ARTISTA CHILENA TRAZ PARA BRASÍLIA EXPOSIÇÃO INSPIRADA NA ÁGUA

Obras inéditas de Patrícia Claro estão em cartaz no Museu Nacional

Obras inéditas de Patrícia Claro estão em cartaz no Museu Nacional. Um dos grandes atrativos da mostra é a sua montagem que utiliza tecnologia de ponta. A mostra ficará exposta das 9h às 18h30. A entrada é franca e classificação indicativa é livre.

 

No momento em que o país busca superar uma avassaladora crise hídrica, a exposição Formas d’Água – Integração Por Dispersão, da artista chilena Patrícia Claro, aproveitou o Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, para homenagear um dos nossos bens naturais mais preciosos. A mostra fica em cartaz no Museu Nacional entre 22 de março a 24 de abril, com entrada franca.

 

O evento é uma concepção e realização da Plano Cultural (SP), com curadoria de Rafael Raddi, sob o patrocínio do CAF – Banco de Fomento da América Latina e com apoio da Fundação Vanzolini.

 

Além de Brasília, Formas d’Água passará também por Campinas (SP), Campo Grande (MS) e Belém (PA). Em 2017, segue para o Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), Campina Grande (PB), Florianópolis (SC) e Foz de Iguaçu (PR). Em cada uma das estações por onde passa, a exposição ganha um viés curatorial diferente e Patrícia aproveita para realizar uma residência artística.

 

Em Brasília, o tema é Integração por Dispersão e aqui ela pretende visitar, além de arquivos e instituições, as paisagens nas regiões de Olhos D’água, Chapada dos Veadeiros e na Serra dos Pirineus, sempre acompanhada pelos órganismos responsáveis por essas áreas.

 

Na Capital Federal, a exposição tem um contexto especial. A princípio a inspiração é a célebre Missão Cruls. Integrar vem pelo fato da capital ser um lugar que aglutina diversos povos e cultura. Já a dispersão, nos remete às águas, objeto chave da exposição, uma vez que é no Distrito Federal onde está localizada a Estação Ecológica de Águas Emendadas, cujo fenômeno hidrográfico de dispersão de águas para lados opostos forma a Bacia do Tocantins-Araguaia e a Bacia Platina, que abastecem diversos lugares no Brasil.

 

Multimídia, a artista trabalha com pintura, fotografia, gravura e videoinstalações. Ela viu no reflexo produzido na água uma fonte infinita de imagens e transformou isso em arte. Patrícia utiliza meios digitais para um processo pictórico em óleo sobre tela, onde os detalhes essenciais recebem aporte digital para atingir o efeito de reflexo.

 

Ela também utiliza vídeos e outras linguagens para mostrar as possibilidades artísticas da água. Algumas das obras ganham força com a música experimental do músico chileno Max Zegers, com vasta experiência como compositor de trilhas sonoras.

 

A montagem é um dos atrativos da exposição Formas d’Água.

 

Recursos tecnológicos de ponta permitirão aos visitantes uma maior integração com as ideias da artista, além de ampliar a acessibilidade às informações e meios que ajudaram a configurar o evento. Os dados sobre as obras – tais como descrição, técnica, local onde foi concebida e realizada, materiais, motivações da artista – poderão ser acessados por meio de QR-Code (código de barras bidimensional) utilizando smart-phones.

 

A exposição busca um paralelo com os diversos significados que a água adquiriu ao longo da história da arte. Há momentos, em que transmite a vitalidade e juventude da renascença pictórica. Outras vezes, traz o ritmo barroco, a intensa forma de expressar do romantismo ou promove um jogo visual como na arte impressionista.

 

Com um trabalho que tende ao abstrato, a artista discute a problemática ecológica e também as artes visuais como indústria, por meio da Economia Criativa. Patrícia Claro aproveita a oportunidade de exibir suas obras no Brasil, país com maior concentração de água no mundo, para refletir sobre a diversidade de biomas em cada região onde irá expor.

 

A exposição Formas D’água prevê, ainda, um projeto pedagógico para escolas públicas e privadas do DF. O objetivo é trabalhar de forma lúdica com jogos e brincadeiras inspiradas na obra e nas ideias da artista. O programa educativo incluirá crianças e jovens com necessidades especiais. Além dos objetivos educacionais, o projeto pretende, também, estimular os estudantes a deixar os registros de suas sensações na exposição.

 

Sobre a artista

 

Nascida em Santiago (Chile), em 1960, Patrícia Claro estudou Desenho e Licenciatura em Artes e Design na Universidade Católica. Suas obras já foram expostas em diversas galerias e mostras ao redor do mundo, como Chile, Estados Unidos, China, Bélgica, entre outros países.

 

Saiba mais sobre a artista no site: http://www.patriciaclaro.com

 

Serviço

 

Data: 23 de março a 24 de abril

 

Hora: terça a domingo, das 9h às 18h30

 

Local: Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, Brasília/DF

 

Informações: (61) 8126-6445 | (61) 3324-0559

 

Classificação indicativa Livre

 

Fonte: Jornal de Brasília com adaptações.

Categoria: Cult
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ESCASSEZ MUNDIAL DE ÁGUA É PIOR DO QUE SE PENSAVA

Pesquisadores usaram um modelo computacional e concluíram que dois terços do mundo enfrentam problemas

NOVA YORK – Cerca de quatro bilhões de pessoas, ou dois terços da população do mundo, enfrentam grave escassez de água durante pelo menos um mês a cada ano, muito mais do que se pensava anteriormente, de acordo com Arjen Y. Hoekstra, professor de gestão da água na Universidade de Twente, na Holanda.

Em um artigo publicado sexta-feira na revista “Science Advances”, o Dr. Hoekstra e seu colega Mesfin M. Mekonnen conceberam um modelo de computador para criar o que eles dizem ser uma imagem mais precisa da escassez de água em todo o mundo. Uma grave escassez de água pode levar à quebra de safras e baixa produtividade das culturas, o que poderia provocar aumentos de preços de alimentos, bem como fome generalizada.

 

Os pesquisadores criaram um modelo computacional para dividir o mundo em quadrículas medindo aproximadamente 3.108km. Eles então analisaram a demanda mensal de água e disponibilidade do precioso líquido em cada grade para determinar o nível de escassez.

 

Uma área experimenta escassez de água grave quando suas fazendas, indústrias e residências consomem o dobro da quantidade de água disponível nessa região.

 

“Isso significa que os níveis de água subterrânea estão caindo, lagos estão secando, menos água está fluindo em rios e fontes de água para a indústria e os agricultores estão ameaçados”, disse Hoekstra em um e-mail.

 

DESIGUALDADES

 

Mas nem todo mundo iria sofrer de forma igual. Nos países mais ricos, uma severa escassez de água poderia significar racionamento de água para rega e jardinagem, enquanto que em países muito pobres que poderia levar a escassez de água potável.

 

Metade dos quatro bilhões de pessoas que experimentam condições de escassez severa de água pelo menos um mês do ano vive na China ou Índia, disse o Dr. Hoeskstra. Dos restantes dois bilhões, a maioria vive principalmente em Bangladesh, Paquistão, Nigéria, México e as partes a oeste e ao sul dos Estados Unidos, como Califórnia, Texas e Flórida.

 

Estudos anteriores haviam estimado que entre 1,7 e 3,1 bilhões de pessoas eram afetadas pela extrema falta de água. Mas de acordo com o Dr. Hoekstra, ou esses estudos usaram medidas que eram demasiado gerais em tamanho, ou usaram médias anuais que não eram tão precisas como os dados mensais.

 

“Escassez de água doce é um grande risco para a economia mundial, afetando quatro bilhões de pessoas diretamente”, disse Hoekstra. “Mas uma vez que as pessoas restantes no mundo recebem parte de seus alimentos das áreas afetadas, o fenômeno nos envolve a todos”.

 

Fonte: O Globo

Categoria: Acontece
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AUMENTO DE CUSTOS ELEVA ECONOMIA DE ÁGUA E ENERGIA, MOSTRA PESQUISA

Pesquisa nacional sobre consumo consciente, feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) e Instituto Ipsos, mostra que “não por acaso”, houve avanços na economia de energia e água, disse o economista da Fecomércio-RJ, Christian Travassos.

 

De acordo com a sondagem, aumentou o uso racional de água e energia no país. Somente um em cada dez brasileiros (11% dos consultados) disseram lavar a calçada com jato de água. No ano passado, 25% mantinham esse hábito. Entre os que relataram lavar o carro com mangueira, o número atingiu 20%, em 2014, e caiu agora para a metade. Também quando indagados se apagavam as luzes ao sair de um recinto e se fechavam a torneira ao escovar os dentes, houve forte adesão entre os entrevistados, com 96% e 93%, respectivamente.

 

Christian Travassos analisou que os indicadores foram positivos. Salientou, entretanto, que isso não significa que as pessoas estão mais atentas à preservação do meio ambiente. “As pessoas estão economizando mais energia porque ela aumentou no Brasil quase 60% nos últimos 12 meses, contra inflação média de 8%, e isso afetou o bolso das empresas e do consumidor residencial, de modo significativo. Isso leva empresários e consumidores a reverem hábitos e, eventualmente, a trocarem lâmpadas e fazerem pequenas reformas para reaproveitar a água”, indicou.

 

Do ponto de vista da água, o economista lembrou que o cenário é de reservatórios com volumes baixos e uso do volume morto, incentivando a economia pelos consumidores. Ele acentuou que a questão da água está ligada à energia, uma vez que a justificativa apresentada para a majoração das tarifas de energia elétrica foi o problema da seca. “Então, ao mesmo tempo em que ele economiza energia, ele poupa mais água também, porque está preocupado em não ficar sem água, e em fazer o seu papel na economia pedida pelo Poder Público”. Isso ocorre de forma consciente ou inconsciente, indicou.

 

No que se refere ao desperdício de alimentos, a pesquisa revela que as pessoas “seguraram” o consumo ao longo do último ano. A parcela de brasileiros que verificam os armários e a geladeira antes de fazer compras ficou em 68%, este ano, contra 71% no ano passado. Travassos explicou que os dados não significam que o consumidor esteja menos consciente na hora de comprar. “Ele está comprando menos. Em termos de cenário, ele olhou menos o armário, porque o armário dele está mais vazio, e ele tem noção do que deve comprar. Ele está enchendo menos o carrinho e gastando o mesmo ou mais, em função do cenário econômico”. Embora retrate o consumo consciente, a pesquisa gera subsídios para falar do momento econômico.

 

Em termos de reciclagem de lixo, a sondagem mostra que ao longo dos últimos dez anos pouco variou o percentual de brasileiros que separaram o lixo para reciclagem. O número varia entre 40% e 50%. Este ano, ficou em 45%, mostrando leve piora em relação aos 48% do ano passado. “A gente não passa de metade da população, pelo menos por enquanto.

 

A principal razão para isso é o fato de o brasileiro em geral acreditar que o lixo acaba misturado na coleta pública. “Se o Poder Público separa o lixo, essa informação ainda não ficou clara para o consumidor brasileiro”. Para 64% dos brasileiros não adianta separar o lixo, porque ele acaba sendo misturado na coleta pública. A tendência natural, porém, seguindo o que ocorre no mundo, é a ampliação dos que separam o lixo. “É provado que existe ganho com a separação, para a sociedade, o meio ambiente, os governos e a população”, ressaltou.

 

Na parte dos alimentos orgânicos, houve estabilidade em relação ao ano passado, com consumo por 21% da população. “Um em cada cinco brasileiros afirma consumir produtos orgânicos”. Apesar de haver maior informação sobre os benefícios dos orgânicos para a saúde e o meio ambiente, o cenário econômico adverso, de 2014 para cá, contribuiu para elevar os preços dos produtos.

 

Travassos ponderou que a partir do momento em que o Poder Público valorizar o orgânico e o mercado se ampliar, haverá maior produção, e isso vai diminuir custos. “Quando você incentiva a produção orgânica, está incentivando toda uma cadeia mais saudável. No médio prazo, há ganhos para o bolso e para o meio ambiente, porque reduz gastos com saúde, com preservação do solo e ações de reparação da natureza”, comentou.

 

Fonte: Agência Brasil

Categoria: Em pauta
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ANA REDUZ SAÍDA DE ÁGUA DE RESERVATÓRIOS DO RIO PARAÍBA DO SUL

A Agência Nacional de Águas (ANA) determinou a redução temporária, até o dia 28 deste mês, do limite mínimo de vazão à barragem de Santa Cecília, no Rio Paraíba do Sul, que abastece a região metropolitana do Rio de Janeiro, de 190 metros cúbicos por segundo (m³/s) em Santa Cecília para 140m³/s, devido à seca que atinge a Região Sudeste.

 

 

Segundo a agência, para a redução, considerou-se a importância de preservar os estoques de água disponíveis no reservatório equivalente da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, composto pelos reservatórios de Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil, em face da atual desfavorável situação hidrometeorológica pela qual passa a bacia.

 

Conforme a decisão da ANA, a redução de vazão à barragem de Santa Cecília será acompanhada de avaliações periódicas dos impactos que a medida poderá ocasionarnos diversos usos da água feitas pela própria agência, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pelo governo do Rio de Janeiro.

 

A agência decidiu ainda prorrogar até o próximo dia 28 a redução da saída de água dos reservatórios de Sobradinho e Xingó, no Rio São Francisco, de 1.300m³/s por segundo para 1.100m³/s, em virtude da seca que atinge a região.

 

De acordo com resolução publicada na segunda-feira (2), no Diário Oficial da União, a medida, que vem sendo adotada desde abril de 2013, considera a importância dos reservatórios de Sobradinho, Itaparica (Luiz Gonzaga), Apolônio Sales (Moxotó), Complexo de Paulo Afonso e Xingó, para a produção de energia do Sistema Nordeste e para o atendimento dos usos múltiplos da Bacia do São Francisco.

 

Ainda conforme a resolução, a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) estará sujeita à fiscalização da ANA e deverá apresentar documentos relativos à operação dos reservatórios. A empresa também deverá dar publicidade das informações técnicas aos usuários da bacia e ao  Comitê de Bacia durante o período de vazões defluentes mínimas reduzidas.

 

Fonte: Agência Brasil

Categoria: Em pauta
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EM MEIO AO TEMPO SECO, APRENDA A ECONOMIZAR ÁGUA E ENERGIA

Como consequência do período de seca que atingiu o Brasil durante o mês de fevereiro, jogando para baixo o nível de reservatórios como o da Cantareira, em São Paulo, diminuir o consumo e – sobretudo – o desperdício de água neste verão virou palavra de ordem na casa de muita gente para afastar de vez a ameaça de racionamentos.

 

 

Além disso, é fundamental que haja, também, a economia de energia elétrica, que é influenciada pela queda dos sistemas de abastecimento hídrico. Isso porque, segundo informações da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), a matriz energética brasileira é preponderantemente originada de usinas hidrelétricas. Contudo, é a própria energia que, em muitas ocasiões, faz funcionar o bombeamento de água nas adutoras que abastecem as cidades.

 

 

No entanto, o que se vê é a falta de controle sobre o consumo de ambas. Por essa razão, algumas medidas preventivas precisam ser tomadas, sobretudo nesta temporada.  Em casa, por exemplo, o banho deve ser rápido, pois cinco minutos são suficientes para higienizar o corpo. Além disso, vale a pena fechar o registro do chuveiro enquanto o corpo é ensaboado para ajudar a reduzir o consumo tanto de água quanto de energia. Já na hora de escovar os dentes, convém molhar a escova e fechar a torneira durante a limpeza.

 

 

De manhã, logo ao acordar, também é importante lavar o rosto e fazer a barba rapidinho, pois um minuto de torneira meio aberta já representa o gasto de 2,5 litros de água. Na cozinha, antes de lavar a louça, a dica é remover, primeiro, os restos de comida dos pratos e panelas com esponja e sabão e, só depois, enxaguá-los. Além disso, é de bom tom usar regador para molhar as plantas, vassoura para limpar a calçada e o pátio de casa, assim como balde e pano para lavar o carro.

 

 

Para economizar os gastos nas contas de luz, recomenda-se, também, novos hábitos, como juntar bastante roupa suja para lavar tudo de uma vez na máquina, aproveitar ao máximo a iluminação natural, utilizar lâmpadas fluorescentes em ambientes que necessitam de mais claridade, colocar a chave do chuveiro na posição “verão”, não deixar aparelhos elétricos ligados na tomada desnecessariamente porque, mesmos desligados, consomem energia e utilizar o ferro de passar roupa uma única vez por semana.

 

 

Íntegra: Terra

 

Categoria: Acontece
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ÁGUA DO DF: QUALIDADE ATÉ QUE É BOA, MAS A QUANTIDADE…

Não é ruim, mas ainda está longe de ser excelente. Levantamento da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa) mostra que a qualidade da água do DF está situada nas faixas “média” e “boa”. Já no quesito quantidade, os resultados são menos animadores: alguns pontos do DF estão em estado de alerta ou crítico. Os resultados revelam que o uso racional e prudente do recurso natural é cada vez mais necessário.

 

 

Segundo Rafael Mello, superintendente de Recursos Hídricos da Adasa, quando o assunto é a quantidade de recursos, o Lago Paranoá merece atenção especial. “Em alguns períodos do ano, a quantidade de água do Lago é comprometida em função da impermebialização, que faz com que os rios sequem mais rápido”, explica. Mello destaca que boa parte da chuva ocasiona acentuada infiltração: “Cerca de 30% do que chove infiltra”.

 

O superintendente explica que no Parque Nacional também é possível verificar acentuada escassez. “Dentro do parque, o alerta é em relação ao uso por parte da Caesb, para complementar o abastecimento de água para a população”, justifica. De acordo com ele, alguns fatores contribuem diretamente para essa escassez: “Várias ações resultam na diminuição dos recursos hídricos, entre eles o uso em excesso, a devastação da vegetação nativa, as ocupações irregulares e o assoreamento dos rios”, enumera.

 

Já quando o assunto é a qualidade, Rafael afirma que entre as sub-bacias   que apresentaram Índice de Qualidade de Água (IQA) abaixo do esperado estão o Ribeirão Sobradinho e Rio Melchior. “Com base nesse resultado vamos direcionar as ações. Daqui para frente, colocaremos uma lupa em cima dessas regiões”, afirma. Para ele, o resultado ruim não é uma surpresa: “São regiões em que o próprio DF decidiu aceitar esse nível de qualidade. São áreas em que há o tratamento de esgoto e já estão dentro dos seu limite”.

 

Para Mello, as condições climáticas exigem atenção especial. “Em determinada época do ano, temos considerável quantidade de água. Já no período seco, a capacidade de diluição dos rios diminuiu consideravelmente”, completa.

 

Escassez e poluição

 

Para chegar aos resultados divulgados, desde 2009 são monitoradas águas dos rios por meio das 47 estações da Adasa. Nas áreas onde foram observadas mediações de qualidade média, o problema está relacionado com lançamentos de efluentes domésticos (esgoto), a principal fonte poluidora hídrica do DF.

 

É importante destacar que, na maioria dos casos, os dois males não atingem as sub-bacias simultaneamente. Os problemas costumam ser em relação à qualidade ou em relação à quantidade, separadamente. Entretanto, em alguns casos, a situação tem como agravante a ocorrência simultânea de escassez e qualidade, como observado nas regiões dos rios Descoberto — responsável por 65% do abastecimento de água do DF —, e Maranhão.

 

Assoreamento

 

De acordo com o Secretário de Meio Ambiente, Eduardo Brandão, um dos fatores que mais contribuem para a escassez de água no Lago Paranoá é o assoreamento. “Existem vários pontos de terra que se formam por todo o lago. Nos últimos anos, é possível notar uma perda considerável de água e volume. Todo lago artificial necessita de uma manutenção periódica’’, declarou.

 

Segundo Brandão, para solucionar essa questão, a secretaria desenvolveu o projeto Caminho para as Águas. A ação consiste na recuperação das margens com o replantio das matas ciliares, além da formação de áreas de convivência. A ideia é socializar estas margens, transformando os usuários nos principais protetores e fiscais dessas áreas.

 

Distribuição inadequada

 

Segundo o engenheiro agrônomo, Fábio Alessandro Padilha Viana, a escassez de água no DF tem aumentado em função da distribuição e da reposição inadequadas. “Á água não está acabando, porém, a distribuição não é eficiente. Observo que aqui existem poucas áreas impermeáveis, o que já é uma grande vantagem”, alertou o engenheiro.

 

Para ele, a conscientização pode mudar esse cenário. “Não vamos ter grandes problemas futuros em relação a água. Aqui, as pessoas não têm tanto hábito de desperdiçar água como em outros estados. O desperdício maior são oriundos de problemas estruturais. Por isso, acredito que a solução seja a adoção de medidas por parte das autoridades responsáveis para coibir o aumento da escassez”, explicou Viana.

 

Íntegra: Clica Brasília

Categoria: Acontece
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QUER ECONOMIZAR ÁGUA? TOME BANHO DE AR!

No Ano Internacional da Cooperação pela Água, vale chamar atenção para a falta do recurso no mundo. Você sabia que 11% da população mundial ainda não possui acesso à água potável?

 

 

Mas isso não acontece porque a população mundial é muito grande e o recurso disponível não é suficiente. Segundo a ONU, se não fosse o desperdício e a poluição, a água potável da Terra conseguiria perfeitamente abastecer todos os lares. A boa notícia é que a gente ainda pode mudar estas atitudes.

 

Você deve ter visto como está crítica a situação de seca na Austrália, então, não vai se surpreender em saber que os australianos estão testando um novo chuveiro econômico – que é bem diferente do tradicional “baixo-fluxo de água” do mercado.

 

Para não deixar cair o valor do fluxo e da pressão, a tubeira Oxijet puxa ar para dentro da corrente de água. Dessa forma, as gotas d’água ficam vazias! Resultado: a sensação é de estar tomando banho confortavelmente com um chuveiro de alta-pressão, mas gastando, apenas, metade da água!

 

 

Criada na Nova Zelândia pelas companhias Feltron e CSIRO, o aparelho converte a energia termodinâmica da água em energia cinética. Apesar desta ideia – usar um chuveiro aerado para economizar água – não ser nova (os primeiros protótipos de duchas aeradas, que surgiram em 2006, prometiam uma economia de 30% de água), a tecnologia por trás do dispositivo permite que ele funcione com chuveiros normais já instalados. Legal, né?

 

Íntegra: Super Interessante

Categoria: Acontece
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ESTADO DE ALERTA

A umidade relativa do ar no DF pode chegar a 15% hoje

 

Os dias estão mais quentes e secos na Capital, e você já deve ter percebido isso. Ontem (2/9) o Distrito Federal teve o dia mais seco do ano, com umidade de 16% e essa semana a umidade deve permanecer baixa. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) anunciou que a umidade pode chegar aos 15% nas horas mais quentes do dia. A previsão para chuva é somente para segunda quinzena do mês.

 

Portanto, beba muita água e evite se expor ao sol entre as 10h e 16h. Se a umidade chegar aos 12%, a Defesa Civil decreta estado de emergência.

 

 

 

Categoria: Em pauta
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