PÓS-GRADUAÇÃO, POR QUE FAZER?

Sobre o Coordenador:

 

Francisco Paulo do Nascimento tem doutorado em Educação, MBA em Gestão Empresarial, Especialista em Políticas Públicas e em Desenvolvimento Urbano, APG e Executivo Internacional pela Amana Key. Graduou-se em Economia. Atualmente, trabalha como pesquisador em educação, coordenador de cursos de pós-graduação, professor, consultor do setor de educação, micro-empresário e aposentado da Caixa Econômica, onde foi executivo.

 

Sobre o(s) curso(s):

MBA em Gestão Pública, MBA em Finanças e Controladoria, Gestão de Pessoas, Assessoria e Consultoria Parlamentar, MBA em Planejamento Estratégico de Tributos, Direito Civil e Processual Civil.

 

 

Público-alvo:

Graduados e técnicos em áreas afins de organizações públicas, privadas e do terceiro setor interessados em formação continuada para melhoria de desempenho e elevação de empregabilidade. Gestores, consultores e colaboradores interessados para atualização e aprofundamento de conhecimentos, compreensão de modelos e de experiências novas.

 

Os diferenciais do(s) curso(s):

 

Os cursos têm metodologia de ensino que associa teoria a estudos de casos, professores atuantes na área de cada disciplina, projeto pedagógico elaborado por educador e especialista profissional de cada disciplina. Os professores detêm, além de titulação de mestre ou doutor que lhes garante consistência teórica e prática do que lecionam, isto é, ensinam o que fazem em suas vidas profissionais. Assim, ao aliar a teoria com a prática, o corpo docente prepara pessoas para promover melhorias contínuas em seus processos de trabalho, o que colabora para o aluno elevar sua produtividade, aumentar sua empregabilidade e torná-lo um profissional mais competitivo, tanto em sua empresa quanto no mercado de trabalho.

 

Mais informações:

Através do email “posgraduacao@udf.edu.br” ou do site www.udf.edu.br

 

Seu conhecimento no curso certo:

Na Pós-Graduação do UDF, é possível elevar o nível de conhecimento visando melhor compreender fenômenos sociais e empresariais e objetivando o alcance de patamares superiores de desempenho profissional.

Categoria: Retrato
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CANDIDATOS NÃO SELECIONADOS NO PROUNI PODEM ADERIR À LISTA DE ESPERA

O estudante que for pré-selecionado na primeira opção de curso, mas não foi formada turma, pode integrar a lista de espera para a segunda opção de curso feita na inscrição

Os candidatos que não foram selecionados nas duas chamadas do Programa Universidade para Todos (ProUni) podem aderir à lista de espera nesta segunda-feira (21/7) e amanhã (22/7), para concorrer às bolsas não preenchidas nas chamadas regulares. Para isso, basta acessar a página do ProUni e confirmar a participação.

 

 

Podem integrar a lista para a primeira opção de curso feita na hora da inscrição aqueles que não foram selecionados em nenhuma das chamadas anteriores ou foram pré-selecionados na segunda opção de curso, mas não foram formadas turmas.

 

Candidatos que foram pré-selecionados na primeira opção de curso, mas não foi formada turma, podem integrar a lista de espera para a segunda opção de curso feita na inscrição.

 

Todos os candidatos participantes da lista de espera deverão comparecer, entre os dias 29 e 30 de julho, às respectivas instituições e entregar a documentação para comprovação das informações prestadas na inscrição.

 

O ProUni oferece bolsa de estudo integral ou parcial (50% da mensalidade) em instituições particulares de educação superior. O estudante precisa comprovar renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio para a bolsa integral e de até três salários mínimos para a bolsa parcial. Esta edição do programa ofereceu 115.101 bolsas e teve 653.992 inscritos.

 

 

Fonte: Correiobraziliense

Categoria: Em pauta
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EXISTE UMA PLATAFORMA ECONÔMICO-COMERCIAL BRASILEIRA DE INSERÇÃO INTERNACIONAL?

Por Prof. Carlos Costa

 

A política externa é a expressão em nível estatal da relação variável entre o meio e o agente e suas preferências, produzindo um comportamento dinâmico e de difícil apreensão pelo observador, porquanto as condições sistêmicas se alteram continuamente nas Relações Internacionais.

 

Nessa perspectiva também pode ser compreendida a Política Externa Brasileira (PEB), resultado das preferências dos agentes políticos brasileiros, os quais consideram em certa medida e sob interpretações diversas as condições e demandas nacionais e as possibilidades viáveis no sistema internacional. No presente artigo, e à luz da supracitada abordagem, far-se-á uma breve análise da plataforma brasileira de inserção internacional, considerando as agendas econômica e comercial internacionais e o perfil da política externa praticada no Brasil durante a administração petista.

 

Sob o escopo de sua longa duração histórica, de 1822 aos tempos hodiernos, a PEB apresenta padrões estáveis de expressão e comportamento, o que é observado em seu tom pacifista, na preferência pela solução pacífica de controvérsias; em seu viés juridicista, na defesa de regimes internacionais, porquanto carece de força militar para definir litígios; e, por exemplo, em sua simpatia pela agenda desenvolvimentista, voltada para o crescimento econômico e para a melhoria das condições sociais. Conquanto apresente esses traços consolidados, a PEB não é estática e se altera em função de variados elementos, destacando-se as mudanças de Governo e de plataformas políticas, além de mudanças das condições tanto em nível doméstico como em internacional.

 

 

Destarte, a PEB do governo Lula se constitui, além de mudança em relação à política externa pretérita, na expressão das preferências políticas do Governo considerando as condições sistêmicas. Assim, do lado das condições sistêmicas, o período coberto pela administração petista – de 2003 a 2013 – é caracterizado como propício para uma política externa mais audaciosa, mas nem por isso sob a margem privilegiada de ser menos cuidadosa ou calculada.

 

Por exemplo, na arena comercial, no período em pauta, observa-se um crescimento do comércio internacional, alavancado pelo crescimento chinês e pelo aumento do consumo norte-americano. À época, a PEB priorizou um possível acordo global sob os marcos da Rodada Doha para o Desenvolvimento, inaugurada na Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) no Qatar em 2001. A estratégia brasileira era atuar sob coalizões para aumentar seu poder de barganha e pressão, e, nessa interpretação, logrou constituir, com apoio chinês e indiano, o G-20 Comercial na ministerial de Cancún em 2003. A lógica era utilizar essa coalizão para pressionar o QUAD (Estados Unidos, União Europeia, Japão e Canadá) pela queda dos subsídios agrícolas. Na reunião de Genebra em 2008 quase se chegou a um termo, mas Índia e China – as quais à época possuíam mais da metade de suas populações em meio rural – não estavam preparadas para uma completa liberalização do mercado agrícola, já que subsidiam suas respectivas populações rurais. Dessa forma, já se passam 13 anos sem um acordo nos marcos de Doha. Ademais, no âmbito do Mercosul, ainda na abordagem multilateral, houve evolução nos acordos com Índia, Colômbia, Equador e Venezuela (2005), além de Cuba e Israel (2007).

 

No viés bilateral, o Brasil priorizou o espaço sul-americano, formando acordos comerciais com México (2003), Colômbia, Equador, Venezuela, Suriname e Peru (2005), além de Cuba (2006). Todavia, o Brasil não firmou acordos com seus principais mercados consumidores: China, Estados Unidos, Japão e União Europeia. Frisa-se apenas exceção à Argentina, que ocupa a 3ª posição entre os principais parceiros comerciais do Brasil, mas cujo fluxo comercial e dinâmica se dão no sistema Mercosul. Portanto, ao priorizar a estratégia multilateralista, o Brasil se afastou da vertente bilateral e perdeu o momento propício para negociar acordos com Estados Unidos, União Europeia e China. Vale ressaltar que as condições atuais não viabilizam tratados de livre comércio com esses atores, dado que medidas protecionistas foram assumidas à época de crise econômica eclodida em 2008, as quais ainda não foram plenamente eliminadas. Ademais, a União Europeia questiona a atual política industrial do Brasil junto à OMC, por considerar que o governo brasileiro aprofundou práticas de regime tributário discriminatório, o que dificulta um espaço para negociar acordos importantes com o parceiro europeu. Além de inviabilizar a conclusão da negociação do acordo birregional entre Mercosul e União Europeia, que já se arrasta por 14 anos.

 

No aspecto econômico, a agenda brasileira manteve seu traço desenvolvimentista, buscando na cooperação internacional e na diplomacia parlamentar afirmar sua projeção internacional. O espaço mercosulino foi prioridade, ampliando o capital do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (FOCEM) para atenuar assimetrias econômicas entre os Estados-partes. Ademais, a PEB ampliou a influência brasileira na criação, em 2010, da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (CELAC) e na constituição da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) em 2008, sem, contudo, converter essas iniciativas em uma agenda econômica concreta. Quanto aos investimentos estrangeiros (IE), o Brasil, desde sua redemocratização, não possui uma política pública para atração de capital estrangeiro e, mais preocupante, não criou iniciativas modernas e eficientes para uma agenda de competitividade e inovação. Frisa-se aqui que o Brasil apenas aumentou o capital do BNDES e da FINEP, sem criar um método mais célere para alavancar a inovação no Brasil. Reflexo dessa má interpretação da realidade – acreditando que apenas dinheiro gera inovação – está no péssimo perfil do país em rankings internacionais. O Brasil cai constantemente há 4 anos, ocupando, por exemplo, o 54º lugar no World Competitiveness Yearbook, publicado pelos Institute for Managment Development (IMD), o qual avalia uma lista de 60 países. Vale frisar que os dados brasileiros são calculados pela Fundação Dom Cabral, entidade brasileira, sendo repassados ao IMD. Dessa forma, o Brasil não posssui uma plataforma internacional para o trato de questões econômicas e de competitividade.

 

Nesse contexto, o único êxito alcançado pelo país não foi fruto de seu, ainda carente, empreendedorismo econômico, mas advindo de elemento exógeno. A crise econômica mundial de 2008 teve como grande efeito diminuir a distância de poder econômico entre os países desenvolvidos e as potências emergentes. Dado que a crise surgiu e se concentrou nos espaços norte-americano e europeu, e visto que Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul – os BRICS – apresentaram elevado nível de resiliência aos efeitos negativos do crítico crédito subprime, as questões econômicas não mais poderiam ser resolvidas legitimamente e nem eficientemente no G-7. Nesse sentido, o G-20 Financeiro, criado em 1999 na esteira das crises econômicas sistêmicas da década de 1990, passou a ser o foro próprio para reformar os regimes internacionais na arena econômico-financeira. Além de iniciar a revisão de regras financeiras e relacionadas a riscos de crédito e de mercado, o ápice do G-20 Financeiro foi lograr a reforma do Grupo Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, favorecendo as economias emergentes, em especial China, que passaram a ter um maior voto ponderado nesses órgãos. Ainda assim, isso não se refletiu em melhoria do perfil econômico brasileiro. Pelo contrário, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o país caiu da 6ª posição ocupada em 2012 para a atual 8ª, e se continuar na hodierna trajetória, deve migrar em 2015 para a 9ª posição. Assim, se houve uma má interpretação brasileira sobre a melhor opção no tabuleiro comercial – sacrificando acordos bilaterais por um acordo global, na arena econômica não houve se quer um projeto para converter relações exteriores em benefícios econômicos. O Brasil não ensejou uma cooperação mais próxima aos países produtores de inovação – como Suécia e Coreia do Sul – e se afastou da União Europeia e dos Estados Unidos, restando para este último apenas um memorando de entendimento para biocombustíveis acordado em 2007, o qual não se tornou operacional.

 

Destarte, a PEB não criou uma plataforma sustentável e efetiva para tratar a agenda econômica e comercial no sistema internacional. Importante mencionar que os objetivos econômicos são destaque ao longo de todo período histórico da PEB, desde o século XIX – quando se priorizou, além da definição de limites, a questão do comércio de café e dos tratados comerciais desiguais, passando pelo período entreguerras – em que a PEB buscou seu objetivo maior da industrialização, alcançando o período do regime militar e da redemocratização, no qual a PEB foi acionada para as metas desenvolvimentistas e priorizou seu maior projeto econômico-comercial, o Mercosul. Assim, a agenda econômica na política externa brasileira é um legado construído desde o nascimento do Estado brasileiro, produto das demandas nacionais e das possibilidades internacionais. E nesse aspecto, a política externa petista quebrou a continuidade, ao não desenhar uma estratégia econômica de inserção internacional. Aliás, ao se aproximar de países que praticam políticas socialistas e autárquicas (a exemplo de Bolívia e Venezuela) incluindo nacionalização de ativos estrangeiros, o Brasil apenas logrou se afastar das economias líderes, tanto no campo das relações bilaterais como no desempenho econômico.

 

O autor:

 

Carlos Costa é Mestre em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB), Especialista em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Brasília (UnB). Atuou como Analista de Risco no Banco de Brasília e como Especialista em Projetos Internacionais de Inovação na Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Atualmente é Professor do Curso de Relações Internacionais do Centro Universitário do Distrito Federal.

Categoria: Retrato
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EMPRÉSTIMO DE FÉRIAS

Aos interessados em adiantar os estudos, a biblioteca do UDF disponibiliza o empréstimo para as férias.

 

 

Todos os livros emprestados a partir do dia 25 de Junho terão seus prazos de devolução estendidos até o dia 11 de Agosto. Os materiais renovados entre essas datas estão automaticamente incluídos.

Categoria: UDF pra você
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SAIBA O QUE FAZER COM A RESTITUIÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA

Consumidor inadimplente deve optar por pagar dívidas com restituição, diz Serasa

De acordo com a Serasa, o principal erro cometido pelo consumidor é utilizar a restituição de maneira desordenada, ampliando suas dívidas

 

Foto: Shutterstock

 

O contribuinte que receber os valores da restituição do imposto de renda, cujo primeiro lote foi pago pela Receita Federal nesta segunda-feira, deve pensar bem em sua situação financeira antes de fazer uso do dinheiro.

 

Segundo Luiz Rabi, economista da Serasa Experian, o melhor uso da restituição depende de o consumidor estar inadimplente ou não. Para ele, quem está endividado deve utilizar a restituição para quitar as dívidas. “Estamos num ambiente de juros elevados. Quem estiver utilizando cheque especial tem que pagar essa dívida o quanto antes, ou mesmo usar o recurso numa negociação para tentar reduzir o endividamento,” disse Rabi.

 

O educador financeiro Reinaldo Domingos, presidente da DSOP Educação Financeira, também aconselha o consumidor a resolver sua situação financeira antes de qualquer outro uso possível do dinheiro.

 

“Quem estiver com financiamentos ou dívidas no cheque especial ou no cartão de crédito deve estabelecer uma estratégia para eliminar o problema. Essas dívidas devem ser as primeiras a serem combatidas, já que as taxas de juros são mais altas do que a lucratividade de qualquer aplicação segura”, afirma Domingos.

 

De acordo com o economista da Serasa, o principal erro cometido pelo consumidor é utilizar a restituição de maneira desordenada, ampliando suas dívidas. “É comum fazer um financiamento porque já se tem o dinheiro da entrada. Neste momento, de juros altos, ampliar o endividamento é um risco grande.”

 

Ele diz isso porque a taxa básica de juros da economia, a Selic, está em 11% ao ano e o Banco Central não deu nenhuma sinalização de que os juros devem cair nos próximos meses.

 

Por outro lado, o consumidor sem dívida pode aproveitar o momento de juros elevados para investir os valores que receber de restituição. “A melhor opção para quem estiver com as contas em dia é aplicar o dinheiro, que vai render mais para a frente. Pode até mesmo esperar para utilizar esse dinheiro junto do décimo terceiro no fim do ano”, afirma Rabi.

 

Fonte: Portal Terra

Categoria: Acontece
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A CIÊNCIA DO EXERCÍCIO: DA PERFORMANCE À SAÚDE

Por: Grupo Ciência para Saúde

 

A Ciência do Exercício é uma disciplina criada há poucas décadas que tenta entender porque e como a prática de exercício afeta nosso corpo e nos faz bem. Ela estuda a anatomia, a fisiologia e o movimento humano, os ossos, os músculos e outros tecidos para também melhorar a performance de um atleta e saber como prevenir lesões. Essa ciência tem se voltado cada vez mais para os campos da saúde, fitness, medicina e reabilitação e ainda procura entender como a nutrição afeta o corpo e o desempenho.

 

Mais recentemente, a Ciência do Exercício também entrou na era do genoma passando a integrar uma abordagem molecular junto à fisiologia do exercício. Desde o Projeto Genoma Humano, que sequenciou o DNA da nossa espécie, tem havido vários avanços nessa área, revolucionando o modo de entender processos biológicos e fisiológicos. Descobrimos regiões de DNA com variações e genes que estão relacionados com a aptidão física. Um exemplo é o gene GDF8 (ou MSTN), que produz a proteína chamada miostatina. A miostatina controla o tamanho dos músculos. Quanto mais miostatina, menos massa muscular e, quanto menos miostatina, mais massa muscular. Se a pessoa não possuir o gene GDF8 ou se o gene for defeituoso e produzir pouca miostatina funcional, o músculo continua crescendo. Esse fenômeno foi observado pela primeira vez no gado belga-azul, também conhecido como super gado. Ele desenvolve de duas a três vezes mais massa muscular que o gado normal. Há relatos de casos semelhantes em cachorros, camundongos e até bebês. Em humanos, esses indivíduos podem possuir até duas vezes mais massa muscular que o normal. Vários fisioculturistas produzem pouca quantidade de miostatina ou nem têm o gene.

 

Outro exemplo de como a genômica e a biologia molecular podem contribuir para entendermos sobre aptidões para certos exercícios é o gene ATCN3. Esse gene produz uma proteína que é expressa em fibras musculares rápidas. O músculo é composto por fibras musculares e há, basicamente, dois tipos dessas fibras: lentas e rápidas. As fibras lentas são resistentes ao cansaço e especializadas para uma atividade contínua, como maratonas. As fibras rápidas são pouco resistentes ao cansaço e contraem rapidamente. São úteis para levantadores de peso e corredores de curta distância, que precisam de uma “explosão de energia”. Cada pessoa expressa os tipos de fibras musculares de forma um pouco diferente: algumas têm mais fibras rápidas, outras têm mais fibras lentas. Quem tem uma variação do gene ATCN3 que é capaz de produzir uma proteína mais ativa, é mais apto para provas de curta distância ou duração.

 

Mas não se enganem, os genes sozinhos não determinam o sucesso de um atleta, até porque o meio ambiente pode alterar a expressão dos genes. Além do treinamento e disciplina, outras influências são importantes, como família, sociedade, atitudes culturais e históricas. O conhecimento molecular sobre o corpo e o exercício pode ser aplicado para desenvolver marcadores medidos com uma única gota de sangue que ajudarão a orientar melhor o treinamento, potencializando a capacidade de cada um. Além da utilização no exercício, é possível que tais conhecimentos sejam aplicados para a população de modo geral, inclusive para tratamento de doenças. O gene GDF8, que regula a massa muscular, por exemplo, representa um ponto de partida importante para desenvolver remédios que bloqueiam a miostatina e que poderão ser usados para tratar distrofia muscular e outras condições que levam à perda de músculo, dificultando a locomoção.

 

A utilização da Ciência do Exercício junto a modernas técnicas de análise molecular se tornou uma abordagem imprescindível para melhor compreendermos como o exercício físico pode atuar na prevenção e no tratamento de inúmeras doenças crônicodegenerativas de grande prevalência e incidência mundial, como a obesidade, o diabetes tipo II e as doenças cardiometabólicas. Pesquisas nessa área são norteadas pelos fortes indícios do papel do exercício físico na manutenção e na preservação da saúde, sendo também considerado um agente não farmacológico no tratamento de inúmeras doenças. Por fim, cabe ressaltar que a utilização do exercício físico como agente terapêutico tem outro ponto extremamente relevante: sua prática rotineira não requer necessariamente algum gasto financeiro, uma situação completamente oposta aos elevados gastos com saúde pública em decorrência do tratamento da obesidade, do diabetes tipo II e da hipertensão.

 

Nesse sentido, a popularização da Ciência do Exercício com pesquisas no campo da Genética e da Biologia Molecular se consolidam cada vez mais, como aconteceu naturalmente com a Fisiologia do Exercício clássica. Atualmente, um dos grandes desafios da área é a popularização destas técnicas modernas, antes apenas restritas às Ciências Biológicas. Assim, se torna mais importante que os profissionais da área da saúde tenham uma boa base fisiológica e estejam atualizados e familiarizados com estas novas ferramentas, levando a um conhecimento mais profundo e prático do papel do exercício para a saúde.

 

Os Autores

 

Grupo Ciência para Saúde é formado pelos pesquisadores e acadêmicos; Clarissa Gomes, Bernardo Petriz e Jeeser Almeida. O grupo tem como objetivo disseminar de forma clara e objetiva a Ciência da Saúde e seus princípios voltados para a prevenção e o tratamento de doenças crônico-degenerativas.

 

Currículo dos autores

 

Clarissa Pedrosa da Costa Gomes: Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia da Universidade Católica de Brasília. Realizou o estágio doutoral Institute for Systems Biology (Seattle, EUA). Tem experiência na área de Biologia Molecular e Bioquímica, com ênfase em Biotecnologia, atuando principalmente nos seguintes temas: biologia molecular, epigenética e exercício. http://lattes.cnpq.br/9081772163696021

 

Bernardo Petriz: Doutorando pelo Programa de Pós Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia da Universidade Católica de Brasília, com estágio doutoral no Structural Genomics Consortium na University of Oxford UK (2012-2013). Atuando na área de proteômica, transcriptômica e bioquímica do músculo cardíaco e esquelético, e microbiota intestinal, com ênfase nos efeitos do exercício físico agudo e crônico sobre a obesidade e hipertensão. http://lattes.cnpq.br/3343118797634636

 

Jeeser Alvez de Almeida: Doutor em Educação Física (2014) pela Universidade Católica de Brasília, atualmente realiza estágio pós-doutoral na Universidade de Brasília – UnB. Estuda o campo da fisiologia do exercício clínico nas respostas morfofuncionais frente ao exercício físico. Possui experiência em modelo animal e estudos com populações especiais (Obesidade, Diabetes e Hipertensão).  http://lattes.cnpq.br/2013004154780922

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DE PIPOCA A FEIJÃO: VEJA 25 MELHORES COMIDAS PARA EMAGRECER

Comer certo é muito melhor do que ficar se privando; saiba quais os aliados que ajudam os ponteiros a diminuir

Fazer exercícios regularmente é ótimo para ganhar músculos e perder gordura, mas para realmente ver o peso cair, é a alimentação que importa. Isso não significa, claro, privar-se de todo e qualquer alimento - é sobre fazer escolhas acertadas na hora de comer.

 

O site FitSugar reuniu os 25 melhores alimentos que são aliados na hora de perder peso.

 

Canela
Mesmo uma pitada de canela ajuda a regular os níveis de açúcar no sague, curar desejos por comidas gordas e acelerar o metabolismo, então polvilhe um pouco no seu café da manhã ou em um smoothie e curta os benefícios.

 

 

Maçã
Das frutas com bastante pectina, uma fibra solúvel que ajuda a fazer você se sentir satisfeita. Comer uma maçã no lanche te deixa com menos fome na hora das refeições.

 

Chá verde
Tomar uns goles de chá verde ao longo do dia é uma ótima maneira de acelerar o metabolismo e controlar o apetite, ao mesmo tempo que hidrata o corpo.

 

Batata
Sim, ela é cheia de carboidratos, mas não é inimiga. Um estudo de 2008 descobriu que batatas ajudam as pessoas a se sentirem mais satisfeita. Cheias de fibras, mas sem taaantas calorias, elas podem ser parte de sua dieta - mas sem manteiga ou bacon.

 

Sopas
A melhor amiga de quem está tentando comer de maneira saudável. Elas enchem o estômago, são razoavelmente convenientes e tem poucas calorias.

 

Pera
Como as maçãs, as peras têm bastante fibra pectina, que suprime o apetite. Coma uma (com pele!) quando estiver com vontade de sucumbir aos desejos na frente de um doce.

 

Vinagrete
Um vinagrete simples e caseiro é cheio de ingredientes bons, sem deixar de lado o sabor. Você pode acrescentá-lo às saladas ou sobre peixes e frangos. Com pimenta, os benefícios são ainda maiores.

 

Frutas vermelhas
Estudos mostram que um dos antioxidantes encontrados nas frutas vermelhas, a antocianina, pode alterar a atividade dos genes em células de gordura, dificultando o ganho de peso. Mirtilos são especialmente recheados com o benefício (até por isso a coloração azulada).

 

Carnes magras
É uma fonte excelente de proteínas para construir músculos e manter o estômago cheio, mas escolher as mais gordurosas não é a melhor ideia para sua cintura ou sua saúde.

 

Hummus
Faça uma porção e deixe na geladeira para nunca mais recorrer a um lanchinho pouco saudável. Ele pode cobrir vegetais crus, completar saladas ou substituir a maionese nos sanduíches - salvando várias calorias no processo.

 

Chocolate amargo
Quem come um quadradinho de chocolate amargo todos os dias relata ter menos desejos por sobremesa, então faça um estoque de chocolate de alta qualidade para ter mais forças contra os cookies que estão na cozinha.

 

Oleaginosas
Um estudo de 2011 descobriu que pessoas que comiam cerca de 30 gramas de oleaginosas, como nozes e castanhas, por dia também tinha níveis mais altos de serotonina, o hormônio do bem-estar, que, além de combater o stress, também age como supressor de apetite.

 

Mingau de aveia
Pode fazer uma papinha sim. Um estudo recente descobriu que quem substituía os cereais industrializados por mingau de aveia consumia a mesma quantidade de calorias, mas se sentia satisfeito por mais tempo, graças à alta concentração de fibras do mingau.

 

Abacate
Use gordura contra gordura: abacate, especificamente os avocados, são ricos em ácidos de gorduras monosaturadas, que ajudam a diminuir a gordura da barriga.

 

Pipoca
Cheia de antioxidantes e com poucas calorias, a pipoca é um ótimo substituto quando você está com vontade de lanchinhos gordurosos e salgados. Só não vale cobrir com manteiga derretida.

 

Ovos
Vá em frente, coma o ovo inteiro - as gemas são cheias de nutrientes. Além disso, comer ovos no café da manhã (ou a qualquer momento do dia) pode adicionar bastante proteína à refeição. O resultado? Você se sente mais satisfeita, e por mais tempo.

 

Abóbora
É a arma secreta de quem vive em dieta com pouco carboidrato: asse uma abóbora e retire o recheio com uma colher. Com apenas 42 calorias por porção, você tem a sensação de que está comendo algum tipo de macarrão, mas de um jeito muito mais saudável.

 

Pimentas
Capsaicina, o componente das pimentas que dá o ardor, tem propriedades que ajudam a acelerar o metabolismo.

 

Batata doce
São ricas em fibras, que ajudam a manter a sensação de saciedade e a controlar os níveis de açúcar no sangue — o que ajuda a controlar os desejos e a perder peso.

 

Quinoa
Ela é uma supercomida, e com razão — o pseudogrão é uma excelente fonte de proteínas e fibras.

 

Salmão
Peixes como o salmão são fontes incríveis de omega-3, que são ótimos por mil razões, inclusive diminuir a pressão sanguínea e ajudar na saúde do seu coração. Mas o omega-3 também ajuda a reduzir inflamações no corpo, fazendo com que ele se recupere mais rápido depois de uma sessão longa de exercícios. Além disso, o salmão é rico em proteínas.

 

Lentilha
Além de ser rica em proteínas e fibras, a lentilha também é uma ótima fonte de amido resistente, um tipo de carboidrado que pode ajudar a queimar mais gordura e perder peso mais rapidamente.

 

Chia
Fibras, proteínas e omega 3 - sementes de chia tem tudo isso. Além disso, elas crescem quando são misturadas em algum líquido, o que ajuda a trazer a sensação de saciedade com porções menores.

 

Iogurte grego
Estudos mostram que pessoas que comem laticínios em uma dieta de poucas calorias perdem mais peso do que as que não comem. O iogurte grego é uma opção excelente por ser cheio de proteínas e muito versátil.

 

Feijão
Ele dura bastante na despensa e é uma fonte incrível de proteínas, então faça um estoque de feijão para ter refeições saudáveis, com poucas calorias e cheias de memórias da infância.

 

Fonte: Portal Terra

Categoria: Em pauta
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PROCURADORIA-GERAL ABRE OPORTUNIDADE PARA ENVIO DE ARTIGOS ACADÊMICOS

O Centro de Estudos da Procuradoria-Geral do Distrito Federal (CETES/PGDF), esta recebendo contribuições para a edição nº 39 da Revista Jurídica. A Revista publicará, prioritariamente, artigos, resenhas, ensaios e contribuições técnicas – pareceres e trabalhos forenses – sobre temas da Ciência do Direito que tenham relevância para a advocacia pública.

 

As contribuições devem ser enviadas até 20 de junho para o e-mail revista@pg.df.gov.br. Poderão encaminhar contribuições juristas, estudantes de direito e profissionais de áreas afins.

 

Clique aqui e veja o Edital de Chamamento.

Categoria: Acontece
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