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em 14/jan/2013 - Sem Comentários

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Trabalho 2.0: Como chegamos até aqui e qual será o próximo destino?

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Regina Tavares

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em 23/abr/2012 - 7 Comentários

Provavelmente, em uma happy hour qualquer pela cidade, amigos planejam um destino de viagem para o próximo feriado: o recesso do dia 1º de maio. São tantas opções de lazer que até deixamos de lado uma importante e necessária reflexão sobre o trabalho nosso de cada dia. Quero propor, nos próximos posts, que pensemos juntos a respeito do mundo do trabalho e do emprego. Você me acompanha?

Em meados da década de 1970, logo após a “década dourada” do capitalismo, as sociedades industriais ocidentais sofreram diversos impasses no que concerne à empregabilidade. O mercado de trabalho passou a se tornar altamente instável e competitivo.

Tal cenário se explica por inúmeros fatores, para citar alguns: força de trabalho excedente; enfraquecimento do poder sindical; inserção de novos trabalhadores como mulheres, idosos e imigrantes; convergência de segmentos profissionais; surgimento de novas profissões; flexibilização legislativa-trabalhista; virtualização de determinadas áreas; terceirização; quarteirização etc.

Você já deve ter notado que outras mudanças substanciais também perfilam o atual mercado de trabalho: se antes predominava a gestão familiar, hoje impera a profissionalização; se antes prevaleciam os empregos estáveis, hoje temos projetos e trabalhos temporários; se antes vivíamos em uma hierarquia rígida, hoje nos deparamos com organogramas flexíveis e assim por diante.

Definitivamente, não basta ter um diploma pendurado na parede. Aliás, alguns especialistas dizem que o diploma deveria ter prazo de validade. Afinal, quantos profissionais deixaram de lado a atualização de suas carreiras? Hoje, não basta ter competências, é preciso ser competitivo.

Sobre o impacto da globalização no mundo do trabalho não há muito o que dizer. Basta acessar a internet para saber o que acontece com quem está do outro lado do globo, sem o mínimo de dificuldade ou estranhamento.

A globalização com seu processo de aceleração constante modifica as noções de tempo e de espaço na humanidade. A velocidade crescente que envolve as comunicações, os mercados, os fluxos de capitais, as tecnologias e as trocas de ideias impõem a dissolução de fronteiras e de barreiras protecionistas. Além disso, no ambiente organizacional, a convivência com a mudança virou rotina e demonstrou que novas formas de relacionamento e comunicação são construídas constantemente.

Até quem trabalha de forma autônoma acaba transformado em microempresário e deve desenvolver habilidades específicas de gestão que envolvem o conhecimento de contabilidade, o pagamento de impostos, o treinamento de sua equipe, a definição de um planejamento estratégico etc.

Daí a exigência de um profissional com perfil multifuncional. Não se trata do chamado generalista, mas, sim, daquele capaz de se renovar diante dos desafios, independente das habilidades adquiridas em sua graduação.

Muito bem, diante deste cenário, quais são as alternativas para se trilhar com tranquilidade o caminho das pedras? Caro leitor, desconfio das fórmulas prontas, entretanto, verifico que hoje é necessário ter características especiais como visão totalitária do processo de trabalho, sensibilidade aguçada no relacionamento interpessoal, compreender a flexibilização legislativa-trabalhista em determinadas áreas, a virtualização de determinados setores da economia, as barreiras etárias impostas para alguns profissionais, entre outras questões.

Para atender as expectativas deste novo perfil empregador faz-se necessária a presença de um profissional altamente capacitado, criativo, habilidoso, crítico, entre outras qualidades.

O mercado de trabalho anseia por pessoas capazes de combinar habilidades e técnicas profissionais a interesses, gostos, preferências, valores éticos e aspectos mais subjetivos como respeito, humildade, motivação, afeto. Entre as redefinições do trabalho está o desenho de um novo significado para a sua função, muito mais baseado na responsabilidade social e na cidadania; regado de noções morais, deontológicas e éticas de acordo com a respectiva área; conscientização cidadã e uma visão holística e histórica do mundo. Ufa, sendo assim, mãos à obra!

Inté a próxima semana com a continuação desta conversa. Conto com você.

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