COMCIÊNCIA

A partir do dia 21 de janeiro, o prédio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Brasília será tomado pelas estranhas figuras criadas por Patricia Piccinini, um dos grandes destaques da produção contemporânea australiana. Ao mesmo tempo repulsivos e sedutores, os seres concebidos pela artista em seu estúdio de Melbourne – que em muito se assemelha a um espaço de criação de efeitos especiais para o cinema, com seus ateliês de pele, unha ou cabelo – provocam uma imediata e paradoxal resposta do público. Se por um lado suas formas causam asco ou repulsa, sua familiaridade e doçura geram uma empatia quase imediata. Trata-se de um jogo preciso, que encanta não apenas pelo virtuosismo técnico, mas sobretudo porque desperta por meio do sensorial uma série de indagações acerca do mundo contemporâneo, dos efeitos da ciência e dos limites morais e éticos do ser humano.

 

De que maneira a arte, em parceria com a natureza e a ciência, nos faz entender um pouco mais e melhor sobre nós mesmos? Teria a humanidade consciência de que se isola de forma ingênua e perigosa daquilo a que não está acostumada, destruindo o que lhe é estranho? Conhecemos realmente os efeitos futuros das recentes e profundas manipulações genéticas? O incômodo provocado por esses monstrengos de silicone concebidos por Patricia nos mostra sobre nossos próprios sentimentos, ampliando nossa compreensão sobre questões complexas e delicadas como a imposição de padrões de beleza, o racismo e a xenofobia. Não à toa Patricia Piccinini costuma dizer que seu mundo é mais repleto de perguntas do que de respostas.

 

“Sou interessada em descobrir o sentido do que é ser humano no âmbito da engenharia genética e da biotecnologia, e como essas tecnologias influenciam a maneira como nos relacionamos com o mundo. O mundo que crio existe em algum lugar entre o que conhecemos e o que está quase sobre nós (a imaginação, ou o futuro). Minhas criaturas, apesar de estranhas e por vezes inquietantes, não são assustadoras. Em vez disso, é a sua vulnerabilidade que muitas vezes vem à tona. Elas pedem que as olhemos além de sua estranheza, nos convidando a aceitá-las. Somos cercados por modificações genéticas escondidas em nossos alimentos e animais, sem ao menos dar conta! Eu não induzo o visitante a pensar qualquer coisa sobre engenharia genética, mas pergunto como eles se sentem frente a essas possibilidades. Trabalho com uma variedade de materiais e linguagens, de esculturas feitas de silicone e fibra de vidro a fotografia e vídeo, passando pelo desenho e a pintura”, resume a artista, cujo trabalho já foi levado a inúmeras galerias ao redor do mundo e teve destaque nas Bienais de Liverpool, Berlim, Havana e Veneza. Na edição de 2003 desta última, foi a única representante da Austrália com a mostra individual We are Family.

 

Intitulada ComCiência, a primeira exposição individual de Patricia Piccinini no Brasil – que fez sua estreia em São Paulo faz um amplo apanhado da produção da artista e reúne alguns de seus principais trabalhos. Logo na entrada, no térreo, o espectador se depara com peças icônicas da artista como Big Mother (uma figura agigantada, que se assemelha a uma macaca e amamenta um bebê); The Conforter  (uma menina toda coberta de pelos acalenta um pequeno ser, de pele macia e pés fofos como um bebê humano, mas que tem uma boca agigantada e sem olhos –; ou ainda The Observer (2010), um curioso menino que observa o mundo de um ponto de vista privilegiado e perigoso, o alto de uma pilha inclinada de cadeiras. Qualquer metáfora com o percurso que a exposição propõe ao espectador não é mera coincidência.

 

Em uma das alas da exposição foi criada uma espécie de garagem, na qual estão reunidas uma série de máquinas antropomorfizadas, uma espécie de diluição provocativa entre o inorgânico e o orgânico. Em outro módulo estão organismos absolutamente descolados da realidade, como Sphinx. Mas todo o centro cultural será tomado pelas bizarras figuras (esculturas, relevos e desenhos) da artista. Segundo o curador Marcello Dantas, a proposta foi ativar todas a salas do CCBB como sendo o lugar onde esses seres vivem, comem, dormem. “É como se você tivesse entrado nesse circo, nessa casa mal-assombrada”, povoada por criaturas que podem ser completamente abstratas, absolutamente verossimilhantes, misturas biologicamente plausíveis, mesclas de diferentes animais ou mutantes perfeitamente saídos de um filme de ficção científica. Talvez um dos pontos de partida da artista tenham sido os bichos que ela, nascida em Serra Leoa em 1965, descobriu ao chegar na Austrália, aos sete anos de idade. Bastaria citar o ornitorrinco ou o canguru para confirmar o importante papel desses animais incomuns no imaginário nacional. Como diz Dantas, “trata-se de um país que tem licença poética para a invenção”.

 

O caminho é repleto de surpresas e subversões de sentido. Reforçando ainda mais esse universo potente de relações, muitas vezes contraditórias, foi criado um audioguia que permite aos visitantes ir além da percepção visual, ouvindo os sons, as respirações e até a linguagem daquelas criaturas. “A ideia é permitir que se tenha uma ideia da essência desses personagens”, explica Dantas, que concebeu o sistema com a colaboração estreita da artista, que costuma dizer que suas criações têm cheiro de gengibre.

 

“Trata-se de uma obra sobre a aceitação”, diz o curador sobre o trabalho de Patricia, acrescentando que por isso gostaria que fosse uma exposição popular e que atraísse o público infantil. “As crianças possuem menos pré-conceitos”, define. Um dos grandes atrativos da mostra, o voo de um gigantesco balão na forma de um híbrido entre uma baleia e uma tartaruga, intitulado de Skywhale e originalmente criado para as celebrações do centenário de Canberra em 2013 está agendado para fazer um sobrevoo em Brasília no dia  dia 20 de janeiro  e no dia 21 estará exposto na área verde do CCBB (Próximo ao Pavilhão de Vidro) para apreciação dos visitantes.

 

No dia 23 a artista Patrícia Piccinini realiza palestra aberta ao público às 19:30 h no Teatro I.

 

Essa mistura alquímica entre natureza e tecnologia, que flerta tanto com o surrealismo e o hiperrealismo – o que explica a aproximação recorrente feita com o trabalho de outro ilustre artista australiano, o escultor Ron Mueck –, nos faz questionar sobre nossa semelhança e vínculo com esses seres. Seríamos nós monstrengos disfuncionais como eles, ou produziremos algum dia descendentes com esse grau de disfuncionalidade? Afinal, “genética é história da forma de corpo”, sintetiza Dantas, lembrando que nosso código genético é uma espécie de narrativa, de ponto indicativo do nosso passado e do nosso futuro, que carregamos conosco.

 

Diante de possibilidades terrivelmente ameaçadoras como essa, não seria surpreendente pensar a obra de Patricia como profundamente crítica dos avanços incontrolados da ciência e um tanto desesperançosa. Porém, há na delicadeza dessas figuras e no afeto que elas despertam algo de redentor: “seria uma obra pessimista se esses seres não estivessem repleto de amor”, conclui o curador.

 

Dica:

​ComCiência

​De ​21 de janeiro a 04 de abril, de quarta a segunda, das 9h às 21h

Local: CCBB Brasília (SCES, Trecho 02, lote 22)

​Entrada franca

Classificação Indicativa: Livre​

Mais informações: 3108-7600

 

- Dia 20 de janeiro: Voo do balão sobre Brasília ( Jardins, 16h30)

 

- Dia 23 de janeiro: Palestra aberta ao público da artista Patrícia Piccinini (Teatro I, 19h30; distribuição de senhas uma hora antes do evento)

 

Fonte: Dicas da Capital

Categoria: Cult
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BRACHER – PINTURA & PERMANÊNCIA

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília(CCBB) recebe a exposição “Bracher – Pintura & Permanência”, uma retrospectiva extensa da carreira do artista plástico mineiro Carlos Bracher, ​até o dia 27 de julho. A mostra – que já esteve no CCBB de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro – segue para a galeria do Centro Cultural Usiminas, em Ipatinga (MG), após a exibição na Capital. Com curadoria de Olívio Tavares de Araújo em parceria com o próprio pintor, o público poderá conhecer mais de cem obras produzidas ao longo de quase 60 anos em atividade. Pela primeira vez, Bracher ganha uma montagem interativa, com espaço multimídia e cenografia assinada por Fernando Mello da Costa.

 

Mineiro nascido em Juiz de Fora, Carlos Bracher (74 anos e 57 de carreira) escolheu a cidade histórica de Outro Preto para morar e montar o seu ateliê. A mostra apresenta retratos (e autorretratos) – uma de suas marcas registradas – e as séries “Naturezas-Mortas e Marinhas”, “Paisagens Mineiras”, “Van Gogh”, “Siderúrgicas” e “Brasília”, fruto da estreita relação do artista com a Capital Federal desde sua fundação, além de outras obras que representam todas as fases da carreira do artista. No Rio, a exposição foi contemplada com mais 15 pinturas da série “Bracher: Tributo a Aleijadinho”, uma releitura contemporânea sobre a obra do grande mestre do Barroco realizada em 2014.

 

A exposição também revela um pouco da intimidade do artista em ambientes interativos que permitem a entrada dos visitantes: a reprodução do ateliê de Ouro Preto e do Castelinho dos Bracher, em Juiz de Fora, onde o artista passou a infância e a juventude. Os dois espaços são compostos por diversos objetos originais: móveis, desenhos, livros, fotos, discos, tintas, pincéis, cavalete, além de louças pintadas à mão produzidas pela Louçarte, extinta fábrica da família Bracher em Minas. “É uma representação fiel, que leva os visitantes ao meu olhar, vivenciando este ambiente que me levou ao mundo das artes”, comenta Bracher sobre a réplica da sala de estar do Castelinho.

 

O terceiro ambiente interativo é um espaço multimídia. Criado especialmente para a exposição, um programa de computador capta os movimentos do público e, em seguida, os reproduz em um telão branco em forma de pinceladas, que foram elaboradas a partir de vetorização de gestos e cores do próprio Bracher e gravadas previamente. O som da própria voz do artista, com textos de sua autoria, contribui para a imersão do visitante em seu universo de pintura e poesia.

 

O público ainda poderá acompanhar uma performance ao vivo do artista no dia 04 de julho, às 16h, no ateliê cenográfico instalado no CCBB. Bracher fará um retrato de uma personalidade de Brasília.  Em Belo Horizonte, o músico Lô Borges foi retratado ao vivo. Em São Paulo, o maestro Julio Medaglia e, no Rio de Janeiro, João Cândido Portinari, filho de Cândido Portinari. Os três quadros estarão expostos na montagem em Brasília.

 

“A exposição já retrata muito bem o universo artístico do meu pai, trazendo réplicas do ateliê e da casa onde ele cresceu e se inspirou; tocando as músicas que ele ouve enquanto pinta; mostrando os textos que ele escreve; entre outros elementos. Agora vamos coroar essa imersão com a participação ao vivo do artista em contato direto com o público, que poderá testemunhar o seu processo criativo”, destaca a filha e idealizadora da exposição, Larissa Bracher.

 

A responsável pelo áudio e vídeos da mostra é a jornalista e também filha, Blima Bracher, que há sete anos se dedica à pesquisa de textos e imagens, tendo assinado já dois documentários sobre Bracher: “Âncoras aos Céus”, de 2007, e “Das Letras às Estrelas: JK, de Sonhos ao Sonho de Brasília”, de 2014.

 

Quase um terço das obras que compõem a mostra “Bracher – Pintura & Permanência” foram cedidas por 20 colecionadores no Brasil, incluindo a Coleção Gilberto Chateaubriand do Museu de Arte Moderna no Rio e Museu Mariano Procópio. No CCBB de Belo Horizonte, a mostra bateu recorde de público com cerca de 120 mil visitantes durante dois meses. Na capital paulista, o CCBB registrou mais de 88 mil pessoas em pouco mais de um mês de exposição.

 

Para ampliar as possibilidades de interação do visitante com as exposições em cartaz, o Centro Cultural do Banco do Brasil desenvolve o projeto CCBB Educativo que propõe um verdadeiro mergulho na retrospectiva da carreira de Bracher, com atividades lúdicas que exploram diversas linguagens.

 

As dinâmicas propostas são planejadas para valorizar a arte como uma linguagem acessível a todos, que permite a aproximação e familiarização do público com os conteúdos apresentados.

 

Durante os finais de semana, adultos e crianças poderão participar da programação gratuita durante todo o dia. Em dias úteis, a exposição dispõe de visitas agendadas para escolas do DF ou grupos interessados em aprofundar sobre a exposição.

 

A Visita Mediada à exposição é o ponto de partida das atividades criadas pela equipe da Sapoti Projetos Culturais – responsável pelo CCBB Educativo. Para além de um simples passeio guiado pela mostra, o educador estimula os visitantes a falar sobre suas impressões e trocar experiências sobre o tema exposto.

 

Em Cantos e Contos, a atividade de contação de histórias com suporte de bonecos e música, os visitantes podem explorar o universo de contos. Em Pequenas Mãos, o público é convidado a conhecer a pintura de forma diferente, criando e recriando suas paisagens, em uma espécie de experimentação da pintura, assim como fez Bracher. O Laboratório Aberto em conjunto à atividade Livro-Vivo complementam as atividades programadas aos sábados e domingos, durante todo o período da mostra.

 

Dica:​

Exposição “Bracher – Pintura & Permanência”

​Até 27 de julho​, de​ ​q​uarta a ​s​egunda-feira​, ​das 9h às 21h​

Local: ​CCBB – ​Centro Cultural Banco do Brasil Brasília​ (​SCES, Trecho 2, Lote 22​)​

Entrada Franca

Classificação indicativa: livr​e​

 

​- ​Dia 04 de julho, às 16h  -  Pintura ao Vivo com Carlos Bracher

Entrada franca

Classificação indicativa: livre.

Retirada de senha 1 hora antes do evento

 

Fonte: Dicas da Capital

Categoria: Cult
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NORDESTE NA VITROLA

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília promove em sua Praça, nos meses de junho e julho, quatro noites ao som do ritmo que embala festas juninas em todo o país. Quem garante a animação e comanda os bailes é o DJ, produtor e pesquisador musical Cacai Nunes, “serão noites de festa, aquecidas pelo calor do melhor e do mais tradicional forró vindo do Nordeste”.

 

 

Forró é estilo musical, dança, festa, tudo junto ou separado. Levada que tem como primeiro registro, datado de 1937, na canção “Forró na Roça”, nas letras de Manoel Queiróz e Xerém. Mas foi Luiz Gonzaga, no início dos anos 50, que levou o ritmo para o resto do Brasil. E, ao lado dele, Sivuca, Genival Lacerda, Marinês e Dominguinhos são os ícones desse gênero musical.

 

Para entender melhor essa rica cultura, com temáticas ligadas ao cotidiano da região Nordeste do Brasil, o projeto Nordeste na Vitrola abre as noites com instigantes e animados bate-papos com legítimos representantes do Forró, que, para o folclorista Luís Câmara Cascudo, deriva do termo de origem africana “Forrobodó”.  Quem media os bate-papos é o jornalista e escritor Rosualdo Rodrigues, autor do livro “O fole roncou! Uma história do forró”. Publicação que reconstitui a trajetória do Forró, a partir de 80 entrevistas e documentos inéditos.

 

Os convidados do Nordeste na Vitrola são Edson Duarte, Claudio Rabeca, Anastácia e Marcos Farias. Quatro interpretes, compositores e produtores musicais, que conviveram e foram parceiros dos grandes e mais conhecidos mestres do Forró. Artistas que participaram da criação do legítimo Forró nordestino e que irão contar suas histórias vividas pelos palcos do Brasil.

 

Na estreia do projeto, dia 17 de junho, Edson Duarte. Autor de mais de 300 composições, traz no braço 25 discos com canções suas. Edson tem ainda um repertório com mais de 1000 pérolas coletadas nos bons tempos de boemia no Rio de Janeiro, onde era presença constante nas “rodas” de forró.  Amigo dos Reis do Baião, Luiz Gonzaga, e do Coco, Jackson do Pandeiro, Edson comemora, em 2015, 40 anos de carreira e na ativa, compondo e fazendo shows por todo o Brasil. O cantor, instrumentista e compositor potiguar Cláudio Rabeca, na noite de 24 de junho, divide com os presentes suas vivências com os costumes sertanejos. Cláudio gravou, em 2009, “Luz do Baião”, trabalho autoral com nítida influência no forró dos anos 1950 e 1960.

 

Após uma breve pausa, o Nordeste na Vitrola retorna, na noite do dia 22 de julho, com a participação de Anastácia. Cantora, compositora e atriz, Anastácia iniciou sua carreira em 1954 e já acumula em sua discografia 50 LPs e CDs, trajetória que a rendeu o título de “A Rainha do Forró”. Encerrando o Nordeste na Vitrola, o convidado para abrir a noite é Marcos Farias, filho de Marinês, referência na música nordestina, e Abdias Farias, músico e produtor pioneiro que esteve à frente da CBS Discos por 28 anos. Marcos é músico profissional há 35 anos, e traz na bagagem a direção e produção musical, e a participação em diversos shows e gravações de grandes artistas nacionais, bem como a composição de trilhas sonoras de filmes e novelas.

 

Além de receber os visitantes com música de qualidade, o CCBB vai decorar a sua Praça, com temas juninos, preparar uma área de alimentação, com Food Tucks, e já convidou três tradicionais revendedores de vinis antigos para expor e vender.

 

Idealizador do Forró de Vitrola, que está na sua 68º Edição, Cacai Nunes, curador do projeto diz: “O objetivo do Nordeste na Vitrola é estimular o interesse, o respeito e a admiração do público pela música nordestina e pelo vasto gênero musical do Forró”. E é ele quem vai comandar as pick-ups, logo em seguida dos Bate-Papos, tocando, do seu acervo de vinis, Baião, Forró, Xaxado, Xote, Rojão, Mazurca e Rancheira. O Forró de Vitrola, de Cacai Nunes, pode ser acompanhado em facebook.com/forrodevitrola.

 

Como pesquisador da música brasileira, Cacai Nunes realizou, em 2010, o projeto Um Brasil de Viola, no qual registou a vivência de viola em nove Estados do Brasil. Fruto da Bolsa da Funarte de Produção Crítica, parte deste material, objeto de sua pesquisa, está disponível em áudio e vídeo no site acervoorigens.com. Acervo que lhe rendeu um convite da Rádio Nacional FM (96,1 mhz), para apresentar programa de mesmo nome do site, que vai ao ar todos os sábados, às 19h.

 

Cacai Nunes também é tocador de viola caipira. Com dois discos lançados: “O Avesso”, de 2006, e “Casa do Chapéu”, de 2013, já se apresentou nos EUA, Argélia, Mali, Espanha, França, Suíça, Holanda, Colômbia, Chile e, claro, por algumas cidades brasileiras. Sua habilidade com as cordas da viola brasileira, já criou raízes também em trilhas para cinema e vídeos institucionais.

 

Programação:

​- ​17 de junho – Quarta-feira

20h – Bate-papo com Edson Duarte, mediado pelo jornalista Rosualdo Rodrigues.

21h – Baile do Forró de Vitrola com o DJ Cacai Nunes

​- ​24 de junho – Quarta-feira

20h – Bate-papo com Cláudio Rabeca, mediado pelo jornalista Rosualdo Rodrigues.

21h – Baile do Forró de Vitrola com o DJ Cacai Nunes

​- ​22 de julho – Quarta-feira

20h – Bate-papo com Anastácia, mediado pelo jornalista Rosualdo Rodrigues.

21h – Baile do Forró de Vitrola com o DJ Cacai Nunes

​- ​29 de julho – Quarta-feira

20h – Bate-papo com Marcos Farias, mediado pelo jornalista Rosualdo Rodrigues.

21h – Baile do Forró de Vitrola com o DJ Cacai Nunes

 

Dica:

​Nordeste na Vitrola​

​Dias 17 e 24 de junho, e 22 e 29 de julho​, quartas-feiras​, s​​empre às 20h

Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília – Praça Central

Entrada​ franca

Classificação indicativa: Livre

​Mais informações: 3108-7600

 

Fonte: Dicas da Capital

Categoria: Fique de Olho
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LEON FERRARI – RESISTÊNCIAS E TRANSGRESSÕES

A Embaixada da Argentina traz ao CCBB a coleção do acervo do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo com 52 obras de León Ferrari. León Ferrari talvez tenha sido um dos artistas que, nas últimas décadas, na Argentina (seu país de origem) e no Brasil (onde viveu por anos), melhor herdou o espírito combativo e resistente das vanguardas do último século. Seus trabalhos investem contra as diversas formas de repressão à liberdade, além de posicionar-se, de maneira crítica e irônica, frente a alienação da sociedade contemporânea. Não fique de fora dessa, confira!

 

 

Qual dia?

13 de maio a 13 de julho

 

Qual o horário?

De quarta a segunda, das 9h às 21h.

 

Onde vai ser?

CCBB Brasília

 

Quais as atrações?

Leon Ferrari – Resistências e Transgressões

 

Qual o valor do ingresso?

 

Entrada franca

*Valores sujeito a alterações sem aviso prévio.

Onde está vendendo?

**

Mais informações:

Telefone: (61) 3108-7600

 

Fonte: Sou Brasília

Categoria: Cult
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ARTES VISUAIS:CHÃO DE FLORES

09.05 a 29.06

 

HORÁRIO: de 9h às 21h

INGRESSO: Entrada franca

 

SAIBA MAIS

A mostra revela a arquitetura das moradias no entorno da capital federal, visando evidenciar, dessa forma, as cores e a criatividade dos moradores que usam como referêcias a sua terra natal e modismos dos materiais de construção ou reaproveitamento dos mesmos.

 

A seleção conta com 56 fotos que retratam a convivência da estética popular com o concreto e os traços modernos que constroem a cidade.

 

No dia 30 de maio haverá a projeção online de fotos e encontro de food trucks.

 

Paralelo à exposição, serão realizados workshops onde, Zuleika de Souza ensinará a fotografar arquitetura e ambientes com uso de aparelhos celulares.

 

>> Workshops de fotografia com celular

 

Dia 16 de maio, sábado – das 11h às 13h e das 15h às 17h

Dia 30 de maio, sábado –  das 15h às 17h

 

Classificação: 16 anos

Capacidade máxima: 30 pessoas

Inscrições gratuitas: oficina.chaodeflores@gmail.com

 

Fonte: CCBB DF

Categoria: Cult
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ARTES VISUAIS YAYOI KUSAMA – OBSESSÃO INFINITA

Em seu último mês em Brasília, a mostra que já atraiu mais de 60 mil pessoas traça a trajetória de Yayoi Kusama do privado ao público.

 

 

Obsessão Infinita é a primeira exposição apresentada no país que expressa uma pesquisa profunda sobre o trabalho de Kusama, uma das artistas mais originais e inventivas do Japão contemporâneo. Da pintura à performance, do ateliê às ruas, desde 1977 a artista vive voluntariamente em uma instituição psiquiátrica. O caráter psicológico singular e pronunciado de seu trabalho sempre foi combinado com uma generosa dose de reinvenção e inovação formal, produzindo peças que fizeram dela, com justiça, a artista viva mais celebrada do Japão.

 

HORÁRIO: de 9h às 21h
INGRESSO: Entrada franca

 

Fonte: CCBB DF

Categoria: Cult
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KANDINSKY NO CCBB

A exposição “Kandinsky: tudo começa num ponto” chega ao CCBB Brasília. A temporada vai de 12 de Novembro de 2014 a 12 de Janeiro de 2015. Vale a pena conferir!

 

 

Data: 12 de Novembro de 2014 a 12 de Janeiro de 2015

Hora: 9h às 21h

Local: CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil Brasília – Setor de Clubes Sul, Trecho 2, Lote 22, Brasília

 

Sobre a exposição Kandinsky: tudo começa num ponto

 

A trajetória e as ideias do artista russo Wassily Kandinsky, criador do abstracionismo, serão mostradas pela primeira vez na América Latina. A exposição, que conta com aproximadamente 72 obras, irá provocar o público a conhecer a vida do pintor e experimentar um mergulho nas raízes de seus pensamentos por meio de textos, sons e imagens.

 

Como forma de aprofundar esta experiência, haverá uma sala de imersão sensorial interativa, onde o público poderá vivenciar os conceitos desenvolvidos por Kandinsky.

 

“Kandinsky: tudo começa num ponto” percorrerá todos os CCBBs, com uma média de dois meses de duração em cada um deles. A abertura nacional acontecerá no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília. Depois, em 27 de janeiro de 2015, a exposição acontece no Rio de Janeiro; em 18 de abril, em Belo Horizonte; e em 21 de julho, em São Paulo.

 


A TRAJETÓRIA

 

A proposta curatorial, de Evgenia Petrova e Joseph Kiblitsky, organiza a exposição em cinco blocos, que vão ajudar os visitantes a conhecer não só as principais obras de Kandinsky, mas também suas influências e o relacionamento com outros artistas. Trata-se de um mergulho no mundo que cercou e influenciou o artista. Os blocos são:

 

  • Kandinsky e as raízes de sua obra em relação com a cultura popular e o folclore russo
  • Kandinsky e o universo espiritual do xamanismo no Norte da Rússia
  • Kandinsky na Alemanha e as experiências no grupo Der Blaue Reiter, vida em Murnau
  • Diálogo entre música e pintura: a amizade entre Kandinsky e Schonberg
  • Caminhos abertos pela abstração: Kandinsky e seus contemporâneos

 

“A maior parte da exposição, apresentada ao público brasileiro, é dedicada justamente aos pormenores que explicam e completam o nosso conhecimento sobre Kandinsky”, afirma Evgenia Petrova. No detalhado catálogo da exposição, com 180 páginas sobre a mostra, ela diz:

 

“Ao selecionarmos obras para essa exposição, seguimos a biografia do artista até sua partida definitiva da Rússia, em 1922, e recorremos a suas memórias (“Degraus”), artigos e catálogos das exposições organizadas durante a vida do pintor, especialmente “O Cavaleiro Azul” e o “Salão de Izdebsky”. Como isso nos ajuda a entender Kandinsky? A nosso ver, o contexto em meio ao qual Kandinsky se formava como artista plástico é um fator muito importante.”

 

O diretor geral da exposição, Rodolfo de Athayde, acredita que “entender esse gênio criativo implica também entender a sensibilidade que marca a arte desde o início do século XX. Esta exposição apresenta o prólogo dessa história enriquecida que é a arte moderna e contemporânea: o modo em que se forjou a passagem para a abstração, os recursos a partir dos quais a figuração deixou de ser a única via possível para representar os estados mais vitais do ser humano e, finalmente, o novo caminho desbravado a partir dessa ruptura”.

 

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Ingressos


Entrada franca

*Valores sujeitos a alteração sem aviso prévio.

 

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Mais Informações


Telefone: CCBB: (61) 3108-7600

Classificação: Não informado

 

Fonte: DeBoa Brasília

Categoria: Cult
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EXPOSIÇÃO REÚNE IMAGENS DE EXPEDIÇÃO DE SEBASTIÃO SALGADO A DESERTOS E MONTANHAS

A mostra "Gênesis" está aberta para visitação de quarta a segunda, das 9h às 21h, até 20 de outubro

EXPEDIÇÃO

 

Fotos feitas por Sebastião Salgado estarão expostas no Centro Cultural Banco do Brasil (SCES, Tc. 2, Cj. 22; 3108-7600). As imagens fazem parte da exposição Gênesis e ilustram a jornada do fotógrafo em uma expedição a montanhas, desertos e oceanos que ainda não sofreram alterações por parte do homem. A mostra está aberta para visitação de quarta a segunda, das 9h às 21h, até 20 de outubro. Entrada franca. Classificação indicativa livre.

 

Sebastião Salgado retrata locais que ainda não sofreram alterações por parte do homem

 

BATIDA ELETRÔNICA

 

O DJ norte-americano Steve Aoki é a principal atração da Fusion Stage, que ocorre na sexta-feira, às 22h, no Estádio Nacional Mané Garrincha (Eixo Monumental). Pursuit of Happiness, Boneless e Livin’ my Love estão entre as músicas de sucesso do DJ que, divide o palco com os DJs Marcelo Cic, FTampa, Repow, Raff e Raul Mendes. Os ingressos da festa custam R$ 90 (homem) e R$ 60 (mulher). Valores de meia-entrada. Não recomendado para menores de 18 anos.

 

MÚSICA DE GRAÇA

 

Nando Reis, Zeca Baleiro e Móveis Coloniais de Acaju estão entre as atrações do Soul Brasília Festival. O evento reúne nomes da música nacional neste sábado, às 17h, na Praça das Fontes (Parque da Cidade Sarah Kubitschek). Além dos shows, o festival terá espaço para apresentações teatrais e exposições fotográficas. Entrada franca. Classificação indicativa livre.

 

BAILE TURBINADO

 

Sábado é dia de Criolina, com edição especial: A Viagem. A festa comemorativa vai viajar por diversos ritmos, do tradicional ao contemporâneo, do regional ao urbano e do nacional ao mundano. Com DJs Pequi, Barata e Ops, entre outros, e VJ Mari Mira. Local: Clube ASCTU (SCES Tr. 2 Lt. 45/46). Informações: 81404772. Ingressos:R$ 30, até 1h, e R$ 40 após. Não recomendado para menores de 18 anos.

 

PALCOS ECLÉTICOS

 

Com texto de Nelson Rodrigues, a peça Perdoa-me por me traíres , dos Novos Candangos, leva os personagens para um universo onírico. Sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 20h, no Teatro Goldoni (Casa D’Itália, 208/209 Sul). Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia). Não recomendado para menores de 16 anos. A saga de um menino nascido no sertão nordestino e vendido para uma senhora da capital pode ser conferida no espetáculo Insônia Tropical. Sábado e domingo, às 19h30; no Teatro Conchita de Moraes (Faculdade Dulcina de Moraes, SDS Bl. C, Ed. Conic). Ingressos: R$ 10. Não recomendado para menores de 16 anos. A comédia fica por conta de Como não arruinar o seu relacionamento, com a história de um casal que está junto há 12 anos e ainda não se casou. Sábado, às 21h, e domingo, às 20h, no Teatro dos Bancários (314/315 Sul, Bl. A). Ingressos: R$ 50 e R$ 25 (meia). Não recomendado para menores de 14 anos.

 

Fonte: Divirtasemais

Categoria: Cult
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