Don’t stop the party!

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Marcelo Paes Barros

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em 27/out/2014 - 13 Comentários

Por Prof. Marcelo Paes Barros

Queridos amigos(as)

Ando preocupado. Pergunto, de supetão, aos meus queridos estudantes: vocês têm realmente aproveitado essa sensacional fase da vida de vocês?

Saibam, então, que a época da faculdade foi, é, e será, o melhor período da sua vida! Essa fase representa um prelúdio da vida adulta, com suas responsabilidades, comportamento contido e hermética administração do tempo, mas com o frenesi das descobertas da adolescência, o frescor da juventude e tudo regido pelas inacreditáveis oscilações hormonais. Como digo aos meus alunos do grupo de pesquisa: “Aproveitem! Não esperem até ficarem do outro lado da mesa de trabalho”.

Além de toda formação acadêmico-profissional que o Ensino Superior proporciona, a época da faculdade é, sobretudo, uma fase de duras lições pessoais, de encruzilhadas sentimentais, mas também prazeres e alegrias incomensuráveis. “(…) from crayons to perfume”, como diz a famosa canção do filme “Ao mestre com carinho” (“To Sir with love”, Lulu, 1967).

Muitas vezes, a faculdade traz o primeiro namoro sério, as maiores responsabilidades, as festas mais iradas, as memoráveis performances atléticas, os jogos mais heroicos e, em suma, as melhores histórias da sua vida! As mesmas histórias que serão repetidamente contadas entre amigos da época, para seus filhos e seus netos. Talvez, até sejam as últimas imagens lúcidas que passarão em sua mente na reta final de sua existência. Momentos felizes, simplesmente.

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Hoje, com 46 anos, encontro-me quinzenalmente com os amigos da faculdade para jogar basquetebol. Entramos na faculdade no final dos anos 80, início dos anos 90, perfazendo, portanto, quase 30 anos de amizade. Nosso jogo hoje é, obviamente, pouco atlético porém mais divertido! Cerveja, churrasco e as mesmas e hilárias histórias do passado fazem parte do cardápio fixo do evento. Sempre que posto nossas fotos antigas na mídia social, observo que os comentários são uníssonos: que época fantástica!

Daí vem minha preocupação. Não vejo esses mesmos eventos nos dias de hoje em nossa Universidade. Onde estão os panfletos das festas temáticas? Onde estão os cartazes informativos dos torneios esportivos internos ou contra outras universidades rivais? Há, sequer, alguma rivalidade esportiva em questão? Onde estão as fotos das suas viagens com os amigos da classe? Onde está a Batucada oficial da Universidade? A única investida que vi, nos últimos anos, foi a Atlética da Medicina Veterinária da Universidade Cruzeiro do Sul. Eles possuíam uma boa estrutura regimental, organizaram festas, fomentaram treinos periódicos em várias modalidades, participaram de vários torneios esportivos externos e tinham até um logotipo e um mascote! Infelizmente, com a natural formatura das turmas, esse ímpeto se perdeu.

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Eu, particularmente, gostaria que vocês vivenciassem toda a atmosfera universitária na sua plenitude máxima. Que aprendessem a dividir bem suas obrigações acadêmicas com a diversão também necessária. Que acumulassem experiências.

Antes que vocês, discentes, deem a resposta mais previsível do mundo, já vou me adiantar: a iniciativa TEM que vir de vocês! Não esperem que os acadêmicos de meia-idade (ou mais), seus professores, se mobilizem para isso. Vocês têm que mostrar interesse! Mexam-se! Organizem-se. Montem suas Associações Atléticas, reúnam-se. Com propostas sólidas em mãos, encaminhem-nas para os órgãos superiores, para agendar horários de treinos, pedidos de financiamento para uniformes (ps. Nunca conseguimos, sempre pagamos os nossos próprios uniformes), reserva de espaços para festas temáticas, patrocinadas ou não. Eu sei que há uma série de nuances aqui, mas se não houver sequer a tentativa, tudo será sempre e aborrecidamente igual.

Lembrem-se: na juventude temos tempo e energia, mas não temos dinheiro. Na fase adulta, temos (algum) dinheiro e energia, mas não temos tempo. Na velhice, temos (algum, de novo) dinheiro e tempo, mas não temos energia. Viva cada experiência na fase certa e seja feliz!

Um abraço

Acende a fogueira do meu coração

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Regina Tavares

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em 29/mai/2012 - 8 Comentários

As festas juninas estão chegando e com elas festejos e tradições de encher os olhos. Quem nunca participou de uma quadrilha no ensino fundamental, não é mesmo? Tais comemorações se remetem a santos populares como Santo Antônio, São Pedro, São Paulo e São João.  De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses durante o período colonial.

O termo quadrilha advém de “quadrille”, em francês, e veio para o Brasil graças ao interesse das elites portuguesas e brasileiras do século XIX por tudo o que vinha de fora. Com o passar do tempo, a quadrilha se popularizou e se fundiu com outras danças brasileiras; seu ritmo foi modificado, novos instrumentos foram incorporados e os passos também foram alterados. Costumeiramente encontrada no nordeste ou em regiões mais caracterizadas pela tradição caipira, a quadrilha atual tem uma estrutura teatralizada conduzida por um marcador, alguém responsável por cadenciar a dança ao dar comandos aos seus participantes. Você já deve ter ouvido frases como: “Olha a cobra”. No passado, as quadrilhas ocorriam em espaços livres, chamados de arraiais, neles barracas com comidas típicas, gincanas e simpatias animavam a festividade à luz da fogueira. As fogueiras possuem origem europeia e fazem parte da tradição pagã de celebrar o solstício de verão, favorável à colheita de grãos como o milho, por exemplo. Daí a abundância de alimentos preparados com milho nas festas juninas. É uma verdadeira fartura de canjica, pamonha, pipoca, bolo de milho e outras guloseimas. A fogueira, ainda hoje, marca as festas de São João na Europa.

Assim como outras danças tradicionais brasileiras, a quadrilha foi sistematizada e largamente difundida em igrejas, escolas, clubes e associações de bairro. Há quem classifique a prática como um ato de folclorismo exagerado e artificial no qual a cultura caipira e nordestina é caricaturada. Entre um quentão ou outro é possível afirmar que as tradições juninas têm obtido espaço no contexto urbano e reavivado o mínimo respeito pelas práticas campesinas no século XXI, o que já é um baita mérito.

Fique ligado, em breve, o Colégio Cruzeiro do Sul deve anunciar a sua festa junina e você será convidado.

Inté!

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