MERCADO PREVÊ MAIS INFLAÇÃO EM 2016 E ‘ENCOLHIMENTO’ DE 3,5% PARA O PIB

Expectativa de inflação para este ano subiu de 7,57% para 7,59%.

O mercado financeiro piorou suas previsões para a economia brasileira neste ano, estimando mais inflação e uma queda maior do nível de atividade. As estimativas foram feitas na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (7) pelo Banco Central, por meio do relatório de mercado, também conhecido como focus. O levantamento foi feito com mais de 100 instituições financeiras.

 

Para 2016, a expectativa do mercado para o IPCA, a inflação oficial do país, subiu de 7,57% para 7,59%. Com isso, permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas e bem distante do objetivo central de 4,5% fixado para este ano.

 

Para 2017, a estimativa do mercado financeiro para a inflação permaneceu estável em 6% – exatamente no teto do regime de metas para o período, e também longe da meta central de 4,5% estabelecida para o próximo ano pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
A autoridade monetária tem informado que buscará “circunscrever” o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016 (ou seja, trazer a taxa para até 6,5%) e, também, fazer convergir a inflação para a meta de 4,5%, em 2017. O mercado financeiro, porém, ainda não acredita que isso acontecerá.

 

Produto Interno Bruto

 

Para o PIB de 2016, o mercado financeiro passou a prever uma contração de 3,5% na semana passada, contra uma retração de 3,45% estimada na semana anterior. Foi a sétima piora seguida do indicador.

 

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB brasileiro teve um tombo de 3,8% em 2015 – o maior em 25 anos. Se a previsão de um novo “encolhimento” se confirmar em 2016, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948.

 

Para o comportamento do PIB em 2017, os economistas das instituições financeiras mantiveram a previsão de uma alta de 0,5%.

 

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

 

Taxa de juros

 

Após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ter mantido os juros básicos da economia estáveis em 14,25% ao ano na semana passada, o mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa Selic neste patamar no fim deste ano.

 

Isso quer dizer que os analistas continuam não acreditando em uma nova alta dos juros, ou corte dos mesmos, no decorrer de 2016. Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a taxa de juros permaneceu inalterada em 12,50% ao ano – o que pressupõe queda dos juros no ano que vem.

 

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

 

Câmbio, balança e investimentos

 

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 caiu de R$ 4,35 para R$ 4,30. Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar permaneceu em R$ 4,40.

 

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2016 caiu de US$ 40 bilhões para US$ 39,85 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a previsão de superávit avançou de US$ 40 bilhões para US$ 41,26 bilhões.

 

Para 2016, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil ficou inalterada em US$ 55 bilhões e, para 2017, a estimativa dos analistas subiu de US$ 55,55 bilhões para US$ 57,50 bilhões.

 

Fonte: G1

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RIQUEZA DE 1% DA POPULAÇÃO MUNDIAL SUPERA A DOS 99% RESTANTES EM 2015

A riqueza acumulada por 1% da população mundial, os mais ricos, superou a dos 99% restantes em 2015, um ano mais cedo do que se previa, informou nesta segunda-feira (18) a organização não governamental (ONG) Oxfam. O anúncio foi feito a poucos dias do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça que ocorrerá entre os dias 20 e 23 deste mês.

 

“O fosso entre a parcela dos mais ricos e o resto da população aumentou de forma dramática nos últimos 12 meses”, diz relatório da ONG britânica intitulado Uma economia a serviço de 1%.

 

“No ano passado, a Oxfam estimava que isso fosse ocorrer em 2016. No entanto, aconteceu em 2015, um ano antes”, destaca no texto.

 

Para mostrar o agravamento da desigualdade nos últimos anos, a organização estima que “62 pessoas têm tanto capital como a metade mais pobre da população mundial”, quando, há cinco anos, era a riqueza de 388 pessoas que estava equiparada a essa metade.

 

Durante o Fórum Econômico Mundial de Davos se encontrarão os líderes políticos e representantes das empresas mais influentes do mundo, a Oxfam pede a ação dos países em relação a essa realidade.

 

“Não podemos continuar a deixar que milhões de pessoas tenham fome, quando os recursos para ajuda estão concentrados, no mais alto nível, em tão poucas pessoas”, afirma Manon Aubry, diretora dos Assuntos de Justiça Fiscal e Desigualdades da Oxfam na França, citada pela agência de notícias France Presse (AFP).

 

Segundo a ONG, “desde o início do século 21 a metade mais pobre da humanidade se beneficia de menos de 1% do aumento total da riqueza mundial, enquanto a parcela de 1% dos mais ricos partilharam metade do mesmo aumento”.

 

Para combater o crescimento dessas desigualdades, a Oxfam pede o fim da “era dos paraísos fiscais”, acrescentando que nove em dez empresas que figuram entre “os sócios estratégicos” do Fórum Econômico Mundial de Davos “estão presentes em pelo menos um paraíso fiscal”.

 

“Devemos abordar os governos, as empresas e as elites econômicas presentes em Davos para que se empenhem a fim de acabar com esta era de paraísos fiscais, que alimenta as desigualdades globais”, diz Winnie Byanyima, diretor-geral da Oxfam International, que estará em Davos.

 

No ano passado, vários economistas contestaram a metodologia utilizada pela Oxfam. A ONG defendeu o método utilizado no estudo de forma simples: o cálculo do patrimônio líquido, ou seja, os ativos  menos a dívida.

 

A pequena localidade suíça de Davos vai acolher, a partir da próxima quarta-feira (20), líderes políticos e empresários para debater a 4ª Revolução Industrial.

 

Esta 46ª edição do fórum, que termina em 23 de janeiro, ocorre no momento em que o medo da ameaça terrorista e a falta de respostas coerentes para a crise de refugiados na Europa se juntam às dificuldades que a economia mundial encontra para voltar a crescer e à forte desaceleração das economias emergentes.

 

Segundo o presidente do fórum, Klaus Schwab, a “4ª revolução industrial refere-se à fusão das tecnologias”, principalmente no mundo digital, que “tem efeitos muito importantes nos sistemas político, econômico e social”.

 

Fonte: Agência Brasil (com adaptações).

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INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS REGISTRAM QUEDA DE 37% EM JULHO NA COMPARAÇÃO COM 2014

Resultado de todas as trocas de serviços e do comércio do país com o mundo ficou negativo em US$ 6,2 bi, resultado 33% menor que em julho de 2014

BRASÍLIA – Com a economia em recessão, os investimentos estrangeiros no Brasil caíram nada menos que 37% em julho na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central, entraram no país US$ 6 bilhões no mês passado para financiar a produção. Para os especialistas, esse é o melhor tipo de recurso que pode cobrir o rombo das contas externas. O lado bom é que esse déficit está cada vez menor por causa da alta do dólar.

 

Em julho, o resultado de todas as trocas de serviços e do comércio do Brasil com o resto do mundo ficou negativo em US$ 6,2 bilhões: 33% a menos que o déficit do mesmo mês do ano passado. Isso ocorreu porque a moeda americana mais cara desestimula os gastos com importados, viagens e outros serviços e ainda estimula as exportações.

 

Essa alta do dólar faz com que os brasileiros viagem menos para fora e gastem menos. As despesas dos turistas caíram nada menos que 30% em julho: ficaram em US$ 1,7 bilhão. O tradicional mês de férias com a família na Disney não atrai mais tanto viajante como antes porque foram precisos R$ 3,50 para comprar um dólar.

 

Fora a estilingada recente da moeda americana, a economia em retração também desestimulou os gastos. A despesa com aluguel de equipamentos, por exemplo, caiu 28%. No mês passado, somaram US$ 1,7 bilhão.

 

O quadro de julho das contas externas reflete um aprofundamento do que tem acontecido neste ano. As contas externas têm déficit de 44,1 bilhões: 24% a menos que nos sete primeiros meses do ano. Já os investimentos diretos no país caíram 33% e estão em US$ 39,9 bilhões. Ou seja, os investimentos ainda não financiam integralmente o rombo das contas externas.

 

Fonte: O Globo

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MAIS DE 10 MIL AGÊNCIAS BANCÁRIAS ESTÃO EM GREVE NO PAÍS

O Comando Nacional dos Bancários (CNB) divulgou hque 10.024 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados, em todo o país, não abriram as portas para atendimento ao público nesta quarta-feira, sétimo dia da greve iniciada no último dia 19; inclusive com paralisação de setores estratégicos como call centers.

 

 

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço sindical dos banqueiros, não tem se manifestado sobre a paralisação e nem em relação ao posicionamento dos patrões sobre a possível retomada das negociações.

 

A proposta da Fenaban, de reajuste 6,1%, que repõe apenas a inflação dos últimos 12 meses, foi apresentada no dia 5 de setembro e rejeitada pelos bancários em assembleias no dia 12, em todo o país. Os trabalhadores reivindicam 11,93%, soma da inflação mais 5% de ganho real, além de benefícios sociais.

 

“Os bancos estão há 20 dias calados, intransigentes, sem negociar com os bancários, desrespeitando a categoria e a sociedade. Vamos fortalecer ainda mais o movimento, ampliar ainda mais as paralisações, para forçar a reabertura das negociações visando a conquistar uma proposta decente , com aumento real de salário”, disse Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e coordenador do CNB, que representa 95% dos 490 mil bancários do país.

 

Íntegra Clica Brasília

Categoria: Acontece
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FIM DA GREVE DOS BANCÁRIOS

Agências bancárias reabrem hoje

Após nove dias, chega ao fim, a greve dos funcionários de agências bancárias em todo o país. Em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Pará, Ceará, Bahia e Sergipe apenas os funcionários da Caixa Econômica Federal permanecem em greve.

 

 

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), 5.132 agências ficaram fechadas durante a greve.

 

Fonte: G1

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