ECONOMIA BRASILEIRA CAIRÁ 2,26% EM 2015, ESTIMA O MERCADO

Analistas e investidores do mercado financeiro estimam que a economia do país caia 2,26% este ano, segundo o boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central. De acordo com a publicação, a produção industrial brasileira cairá 5,57%.

 

Haverá, segundo as estimativas, queda de 9,29% para 9,28% da inflação baseada no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na comparação com os dados do último boletim Os preços administrados, monitorados pelo governo, terão um aumento de 15,20%

 

A estimativa para a dívida líquida do setor público em percentual do PIB foi elevada de 36,15% para 36,20%, na comparação com o boletim da semana passada. A expectativa para a taxa básica de juros foi mantida em 14,25% até o fim do ano. Também foi mantida a expectativa do dólar no valor de R$ 3,50 para o mesmo período.

 

Para o setor externo, na avaliação do mercado financeiro, o déficit em conta corrente ficará em US$ 76,5 bilhões. O saldo da balança comercial atingirá US$ 8 bilhões e os investimentos estrangeiros diretos, US$ 65 bilhões.

 

Fonte: Agência Brasil

Categoria: Em pauta
Tags: ,
Comentar

DESEMPREGO NO 2š TRIMESTRE DO ANO ATINGE 8,3%, MAIOR TAXA DESDE 2012

O desemprego, no Brasil, atingiu 8,3% no segundo trimestre de 2015, a maior taxa da série histórica, iniciada em 2012, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

 

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Trimestral (Pnad Contínua Trimestral), elaborada pelo IBGE, a população desocupada chegou a 8,4 milhões de pessoas: subiu 5,3% em comparação ao trimestre imediatamente anterior. De janeiro a março de 2015, a população desocupada era 7,9 milhões de pessoas. Na comparação com o segundo trimestre de 2014, o número de desocupados subiu 23,5%.

 

A taxa cresceu tanto na comparação com o primeiro trimestre de 2015, que chegou a 7,9%, quanto com o segundo trimestre de 2014, que foi 6,8%. No segimdo trimestre de 2015 em relação ao mesmo período de 2014, a taxa de desocupação cresceu em todas as regiões: Norte (de 7,2% para 8,5%), Nordeste (de 8,8% para 10,3%), Sudeste (de 6,9% para 8,3%), Sul (de 4,1% para 5,5%) e Centro-Oeste (de 5,6% para 7,4%). Entre as unidades da Federação, Bahia teve a maior taxa (12,7%) e Santa Catarina, a menor (3,9%).

 

O nível da ocupação (indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar) no Brasil, no segundo trimestre de 2015, atingiu 56,2%. Este indicador ficou estável em relação ao trimestre anterior e registrou queda de 0,7 ponto percentual em comparação com igual trimestre de 2014 (56,9%).

 

No cenário regional foram verificadas diferenças de patamares no nível da ocupação. As Regiões Sul (60,5%) e Centro-Oeste (60,4%) foram as que apresentaram os maiores percentuais de pessoas trabalhando entre aquelas em idade de trabalhar. A Região Nordeste apresentou o menor nível da ocupação (51,3%).

 

Fonte Agência Brasil

Categoria: Em pauta
Tags: , ,
Comentar

BALANÇA TEM NO ANO SUPERÁVIT DE US$ 4,5 BI, O MAIOR PARA O PERÍODO

Com alta do dólar, importações caíram mais do que as exportações. Saldo em julho também foi o maior em três anos

BRASÍLIA – A balança comercial apresentou resultado positivo de US$ 2,379 bilhões em julho, o maior saldo para o mês desde 2012 (quando foi de US$ 2,863 bilhões), mantendo a tendência apresentada até o mês passado. O saldo acumulado no ano está em US$ 4,599 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Também o resultado do ano é o maior desde 2012.
 
O resultado positivo em 2015, até julho, se dá por uma queda mais acentuada das importações (19,5%) do que das exportações (15,5%). No ano passado, entre janeiro e julho, o resultado apresentado pela balança era de déficit de US$ 952 milhões. Os dados apresentados hoje corroboram a expectativa do MDIC de um superávit de US$ 8 bilhões a US$ 10 bilhões para o resultado da balança comercial neste ano.
 
O volume de importações em julho foi de US$ 16,147 bilhões e, de exportações, US$ 18,526 bilhões. No acumulado do ano, as importações somam US$ 108,255 bilhões e as exportações apresentam total de US$ 112,854 bilhões. Com a queda de exportações e importações, no mês de julho, a corrente de comércio brasileira (soma do que vem de fora e do que é vendido para outros países) encolheu 22,1%, chegando a US$ 221,1 bilhões, o menor valor desde 2010.
 
Segundo Herlon Brandão, diretor de estatística e apoio à exportação do MDIC, em termos agregados a redução no valor das exportações neste ano é resultado da queda dos preços dos produtos, uma vez que os principais itens da pauta de exportações brasileira vem atingindo recordes em volume de vendas.
 
— A redução do valor exportado ao longo do ano é decorrente exclusivamente da redução dos preços dos produtos exportados, visto que as quantidades estão crescendo — disse Brandão.
 
Ele apontou que os preços das exportações brasileiras caíram, na média, 20,8% de janeiro a julho, enquanto que a quantidade subiu 7,2%. A queda dos preços de produtos básicos é resultado de uma conjuntura internacional. Entre os produtos que atingiram recorde em volume exportado de janeiro a julho deste ano estão: óleos brutos de petróleo, minério de ferro e seus concentrados, soja mesmo tributada, entre outros.
 
Segundo Brandão, ainda é cedo para apontar qualquer impacto no resultado comercial da balança brasileira em julho por conta da alta mais acelerada do preço do dólar no mercado, até porque o ritmo de atividade econômica no país teria mais peso no resultado agregado das importações.
 
— (O dólar em alta) encarece bens importados. Mas a magnitude desse efeito e quando ele vai ocorrer é muito difícil mensurar. O que tem de efeito mais imediato é ajudar a manter rentabilidade em real de setores que têm perdido em preço.
 
Fonte: O Globo

Categoria: Em pauta
Tags: , , , ,
Comentar

AUMENTO DE CUSTOS ELEVA ECONOMIA DE ÁGUA E ENERGIA, MOSTRA PESQUISA

Pesquisa nacional sobre consumo consciente, feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) e Instituto Ipsos, mostra que “não por acaso”, houve avanços na economia de energia e água, disse o economista da Fecomércio-RJ, Christian Travassos.

 

De acordo com a sondagem, aumentou o uso racional de água e energia no país. Somente um em cada dez brasileiros (11% dos consultados) disseram lavar a calçada com jato de água. No ano passado, 25% mantinham esse hábito. Entre os que relataram lavar o carro com mangueira, o número atingiu 20%, em 2014, e caiu agora para a metade. Também quando indagados se apagavam as luzes ao sair de um recinto e se fechavam a torneira ao escovar os dentes, houve forte adesão entre os entrevistados, com 96% e 93%, respectivamente.

 

Christian Travassos analisou que os indicadores foram positivos. Salientou, entretanto, que isso não significa que as pessoas estão mais atentas à preservação do meio ambiente. “As pessoas estão economizando mais energia porque ela aumentou no Brasil quase 60% nos últimos 12 meses, contra inflação média de 8%, e isso afetou o bolso das empresas e do consumidor residencial, de modo significativo. Isso leva empresários e consumidores a reverem hábitos e, eventualmente, a trocarem lâmpadas e fazerem pequenas reformas para reaproveitar a água”, indicou.

 

Do ponto de vista da água, o economista lembrou que o cenário é de reservatórios com volumes baixos e uso do volume morto, incentivando a economia pelos consumidores. Ele acentuou que a questão da água está ligada à energia, uma vez que a justificativa apresentada para a majoração das tarifas de energia elétrica foi o problema da seca. “Então, ao mesmo tempo em que ele economiza energia, ele poupa mais água também, porque está preocupado em não ficar sem água, e em fazer o seu papel na economia pedida pelo Poder Público”. Isso ocorre de forma consciente ou inconsciente, indicou.

 

No que se refere ao desperdício de alimentos, a pesquisa revela que as pessoas “seguraram” o consumo ao longo do último ano. A parcela de brasileiros que verificam os armários e a geladeira antes de fazer compras ficou em 68%, este ano, contra 71% no ano passado. Travassos explicou que os dados não significam que o consumidor esteja menos consciente na hora de comprar. “Ele está comprando menos. Em termos de cenário, ele olhou menos o armário, porque o armário dele está mais vazio, e ele tem noção do que deve comprar. Ele está enchendo menos o carrinho e gastando o mesmo ou mais, em função do cenário econômico”. Embora retrate o consumo consciente, a pesquisa gera subsídios para falar do momento econômico.

 

Em termos de reciclagem de lixo, a sondagem mostra que ao longo dos últimos dez anos pouco variou o percentual de brasileiros que separaram o lixo para reciclagem. O número varia entre 40% e 50%. Este ano, ficou em 45%, mostrando leve piora em relação aos 48% do ano passado. “A gente não passa de metade da população, pelo menos por enquanto.

 

A principal razão para isso é o fato de o brasileiro em geral acreditar que o lixo acaba misturado na coleta pública. “Se o Poder Público separa o lixo, essa informação ainda não ficou clara para o consumidor brasileiro”. Para 64% dos brasileiros não adianta separar o lixo, porque ele acaba sendo misturado na coleta pública. A tendência natural, porém, seguindo o que ocorre no mundo, é a ampliação dos que separam o lixo. “É provado que existe ganho com a separação, para a sociedade, o meio ambiente, os governos e a população”, ressaltou.

 

Na parte dos alimentos orgânicos, houve estabilidade em relação ao ano passado, com consumo por 21% da população. “Um em cada cinco brasileiros afirma consumir produtos orgânicos”. Apesar de haver maior informação sobre os benefícios dos orgânicos para a saúde e o meio ambiente, o cenário econômico adverso, de 2014 para cá, contribuiu para elevar os preços dos produtos.

 

Travassos ponderou que a partir do momento em que o Poder Público valorizar o orgânico e o mercado se ampliar, haverá maior produção, e isso vai diminuir custos. “Quando você incentiva a produção orgânica, está incentivando toda uma cadeia mais saudável. No médio prazo, há ganhos para o bolso e para o meio ambiente, porque reduz gastos com saúde, com preservação do solo e ações de reparação da natureza”, comentou.

 

Fonte: Agência Brasil

Categoria: Em pauta
Tags: , , ,
Comentar

BALANÇA TEM SUPERÁVIT DE US$ 676 MILHÕES NA 2Š SEMANA DE MAIO

No acumulado de maio, foi registrado superávit de US$ 1,65 bilhão. Já na parcial do ano, ainda há déficit, no valor de US$ 3,41 bilhões.

As exportações superaram as compras do exterior em US$ 676 milhões na segunda semana de maio, resultando em superávit na balança comercial, informou nesta segunda-feira (18) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Na primeira semana deste mês, o saldo positivo totalizou US$ 976 milhões, o maior valor semanal desde agosto do ano passado.

 

Com os bons resultados nas duas primeiras semanas de maio, a balança acumulou um superávit de US$ 1,65 bilhão na parcial deste mês, até este domingo (17). Em janeiro e fevereiro, houve déficit (importações maiores do que vendas externas) de, respectivamente, US$ 3,17 bilhões e US$ 2,84 bilhões. Em março e abril, o saldo ficou positivo em US$ 458 milhões e US$ 491 milhões. O saldo parcial de maio, portanto, é o maior do ano.

 

Exportações e importações

 

De acordo com o governo, as vendas ao exterior somaram US$ 8,7 bilhões na parcial deste mês, e, com isso, tiveram uma queda de 12% sobre maio de 2014. Nesta comparação, as recuaram as vendas de produtos básicos (-16,7%) e manufaturados (-8,4%), ao mesmo tempo em que as exportações de semimanufaturados avançaram 4,3%.

 

As importações, no entanto, tiveram queda maior, de 26,1% no acumulado de maio, frente ao mesmo período de 2014, para US$ 7,04 bilhões. Nessa comparação, recuaram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (-42%), combustíveis e lubrificantes (-41,2%), veículos automóveis e partes (-36,1%), siderúrgicos (-32,1%) e instrumentos de ótica/precisão (-27,8%).

 

Acumulado do ano

 

No acumulado deste ano até 17 de maio, ainda segundo dados oficiais, a balança comercial registrou déficit (importações maiores do que vendas externas) de US$ 3,41 bilhões. Apesar do saldo negativo, houve pequena melhora frente ao mesmo período do ano passado, quando o déficit das transações comerciais do Brasil somou US$ 5,34 bilhões.

 

Na parcial de 2015, as exportações somaram US$ 66,63 bilhões, com média diária de US$ 732 milhões (queda de 15,7% sobre o mesmo período do ano passado). As importações, por sua vez, somaram US$ 70,04 bilhões, ou US$ 769 milhões por dia útil, uma queda de 17,2% em relação ao mesmo período de 2014.

 

Resultado de 2014

 

Em 2014, a balança comercial brasileira teve déficit (importações maiores do que vendas externas) de US$ 3,93 bilhões, o pior resultado para um ano fechado desde 1998, quando houve saldo negativo de US$ 6,62 bilhões. Também foi o primeiro déficit comercial desde o ano 2000, quando as compras do exterior ficaram US$ 731 milhões acima das exportações.

 

De acordo com o governo, a piora do resultado comercial no ano passado aconteceu, principalmente, por conta da queda no preço das “commodities” (produtos básicos com cotação internacional, como minério de ferro, petróleo e alimentos, por exemplo); pela crise econômica na Argentina – país que é um dos principais compradores de produtos brasileiros – e pelos gastos do Brasil com importação de combustíveis.

 

Estimativas do mercado e do BC para 2015

 

A expectativa do mercado financeiro para este ano, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, é de melhora do saldo comercial. A previsão dos analistas dos bancos é de um superávit de US$ 3 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior.

 

Já o Banco Central prevê um superávit da balança comercial de US$ 4 bilhões para 2015, com exportações em US$ 210 bilhões e compras do exterior no valor de US$ 206 bilhões.

Fonte: G1

Categoria: Em pauta
Tags: , , , ,
1 Comentário

BRASIL LIDERA O RANKING DE CONSUMO DE AGROTÓXICOS

Dados são de relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Inca, que alerta para as consequências à saúde, como o câncer

RIO – Landa Rodrigues, de 40 anos, trabalha na lavoura em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, desde criança. Antes ou depois da escola, costumava ajudar a família na produção de verduras. Cresceu plantando mudas, pulverizando agrotóxicos e colhendo o resultado do trabalho esforçado. Aos 20 anos, logo depois de usar um pesticida, seus olhos começaram a arder e inchar. Landa esperou o incômodo passar, mas ele não passou. Hoje, enxerga pouco e sempre soube que a culpa era do veneno, mesmo antes de as substâncias ganharem destaque pelos males à saúde que causam. Enjoos, dores de cabeça, feridas e coceiras na pele são outras lembranças ruins que ela guarda de quando as usava em sua produção, já que há três anos trabalha apenas com orgânicos. Além disso, vítimas de câncer são frequentes na região.

 

— Câncer aqui é igual a epidemia de dengue no Rio. Não falta caso para contar — diz Landa, lembrando que pai, tio e avô morreram de câncer, o que também ocorreu com alguns vizinhos.

 

Para cobrar uma redução do uso de agrotóxicos no Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) lançou ontem — Dia Mundial da Saúde, que teve como foco a alimentação segura — um documento no qual compila dados contundentes sobre os riscos dessas substâncias para a saúde, tanto para o agricultor, que está em contato direto com o produto, mas para qualquer consumidor. O instituto quer, com isso, pressionar governos e entidades a aumentar a regulação e o controle, além de incentivar alternativas mais sustentáveis.

 

Segundo o documento, a venda de agrotóxicos saltou de US$ 2 bilhões em 2001 para mais de US$ 8,5 bilhões em 2011 no Brasil. Desde 2009, o país é o maior consumidor mundial dessas substâncias, com uma média de um milhão de toneladas por ano, o equivalente a 5,2 kg de veneno por habitante. Para se ter ideia, a média dos EUA em 2012 era de 1,8 kg por habitante. Na última década, o mercado de agrotóxicos do país cresceu 190%, ritmo mais acentuado do que o do mercado mundial no mesmo período (93%).

 

Nos anos 80, o brasileiro era exposto a menos de 1 kg de agrotóxico por habitante. Os principais responsáveis por este aumento são os transgênicos, que requerem grandes quantidades de pesticidas. Por isso, são as lavouras de soja, cana-de-açúcar e outras commodities que lideram o ranking de uso de agrotóxicos. Na agricultura familiar, tomate, pimentão e jiló estão entre os campeões.

 

O Ministério da Agricultura diz que os agrotóxicos são considerados “extremamente relevantes no modelo de desenvolvimento da agricultura no país” e que “a legislação para o setor agrícola é a mais rigorosa do mundo e adota padrões reconhecidos pela comunidade científica internacional”, inclusive para os transgênicos. Mas o argumento não convence o pesquisador do Inca Luiz Felipe Ribeiro Pinto, que representou o presidente do órgão no lançamento ontem.

 

— A evolução tecnológica e produtiva não pode ser ad infinitum uma desculpa para o uso de agrotóxico, às custas da saúde da população — criticou Ribeiro Pinto, afirmando que, em média, 280 estudos são publicados em revistas científicas internacionais anualmente estabelecendo a relação entre câncer e pesticida, número quatro vezes superior ao de duas décadas atrás.

 

Mês passado, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) publicou relatório no qual classificou cinco agrotóxicos como “provavelmente” ou “possivelmente” cancerígenos, dos quais três são permitidos no Brasil pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Diante da publicação, o órgão afirmou que reavaliará a segurança dos produtos. No Brasil, além disso, pelo menos outras dez substâncias usadas na lavoura estão proibidas em países como Estados Unidos e os da União Europeia. E mesmo proibidos ou não, as evidências científicas não garantem a segurança dos agrotóxicos, critica o Inca.

 

Há dois tipos de intoxicação comprovadas que são causadas por eles. As agudas são decorrentes do contato direto com o produto, prejudicando principalmente o agricultor com irritação de pele e olhos, coceira, vômito, diarreia, espasmos, convulsões e até a morte. Já as crônicas ocorrem pela contaminação prolongada e podem afetar qualquer pessoa: infertilidade, impotência, aborto, malformações, desregulação hormonal, efeitos sobre o sistema imunológico e nervoso central, além do câncer.

 

Essas informações começaram a chegar aos poucos à zona rural. O agricultor Édio Ferreira, de 48 anos, de Teresópolis, diz que começou a conhecer pela imprensa, há poucos anos, os riscos de câncer associados ao agrotóxico.

 

— As notícias me assustaram — afirma Ferreira, que decidiu começar a produzir apenas orgânicos. — É mais trabalhoso, tem que ter mais paciência para deixar a planta surgir, o mato cresce mais rápido, mas pelo menos é mais seguro.

 

Fabiano Silva, de 37 anos, também produtor de orgânicos, conta que, apesar do receio inicial, acabou sendo atraído pela oportunidade de uma renda maior. Na cultura orgânica, além do banimento dos agrotóxicos, a produção preza pela sustentabilidade, o que inclui regras trabalhistas mais definidas. Ele hoje ganha um salário, tem carteira assinada e divide a produção com o dono do terreno.

 

— Na agricultura, quando um produto está em alta, todo mundo planta a mesma coisa. Aí o preço despenca. Isso é frequente — conta.

 

Proprietário da Lagoa Orgânicos, Alcimar Espírito Santo diz que burocracia e poucos incentivos dificultam a prosperidade do negócio. O preço mais alto que o convencional é um dos principais empecilhos, o que ele vem contornando ao eliminar os atravessadores e se aproximando dos agricultores, que hoje já começam a não enxergar o agrotóxico como solução:

 

— A gente deve buscar libertar o agricultor, aprisionado ao modelo de produção tradicional. Já vem crescendo o número de agricultores se convertendo aos orgânicos. Quem começa não volta.

 

Fonte: O Globo

Categoria: Acontece
Tags: , , , ,
Comentar

DESEMPREGO NO PAÍS FICA ESTÁVEL EM 6,8% NO TERCEIRO TRIMESTRE

Taxa é levemente menor que os 6,9% registrados no mesmo período do ano passado

RIO – A taxa de desemprego no Brasil ficou estável em 6,8% no terceiro trimestre deste ano, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. A taxa é a mesma do segundo trimestre, quando havia sido também de 6,8%, mas levemente inferior aos 6,9% do terceiro trimestre do ano passado. No primeiro trimestre do ano, o indicador havia ficado em 7,1%.

 

A população ocupada teve alta de 0,2% frente ao segundo trimestre e avançou 1,2% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, alcançando 1,094 milhão de vagas. Já o número de brasileiros fora da força de trabalho — que não trabalham nem estão procurando emprego — aumentou em 0,9% na comparação trimestral e subiu 2,8%, frente ao mesmo período do ano passado.

 

Assim como no trimestre anterior, o Nordeste foi a região que mais contribuiu para o aumento da geração de vagas, respondendo por 799 mil, das 1,094 milhão criadas no trimestre, na comparação com mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, a pesquisa tinha apontado um crescimento expressivo das vagas formais no Nordeste do país, quando dois terços dos empregos criados foram na região.

 

A região Norte foi a que apresentou a maior queda na desocupação entre o terceiro trimestre de 2013 e o terceiro trimestre deste ano, um declínio de 0,6 ponto percentual para 6,9%. A região Nordeste manteve-se com a maior taxa de desemprego entre as regiões, com 8,6%, ante 9% no mesmo período do ano passado. A região Sul permaneceu com a maior taxa de ocupação, mas foi a única que apresentou aumento no desemprego de 4,1% para 4,2%. No Sudeste, a taxa de desemprego teve ligeiro decréscimo de 0,1 ponto para 6,9%. No Centro-Oeste, a taxa recuou de 5,5% para 5,4%.

 

MENOS TRABALHADORES COM CARTEIRA

 

No terceiro trimestre deste ano, 78,1% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada. O contingente de trabalhadores com proteção teve queda de 0,6% em relação ao trimestre anterior — a primeira neste tipo de comparação desde o início da pesquisa, cuja primeira divulgação foi em janeiro deste ano. Frente ao terceiro trimestre de 2013, houve avanço de 2,9%.

 

Os trabalhadores sem carteira assinada tiveram queda também de 0,6% em relação ao segundo trimestre deste ano. Em comparação com o mesmo trimestre de 2013, houve diminuição de 6% nesse grupo.

 

Segundo Cimar Azeredo, coordenador da pesquisa, a criação de vagas não foi suficiente para fazer a taxa de desemprego se mover. Das 227 mil vagas cortadas, 84% deles tinham origem na região Sudeste. Hoje 52% do emprego com carteira estão na região Sudeste.

 

— É a região em termos econômicos mais importante do país, as industrias automotivas estão concentradas nesta região e é a região que apresenta uma queda de carteira neste período mais recente. Mas a pesquisa mostra que no período anual você tem um saldo de um milhão de trabalhadores no Brasil com carteira assinada — explicou o especialista.

 

O IBGE informou ainda que os empregados domésticos com carteira de trabalho tiveram um alta de 0,6% em relação ao trimestre anterior e registraram um acréscimo de 7,6% em comparação ao mesmo período do ano passado, enquanto os sem carteira nessa categoria recuaram 2,3% nessa comparação.

 

PESQUISA SUBSTITUIRÁ PME

 

O IBGE planeja substituir a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) pela Pnad Contínua ainda no início de 2015. O instituto não tem, no entanto, uma data exata para completar essa transição. A principal diferença é a abrangência da pesquisa. A PME acompanha o mercado de trabalho nas seis maiores regiões metropolitanas brasileiras. Já a Pnad Contínua dá um retrato mais amplo e levanta dados de 3.464 municípios.

 

Historicamente, a Pnad Contínua registra taxas superiores às apontadas pela PME. O IBGE explica que a diferença ocorre porque as metodologias dos levantamentos são muito diferentes.

 

Além da diferença de abrangência e da periodicidade, as pesquisas têm nomenclaturas diferentes para os mesmos indicadores. A População Economicamente Ativa (PEA), que une empregados e desempregados, na PME passa a ser chamada de força de trabalho na Pnad Contínua. Além disso, a Pnad Contínua traz informações da população de 14 anos ou mais. Na PME , a população investigada é de dez anos ou mais.

 

A nova Pnad vai incluir ainda entre os trabalhadores aqueles que trabalham sem remuneração, em apoio a atividades econômicas da famílias, como um comércio, um cultivo. Na pesquisa, esse é conhecido como o trabalhador familiar auxiliar. Os novos indicadores da Pnad seguem recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), adotadas na última Conferência Internacional dos Estatísticos do Trabalho, de outubro de 2013.

 

O IBGE ainda não faz estudos sobre o rendimento na Pnad Contínua, mas o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, disse que em fevereiro o instituto terá condições de prestar essas informações.

 

Colaborou Renan Almeida (estagiário)

 

Fonte: O Globo

Categoria: Em pauta
Tags: , ,
Comentar

ECONOMISTAS VOLTAM A PIORAR PROJEÇÃO PARA O PIB DESTE ANO

Expectativa é de alta de 0,27%, levemente inferior à previsão de 0,28% da semana passada

Economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a projeção para o crescimento da economia brasileira neste ano, segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. O relatório indica que o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) crescerá 0,27% neste ano. Na semana passada, o mercado havia elevado de 0,24% para 0,28% a previsão do PIB, quebrando uma sequência de 19 revisões negativas.

 

O levantamento é o primeiro divulgado após o BC divulgar que a economia desacelerou e cresceu só 0,27% em agosto, de acordo com o IBC-Br, resultado bem inferior ao 1,52% de julho. Com isso, pelas contas da autoridade monetária, o país cresce só 0,04% no ano, fortalecendo o pessimismo do mercado.

 

A pesquisa dessa semana também piorou a perspectiva para a indústria para queda de 2,24%, contra retração de 2,16% apontada no relatório anterior.

 

Em relação à inflação, a projeção continuou em 6,45% para este ano e 6,3% para o ano que vem. Entre o chamado “top 5”, grupo de economistas que mais acertam as previsões, a estimativa também foi mantida em 6,51%, acima do teto da meta do governo, de 6,5%. A pesquisa manteve ainda inalterada a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, em 11% ao ano.

 

Fonte: O Globo

Categoria: Em pauta
Tags: , , ,
Comentar
Termo de Uso de Conteúdo –

Nós permitimos e incentivamos a reprodução do conteúdo deste blog, desde que as condições determinadas abaixo sejam respeitadas.
Qualquer utilização que não respeite este Termo será considerada violação de propriedade intelectual e estará sujeita à todas as sanções legais.
Você pode copiar, distribuir e exibir o conteúdo, sob as seguintes condições:


Atribuição

Você deve dar crédito ao autor original sempre que o conteúdo possuir autoria. Veja o exemplo abaixo.
Por: (inserir o nome do autor)


Origem


A fonte deve ser citada da seguinte forma: Fonte: UDF.Blog (com o  link http://blog.udf.edu.br/)


Utilização do conteúdo


É vedada a criação de obras derivadas do conteúdo do UDF.Blog.
Você não pode alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta.
Você não pode utilizar o conteúdo para finalidades comerciais ou publicitárias.


Política de Privacidade


Todas as informações fornecidas por você serão utilizadas para sua identificação.
Seus dados não serão vendidos ou compartilhados com terceiros sem sua prévia autorização.
Caso tenha solicitado, usaremos seus dados para mantê-lo informado sobre serviços, novidades e benefícios. Você sempre terá a opção de cancelar o recebimento de tais mensagens.


Condições gerais para os comentários


Buscando manter um relacionamento mais próximo e oferecer a possibilidade de participação dos usuários em nossos conteúdos, comentários são permitidos e bem-vindos em nosso blog.
Eles estão sujeitos a aprovação e serão publicados sempre que de acordo com as seguintes condições:

Os conteúdos dos comentários publicados são de responsabilidade dos usuários, não tendo nenhuma interferência ou opinião do UDF Centro Universitário.