Tempos modernos: do caos à criatividade

Postado por

Regina Tavares

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em 30/abr/2012 - 12 Comentários

Provavelmente, após ter lido o post anterior sobre trabalho e empregabilidade, as opiniões se dividiram: alguns de vocês julgaram a mensagem extremamente pessimista, enquanto outros vislumbraram novas formas de alcançar um lugar ao sol no mercado de trabalho. Pasmem! O cenário é mais favorável do que parece. É na crise (ou até no caos) que novas soluções criativas emergem e provocam verdadeiras revoluções.

O físico Ilya Prigogine ganhou o prêmio Nobel ao afirmar entre outras premissas que a ordem tem sua origem no caos, na crise. E se é verdade que as relações entre ordem e caos são mais complexas do que se supõe, então o desenvolvimento da ciência, da economia e das empresas não é linear. Ora o que já não foi criado a partir de um problema? Pense em objetos, processos, soluções, cargos, serviços etc. A crise é relevante para a própria evolução da humanidade.

Tomemos como exemplo a crescente complexidade do mercado de trabalho globalizado que, apesar de destruir empregos mecânicos e repetitivos, gera novas necessidades e funções que serão atendidas por pessoas conscientes deste universo instável e inquieto. Esta é a nova economia e a palavra do momento é criatividade.

Cientistas já admitem que a intuição, a emoção e, principalmente, a criatividade acompanham a lógica e o raciocínio metódico. A partir desta nova visão de mundo, as equipes de trabalho tornaram-se mais interdisciplinares e criativas. O desenvolvimento de uma rede conceitual e interativa entre economia, engenharia, psicologia, política, comunicação, entre outras áreas pode ser muito mais útil do que cada um na sua atuando de forma isolada em prol de questões universais como o aquecimento global.

A formação acadêmica na atualidade – inclusive na Universidade Cruzeiro do Sul – deve construir um novo significado para o trabalho. A ideia é profissionalizar-se sob um propósito emancipatório, transformador e revelador, afinal, a aceitação da realidade como ela é ou a passividade diante da crise enfrentada pelo mundo indicam uma vitória do pragmatismo e devem ser questionadas em um dos espaços propícios à reflexão: a Universidade. O estudante deve refletir sobre sua condição determinante na história. O seu trabalho é, sem dúvidas, a sua missão de vida. Pense nisso e crie novos estímulos para sua atuação profissional. Inté!

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