GASTOS DE BRASILEIROS NO EXTERIOR CAEM 21% ESTE ANO

Os brasileiros gastaram em viagens ao exterior US$ 8,291 bilhões, de janeiro a maio deste ano, o que representa uma queda de 21% em relação a igual período do ano passado. Os dados foram divulgados hoje (22), pelo Banco Central (BC).

 

Em maio, as despesas ficaram em US$ 1,414 bilhão, com queda de 42% em relação a igual mês do ano passado (US$ 2,259 bilhões).

 

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, a alta do dólar é o principal fator que influencia a redução dos gastos em viagens internacionais. “É um item [das contas externas] muito sensível à taxa de câmbio. Um dos primeiros itens a responder à alta do dólar”, disse. Outro fator para essa diminuição nos gastos é a queda na atividade econômica.

 

Os dados preliminares deste mês também mostram redução nesses gastos. Até o dia 18 deste mês, ficaram em US$ 1,027 bilhão. O BC projeta queda de 17% nos gastos em junho, em comparação ao mesmo mês de 2014. As receitas deixadas por estrangeiros em viagem no Brasil também devem cair este mês por causa do efeito da Copa do Mundo, no ano passado. Ou seja, em 2014, com a Copa, houve mais receitas do que este ano.

 

De janeiro a maio, as receitas de estrangeiros no Brasil chegaram a US$ 2,498 bilhões ante US$ 2,791 bilhões em igual período do ano passado. Em maio, essas receitas somaram US$ 417 milhões.

 

O BC espera que o déficit na conta de viagens internacionais, formado pelos gastos de brasileiros e receitas de estrangeiros, fique em US$ 14,5 bilhões, este ano. A projeção anterior era US$ 16 bilhões.

 

Fonte: Agência Brasil

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INSTITUTO LING RECEBE INSCRIÇÕES PARA BOLSAS DE ESTUDO PARA MESTRADO

Estão abertas as inscrições até 9 de maio para o processo seletivo que oferecerá bolsas de estudo para mestrado em administração de empresas (MBA), administração pública (MPA) e direito internacional (LLM) em universidades dos Estados Unidos e da Europa. Há, também, bolsas para mestrado em engenharia (MsC) no Illinois Institute of Technology (IIT), em Chicago (EUA).

 

 

Para participar do processo seletivo, os pré-requisitos são: ser brasileiro, ter sido aceito em uma escola internacional de primeira linha (de acordo com os rankings publicados por revistas especializadas) e demonstrar necessidade de recursos. As bolsas são parciais e disponibilizadas somente na segunda metade do curso.

 

 

Informações podem ser encontradas no site do Instituto Ling ou pelo e-mail instituto.ling@evora.com

 

 

Confira o cronograma do processo de seleção 2014:

Inscrições – até 9 de maio

Entrevistas Preliminares (por telefone) – de 18 de abril a 23 de maio

Entrevistas em grupo (presenciais) – 4 de Junho

Escolha dos novos bolsistas – até 10 de julho

 

Fonte: Correio Braziliense (com adaptações)

 

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ALUNA DO UDF É SELECIONADA PARA INTERCÂMBIO DO PROGRAMA BRASÍLIA SEM FRONTEIRAS

A acadêmica do 3º semestre do curso de Enfermagem do Centro Universitário UDF, Áquila Priscila Bento dos Santos, foi selecionada para participar do “Programa Brasília Sem Fronteiras”. Classificada em 4º lugar para uma das 40 bolsas ofertadas pelo GDF, ela fará intercâmbio acadêmico nos Estados Unidos de 28 de março até 28 de abril de 2014.

 
O Programa foi lançado pelo GDF para garantir os mais altos níveis de excelência em educação por meio de intercâmbio internacional e imersão cultural. Para fazer parte do Programa, mais de 2,3 mil interessados realizaram, no dia 22/9, provas objetivas de Língua Inglesa e Atualidades.

 
Despesas pagas
Todos os bolsistas terão suas despesas referentes ao curso; passagens aéreas; seguro-saúde; documentação necessária; hospedagem; material didático; e bolsa-auxílio para pagamento de alimentação, transporte e demais despesas pessoais, pagas pelo GDF.

 
Clique aqui e saiba mais sobre o Projeto.

 

 

Com informações da Assessoria Internacional do GDF.

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2š SEMINÁRIO DE INOVAÇÃO NO ENSINO SUPERIOR EM MASSACHUSETTS

Evento nos EUA contou com a presença da Pró-Reitoria do UDF.

Aconteceu de 11 a 15 de novembro o SECOND SEMINAR OF ACADEMIC INNOVATION IN HIGHER EDUCATION BOSTON, CAMBRIDGE – MASSACHUSETTS (2º SEMINÁRIO DE INOVAÇÃO NO ENSINO SUPERIOR – MASSACHUSETTS). O evento foi realizado pela conceituada Universidade de Harvard para reitores e mantenedores de todo o Brasil, além de diversos outros países. O Seminário de Inovação no Ensino Superior a partir de experiências de Harvard teve em sua programação visitas técnicas e palestras ministradas em 3 outras universidades renomadas: MIT (Massachussetts Institute of Technology), Babson College e Olin College.

 

O importante evento teve a representação do UDF através da presença da Pró-Reitora acadêmica, Dra. Beatriz Maria Eckert-Hoff e foi de fundamental importância para alavancar os cursos do UDF no cenário nacional e internacional.

 

“Além de experenciar a exímia e forte tradição da Harvard University, com seus renomados professores e conhecendo seus modernos laboratórios e formas de ensino e pesquisa, tive a oportunidade de estudar e conhecer, por meio de palestras e visitas técnicas, as experiências de mais três grandes Universidades de Massachusetts: o MIT, com sua tecnologia de ponta no ensino, nas pesquisas, nos laboratórios e bibliotecas; a Universidade Babson College, que tem a questão do empreendedorismo na veia da composição curricular de todos os seus cursos; e a Universidade Olin College, estritamente da área de Engenharias, que tem como cerne curricular a questão da inovação e da metodologia de projetos”, principalmente, explica a Pró-Reitora.

 

Estimulada em trabalhar toda a experiência adquirida no Seminário com os colaboradores do UDF, conclui: “O passo agora é repassar as questões aos nossos coordenadores e professores e, mediante uma análise dos estudos e das demandas do UDF, relacionadas às questões culturais e às necessidades de Brasília, implementarmos algumas dessas inovações e tecnologias em nossos currículos”.

 

Confira algumas fotos do Seminário:

 

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DILMA: OBAMA ASSUMIU RESPONSABILIDADE DIRETA POR DENÚNCIAS DE ESPIONAGEM

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (6), em São Petersburgo, na Rússia, que o presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, se comprometeu a assumir a responsabilidade direta pela investigação das denúncias de espionagem a dados pessoais dela, de assessores e de cidadãos do Brasil. Os dois presidentes tiveram um encontro bilateral ontem (5), paralelo às atividades da 8ª Cúpula do G20, países que englobam as maiores economias mundiais.

 

Obama se comprometeu a responder ao governo brasileiro até quarta-feira (11) o que ocorreu (Pete Souza/ White House)

 

 

“Obama assumiu responsabilidade direta e pessoal pela investigação das denúncias de espionagem”, disse Dilma antes de embarcar de volta para o Brasil. “O presidente Obama se comprometeu a responder ao governo brasileiro até quarta-feira (11) o que ocorreu”. Dilma disse informou ainda que vai propor, na ONU, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 24 de setembro, em Nova Iorque, “uma nova governança contra invasão de privacidade”. Durante coletiva à imprensa antes de embarcar, Dilma também informou que “o Brasil não reconhece uma ação militar na Síria sem a aprovação da ONU”.

 

Segundo a presidenta, sua primeira visita com honras de chefe de Estado aos Estados Unidos depende do desdobramento do caso e das explicações dadas pelo governo norte-americano. “A minha viagem a Washington depende das condições políticas a serem criadas pelo presidente Obama”, disse.

 

No último dia 2, Dilma sinalizou com a possibilidade de adiar ou até mesmo cancelar a visita, marcada para 23 de outubro. Ontem, o Planalto confirmou o cancelamento do envio, a Washington, da equipe formada por funcionários da Presidência da República, responsável por preparar visita.

 

O avião da presidenta decolou de São Petersburgo por volta das 16h (9h em Brasília). Dilma voltou antes do fim da cúpula para participar do Dia da Independência, comemorado em 7 de setembro. A previsão é que ela chegue ao Brasil no fim da noite de hoje.

 

Fonte: EBC (Íntegra)

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CONGRESSO DOS EUA QUER LIMITAR DURAÇÃO DE ATAQUES À SÍRIA

Projeto autoriza Obama a atacar a Síria durante o prazo de 60 dias. Resolução pode ser votada no Senado ainda nesta quarta-feira (4).

Do G1, em São Paulo

 

Um novo projeto de resolução elaborado na terça-feira (3) pelo Senado dos Estados Unidos autoriza o presidente Barack Obama a atacar a Síria durante o prazo de 60 dias, com uma possível prorrogação por mais 30 dias, segundo cópia do documento obtida pela AFP.

 

 

O projeto, que autoriza o uso da força contra o regime do presidente Bashar al-Assad, substituiria o texto enviado ao Congresso pela Casa Branca no sábado (31), criticado por dar muita liberdade ao presidente.

 

“A comissão de Assuntos Exteriores do Senado elaborou uma autorização do uso da força militar que reflete a vontade e as preocupações de democratas e republicanos”, anunciou seu presidente, o democrata Robert Menendez.

 

A resolução “não autoriza o emprego de forças armadas americanas no terreno na Síria com o objetivo de operações de combate”, e a intervenção deve ser “limitada”, destaca o texto.

 

O novo projeto busca obter o apoio dos democratas e republicanos que permanecem reticentes, e poderá ser votado nesta quarta-feira (4) na comissão de Assuntos Exteriores, com debate no plenário do Senado a partir de segunda-feira.

 

 

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APÓS DENÚNCIA DE ESPIONAGEM DE DILMA, BRASIL CONVOCA EMBAIXADOR AMERICANO

A presidente também vai recorrer à Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir a violação de privacidade de autoridades e cidadãos brasileiros

O governo brasileiro vai pedir explicações formais aos Estados Unidos sobre denúncias de que a Agência Nacional de Segurança americana (NSA, na sigla em inglês) espionou as comunicações de Dilma Rousseff. Ao tomar conhecimento do fato, divulgado ontem pelo programa de tevê Fantástico, a presidente determinou a convocação, o mais rapidamente possível, do embaixador norte-americano no país, Thomas Shannon, para prestar esclarecimentos. Ela também vai recorrer à Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir a violação de privacidade de autoridades e cidadãos brasileiros.

 

Dilma Rousseff, em encontro com Barack Obama no ano passado: a presidente se reuniu ontem com assessores para discutir as denúncias

 

A decisão foi tomada no domingo (1º/9), às vésperas da viagem de Dilma para São Petersburgo. Durante a tarde, já sabendo das denúncias, ela discutiu o assunto com os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Gleisi Hoffmann (Casas Civil), Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e Helena Chagas (Comunicação Social).

 

“Se forem comprovadas os fatos, estamos diante uma situação que é inaceitável, porque se qualifica uma clara violência à soberania do nosso país. O Brasil cumpre fielmente com suas obrigações e espera que seus parceiros a cumprissem e respeitassem aquilo que é muito caro para um país, que é a sua soberania”, afirmou Cardozo à Rede Globo. De acordo com a reportagem televisiva, o governo norte-americano também monitorou o presidente do México, Enrique Peña.

 

Fonte: Correio Web (Íntegra)

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MECÂNICO DIZ QUE DZHOKHAR TSARNAEV TINHA VONTADE DE CONHECER O BRASIL

Brasileiro Gilberto Junior conhece Dzhokhar, acusado de participar do atentado em Boston com o irmão mais velho.

Quem eram e como viviam os irmãos Tsarnaev, os suspeitos de terem detonado os explosivos que mataram três e feriram quase 200 pessoas na maratona da cidade? Os repórteres do Fantástico – nos Estados Unidos e no Daguestão – região separatista, ao sul da Rússia, onde os pais dos rapazes moram – conversaram com quem conheceu Tarmelan e Dzhokhar Tsarnaev.

 

(imagem: guardian.co.uk)

 

“Eu acho que não tem ninguém que possa falar: ‘eu esperava isso dele’ ou ‘eu sabia que ia acontecer’”, disse Gilberto Junior.

 

O mecânico brasileiro Gilberto Junior conhece  Dzhokhar Tsarnaev. Sempre o viu como um adolescente normal.

 

“Que gosta de carro, gosta de futebol, gosta de mulher “, disse.

 

Um adolescente que sonhava em visitar o Brasil.

 

“Ele sempre falava que ‘um dia eu vou para o Brasil, eu vou jogar soccer e conseguir uma namorada. Eu quero conhecer o Ronaldinho’”, conta.

 

Mas na última terça-feira, um Dzhokhar diferente esteve na oficina de Junior para pegar as chaves do carro que deixou para consertar duas semanas antes. O garoto de 19 anos foi direto: “Eu preciso da chave agora, eu tenho que ir agora, eu tenho que ir agora. Eu dei a chave pra ele e em cinco minutos ele saiu”.

 

Fantástico: Ele estava angustiado?
Gilberto: Ele estava bastante nervoso. Eu nunca tinha visto ele do jeito que estava. Estava mordendo as unhas e balançando as pernas e olhando pros lados.

 

O atentado havia acontecido menos de 24 horas antes.

 

Se Dzhokhar era sociável, o irmão mais velho, Tamerlan Tsarnaev, era o oposto.  Nunca foi de muita conversa e queria ser boxeador profissional. Trancou a faculdade de engenharia para se dedicar aos treinos nesta academia onde o brasileiro Carlos Neto dá aulas de jiu-jitsu

 

“Quando ele começava a batar no saco, ele entrava em transe”, disse.

 

O ritual de Tamerlan na academia era quase sempre o mesmo. Ele chegava, colocava as luvas de boxe, batia neste saco por meia hora, trocava de roupa e ia embora.

 

Num ensaio fotográfico para o jornal da universidade de Boston, Tamerlan disse que não tinha um único amigo americano. Não conseguia entendê-los.

 

“Todo mundo sabia que ele era assim”, disse.

 

Os irmãos Tsarnaev, de origem chechena, chegaram em 2002 aos Estados Unidos, ainda pequenos. Vieram como refugiados junto com os pais e as duas irmãs.

 

Cresceram em Cambridge, cidade vizinha a Boston. Concluíram o ensino médio na Cambridge Rindge Latin School, a mesma escola pública onde estudaram os atores Ben Affleck e Matt Damon.

 

Viviam no terceiro andar da casa, no número 410 da Rua Norfolk. Um lugar agradável e amistoso, onde há uma grande comunidade de brasileiros e portugueses.

 

No local há uma escada que dá acesso ao segundo e terceiro andares da casa. Na escada dá pra ver pedaços de madeira e de vidros, resultado do arrombamento. A Polícia Federal americana, o FBI, entrou com tudo. Arrombou a porta, o trinco que está no chão.

 

O FBI lacrou a porta com cadeado, depois de recolher material para análise. A casa abrigou toda a família por muitos anos. Depois que as irmãs se casaram e os pais voltaram para a terra natal deles, o apartamento passou a ser frequentado apenas por Tamerlan e Dzhokhar.

 

Dzhokhar fez de tudo para manter a rotina e não levantar suspeitas. Ele estudava numa universidade, que fica a uma hora de carro de Boston. Nos dias seguintes ao atentado, compareceu normalmente às aulas e foi à academia. Esteve em uma festa na quarta-feira à noite com colegas da faculdade e dormiu nos alojamentos até quinta-feira, quando o FBI divulgou o retrato dele e do irmão.

 

Quem conhecia Dzhokhar recebeu a notícia com espanto.

 

“Todos ficaram chocados, mas estou contente de saber que ele está vivo, para que responda às perguntas”, disse Luiz Vasques.

 

Luiz Vasques foi treinador de futebol de Dzhokhar e colega de classe de Tamerlan. Nunca ouviu nenhum discurso político ou religioso dos dois. Mas ele não tinha contato com os irmãos havia três anos.

 

A situação parece ter mudado. Recentemente, Tamerlan publicou na internet vídeos de extreimstas religiosos. E poderia estar influenciando o irmão mais novo. Em uma rede social russa, Dzhokhar escreveu que sua visão de mundo é o islã.

 

Em 2 de setembro do ano passado, postou em outra rede social: “eu não entendo por que é tão difícil para muitos de vocês aceitarem que o 11 de setembro foi uma conspiração do governo americano. É tipo ‘danem-se os fatos porque somos patriotas’. Caiam na real”.

 

Isso foi nove dias antes de Dzhokhar virar cidadão americano. Tamerlan ainda não havia conseguido a cidadania.

 

Os motivos seriam dois: uma acusação de agressão física a uma ex-namorada e investigações do FBI, a pedido do governo russo, sobre suas constantes viagens ao Daguestão – uma região separatista da Rússia, onde há grupos islâmicos radicais e onde os pais dos irmãos Tsarnaev moram.

 

O repórter Rodrigo Alvarez foi até o país.

 

A história dos dois irmãos suspeitos de explosões nos Estados Unidos quase não alterou a habitual frieza de Makhachkala, a capital do Daguestão. Afinal, o lugar faz parte de um punhado de ex-repúblicas soviéticas que ainda lutam pela independência em relação a Moscou.

 

Por lá, atentados fazem parte da rotina.

 

“Se vocês têm uma explosão…aqui acontecem dez por dia!”, irozinha um jovem russo.

 

Pra saber exatamente de onde vieram os irmãos Tsarnaev, basta olhar pra uma pontinha do mapa, no sul da Rússia: é na região montanhosa do Cáucaso que ficam a Chechênia, de onde a família veio; e o Daguestão, onde eles viveram antes de imigrarem para os Estados Unidos.

 

Na capital, Makhachkala, meninos que brincam sobre o entulho, pouco a pouco, vão deixando de lado a diversão pra enfrentar a realidade de um lugar onde tudo o que se faz é controlado pelos olhos e armas de agentes nada discretos do serviço secreto russo.

 

Quem anda atento pelas ruas descobre que, num dos lugares mais perigosos do mundo, não é só o governo que está de olho: “Allah vê tudo!”, diz um grafite, em russo.

 

O Fantástico esteve numa região de maioria islâmica. Mas quando os irmãos Tsarnaev viveram lá, eles eram muito jovens para pensar em religião.

 

Como conta o diretor da escola onde eles estudaram: “a família chegou aqui em 2001, fugindo da guerra civil. O mais novo entrou no quinto ano, o mais velho, no oitavo. Em março de 2002, imigraram pros Estados Unidos”.

 

A faxineira apareceu na janela pra dizer que não consegue acreditar que os filhos dos vizinhos possam ter cometido algo tão absurdo.

 

Os pais de Tamerlam e Dzhokhar Tsarnaev vivem um edifício, num bairro relativamente pobre de Mahatchkalá. Até então, eles levavam uma vida tranquila. Mas desde que chegou aqui a notícia dos atentados em Boston, desde que se soube do envolvimento dos filhos deles, o casal perdeu o sossego e ontem resolveu deixar o apartamento. A única coisa que dá pra ver dentro do local são flores colocadas na janela. Duas flores.

 

Numa entrevista a um site da Rússia, Anzor Tsarnaev disse que a morte do filho mais velho, durante uma perseguição policial, foi um ato de covardia.

 

O pai vive dias de angustia, preocupado com o futuro do filho mais novo.

 

“Dzhokhar tem que ser preso, vivo. Vivo”, ele repetiu, ainda sem saber da prisão do filho na sexta-feira.  E concluiu: “A Justiça é que deve investigar tudo, dizer quem é inocente e quem é culpado”.

 

Por telefone, a mãe dos rapazes, Zubeidat Tsarnaev, disse a imprensa que na casa deles nunca se falou em terrorismo. Mas comentou que nos últimos anos o filho mais velho, Tamerlan, começou a se envolver mais e mais com religião e política.

 

Extremismo?

 

Pouco a pouco o quebra-cabeças da investigação vai se montando, mas até agora ninguém conseguiu responder a pergunta que provavelmente é a mais importante de todas elas: ‘por que, com que objetivo, esses dois rapazes resolveram matar inocentes nos Estados Unidos?’ A resposta pode estar numa viagem que Tamerlan Tsarnaev fez a região do Cáucaso, no sul da Rússia, meses antes do atentado.

 

No ano passado, Tamerlan teria passado seis meses no Cáucaso. O pai disse que ele veio apenas renovar o passaporte. Mas levou seis meses pra isso?

 

O FBI quer saber se durante a visita Tamerlan se envolveu com alguma organização terrorista.

 

Não há provas até agora.

 

O governo russo condenou os ataques em Boston e prometeu ajudar a polícia americana.

 

As respostas que os investigadores procuram podem estar no Cáucaso ou no hospital de Boston onde está Dzhokhar.

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