BRASIL TERÁ ÍNDICE PARA AVALIAR FELICIDADE E BEM-ESTAR DA POPULAÇÃO

São Paulo – O site do primeiro indicador de bem-estar e felicidade no Brasil foi lançado hoje (13) pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o Movimento Mais Feliz e a rede social MyFunCity. O Well Being Brazil (WBB), como será chamado o Índice de Bem-Estar Brasil, vai medir o nível de satisfação do brasileiro.

 

Well Being Brazil vai medir a felicidade da população (Galeria de El Mostrito / Creative Commons)

 

O primeiro índice do indicador, segundo informou Mauro Motoryn, presidente do Movimento Mais Feliz, deverá sair no final de dezembro. “Ele terá a característica e a cara do Brasil. O WBB é o retrato real do país e trará um estudo de tendência e uma pesquisa acadêmica juntos”, disse.

 

O nome do índice foi definido em inglês para poder possibilitar pesquisas também pelas universidades internacionais, declarou ainda Motoryn. “Esta será a primeira mensuração que será feita no Brasil para pesquisar o índice de satisfação do cidadão brasileiro com os serviços públicos, com os serviços públicos das empresas privadas e a sua percepção sobre o que lhe rodeia como segurança e meio ambiente”, explicou em entrevista à Agência Brasil.

 

Segundo ele, o indicador será formado por um tripé: cidadão, Poder Público (que inclui também as políticas públicas de empresas privadas que interferem na vida do cidadão) e a percepção do cidadão sobre tudo o que o rodeia.

 

Para Motoryn, a grande importância de se criar um índice como este, e passar a medir a satisfação do cidadão brasileiro, é a de contribuir com as políticas públicas. “É o estabelecimento de políticas públicas que venham a causar a melhoria de qualidade de vida do cidadão”, disse.

 

A ideia é que, além do índice, as pessoas também se utilizem da plataforma do MyFunCity para poder dar subsídios à gestão pública. “Se de um lado eu tenho o índice, do outro eu tenho uma rede social de interesse público que vai alimentar as prefeituras para elas poderem estabelecer suas plataformas de gestão”, explicou.

 

Isso, segundo Motoryn, funcionará em todas as cidades brasileiras. “Lá você poderá postar fotos e comentários. Não é só dar nota, se gostei ou não gostei. O Brasil já passou da fase do gostar ou não gostar. Temos o ‘gostei por isso’ ou ‘não gostei por isso’ e ‘minha participação na gestão é essa ou aquela’”, completou.

 

A construção do indicador se dará por ação conjunta envolvendo o meio acadêmico, empresas e movimentos sociais. O índice está sendo desenvolvido em fases: nesses primeiros 20 dias, por exemplo, será estabelecida a metodologia de estudo. Começa-se então a coleta de dados para se chegar à primeira proposta do que é essencial para os cidadãos do país. Haverá também audiências públicas com governadores, prefeitos e sociedade civil nas cidades de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, do Recife, de Manaus e Brasília. As audiências vão produzir um questionário definitivo, que levará a uma nova pesquisa de campo. A última fase é a divulgação do índice, prevista para dezembro.

 

“Toda a pesquisa será estruturada com questionários em profundidade, que serão disponibilizados na internet”, explicou Motoryn. Quaisquer pessoas poderão participar e se inscrever na pesquisa, bastando acessar o site criado para o indicador. Segundo ele, dez temas serão analisados: clima e atividades ao ar livre, transporte e mobilidade, família, redes de relacionamento, profissão e dinheiro, educação, governo, saúde, segurança e consumo.

 

O questionário completo que vai reunir as informações estará disponível tanto em português quanto em inglês no site www.wbbindex.org.

 

Fonte: EBC na rede

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PESSOAS FEMINISTAS SÃO MAIS FELIZES NO AMOR

Toma essa, Christian Grey.

 

Crédito da foto: commons.wikimedia.org

 

Psicólogos da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, conversaram com mais de 500 pessoas (homens e mulheres) para descobrir a relação entre feminismo e felicidade no amor. Entre eles, 242 ainda faziam faculdade, enquanto outros 289 eram um pouco mais velhos – média de 26 anos –, e namoravam há mais de 4 anos. Os pesquisadores perguntaram a eles se simpatizavam com algumas ideias feministas, aprovavam mulheres que se dedicam à carreira e se o atual parceiro era machista ou não. Também contaram sobre a qualidade e estabilidade do namoro e satisfação sexual.

 

E os feministas levaram a melhor em vários pontos. A vida sexual deles era muito mais saudável: eles se diziam mais felizes com sexo do que os casais com um pézinho no machismo. Além disso, os relacionamentos se mostravam muito mais estáveis. E isso valia para homens e mulheres feministas. De forma geral, pessoas favoráveis à igualdade entre os gêneros constroem namoros mais felizes do que os casais machistas.

 

Os pesquisadores ainda não descobriram por que o feminismo pode melhorar os relacionamentos. Mas desconfiam de alguns motivos. Por exemplo, homens feministas apoiam e entendem melhor suas namoradas. E quando se juntam a mulheres também feministas se livram da pressão de bancar todas as despesas do casal. Bem melhor assim.

 

Super Interessante

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HOMENS QUE AJUDAM NAS TAREFAS DOMÉSTICAS SÃO MAIS FELIZES

Essa é uma notícia que vai agradar mais as mulheres, do que aos homens. Um estudo da Universidade Umeå, na Suécia, estudou durante 26 anos, 723 pessoas, e observou que os homens que não ajudavam nas tarefas domésticas, como lavar a louça, limpar a casa e passar roupa, por exemplo, sofriam mais problemas como ansiedade, nervosismo e dificuldades de concentração do que os que dividiam esses afazeres. As mulheres que não dividiam as tarefas com seus parceiros, também se mostraram mais vulneráveis às doenças.

 

De acordo com a pesquisa, esses problemas ainda são decorrentes de se associar certas tarefas aos gêneros. Por exemplo: lavar o carro seria tarefa masculina, e limpar a casa seria papel da mulher.  A solução, portanto, é ter uma conversa franca com seu parceiro e propor uma divisão de tarefas. Tudo pelo bem do relacionamento, não é mulherada?

 

Fonte: Super Interessante

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NA HORA DA CONQUISTA, TER BOM HUMOR É FUNDAMENTAL

Invista no senso de humor

Ninguém gosta de pessoa mal humorada, ainda mais se tratando de encontros amorosos. Para se sair bem, é preciso investir no alto astral.

 

 

Se você acha que isso não passa de papo furado, se liga nessa: pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, pediram a 164 rapazes e 89 moças, de 18 a 26 anos, para classificar as qualidades mais importantes na hora de escolher um parceiro.

 

Entre as 16 opções, “senso de humor”, “divertido” e “brincalhão” ficaram, respectivamente, em segundo, terceiro e quarto lugar, na maioria das listas femininas – elas deixaram a opção “gentil e compreensivo” em primeiro lugar. Entre os homens, o “senso de humor” apareceu no topo da lista, “divertida” e “brincalhona” apareceram como terceira e quinta prioridades, respectivamente.

 

O bom humor pode, também, indicar nos homens, menor possibilidade de machucar os futuros filhos. Nas mulheres, esse jeito divertido mostra juventude e fertilidade”, conta Garry Chick, um dos líderes da pesquisa.

 

Fonte: Super Interessante

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DIZER “OBRIGADO” PODE TORNAR RELAÇÃO MAIS FELIZ

Dizer “obrigado” com frequência pode aumentar a felicidade do casal. A palavra e outras atitudes simples, como tocar o outro e manter contato visual, podem tornar o relacionamento mais duradouro e completo, segundo estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Os dados são do jornal Daily Mail.

 

 

Primeiro os cientistas analisaram 50 universitários que namoravam há cerca de 15 meses. Eles responderam questionários noturnos durante uma semana sobre a vida amorosa, incluindo se eles se sentiam estimados e se tratavam a cara metade com apreço. Os casais que se sentiam valorizados se mostraram menos propensos a terminar durante o período de nove meses de acompanhamento.

 

Em seguida, a equipe monitorou as interações entre companheiros de 18 a 60 anos, sendo que quase metade vivia junto. Contaram quantas vezes se tocaram, fizeram contato visual, disseram “obrigado”, se inclinaram em direção ao que estava falando. Verificou que os que mais demonstraram cuidados eram mais felizes com a relação. “Sentir-se apreciado por seu parceiro influencia a forma como você age em seu relacionamento e quanto quer ficar com ele”, explicou a pesquisadora Amie Gordon.

 

Fonte: Matéria retirada na íntegra do site Terra

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PESQUISA REVELA SALÁRIO DA FELICIDADE

50 mil dólares por ano

Uma pesquisa feita pelo Marist Institute for Public Opinion, revelou que as pessoas que ganham uma média salarial anual de 50.000 dólares são mais satisfeitas com a vida, levando em consideração amizade, saúde e maneiras de gastar o tempo.

 

 

A pesquisadora Susan McCulloch disse que as pessoas que ganham esta quantia ou pouco mais de 4 mil dólares por mês (cerca de 8 mil reais p mês) mostraram diferenças significativas em relação às pessoas consultadas que estão em outras faixas salariais.

 

No entanto, se a pessoa ganha mais de 75.000, os esforços adicionais, como trabalhar mais horas, parecem não valer mais a pena.

 

O artigo mostra ainda que um grande fator de influência no grau de felicidade é a comparação com os outros. Se você ganhar 50.000 dólares vivendo em um lugar onde boa parte das pessoas ganha o mesmo, você pode se sentir bem com isso. Em compensação, se você vive em um lugar onde há alto custo de vida, como em Nova York, mesmo viver com uma renda de 300.000 dólares anuais pode não ser o suficiente.

 

Fonte: Íntegra Só Notícia Boa

 

 

 

 

 

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MEU FILHO, VOCÊ NÃO MERECE NADA

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada

Leia na integra a coluna da jornalista e escritora Eliane Brum, na revista época acerca de um dos temas mais discutidos sobre o “novo jovem”. Será que estamos “trocando” os valores ou apenas os mascarando?

“Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.”

Texto retirado na integra do site da revista época revistaepoca@globo.com

Categoria: Retrato
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