MESMO COM CRISE, DÍVIDA DA MAIORIA DOS ESTADOS CAIU NO PRIMEIRO SEMESTRE

A crise econômica não tem afetado o ajuste fiscal na maioria dos estados. Segundo levantamento da Agência Brasil com base em relatórios de execução orçamentária enviados pelos governos estaduais ao Tesouro Nacional, 17 unidades da Federação conseguiram reduzir o endividamento no primeiro semestre.

 

O levantamento usou como parâmetro a relação entre dívida consolidada líquida (DCL) e receita consolidada líquida (RCL), estabelecida na Lei de Responsabilidade Fiscal. A DCL leva em conta tudo o que o governo local deve menos o que tem a receber. A RCL considera tudo o que o estado arrecada, deduzidas as transferências para os municípios. Os dois indicadores excluem as receitas e os gastos com a previdência dos servidores públicos locais.

 

As unidades da Federação que apresentaram queda na relação DCL/RCL são: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Até governos que enfrentam problemas financeiros, como o do Paraná e o do Distrito Federal, reduziram o endividamento nos seis primeiros meses do ano.

 

Em quatro estados – Goiás, Mato Grosso, Pará e Paraíba – a relação entre dívida e receita ficou próxima da estabilidade, subindo menos de 1 ponto percentual. Em outros quatro estados – Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo – o indicador apresentou aumento significativo. As maiores altas foram observadas em Minas Gerais (10,61 pontos) e na Bahia (6,68 pontos).

 

Único estado que estoura o limite de 200% na relação DCL/RCL estabelecida pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o Rio Grande do Sul registrou o terceiro maior aumento. A razão DCL/RCL passou de 209,33% no fim do ano passado para 213,52% no fim de junho. A situação tende a piorar no segundo semestre, com o atraso no pagamento das parcelas da dívida do estado com a União, por causa do pagamento de multas e de encargos adicionais.

 

Entre os estados que reduziram o endividamento, as maiores quedas ocorreram em Rondônia (-12,77 pontos), Amapá (-9,9 pontos) e Roraima (-7,88 pontos). Por não terem enviado os relatórios ao Tesouro Nacional dentro do prazo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte ficaram fora do levantamento.

 

Em 14 das 17 unidades da Federação onde a relação DCL/RCL caiu, a queda decorreu da redução nominal da dívida. Apenas em Alagoas, no Piauí e no Rio de Janeiro, a dívida consolidada líquida subiu no primeiro semestre, mas a alta foi compensada pelo aumento da receita em ritmo maior. Nos estados onde a relação ficou estável, a dívida e a receita aumentaram em ritmos parecidos, exceto em Mato Grosso, onde os dois indicadores caíram simultaneamente.

 

Nos estados em que a razão entre DCL e RCL subiu, o principal responsável foi a alta nominal da dívida consolidada líquida, que subiu em ritmo maior que a receita. Em Minas Gerais, que liderou a alta no endividamento, a dívida aumentou 4,81% e a receita corrente líquida caiu 1,06% em valores nominais.

 

A Agência Brasil procurou as secretarias de Fazenda dos quatro estados onde a relação dívida/receita subiu. Apenas a de Minas Gerais respondeu. Segundo o governo mineiro, além da queda da receita corrente líquida, a alta do dólar impactou a correção da dívida externa atrelada ao câmbio e da dívida interna corrigida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI).

 

Atualmente, a parcela da dívida dos estados renegociada com a União no fim dos anos 90 é corrigida pelo IGP-DI mais 6 ou 7,5 pontos percentuais por ano. Até junho, o índice acumulava 6,21% em 12 meses, totalizando correção de 12,21% ou de 13,71%, dependendo do caso.

 

No ano passado, o Congresso aprovou uma lei que determina a troca do indexador para a taxa Selic (juros básicos da economia) ou pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 4 pontos percentuais, prevalecendo o menor índice. A falta de regulamentação da medida fez os parlamentares aprovarem outra lei determinando a troca até o fim do ano.

 

Nos 12 meses terminados em junho, a taxa Selic média estava em 11,87% ao ano, e o IPCA acumulava alta de 8,89%, totalizando correção de 12,89%, caso o novo indexador fosse aplicado.

 

Confira abaixo a variação do endividamento dos estados no primeiro semestre:

 

Fonte: Agência Brasil

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BALANÇA TEM NO ANO SUPERÁVIT DE US$ 4,5 BI, O MAIOR PARA O PERÍODO

Com alta do dólar, importações caíram mais do que as exportações. Saldo em julho também foi o maior em três anos

BRASÍLIA – A balança comercial apresentou resultado positivo de US$ 2,379 bilhões em julho, o maior saldo para o mês desde 2012 (quando foi de US$ 2,863 bilhões), mantendo a tendência apresentada até o mês passado. O saldo acumulado no ano está em US$ 4,599 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Também o resultado do ano é o maior desde 2012.
 
O resultado positivo em 2015, até julho, se dá por uma queda mais acentuada das importações (19,5%) do que das exportações (15,5%). No ano passado, entre janeiro e julho, o resultado apresentado pela balança era de déficit de US$ 952 milhões. Os dados apresentados hoje corroboram a expectativa do MDIC de um superávit de US$ 8 bilhões a US$ 10 bilhões para o resultado da balança comercial neste ano.
 
O volume de importações em julho foi de US$ 16,147 bilhões e, de exportações, US$ 18,526 bilhões. No acumulado do ano, as importações somam US$ 108,255 bilhões e as exportações apresentam total de US$ 112,854 bilhões. Com a queda de exportações e importações, no mês de julho, a corrente de comércio brasileira (soma do que vem de fora e do que é vendido para outros países) encolheu 22,1%, chegando a US$ 221,1 bilhões, o menor valor desde 2010.
 
Segundo Herlon Brandão, diretor de estatística e apoio à exportação do MDIC, em termos agregados a redução no valor das exportações neste ano é resultado da queda dos preços dos produtos, uma vez que os principais itens da pauta de exportações brasileira vem atingindo recordes em volume de vendas.
 
— A redução do valor exportado ao longo do ano é decorrente exclusivamente da redução dos preços dos produtos exportados, visto que as quantidades estão crescendo — disse Brandão.
 
Ele apontou que os preços das exportações brasileiras caíram, na média, 20,8% de janeiro a julho, enquanto que a quantidade subiu 7,2%. A queda dos preços de produtos básicos é resultado de uma conjuntura internacional. Entre os produtos que atingiram recorde em volume exportado de janeiro a julho deste ano estão: óleos brutos de petróleo, minério de ferro e seus concentrados, soja mesmo tributada, entre outros.
 
Segundo Brandão, ainda é cedo para apontar qualquer impacto no resultado comercial da balança brasileira em julho por conta da alta mais acelerada do preço do dólar no mercado, até porque o ritmo de atividade econômica no país teria mais peso no resultado agregado das importações.
 
— (O dólar em alta) encarece bens importados. Mas a magnitude desse efeito e quando ele vai ocorrer é muito difícil mensurar. O que tem de efeito mais imediato é ajudar a manter rentabilidade em real de setores que têm perdido em preço.
 
Fonte: O Globo

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MERCADO PIORA PROJEÇÃO PARA PIB, COM RECUO DE 1,7%

BRASÍLIA – Depois da divulgação de dados ruins sobre a atividade na semana passada, os analistas do mercado financeiro passaram a esperar uma retração econômica maior neste ano. A previsão saltou de 1,5% para 1,7%. No quadro desenhado pelos especialistas, há ainda mais inflação. O impacto da recessão econômica já afeta as projeções do ano que vem, que deve ter menos crescimento. No entanto, esse freio na economia faz com que os prognósticos para a inflação em 2016 melhorem.

 

Segundo a pesquisa que o Banco Central faz semanalmente com os economistas das principais instituições financeiras do país, 2015 deve ser um ano de um reajuste de tarifas de serviços públicos ainda mais pesado que o previsto antes. A projeção para a alta dos chamados preços administrados chegou a nada menos que 15%. Até a semana passada, a estimativa era de 14,9%.

 

Esse “tarifaço” tem impacto direto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A expectativa dos economistas para a inflação oficial neste ano passou de 9,12% para 9,15%. Essa foi a 14a alta seguida da perspectiva dos analistas. Está cada vez mais distante da meta de 4,5% com uma margem de tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

 

Por isso, praticamente a totalidade do mercado financeiro espera mais duas altas da taxa básica de juros (Selic), que está em 13,75% ao ano. Com isso, os juros chegariam a 14,5% ao ano. Na semana que vem, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne na semana que vem para decidir os próximos passos da condução da política contra a inflação.

 

Por causa desse aperto, a previsão para a inflação no ano que vem caiu pela terceira semana seguida. Passou de 5,44% para 5,40%. Esse remédio contra a alta de preços tem custo: a retomada do crescimento econômico deve ser bem mais lenta que o imaginado antes. Há um mês, a aposta era de um crescimento de 0,7% em 2016. Na semana passada, estava em 0,5%. Agora, é de apenas 0,3%.

 

No entanto, esse ajuste na economia faz com que alguns números melhores. Um dos exemplos é a atração de investimentos estrangeiros, que entram no país para aumentar a capacidade de produção das fábricas. A estimativa para este ano subiu de US$ 66 bilhões para US$ 66,25 bilhões neste ano.

 

Já a expectativa para a balança comercial também melhorou na esteira da cotação maior da moeda americana. Subiu de US$ 5,5 bilhões para US$ 6,4 bilhões em 2015. Foi a quinta alta consecutiva.

 

Tudo isso ajuda a diminuir o rombo das contas externas. A projeção para o déficit nas chamadas transações correntes _ resultado de todas as trocas de serviço e do comércio do Brasil com o resto do mundo _ caiu de US$ 80,5 bilhões para US$ 80 bilhões.

 

Para 2016, o mercado também reduziu a previsão para a Taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira. O número passou de 12,25% ao ano para 12%.

 

Fonte: O Globo

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REAL LIDERA MOVIMENTO GLOBAL DE DESVALORIZAÇÃO DO DÓLAR, QUE VALE R$ 3,11

Moeda americana perde força com suposta declaração de Obama

RIO – O dólar comercial opera em queda contra o real nesta segunda-feira, registrando desvalorização de 1,11%, cotado a R$ 3,114 para compra e a R$ 3,116 para venda. O movimento de baixa da moeda americana é global, com ela perdendo força frente a 14 das 16 principais moedas do mundo. O índice Dollar Spot, que mede o desempenho da divisa frente a uma cesta de dez moedas, recua 0,41%. Mas o real é a moeda com maior valorização frente ao dólar hoje diante das 16 principais divisas, com investidores se antecipando ao lançamento do programa de concessão de projetos de infraestrutura que deve ser anunciado amanhã pelo governo, iniciativa vista com bons olhos pelo mercado.

 

— O câmbio local acompanha hoje o movimento externo, que está devolvendo a valorização de sexta provocada pela divulgação do payroll nos EUA. É uma realização de lucros pelos investidores, no meu ponto de vista, exagerada. Mas, como a atuação do Banco Central sobre o câmbio se restringe à rolagem de contratos de swap (operação equivalente à venda de dólares no mercado futuro), o real sempre acaba tendo um comportamento mais brusco — afirmou Ítalo Abucater, gerente de câmbio da corretora Icap do Brasil.

 

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), opera em leve alta de 0,22%, aos 53.088 pontos. Isso apesar do mau humor nos mercados emergentes com queda acima do previsto das importações chinesas, que faz cair as ações da Vale e do setor de siderurgia.

 

PRESIDENTE DOS EUA DERIA DITO QUE DÓLAR FORTE É PROBLEMA

 

Depois de uma sexta-feira em alta no mundo todo devido a um relatório de emprego melhor que o previsto nos EUA, o dólar perde valor hoje influenciado por uma suposta declaração de Barack Obama. Uma autoridade francesa disse hoje a jornalistas na Alemanha, onde acontece reunião do G-7, que o presidente americano afirmou durante o encontro das nações mais poderosas do mundo que o dólar forte representa um problema. Um membro do governo americano, porém, negou as declarações.

 

Na sexta-feira, o dólar comercial chegou a bater R$ 3,188, após o indicador de emprego dos EUA (payroll) de maio ter mostrado que a maior economia do mundo segue ganhando fôlego. Foram criadas 280 mil novas vagas de trabalho, enquanto a expectativa era de abertura de 226 mil postos. O dado sinaliza que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, pode subir os juros num prazo mais curto, enxugando a liquidez dos pregões mundiais.

 

MINERAÇÃO E SIDERURGIA EM BAIXA COM CHINA

 

Entre as ações, a principal influência do dia é o dado sobre a balança comercial chinesa. As importações do país asiático caíram 18,1% em maio, enquanto os analistas esperavam queda de 9,6% O tombo foi maior que o de abril, quando haviam caído 16,2%. Com isso o índice de referência das ações emergentes, o MSCI, registra sua 11ª baixa seguida, a mais longa sequência de quedas desde 1990.

 

No mercado acionário brasileiro, as ações da Vale, que depende do mercado chinês para vender seu minério de ferro, têm baixa de 1,31% (ON) e 1,36% (PN). Entre as siderúrgicas, a CSN tem baixa de 1,13%, a Gerdau cai 1,38% e a Usiminas, 1,62%.

 

A Petrobras abriu em baixa mais agora sobe 0,81% (ordinárias, com direito a voto) e 0,79% (preferencial, sem voto).

 

Fonte: O Globo

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INFLAÇÃO PELO IPC-S GANHA FORÇA NA PRIMEIRA SEMANA DE MAIO

Maiores altas ocorreram em Salvador (1,03%) e Belo Horizonte (0,86%)

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) avançou 0,70% na primeira semana de maio, 0,09 ponto percentual acima da taxa divulgada no fim de abril, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

 

Cinco das sete capitais pesquisadas tiveram acréscimo de preços, com a maior alta registrada em Salvador (1,03%), seguida de Belo Horizonte (0,86%). Brasília foi a capital com a variação mais baixa, de 0,54%.

 

A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (0,14% para 0,61%). Nesta classe de despesa, o item salas de espetáculo passou de -0,75% para 2,83%.

 

Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Saúde e Cuidados Pessoais (1,37% para 1,50%), Vestuário (0,76% para 1,05%), Alimentação (0,86% para 0,93%), Transportes (0,05% para 0,08%), Comunicação (0,07% para 0,10%) e Habitação (0,57% para 0,58%).

 

Veja o comportamento dos itens nas seguintes classes de despesas:

 

Medicamentos em geral (3,49% para 3,74%)

Roupas (0,98% para 1,28%)

Hortaliças e legumes (2,68% para 5,72%)

Seguro facultativo para veículos (-0,56% para 0,09%)

Mensalidade para internet (0,05% para 0,32%)

Tarifa de eletricidade residencial (0,59% para 0,85%), respectivamente.

 

Entenda o índice

 

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) calcula a variação de preços de produtos e serviços em sete capitais do país, de maneira quadrissemanal, com fechamentos nos dias 7, 15, 22 e 30 de cada mês. Apesar de a coleta ser semanal, a apuração das taxas de variação leva em conta a média dos preços coletados nas quatro últimas semanas até a data de fechamento.

 

O indicador avalia o custo de vida de famílias com renda mensal de 1 a 33 salários mínimos residentes em Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre, nas seguintes classes de despesas:  Alimentação, Habitação, Vestuário, Saúde e Cuidados Pessoais, Educação, Leitura e Recreação, Transportes e Despesas Diversas.

 

Fonte: G1

Categoria: Acontece
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ANALISTAS DO MERCADO FINANCEIRO PIORAM PROJEÇÕES E PREVEEM PIB ZERO EM 2015

Segundo boletim Focus, estimativa de inflação subiu a 7,15%, sexta alta seguida

RIO – Analistas do mercado financeiro reduziram pela sexta vez seguida as projeções para o desempenho da economia brasileira neste ano. De acordo com dados do boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, a mediana das previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) ficou em 0%. Na semana passada, a estimativa era também de estagnação, mas levemente maior (0,03%).

 

A projeção para a inflação também piorou pela sexta vez consecutiva. Agora, os economistas esperam que o IPCA, índice oficial, feche o ano em 7,15%. Na semana passada, a previsão era de que o IPCA fechasse em 7,01% neste ano e recuasse para 5,6% em 2016, ano em que o Banco Central espera que o índice chegue ao centro da meta, que é de 4,5%. A projeção para 2016 foi mantida.

 

Neste domingo, pesquisa Datafolha apontou que mais da metade dos brasileiros espera piora do cenário econômico neste ano. Ainda segundo o levantamento, oito em cada dez entrevistados esperava que a inflação subisse.

 

Na semana passada, o IBGE informou que a inflação acelerou para 1,24% em janeiro, maior taxa desde fevereiro de 2003. Em 12 meses, o IPCA, índice oficial, já avança 7,14%, acima do teto da meta do BC, que é de 6,5%.

 

De acordo com a pesquisa, os economistas continuam vendo nova elevação da Selic em 0,25 ponto percentual em março, para 12,50%.

 

Mas passaram a ver mais uma alta também de 0,25 ponto na reunião seguinte, em abril, com a taxa básica indo a 12,75%. Entretanto, a perspectiva é de que na última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom), em novembro, a Selic seja reduzida a 12,50%.

 

Para 2016, foi mantida a perspectiva de que a Selic encerrará a 11,50%.

 

O Top-5 de médio prazo, com os economistas que mais acertam as projeções, por sua vez, ainda vê a Selic a 13% ao fim deste ano, mas reduziu a projeção para o fim de 2016 a 11,50%, contra 11,75% antes.

 

A expectativa de inflação não arrefece diante da pressão dos preços administrados. A projeção para a alta desse grupo subiu na pesquisa para 9,48%, contra 9% anteriormente, na nona semana seguida de alta das estimativas.

 

Fonte: O Globo

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DÓLAR SOBE EM MEIO A APOSTAS DE ALTA DOS JUROS NOS EUA E FUTURO DA GRÉCIA

Moeda norte-americana fechou em alta de 1,34%, a R$ 2,7782 na venda.

O dólar opera em alta nesta segunda-feira (9), renovando máximas em mais de 10 anos, com investidores novamente adotando uma postura mais defensiva diante de preocupações com o futuro da Grécia na zona do euro, a desaceleração da economia chinesa e as incertezas locais.

 

Perto das 14h10, a moeda norte-americana subia 0,35%, a R$ 2,7879 na venda. Veja cotação

 

Na sessão anterior, a moeda atingiu a maior cotação desde 10 de dezembro de 2004, a R$ 2,7782.
Após uma semana de intensa valorização da divisa norte-americana, em meio a temores sobre a possível saída da Grécia da zona do euro e a alta dos juros nos Estados Unidos, dados fracos sobre a economia chinesa somaram-se ao quadro de mau humor.

 

As importações chinesas caíram 20% em janeiro em relação ao ano anterior, maior recuo desde maio de 2009, o que mostra que a segunda maior economia do mundo ainda está perdendo força apesar de uma série de estímulos. A China é um importante parceiro comercial do Brasil e números fracos sobre o país costumam respingar em outros mercados emergentes.

 

No cenário doméstico, investidores continuavam mostrando ceticismo sobre a nomeação de Aldemir Bendine à presidência-executiva da Petrobras, o que já havia contribuído para elevar o dólar na sexta-feira. Segundo analistas, a combinação de apreensão com o futuro da estatal e a fraqueza nos fundamentos macroeconômicos brasileiros faz com que os ativos brasileiros mostrem tendência pior do que a de outros mercados emergentes.

 

“É difícil convencer alguém a investir aqui se você tem problemas tanto no mundo quanto no cenário local”, disse o superintendente de câmbio de uma gestora de recursos internacional.

 

Economistas de instituições financeiras projetam estagnação econômica para este ano na pesquisa Focus do Banco Central, ao mesmo tempo em que pioraram suas estimativas para a inflação, esperando alta de 7,15% do IPCA.

 

Atuação do BC

 

Nesta manhã, o BC deu continuidade às atuações diárias e vendeu a oferta total de até 2 mil swaps, que equivalem a venda futura de dólares. Foram vendidos 900 contratos para 1º de dezembro de 2015 e 1.100 contratos para 1º de fevereiro de 2016, com volume correspondente a US$ 97,9 milhões de dólares.

 

O BC também vendeu a oferta integral de até 13 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 2 de março, equivalentes a US$ 10,438 bilhões. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 36% do lote total.

 

Fonte: G1

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PROJEÇÃO PARA INFLAÇÃO EM 2015 CONTINUA ACIMA DA META E CHEGA A 6,56%

Os investidores e os analistas do mercado financeiro elevaram de 6,53% para 6,56% a estimativa de inflação para 2015, apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A projeção ultrapassa o teto da meta, de 6,5%. O centro da meta é 4,5%, podendo variar dois pontos percentuais.

 

A projeção para o crescimento da economia foi reduzida de 0,55% para 0,5%. Os preços administrados, aqueles que sofrem algum tipo de influência do governo, como a tarifa de energia elétrica, tiveram a estimativa de aumento elevada de 7,8% para 7,85%.

 

Os números estão no relatório Focus divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC). No documento, a taxa básica de juros (Selic) esperada permanece inalterada desde a última previsão, na semana passada, com 12,5% ao ano, e o câmbio, em R$ 2,80 – ambas estimadas para o fim do ano.

 

A estimativa da dívida líquida do setor público passou de 37% para 37,3% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todas as riquezas do país.

 

Houve melhora no déficit em conta-corrente, um dos principais indicadores das contas externas, que passou de US$ 77,79 bilhões para US$ 77 bilhões, com o saldo da balança comercial em US$ 5 bilhões, e os investimentos estrangeiros diretos estimados em US$ 60 bilhões.

 

Fonte: Agência Brasil

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