INADIMPLÊNCIA DO CONSUMIDOR SOBE NO INÍCIO DO 2š SEMESTRE, DIZ SERASA

Na comparação com julho do ano passado, alta foi de 19,4%.

A inadimplência do consumidor aumentou em julho, segundo aponta a Serasa Experian. Frente ao mês anterior, a alta foi de 0,6% e na comparação com julho do ano passado, de 19,4%. No acumulado do ano até julho, na comparação com o mesmo período do ano anterior, o índice também subiu 16,8%.

 

 

A inadimplência não bancária (feita com cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.) foi a responsável pela alta do indicador, com aumento de 3,5%.

 

O avanço do índice mensal não foi maior ainda porque as dívidas com os bancos apresentaram queda de 2,2%.

 

O valor médio das dívidas não bancárias cresceu 10,0% de janeiro a julho de 2015, na comparação com o mesmo período de 2014. O valor médio dos cheques sem fundos e da inadimplência com os bancos também cresceu 10,4% e 0,9%, respectivamente. Já o valor médio dos títulos protestados registrou queda de 1,9%.

 

Na avaliação dos economistas da Serasa Experian, o desemprego crescente bem como a inflação e os juros altos têm prejudicado a saúde financeira do consumidor, dificultando-o a manter os seus pagamentos em dia.

 

Fonte: G1

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TENTATIVAS DE FRAUDES CONTRA O CONSUMIDOR CRESCEM 7,1% EM OUTUBRO

As tentativas de fraudes contra o consumidor brasileiro ficaram em 188.626 em outubro, uma alta de 7,1% em relação a setembro, aponta a empresa de consultoria Serasa Experian. Na comparação com outubro de 2013, houve queda de 15,8%. O acumulado do ano apresenta queda de 6,5%, em relação ao mesmo período em 2013.

 

 

As tentativas de fraudes são roubos de identidade, em que os dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios ou a obtenção de crédito com a intenção de não honrar os pagamentos.

 

A telefonia foi o setor que respondeu pela maior parcela de tentativas de fraudes, com 68.584 ocorrências, o equivalente a 36,4% do total. O setor de serviços, que inclui construtoras, imobiliárias, seguradoras e serviços em geral, teve 59.976 registros, ou 31,8% do total. O setor bancário foi o terceiro do ranking com 42.997 tentativas, 22,8% do total. O segmento varejo teve 13.725 tentativas, ou seja, 7,3% das investidas contra o consumidor.

 

Economistas da Serasa dizem que o crescimento das investidas em outubro foi reflexo da data comemorativa do Dia das Crianças, que aumenta a circulação dos consumidores no mercado.

 

Fonte: Agência Brasil

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CONSUMIDORES SOFREM NA HORA DE USAR O SERVIÇO DE GARANTIA DE PRODUTOS

O pós-venda dá mais dores de cabeça do que soluções para os problemas apresentados em mercadorias ou serviços.

O pós-vendas tornou-se um dos pontos mais delicados nas relações de consumo no Brasil. As lojas têm dificuldades de oferecer estrutura para atender a demanda de clientes que enfrentam problemas com o produto ou serviço contratado. Um dos exemplos dessa inabilidade dos fornecedores é o não cumprimento da garantia. Os clientes não sabem como são contados os prazos, a loja geralmente transfere o problema para o fabricante ou, então, o consumidor sequer entende que está pagando a mais por uma garantia.

 

De janeiro a agosto deste ano, o Procon do Distrito Federal registrou 5.467 queixas de consumidores com problemas relacionados à garantia. A quantidade corresponde a 6,8% de toda a demanda que o órgão recebeu no período. São casos como o da prestadora de serviços Telma Maria da Silva Menezes, 37 anos. Ela comprou uma câmera fotográfica, em agosto de 2013 e, em maio deste ano, o zoom da lente travou e a máquina parou de fotografar. “Como estava na garantia, procurei o Fujioka, loja em que comprei a máquina, mas a atendente me deu um endereço de uma autorizada que não existia em Brasília”, lembra.

 

Ao voltar à loja, Telma soube que não havia mais assistência técnica da garantia em Brasília. “A vendedora mandou que eu fosse pesquisar no site. Descobri que só tinha assistência em São Paulo. Liguei para a assistência e mandei a câmera para lá, paguei interurbano e frete”, conta. Passados 30 dias do envio da câmera para São Paulo, Telma ainda não tinha recebido notícias sobre o conserto do equipamento. “Comecei a ficar preocupada e resolvi, então, que eu queria uma máquina nova ou meu dinheiro de volta. Para isso, precisei ir ao Procon”, conta. “O engraçado é que três dias depois, a máquina apareceu lá em casa consertada. Eu não queria recebê-la, mas como não estava em minha residência, outra pessoa acabou aceitando o pacote”, complementa. Por fim, Telma conseguiu com a assistência técnica mais seis meses de garantia.

 

Fonte: CorreioBraziliense

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CONSUMIDOR DIMINUI BUSCA POR CRÉDITO EM 3,2% NO 1š TRIMESTRE, APONTA SERASA

Em março, a demanda foi 7,5% inferior que a registrada no mesmo mês de 2013. Já na comparação com fevereiro último houve elevação

Os consumidores reduziram a procura por crédito em 3,2%, no primeiro trimestre deste ano sobre o mesmo período do ano passado, segundo mostra do Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito. Em março, a demanda foi 7,5% inferior que a registrada no mesmo mês de 2013. Já na comparação com fevereiro último houve elevação (1,9%).

 

“As taxas de juros em elevação e o menor grau de confiança dos consumidores, em comparação ao mesmo momento do ano passado, pesaram negativamente” justificaram, por meio de nota, os economistas da Serasa Experian.

Houve recuos entre todas as classes econômicas e a maior queda foi verificada entre os consumidores de baixa renda com ganhos de até R$ 500 por mês (-7,6%). Na faixa entre R$ 5 mil e R$ 10 mil a procura caiu 6,8% e entre os que recebem acima de R$ 10.000 mensais a demanda diminuiu 7%. Nas faixas entre R$ 500 e R$ 1.000 ocorreu redução de 3,1%. Também caiu a demanda por crédito de trabalhadores com renda entre R$ 1 mil e R$ 2 mil mensais (-1,4%) e entre R$ 2 mil e R$ 5 mil (-4,4%).

De janeiro a março, a Região Centro-Oeste foi a que registrou a maior queda (-7,8%); seguida pelas regiões Sudeste (-4,1%); Norte (-2,7%); Sul, (-1,4%) e Nordeste (-0,3%).

 

Fonte: Correio Braziliense

 

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PÁSCOA NÃO DEVE SER SALGADA NO DF

Comerciantes pretendem manter preços do ano passado. É o que revela uma pesquisa da Federação do Comércio

Mais da metade dos comerciantes do Distrito Federal não irão aumentar os preços dos ovos de páscoa. A informação faz parte de uma pesquisa da Federação do Comércio do DF divulgada hoje (31). Segundo o levantamento, 60,5% dos empresários brasilienses manterão o mesmo preço praticado em 2013. O estudo ouviu 147 empresários de estabelecimentos de rua e de shoppings, de seis segmentos distintos: supermercados, chocolaterias, floriculturas, lojas de brinquedos, perfumaria e loja de variedades. Com preços mais atrativos e com promoções, os comerciantes esperam vender 11,12% a mais do que no ano passado.

 

Para o presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, a escolha dos empresários em mater os preços é vista como um estímulo para o consumo de chocolate nesta época do ano. “Além desta medida, muitos investirão em ações dirigidas para o público infantil para tentar conquistar os consumidores”, revela.

 

O segmento de chocolaterias pela tradição dos ovos de chocolate é o mais otimista, com expectativa de aumento nas vendas de 21,07%; seguido por: supermercados/hipermercados (11,54%), loja de variedades (15,43%), loja de brinquedos (10,95%), perfumaria (6%) e floricultura (0,17%). Para tentar atender a demanda do período, os comerciantes ampliaram os seus estoques em 7,43% na comparação com 2013.

 

Os comerciantes que pretendem aumentar o valor dos produtos (38,8%) estimam uma alta de 4,20% nos negócios. O aumento da matéria prima e o efeito sazonal do período são os principais motivos para a expectativa de crescimento. O preço médio do ovo de páscoa foi estimado em R$ 40,51. Apenas 17,7% das empresas entrevistadas declararam que realizarão contratações temporárias para a Páscoa. Segundo a pesquisa, 51% dos lojistas adotarão novidades para impulsionar as vendas. Investimentos em propagandas e visibilidade da loja concentrarão 68% das estratégias. O levantamento foi realizado entre os dias 19 e 21 de março.

 

Consumidor

Diante do clima festivo e de confraternização, o consumidor começa a se preparar para as compras de Páscoa. Entre os consumidores entrevistados, 87,5% pretendem presentear alguém. Deste universo, a maioria são mulheres, com idade entre 25 e 35 anos, renda entre R$ 724 e R$ 1.448, segundo grau completo e que residem em regiões administrativas.

 

A maioria dos entrevistados (91,3%), independente do gênero, deve comprar chocolates e trufas para comemorar a Páscoa. Outra parcela (6,1%) pretende adquirir cestas de café da manhã. O preço médio do presente pretendido pelo consumidor é de R$ 116,79. Segundo a pesquisa, 82% dos entrevistados deverão passar o feriado em sua própria casa ou na casa de parentes.

 

A forma de pagamento preferida dos consumidores, para este período, será a vista, no dinheiro (54,5%), seguido por cartões de crédito (36,6%) e cartões de débito (8,9%). Como local de compras, a preferência foi para supermercados/hipermercados (44,7%), seguido de lojas de Shoppings (23,4%). Os motivos que mais chamam a atenção dos consumidores para realizar as compras nesta data comemorativa são: promoções, preços e qualidade dos produtos.

 

Fonte: Jornal de Brasília

 

 

 

Categoria: Acontece
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CONSUMIDOR ESTÁ MAIS PESSIMISTA QUE EM 2013, MOSTRA PESQUISA DA CNI

Principais motivos para o pessimismo foram a expectativa de aumento da inflação e do desemprego

A confiança do consumidor recuou em março deste ano na comparação com o mesmo mês de 2013. No mês passado, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), divulgado nesta segunda-feira (31/3) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ficou em 108,8 pontos, 4,8% abaixo do registrado em igual período do ano passado. Na comparação com fevereiro, o indicador ficou estável. Os principais motivos para o pessimismo dos consumidores foram a expectativa de aumento da inflação e do desemprego.

 
Em março, os indicadores ficaram, respectivamente, em 95,9 pontos e 113,4 pontos pontos. De acordo com a metodologia usada na pesquisa, o consumidor está mais otimista quando o índice de confiança alcança valor mais alto. No caso dos indicadores relativos à inflação, ao desemprego, à situação financeira e a outras variáveis, números menores revelam maior percentual de respostas pessimistas. Assim, o índice da inflação caiu em relação aos 111,2 pontos de março de 2013. O indicador relativo ao desemprego também recuou, na comparação com os 113,7 pontos no ano passado.

 

Aumentou o pessimismo, também, no indicador de situação financeira do consumidor, que ficou em 107,7 contra 113,4 pontos em março de 2013. Por outro lado, cresceu o número de pessoas que pretendem gastar mais em compras de bens de maior valor. O indicador, que ficou em 115,7 pontos, aumentou tanto em relação a fevereiro, quando estava em 109,6 pontos, quanto em relação a março do ano passado, quando registrou 111,8 pontos.

 

O levantamento, feito pelo Ibope, ouviu 2002 pessoas no período de 14 a 17 de março.

 

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ANATEL AMPLIA DIREITOS DE USUÁRIOS DE TELEFONIA, INTERNET E TV PAGA

Entre os benefícios previstos estão facilidades para o cancelamento dos serviços, a pedido do cliente

O grande volume de reclamações dos consumidores contra os serviços prestados pelas empresas de telefonia levou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a regulamentar o atendimento das operadoras. O órgão regulador recebeu mais de 3,1 milhões de reclamações dos serviços de telecomunicações ano passado. Com base nesses registros, a Agência criou novas regras e as empresas terão um prazo de 120 dias para se adequarem ao Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC). A nova norma foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

 

 

As novas obrigações que constam na Resolução 632/2014 variam de acordo com o porte da empresa: as que contam com até 5 mil consumidores, as que têm entre 5 mil e 50 mil clientes, e as que possuem mais de 50 mil pessoas. A normativa define, por exemplo, limitações para o envio de mensagens publicitárias, facilidades para cancelamento do serviço, retorno da operadora ao consumidor caso a ligação do Call Center caia e define que novas promoções devem beneficiar também clientes antigos.

 

 

A partir do dia 8 de julho deste ano, quando acaba o prazo de 120 dias, já passam a valer as regras sobre rescisão automática, validade mínima de 30 dias para crédito pré-pago, critérios de contestação de cobrança (a empresa terá 30 dias para dar uma resposta, caso contrário, a prestadora deve automaticamente corrigir a fatura) e fim da cobrança de serviços antes deles serem utilizados pelos consumidores.

 

 

Fonte: Correio Braziliense

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RECLAMAÇÕES POR PROBLEMAS COM ENTREGA CRESCEM NO PAÍS

Ministério da Justiça considera problema grave; MP investiga empresas. Procon-SP recomenda desconfiar de preços muito baixos.

O analista de sistemas Wagner Borba mantém uma TV de tubo no quarto, embora tenha comprado uma “daquelas finas, de LCD ou LED” e espere o produto há mais de cinco meses. “Não consigo contato com a empresa há meses. No chat online, entro numa lista de espera de 600 pessoas e depois a conexão cai”, diz, se referindo à Neon Eletro, a empresa mais reclamada no site Reclame Aqui e alvo de investigação do Ministério Público.

 

O analista de sistemas Wagner Borba mantém a TV de tubo no quarto

porque espera há cinco meses a que comprou. (Foto: Arquivo Pessoal)

 

As queixas por demora ou não entrega de produtos comprados vêm crescendo. Segundo a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), as consultas sobre entrega, feitas aos Procons no primeiro semestre deste ano, já chegaram a 60% do total realizado no ano passado, superando 296 mil.

 

No Procon-SP, a alta das queixas sobre entrega de produtos cresceram 7% no primeiro semestre, para 15.501. Já no site Reclame Aqui, as reclamações sobre o problemas cresceram mais de 75% no mesmo período, e ultrapassaram 254 mil no primeiro semestre deste ano.

 

“Os problemas com entrega de produtos são algo grave”, diz o diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, do Ministério da Justiça, Amauri Oliva. Segundo ele, a resposta para o aumento das reclamações só pode ser dada pelas empresas. “Temos de perguntar ao mercado porque não entregam. Se o lugar é distante, o produto não tem em estoque, tem de avisar ao consumidor”, diz.

 

O foco do governo é em prevenção dos problemas, que Oliva acredita que diminuirão se os consumidores tiverem informação sobre seus direitos nas compras online. Com esse objetivo, Oliva destaca o lançamento do Decreto do Comércio Eletrônico, que não traz medidas novas, mas organiza informações sobre vendas online ao consumidor. A atuação dos órgãos relacionados ao direito do consumidor ocorre com os Procons registrando as reclamações, o Ministério Público investigando e a Senacon podendo aplicar ações coletivas.

 

Como se defender
Para evitar problemas, o Procon-SP recomenda acompanhar o pedido por meio do site da empresa e não tolerar atrasos, registrando reclamações mesmo com pequenas demoras. Receber um comprovante de compra com prazo de entrega é direito do consumidor, apontado no Decreto do Comércio Eletrônico.

 

Cuidados recomendados pelo Procon-SP

- acompanhar o pedido por meio do site da empresa, vendo o caminho que ele faz rumo à entrega

- não tolerar atrasos, registrando reclamações mesmo com pequenas demoras

- desconfiar de preços muitos baixos

- checar a reputação da loja e a quantidade de reclamações

- verificar se há endereço dos responsáveis pelo comércio online e se os canais de atendimento (chat, e-mail e telefones) funcionam

- consumidor tem direito a receber comprovante de compra com prazo de entrega

- empresa tem cinco dias para responder dúvidas, reclamações e o cancelamento do contrato

- devolução do dinheiro tem de ocorrer imediatamente ou tem de corrigi-lo

 

Se a compra não chegar na data combinada, o consumidor pode cancelar a compra porque o fornecedor descumpriu o contrato. A empresa tem cinco dias para responder dúvidas, reclamações e o cancelamento do contrato e tem de devolver o dinheiro no momento em que o cliente pede. O tempo entre o pedido de estorno e o depósito tem de ser corrigido, segundo a lei de proteção do consumidor.

 

Antes da compra, além de pesquisar os preços dos produtos, a orientação é checar a reputação e a estrutura das empresas de que se pretende comprar. O número de reclamações, por exemplo, pode ser verificado nos Procons (o de São Paulo tem uma lista de sites não recomendáveis ou em sites como o Reclame Aqui. Na página da empresa, é importante ver se há endereço dos responsáveis  pelo comércio online e se os canais de atendimento (chat, e-mail e telefones) funcionam.

 

O consumidor deve desconfiar de preços muito baixos dos encontrados em outras lojas.

 

Atrasos na entrega foram alvo de investigações do Ministério Público em pelo menos duas situações neste ano, justamente envolvendo as duas empresas com mais reclamações sobre entrega no site Reclame Aqui.

 

Investigações do MP
A Neon Eletro, uma empresa com sede em Jaú (SP), é a mais reclamada, com mais de 5 mil queixas no primeiro semestre deste ano, quase o dobro do campeão do mesmo período do ano passado, o Wal-Mart, que recebeu por volta de 2.500 manifestações no Reclame Aqui. A empresa também aparece em segundo lugar nas queixas do Procon-SP sobre o tema.

 

A Neon é investigada pelo MP em Jaú e deve ser alvo de uma ação civil pública que pedirá o bloqueio de funcionamento do site, segundo o promotor de justiça do consumidor responsável pelo caso, Luis Fernando Rosetto. “Ela apresenta desculpas para não entregar, não dá para aceitar. Se você está captando clientela e dinheiro, tem obrigação de entregar produto”, diz Rosetto.

 

O Procon-SP não registra mais reclamações contra a ampresa após receber quase 500 delas no primeiro semestre. “A gente tem orientado o consumidor a registrar boletim de ocorrência, entrar com ação judicial. Praticamente não conseguimos contato com a empresa, por isso já estamos tomando medidas coletivas. Individualmente, as possibilidades agora inexistem”, diz a assessora técnica do Procon-SP, Fatima Lemos.

 

A Neon Eletro não foi encontrada pelo G1 para comentar o assunto. Pelo site, não é possível finalizar as vendas e o chat informa estar off-line. Um e-mail enviado à empresa sobre o assunto não foi respondido.

 

Liminar
Segunda colocada no ranking de empresas com mais reclamações por atraso na entrega, a Ricardo Eletro teve as vendas pela internet suspensas até sejam entregues o produtos já comercializados e que estão com a entrega atrasada. A decisão foi por meio de uma liminar obtida pelo Ministério Público do Rio, em julho, que continua em vigor. O site, no entanto, parece estar funcionando normalmente.

 

Um dos consumidores que aguarda o produto é Marcelo Rossi Fonseca, de 55 anos, de Salvador. Desde o dia 13 de junho ele espera uma balança digital. “Fiz a reclamação no Reclame Aqui e entraram em contato dizendo para esperar até 16 de agosto. Será a última data, se não, vou pedir cancelamento. Estou totalmente insatisfeito”, diz.

 

O administrador de redes, Jonatas de Carvalho Martins, de 25 anos, espera há quase um mês por uma lavadora de alta pressão que comprou pelo site em julho e deveria ter sido entregue em sete dias em sua casa, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Segundo ele, a empresa diz que tentou entregar, mas não havia ninguém em casa, o que ele acha difícil. Na segunda tentativa, ele acompanhou o rastreamento do produto e disse que os Correios devolveram por endereço incompleto.

 

“Eles respondem os e-mails e consegui contato também via telefone, só não consegui resolver o problema. Vou cancelar o pedido. Cansei, claro, é praticamente um mês”, diz. Ele disse não ter cancelado a compra porque acha que será difícil receber o dinheiro de volta: a empresa informou que poderia demorar até 90 dias. Segundo a lei de proteção do consumidor, a devolução tem de ocorrer na hora e o atraso tem de ser corrigido.

 

Procurada pelo G1, a Ricardo Eletro diz que “os atrasos nas entregas na maior parte das vezes estão relacionados a problemas como pedido de falência da transportadora, greves e paralisações” e que vem fazendo um levantamento da situação de todos os pedidos do Rio de Janeiro para identificar eventuais falhas e solucioná-las “o quanto antes”.

 

A empresa informa que respondeu 100% das queixas registradas no Reclame Aqui e que conta com um índice de solução superior a 80% das reclamações referentes ao Rio de Janeiro, mas que o site exige que o consumidor registre a solução de sua queixa para que ela seja considerada solucionada, o que na maior parte das vezes não acontece. A empresa diz estar estruturando uma área de atendimento apenas para cuidar das queixas que chegam pelo Reclame Aqui, a fim de atender melhor seus clientes.

 

A Ricardo Eletro ainda que não foi intimada pelo Ministério Público e adotará as medidas cabíveis tão logo isso aconteça. O MP do Rio, no entanto, diz que a empresa foi notificada em 5 de agosto e que recorreu da decisão no dia 8.

 

Falta de estrutura das empresas
Segundo o Procon-SP, os problemas de entrega costumam ser resultado de falta de planejamento das empresas, que não desenvolvem bem sua estratégia logística ou prometem prazos de entrega que não têm condições de executar. Qualquer dos problemas na cadeia de entrega da empresa – ainda que se trate de uma transportadora terceirizada, por exemplo – é problema da empresa, diz Fatima.

 

Um problema que agrava as dificuldades de entrega é atendimento pós-venda ruim, deixando o consumidor perdido e atrasando a resolução do problema.

 

Os problemas ainda são grandes, mas já foram piores em relação aos últimos dois anos, diz Fatima. “Hoje vemos mais situações de problemas pontuais”, afirma.

 

Fonte: G1 (Íntegra)

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