ARTISTA CHILENA TRAZ PARA BRASÍLIA EXPOSIÇÃO INSPIRADA NA ÁGUA

Obras inéditas de Patrícia Claro estão em cartaz no Museu Nacional

Obras inéditas de Patrícia Claro estão em cartaz no Museu Nacional. Um dos grandes atrativos da mostra é a sua montagem que utiliza tecnologia de ponta. A mostra ficará exposta das 9h às 18h30. A entrada é franca e classificação indicativa é livre.

 

No momento em que o país busca superar uma avassaladora crise hídrica, a exposição Formas d’Água – Integração Por Dispersão, da artista chilena Patrícia Claro, aproveitou o Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, para homenagear um dos nossos bens naturais mais preciosos. A mostra fica em cartaz no Museu Nacional entre 22 de março a 24 de abril, com entrada franca.

 

O evento é uma concepção e realização da Plano Cultural (SP), com curadoria de Rafael Raddi, sob o patrocínio do CAF – Banco de Fomento da América Latina e com apoio da Fundação Vanzolini.

 

Além de Brasília, Formas d’Água passará também por Campinas (SP), Campo Grande (MS) e Belém (PA). Em 2017, segue para o Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), Campina Grande (PB), Florianópolis (SC) e Foz de Iguaçu (PR). Em cada uma das estações por onde passa, a exposição ganha um viés curatorial diferente e Patrícia aproveita para realizar uma residência artística.

 

Em Brasília, o tema é Integração por Dispersão e aqui ela pretende visitar, além de arquivos e instituições, as paisagens nas regiões de Olhos D’água, Chapada dos Veadeiros e na Serra dos Pirineus, sempre acompanhada pelos órganismos responsáveis por essas áreas.

 

Na Capital Federal, a exposição tem um contexto especial. A princípio a inspiração é a célebre Missão Cruls. Integrar vem pelo fato da capital ser um lugar que aglutina diversos povos e cultura. Já a dispersão, nos remete às águas, objeto chave da exposição, uma vez que é no Distrito Federal onde está localizada a Estação Ecológica de Águas Emendadas, cujo fenômeno hidrográfico de dispersão de águas para lados opostos forma a Bacia do Tocantins-Araguaia e a Bacia Platina, que abastecem diversos lugares no Brasil.

 

Multimídia, a artista trabalha com pintura, fotografia, gravura e videoinstalações. Ela viu no reflexo produzido na água uma fonte infinita de imagens e transformou isso em arte. Patrícia utiliza meios digitais para um processo pictórico em óleo sobre tela, onde os detalhes essenciais recebem aporte digital para atingir o efeito de reflexo.

 

Ela também utiliza vídeos e outras linguagens para mostrar as possibilidades artísticas da água. Algumas das obras ganham força com a música experimental do músico chileno Max Zegers, com vasta experiência como compositor de trilhas sonoras.

 

A montagem é um dos atrativos da exposição Formas d’Água.

 

Recursos tecnológicos de ponta permitirão aos visitantes uma maior integração com as ideias da artista, além de ampliar a acessibilidade às informações e meios que ajudaram a configurar o evento. Os dados sobre as obras – tais como descrição, técnica, local onde foi concebida e realizada, materiais, motivações da artista – poderão ser acessados por meio de QR-Code (código de barras bidimensional) utilizando smart-phones.

 

A exposição busca um paralelo com os diversos significados que a água adquiriu ao longo da história da arte. Há momentos, em que transmite a vitalidade e juventude da renascença pictórica. Outras vezes, traz o ritmo barroco, a intensa forma de expressar do romantismo ou promove um jogo visual como na arte impressionista.

 

Com um trabalho que tende ao abstrato, a artista discute a problemática ecológica e também as artes visuais como indústria, por meio da Economia Criativa. Patrícia Claro aproveita a oportunidade de exibir suas obras no Brasil, país com maior concentração de água no mundo, para refletir sobre a diversidade de biomas em cada região onde irá expor.

 

A exposição Formas D’água prevê, ainda, um projeto pedagógico para escolas públicas e privadas do DF. O objetivo é trabalhar de forma lúdica com jogos e brincadeiras inspiradas na obra e nas ideias da artista. O programa educativo incluirá crianças e jovens com necessidades especiais. Além dos objetivos educacionais, o projeto pretende, também, estimular os estudantes a deixar os registros de suas sensações na exposição.

 

Sobre a artista

 

Nascida em Santiago (Chile), em 1960, Patrícia Claro estudou Desenho e Licenciatura em Artes e Design na Universidade Católica. Suas obras já foram expostas em diversas galerias e mostras ao redor do mundo, como Chile, Estados Unidos, China, Bélgica, entre outros países.

 

Saiba mais sobre a artista no site: http://www.patriciaclaro.com

 

Serviço

 

Data: 23 de março a 24 de abril

 

Hora: terça a domingo, das 9h às 18h30

 

Local: Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, Brasília/DF

 

Informações: (61) 8126-6445 | (61) 3324-0559

 

Classificação indicativa Livre

 

Fonte: Jornal de Brasília com adaptações.

Categoria: Cult
Tags: , , , , , , , ,
2 Comentários

EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL “MUSIC MANIAC” DE JOÃO TREVISA

É em torno do universo da música que gira a exposição individual “Music Maniac”, de João Trevisan, na Galeria Cookers, em cartaz  de 17 de março a 8 de abril.

 

“Voltei a escutar Jazz e comecei a produzir desenhos que lidam com este universo aliado à força das emoções que eu sentia. Tento racionalizá-las em momentos de concentração que remetem a memórias da infância. Desde pequeno acompanhava meu pai, que escutava muito Jazz. ” Conta João Trevisan.

 

“Quando estas emoções surgem, elas se associam racionalmente a uma imagem que me aconteceu quando era muito jovem, seja uma foto de um cantor de Jazz ou uma cena que remetia ao ritmo que tocava na vitrola. Algo que se assemelha a uma regressão.” Completa Trevisan.

 

Estas imagens se unem de maneira organizada e resultam em composições que se constroem como uma espécie de colagem visual que tem no desenho sua força motriz. A relação com Brasília, cidade natal do artista, também aflora em composições que remetem à Arte Urbana. Em um diálogo com o Grafitti, o artista aplica traços livres em um ato primitivo e não racional. Ao chegar ao papel, seu processo criativo ganha uma organização racional.

 

“Imagens e palavras se fundem à memória e ao espaço urbano, em uma amálgama cuja cartografia poética tem elementos muito peculiares, como linhas que lembram caminhos percorridos pelo artista em sua trajetória na capital do país.” Revela Renato Acha, curador da mostra.

 

As figuras da música nomeiam a mostra “Music Maniac”, composta por uma série de 14 desenhos se distribui pelo espaço da Cookers Cozinha Criativa (412 norte) até o dia 8 de abril. As obras estão à venda e serão substituídas por novos trabalhos da mesma série ao logo da mostra, de acordo com a demanda de comercialização. Ou seja, os visitantes e habitués do espaço sempre terão uma surpresa a cada semana.

 

Serviço: Exposição “Music Maniac” de João Trevisan

Data: De 17 de março a 8 de abril de 2015

Local: Galeria Cookers (CLN 412 – Bloco B – Loja 20 – Asa Norte)

Visitação: De terça a sábado, de 12 às 23 horas

Classificação indicativa: Livre.

Entrada franca

Informações: 3033-8434

 

Fonte: Jornal de Brasília

Categoria: Cult
Tags: , , , , ,
Comentar

EXPOSIÇÃO REVELA DETALHES DAS OBRAS DE ATHOS BULCÃO

A mostra "Acervo: Recortes" expõe estudos e plantas arquitetônicas para projetos de painéis em azulejo

A Fundação Athos Bulcão inicia a temporada de exposições da AB Galeria, em sua sede, com a mostra “Acervo: Recortes”, apresentando uma seleção de estudos e plantas para projetos de painéis em azulejo criados pelo artista mestre na integração entre arte e arquitetura. A mostra estará aberta ao público até o dia 23 de abril, de segunda a sexta das 9h às 18h e sábado, das 10h às 17h com entrada franca.

 

Alguns desses estudos foram escolhidos para ilustrar o Calendário Athos Bulcão 2016, que destacou obras e documentos do artista que fazem parte do acervo da Fundação. “Esta exposição é a primeira de uma série com obras do nosso acervo que vamos apresentar ao público ao longo do ano”, explica Valéria Cabral, curadora da mostra e secretária executiva da instituição.

 

A exposição destaca projetos em azulejo que integram a arquitetura de Brasília, como os painéis do Parque da Cidade, da Torre de TV e do Brasília Palace Hotel, assim como da Embaixada do Brasil em Buenos Aires e do Memorial da América Latina em São Paulo. Projetos realizados para grandes arquitetos, como Oscar Niemeyer, João Filgueiras Lima e o urbanista Lucio Costa.

 

As plantas apresentam detalhes como as proporções dos desenhos que estampam os azulejos e orientam o esquema de composição dos painéis, ou seja, como as peças deveriam ser aplicadas na parede. Entre os itens expostos, um estudo de cores para os azulejos do Parque da Cidade apresenta peças em amarelo e laranja, diferente do atual painel composto em preto e branco que recobre as paradas de serviço do parque.

 

Painéis emoldurados ao lado das plantas dão oportunidade ao visitante de conhecer os azulejos finalizados, peças que a Fundação segue produzindo com o mesmo fabricante que as executava para Athos Bulcão.

 

A exposição pode ser visitada até 23 de abril na AB Galeria, na sede da Fundação Athos Bulcão, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 10h às 17h, na CLS 404 Bloco D Loja 1, Asa Sul. Informações: (61) 3322-7801. Entrada gratuita.

 

Legenda da imagem: Projeto para painel em azulejos do Parque de Recreação Rogério Pithon Farias (Parque da Cidade), 1977.

 

Serviço

Data: até 23 de abril

Hora: de segunda a sexta das 9h às 18h e sábado, das 10h às 17h

Local: AB Galeria – Fundação Athos Bulcão, CLS 404 Bloco D Loja 1, Asa Sul, Brasília/DF

 

Informações: (61) 3322-7801

Entrada franca

 

Fonte: Jornal de Brasília

Categoria: Cult
Tags: , , , ,
Comentar

EXPOSIÇÃO “CORAÇÕES PARTIDOS” FINALIZA COM DOAÇÃO DE RETRATO DE RENATO RUSSO

Obra será para o Museu Senado, entregue por Carmem Manfredini, mãe do cantor, e por Valéria Diaz, autora exposição

A exposição “Esperança: Corações Partidos” finalizou mais um ciclo nesta próxima terça (1), no Museu Senado. O projeto é uma idealização da artista plástica Valéria Diaz, em busca do universo da beleza feminina encarcerada na COLMEIA, penitenciária feminina do Distrito Federal.

 

A exposição, que já passou pela Livraria Cultura, Ministério da Aeronáutica e pela COLMEIA, encerra sua etapa no Museu do Senado com doação de retrato do cantor Renato Russo ao acervo do Museu, obra também feita por Valéria, simbolizando a passagem da artista pelo espaço. A entrega será feita pela artista e por Carmem Manfredini, mãe do cantor.

 

Neste mês de março, o projeto segue na sua função social, com 40 horas de aulas de pintura e história da arte para as 13 detentas que fazem parte do projeto. E a exposição segue para o Deck Norte, onde fica de 02 de março a 06 de abril.

 

Esperança: Corações Partidos

Esperança, Corações Partidos é uma idealização da artista plástica Valéria Diaz, em busca do universo da beleza feminina encarcerada na COLMEIA, penitenciária feminina do Distrito Federal. O propósito é desenvolvido a partir de incursão da artista no universo de mulheres presidiárias de bom comportamento da COLMEIA e na realização de oficinas de pintura na penitenciária. Constituído nas histórias de vida de 13 detentas, sentenciadas, da Penitenciária Feminina do DF e no resgate da autoestima e do orgulho de ser mulher, o projeto objetiva a criação da coleção Esperança, Corações Partidos, um conjunto de 13 obras de arte desenvolvidas por Valéria Diaz.

 

Numa leitura feita através dos traços dos seus rostos, mesmo sofridos e marcados pelas experiências amargas da vida, vendo além da contraventora e reconhecendo a mulher que se redescobre no sonho de recomeçar e ser vencedora, Valéria Diaz retrata com a técnica Acrílica Sobre Alumínio com referências ao estilo POP ART, a beleza, a força e a feminilidade. Com sensibilidade, retrata os traços diversos do feminino destas mulheres e suas histórias, amores e desamores, dores e sonhos. E com o intercâmbio entre gêneros artísticos, é acrescentado ao projeto a linguagem da poesia, em 13 sonetos poetizados pelo poeta João Santana, sob a perspectiva de admiração e atração dualística pela entidade mulher e na força das histórias de dor e esperança, paixão e fúria, pranto e riso.

 

Valéria Diaz

Valéria é pernambucana, residente no Distrito Federal, onde desenvolve diversos projetos de vida, dentre eles sua arte maior, as Artes Plásticas. Formada em Desenho Industrial, a artista possui um extenso currículo de projetos, exposições e premiações no Brasil e no exterior.

 

Serviço

Data: 2 de março a 10 de abril

Hora: 18h

Local: Deck Norte, Brasília/DF

Informações: (61) 9977-5925

Entrada franca

 

Fonte: Jornal de Brasília com adaptações

Categoria: Cult
Tags: , , , , , ,
1 Comentário

O PONTO DE ENCONTRO DOS LÍDERES DAS INDEPENDÊNCIAS AFRICANAS EM PORTUGAL

Casa dos Estudantes do Império é tema de livros e exposição

PRAIA (CABO VERDE) – Criada em 1944, em Portugal, para receber jovens das colônias da África e da Ásia, a Casa dos Estudantes do Império tinha um objetivo expresso já no nome: formar quadros para o sistema colonial. Mas a convivência entre alunos de origens diversas, unidos pela revolta contra a dominação portuguesa, teve o efeito contrário. Antes de ser fechada pelo ditador Antonio Salazar, em 1965, a Casa se tornou um polo difusor das culturas de países como Angola, Moçambique e Cabo Verde. Muitos estudantes saíram dali para liderar as lutas de independência que acabaram com o império português.

 

Essa história é resgatada em uma exposição promovida nos países lusófonos pela União das Cidades Capitais da Língua Portuguesa (UCCLA). Com fotografias, documentos e obras da época, a mostra já passou por Lisboa e Maputo, em Moçambique, e está em cartaz em Praia, capital de Cabo Verde. Além disso, a UCCLA publicou fac-símiles dos 22 volumes lançados pela editora da Casa dos Estudantes do Império. São os raros livros de estreia de jovens que se tornariam pioneiros das literaturas dos países africanos de língua portuguesa

 

Secretário-geral da UCCLA e idealizador da exposição, Vitor Ramalho afirma que a Casa é uma instituição singular na história do colonialismo

 

— Portugal foi o único país com uma instituição onde surgiram laços entre futuros governantes e escritores das ex-colônias. Nasci em Angola e ouvia sempre essa história dos mais velhos, mas ela é pouco lembrada hoje nos países lusófonos — diz Ramalho, que espera trazer a mostra para o Brasil nos próximos meses.

 

A Casa era um centro de convivência, lazer e assistência médica e social para universitários das colônias portuguesas, onde não havia ensino superior. A maior parte dos sócios vinha da África, com alguns egressos de Timor-Leste, Macau e Goa, na Ásia. Entre os estudantes estavam Agostinho Neto, que viria a ser o primeiro presidente de Angola, de 1975 a 1979; Joaquim Chissano, que governou Moçambique de 1986 a 2005; e Amílcar Cabral, líder do movimento de libertação de Guiné-Bissau e Cabo Verde, assassinado em 1973, antes das independências.

 

Os estudantes promoviam debates, festas e eventos que movimentavam a Casa. Nos anos 1960, criaram um selo editorial que publicava obras não só de associados (como “Poemas”, de Agostinho Neto), mas também de jovens autores que viviam nas colônias. Por isso, foram lançadas primeiro em Lisboa obras seminais da literatura africana, como “Caminhada”, do cabo-verdiano Ovídio Martins; “A cidade e a infância”, do angolano Luandino Vieira; e “Chigubo”, do moçambicano José Craveirinha (de versos como “Vim de qualquer parte/ duma nação que ainda não existe”). Décadas mais tarde, Craveirinha e Vieira receberiam o Prêmio Camões, maior distinção da língua portuguesa.

 

CASA INSPIROU ROMANCE DE PEPETELA

Também ganhador do Camões, o angolano Pepetela frequentou a Casa entre 1959 e 1962. No convívio com outros estudantes africanos, o jovem fã de Julio Verne e Eça de Queirós passou a conhecer melhor a cultura de sua terra natal. Pepetela se inspirou nessa experiência para escrever o romance “A geração da utopia” (Leya), no qual uma sócia da Casa, “no centro mesmo do Império”, descobre “sua diferença cultural em relação aos portugueses”.

 

— Foi na Casa que pela primeira vez me apercebi da riqueza das culturas africanas, não só de Angola, mas de todo o continente. Foi também aí que tomei maior contato com a literatura que se fazia em Angola, mas que era quase clandestina. Compreendi cada vez mais que a cultura, particularmente tudo o que tivesse como origem as tradições e crenças seculares, se transmitiam de geração em geração, conservando o núcleo de uma consciência que mais cedo ou mais tarde explodiria em consciência social e política — diz Pepetela, por e-mail.

 

Dos cerca de 600 sócios da Casa, pouco mais de cem fugiram de Portugal em 1961 para participar das lutas de independência nos países africanos, que durariam até a metade da década seguinte. O regime Salazar apertou a vigilância sobre a instituição, que foi fechada em 1965. Autora de “A Casa dos Estudantes do Império e o lugar da literatura na conscientização política”, Inocência Mata, professora das universidades de Lisboa e de Macau, diz que a instituição foi “um bumerangue” que se voltou contra o regime colonial.

 

— Os estudantes cooptaram a Casa para difundir o ideal de autonomia e combater a invisibilidade dos africanos — diz Inocência, nascida em São Tomé e Príncipe. — O regime fechou a instituição porque passou a vê-la como um ninho de rebeldes. Mas seus integrantes deixaram um legado: formaram uma nova elite política africana e ajudaram a construir as literaturas de seus países.

 

Guilherme Freitas viajou a convite da UCCLA

 

Fonte: O Globo

Categoria: Literatura e Filmes
Tags: , , , , , ,
Comentar

EXPOSIÇÃO DE JOVENS ARTISTAS ESTARÁ EM BRASÍLIA

"Educação pela pedra", de Virgílio Neto, e "Interferências", da argentina Elisa Luna del Valle são as novas atrações da Alfinete Galeria

A partir do dia 13 de fevereiro, as duas salas da ALFINETE GALERIA exibiram as obras de dois jovens artistas que se caracterizam pela investigação.  Ambas expostas até 12 de março, sempre de quarta a sábado, das 15h às 19h30. Entrada franca.

Na Sala Um estará a segunda individual do brasiliense Virgílio Neto, que apresenta desenhos e instalação inéditos que fogem um pouco ao estilo mais conhecido do artista e se inspiram na poesia do mestre João Cabral de Melo Neto.

 

Na Sala Dois, a obra da jovem argentina Elisa Luna del Valle, que parte de pesquisas com tear para ganhar texturas e efeitos intrigantes. As duas exposições ocupam o novo espaço da ALFINETE GALERIA, situada no bloco B da comercial da 103 norte.

 

Segunda mostra individual de Vírgilio Neto em Brasília, ‘Educação pela pedra’ apresenta obras inéditas, que fazem parte de um conjunto diferente do que o público conhece do trabalho do artista. São desenhos em que se percebe outra ocupação de espaço no papel, elementos menos figurativos, pouco uso de cor e ausência da escrita – que costuma caracterizar a obra do artista.

 

Mas se as palavras não são encontradas nos desenhos, elas se fizeram presentes em todo o processo de criação. Virgílio tomou o título ‘Educação pela pedra’ de um poema de João Cabral de Melo Neto, assim, cada desenho da exposição se coloca como uma homenagem e uma tentativa de diálogo com o mistério e a força poética deste e de outros autores.

 

Serviço

Data: 13 de fevereiro a 12 de março

Hora: 15h

Local: CLN 103 bloco B loja 66.

Entrada franca

 

Fonte: Jornal de Brasília (com adaptações)

Categoria: Cult
Tags: , , , , , , ,
Comentar

EXPOSIÇÃO SOBRE O CARNAVAL EM BRASÍLIA ESTÁ NO METRÔ DA RODOVIÁRIA DO PLANO

A exposição “Descubra porque a BOA do Carnaval é ficar em Brasília”, está aberta no metrô da estação da Rodoviária do Plano Piloto, das 6h às 23h30. O público poderá conferir a exposição até o dia 09 de fevereiro.

 

A mostra reúne 16 fotos da folia registradas em 2015 e um mapa para a visualização dos pontos dos blocos de rua.

 

As fotografias revelam a diversão de milhares de foliões reunidos que, nos últimos anos, não abriram mão de comemorar o carnaval na capital federal.

 

Aguarde mais informações*

 

Serviço

Data: até 09 de fevereiro

Hora: Das 6h às 23h30 (de segunda a sábado) | Das 7h às 19h (domingos e feriados)

Local: Estação do metrô – Rodoviária do Plano Piloto, Brasília-DF

 

Fonte: Jornal de Brasília

Categoria: Cult
Tags: , , , ,
Comentar

COMCIÊNCIA

A partir do dia 21 de janeiro, o prédio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Brasília será tomado pelas estranhas figuras criadas por Patricia Piccinini, um dos grandes destaques da produção contemporânea australiana. Ao mesmo tempo repulsivos e sedutores, os seres concebidos pela artista em seu estúdio de Melbourne – que em muito se assemelha a um espaço de criação de efeitos especiais para o cinema, com seus ateliês de pele, unha ou cabelo – provocam uma imediata e paradoxal resposta do público. Se por um lado suas formas causam asco ou repulsa, sua familiaridade e doçura geram uma empatia quase imediata. Trata-se de um jogo preciso, que encanta não apenas pelo virtuosismo técnico, mas sobretudo porque desperta por meio do sensorial uma série de indagações acerca do mundo contemporâneo, dos efeitos da ciência e dos limites morais e éticos do ser humano.

 

De que maneira a arte, em parceria com a natureza e a ciência, nos faz entender um pouco mais e melhor sobre nós mesmos? Teria a humanidade consciência de que se isola de forma ingênua e perigosa daquilo a que não está acostumada, destruindo o que lhe é estranho? Conhecemos realmente os efeitos futuros das recentes e profundas manipulações genéticas? O incômodo provocado por esses monstrengos de silicone concebidos por Patricia nos mostra sobre nossos próprios sentimentos, ampliando nossa compreensão sobre questões complexas e delicadas como a imposição de padrões de beleza, o racismo e a xenofobia. Não à toa Patricia Piccinini costuma dizer que seu mundo é mais repleto de perguntas do que de respostas.

 

“Sou interessada em descobrir o sentido do que é ser humano no âmbito da engenharia genética e da biotecnologia, e como essas tecnologias influenciam a maneira como nos relacionamos com o mundo. O mundo que crio existe em algum lugar entre o que conhecemos e o que está quase sobre nós (a imaginação, ou o futuro). Minhas criaturas, apesar de estranhas e por vezes inquietantes, não são assustadoras. Em vez disso, é a sua vulnerabilidade que muitas vezes vem à tona. Elas pedem que as olhemos além de sua estranheza, nos convidando a aceitá-las. Somos cercados por modificações genéticas escondidas em nossos alimentos e animais, sem ao menos dar conta! Eu não induzo o visitante a pensar qualquer coisa sobre engenharia genética, mas pergunto como eles se sentem frente a essas possibilidades. Trabalho com uma variedade de materiais e linguagens, de esculturas feitas de silicone e fibra de vidro a fotografia e vídeo, passando pelo desenho e a pintura”, resume a artista, cujo trabalho já foi levado a inúmeras galerias ao redor do mundo e teve destaque nas Bienais de Liverpool, Berlim, Havana e Veneza. Na edição de 2003 desta última, foi a única representante da Austrália com a mostra individual We are Family.

 

Intitulada ComCiência, a primeira exposição individual de Patricia Piccinini no Brasil – que fez sua estreia em São Paulo faz um amplo apanhado da produção da artista e reúne alguns de seus principais trabalhos. Logo na entrada, no térreo, o espectador se depara com peças icônicas da artista como Big Mother (uma figura agigantada, que se assemelha a uma macaca e amamenta um bebê); The Conforter  (uma menina toda coberta de pelos acalenta um pequeno ser, de pele macia e pés fofos como um bebê humano, mas que tem uma boca agigantada e sem olhos –; ou ainda The Observer (2010), um curioso menino que observa o mundo de um ponto de vista privilegiado e perigoso, o alto de uma pilha inclinada de cadeiras. Qualquer metáfora com o percurso que a exposição propõe ao espectador não é mera coincidência.

 

Em uma das alas da exposição foi criada uma espécie de garagem, na qual estão reunidas uma série de máquinas antropomorfizadas, uma espécie de diluição provocativa entre o inorgânico e o orgânico. Em outro módulo estão organismos absolutamente descolados da realidade, como Sphinx. Mas todo o centro cultural será tomado pelas bizarras figuras (esculturas, relevos e desenhos) da artista. Segundo o curador Marcello Dantas, a proposta foi ativar todas a salas do CCBB como sendo o lugar onde esses seres vivem, comem, dormem. “É como se você tivesse entrado nesse circo, nessa casa mal-assombrada”, povoada por criaturas que podem ser completamente abstratas, absolutamente verossimilhantes, misturas biologicamente plausíveis, mesclas de diferentes animais ou mutantes perfeitamente saídos de um filme de ficção científica. Talvez um dos pontos de partida da artista tenham sido os bichos que ela, nascida em Serra Leoa em 1965, descobriu ao chegar na Austrália, aos sete anos de idade. Bastaria citar o ornitorrinco ou o canguru para confirmar o importante papel desses animais incomuns no imaginário nacional. Como diz Dantas, “trata-se de um país que tem licença poética para a invenção”.

 

O caminho é repleto de surpresas e subversões de sentido. Reforçando ainda mais esse universo potente de relações, muitas vezes contraditórias, foi criado um audioguia que permite aos visitantes ir além da percepção visual, ouvindo os sons, as respirações e até a linguagem daquelas criaturas. “A ideia é permitir que se tenha uma ideia da essência desses personagens”, explica Dantas, que concebeu o sistema com a colaboração estreita da artista, que costuma dizer que suas criações têm cheiro de gengibre.

 

“Trata-se de uma obra sobre a aceitação”, diz o curador sobre o trabalho de Patricia, acrescentando que por isso gostaria que fosse uma exposição popular e que atraísse o público infantil. “As crianças possuem menos pré-conceitos”, define. Um dos grandes atrativos da mostra, o voo de um gigantesco balão na forma de um híbrido entre uma baleia e uma tartaruga, intitulado de Skywhale e originalmente criado para as celebrações do centenário de Canberra em 2013 está agendado para fazer um sobrevoo em Brasília no dia  dia 20 de janeiro  e no dia 21 estará exposto na área verde do CCBB (Próximo ao Pavilhão de Vidro) para apreciação dos visitantes.

 

No dia 23 a artista Patrícia Piccinini realiza palestra aberta ao público às 19:30 h no Teatro I.

 

Essa mistura alquímica entre natureza e tecnologia, que flerta tanto com o surrealismo e o hiperrealismo – o que explica a aproximação recorrente feita com o trabalho de outro ilustre artista australiano, o escultor Ron Mueck –, nos faz questionar sobre nossa semelhança e vínculo com esses seres. Seríamos nós monstrengos disfuncionais como eles, ou produziremos algum dia descendentes com esse grau de disfuncionalidade? Afinal, “genética é história da forma de corpo”, sintetiza Dantas, lembrando que nosso código genético é uma espécie de narrativa, de ponto indicativo do nosso passado e do nosso futuro, que carregamos conosco.

 

Diante de possibilidades terrivelmente ameaçadoras como essa, não seria surpreendente pensar a obra de Patricia como profundamente crítica dos avanços incontrolados da ciência e um tanto desesperançosa. Porém, há na delicadeza dessas figuras e no afeto que elas despertam algo de redentor: “seria uma obra pessimista se esses seres não estivessem repleto de amor”, conclui o curador.

 

Dica:

​ComCiência

​De ​21 de janeiro a 04 de abril, de quarta a segunda, das 9h às 21h

Local: CCBB Brasília (SCES, Trecho 02, lote 22)

​Entrada franca

Classificação Indicativa: Livre​

Mais informações: 3108-7600

 

- Dia 20 de janeiro: Voo do balão sobre Brasília ( Jardins, 16h30)

 

- Dia 23 de janeiro: Palestra aberta ao público da artista Patrícia Piccinini (Teatro I, 19h30; distribuição de senhas uma hora antes do evento)

 

Fonte: Dicas da Capital

Categoria: Cult
Tags: , , , , , , ,
Comentar
Termo de Uso de Conteúdo –

Nós permitimos e incentivamos a reprodução do conteúdo deste blog, desde que as condições determinadas abaixo sejam respeitadas.
Qualquer utilização que não respeite este Termo será considerada violação de propriedade intelectual e estará sujeita à todas as sanções legais.
Você pode copiar, distribuir e exibir o conteúdo, sob as seguintes condições:


Atribuição

Você deve dar crédito ao autor original sempre que o conteúdo possuir autoria. Veja o exemplo abaixo.
Por: (inserir o nome do autor)


Origem


A fonte deve ser citada da seguinte forma: Fonte: UDF.Blog (com o  link http://blog.udf.edu.br/)


Utilização do conteúdo


É vedada a criação de obras derivadas do conteúdo do UDF.Blog.
Você não pode alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta.
Você não pode utilizar o conteúdo para finalidades comerciais ou publicitárias.


Política de Privacidade


Todas as informações fornecidas por você serão utilizadas para sua identificação.
Seus dados não serão vendidos ou compartilhados com terceiros sem sua prévia autorização.
Caso tenha solicitado, usaremos seus dados para mantê-lo informado sobre serviços, novidades e benefícios. Você sempre terá a opção de cancelar o recebimento de tais mensagens.


Condições gerais para os comentários


Buscando manter um relacionamento mais próximo e oferecer a possibilidade de participação dos usuários em nossos conteúdos, comentários são permitidos e bem-vindos em nosso blog.
Eles estão sujeitos a aprovação e serão publicados sempre que de acordo com as seguintes condições:

Os conteúdos dos comentários publicados são de responsabilidade dos usuários, não tendo nenhuma interferência ou opinião do UDF Centro Universitário.