Escapismo urbano

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Regina Tavares

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em 01/fev/2017 - 4 Comentários

Por Regina Tavares

Elogio inesperado. Picolé ao meio-dia. Fofoca ao pé do ouvido. Trocado achado no bolso. Boa ação do dia. Cheiro de chuva. Fruta da estação. Atendimento cordial. Boleia de caminhão. Oração furtiva. Post curtido por quem interessa. Flor no asfalto. Carinho gratuito. Cochilo na siesta. Pé no chão. Beijo roubado. Colo de mãe. Emenda de feriado. Sexta-feira. Música predileta no som do carro. Nota Dez. Roupa nova. Final de campeonato. Cinema e pipoca. Fígado desopilado por boa piada. Passe livre. Utopia. Corte de cabelo novo. Foto de infância. Saldo positivo na conta bancária. Festa surpresa. Bilhete premiado. Brinde. Visita em boa hora. Reconciliação sincera. Lembrança de ente querido. Justiça feita. Chuveiro quente. Cafuné. Saudade. Ano bissexto. Minuto de silêncio. Promoção. Cheiro de rosto colado. Riso espontâneo. Happy hour. Texto prazeroso.

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Arrisque-se a ser feliz

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Marcelo Paes Barros

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em 01/fev/2017 - 5 Comentários

Por Marcelo Paes Barros

Prezados leitores, um grande 2017 para todos! Depois de uma quase imperdoável ausência, resolvemos, nós editores do BLOG Cruzeiro do Sul, voltar à ativa! Esse renascimento se deve a vocês, alunos, funcionários, colegas acadêmicos e leitores desse BLOG que, através de manifestações pessoais ou digitais, questionaram a ausência de novas matérias. Surpreendemo-nos. Vocês estão certos: esse é um veículo livre de expressão que não pode padecer! Obrigado pelas manifestações de apreço por esse nosso trabalho criativo.

Gostaria de reativar minhas atividades nesse BLOG com uma breve reflexão sobre a felicidade. Sob meu ponto de vista, a felicidade deveria ser SEMPRE o objetivo final de qualquer, absolutamente qualquer, atividade que desempenhamos em nossas vidas. Busque-a, sempre! Sob essa premissa, uma boa dose de serotonina deveria inundar nossos cérebros (córtex frontal, principalmente) ao final de cada atividade desempenhada e, assim, nos trazer um prazer recompensador. E digo mais: se houver, preferencialmente, algum nível de apreciação ou reconhecimento do trabalho desempenhado, a motivação para repetir aquela atividade ou se aventurar a qualquer outra, mesmo que mais desafiadora, será ainda maior! Risco-recompensa, é o princípio aqui envolvido. Sair da zona de conforto, do status quo, parece ser a melhor estratégia para a felicidade. Infelizmente – advérbio precisamente encaixado aqui – não é isso o que geralmente acontece.

Somos forçados a seguir roteiros pré-determinados na sociedade moderna. Não há muito espaço, ou melhor, tolerância, para inovações ou quebra de padrões. A vida moderna parece ser uma peça de teatro exaustivamente ensaiada e com personagens muito bem caracterizados, mas não um espetáculo cômico de improviso. Tal fato pode ser evidenciado com uma breve conversa com seus amigos, principalmente da mesma faixa etária! São EXATAMENTE os mesmos problemas e dilemas – existenciais ou profissionais – mas em endereços diferentes.

dalai lama

Os padrões sociais pré-concebidos são evidentes nos adolescentes e suas selfies superproduzidas, as quais são (e devem ser, segundo essas diretrizes sociais) constantemente divulgadas nas mais diferentes mídias sociais. Jovens desesperadamente buscam sua própria identidade, aceitação e autoestima. Pobre do garoto que postar uma foto desleixada na sua página do Facebook: o bullying será imediato, ainda mais nessa era digital que vivemos!

Os personagens da peça teatral são também protagonizados por jovens adultos e seus narguilés, tatuagens, fotos na piscina e cabelos coloridos. Por mais diferentes que tentem ser, todos estes itens se enquadram no mesmo padrão esperado para aquela faixa etária. E que tal os trintões? Jovens executivos, work-a-holics ambiciosos, sonhando em trocar anualmente de automóvel e montar sua casa de praia/campo com o catálogo completo da Tok&Stok! Quarentões e suas viagens em motor-home pela Europa, suas motos Harley-Davidson, e selfies na academia. Tudo clichê. Vale um adendo: se as atitudes supracitadas lhes trouxerem real e genuína felicidade, façam! Mas, por favor, estejam convictos de que não se trata apenas de uma performance de encaixe social, ok?

Embora qualquer comportamento social atípico seja visto com enorme estranheza pelos membros da hermética sociedade, estas atitudes são as que eu, saibam vocês, mais admiro! Mais que admiro, invejo a coragem desses asteriscos do padrão social pré-concebido!

Admiro e invejo a professora universitária que largou tudo e foi viver em uma comunidade autossuficiente na Índia. Admiro e invejo a executiva de sucesso que largou seus tailleurs e jantares de negócios e foi tentar outro curso de graduação, vinte anos após sua primeira formatura. Admiro e invejo os jovens surfistas que viajam o mundo atrás de ondas naqueles incríveis programas do Canal Off.

“Irresponsáveis! Vagabundos! Iludidos!”, braveja a grande maioria da sociedade.

“Felizes…”, digo eu.

Sei que é difícil fugir desses padrões sociais. Por outro lado, acredito que só realmente morremos quando deixamos de sonhar ou quando não mais buscamos a felicidade em nossas vidas. Recuso-me a deixar de ser feliz!

Pensem nisso.

Anexo aqui um videoclipe para sua inspiração!

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