BRASIL LIDERA O RANKING DE CONSUMO DE AGROTÓXICOS

Dados são de relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Inca, que alerta para as consequências à saúde, como o câncer

RIO – Landa Rodrigues, de 40 anos, trabalha na lavoura em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, desde criança. Antes ou depois da escola, costumava ajudar a família na produção de verduras. Cresceu plantando mudas, pulverizando agrotóxicos e colhendo o resultado do trabalho esforçado. Aos 20 anos, logo depois de usar um pesticida, seus olhos começaram a arder e inchar. Landa esperou o incômodo passar, mas ele não passou. Hoje, enxerga pouco e sempre soube que a culpa era do veneno, mesmo antes de as substâncias ganharem destaque pelos males à saúde que causam. Enjoos, dores de cabeça, feridas e coceiras na pele são outras lembranças ruins que ela guarda de quando as usava em sua produção, já que há três anos trabalha apenas com orgânicos. Além disso, vítimas de câncer são frequentes na região.

 

— Câncer aqui é igual a epidemia de dengue no Rio. Não falta caso para contar — diz Landa, lembrando que pai, tio e avô morreram de câncer, o que também ocorreu com alguns vizinhos.

 

Para cobrar uma redução do uso de agrotóxicos no Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) lançou ontem — Dia Mundial da Saúde, que teve como foco a alimentação segura — um documento no qual compila dados contundentes sobre os riscos dessas substâncias para a saúde, tanto para o agricultor, que está em contato direto com o produto, mas para qualquer consumidor. O instituto quer, com isso, pressionar governos e entidades a aumentar a regulação e o controle, além de incentivar alternativas mais sustentáveis.

 

Segundo o documento, a venda de agrotóxicos saltou de US$ 2 bilhões em 2001 para mais de US$ 8,5 bilhões em 2011 no Brasil. Desde 2009, o país é o maior consumidor mundial dessas substâncias, com uma média de um milhão de toneladas por ano, o equivalente a 5,2 kg de veneno por habitante. Para se ter ideia, a média dos EUA em 2012 era de 1,8 kg por habitante. Na última década, o mercado de agrotóxicos do país cresceu 190%, ritmo mais acentuado do que o do mercado mundial no mesmo período (93%).

 

Nos anos 80, o brasileiro era exposto a menos de 1 kg de agrotóxico por habitante. Os principais responsáveis por este aumento são os transgênicos, que requerem grandes quantidades de pesticidas. Por isso, são as lavouras de soja, cana-de-açúcar e outras commodities que lideram o ranking de uso de agrotóxicos. Na agricultura familiar, tomate, pimentão e jiló estão entre os campeões.

 

O Ministério da Agricultura diz que os agrotóxicos são considerados “extremamente relevantes no modelo de desenvolvimento da agricultura no país” e que “a legislação para o setor agrícola é a mais rigorosa do mundo e adota padrões reconhecidos pela comunidade científica internacional”, inclusive para os transgênicos. Mas o argumento não convence o pesquisador do Inca Luiz Felipe Ribeiro Pinto, que representou o presidente do órgão no lançamento ontem.

 

— A evolução tecnológica e produtiva não pode ser ad infinitum uma desculpa para o uso de agrotóxico, às custas da saúde da população — criticou Ribeiro Pinto, afirmando que, em média, 280 estudos são publicados em revistas científicas internacionais anualmente estabelecendo a relação entre câncer e pesticida, número quatro vezes superior ao de duas décadas atrás.

 

Mês passado, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) publicou relatório no qual classificou cinco agrotóxicos como “provavelmente” ou “possivelmente” cancerígenos, dos quais três são permitidos no Brasil pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Diante da publicação, o órgão afirmou que reavaliará a segurança dos produtos. No Brasil, além disso, pelo menos outras dez substâncias usadas na lavoura estão proibidas em países como Estados Unidos e os da União Europeia. E mesmo proibidos ou não, as evidências científicas não garantem a segurança dos agrotóxicos, critica o Inca.

 

Há dois tipos de intoxicação comprovadas que são causadas por eles. As agudas são decorrentes do contato direto com o produto, prejudicando principalmente o agricultor com irritação de pele e olhos, coceira, vômito, diarreia, espasmos, convulsões e até a morte. Já as crônicas ocorrem pela contaminação prolongada e podem afetar qualquer pessoa: infertilidade, impotência, aborto, malformações, desregulação hormonal, efeitos sobre o sistema imunológico e nervoso central, além do câncer.

 

Essas informações começaram a chegar aos poucos à zona rural. O agricultor Édio Ferreira, de 48 anos, de Teresópolis, diz que começou a conhecer pela imprensa, há poucos anos, os riscos de câncer associados ao agrotóxico.

 

— As notícias me assustaram — afirma Ferreira, que decidiu começar a produzir apenas orgânicos. — É mais trabalhoso, tem que ter mais paciência para deixar a planta surgir, o mato cresce mais rápido, mas pelo menos é mais seguro.

 

Fabiano Silva, de 37 anos, também produtor de orgânicos, conta que, apesar do receio inicial, acabou sendo atraído pela oportunidade de uma renda maior. Na cultura orgânica, além do banimento dos agrotóxicos, a produção preza pela sustentabilidade, o que inclui regras trabalhistas mais definidas. Ele hoje ganha um salário, tem carteira assinada e divide a produção com o dono do terreno.

 

— Na agricultura, quando um produto está em alta, todo mundo planta a mesma coisa. Aí o preço despenca. Isso é frequente — conta.

 

Proprietário da Lagoa Orgânicos, Alcimar Espírito Santo diz que burocracia e poucos incentivos dificultam a prosperidade do negócio. O preço mais alto que o convencional é um dos principais empecilhos, o que ele vem contornando ao eliminar os atravessadores e se aproximando dos agricultores, que hoje já começam a não enxergar o agrotóxico como solução:

 

— A gente deve buscar libertar o agricultor, aprisionado ao modelo de produção tradicional. Já vem crescendo o número de agricultores se convertendo aos orgânicos. Quem começa não volta.

 

Fonte: O Globo

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DESEMPREGO NO PAÍS FICA ESTÁVEL EM 6,8% NO TERCEIRO TRIMESTRE

Taxa é levemente menor que os 6,9% registrados no mesmo período do ano passado

RIO – A taxa de desemprego no Brasil ficou estável em 6,8% no terceiro trimestre deste ano, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. A taxa é a mesma do segundo trimestre, quando havia sido também de 6,8%, mas levemente inferior aos 6,9% do terceiro trimestre do ano passado. No primeiro trimestre do ano, o indicador havia ficado em 7,1%.

 

A população ocupada teve alta de 0,2% frente ao segundo trimestre e avançou 1,2% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, alcançando 1,094 milhão de vagas. Já o número de brasileiros fora da força de trabalho — que não trabalham nem estão procurando emprego — aumentou em 0,9% na comparação trimestral e subiu 2,8%, frente ao mesmo período do ano passado.

 

Assim como no trimestre anterior, o Nordeste foi a região que mais contribuiu para o aumento da geração de vagas, respondendo por 799 mil, das 1,094 milhão criadas no trimestre, na comparação com mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, a pesquisa tinha apontado um crescimento expressivo das vagas formais no Nordeste do país, quando dois terços dos empregos criados foram na região.

 

A região Norte foi a que apresentou a maior queda na desocupação entre o terceiro trimestre de 2013 e o terceiro trimestre deste ano, um declínio de 0,6 ponto percentual para 6,9%. A região Nordeste manteve-se com a maior taxa de desemprego entre as regiões, com 8,6%, ante 9% no mesmo período do ano passado. A região Sul permaneceu com a maior taxa de ocupação, mas foi a única que apresentou aumento no desemprego de 4,1% para 4,2%. No Sudeste, a taxa de desemprego teve ligeiro decréscimo de 0,1 ponto para 6,9%. No Centro-Oeste, a taxa recuou de 5,5% para 5,4%.

 

MENOS TRABALHADORES COM CARTEIRA

 

No terceiro trimestre deste ano, 78,1% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada. O contingente de trabalhadores com proteção teve queda de 0,6% em relação ao trimestre anterior — a primeira neste tipo de comparação desde o início da pesquisa, cuja primeira divulgação foi em janeiro deste ano. Frente ao terceiro trimestre de 2013, houve avanço de 2,9%.

 

Os trabalhadores sem carteira assinada tiveram queda também de 0,6% em relação ao segundo trimestre deste ano. Em comparação com o mesmo trimestre de 2013, houve diminuição de 6% nesse grupo.

 

Segundo Cimar Azeredo, coordenador da pesquisa, a criação de vagas não foi suficiente para fazer a taxa de desemprego se mover. Das 227 mil vagas cortadas, 84% deles tinham origem na região Sudeste. Hoje 52% do emprego com carteira estão na região Sudeste.

 

— É a região em termos econômicos mais importante do país, as industrias automotivas estão concentradas nesta região e é a região que apresenta uma queda de carteira neste período mais recente. Mas a pesquisa mostra que no período anual você tem um saldo de um milhão de trabalhadores no Brasil com carteira assinada — explicou o especialista.

 

O IBGE informou ainda que os empregados domésticos com carteira de trabalho tiveram um alta de 0,6% em relação ao trimestre anterior e registraram um acréscimo de 7,6% em comparação ao mesmo período do ano passado, enquanto os sem carteira nessa categoria recuaram 2,3% nessa comparação.

 

PESQUISA SUBSTITUIRÁ PME

 

O IBGE planeja substituir a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) pela Pnad Contínua ainda no início de 2015. O instituto não tem, no entanto, uma data exata para completar essa transição. A principal diferença é a abrangência da pesquisa. A PME acompanha o mercado de trabalho nas seis maiores regiões metropolitanas brasileiras. Já a Pnad Contínua dá um retrato mais amplo e levanta dados de 3.464 municípios.

 

Historicamente, a Pnad Contínua registra taxas superiores às apontadas pela PME. O IBGE explica que a diferença ocorre porque as metodologias dos levantamentos são muito diferentes.

 

Além da diferença de abrangência e da periodicidade, as pesquisas têm nomenclaturas diferentes para os mesmos indicadores. A População Economicamente Ativa (PEA), que une empregados e desempregados, na PME passa a ser chamada de força de trabalho na Pnad Contínua. Além disso, a Pnad Contínua traz informações da população de 14 anos ou mais. Na PME , a população investigada é de dez anos ou mais.

 

A nova Pnad vai incluir ainda entre os trabalhadores aqueles que trabalham sem remuneração, em apoio a atividades econômicas da famílias, como um comércio, um cultivo. Na pesquisa, esse é conhecido como o trabalhador familiar auxiliar. Os novos indicadores da Pnad seguem recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), adotadas na última Conferência Internacional dos Estatísticos do Trabalho, de outubro de 2013.

 

O IBGE ainda não faz estudos sobre o rendimento na Pnad Contínua, mas o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, disse que em fevereiro o instituto terá condições de prestar essas informações.

 

Colaborou Renan Almeida (estagiário)

 

Fonte: O Globo

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ECONOMISTAS VOLTAM A PIORAR PROJEÇÃO PARA O PIB DESTE ANO

Expectativa é de alta de 0,27%, levemente inferior à previsão de 0,28% da semana passada

Economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a projeção para o crescimento da economia brasileira neste ano, segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. O relatório indica que o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) crescerá 0,27% neste ano. Na semana passada, o mercado havia elevado de 0,24% para 0,28% a previsão do PIB, quebrando uma sequência de 19 revisões negativas.

 

O levantamento é o primeiro divulgado após o BC divulgar que a economia desacelerou e cresceu só 0,27% em agosto, de acordo com o IBC-Br, resultado bem inferior ao 1,52% de julho. Com isso, pelas contas da autoridade monetária, o país cresce só 0,04% no ano, fortalecendo o pessimismo do mercado.

 

A pesquisa dessa semana também piorou a perspectiva para a indústria para queda de 2,24%, contra retração de 2,16% apontada no relatório anterior.

 

Em relação à inflação, a projeção continuou em 6,45% para este ano e 6,3% para o ano que vem. Entre o chamado “top 5”, grupo de economistas que mais acertam as previsões, a estimativa também foi mantida em 6,51%, acima do teto da meta do governo, de 6,5%. A pesquisa manteve ainda inalterada a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, em 11% ao ano.

 

Fonte: O Globo

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O SISTEMA DE TRANSPORTE URBANO NO BRASIL: UMA BREVE REFLEXÃO

Por Prof. Flávio A. C. Basilio

 

O setor de transportes é, sem dúvida, um dos mais importantes do país, com altos efeitos de ligação/encadeamento para frente e para trás, de modo que transformações nesse setor repercutem em toda a economia. A experiência internacional mostra que existem três tipos de arranjo institucional relacionado à oferta de transporte coletivo urbano por meio do modal rodoviário: monopólio estatal, firmas privadas não reguladas e sistema híbrido baseado na oferta privada de serviços com regulação e imposição de regras pelo Estado. Sob este aspecto, a experiência internacional dos últimos 30 anos consagra a adoção do sistema híbrido de atuação. De um lado, as experiências estatais, como as do Chile da década de 1970, mostram que o resultado final é a crônica insuficiência de oferta de transporte coletivo, baixa qualidade dos serviços, alto tempo de espera, ônibus lotados e elevado custo social.

 

Do outro, as estratégias liberalizantes de ampliação da concorrência, ancoradas na ideia de que o mercado livre seria capaz de aumentar a oferta dos serviços e a redução das tarifas devido à concorrência, foram capazes de aumentar a oferta dos serviços. Contudo, como qualquer monopólio natural, esta elevação da oferta foi acompanhada de crescente elevação do preço da tarifa (muito acima do preço dos combustíveis) e excesso de capacidade ociosa, com externalidades negativas sobre o trânsito e poluição. Como colateral, observou-se, ainda, aumento da idade média da frota de ônibus e defasagem tecnológica do capital empregado. Com efeito, a liberalização além de não conseguir restringir o poder de mercado das empresas, ainda gerou ineficiência no setor porque, na presença de mais empresas do que o socialmente ótimo (monopólio), os custos de operação do sistema são maiores devido à impossibilidade de diluir o custo fixo.

 

Por essas razões, a experiência internacional consagrou a adoção do sistema híbrido de atuação, com oferta de serviços por meio da iniciativa privada e regulação tarifária e determinação de padrões mínimos de qualidade por meio do setor público.

 

Assim, o problema do monopólio natural coloca para o formulador de políticas econômicas um conflito entre a eficiência alocativa e a eficiência produtiva. Para alcançar a eficiência produtiva, uma única firma deve ofertar o serviço, pois assim, minimizam-se os custos de produção. No entanto, se uma única firma produz no mercado, ela terá a tendência em fixar os preços acima do custo marginal visando maximizar seus lucros, de tal modo que a eficiência alocativa, do ponto de vista de oferta do serviço, não será alcançada. Para garantir o benefício dos dois regimes de atuação, o sistema híbrido deve ser dotado de independência e deve regular a regra de fixação de preços, com adicional imposição de metas de qualidade, para evitar perdas de eficiência relacionadas a estratégias desinteressadas de redução de custos por parte das empresas. Ressalte-se que na insuficiência de um importante arranjo institucional, a estrutura do mercado levará, inevitavelmente, a captura do regulador pelas empresas.

 

Este resultado, em última análise, traz aos usuários os mesmos problemas evidenciados nos sistemas puros de atuação, ou pior, a majoração desses problemas, que agora aparecem conjuntamente. Parece que este é o caso observado na economia brasileira, no qual a ausência de um sistema centralizado, independente e organizado de regulação leva à ineficiência alocativa e produtiva do sistema de transporte urbano rodoviário de passageiros, hoje a cargo das prefeituras municipais.

 

Sobre o autor:


 

Flávio A. C. Basilio – Economista com Ph.D em economia. Professor de administração do UDF.

Categoria: Retrato
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PROTOCOLO DE NAGOYA COMEÇA A VALER SEM A PARTICIPAÇÃO DO BRASIL

Com adesão oficial de 51 países, acordo diz respeito ao acesso a recursos genéticos e repartição de benefícios da biodiversidade

RIO – O Protocolo de Nagoya, acordo internacional sobre o acesso a recursos genéticos e a repartição justa e equitativa dos benefícios de sua utilização, entrou em vigor sem a participação do Brasil, embora o país seja signatário. O texto do documento, ratificado por 51 países, foi oficializado no domingo, em Pyeongchang, na Coreia do Sul, durante a XII Conferência das Partes (COP) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).

O Pantanal Mato-grossense, exemplo da biodiversidade brasileira – YASUYOSHI CHIBA / AFP

 

A oficialização do documento foi seguida pela primeira Reunião das Partes do Protocolo de Nagoya, com agenda até o próximo dia 17 e participação das referidas nações que integram o acordo. O encontro deu início às discussões para a implementação do que está previsto no documento, que só foi validado após as 50 ratificações necessárias para entrar em vigor.

 

A não participação do Brasil, considerado a nação com a maior biodiversidade do planeta no protocolo, enfrenta críticas de especialistas. A expectativa é que a entrada em vigor do tratado proporcione mais segurança jurídica e maior transparência para provedores e usuários de recursos genéticos.

 

O mote é a criação de uma estrutura voltada ao uso de recursos genéticos e conhecimentos tradicionais associados ao reforçar as oportunidades para uma partilha justa e equitativa de benefícios. O protocolo pode dar novos incentivos à conservação da biodiversidade e ao uso sustentável de seus componentes.

 

“Ferramentas práticas como o Protocolo de Nagoya são fundamentais para o uso sustentável e equitativa da biodiversidade. Congratulo os Estados-membros que ratificaram esse instrumento jurídico internacional importante. Ao cumprir a promessa feita na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável de 2002, fizeram uma contribuição significativa para a agenda de desenvolvimento sustentável pós-2015”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, em material divulgado recentemente pela ONU, no Brasil.

 

Ratificaram ou aderiram ao tratado: Albânia, Belarus, Benin, Butão, Botsuana, Burkina Faso, Burundi, Comores, Costa do Marfim, Dinamarca, Egito, Etiópia, União Europeia, Fiji, Gabão, Gâmbia, Guatemala, Guiné-Bissau, Guiana, Honduras, Hungria, Índia, Indonésia, Jordânia, Quênia, Laos, Madagascar, Ilhas Maurício, México, Estados Federados da Micronésia, Mongólia, Moçambique, Mianmar, Namíbia, Níger, Noruega, Panamá, Peru, Ruanda, Samoa, Seicheles, África do Sul, Espanha, Sudão, Suíça, Síria, Tadjiquistão, Uganda, Uruguai, Vanuatu e Vietnã.

 

Fonte: O Globo

Categoria: Acontece
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“A INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA NO BRASIL” SERÁ TEMA DE PALESTRA NO UDF

No próximo dia 15, o UDF realizará a palestra “A individualização da pena no Brasil”, regulada pelo Código Penal e pela Lei de Execuções Penais Brasileiras. De acordo com professor Sidio Mesquita, responsável pelo evento, o assunto tem pautado a mídia, principalmente após julgamento do caso “Mensalão do PT”.

 

 

Na ocasião, haverá o lançamento da 7ª edição do livro do palestrante, intitulado “Execução Criminal: Teoria e Prática”.

 

O evento será realizado no Auditório do Edifício Sede e tem início previsto para 19h30. Poderão participar todos os alunos do curso de Direito do UDF. As inscrições devem ser feitas com antecedência na Área do Aluno. Serão concedidas horas de atividades complementares aos presentes no evento.

 

Compareça e dê sua opinião sobre o assunto.

Categoria: UDF pra você
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CAI PREVISÃO DO MERCADO PARA CRESCIMENTO DA ECONOMIA: ESTIMATIVA DE 0,52%

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) continua no mesmo patamar, de 6,27%

O mercado financeiro continua pessimista em relação ao desenvolvimento econômico. De acordo com o boletim Focus, apurado e publicado semanalmente pelo Banco Central, o crescimento da economia está estimado agora em 0,52%. Na pesquisa anterior, analistas e investidores tinham a perspectiva de aumento de 0,70%. A produção industrial poderá ter ligeira melhora, ao passar de -1,76% para -1,70%.

 

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) continua no mesmo patamar, de 6,27%. Não houve também alteração no câmbio. O dólar continua estimado em R$ 2,35, ao fim do ano. Os juros básicos da economia (Selic) deve fechar o ano em 11%. Os preços administrados, aqueles com influência do governo, crescerão 5,05% ante os 5,10% da pesquisa anterior.

 

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A dívida líquida do setor público terá uma ligeira queda na percepção do mercado, passando de R$ 34,99 bilhões para R$ 34,94 bilhões.

 

Fonte: CorreioBraziliense

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BRASIL CONQUISTA 24 MEDALHAS NO MUNDIAL DE MATEMÁTICA

Evento ocorrido na Bulgária é a maior olimpíada para estudantes universitários do mundo

O Brasil conquistou 24 medalhas – duas de ouro, 12 de prata e dez de bronze – na 21ª Competição Internacional de Matemática para Estudantes Universitários (IMC, na sigla em inglês). O evento terminou nesta segunda-feira na Bulgária. Foi o maior número de medalhas conquistado por uma equipe brasileira na competição, que também registrou recorde em participantes do Brasil na edição.

 

Brasil conquistou 24 medalhas no mundial universitário de matemática

Foto: Divulgação

 

Ao todo, o mundial contou com a participação de 324 estudantes de 73 universidades de todo o mundo. Dos 28 competidores brasileiros 27 foram premiados. Os grandes destaques da delegação nacional foram Henrique Gasparini Fiúza do Nascimento, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e André Macieira Braga, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ganhadores de medalha de ouro com 69 pontos cada, ficando na 36ª posição na classificação individual. No ranking por equipes, a UFMG conquistou a melhor colocação brasileira, ficando na 16ª posição.

 

O evento, organizado pelo University College London em parceria com a American University in Bulgaria, é a maior competição para estudantes universitários e recebe os mais destacados graduandos em matemática e ciências afins de todo o mundo. A delegação brasileira contou com representantes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Instituto Militar de Engenharia (IME), acompanhados pelos professores Fábio Dias Moreira, do Rio de Janeiro (RJ) e Frederico Vale Girão, de Fortaleza (CE).

 

As provas ocorreram na quinta-feira e sexta-feira. Cada prova teve cinco questões, valendo dez pontos cada, que foram resolvidas individualmente, num tempo máximo de cinco horas. As avaliações foram respondidas em idioma inglês e incluíram problemas de álgebra, análise real e complexa, geometria e combinatória. O trabalho dos estudantes foi avaliado pelos líderes e apresentado ao tribunal de coordenação, formado por especialistas da área, que deu as pontuações finais de cada problema usando critérios previamente estabelecidos pelo júri internacional. Os cortes para a distribuição das medalhas foram definidos pela organização da IMC, sem interferência dos líderes.

 

Outras conquistas
As equipes olímpicas de matemática universitária já deram muitas conquistas para o Brasil desde 2003, ano em que o País participou pela primeira vez, conquistando desde então um total de 137 medalhas, sendo uma de ouro especial, 19 de ouro (First Prize), 54 de prata (Second Prize) e 63 de bronze (Third Prize).

 

Como participar da IMC
No Brasil, a Comissão Nacional de Olimpíadas de Matemática indica os estudantes universitários que tenham sido premiados na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) com medalhas de ouro, prata ou bronze. Cabe a cada instituição de ensino a decisão de patrocinar estes estudantes ou inclusive selecionar outros estudantes para participar da competição como seus representantes, neste caso, as universidades devem enviar professores para ajudar no trabalho de avaliação das provas.

 

Fonte: Portal Terra

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