ESTUDO APONTA CINCO REGRAS DE OURO PARA EVITAR A DEMÊNCIA

Pesquisa sugeriu que estilo de vida é responsável por mais de três quartos das mudanças no cérebro

RIO – Seguir quatro de cinco regras de ouro para uma vida saudável reduz o risco de desenvolvimento de demência em mais de um terço, concluiu uma análise feita pela organização Age UK, que sugere ainda que o estilo de vida é responsável por 76% das mudanças no cérebro.

 

Manter a prática de um exercício físico regular, uma dieta mediterrânea, não fumar e beber álcool com moderação foram apontados como responsáveis por diminuir o risco de desenvolver a doença de Alzheimer e outras formas de demência.

 

Além disso, a prevenção e o tratamento de diabetes, hipertensão e obesidade também se mostraram eficazes para reduzir o risco. Mas, enquanto beber muito foi relacionado à demência, beber níveis moderados de álcool foi considerado benéfico.

 

Uma revisão de estudos acadêmicos feita por pesquisadores da Universidade de Edimburgo revelou que mais de três quartos de declínio cognitivo – mudanças relacionadas à idade em habilidadescerebrais, incluindo memória e velocidade de pensamento – foram contabilizados pelo estilo de vida e outros fatores ambientais, incluindo o nível de educação.

 

Um grande estudo do Reino Unido realizado ao longo de 30 anos apontou que homens com idade entre 45 e 59 anos, que seguiram de quatro a cinco dos fatores de estilo de vida identificados demonstraram ter um risco 36% menor de desenvolver declínio cognitivo e um risco 36% menor de desenvolver demência do que aqueles que não o fizeram.

 

Revisão de evidências da Age UK também revelou que o exercício físico, seja aeróbico, de resistência ou de equilíbrio, era a maneira mais eficaz para afastar o declínio cognitivo em idosos saudáveis e reduzir o risco de desenvolver a doença de Alzheimer.

 

Manter uma dieta saudável, fazer uso moderado de álcool e não fumar também exercem um papel no envelhecimento saudável do cérebro em geral, bem como a redução do risco de desenvolver demência, sugere a revisão de evidências.

 

Constatou-se que há significativamente mais novos casos da doença de Alzheimer entre os fumantes atuais em comparação com aqueles que nunca fumaram. A revisão alega que beber muito pesado aumenta o risco de desenvolver demência, uma vez que resulta na perda de tecido cerebral, particularmente nas partes do cérebro responsáveis pela memória e pelo processamento e interpretação de informação visual.

 

Níveis moderados de álcool, no entanto, segundo estudos, protegem o tecido do cérebro, aumentando o bom colesterol e diminuindo o mau colesterol. De acordo com as últimas estimativas, existem 850 mil pessoas no Reino Unido que vivem com demência e a doença vai afetar uma em cada três pessoas com mais de 65 anos de idade.

 

Age UK, que financia o projeto Mente Disconectada da universidade que está investigando como habilidades de pensamento altera com a idade e o que influencia essas mudanças, disse que esperava que a nova evidência estimularia as pessoas a fazer escolhas de estilo de vida que reduziriam seu risco de demência.

 

— Enquanto ainda não há cura ou forma de reverter a demência, essa evidência mostra que existem maneiras simples e eficazes de reduzir o nosso risco de desenvolvê-lo, para começar — disse Caroline Abrahams, diretora da organização. — Além do mais, as mudanças que precisamos fazer para manter nosso cérebro saudável já se mostraram boas para o coração e a saúde em geral, por isso é de bom tom para todos nós tentar construí-los em nossas vidas. Quanto mais cedo começar, melhor a nossa chance de ter uma vida saudável mais tarde.

 

No entanto, uma pesquisa YouGov de mais de duas mil pessoas feita pela Sociedade de Alzheimer no início deste ano encontrou que 22% das pessoas não acharam que era possível reduzir o risco de demência. Instituições de caridade esperam mudar isso aumentando a consciência pública sobre os fatores de estilo de vida por trás da doença.

 

— É hoje reconhecido em todo autoridades de saúde pública que as mudanças de estilo de vida podem contribuir para reduzir o risco de demência. É agora tempo dessas mensagens começarem a atingir o público para ajudar a capacitar as pessoas a proteger a sua saúde cognitiva à medida que envelhecem — afirmou Matthew Norton, diretor de política do Centro de Pesquisa em Alzheimer do Reino Unido.

 

Fonte: O Globo

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MANTER A DISCIPLINA É MAIS IMPORTANTE QUE ACHAR DIETA CERTA

Uma equipe de pesquisadores canadenses pode causar frisson no “mercado das dietas” ao concluir que todas elas – de Atkins a Vigilantes do Peso, passando pela dieta da proteína e incluindo outras – têm resultados semelhantes, desde que seguidas com disciplina.

 

Foto: nitrub / Getty Images

 

O estudo, divulgado na publicação científica da Associação Americana de Medicina, recomenda que quem quer perder peso simplesmente escolha aquela que melhor se adequa ao estilo de vida – e se mantenha fiel à sua opção.

 

Reunindo dados de 48 testes clínicos, a pesquisa observou que todas as dietas cortaram calorias a um nível semelhante, o que pode explicar os resultados.

 

Os cientistas da Universidade de McMaster, em Ontário, e do Hospital do Instituto de Pesquisa de Doenças Infantis, em Toronto, analisaram dados de mais de 7.286 pessoas acima do peso que estavam de dieta.

 

O estudo mostrou que, após 12 meses, quem seguiu uma dieta com pouco carboidrato e baixo nível de gordura perdeu em média 7,3 kg. Aqueles que seguiam uma dieta baixa em carboidrato perderam um pouco mais de peso nos primeiros seis meses.

 

Mas “as diferenças entre as dietas foram pequenas e pouco significativas do ponto de vista de quem quer perder peso”, eles escreveram.

 

“Nossos resultados devem servir para reassegurar os médicos e o público de que não há necessidade de (escolher) uma única dieta que funcione para todos, porque dietas diferentes parecem oferecer benefícios (semelhantes) na perda de peso”, diz o estudo.

 

“Os pacientes podem escolher, entre as dietas mais associadas à perda de peso, aquela que lhes oferece menos desafios.”

 

No entanto, o estudo não analisou os efeitos mais amplos de cada dieta sobre a saúde dos indivíduos, por exemplo, em termos de níveis de colesterol, que podem variar de acordo com a escolha.

 

‘Certa para mim’
Susan Jebb, da Universidade de Oxford e conselheira do governo britânico para questões de obesidade, disse que as dietas eram mais semelhantes do que pareciam.

 

“É mais uma questão de se manter fiel à dieta”, disse Jebb. “Isso provavelmente significa encontrar a dieta certa pra você, e não a dieta que for melhor que as outras.”

 

Vegetarianos, por exemplo, teriam dificuldade em seguir dietas ricas em proteína e pobres em carboidratos, enquanto pessoas que vivem sozinhas se adequam mais facilmente a uma dieta baseada em líquidos do que aquelas que precisam cozinhar refeições para a família, exemplifica.

 

Jebb, que defende o corte na recomendação do consumo diário de calorias para 1,5 mil, reforça a importância de manter horários fixos para as refeições e aconselha evitar alimentos com grande teor de açúcar e gordura, como biscoitos, bolos e chocolates.

 

Fonte: Portal Terra

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PESQUISA USA LASER PARA ACABAR COM A VONTADE DE COMER

A descoberta, que ativa alguns neurônios, pode parar o consumo de alimentos imediatamente

Cientistas descobriram um aglomerado de células cerebrais que conseguem frear a vontade de comer em camundongos. E uma boa notícia para quem tem dificuldade de evitar a porção extra: ativar esses neurônios pode parar o consumo de alimentos imediatamente, de acordo com o estudo publicado na revista Nature Neurosciences.

 

Foto: Getty Images

 

Segundos os cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia, as células nervosas atuam como uma mesa de controle central, combinando e retransmitindo mensagens diferentes no cérebro para ajudar a reduzir a ingestão de alimentos.

 

Usando raios laser eles conseguiram estimular esses neurônios, levando a uma parada completa e imediata no consumo de alimentos. Os pesquisadores acreditam que a descoberta possa contribuir, no futuro, para tratamentos de obesidade e anorexia entre humanos.

 

“Foi incrivelmente surpreendente”, disse à BBC David Anderson, principal autor do estudo. “Foi como se você apertasse um interruptor e impedisse que os animais se alimentassem.”

 

Interruptor
Os pesquisadores utilizaram produtos químicos para imitar diferentes cenários – incluindo sensações de saciedade, mal-estar, náuseas e amargura. Eles descobriram que os neurônios estavam ativos em todas as situações, o que sugere que integram a resposta a diferentes estímulos.

 

As células trabalhavam rapidamente quando os ratinhos tinham consumido uma refeição completa, o que indica que elas também podem desempenhar um papel importante na prevenção de excesso de alimentação.

 

“Estas células representam o primeiro foco bem definido que inibe a alimentação no cérebro”, disse Anderson.

 

“É provável que células similares existam no cérebro humano. Se isto for verdade e se for possível provar que estão envolvidas na inibição do apetite das pessoas, elas poderiam proporcionar tratamento para muitas desordens alimentares.”

 

O próximo passo, segundo os pesquisadores, seria investigar como esse aglomerado de células interage com outros centros nervosos, já conhecidos, envolvidos na ingestão de alimentos.

 

Os neurônios estudados na pesquisa atual estão localizados em uma região do cérebro conhecida como amígdala – uma área que também está associada a emoções como estresse e medo.

 

“Esta é uma contribuição muito importante”, avaliou Mohammad Hajihosseini, da Universidade de East Anglia, Reino Unido, que não participou da pesquisa. “Os pesquisadores partiram de trabalhos anteriores e encontraram outro pedaço do quebra-cabeça no circuito longo e complexo envolvido no controle do apetite no cérebro. Uma das próximas perguntas a responder é se esses neurônios poderiam ser um importante elo entre a alimentação e as emoções.”

 

Fonte: Portal Terra

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DIETAS MUITO RESTRITIVAS PODEM AUMENTAR CHANCES DE INFECÇÃO

Certas tensões, como fome, podem prolongar a vida, mas prejudicam a função imunológica

Dietas muito restritivas, como a 5:2, em que as pessoas consomem apenas 25% das calorias diárias em dois dias da semana, podem até aumentar a longevidade, mas isso tem um custo: 20% mais chances de ter infecções. Essa é a constatação de uma pesquisa da Universidade de Bath, na Inglaterra. Os dados são do jornal Daily Mail.

 

Foto: Getty Images

 

Especialistas descobriram que os genes das moscas de frutas que são ativados por uma infecção fúngica são muito semelhantes ou idênticos aos genes ativados em pessoas quando restringem sua dieta. Quando expostas à doença causada por fungos, as vidas das moscas foram prolongadas 14%, mas a análise de 30 mil exemplares mostrou que a susceptibilidade a outras infecções aumentou em 20%.

 

“Sabemos que certas tensões, como a fome ou a exposição a patógenos, podem prolongar a vida e aumentar a fertilidade, mas descobrimos que, ironicamente, isso tem um porém em termos de função imunológica”, contou o professor de biologia e bioquímica Nick Priest, que liderou o estudo. “Nossos resultados não são tão surpreendentes. Sabemos há décadas que os ratos esfomeados são mais propensos a sucumbir a infecções graves.”

 

O profissional também afirmou que há benefícios claros em dietas como a 5:2, mas é preciso pensar no longo prazo e em seus efeitos colaterais. “Isso mostra que mesmo a fonte da juventude deve vir com uma etiqueta de aviso”, finalizou.

 

Fonte: Saúde Terra

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ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL = CABELOS BONITOS!

Os alimentos podem trazer inúmeros benefícios para os seus cabelos. Pois é, alguns alimentos são ricos em nutrientes e vitaminas que fazem muito bem aos fios.

 

Esses alimentos em parceria com bons produtos podem trazer resultados magníficos.

 

O ideal é que a sua alimentação seja balanceada e leve em consideração o seu estilo de vida, idade e profissão. Dá para encaixar diversos alimentos que fazem bem ao cabelo na sua dieta, confira:

 

Nozes e castanhas: São fontes de zinco e por isso estimulam o crescimento do fio. Também são capazes de reduzir a oleosidade.

 

Pepino: Ele ajuda a deixar os fios mais fortes e estimula o crescimento saudável.

 

Óleo de linhaça: A linhaça é capaz de dar mais brilho ao fio, além disso, ela ajuda o couro cabeludo produzir mais queratina, que é fundamental para manter a hidratação natural do cabelo.

 

Frutas Secas: São ricas em potássio, e por isso são fundamentais para manter a hidratação do cabelo.

 

Frutos do mar: Eles são ricos em magnésio, que é um nutriente essencial na formação de proteínas como a queratina que compõem os fios.

 

Vinagre de maçã: Ajuda contra a queda de cabelos, ele pode apresentar resultados tanto pela ingestão quanto pelo uso tópico do produto.

 

Fonte: Vila Mulher

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ESTUDO: MAIS DA METADE DOS BRASILEIROS ESTÁ ACIMA DO PESO

Brasileiros estão comendo mais calorias e praticando menos atividades físicas, além de ficar mais tempo na frente do computador

A população brasileira tem engordado nas últimas décadas. Em 1974, a primeira pesquisa sobre o tema feita pelo Ministério da Saúde mostrou que 28% dos brasileiros estavam acima do peso, e, destes, 3% eram obesos. Quase 40 anos depois, mais da metade da população no país está com excesso de peso, e a obesidade atinge 17,5% desse grupo.

 

Em 2013, a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada pelo Ministério da Saúde nas capitais do país desde 2006, apontou que 50,8% da população está acima do peso.

 

Em média, desde 2006 – quando o número de brasileiros com excesso de peso era de 42,6% – houve um crescimento de 1,3 ponto percentual por ano. Mas, em 2013 o índice se manteve estável em relação ao ano anterior, quando havia ficado em 51% de excesso de peso e 17,4% de obesidade.

 

“Estamos fazendo uma transição nutricional, assim como grande parte da população global. Porém, a diferença é que ela ocorre muito mais rápida no Brasil. A boa notícia é que esse crescimento, que vinha de forma contínua e sustentável, diminuiu nesse último ano. Logicamente precisamos de um período mais longo para saber como vai ser o comportamento”, conta a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde do Ministério, Deborah Malta.

 

Esse aumento no peso está diretamente relacionado a mudanças no estilo de vida do brasileiro. Com a urbanização e a modernização da sociedade, as pessoas passaram a ter menos tempo para cuidar de sua alimentação e, consequentemente, da saúde. O consumo de calorias aumenta, e a prática de atividades físicas diminui.

 

“A alimentação não funciona mais só para atender as demandas biológicas, mas também as sociais, simbólicas e culturais. E a indústria, ao oferecer uma série de práticas, não só do ponto de vista de ter alimentos de fácil preparo, atende uma demanda real que é da própria vida. Ficamos quase 10 ou 12 horas fora de casa, chegamos cansados e não temos tempo para cuidar da alimentação”, afirma Denise Oliveira e Silva, coordenadora do Programa de Alimentação Nutrição e Cultura da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília.

 

“Bye bye” feijão com arroz


No cenário atual até o tradicional arroz com feijão está perdendo espaço na mesa dos brasileiros. Segundo Malta, várias pesquisas do Ministério da Saúde detectaram uma queda no consumo desses dois alimentos no decorrer dos anos.

 

“Os brasileiros, como várias populações do mundo, vêm americanizando seus hábitos e deixando de comer seu prato tradicional: arroz, feijão com alguma proteína, frango ou carne, e salada ou verdura cozida”, reforça Marcio Mancini, chefe do ambulatório de obesidade do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

 

Assim, houve um aumento no consumo de alimentos altamente calóricos, como frituras, industrializados e fast-foods.

 

“Tínhamos e temos um patrimônio alimentar do ponto de vista da nossa herança indígena, africana e europeia e que nos daria uma alimentação de excelente qualidade. Isso está sendo massificado por alimentos pré-preparados que, provavelmente, contribuem para o que estamos vivendo hoje”, opina Silva.

 

Além das mudanças nos hábitos alimentares, o brasileiro tem praticado menos esporte. A Vigitel indicou que apenas 33,8% da população fazem alguma atividade física regularmente.

 

Segundo Mancini, uma série de fatores leva a essa diminuição, como o aumento do uso de veículos particulares, devido ao transporte público deficitário nas grandes cidades, a falta de áreas de lazer, como parques, principalmente nas periferias, além do crescimento da violência, que levou as pessoas a ficarem mais em casa.

 

“Além disso, dentro de casa as crianças estão brincando com smartphones, videogame e computador, que são atividades ligadas ao sedentarismo, diferentemente das brincadeiras de antigamente, que levavam ao gasto de caloria”, completa o especialista.

 

Risco maior entre a população de baixa renda


Essa mudança no estilo de vida causa um impacto maior nas camadas de baixa renda. O percentual de pessoas acima do peso com até oito anos de estudo é de 58,1%, enquanto entre os que têm uma escolaridade mínima de 12 anos fica em 45,5%. O percentual de obesidade também segue esse padrão: é de 22,3% entre os que possuem uma escolaridade de até oito anos e de 14,3% entre aqueles com 12 anos ou mais de estudo.

 

“Há um mercado perverso de alimentos mais baratos e calóricos para as populações de baixa renda. Nós, como sanitaristas, observamos que o risco é maior entre as populações de baixa renda do que entre as de renda média e alta, porque há também um aspecto relacionado ao acesso à informação e ao preço dos alimentos. Hoje, lamentavelmente, é mais caro consumir legumes, verduras e frutas do que comprar um litro de qualquer refrigerante”, observa Silva.

 

O excesso de peso e a obesidade podem causar várias doenças, como problemas cardiovasculares, cerebrovasculares, respiratórios e digestivos, além de hipertensão, diabetes, câncer e doenças psicológicas, como depressão.

 

Fonte: Terra

 

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PELA PRIMEIRA VEZ EM ANOS, BRASIL ESTABILIZA TAXAS DE SOBREPESO E OBESIDADE

Apesar de estável, o número é alto: metade dos brasileiros tem excesso de peso

Depois de oito anos, o número de pessoas com excesso de peso parou de crescer no Brasil. Um levantamento do Ministério da Saúde aponta que 50,8% da população brasileira estava acima do peso em 2013. Em 2012, o número de pessoas com excesso de peso estava em 51%. Os dados foram divulgados pelo Ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante coletiva na manhã desta quarta-feira (30), em Brasília. O levantamento faz parte da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) que ouviu cerca de 23 mil brasileiros maiores de 18 anos que vivem nas 26 capitais do país e no Distrito Federal.

 

As pessoas consideradas com excesso de peso são aquelas com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 25. Em relação ao número de obesos (pessoas com IMC acima de 30), o Ministério da Saúde aponta que o índice passou de 17,4% em 2012 para 17,5% em 2013.

 

Segundo a pesquisa, os homens têm mais excesso de peso do que as mulheres: 54,7% contra 47,4%.

 

“Para quem pensa em trabalhar no campo da prevenção, a pesquisa é muito útil. A gente tem informações interessantes a partir do Vigitel. Observar que há uma fotografia que mostra a estabilização no número de pessoas com excesso de peso e obesidade é importante para o nosso plano de ação estratégica contra doenças não transmissíveis”, afirma o Ministro da Saúde, Arthur Chioro.

 

Para Jarbas Barbosa, Secretário de Vigilância em Saúde, a diminuição dos índices aponta uma consciência maior da população brasileira. “Este ano, pela primeira vez, há uma tendência de queda do número de pessoas que estão acima do peso. Excesso de peso e obesidade estão relacionados a doenças crônicas. Reduzir a obesidade é diminuir males como diabetes e alguns tipos de câncer”, diz.

 

Um dos fatores que podem ter colaborado com a queda nos números é a reeducação alimentar. De acordo com o Ministério da Saúde, o número de pessoas que fazem o consumo recomendado de hortaliças e frutas estava em 22,7% em 2012 e passou para 23,6% em 2013.

 

“Queremos aumentar ainda mais o consumo recomendado de hortaliças e frutas e das atividades físicas”, afirma o ministro, acrescentando: “Observar para onde vão as estratégias é fundamental. O que temos em relação aos dados é uma fotografia. Se ela vai se confirmar como tendência, vamos observar nos próximos anos”.

 

Barbosa completa, afirmando que é preciso estimular mais o consumo de frutas e hortaliças, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. “Os números apontam que capitais como Florianópolis e Brasília têm consumo maior do que capitais do Nordeste”.

 

O secretário lembra ainda que entre os Brics (grupo de países emergentes formados por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), apenas Índia e China têm índices de obesidade menores que o Brasil.

 

Escolaridade


Para o Ministério da Saúde, o número de pessoas obesas está proporcionalmente inverso ao nível de escolaridade. Entre as pessoas com menos de oito anos de escolaridade, 58,1% têm excesso de peso. O número cai para 45,5% entre aquelas com mais de 12 anos de escolaridade.

Barbosa aponta que esse dado mostra que a informação é um aliado para combater a obesidade: “Nas camadas com mais escolaridade, o excesso de peso diminui. Isso é importante para saber que não é uma coisa natural e pode ser diminuída com educação”.

 

“Obesidade é hoje uma preocupação global, devido à substituição da alimentação tradicional por alimentos processados”, acrescenta Barbosa.

 

“Atualmente, 19,3% dos homens e 27,3% das mulheres comem cinco porções por dia de frutas e hortaliças, quantidade indicada pela OMS (Organização Mundial da Saúde). E a frequência de atividade física em tempo livre aumentou de 30,3% para 33,8% nos últimos cinco anos”, afirma o secretário.

 

Os homens são os mais ativos: 41,2% praticam exercícios no tempo livre, enquanto, em 2009, o índice era de 39,7%. Já entre as mulheres, o aumento da prática de exercícios foi maior, passando de 22,2% para 27,4% no mesmo período.

 

Gordura e diabetes


Outro indicador preocupante citado pelo ministério é o consumo excessivo de gordura saturada. Ao todo, 31% dos entrevistados não dispensam a carne gordurosa e mais da metade (53,3%) consome leite integral regularmente. O consumo de refrigerantes também registrou altos índices: 23,3% da população ingere a bebida pelo menos cinco dias da semana. “O consumo de refrigerante é preocupante porque as pessoas deixam de usar água para se hidratarem”, alerta Barbosa.

 

Já o ministro se disse surpreso com as informações: “Como é a primeira pesquisa, achei que seria maior o número de pessoas que fazem a substituição. Mas temos que ter mais dados para chegarmos a um resultado mais preciso”. Chioro também frisou a importância de se evitar a obesidade entre os pequenos: “Reforçar as mudanças de hábitos alimentares entre as crianças é importantíssimo para combater a obesidade”.

 

Em relação ao número das pessoas que se declaram diabéticas, o índice mostrou um aumento nos últimos oito anos. Em 2006, 5,5% da população dizia ter diabetes. Em 2013, o número foi para 6,8%. De acordo com o Ministério da Saúde isso se deve ao envelhecimento da população e ao fato de mais pessoas descobrirem ter a doença.

 

“O crescimento da autorreferência de diabetes indica que mais pessoas estão sendo diagnosticadas e, por consequência, tratadas”, admitiu Chioro.

 

Fonte: UOL

 

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LEITE, BEIJO E CANUDO SÃO AMIGOS DOS DENTES; DESCUBRA OUTROS

Ao incorporar alguns hábitos saudáveis no dia a dia, é possível manter o sorriso saudável e os dentes fortes

Os chamados "alimentos detergentes" são bastante fibrosos e colaboram com a limpeza dos dentes devido ao atrito com o alimento

Além da escova e do fio dental, alguns truques simples podem ajudar a ter um sorriso de propaganda. Isso porque, ao cortar da rotina alguns hábitos prejudiciais e incorporar práticas saudáveis, é possível preservar os dentes. Quem ajudar a identificar quem são os amigos e inimigos da saúde bucal é a dentista da Sorridents, Fernanda Lange.

 

Bochecho: amigo
É importante fazer pelo menos três bochechos diários para que as bactérias que resistiram à escovação mecânica sejam removidas pela ação química do enxágüe bucal. Vale lembrar que esse enxaguante deve ser sem álcool e recomendado pelo dentista. Também vale fazer o bochecho com água antes da escovação para tirar o excesso de restos de comida da boca e evitar o acúmulo nas escovas.

 

Canudo: amigo
Tomar bebidas ácidas com canudo é uma boa saída para quem tem muita sensibilidade dental com líquidos gelados e quentes e também serve para os que estão em tratamento de clareamento dental, impedindo o contato do liquido com os dentes. Aliás, alimentos ácidos de uma forma geral, como mostarda e cebola, por exemplo, não são os melhores amigos da boca, pois podem danificar o esmalte dos dentes.

 

Goma de mascar: amigo e inimigo
As versões sem açúcar ajudam a higienizar a boca por meio de sua consistência pegajosa que, com a mastigação repetida, estimula o fluxo salivar. A saliva, por sua vez, neutraliza o pH da boca, o que não deixa o ambiente propício para a proliferação de bactérias. Já os chicletes com açúcar é um alimento cariogênico e deve ser evitado.

 

Leite: amigo
Colocar leite no café ajuda a diminuir a concentração e a quantidade de pigmentos da bebida. Esse excesso de pigmentação pode manchar os dentes.

 

Beijo: amigo
Beijar deixa as pessoas mais felizes e assim elas acabam tendo mais estímulo para melhorar o hálito com cuidados de higienização bucal. Além de ser uma das formas de combater o problema da “boca seca”. O beijo estimula as glândulas salivares e aumenta a salivação. A saliva contém água, proteínas e sais minerais, e é fundamental para manter a proteção dos dentes.

 

Estresse: inimigo
O stress diminui as defesas do organismo que fica mais suscetível a doenças de gengiva. Além disso, ele diminui o fluxo salivar e gera alterações na mucosa bucal.

Refrigerante: inimigo
Os refrigerantes também são muito ácidos para a cavidade bucal e podem causar sensibilidade dental, desmineralização do esmalte dos dentes e até dor.

 

Maçã, pêra, cenoura: amigas
Os chamados “alimentos detergentes” são bastante fibrosos e colaboram com a limpeza dos dentes devido ao atrito com o alimento.

 

Fonte: Terra

 

 

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