TV tamanho P

Postado por

Regina Tavares

Mais posts
em 28/jun/2012 - 9 Comentários

As crianças perderam a vez na grade de programação da TV aberta brasileira. Há tempos algumas emissoras têm abdicado da veiculação de programas infantis para favorecer o surgimento de novos formatos em horários até então destinados ao público infanto-juvenil.

A mudança de mentalidade dos gurus da televisão nacional tem fundamento. O primeiro argumento se situa na proliferação de operadoras de canais a cabo, que diante da concorrência oferece o serviço a preços módicos para as classes menos favorecidas. Em seguida, devemos considerar a existência de diversas TVs a cabo disponíves para cada segmento do mercado. Basta zapear por alguns minutos para encontrar ao menos dez canais interessados em crianças. E, por fim, cabe destacar a existência de crianças que não se contentam somente com a TV. Demais meios de comunicação, como a internet, competem em pé de igualdade com a televisão e muitas vezes ganham a exclusividade no coração dos “baixinhos”.

Na última segunda-feira (25/06), a Rede Globo, emissora líder em audiência na rede aberta de televisão, excluiu programas infantis de sua programação de segunda a sexta. Não há um desenho animado sequer para contar a história durante a semana. A atitude coincide com o lançamento do canal Gloob, da mesma emissora, estritamente voltado ao público infantil na TV a cabo. A Rede Globo se consolidou nos anos 80 como detentora dos direitos de veiculação de um renomado cardápio de desenhos animados. No balaio estavam tramas antológicas como Thundercats, Caverna do Dragão, He-man, Mickey e Donald, Pica-pau, entre outros.

O investimento privado e internacional concedido pela organização Time-Life à Rede Globo no início de suas atividades possibilitou a aquisição de tecnologia de ponta e, consequentemente, a transmissão da melhor imagem. Daí o interesse da criançada da época em assistir aos desenhos animados da Rede Globo e não aos das concorrentes. Sem demagogia, não é exagero dizer que gerações e mais gerações passaram horas diante da TV curtindo histórias que se repetiam por décadas a fio, e com audiência cativa, o que é mais impressionante. O entretenimento em questão simboliza a consolidação da Indústria Cultural, termo cunhado pelos filósofos alemães Adorno e Horkheimer, no continente americano. Fato este que influenciaria profundamente a concepção de infância, as relações familiares, a formação escolar e a imaginação de todos nós.

Renove suas energias e inté o próximo semestre!

Monstros existem!!!

Postado por

Carlos Augusto Andrade

Mais posts
em 25/ago/2011 - 1 Comentário

Pensei que eles fizessem apenas parte do imaginário, ou dos sonhos e de histórias que se contavam para assustar crianças.

A relação hoje em dia com esses personagens fictícios é até bem estranha, pois os antigos monstros que aterrorizavam as crianças, agora fazem parte de filmes e de videogames e, parece-me que nem provaocam mais tanto medo como no passado. Independente de fazer medo ou não, sempre foram e serão fictícios.

No entanto, fiquei surpreso ao assistir programa na TV que mostrava uma verdadeira personificação desses monstros, agora em carne e osso. Cenas grotescas de pai surrando filhos, crianças acuadas, babás violetas e ataques gerais às pessoas pelos mais variados motivos quer por etnia, por sexualidade, por idade, os monstros covardes atacavam sem dó.

Entre pedidos de socorro e o para, por favor, infelizmente, apesar dos brados, nenhum super herói surgiu com seus poderes extraterrestres e ajudou essas pessoas que ali estavam sempre acuadas.

Isso mostra que a violência está bem presente no século XXI e, muitas vezes, sem nenhuma punição para os monstros impiedosos.

Fica uma pergunta: será que o ser humano não está capacitado para tomar medidas contundentes e eficazes com a finalidade de lançar esse mal para bem longe, erradicando-o da vida social?

Uma das formas para lutar contra esses abusos é demonstrar nosso repúdio e pressionar as autoridades, para que as leis sejam feitas e cumpridas.

É importante construir de forma coletiva uma harmonia nesse nosso universo real, essa força será maior do que qualquer super poder de uma pessoa individual, precisamos fazer nossa parte e tornarmo-nos super heróis do coletivo, a união é nossa arma e nem precisa ser secreta.

VOLUNTARIADO

Postado por

Renato Padovese

Mais posts
em 30/jun/2011 - 9 Comentários

Adriana busca uma criança no abrigo perto de sua casa, todo final de semana, para brincar com seus filhos. Fernando dá palestras em escolas para mostrar que a química é bela. Isidoro disponibilizou seu próprio telefone para receber reclamações da comunidade e as encaminha ao órgão competente no formato adequado. Maria José lidera um grupo de costureiras que confeccionam roupinhas de nenê, além de lençóis e fronhas, para diversas creches. Elizabeth ajuda alunos de escolas públicas a superarem suas dificuldades de escrita e leitura. Samuel reserva um tempo para capacitar futuros trabalhadores da construção civil. Estes são alguns exemplos de um verdadeiro exército da boa vontade, que se mobiliza em direção ao trabalho voluntário, sem remuneração alguma.

Mas o que leva as pessoas a realizar o trabalho voluntário? As motivações são muitas, mas a essência é uma característica universal da sociedade humana: o altruísmo. Nenhuma outra espécie que habita ou (até onde se sabe) habitou nosso planeta apresenta essa inclinação a fazer o bem ao próximo. Na verdade, a tendência para colocar os interesses alheios acima dos interesses do indivíduo é conflitante com a própria teoria darwiniana da evolução das espécies, a seleção natural, que se baseia na sobrevivência dos mais aptos, dos mais fortes.

É comum vermos pessoas que perderam entes queridos por doenças graves ou raras dedicarem-se ao auxílio dos familiares e pacientes acometidos pelos mesmos males. Multimilionários doam grande parte de suas fortunas para evitar a propagação da AIDS na África, por exemplo, e astros da música e do esporte montam suas fundações devotadas a causas nobres, desde a promoção da inclusão pela educação ao combate da prostituição infantil. Cada vez mais executivos mergulham no trabalho comunitário após a aposentadoria, ou mesmo quando estão na ativa.

Os jovens também têm procurado realizar boas ações. Pesquisas apontam que 62% dos jovens americanos buscam o trabalho voluntário para a satisfação de um ideal. No Brasil, apenas 7% optam por esta forma de ajuda, mas 54% têm interesse. O trabalho voluntário pode, inclusive, ajudar os jovens a conseguir uma colocação profissional melhor, na medida em que desenvolve habilidades que não seriam necessariamente aperfeiçoadas no estágio ou na aula e é valorizado pelas empresas na hora da contratação.

Para quem deseja se engajar em alguma causa social, a Universidade Cruzeiro do Sul criou o Programa Voluntariado. Por meio dele, os interessados podem participar como voluntário dos programas de extensão da própria universidade ou em entidades beneficentes que carecem de mão de obra. Para maiores informações, acesse o Programa de Extensão

BOLINHA DE SABÃO – TAPAPLEC TUPIM – LEMBRANÇAS

Postado por

Carlos Augusto Andrade

Mais posts
em 20/jun/2011 - 3 Comentários

As crianças e adolescentes hoje estão tão envolvidos com novidades tecnológicas que quando os convidamos para brincar, já ouvimos sem pestanejar: legal qual game vamos jogar? E não fica nisso, pois a indústria de entretenimento inova a cada dia, com a finalidade de atrair cada vez mais esse público para à frente das telas.

O sonho de todo gamer, nome dado aos fãs dos jogos interativos mediado por programas sofisticados, é ainda experimentar seu jogo predileto em um ambiente de realidade virtual. O que em pouco tempo será feito com certeza.

Não quero discutir aqui o bem ou o mal que possa fazer às crianças ficarem horas e horas envolvidas com os chamados games. A discussão aqui passa pela nostalgia das brincadeiras que já fizerem parte do universo infantil e a cada dia desaparecem esquecidas pelo tempo.

Já brinquei e brinco até hoje com games. No entanto, acredito ser fundamental recuperarmos algumas coisas que foram tão importantes para nós no processo de socialização e envolvimento infantil.

Lembro-me bem das brincadeiras de roda, a amarelinha, uma partida de xadrez ou de damas no tabuleiro montado pelos amigos.

E fazer bolinhas de sabão? Como eu brinquei com elas. Espaçonaves que voavam pelo céu, levando segredos que não poderiam ser violados. Muitas risadas, quantas explosões nesse mundo fictício criado por meio delas. Passeávamos com nelas, planando de um lugar para o outro, até o momento da desintegração desses transportes da imaginação movidos pelo fôlego humano, ou melhor, pelo fôlego infantil.

Lembrei das bolinhas de sabão, no momento em que procurava algumas músicas no youtube. De repente, lá estava ela “Bolinha de Sabão” de Orlando Ivo e Adilson Azevedo. Ouvi-la fez-me retornar a esses bons momentos da vida, como a própria letra apresenta: “sentado na calçada de canudo e canequinha, eu vi um garotinho, fazer uma bolinha, bolinha de sabão”.

Não quero construir nenhuma apologia dizendo que devemos deixar a tecnologia de lado e recuperar a qualquer custo, tão somente, as brincadeiras de interação pessoal. Jamais proporia tal coisa. No entanto, podemos fazer as duas. O que acham?

Ou seja, com meus netos quero brincar de games, mas não quero deixar de lado as brincadeiras que me fizeram tão bem na infância. Pra falar a verdade, no próximo final de semana, vou brincar com Ana Luisa e vai ser de bolinha de sabão e, se sobrar tempo, quem sabe uma partida de Super Mário World.

ASSINE O FEED RSS

Acompanhe nosso blog pelo feed

O BLOG

O objetivo central do veículo é estimular o senso crítico e o poder de reflexão de seus leitores sobre temas que transitam entre conhecimentos científico e de caráter geral.

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

TAGS