Dicas para uma Festa Junina nutritiva

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em 18/jun/2014 - 4 Comentários

Comidas típicas fazem parte da tradição celebrada por muitas pessoas nas Festas Juninas espalhadas por todo o País. Com origem europeia, trazida ao Brasil pelos portugueses, as festas “caipiras” abrem o inverno brasileiro, lembrando os dias de São João, Santo Antônio e São Pedro.

Ligia Lopes Simões, coordenadora do curso de Nutrição da Universidade Cruzeiro do Sul, orienta que as pessoas devem estar atentas aos excessos na alimentação, pois fugir das tentações é uma missão quase impossível. Então, o jeito é não exagerar nas quantidades. “Alimentos como o milho, o arroz, o amendoim, a abóbora, quando consumidos individualmente, não oferecem riscos consideráveis à dieta. Porém, na maioria das vezes, estes vêm acompanhados de outros alimentos altamente calóricos, como o leite condensado, manteiga, açúcar, leite de coco, entre outros”, explica a professora.

Ligia Lopes Simões lista os valores nutricionais dos alimentos mais procurados, que possuem características funcionais e podem ser utilizados em receitas juninas saudáveis, sem comprometer o sabor:

Milho: É um alimento fonte de carboidratos, tendo uma função energética. É rico em sais minerais, proteínas e vitaminas, ainda possui atividade anticancerígena e antiviral.

Aveia: É um cereal nutritivo, rica em proteínas, ferro e vitaminas. Além de conter fibras solúveis, que são capazes de diminuir o nível de glicose no sangue, e fibras insolúveis, que auxiliam no trânsito intestinal.

Amendoim: Rica em antioxidantes, como a vitamina E, é considerado um alimento coadjuvante na prevenção do câncer e de doenças cardiovasculares.

Farinha de trigo integral: É rica em fibras, atuando na redução do risco de câncer, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e obesidade.

Além dos alimentos acima, a professora sugere uma receita de fácil preparo e tipicamente junina:

Caxambú

caxambu

Ingredientes

  • 200 g de açúcar
  • 200 g de sêmola de milho
  • 300 g de farinha de trigo
  • 100 ml de água
  • 2 ovos
  • 1 colher (sopa) cheia de margarina
  • 1 colher (sopa) rasa de fermento em pó
  • 1 colher (sobremesa) de erva doce

Modo de preparo

  • Misture todos os ingredientes secos em uma vasilha
  • Acrescente o ovo e a margarina, misturando bem com uma colher
  • Adicione a água, mas prestando atenção para que a massa não fique muito seca ou muito mole
  • Faça bolinhas com a medida de uma colher de sopa
  • Coloque as bolinhas em uma forno untada, deixando espaços entre elas
  • Pincele com uma gema batida
  • Leve ao forno pré-aquecido, 180ºC por 25 a 30 minutos

 

Obs.: Se preferir coloque pedaços de goiabada para enfeitar.

Rendimento: 16 unidades

Porção: 1 unidade

Valor calórico por porção: 100 kcal

Acende a fogueira do meu coração

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Regina Tavares

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em 29/mai/2012 - 8 Comentários

As festas juninas estão chegando e com elas festejos e tradições de encher os olhos. Quem nunca participou de uma quadrilha no ensino fundamental, não é mesmo? Tais comemorações se remetem a santos populares como Santo Antônio, São Pedro, São Paulo e São João.  De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses durante o período colonial.

O termo quadrilha advém de “quadrille”, em francês, e veio para o Brasil graças ao interesse das elites portuguesas e brasileiras do século XIX por tudo o que vinha de fora. Com o passar do tempo, a quadrilha se popularizou e se fundiu com outras danças brasileiras; seu ritmo foi modificado, novos instrumentos foram incorporados e os passos também foram alterados. Costumeiramente encontrada no nordeste ou em regiões mais caracterizadas pela tradição caipira, a quadrilha atual tem uma estrutura teatralizada conduzida por um marcador, alguém responsável por cadenciar a dança ao dar comandos aos seus participantes. Você já deve ter ouvido frases como: “Olha a cobra”. No passado, as quadrilhas ocorriam em espaços livres, chamados de arraiais, neles barracas com comidas típicas, gincanas e simpatias animavam a festividade à luz da fogueira. As fogueiras possuem origem europeia e fazem parte da tradição pagã de celebrar o solstício de verão, favorável à colheita de grãos como o milho, por exemplo. Daí a abundância de alimentos preparados com milho nas festas juninas. É uma verdadeira fartura de canjica, pamonha, pipoca, bolo de milho e outras guloseimas. A fogueira, ainda hoje, marca as festas de São João na Europa.

Assim como outras danças tradicionais brasileiras, a quadrilha foi sistematizada e largamente difundida em igrejas, escolas, clubes e associações de bairro. Há quem classifique a prática como um ato de folclorismo exagerado e artificial no qual a cultura caipira e nordestina é caricaturada. Entre um quentão ou outro é possível afirmar que as tradições juninas têm obtido espaço no contexto urbano e reavivado o mínimo respeito pelas práticas campesinas no século XXI, o que já é um baita mérito.

Fique ligado, em breve, o Colégio Cruzeiro do Sul deve anunciar a sua festa junina e você será convidado.

Inté!

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