EMBAIXADOR DE ISRAEL ABRE O SEMESTRE LETIVO DOS CURSOS DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS E CIÊNCIA POLÍTICA

“Foi um encontro de diálogo e aprendizado” declara Sr. Rafael Eldad

Por Fabiane Mourão e Luíza Aragão

 

Com o auditório lotado, os alunos de Relações Internacionais e Ciência Política receberam no dia (9) o embaixador de Israel, Sr. Rafael Eldad, para uma aula magna de abertura dos cursos.  O assunto abortado pelo embaixador foi “Israel e suas questões diplomáticas”.

 

 

Durante a palestra, o embaixador de Israel falou sobre como vemos as questões do oriente médio,  os conflitos  de Israel com os países árabes e como tudo está passando no mundo.

 

O objetivo da aula, organizada pelas Coordenações de Relações Internacionais e Ciência Polícia, foi possibilitar  aos alunos, um momento de reflexão sobre questões da política interna e externa de Israel e suas implicações no mundo.

 

Para o Sr. Rafael Eldad, “é um prazer estar no UDF, encontrar os alunos do curso de Relações Internacionais  e Ciência Política e  falar um pouco sobre o Oriente Médio, que está todos os dias na mídia, na atualidade e inclui tanto a cena internacional no mundo”.

 

Na oportunidade os alunos puderam promover uma reflexão sobre o desempenho e atuação do profissional da área ao associar os conhecimentos teóricos com a prática vivenciada.

 

A palestra aconteceu no Auditório do Edifício Sede da Instituição.

 

Confira as fotos da palestra aqui

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CPI DAS PIZZAS?

O aluno do sexto semestre de Ciência Política, Enrico Monteiro Ribeiro, apresenta o artigo “CPI das pizzas”. O estudante esclarece pontos do famoso bordão utilizado na política das CPIs: “Acabar em pizza”.

 

Para todos os outros que tiverem interesse em participar, e ter seu material publicado em nosso Blog, enviem-nos um email com seus dados e artigo em anexo. Participe!

 

CPI das Pizzas?

 

Nos últimos dias a mídia deu grande destaque à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários de vários ramos. Mas, na verdade, o que mais se tem ouvido é que essa CPI, assim como outras, acabará em pizza. Será que é verdade? O que é acabar em pizza?

 

Na política há diversos fatores que influenciam a conduta do parlamentar, como a ética moral. A quebra desses preceitos deveria, em alguns casos, dar em cadeia. Contudo, será que somente existe essa penalidade? A visão normativa que o único instrumento de penalidade de um parlamentar, assim como de qualquer cidadão, seria as sanções previstas no nosso ordenamento jurídico é, de certa maneira, incompleta e perigosa. Por mais que o primeiro instinto seja apenas olhar para as nossas leis e suas aplicações, a política se molda em diversos outros fatores que o Direito não é capaz de explicar.

 

Se analisarmos a última grande CPI, a do Mensalão, onde se fala que acabou em uma grande pizza veremos que isso não é totalmente verídico. Por mais que ainda não se tenha condenado nenhum suspeito, não se pode falar em pizza. Vale ressaltar que a CPI tem como única finalidade investigar (afinal é uma Comissão Parlamentar de Inquérito), e não julgar e condenar quem quer que seja. Esse é o papel do nosso judiciário.

 

Vamos à CPI do Mensalão. Na ocasião, diversos parlamentares foram denunciados por fazerem parte de um esquema de propina e caixa 2 para as suas campanhas. O caso foi tão grandioso que até mesmo o Presidente da República chegou a ter seu nome envolvido e sua reputação abalada. Mesmo não tendo ninguém condenado, José Dirceu, um dos principais políticos com projeção nacional, que era o candidato natural a suceder o então presidente Lula, nome forte dentro do seu partido, hoje está “politicamente morto”. O que na política significaria dizer, que dificilmente ele conseguiria se eleger para algum cargo eletivo. Isso para qualquer político é maior que qualquer sanção judicial, já que o maior princípio da política é como diria Maquiavel, a conquista e a manutenção do poder.

 

Na mesma ocasião, diversos outros políticos de renome, presidentes de partidos importantes e grandes, figuras imponentes e de grande prestígio tiveram o mesmo destino, a cova política.

 

Hoje, nos deparamos com a nova CPI e já se espera a nova pizza. Mas será?

 

Um dos senadores mais importantes do Senado Federal, um dos parlamentares mais influentes do Congresso Nacional, o chamado “paladino da moralidade” e cogitado para concorrer a Presidência da República, esse mesmo homem, hoje se vê deparado com sua imagem abalada, sua influência baixa e com altíssimas chances de perder seu mandato. Ele está fadado à cova da política, e se ver jogado ao ostracismo político, sem chances de reaver qualquer cargo eletivo e manter o seu poder e influência. Por mais que haja, e deva haver caso culpado, sanções judiciais contra ele, sua maior sanção é não ter mais perspectivas de se manter na política.

 

Vale lembrar que esta CPI não investiga somente o senador, provavelmente apenas mais um no esquema, mas também diversos empresários, políticos e empresas de grande porte. Com o avançar das investigações, diversos outros atores políticos, como os governadores dos estados, poderão perder seu prestígio, influência e até poder, tendo mesmo fim do senador.

 

Isso valeria pensar: será que pizza só significa sanção judicial? Será que pizza só significaria julgar e condenar alguém porque a mídia o coloca como culpado, mesmo antes de um julgamento justo?

 

Não é dessa forma que a política se faz e se molda, e nem deveria. A política se faz em um jogo onde qualquer movimento errado te tira, definitivamente, da partida. Essa, sem sobra de dúvidas, é a principal sanção que um jogador poderia sofrer.

 

Enrico Monteiro Ribeiro

6º semestre – Ciência Política

UDF Centro Universitário

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A REFORMA DO SISTEMA POLÍTICO BRASILEIRO

O aluno do 6º semestre de Ciência Política, Márcio Aguiar, também escreveu um artigo para publicarmos em nosso Blog. No texto, o estudante expõe sua opinião a respeito do Sistema Político Brasileiro. Confira!

 

Para todos os outros que tiverem interesse em participar, e ter seu material publicado em nosso Blog, enviem-nos um email com seus dados e artigo em anexo. Participe!

 

A Reforma do Sistema Político Brasileiro

 

A reforma política discute entre outras coisas a adoção de um novo sistema de contagens de votos, e neste sentido seja qual for o Sistema Eleitoral sempre vai existir algum problema. Saímos de um sistema nos anos 30 e com a Constituição de 1934 estabeleceu-se um novo sistema que institucionalizou a reforma da organização político-social brasileira. Este sistema garante até os dias de hoje a estabilidade e o equilíbrio entre os poderes, tão importante para a consolidação da Democracia Brasileira. Agora, com a reforma corre-se o risco de termos um retrocesso ao invés de avanço!

 

Penso que o que tem de ser trabalhado na cabeça do eleitor é como realmente este sistema atual funciona, qual é o verdadeiro valor de seu voto, para onde vai o voto depois de confirmado na urna eletrônica. Explicar como funciona aquela equação básica do Quociente Partidário e Quociente Eleitoral, ou seja, o eleitor vota na pessoa, mas seu voto conta primeiro para o partido para se obter o número de cadeiras a qual o partido tem direito, depois é que se elege o mais votado neste sistema de lista aberta.

 

Não sou contra a reforma política, pelo contrário. Acho que temos que avançar mesmo e modernizar nosso sistema. Porém temos que ter cuidado para não criarmos um problema ainda maior. Por exemplo, se adotarmos o sistema distrital ou o de lista fechada, pense no tempo que se levaria para explicar para o eleitor como isso funciona, ou seja, novamente teríamos de passar por um processo de mudança na cultura política brasileira e isso não se dá de um dia para o outro. Leva muito tempo!

 

Alguns estudiosos de sistemas políticos como os americanos, espanhóis e alemães acham o nosso sistema atual o melhor que existe, agora será que ele funcionaria em algum destes países? Então porque achamos que ao adotarmos um sistema parecido com o europeu ou o americano este funcionaria no Brasil?

 

Agora, para o debate na Comissão de Reforma Política gostaria de ver o Sistema Distrital Misto. Penso que este seria o mais aceitável para o Brasil. Já o Sistema DISTRITÃO como está sendo chamado, nem deveria ser mencionado na Comissão. Até acho que este Sistema seria o de mais fácil entendimento por parte do eleitorado brasileiro. Mas por outro lado, também facilitaria o surgimento de pequenas oligarquias. Ora, esta ideia do Michel Temer e de seu partido é óbvia. O PMDB é um partido que possui Diretórios em todos os municípios do Brasil, então ele (Temer) seria o maior beneficiado do tal Sistema Distritão numa eventual eleição em 2014.

 

Uma crítica a este sistema: Candidatos de pequenas cidades não teriam chances nenhuma de serem eleitos, pois os candidatos das capitais com maiores recursos econômicos fariam campanha no Estado inteiro e desta forma arrecadariam maior quantidade de votos. Bem, é como disse: Seja qual for o Sistema Eleitoral sempre vai existir algum problema, nunca estaremos totalmente satisfeitos.

 

Márcio Aguiar Gomes

Aluno de Ciência Política – 6º Semestre

 


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A POLÍTICA EM BRASÍLIA

Artigo feito pelo aluno Jorge Mizael

Pela primeira vez no Blog UDF, publicamos um post escrito por um aluno.

 

O estudante do 6º semestre de Ciência Política do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), Jorge Mizael, escreveu para o Blog UDF um artigo onde expressa sua opinião sobre o assunto: “A política em Brasília”, que diz que devemos nos conscientizar na hora de votar.

 

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BRASÍLIA CAPITAL DA CORRUPÇÃO

 

É impressionante ver a quantidade de informações vinculando Brasília à corrupção e os brasilienses aos corruptos. Sabemos que muito disso se deve ao fato de Brasília ser o centro político do Brasil e, por esse motivo, ter que abrigar parte da classe política nacional, que vem sendo bombardeada por escândalos recentes. Mas se considerarmos que todos os políticos são corruptos, o que é um completo absurdo, ainda assim a contribuição e a ligação de Brasília com a corrupção é consideravelmente pequena.

 

No Congresso Nacional contamos com 594 parlamentares, entre deputados federais e senadores da República, desse número os brasilienses elegeram, direta ou indiretamente, oito deputados e três senadores, o que significa dizer que apenas 1,85% dos parlamentares da esfera federal são de responsabilidade dos brasilienses.

 

Ademais, existem dois questionamentos cabíveis: de quem é o real interesse em ligar a Capital Federal aos escândalos de corrupção e qual é o reflexo desse tipo de informação nas camadas mais baixas da sociedade? Com relação ao primeiro questionamento, ainda não temos os subsídios necessários para uma conclusão. Mas em relação ao segundo, o que identificamos é um afastamento evidente desse eleitorado com o seu representante e com todas as outras coisas ligadas à política.

 

Diferente do que sugere o título do texto, Brasília é o local de trabalho – ou deveria ser – dos políticos eleitos em todos os estados da Federação, inclusive todos os corruptos eleitos sem participação dos brasilienses. Ou seja, Brasília carrega o peso dos brasileiros escolherem mal os seus representantes, não saberem votar, não fiscalizar o mandato dos seus escolhidos e o pior, não entenderem a amplitude da palavra democracia.

 

Em tela, podemos concluir que Brasília apenas cumpre a sua ingrata missão, de Capital Federal, de compilar parte dos corruptos eleitos Brasil a fora, sendo mera expectadora dos atos ilícitos aqui realizados e/ou costurados. A Capital, assim como o Parlamento, é um simples reflexo do Brasil mal informado, que elege sempre os mesmos corruptos e passa quatro anos reclamando da sujeira que é a política. Mas lembrem-se eles foram eleitos por vocês.

 

Atenção Brasil, esse ano temos eleições não jogue em mim a culpa pelo mau uso do seu voto.

 

Jorge Mizael

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