MINISTRO MARCO AURÉLIO – 25 ANOS NO STF

Um valioso acervo que reúne documentos, fotografias, obras de arte, objetos históricos e artigos pessoais irá compor a exposição “Ministro Marco Aurélio Mello – 25 Anos no STF”, que o Supremo Tribunal Federal realiza para celebrar o jubileu de prata do magistrado naquela Corte. Dividida em quatro núcleos, a mostra será aberta na próxima quarta-feira, dia 17 de junho, às 18h, pelo presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski. A seleção exposta irá ocupar o Hall dos Bustos, no edifício principal do STF, e a galeria do Espaço Cultural Ministro Menezes Direito. Na abertura da exposição, serão lançados também um livro-homenagem e um documentário, realizado pela TV Justiça, sobre a vida e a atuação jurídica do ministro Marco Aurélio. Ele tomou posse como ministro do STF em 13 de junho de 1990.

 

Evento aberto à visitação pública que ficará em cartaz até 04 de setembro, a mostra em homenagem ao ministro Marco Aurélio reúne preciosidades que remontam aos Anos 40: as primeiras fotografias do magistrado, o registro de seu batizado, retratos da infância e lembranças como correspondências trocadas com o Papai Noel. A coletânea avança pelo tempo e chega até 2015, reunindo decisões, documentos históricos, obras de arte e objetos institucionais e pessoais que traçam um perfil do homenageado, sua trajetória como magistrado e a influência de suas decisões sobre o país.

 

Dica:​

Exposição ​”Ministro Marco Aurélio – 25 anos no STF”​

Mostra Celebra Jubileu de Prata do Magistrado na Suprema Corte

​De 17 de junho a 04 de setembro

​Local: ​Hall dos Bustos, no edifício principal do STF – Galeria do Espaço Cultural Ministro Menezes Direito

 

Fonte: Dicas da Capital

Categoria: Cult
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BRACHER – PINTURA & PERMANÊNCIA

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília(CCBB) recebe a exposição “Bracher – Pintura & Permanência”, uma retrospectiva extensa da carreira do artista plástico mineiro Carlos Bracher, ​até o dia 27 de julho. A mostra – que já esteve no CCBB de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro – segue para a galeria do Centro Cultural Usiminas, em Ipatinga (MG), após a exibição na Capital. Com curadoria de Olívio Tavares de Araújo em parceria com o próprio pintor, o público poderá conhecer mais de cem obras produzidas ao longo de quase 60 anos em atividade. Pela primeira vez, Bracher ganha uma montagem interativa, com espaço multimídia e cenografia assinada por Fernando Mello da Costa.

 

Mineiro nascido em Juiz de Fora, Carlos Bracher (74 anos e 57 de carreira) escolheu a cidade histórica de Outro Preto para morar e montar o seu ateliê. A mostra apresenta retratos (e autorretratos) – uma de suas marcas registradas – e as séries “Naturezas-Mortas e Marinhas”, “Paisagens Mineiras”, “Van Gogh”, “Siderúrgicas” e “Brasília”, fruto da estreita relação do artista com a Capital Federal desde sua fundação, além de outras obras que representam todas as fases da carreira do artista. No Rio, a exposição foi contemplada com mais 15 pinturas da série “Bracher: Tributo a Aleijadinho”, uma releitura contemporânea sobre a obra do grande mestre do Barroco realizada em 2014.

 

A exposição também revela um pouco da intimidade do artista em ambientes interativos que permitem a entrada dos visitantes: a reprodução do ateliê de Ouro Preto e do Castelinho dos Bracher, em Juiz de Fora, onde o artista passou a infância e a juventude. Os dois espaços são compostos por diversos objetos originais: móveis, desenhos, livros, fotos, discos, tintas, pincéis, cavalete, além de louças pintadas à mão produzidas pela Louçarte, extinta fábrica da família Bracher em Minas. “É uma representação fiel, que leva os visitantes ao meu olhar, vivenciando este ambiente que me levou ao mundo das artes”, comenta Bracher sobre a réplica da sala de estar do Castelinho.

 

O terceiro ambiente interativo é um espaço multimídia. Criado especialmente para a exposição, um programa de computador capta os movimentos do público e, em seguida, os reproduz em um telão branco em forma de pinceladas, que foram elaboradas a partir de vetorização de gestos e cores do próprio Bracher e gravadas previamente. O som da própria voz do artista, com textos de sua autoria, contribui para a imersão do visitante em seu universo de pintura e poesia.

 

O público ainda poderá acompanhar uma performance ao vivo do artista no dia 04 de julho, às 16h, no ateliê cenográfico instalado no CCBB. Bracher fará um retrato de uma personalidade de Brasília.  Em Belo Horizonte, o músico Lô Borges foi retratado ao vivo. Em São Paulo, o maestro Julio Medaglia e, no Rio de Janeiro, João Cândido Portinari, filho de Cândido Portinari. Os três quadros estarão expostos na montagem em Brasília.

 

“A exposição já retrata muito bem o universo artístico do meu pai, trazendo réplicas do ateliê e da casa onde ele cresceu e se inspirou; tocando as músicas que ele ouve enquanto pinta; mostrando os textos que ele escreve; entre outros elementos. Agora vamos coroar essa imersão com a participação ao vivo do artista em contato direto com o público, que poderá testemunhar o seu processo criativo”, destaca a filha e idealizadora da exposição, Larissa Bracher.

 

A responsável pelo áudio e vídeos da mostra é a jornalista e também filha, Blima Bracher, que há sete anos se dedica à pesquisa de textos e imagens, tendo assinado já dois documentários sobre Bracher: “Âncoras aos Céus”, de 2007, e “Das Letras às Estrelas: JK, de Sonhos ao Sonho de Brasília”, de 2014.

 

Quase um terço das obras que compõem a mostra “Bracher – Pintura & Permanência” foram cedidas por 20 colecionadores no Brasil, incluindo a Coleção Gilberto Chateaubriand do Museu de Arte Moderna no Rio e Museu Mariano Procópio. No CCBB de Belo Horizonte, a mostra bateu recorde de público com cerca de 120 mil visitantes durante dois meses. Na capital paulista, o CCBB registrou mais de 88 mil pessoas em pouco mais de um mês de exposição.

 

Para ampliar as possibilidades de interação do visitante com as exposições em cartaz, o Centro Cultural do Banco do Brasil desenvolve o projeto CCBB Educativo que propõe um verdadeiro mergulho na retrospectiva da carreira de Bracher, com atividades lúdicas que exploram diversas linguagens.

 

As dinâmicas propostas são planejadas para valorizar a arte como uma linguagem acessível a todos, que permite a aproximação e familiarização do público com os conteúdos apresentados.

 

Durante os finais de semana, adultos e crianças poderão participar da programação gratuita durante todo o dia. Em dias úteis, a exposição dispõe de visitas agendadas para escolas do DF ou grupos interessados em aprofundar sobre a exposição.

 

A Visita Mediada à exposição é o ponto de partida das atividades criadas pela equipe da Sapoti Projetos Culturais – responsável pelo CCBB Educativo. Para além de um simples passeio guiado pela mostra, o educador estimula os visitantes a falar sobre suas impressões e trocar experiências sobre o tema exposto.

 

Em Cantos e Contos, a atividade de contação de histórias com suporte de bonecos e música, os visitantes podem explorar o universo de contos. Em Pequenas Mãos, o público é convidado a conhecer a pintura de forma diferente, criando e recriando suas paisagens, em uma espécie de experimentação da pintura, assim como fez Bracher. O Laboratório Aberto em conjunto à atividade Livro-Vivo complementam as atividades programadas aos sábados e domingos, durante todo o período da mostra.

 

Dica:​

Exposição “Bracher – Pintura & Permanência”

​Até 27 de julho​, de​ ​q​uarta a ​s​egunda-feira​, ​das 9h às 21h​

Local: ​CCBB – ​Centro Cultural Banco do Brasil Brasília​ (​SCES, Trecho 2, Lote 22​)​

Entrada Franca

Classificação indicativa: livr​e​

 

​- ​Dia 04 de julho, às 16h  -  Pintura ao Vivo com Carlos Bracher

Entrada franca

Classificação indicativa: livre.

Retirada de senha 1 hora antes do evento

 

Fonte: Dicas da Capital

Categoria: Cult
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NARRATIVAS COTIDIANAS

No dia 28 de maio (quinta-feira), às 19h, foi aberta a exposição Narrativas Cotidianas, individual de Bruno Baptistelli, na Galeria Fayga Ostrower, no Complexo Cultural Funarte Brasília. Contemplado pelo Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2014 – Atos Visuais Funarte Brasília, o projeto estará aberto à visitação pública de 29 de maio a 12 de julho, de segunda-feira a domingo, das 9h às 21h, com entrada gratuita.

 

 

Com curadoria de Tomás Toledo, a mostra apresenta trabalhos realizados por Baptistelli, após uma viagem de pesquisa a Brasília, que investigam as relações do imaginário imagético do artista sobre a cidade. O resultado é uma exposição-instalação, articulada em diversas plataformas, como fotografia, pintura e design, que evidencia o espaço da Galeria Fayga Ostrower, a cidade de Brasília e os elementos que as constituem: arquitetura, urbanismo, contexto social e político, além de toda a história a partir de imagens relacionadas à sua construção.

 

A exposição alimenta-se do repertório do artista para confrontar o imaginário de Brasília com a experiência real de vivenciar o local. Dessa forma, abre-se espaço para criação de novas perspectivas imagéticas, que dialogam, ao mesmo tempo, com a história da iconografia da capital brasileira e com a situação atual da cidade.

 

A proposta curatorial da exposição está lastreada no acompanhamento do processo do artista e na elaboração em conjunto do projeto de exposição. Artista e curador realizaram em conjunto a viagem de pesquisa a Brasília, possibilitando uma base comum – mas ao mesmo tempo distinta, por tratar-se de duas perspectivas sobre a cidade – para o desenvolvimento da exposição.

 

Dica:​

Exposição Narrativas Cotidianas

De ​29 de maio a 12 de julho​, de ​segunda-feira a domingo, das 9h às 21h

Local: Galeria Fayga Ostrower (Complexo Cultural Funarte Brasília – Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural, entre a Torre de TV e o Centro de Convenções​).

​E​ntrada franca.

Classificação indicativa livre

​Mais i​nformações: 3322-2076 / 3322-2029 / atosvisuais@funarte.gov.br / www.funarte.gov.br

 

Fonte: Dicas da Capital

Categoria: Cult
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MÃE, AMOR SEMPRE PRESENTE

Vinte artistas plásticas da Associação Candanga de Artistas Visuais que homenageiam as mães em suas diversas situações do dia a dia na exposição “Mãe, amor sempre presente”.

 

 

Horário: segunda a sábado das 10h às 22h, domingos das 12h às 20h.

Informações:

Data – 08/05/2015 a 22/05/2015

Categoria:Artes Visuais

Endereço:Shopping Liberty Mall

Entrada:Entrada gratuita

 

Fonte: Correio Braziliense

Categoria: Cult
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ARTES VISUAIS:CHÃO DE FLORES

09.05 a 29.06

 

HORÁRIO: de 9h às 21h

INGRESSO: Entrada franca

 

SAIBA MAIS

A mostra revela a arquitetura das moradias no entorno da capital federal, visando evidenciar, dessa forma, as cores e a criatividade dos moradores que usam como referêcias a sua terra natal e modismos dos materiais de construção ou reaproveitamento dos mesmos.

 

A seleção conta com 56 fotos que retratam a convivência da estética popular com o concreto e os traços modernos que constroem a cidade.

 

No dia 30 de maio haverá a projeção online de fotos e encontro de food trucks.

 

Paralelo à exposição, serão realizados workshops onde, Zuleika de Souza ensinará a fotografar arquitetura e ambientes com uso de aparelhos celulares.

 

>> Workshops de fotografia com celular

 

Dia 16 de maio, sábado – das 11h às 13h e das 15h às 17h

Dia 30 de maio, sábado –  das 15h às 17h

 

Classificação: 16 anos

Capacidade máxima: 30 pessoas

Inscrições gratuitas: oficina.chaodeflores@gmail.com

 

Fonte: CCBB DF

Categoria: Cult
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FASE CATARSE – PEDRO DAVID

A Casa da Luz Vermelha apresenta a primeira exposição individual de Pedro David em Brasília, na quinta-feira, dia 23 de abril de 2015 às 19h, com visita guiada do fotógrafo às 20h.

 

 

Fase Catarse é uma trilogia de trabalhos em fotografia realizados entre 2008 e 2011, pelo artista Pedro David. As três séries têm em comum a interpretação do ambiente urbano próprio do artista, em um período específico de sua vida.

 

As séries versam, de maneira lírica e transformadora, sobre a questão imobiliária: a dificuldade de encontrar um lugar para se viver nos centros urbanos, a educação e a relação entre vizinhos, e o esforço de recuperação após a morte de um parente próximo, através da exploração de seu ambiente e pertences.

 

 

Cada um dos trabalhos foi realizado enquanto o autor passava pelas situações descritas, o que fez com que a fotografia passasse a ser utilizada como instrumento de catarse, que o guiou por cada uma destas situações vividas e o ajudou a entendê-las e passar por elas.

 

SERVIÇO

Fase Catarse

Mostra fotográfica de Pedro David

Inauguração: 23 de abril de 2015 às 19h e visita guiada às 20h

Visitação: Até 31 de maio de 2015

De segunda a sexta, das 10h às 19h

Domingo, das 12h às 16h

Local: A Casa da Luz Vermelha

Endereço: Clube ASBAC – SCES Trecho 2, Conjunto 31, Brasília – DF.

Telefone: (61) 3878-9100

Realização: A Casa da Luz Vermelha

Apoio: Win Light

Assessoria de Imprensa: A Casa da Luz Vermelha / galeria@acasadaluzvermelha.com

 

Fonte: Galeria Casa da Luz Vermelha

Categoria: Cult
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100 ANOS DE XILOGRAVURA – HANSEN BAHIA

Obras do artista alemão radicado baiano estarão expostas na Marcelo Henrique Lima Galeria até 18 de maio

A partir do dia 18 de abril, Brasília recebe a exposição 100 Anos de Xilogravura – Hansen Bahia. Artista alemão radicado em território baiano, Hansen dedicou sua vida e criações a retratar a terra e o povo que o acolheu e pelos quais se apaixonou. Um pequeno recorte do expressivo acervo de obras do artista estará exposto na Marcelo Henrique Lima Galeria, na Asa Norte, com curadoria de Bené Fonteles. O lançamento no dia 18 de abril começa às 17h. A visitação fica aberta até 18 de maio, com entrada franca.

 

 

Hansen é um dos principais nomes da xilogravura mundial. Nenhum outro artista retratou a Bahia, a partir da xilogravura, como ele, levando suas obras a exposições na América Latina, Estados Unidos e Europa. Chegou ao Brasil em 1950, na cidade de São Paulo, para expor e ilustrar livros. Cinco anos depois, em 1955, aportou em Salvador – como fizeram Caribé e Pierre Verger nos anos 40. O encantamento começou logo ali. Em 1959, Hansen assumiu o estado em seu sobrenome e nele tomou inspiração de todas as originais e mestiças imagens cotidianas que lhe invadiam olhos e coração.

 

É no Recôncavo Baiano, em Cachoeira e São Félix, que artista se instala e vive até seu falecimento, em 1978. Em Cachoeira, compra uma antiga casa, onde hoje funciona a Fundação Hansen Bahia, inaugurada pouco antes de sua morte. Foi professor da Escola de Belas Artes da UFBA, ilustrou livros de Jorge Amado, o expressivo e definitivo álbum inspirado no poema Navio Negreiro, de Castro Alves, a “Ópera dos três vinténs”, de Bertold Brecht, entre tantas outras. Participou das primeiras cinco Bienais de São Paulo e suas obras estão nos mais importantes museus brasileiros; no Ermitage, em São Petesburgo; e Albertina, em Viena.

 

Mais sobre Hansen

Nascido em Hamburgo em 1915, foi escultor, poeta, escritor, cineasta e pintor. Entre 1936 e 1945, serve como soldado marinheiro na Segunda Guerra Mundial. No Brasil, descobriu a ancoragem para transmutar as sombras da guerra e desenvolver sua poética expressionista. Trouxe uma arte com forte influência estética de origem europeia, dando a tudo isso a temática e o sotaque baiano. Na xilogravura expressionista consolida um meio de compreender e amar o mundo, tornando suas criações e a Bahia reconhecidas internacionalmente.

 

Site da Fundação Hansen Bahia: www.hansenbahia.com.br

 

SERVIÇO

Exposição 100 Anos de Xilogravura – Hansen Bahia

Local: Marcelo Henrique Lima Galeria – CLN 112, Bloco D, Sala 205 – Asa Norte

Abertura da exposição: sábado, 18 de abril de 2015, às 17h

Visitação: de 20 de Abril a 18 de Maio de 2015

Horário de Funcionamento: seg a sex, das 13h às 19h / sáb, das 13h às 18h

Contato: 61 3547.2820 / 9269.2602 – mhlgaleria@gmail.com

Site: www.mhlarte.com.br

 

Assessoria de Imprensa – Pareia Comunicação e Cultura

Davi Mello: 61 9147.8074  (claro)

Keyane Dias: 8575.8500 (oi)  / 61 8310.6920 (tim)

 

Fonte: Blog Pareia Comunicação

Categoria: Cult
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EXPOSIÇÃO “AS MENINAS DO QUARTO 28″

Mostra apresenta desenhos de crianças judias que viveram em Theresienstadt durante a Segunda Guerra

Depois de passar por São Paulo (MuBE), diversos países da Europa e Israel, chega a Brasília a exposição “As meninas do Quarto 28”, adaptada do livro homônimo escrito pela jornalista alemã Hannelore Brenner, lançado no Brasil pela editora LeYa.

 

 

A exposição, com comitê curatorial composto por Dodi Chansky, Karen Zolko e Roberta Sundfeld e chancelada pela ONU, retrata – por meio de desenhos feitos por meninas judias que passaram pelo Quarto 28 – o dia a dia de cerca de 50 crianças que viveram no campo de concentração de Theresinstadt, próximo à cidade de Praga, durante a Segunda Guerra Mundial.

 

Com mais de 35 desenhos e uma réplica de 18m² do quarto em que elas ficavam aprisionadas, além de painéis com detalhes históricos, a exposição foi escolhida pela União Europeia, em 2013, para a tradicional homenagem realizada anualmente no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Em 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU) também selecionou a exposição para lembrar as vítimas do genocídio cometido pelos nazistas.

 

“O quarto em escala real, mobiliado inclusive com beliches similares aos que elas dormiam, oferece aos visitantes a experiência de como foi a vida daquelas meninas. É emocionante ver desenhos tão coloridos e alegres dessas crianças, que viveram uma realidade tão difícil. A arte, realmente, tem um poder transformador”, afirma Karen Zolko, familiar de uma das meninas que habitou o Quarto 28 e representante da exposição no Brasil, junto com a amiga e sócia, Dodi Chansky.

 

Durante o período da mostra, o Programa Educativo receberá grupos que para visitas mediadas e atividades lúdicas relacionadas ao tema e à vivência da exposição. Informações e agendamentos -  9816-6070 / 3536-5806 ou agendamento@artqeduca.com.br.

 

A história

 

Há mais de meio século, entre os anos de 1942 e 1944, crianças de 12 a 14 anos moravam juntas no Quarto 28, em Theresienstadt, durante a ocupação da Checoslováquia pelos nazistas. Das 15 mil crianças do campo de concentração, apenas 93 sobreviveram. Entre estas, 15 são sobreviventes do Quarto 28.

 

Apesar da situação miserável, do racionamento de comida e do onipresente medo de ir para o “Leste” (Auschwitz-Birkenau), essas meninas puderam ter contato com professores, compositores e artistas – todos também prisioneiros do campo e judeus – que tentavam minimizar o sofrimento com atividades que as ajudariam a acreditar que aquela difícil situação seria transitória.

 

Nesse grupo de adultos determinado a proteger as crianças estava a artista plástica Friedl Dicker Brandeis que, deportada para Theresienstadt em 1942, levou poucos pertences pessoais e muitos materiais artísticos nas suas duas malas.

 

Friedl percebeu que a arte poderia ser uma importante ferramenta terapêutica para ajudar as crianças a superar as adversidades e a lidarem com os terríveis sentimentos de perda, medo e incerteza. Começou, então, a dar aulas técnicas de desenho e pintura para a ala infantil do campo de concentração. Ela contava histórias e pedia para que as crianças fizessem ilustrações. Como o objetivo era estimular a esperança naquele lugar, as narrativas eram sobre assuntos diversos e serviam como distração para tirá-las um pouco daquela triste realidade, tanto que as imagens não remetem em nada ao terror que elas vivenciavam.

 

Considerada hoje uma das precursoras da arteterapia, Friedl ficou por quase dois anos em Theresienstadt e conseguiu esconder os quase cinco mil desenhos de seus alunos em suas malas antes de ser levada para Auschwitz, em 1944. Esses desenhos foram achados 10 anos depois da guerra e levados para um museu em Praga, na República Tcheca. Das meninas que passaram pelo Quarto 28, foram encontrados cerca de 500 desenhos e 40 foram selecionados para fazer parte da mostra que viaja o mundo.

 

A história por trás da História – A relação do Brasil com As meninas do Quarto 28

 

Não foi à toa que Hannelore Brenner, a idealizadora e detentora dos direitos da exposição e autora do livro “As meninas do Quarto 28”, lançamento da Editora LeYa, incluiu o capítulo Ecos tardios do Brasil em sua obra. A relação entre o país e essa história de amizade e amor à arte está intimamente ligada por conta de Erika Stránská, filha do primeiro casamento do judeu George Stransky.

 

Em 1938, a mãe deixou Erika aos cuidados do pai para sair em busca de melhores condições de vida na Inglaterra. George acabou se apaixonando por Valeria, então primeira bailarina do Teatro de Viena, com quem se casou e teve Monika, sete anos mais jovem que a meia-irmã. As duas costumavam brincar juntas até que Erika e seu pai foram levados para campos de concentração mantidos pelo regime nazista. Ele foi para um campo de trabalho forçado e Erika foi encaminhada para Theresienstadt, mais precisamente para o Quarto 28.

 

Enquanto a mãe e a filha mais nova se refugiaram na pequena Boskov, George conseguiu escapar do campo de trabalho e ir ao encontro delas. Após o final da guerra, ele começou a procurar Erika, chegando, inclusive, a ir até a Suíça atrás de uma pista de seu paradeiro. Mas, acabou descobrindo que sua filha mais velha tinha sido deportada para Auschwitz, onde foi morta numa câmara de gás.

 

Após a tragédia, a família tentou retomar a vida da maneira que podia e, em 1946, se mudou para São Paulo. Alguns anos depois, a caçula se casa com GregorioZolko e criaseu próprio clã: as filhas Sandra e Karen Zolko e os netos André, Adriana e Lara.

 

Em 1974, a família viaja para a Checoslováquia e, durante um passeio pelo Museu Judaico de Praga, visita uma exposição de desenhos de crianças feitos durante a Segunda Guerra no campo de concentração de Theresienstadt.

 

A enorme surpresa se deu quando Monika reconheceu a assinatura da sua irmã, Erika Stránská, em um deles. Começou, então, a busca por detalhes de como teria sido a sua vida. Mas, quase nada foi descoberto naquela época devido ao regime comunista que vigorava.

 

Em 2012, incentivada por um amigo, Karen Zolko resolve mais uma vez procurar informações sobre o paradeiro da meia-irmã de sua mãe.Com a dissolução da Checoslováquia e as facilidades da internet, a brasileira consegue entrar em contato com o diretor do museu e descobre que lá não estava apenas um desenho de Érika, mas sim 30 deles.

 

“Montar esse quebra-cabeça era um presente que eu queria dar para a minha mãe. Consegui 70 anos depois, com a ajuda fundamental de amigos e familiares”, conta Karen Zolko que, junto com Dodi Chansky, representa o projeto da exposiçãono Brasil.

 

Além de um link para acessar as imagens, o diretor do museu mandou uma lista de contatos de pessoas que poderiam ajudar com mais informações sobre a história. Uma delas era a jornalista Hannelore Brenner, que começa a trocar dados e documentos com a brasileira e mostra para a família que Erika era uma das meninas que morou no Quarto 28.

 

Dessa ligação surge uma amizade e a ideia de trazer a exposição para o Brasil. “Nosso objetivo agora é levá-la para mais capitais do país e, quem sabe, ajudar outras famílias a conhecer e finalizar suas histórias pessoais, como aconteceu com a minha”, revela Karen.

 

“Usando essa emocionante história como inspiração, queremos ajudar a difundir o poder da arte e da educação como ferramentas fundamentais para enfrentar as mais difíceis situações da vida. Para isso, incluímos na programação oficial um bate-papo com representantes de quatro instituições brasileiras que usam a arteterapia para auxiliar crianças que estão passando por momentos adversos”, explica Dodi, parceira no projeto da exposição e amiga da família há anos.

 

Serviço


Abertura: 19/03 , às 19h

Visitação: De 20/03 a 26/04 (terça a domingo)

Horário: 9h às 18h30

Local: Museu Nacional

Endereço: Setor Cultural Sul, lote 2 – Zona 0 – Anexo

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre

 

Fonte: Jornal de Brasília

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