EXPOSIÇÃO “AS MENINAS DO QUARTO 28″

Mostra apresenta desenhos de crianças judias que viveram em Theresienstadt durante a Segunda Guerra

Depois de passar por São Paulo (MuBE), diversos países da Europa e Israel, chega a Brasília a exposição “As meninas do Quarto 28”, adaptada do livro homônimo escrito pela jornalista alemã Hannelore Brenner, lançado no Brasil pela editora LeYa.

 

 

A exposição, com comitê curatorial composto por Dodi Chansky, Karen Zolko e Roberta Sundfeld e chancelada pela ONU, retrata – por meio de desenhos feitos por meninas judias que passaram pelo Quarto 28 – o dia a dia de cerca de 50 crianças que viveram no campo de concentração de Theresinstadt, próximo à cidade de Praga, durante a Segunda Guerra Mundial.

 

Com mais de 35 desenhos e uma réplica de 18m² do quarto em que elas ficavam aprisionadas, além de painéis com detalhes históricos, a exposição foi escolhida pela União Europeia, em 2013, para a tradicional homenagem realizada anualmente no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Em 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU) também selecionou a exposição para lembrar as vítimas do genocídio cometido pelos nazistas.

 

“O quarto em escala real, mobiliado inclusive com beliches similares aos que elas dormiam, oferece aos visitantes a experiência de como foi a vida daquelas meninas. É emocionante ver desenhos tão coloridos e alegres dessas crianças, que viveram uma realidade tão difícil. A arte, realmente, tem um poder transformador”, afirma Karen Zolko, familiar de uma das meninas que habitou o Quarto 28 e representante da exposição no Brasil, junto com a amiga e sócia, Dodi Chansky.

 

Durante o período da mostra, o Programa Educativo receberá grupos que para visitas mediadas e atividades lúdicas relacionadas ao tema e à vivência da exposição. Informações e agendamentos -  9816-6070 / 3536-5806 ou agendamento@artqeduca.com.br.

 

A história

 

Há mais de meio século, entre os anos de 1942 e 1944, crianças de 12 a 14 anos moravam juntas no Quarto 28, em Theresienstadt, durante a ocupação da Checoslováquia pelos nazistas. Das 15 mil crianças do campo de concentração, apenas 93 sobreviveram. Entre estas, 15 são sobreviventes do Quarto 28.

 

Apesar da situação miserável, do racionamento de comida e do onipresente medo de ir para o “Leste” (Auschwitz-Birkenau), essas meninas puderam ter contato com professores, compositores e artistas – todos também prisioneiros do campo e judeus – que tentavam minimizar o sofrimento com atividades que as ajudariam a acreditar que aquela difícil situação seria transitória.

 

Nesse grupo de adultos determinado a proteger as crianças estava a artista plástica Friedl Dicker Brandeis que, deportada para Theresienstadt em 1942, levou poucos pertences pessoais e muitos materiais artísticos nas suas duas malas.

 

Friedl percebeu que a arte poderia ser uma importante ferramenta terapêutica para ajudar as crianças a superar as adversidades e a lidarem com os terríveis sentimentos de perda, medo e incerteza. Começou, então, a dar aulas técnicas de desenho e pintura para a ala infantil do campo de concentração. Ela contava histórias e pedia para que as crianças fizessem ilustrações. Como o objetivo era estimular a esperança naquele lugar, as narrativas eram sobre assuntos diversos e serviam como distração para tirá-las um pouco daquela triste realidade, tanto que as imagens não remetem em nada ao terror que elas vivenciavam.

 

Considerada hoje uma das precursoras da arteterapia, Friedl ficou por quase dois anos em Theresienstadt e conseguiu esconder os quase cinco mil desenhos de seus alunos em suas malas antes de ser levada para Auschwitz, em 1944. Esses desenhos foram achados 10 anos depois da guerra e levados para um museu em Praga, na República Tcheca. Das meninas que passaram pelo Quarto 28, foram encontrados cerca de 500 desenhos e 40 foram selecionados para fazer parte da mostra que viaja o mundo.

 

A história por trás da História – A relação do Brasil com As meninas do Quarto 28

 

Não foi à toa que Hannelore Brenner, a idealizadora e detentora dos direitos da exposição e autora do livro “As meninas do Quarto 28”, lançamento da Editora LeYa, incluiu o capítulo Ecos tardios do Brasil em sua obra. A relação entre o país e essa história de amizade e amor à arte está intimamente ligada por conta de Erika Stránská, filha do primeiro casamento do judeu George Stransky.

 

Em 1938, a mãe deixou Erika aos cuidados do pai para sair em busca de melhores condições de vida na Inglaterra. George acabou se apaixonando por Valeria, então primeira bailarina do Teatro de Viena, com quem se casou e teve Monika, sete anos mais jovem que a meia-irmã. As duas costumavam brincar juntas até que Erika e seu pai foram levados para campos de concentração mantidos pelo regime nazista. Ele foi para um campo de trabalho forçado e Erika foi encaminhada para Theresienstadt, mais precisamente para o Quarto 28.

 

Enquanto a mãe e a filha mais nova se refugiaram na pequena Boskov, George conseguiu escapar do campo de trabalho e ir ao encontro delas. Após o final da guerra, ele começou a procurar Erika, chegando, inclusive, a ir até a Suíça atrás de uma pista de seu paradeiro. Mas, acabou descobrindo que sua filha mais velha tinha sido deportada para Auschwitz, onde foi morta numa câmara de gás.

 

Após a tragédia, a família tentou retomar a vida da maneira que podia e, em 1946, se mudou para São Paulo. Alguns anos depois, a caçula se casa com GregorioZolko e criaseu próprio clã: as filhas Sandra e Karen Zolko e os netos André, Adriana e Lara.

 

Em 1974, a família viaja para a Checoslováquia e, durante um passeio pelo Museu Judaico de Praga, visita uma exposição de desenhos de crianças feitos durante a Segunda Guerra no campo de concentração de Theresienstadt.

 

A enorme surpresa se deu quando Monika reconheceu a assinatura da sua irmã, Erika Stránská, em um deles. Começou, então, a busca por detalhes de como teria sido a sua vida. Mas, quase nada foi descoberto naquela época devido ao regime comunista que vigorava.

 

Em 2012, incentivada por um amigo, Karen Zolko resolve mais uma vez procurar informações sobre o paradeiro da meia-irmã de sua mãe.Com a dissolução da Checoslováquia e as facilidades da internet, a brasileira consegue entrar em contato com o diretor do museu e descobre que lá não estava apenas um desenho de Érika, mas sim 30 deles.

 

“Montar esse quebra-cabeça era um presente que eu queria dar para a minha mãe. Consegui 70 anos depois, com a ajuda fundamental de amigos e familiares”, conta Karen Zolko que, junto com Dodi Chansky, representa o projeto da exposiçãono Brasil.

 

Além de um link para acessar as imagens, o diretor do museu mandou uma lista de contatos de pessoas que poderiam ajudar com mais informações sobre a história. Uma delas era a jornalista Hannelore Brenner, que começa a trocar dados e documentos com a brasileira e mostra para a família que Erika era uma das meninas que morou no Quarto 28.

 

Dessa ligação surge uma amizade e a ideia de trazer a exposição para o Brasil. “Nosso objetivo agora é levá-la para mais capitais do país e, quem sabe, ajudar outras famílias a conhecer e finalizar suas histórias pessoais, como aconteceu com a minha”, revela Karen.

 

“Usando essa emocionante história como inspiração, queremos ajudar a difundir o poder da arte e da educação como ferramentas fundamentais para enfrentar as mais difíceis situações da vida. Para isso, incluímos na programação oficial um bate-papo com representantes de quatro instituições brasileiras que usam a arteterapia para auxiliar crianças que estão passando por momentos adversos”, explica Dodi, parceira no projeto da exposição e amiga da família há anos.

 

Serviço


Abertura: 19/03 , às 19h

Visitação: De 20/03 a 26/04 (terça a domingo)

Horário: 9h às 18h30

Local: Museu Nacional

Endereço: Setor Cultural Sul, lote 2 – Zona 0 – Anexo

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre

 

Fonte: Jornal de Brasília

Categoria: Cult
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EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL “MUSIC MANIAC” DE JOÃO TREVISA

 

É em torno do universo da música que gira a exposição individual “Music Maniac”, de João Trevisan, na Galeria Cookers, em cartaz  de 17 de março a 8 de abril.

 

“Voltei a escutar Jazz e comecei a produzir desenhos que lidam com este universo aliado à força das emoções que eu sentia. Tento racionalizá-las em momentos de concentração que remetem a memórias da infância. Desde pequeno acompanhava meu pai, que escutava muito Jazz. ” Conta João Trevisan.

 

“Quando estas emoções surgem, elas se associam racionalmente a uma imagem que me aconteceu quando era muito jovem, seja uma foto de um cantor de Jazz ou uma cena que remetia ao ritmo que tocava na vitrola. Algo que se assemelha a uma regressão.” Completa Trevisan.

 

Estas imagens se unem de maneira organizada e resultam em composições que se constroem como uma espécie de colagem visual que tem no desenho sua força motriz. A relação com Brasília, cidade natal do artista, também aflora em composições que remetem à Arte Urbana. Em um diálogo com o Grafitti, o artista aplica traços livres em um ato primitivo e não racional. Ao chegar ao papel, seu processo criativo ganha uma organização racional.

 

“Imagens e palavras se fundem à memória e ao espaço urbano, em uma amálgama cuja cartografia poética tem elementos muito peculiares, como linhas que lembram caminhos percorridos pelo artista em sua trajetória na capital do país.” Revela Renato Acha, curador da mostra.

 

As figuras da música nomeiam a mostra “Music Maniac”, composta por uma série de 14 desenhos se distribui pelo espaço da Cookers Cozinha Criativa (412 norte) até o dia 8 de abril. As obras estão à venda e serão substituídas por novos trabalhos da mesma série ao logo da mostra, de acordo com a demanda de comercialização. Ou seja, os visitantes e habitués do espaço sempre terão uma surpresa a cada semana.

 

Serviço: Exposição “Music Maniac” de João Trevisan

Data: De 17 de março a 8 de abril de 2015

Local: Galeria Cookers (CLN 412 – Bloco B – Loja 20 – Asa Norte)

Visitação: De terça a sábado, de 12 às 23 horas

Classificação indicativa: Livre.

Entrada franca

Informações: 3033-8434

 

Fonte: Jornal de Brasília

 

 

Categoria: Cult
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ARTE EM METAIS NO ALAMEDA SHOPPING

O Alameda Shopping recebe exposição Arte em Metais de 2 a 23 de Março. Não perca!

Data: De 2 a 23 de março

Hora: De segunda a sábado, das 10h às 22h. Domingo e feriados, das 12h às 22h.

Local: Alameda Shopping

 

Sobre a Arte em Metais no Alameda Shopping

Do dia 2 a 23 de março, o Alameda Shopping irá receber a exposição Arte em Metais, de Ramon Rocha, conhecido como o Alquimista dos Metais. O artista explora a sucata de metal e transforma ferros retorcidos em obras que chegam a 3 metros de altura.

 

Suas esculturas são reconhecidas pelo apuramento técnico e caminham entre o abstrato e o figurativo. O artista possui esculturas abstratas; de bonecos; de brincadeiras, que retratam crianças soltando peão, pipa; presépio; entre outros temas.

 

A exposição vai contar com a escultura do personagem Dom Casmurro, que possui 1m80 de altura; uma banda com quatro músicos, cada um com 1 metro de altura, entre outras obras. Segundo Ramon Rocha, a reciclagem de sucatas é uma atividade artística criativa, mas antes de tudo é responsável.

 

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Ingressos

Entrada franca.

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Mais Informações

Telefone: (61) 3024-8375

Classificação: Livre.

 

Fonte: DeBoa Brasília

Categoria: Cult
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ARTES VISUAIS YAYOI KUSAMA – OBSESSÃO INFINITA

Em seu último mês em Brasília, a mostra que já atraiu mais de 60 mil pessoas traça a trajetória de Yayoi Kusama do privado ao público.

 

 

Obsessão Infinita é a primeira exposição apresentada no país que expressa uma pesquisa profunda sobre o trabalho de Kusama, uma das artistas mais originais e inventivas do Japão contemporâneo. Da pintura à performance, do ateliê às ruas, desde 1977 a artista vive voluntariamente em uma instituição psiquiátrica. O caráter psicológico singular e pronunciado de seu trabalho sempre foi combinado com uma generosa dose de reinvenção e inovação formal, produzindo peças que fizeram dela, com justiça, a artista viva mais celebrada do Japão.

 

HORÁRIO: de 9h às 21h
INGRESSO: Entrada franca

 

Fonte: CCBB DF

Categoria: Cult
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ARTES VISUAIS CICLO – CRIAR COM O QUE TEMOS

Comemorando 100 anos dos primeiros ready-made de Marcel Duchamp, artista que inovou ao promover o deslocamento de objetos comuns para o cenário de exposições de arte, a mostra reúne 15 artistas de diversas nacionalidades (Daniel Canogar, Daniel Senise, Douglas Coupland, Joana Vasconcelos, Julia Castagno, Lorenzo Durantini, Michael Sailstorfer, Michelangelo Pistoletto, Pedro reyes, Daniel Rozin, Petah Coyne, Ryan Gander, Song Dong, Tara Donovan, Tayeba Begum Lupi.

 

 

Através de esculturas, instalações e performances, a exposição propõe novos significados a partir de objetos do cotidiano.

 

Curadoria: Marcello Dantas

 

Centro Cultural Banco do Brasil Brasília

SCES, Trecho 02, lote 22

CEP: 70200-002 | Brasília (DF)

(61) 3108-7600

ccbbdf@bb.com.br

Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 21h.

 

Fonte: CCBB DF

Categoria: Cult
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UMA JORNADA PELO MUNDO

Não perca a exposição de fotos “Uma Jornada pelo Mundo” no 3º andar do Ministério da Fazenda!

 

 

Data: 31 de Janeiro a 27 de Fevereiro

Hora: 8h ás 18h de Segunda a Sexta

Local: 3° Andar do Min. da Fazenda (Esplanada dos Ministérios)

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Atrações

Exposição fotográfica

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Ingressos

Entrada Franca

Valores dos ingressos sujeitos à alterações sem aviso prévio.

 

 

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Pontos de Venda

Na hora e no local

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Mais Informações

Telefone: Não informado

Classificação: Livre

 

Fonte: DeBoa Brasília

Categoria: Cult
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EXPOSIÇÃO “A FOTOGRAFIA CONSTRUINDO OLHARES”

De 13 a 25 de Janeiro terá a Exposição “A Fotografia Construindo Olhares”. Serão apresentados trabalhos de 14 fotógrafos em comemoração ao Dia Nacional da Fotografia, no Shopping Liberty Mall. Confira!

 

 

Data: 13 a 25 de Janeiro

Hora: Segunda a Sábado das 10h às 22h, Domingos e feriados 12h às 20h

Local: Shopping Liberty Mall

 

Sobre a A Fotografia Construindo Olhares

Em parceria com a Escola Brasiliense de Fotografia, o Shopping Liberty Mall abre espaço para os frequentadores do local terem acesso ao universo fotográfico. Nessa mostra, 14 fotógrafos selecionados apresentam seus trabalhos. É uma exposição coletiva dos alunos e ex-alunos da Escola Brasiliense de Fotografia em comemoração ao Dia Nacional da Fotografia.

 

A exposição ficará montada na Praça da Fonte, no piso térreo e é aberta ao público com visitação gratuita. O acervo conta com fotógrafos de 14 a 80 anos de idade, que buscam através das lentes retratar, com suas experiências pessoais, registros eternos.

 

A temática fotográfica vai desde cliques de paisagem, natureza, auto retrato e cliques únicos de gestantes em diversos momentos da gravidez.

 

Não perca essa oportunidade de construir um novo olhar através das imagens.

 

Vernissage da exposição: 13 de Janeiro às 18h

 

Ingressos

Entrada gratuita

*Valores dos ingressos sujeitos à alterações sem aviso prévio.

 

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Mais Informações

Telefone: (61) 3042-1235 / 9995-5255

Classificação:  Não informado

 

Fonte: DeBoa Brasília

Categoria: Cult
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FARNESE DE ANDRADE – ARQUEOLOGIA EXISTENCIAL

A CAIXA Cultural Brasília apresenta, entre 25 de Novembro de 2014 e 11 da Janeiro de 2015, a exposição “Farnese de Andrade – Arqueologia Existencial”. Não perca!

 

 

Data: Abertura: 25 de novembro / Visitação: 26 de novembro de 2014 a 11 de janeiro de 2015

Hora: Terça a Domingo, das 9h às 21h

Local: Caixa Cultural Brasília – SBS Quadra 4 Lotes 3/4 – Brasília

 

Sobre a Exposição Farnese de Andrade – Arqueologia Existencial

 

A CAIXA Cultural Brasília inaugura  a exposição “Farnese de Andrade – Arqueologia Existencial”. Com curadoria de Marcus de Lontra Costa, a mostra apresenta um conjunto de obras pertencentes a coleções particulares e dos herdeiros do artista, mapeando sua produção ao longo dos anos 1970, 1980 e 1990. A exposição apresenta a linguagem única e singular do artista, de forma a mostrar sua personalidade e trajetória fundida com as fases de sua obra. Com entrada franca e patrocínio da Caixa Econômica Federal, a mostra fica em cartaz até o dia 11 de janeiro de 2015, de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.

 

Farnese de Andrade foi um artista múltiplo, cuja produção, vida e arte se enlaçam de maneira inseparável dando origem a uma obra densa, de caráter fortemente autoral. Começou sua carreira como desenhista e gravador e, a partir de 1964, cria objetos ou assemblages com cabeças e corpos de bonecas, santos de gesso e plásticos, todos corroídos pelo mar, coletados nas praias e nos aterros. Passa a comprar materiais como redomas de vidro, armários, oratórios, nichos, caixas e imagens religiosas em lojas de objetos usados, de antiguidades e depósitos de demolição. Utiliza com freqüência velhos retratos de família e postais, e começa a realizar trabalhos com resina de poliéster, sendo considerado um pioneiro da técnica no Brasil.

 

Apontado como dono de uma personalidade difícil e de um trabalho marcadamente auto-biográfico, Farnese revelou nas obras sua densa trajetória pelas memórias de infância, do pai, da mãe, dos irmãos, da sagrada família mineira e de sua fase oceânica, além de um certo aspecto libertário e transgressor, a partir de sua mudança para o Rio de Janeiro.

 

Enclausurado na própria solidão, expressou principalmente o embate dos seus medos, dores, tristezas, rancores, complexos, perdas, depressões, recalques, pânicos, relações, fetiches, libidos, euforias e alguma alegria. A poética de Farnese de Andrade, pautada no inconsciente, contrasta com as de outras tendências do período, como as da arte construtiva e concreta. Construiu assim, uma obra na qual o lirismo oscila do concreto ao abstrato e o bruto consegue ser gentil.

 

SOBRE O ARTISTA

 

Farnese de Andrade (1926-1996):

 

Nascido em Araguary – MG, Farnese entrou em 1945 na Escola do Parque de Belo Horizonte, onde foi aluno de Guignard e contemporâneo de artistas como Amilcar de Castro, Mary Vieira e Mário Siléso. Mudando-se para o Rio de Janeiro em 1948 onde trabalhou como ilustrador para o suplemento literário dos jornais Diário de Notícias, Correio da Manhã e Jornal de Letras, e para as revistas Rio Magazine, Sombra, O Cruzeiro, Revista Branca e Manchete, entre 1950 e 1960. Em 1950 realiza a primeira exposição individual de seus desenhos. Em 1959 começou a freqüentar o ateliê de gravura do MAM RJ, onde estudou gravura em metal com Johnny Friedlaender e Rossini Perez. Produziu gravuras abstratas, trabalhando com formas regulares e cores fortes. Nas matrizes utiliza materiais encontrados nas praias, como pedaços de madeira cheios de sulcos. Em 1965, realiza a série de desenhos Eróticos e inicia os Obsessivos. Bolsista do governo brasileiro, viajou em 1970 para Barcelona. Sua volta em 1975 rendeu frutos e a fama de Farnese fortaleceu a paisagem artística brasileira. Mas não é por seu trabalho na gravura, sempre abstrato, nem como desenhista, sempre figurativo, que ele é, hoje, conhecido e reconhecido, mas pela criação dos objetos chamados BoxForms, cuja matriz explodida e iconoclasta é o Barroco da sua infância. Oratórios, pedaços de madeira de igreja, ex-votos, etc. constituíram, até a sua morte, um mundo estranho, às vezes mórbido e com fortes referências eróticas. Resultado de uma infância secreta, a obra sempre onírica e poética dá força e senso a um trabalho sem igual.

 

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Ingressos

 

Entrada franca

*Valores dos ingressos sujeitos a alteração sem aviso prévio.

 

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Mais Informações

 

Telefone: (61) 3206-9448 e (61) 3206-9449

Classificação: Livre

Agendamento de visitas monitoradas e oficinas: (61) 3206-9892

 

Fonte: DeBoa Brasília

Categoria: Cult
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