o AIME – Agravo de Impugnação de Mandato Eletivo. A Lei nº 7.493/86, no seu artigo 23, foi quem criou a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (a qual chamaremos, daqui para frente, de AIME, expressão muito utilizada na prática dos Tribunais). A Lei nº 7.664/88 repetiu de modo mais claro esta possibilidade jurídica, sendo que a Constituição de 1988 a confirmou, em definitivo, como uma forma de impugnação judicial aos mandatos eletivos. iz o parágrafo 10 do artigo 14 da Constituição Federal:
    O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude.
    A impugnação aí prevista se formula por uma ação, denominada de AIME. Terá ela todas as características das demandas cíveis comuns, do Código de Processo Civil.
    Trata-se, portanto, de uma ação para impugnar o mandato eletivo do candidato eleito e diplomado que usou de subterfúgios para tal finalidade durante o processo eleitoral, sendo entendido este como procedimento que se inaugura com o registro de candidatura e vai até a diplomação dos eleitos. Os meios escusos são aqueles previstos na Carta, ou seja, o abuso do poder econômico, a corrupção ou a fraude, todos em sentido amplo. a AIME é preferível ao Recurso contra a Diplomação previsto no art. 262 do Código Eleitoral. Podendo usar os dois. O que quero dizer é que existem formas legais de acabar com os políticos corruptos nós tivemos o advento do impeachment e que foi mencionado por um estudante de estudos sociais na época. Ainda existe algo que é inerente sobre o Direito de Resistência trazida por Locke. Temos a concepção de Hobbes e a de Pufendorf mas Norberto Bobbio traz uma passagem interessante. Devemos sempre lembrar que as leis são feitas para o Povo e é ele que dá legitimidade ao governo. Falta muito para o Povo ter acesso ao poder e ter condições de fiscalização do que faz a governabilidade. Falta gestão por competência a maioria em vários casos são trazidos por forças políticas e sem noção do que fazer. Falta a instrumentalidade política e no final ocorre uma renovação da elite tratada assim politicamente. Nós mandamos chegamos aqui por nós mesmos e não temos que fazer nada pelo Povo só precisamos manter o que é assim é o pensamento de alguns. Estudam oratória, marketing político e há uma aparato para os que se levantam como líderes com propostas de bem estar social.

  26. Brunelle Eliza Costa says:

    Jorge, parabéns pela ótima ênfase do seu texto! Se pelo menos 10% dos brasileiros tivessem o mesmo pensamento que vc, muitos políticos não teriam a mínima oportunidade de passar a imagem de que Brasília é um grande circo, e nós, os espectadores! Tenho certeza que seus futuros filhinhos não serão motivados á assistirem a Rede Globo de Televisão!rs..Parabéns mais uma vez, e abraços!!!
    Brunelle Eliza.

    • Jorge R. Mizael says:

      Com certeza Brunelle,
      Brasília não é a Capital da Corrupção, Brasília é a Capital do Brasil. Se concordamos com este tipo de informação estamos dizendo que grande parte da nossa população também é corrupta, pois eles “políticos” que nos representa perante a Federação.

  27. Prof. Fabiano Ferraz says:

    Prezado Jorge.
    Gostaria de parabenizá-lo pela clareza das suas colocações e por contribuir de forma extremamente significativa para uma reflexão tão necessária e oportuna.

    • Jorge R. Mizael says:

      Professor,
      tal reflexão é convergente com os pensamento de José Saramago em “Ensaio Sobre a Lucidez”
      Não lhe parece que um acto importante como é o de votar deveria merecer de todos os eleitores com sentido de responsabilidade uma expressão grave, séria, compenetrada, ou considera que a democracia dá vontade de rir.

  28. Thayene Rocha says:

    Parabéns Jorge!

    Artigo muito bem escrito, e com ótimas colocações! Você tem se mostrado um excelente crítico e com certeza será um cientista político de muito sucesso! Estou muito orgulhosa meu amigo!

  29. Fatima Cader Nascimento says:

    Caro Jorge, fico bastante feliz em ler seu texto, sua singela e pontual contribuição para a reflexão no momento das eleições. Tenho esperança de que um dia conseguiremos reverter o quadro atual, para tanto, faz-se necessário o investimento em educação, caso contrário dificilmente avançaremos.
    Grande abraço!
    Fatima Cader

  30. Vanilce da Silva Brigagao says:

    É isso aí Jorge! Só para complementar…”A nossa atual conjuntura politica brasileira, continua com as mesmas práticas dos antigos modelos patrimonialistas e clientelistas…que até hoje não são tão antigas, pois e a troca de favores é constante….ninguém quer sair da sua zona de conforto, a grande maioria se quer pretende exercer o seu real papel diante da sociedade que é o atendimento do interesse público” Fica aqui a grande afirmativa “O povo tem o governo que merece” ou seja, as escolhas públicas e políticas devem ser realizadas com consciência, pois nós cidadaos brasileiros devemos saber escolher o governo que nos representará, aquele que realmente atenderá aos nossos anseios e não seus interesses pessoais.” É como definir a nossa visão de futuro… “Onde queremos estar daqui a 5 ou 10 anos? “Se não soubermos onde queremos chegar, qualquer caminho servirá. Se tivermos certeza da nossa visão de futuro, nossas escolhas devem ser certeiras.”

  31. Firmino says:

    Eu detesto politica, acho todos uns safados. ig

  32. Vanilce da Silva Brigagão says:

    Jorge, concordo plenamente com você. Gostaria de deixar um breve comentário. Os estudiosos das ciências humanas afirmam que “O povo tem o governo que merece”, pois se o país investisse em educação o nosso cenário politico seria outro, com certeza. A política brasileira está pautada nos conceitos do “patrimonialismo” e do “Clientelismo”, onde os interesses particulares ou de outrem sobrepõe-se à supremacia do interesse público. Podemos assim dizer que “Se o país não tiver uma visão de futuro de onde se deseja estar daqui uns 5 ou 10 anos,certamente, qualquer lugar servirá. Agora se o país tiver objetivos e visão de futuro definidos, com certeza, saberá onde se pretende chegar”. A politica brasileira precisa de representantes comprometidos com a sociedade e com a visão de futuro da nação. Jorge, boa sorte com seu artigo. Está muito bem elaborado.

  33. Thiago Cruz says:

    Gostaria de parabenizar você pelo artigo e pelo primeiro post no Blog Udf, e frisar que uma generalização de que todos os políticos são corruptos certamente explicita uma atitude e visão de enfraquecimento da democracia , se partindo do ponto onde tomar parte desta opinião é nada mais que generalizar a ineficiência dos representantes bem como aceitar a imoralidade na atividade política do país, em contexto essa generalização de caráter vinculado a maléfica atitude ora observada no centro do poder, ou seja, a capital do país, toma ainda uma forma preconceituosa em quem dirá regionalista de que em Brasilia é a terra dos ladrões,.
    Jargões como estes já não são raros de se ouvir por regiões afora, o mais preocupante deste senso comum como citado no artigo é de que essa “carapuça” não está sendo colocada em maioria pelos cidadãos da capital.

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