A CRIANÇA É UM PROBLEMA NA ESCOLA, O QUE FAZER?

Profa. Adriana Oliveira (UDF), Discentes: Klícia de Lima Ramos e Ruth Braga de Assis dos Anjos

 

Você já recebeu um bilhetinho de reclamação da escola porque seu filho era um aluno “problema”? Ou, você é um professor que está se sentindo impotente em sala de aula? Saiba que “Alunos indisciplinados” é um tema que move pais, professores e técnicos de escolas públicas e privadas de diversos contextos no Brasil (REGO, 1996). E para vencer essa dificuldade, é necessária uma reflexão acerca do assunto e uma melhor compreensão sobre as características desses alunos, a importância das regras, as causas, as alternativas disponíveis e a importância dos pais, educadores e psicólogos no desenvolvimento da criança.

 

PERFIL DO ALUNO PROBLEMA

 

“Aluno problema” é o termo popular empregado aos alunos indisciplinados na escola (AQUINO, 1998). Eles não obedecem às regras, aos pedidos dos professores, se envolvem em brigas com os coleguinhas e até mesmo em “bate-bocas” com os professores. São estressados, muitas vezes apresentam baixo nível de aprendizagem e rendimento acadêmico, e podem acabar recebendo muita reclamação, advertência e até mesmo suspensão. Além disso, em casos mais extremos, tem sido muito comum as escolas, ao se informarem do comportamento do ingressante, rejeitarem a vaga a esses alunos para evitarem futuros problemas.

 

E ENTÃO, O QUE PODE SER FEITO?

 

1º – Compreender o que é disciplina e o comportamento indisciplinar.

 

Segundo Rego (1996), as regras e o seu cumprimento são importantes para estabelecer harmonia entre as relações, cooperação, possibilitar diálogo e preservar o direito do outro. Da mesma forma, faz-se necessária a aplicação das regras dentro do contexto escolar, pois a internalização e a obediência a elas, norteiam e delimitam as relações sociais e podem levar o indivíduo à autonomia e liberdade. Nesta ótica, a indisciplina passa a ser vista como falta de respeito, intolerância e intransigência a regras que regulam a conduta de um indivíduo ou grupo (REGO, 1996).

 

2º – Identificar as possíveis causas.

 

A responsabilidade do comportamento problema não deveria recair a apenas em uma das partes envolvidas, ou seja, só sob a família, a escola, a sociedade em geral, ou ainda, ao ambiente economicamente e culturalmente desfavorecidos (REGO, 1996). O indivíduo é um ser biopsicossocial e segundo Belloch e Olabarria (1993), isso significa que é um ser singular e integral que é afetado por fatores biológicos (vírus, bactérias, genética, defeitos na estrutura anatômica, etc.), psicológicos (forma como percebe, internaliza o mundo, sente e reage) e sociais (interação com seu núcleo familiar, amigos e sociedade em geral). Nesse ínterim, o aluno pode, por exemplo, apresentar entre tantas possibilidades algum distúrbio neurológico, de aprendizagem ou comportamental (AQUINO, 1998). E como o indivíduo é um ser único, o conjunto de fatores que determinam seu comportamento pode variar de pessoa para pessoa, recomenda-se procurar um profissional competente para fazer as devidas análises e encaminhamentos e/ou poder auxiliá-lo nesse processo de descoberta das causas e mudanças.

 

3º – Maior participação dos pais no desempenho escolar do seu filho junto à escola.

 

A escola e a família devem trabalhar em parceria para o bom desempenho do aluno. O papel de educar começa com a família e estende-se à escola. Os conceitos, virtudes e valores que durante a vida darão norte à criança devem ser transmitidos pelos pais, de forma que a escola venha apenas para complementar. Os pais devem estar presentes e ter uma participação ativa no desenvolvimento escolar da criança e do adolescente, devem apoiar e dar suporte nos conteúdos aprendidos em sala de aula e estarem atentos às suas dificuldades. É de suma importância também a comunicação e diálogos abertos entre a escola e família. A família deve estar atenta a indícios, sintomas e sinais que possam evidenciar um comportamento problemático do aluno (VASCONCELLOS, 2000).

 

4º- O professor pode lançar mão de algumas estratégias em sala.

 

Segundo Souza (2002), autora do livro “A práxis na formação de educadores infantis”, algumas alternativas indicadas aos professores para combater a indisciplina são:

  • Construir regras para melhorar a convivência junto com os próprios alunos;
  • Fazer trabalhos em equipe e criar recursos para despertar a vontade de querer aprender;
  • Adotar exercícios que estimulam e aulas interativas;
  • Ser atencioso e procurar conhecer o aluno, seus conflitos e problemas;
  • Incentivar os alunos e elogiar suas boas condutas;
  • Buscar a participação da família na vida escolar;

 

5º – Procurar ajuda de outros profissionais.

 

Além da participação dos pais e professores no acompanhamento ao aluno, o psicólogo escolar poderá atuar auxiliando a família e/ou professores no descobrimento e no discernimento acerca do contexto educacional para que possam alcançar maior confiança e autonomia diante de seus alunos. Poderá desenvolver junto à escola, ações esclarecedoras sobre temas diversos, como por exemplo: ética, agressividade, bullying, entre outros. Pode ainda, fazer reuniões com os pais sobre o desenvolvimento acadêmico dos alunos e trabalhos em equipe para a melhoria das relações interpessoais (VASCONCELLOS, 2000).

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PROFESSOR PUBLICA ESTUDO EM RENOMADA REVISTA INTERNACIONAL

Um estudo feito pelo professor Bernardo Petriz, do curso de Educação Física do UDF, foi publicado recentemente pela prestigiada revista científica BMC Genomics. O artigo faz parte da tese de doutorado do professor e contou com a participação do também professor da Instituição, Jeeser Alves.

 

“O artigo cientifico apresenta uma grande relevância por ser um dos primeiros a mostrar que o exercício modifica o conjunto de bacterias que temos em nosso organismo (Microbiota intestinal), além de ser o primeiro a mostrar isso em modelo animal obeso e hipertenso”, explica Petriz.

 

Leia abaixo um resumo do estudo feito pelo professor:

 

Exercitando nossas bactérias

 

As bactérias estão por toda parte e, no nosso intestino, alcançam a casa de trilhões e trilhões. Elas podem afetar nosso peso corporal, a digestão de alimentos e participar da susceptibilidade ou resistência a certas doenças. Vários fatores, como remédios, doenças, estresse e, principalmente, a alimentação podem alterar a microbiota, como é chamado o conjunto de microrganismos no nosso corpo. Essas modificações ocorrem ao longo de toda nossa vida, desde o nascimento, tendo a microbiota um papel fundamental no desenvolvimento e na função do sistema imunológico. Além disso, sabe-se que a microbiota intestinal desempenha papel importante na quebra e estocagem de substratos energéticos, influenciando, assim, nosso metabolismo.

 

Curiosamente, alguns estudos recentes realizados em ratos e também em humanos saudáveis mostraram que a prática de exercício físico também pode modificar a composição da microbiota no intestino. Como o exercício tem papel essencial na regulação metabólica e no gasto energético, ele pode modular a interação entre corpo e bactérias, alterando o metabolismo de modo positivo. Mas ainda desconhecemos tais relações, especialmente em indivíduos patológicos (ex. obesidade, diabetes, hipertensão, etc).

 

Portanto, nosso grupo de pesquisa propôs um estudo para examinar os efeitos do exercício aeróbio em intensidade moderada no status da microbiota intestinal em ratos obesos, hipertensos e saudáveis. Os resultados antes do treinamento (corrida em esteira) apontam para um perfil bacteriano semelhante entre ratos normais e hipertensos, que difere significativamente dos animais obesos. Seis espécies de bactérias eram mais abundantes em ratos obesos que em ratos hipertensos ou saudáveis. Uma das espécies, Bacterioides acidifaciens, pode estar relacionada com a inflamação que ocorre decorrente da obesidade. Em outras palavras, podemos sugerir que indivíduos obesos possuem uma microbiota bem diferente de não obesos.

 

Após quatro semanas de exercício em esteira, ocorreram mudanças na composição e diversidade de espécies bacterianas em todos os animais: obesos, hipertensos e saudáveis. Enquanto certas bactérias diminuíram depois do exercício, outras aumentaram. Também correlacionamos a abundância de bactérias com a concentração de lactato no sangue, um indicador de performance utilizado no campo da fisiologia do exercício. Após o treinamento, a concentração de lactato sanguíneo diminuiu em todos os animais (pelo teste de máxima fase estável do lactato – MFEL), o que indicou uma melhora da capacidade aeróbia. Uma maior abundância de bactérias de duas famílias estava relacionada com um menor acúmulo de lactato no sangue. Portanto, o exercício foi eficaz em promover melhora na capacidade aeróbia e favoreceu a proliferação dessas bactérias.

 

Nossos resultados são bastante animadores e, apesar de estarmos no início dos estudos sobre microbiota e exercício, pudemos confirmar que o exercício é capaz de alterar as comunidades de bactérias intestinais. Isso demonstra o potencial efeito do exercício no tratamento e até prevenção de certas patologias, bem como uma direção para a descoberta de novos alvos de tratamento usando a microbiota.

 

Saiba mais sobre o estudo em www.cienciaparasaude.com.br

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GESTÃO OU PARTICIPAÇÃO: MODELOS PARA A GOVERNANÇA LOCAL

Os municípios no Brasil com a constituição de 1988 receberam uma série de responsabilidade. A principal diz respeito à execução das políticas sociais e universais. A esfera local sempre teve papel político importante, principalmente os prefeitos que representavam a ligação entre as comunidades de voto e os governadores e até o presidente. Contudo, a movimentação de intervenção e ação nas políticas públicas sociais foi uma novidade trazida pela lei maior.

 

Pensar sobre uma realidade tão diversa como ocorre no Brasil não é tarefa simples. São ao todo 5.565 municípios, sendo encontrados alguns com baixíssimo contingente populacional e outros demasiadamente grandes. Só para nos atermos a realidade do estado de São Paulo, Borá um município situado no centro-leste do Estado, tem uma população de 852 habitantes, enquanto a capital do Estado chega aos seus 11 milhões de habitantes (IBGE, 2010).

 

Apesar dessa diversidade é possível pensar sobre uma tipificação a respeito de como as gestões de cidades se comportam no desenvolvimento de suas ações e políticas públicas. Essa tipologia tem associação com propostas programáticas de partidos políticos brasileiros. A cientista política Celina Souza já demonstrou anteriormente essa tipificação que será aqui apresentada.

 

O primeiro grupo de governos estrutura a sua ação de gestão com foco e preocupação na busca da eficiência na provisão dos serviços públicos sem muita preocupação com o processo de intermediação social desse ato. Ou seja, atividades de escuta social e participação são deixadas de lado e prioriza-se o ato gerencial na gestão de cidades.

 

O segundo tipo se opõe ao primeiro por ter uma preocupação central com a participação social. Critérios de eficiência e qualidade na gestão são contemplados, mas isso fica em segundo plano. As questões relativas aos recursos e sua alocação são motivações para esse sistema de autogoverno.

 

O terceiro grupo é o predominante em cidades de pequeno e médio porte. Nesse grupo não há predomínio em nenhum dos dois campos valorizados pelos outros (gestão ou participação). Aqui as instituições políticas locais ainda são frágeis e, por conta disso, existe espaço para práticas ainda nem tão universais e muito menos republicanas.

 

Essa tipologia demonstra um esforço de concentração e síntese sobre a essência da proposta programática de muitos governos locais. A escolha entre a participação e a gestão não é algo determinado e isolado. O aparato legal atual não permite que na formulação das políticas públicas sejam desconsiderados os elementos participativos e de compartilhamento das decisões de governo. Contudo, incentivar ou desestimular o ato republicano pode ser uma intenção, às vezes nem tanto explícita, na forma de governar.

 

 

Anderson Rafael Nascimento, professor de Ciência Política na UDF lecionando temas das políticas públicas e relações federativas. É graduado e mestre em Administração Pública e doutorando em Ciência Política/UNICAMP. Contato: anderson@ativacidade.com.br

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CPI DAS PIZZAS?

O aluno do sexto semestre de Ciência Política, Enrico Monteiro Ribeiro, apresenta o artigo “CPI das pizzas”. O estudante esclarece pontos do famoso bordão utilizado na política das CPIs: “Acabar em pizza”.

 

Para todos os outros que tiverem interesse em participar, e ter seu material publicado em nosso Blog, enviem-nos um email com seus dados e artigo em anexo. Participe!

 

CPI das Pizzas?

 

Nos últimos dias a mídia deu grande destaque à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários de vários ramos. Mas, na verdade, o que mais se tem ouvido é que essa CPI, assim como outras, acabará em pizza. Será que é verdade? O que é acabar em pizza?

 

Na política há diversos fatores que influenciam a conduta do parlamentar, como a ética moral. A quebra desses preceitos deveria, em alguns casos, dar em cadeia. Contudo, será que somente existe essa penalidade? A visão normativa que o único instrumento de penalidade de um parlamentar, assim como de qualquer cidadão, seria as sanções previstas no nosso ordenamento jurídico é, de certa maneira, incompleta e perigosa. Por mais que o primeiro instinto seja apenas olhar para as nossas leis e suas aplicações, a política se molda em diversos outros fatores que o Direito não é capaz de explicar.

 

Se analisarmos a última grande CPI, a do Mensalão, onde se fala que acabou em uma grande pizza veremos que isso não é totalmente verídico. Por mais que ainda não se tenha condenado nenhum suspeito, não se pode falar em pizza. Vale ressaltar que a CPI tem como única finalidade investigar (afinal é uma Comissão Parlamentar de Inquérito), e não julgar e condenar quem quer que seja. Esse é o papel do nosso judiciário.

 

Vamos à CPI do Mensalão. Na ocasião, diversos parlamentares foram denunciados por fazerem parte de um esquema de propina e caixa 2 para as suas campanhas. O caso foi tão grandioso que até mesmo o Presidente da República chegou a ter seu nome envolvido e sua reputação abalada. Mesmo não tendo ninguém condenado, José Dirceu, um dos principais políticos com projeção nacional, que era o candidato natural a suceder o então presidente Lula, nome forte dentro do seu partido, hoje está “politicamente morto”. O que na política significaria dizer, que dificilmente ele conseguiria se eleger para algum cargo eletivo. Isso para qualquer político é maior que qualquer sanção judicial, já que o maior princípio da política é como diria Maquiavel, a conquista e a manutenção do poder.

 

Na mesma ocasião, diversos outros políticos de renome, presidentes de partidos importantes e grandes, figuras imponentes e de grande prestígio tiveram o mesmo destino, a cova política.

 

Hoje, nos deparamos com a nova CPI e já se espera a nova pizza. Mas será?

 

Um dos senadores mais importantes do Senado Federal, um dos parlamentares mais influentes do Congresso Nacional, o chamado “paladino da moralidade” e cogitado para concorrer a Presidência da República, esse mesmo homem, hoje se vê deparado com sua imagem abalada, sua influência baixa e com altíssimas chances de perder seu mandato. Ele está fadado à cova da política, e se ver jogado ao ostracismo político, sem chances de reaver qualquer cargo eletivo e manter o seu poder e influência. Por mais que haja, e deva haver caso culpado, sanções judiciais contra ele, sua maior sanção é não ter mais perspectivas de se manter na política.

 

Vale lembrar que esta CPI não investiga somente o senador, provavelmente apenas mais um no esquema, mas também diversos empresários, políticos e empresas de grande porte. Com o avançar das investigações, diversos outros atores políticos, como os governadores dos estados, poderão perder seu prestígio, influência e até poder, tendo mesmo fim do senador.

 

Isso valeria pensar: será que pizza só significa sanção judicial? Será que pizza só significaria julgar e condenar alguém porque a mídia o coloca como culpado, mesmo antes de um julgamento justo?

 

Não é dessa forma que a política se faz e se molda, e nem deveria. A política se faz em um jogo onde qualquer movimento errado te tira, definitivamente, da partida. Essa, sem sobra de dúvidas, é a principal sanção que um jogador poderia sofrer.

 

Enrico Monteiro Ribeiro

6º semestre – Ciência Política

UDF Centro Universitário

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OUTUBRO ROSA, PERDENDO A VERGONHA DE FALAR DO CÂNCER DE MAMA

Outubro é o Mês Mundial da Luta contra o Câncer de Mama. Um mês para refletir e se cuidar. Afinal essa luta pode ser vencida se a doença for diagnosticada cedo. Estimativas da Organização Mundial da Saúde alertam que, por ano, ocorrem mais de 1 milhão de novos casos de câncer de mama em todo o mundo.

Aqui no Brasil, o número de novos casos da doença ficou em quase 50 mil, só no ano de 2010, sendo a maior causa de óbitos por câncer na população feminina. E para chamar atenção ao tema, é que foi lançado no início do mês, o Outubro Rosa. Um mês inteiro de alerta sobre a importância da prevenção do câncer de mama.

A ideia começou nos Estados Unidos há 10 anos, lançando a cor rosa sobre monumentos como forma de atrair a atenção ao assunto. Aqui no Brasil diversas cidades estão participando, o Cristo Redentor e a Igreja da Penha serão iluminados com a cor rosa, e em Brasília já foi possível ver o Congresso Nacional iluminado em alguns dias. Na última segunda (10/10) foi a vez do Palácio do Planalto.

A iniciativa faz parte de um movimento mundial de mobilização pela conscientização de que é super importante a descoberta precoce da doença. O auto-exame é fácil e rápido, e pode ser feito em casa. Vamos perder a vergonha de falar sobre esse assunto, fique atento às dicas e converse com sua mãe, tia, avó. É importe que toda mulher a partir dos 40 anos, ou com histórico de câncer na família, faça o exame mensalmente. É simples e pode salvar vidas.

Conheça o movimento

Foto: G1 (Vianey Bentes/TV Globo)

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VOCÊ JÁ OUVIU FALAR NA DOENÇA DO “OLHO DIGITAL”?

Envolvidos cada vez mais na tecnologia não percebemos a importância que pequenos gestos trazem a nossa saúde. Vamos piscar?

Quem não tem um celular, ou não passa pelo menos boa parte do seu tempo em frente ao computador trabalhando, estudando ou simplesmente dando aquela “fuçadinha” na rede social dos amigos? E aqueles que adoram um videogame para relaxar? Os tablets, então … Nossa! É tanta tecnologia para um espaço tão pequeno e bem mais prático do que o notebook. “Perdemos” horas vidrados na tela descobrindo as novidades. Há até quem troque algumas horas de sono por tempinho na frente de equipamentos como esse.

O que não percebemos é que esse hábito exige de cada um de nós, cuidados para não gerar um problema de visão, como mostrado em estudo recente da Kaiser Family Fundation. De acordo com o optometrista e autor do livro “Smart Medicine for Your Eyes”, Jeffrey Anshel – todo esse período na frente de telas de cristal líquido pode prejudicar sua visão a longo prazo.

Para manter a saúde e evitar a doença do “olho digital” confira a baixo as dicas do Dr. Anshel :

1. Pisque mais
Ao olhar para a tela do computador ou algum outro gadget, piscamos duas ou três vezes menos que o normal. Isso faz com que o olho fique mais seco. Pode parecer algo sem importância, mas, na realidade, pode causar danos oculares permanentes.

2. Regra dos 20/20/20
Quando estiver usando seu computador, ou lendo algum livro no iPad, Kindle, etc., pare a cada 20 minutos para olhar algum objeto a 20 metros de distância por 20 segundos. Isso faz com que seus olhos sejam reorientados.

3. Consulte o médico
Deixe seu oftalmologista ciente de que você passa horas e horas na frente de um computador ou dispositivos portáteis. Ele pode recomendar lentes específicas para serem usadas enquanto você lida com os aparelhos digitais, e evitar danos permanentes.

4. Faça um exame de vista anual
A única maneira para reduzir o impacto causado na visão pelo uso do iPad, iPod ou qualquer outro eletrônico é, a cada ano,  fazer um exame para checar como anda a saúde ocular.

5. Iluminação do monitor
Verifique se você está em um ambiente bem iluminado. Brilho intenso combinado com lugares escuros podem prejudicar sua visão.

Com informações da PC World/EUA.

Categoria: Fique de Olho
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DICA DA SEMANA: “O CORTE”

“É preciso considerar as pessoas o Ativo mais importante de uma organização”

A dica da semana é o filme do cineasta grego, naturalizado francês, Costa Gavras. A película mostra a vida de um engenheiro chamado Bruno Darvert, uma pessoa bem sucedida que vive muito bem com sua família e tem um ótimo emprego numa fábrica de papel, até que essa estabilidade é comprometida quando ele é surpreendido com sua demissão após 15 anos de muita dedicação. A partir daí, o filme nos oferece reflexões lúcidas a respeito do modelo econômico atual, já que ele nada mais é do que uma crítica ao sistema capitalista e a necessidade imperiosa de aumentar os lucros das organizações, a qualquer preço e sob nenhum princípio Ético ou Moral.

Para os futuros gestores, fica a sugestão de acrescer um olhar mais humano diante das decisões que tomamos, quase diariamente, na condução de nossas empresas e o quanto estas poderão afetar a vida de outras pessoas, que compõem, aquilo que denominamos de empresas e/ou organizações.  Para isso é preciso refletir sobre os diversos componentes que dão vida a uma empresa. O Ser Humano, capital humano que faz a organização, apesar de ser o mais importante, é muitas das vezes renegado, subvalorizado. E é por isso que precisamos mudar urgentemente a visão de que as pessoas que compõem nossas empresas são nossas inimigas ou querem o mal da organização. Afinal, é dali que elas tiram o sustento e realizam muitas outras necessidades.

Faz-se necessário, portanto, dotar os futuros e atuais gestores de uma mentalidade que os orientem para decisões racionais, mas que também leve em conta as pessoas como o Ativo mais importante de uma organização. Essa é, sem dúvida, uma percepção fundamental para a carreira. Afinal, a capacidade mais importante neste cenário econômico cruel e competitivo ainda é a criatividade, encontrada somente nos seres humanos.

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EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA

A educação é um elemento chave na construção de uma sociedade. Boa parte do desnível entre indivíduos, organizações, regiões e países deve-se à desigualdade de oportunidades relativas ao desenvolvimento da capacidade de aprender e concretizar inovações.

Por outro lado, educar em uma sociedade da informação significa muito mais que treinar as pessoas para o uso de novas tecnologias: trata-se de investir numa boa formação suficientemente ampla que permite ter uma atuação efetiva na produção de bens e serviços, tomar decisões fundamentadas no conhecimento, operar com fluência os novos meios e ferramentas em seu trabalho, bem como aplicar criativamente as novas mídias, seja em uso simples e rotineiro, seja em aplicações mais sofisticadas, como por exemplo, na própria educação.

Trata-se também de formar os indivíduos para aprender a aprender, de modo a serem capazes de lidar positivamente com a contínua e acelerada transformação da base tecnológica e educacional.

A disseminação da internet provoca um real interesse na aplicação das novas tecnologias da informação e comunicação na educação, como mecanismo complementar, substitutivo ou integrante do ensino presencial, o que forma um verdadeiro e complexo ambiente distribuído de aprendizagem. Tal interesse se explica pelo fato de possibilitar:

1. O aumento de alunos em curso de graduação, pós-graduação, formação continuada ou educação corporativa, tanto no tempo como no espaço, por meio do concurso intensivo de meios eletrônicos para o registro e a transmissão de conteúdos;
2. A oferta de oportunidades de aprendizado para estudos em casa, no local de trabalho, em movimento (por meio de dispositivos móveis), a qualquer momento, ampliando as possibilidades de oferta de educação continuada ou complementação da educação formal;
3. A individualização (ou personalização) do processo educativo, mesmo em esquemas de grande escala, devido à maior interatividade das novas tecnologias aplicadas à educação;
4. A organização do trabalho em equipes de intensa colaboração, mesmo envolvendo pessoas geograficamente dispersas e trabalhando em horários distintos. É o compartilhamento de recursos de ensino entre instituições com interesses e competências complementares;
5. A tecnologia da informação e comunicação abre oportunidades para integrar, enriquecer e expandir os materiais instrucionais, os objetos de aprendizagem.

Muitas iniciativas não alcançam as vantagens acima enumeradas em função do uso de tecnologias com modelos pedagógicos tradicionais. Vale ressaltar que os processos de educação vêm, ao longo do tempo evoluindo, mas na última década obteve um avanço considerável, sobretudo pelo advento da utilização das tecnologias da informação e comunicação.

É recente a utilização de tecnologias como suporte ao processo de ensino e aprendizagem. Modelos pedagógicos que consideram tais tecnologias ainda estão sendo desenvolvidos, porém o sucesso desta modalidade de educação baseada na tecnologia está sendo comprovada já em vários países ao redor do mundo, permitindo a geração de expressiva quantidade de material didático de alta qualidade, com um amplo potencial de aproveitamento e reutilização, resultando na redução de custos e viabilizando, no futuro, o acesso à educação para a população, hoje excluída.

Entretanto, cuidados devem ser tomados, para não repetir os equívocos do passado, pois os investimentos fixos iniciais são substancialmente elevados, com um período de longo prazo para a amortização.

Para que a educação suportada pela tecnologia alcance o potencial de vantagens que pode oferecer, é necessário investir no seu aperfeiçoamento e regulamentar a atividade e também definir e acompanhar o que apontam os indicadores de qualidade.

É importante observar que mesmo a capacidade de absorver tecnologias, de selecioná-las adequadamente, pressupõe a existência de uma base de pesquisa abrangente correspondente aos diversos níveis de conhecimento a elas associadas. É um processo que não pode ser subestimado, sobretudo pelo seu nível de complexidade, por isso a necessidade de se formar competências nesta área, tendo como alvo principal os docentes do ensino superior.

A formação de pessoal técnico de suporte e apoio ao processo se faz necessária e urgente, para que a formatação e transformação de uma nova forma de ensinar e aprender se estabeleça de fato, não só pelas necessidades de um país de proporções continental como também o novo perfil de alunos que estão por vir, além da necessidade de flexibilidade e disponibilidade de conteúdos educativos voltados para profissionais, se for levado em conta o grande crescimento da demanda por formação permanente e continuada.

Essas tecnologias, antes de tudo, conferem grandes vantagens ao esforço do homem, e depois o mundo exige, imediatamente, que todas as organizações operem em um nível bastante elevado no que se refere às suas relações e operações. Isso é necessário para sobreviver e competir. O diferencial surge ao vislumbrar e conceber um futuro cada vez mais construído com o aprendizado contínuo, mas com o apoio da tecnologia da informação e comunicação.

Quem vislumbra o desenvolvimento de uma carreira competitiva não pode ignorar o poder e as regras revolucionárias que a tecnologia da informação e comunicação desempenha e influencia não importando qual seja o segmento de trabalho escolhido ou que já atua. O mesmo se aplica a quase todas as outras áreas do conhecimento e empreendimento humano, desde belas-artes até medicina, arqueologia e carreira militar.

A dura realidade é que, os profissionais da educação precisam ir além do conhecimento específico, mas aprofundar conhecimento na pedagogia e as relações com as tecnologias da informação e comunicação, além de compreender melhor o potencial dessas tecnologias.

Não gerar mudanças é fazer um pacto de alto risco e se atrelar à ineficácia que certamente comprometerá a maioria das instituições que desejam avançar rumo ao cumprimento da sua missão e do seu papel político e social para a transformação de realidades.

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