Fome de sangue: da ficção à realidade

Postado por

Carlos Augusto Andrade

Mais posts
em 24/mar/2015 - 119 Comentários

Carlos Augusto B. Andrade

Diretamente da Transilvânia, eles saltaram para as telas do cinema e da TV. Quem não ficava com medo ao assistir os filmes de horror desses senhores da noite. Entravam em nossas casas pela telinha e mexiam com nossos nervos.

Às vezes dormíamos tranquilos, em outras os pesadelos nos faziam acordar suados, lançando as mãos ao pescoço, para verificar se não havia nenhuma marca de dentes cravados.

Vampiros: seres que andavam altivos e cheios de uma beleza mórbida-elegante. Aproximavam-se das vítimas e as encantavam com seu olhar dominador e persuasivo. Quase ninguém escapava de seus ataques e, por incrível que pareça, as vítimas se lançavam para satisfazê-los sem nenhuma resistência.

Desde 1922, Nosferatu, filme mudo que violou o enredo de Drácula sem permissão, até hoje é um referencial para quem gosta do gênero.

 

Carlos_1

Depois destes, outros tantos apareceram que marcaram época, sito três que tiveram uma audiência espetacular:

filmes

 

Um mais recente que procurou mostrar um arquétipo diferente, um vampiro romântico e até brilha no sol.  Na verdade, já surgiu como uma saga, para atender um público juvenil.

Crepusculo

Saga Crepúsculo – 2008-2013 

Muitos acreditam que esses seres solitários da noite existem e estão todos os dias procurando saciar sua fome de sangue. O mito do Vampiro está cercado por muitos objetos peculiares. Essas criaturas, na maioria das vezes, não gostam de sol (os mais modernos brilham nele), por isso transitam pela noite. A cruz, o alho e água benta, que eram instrumentos de combate, não tem muito efeito sobre alguns que surgiram nesse processo. Seres imortais; são sempre cautelosos, escondendo sua real existência dos seres humanos.

O amigo blogueiro Renato Padovese enviou uma informação que remete para as origens de tais relatos: “li que essas histórias de vampiros, lobisomem e até zumbis têm a mesma origem: a raiva. Não o sentimento, mas uma doença que ataca o sistema nervoso. É transmitida por mordida de animais, tais como cachorros, lobos e morcegos, e provoca dores que fazem as pessoas urrarem, babarem e também aumenta a libido sexual (por isso, talvez, vampiros são sempre sedutores nos filmes)”.

Sedução muito bem lembrada pela colega blogueira Regina Menezes na canção de Rita Lee:

Rita Lee

Venha sugar o calor
De dentro do meu sangue, vermelho
Tão vivo tão eterno, veneno
Que mata sua sede
Que me bebe quente
Como um licor
Brindando a morte, e fazendo amor,

Meu doce vampiro
Na luz do luar
Me acostumei com você
Sempre reclamando, da vida…
Me ferindo, me curando, a ferida…

De certa forma, todas essas inferências perpassam por nossa memória.

Ficção ou realidade? Depende do ponto de vista. Pois, a sede de sangue não é uma característica apenas do Vampiro. Há sanguessugas na modernidade que são muito parecidos. Seduzem para tirar proveito e sugam o sangue e a vida das pessoas. Classe de predadores não tão nova. Chamam-se “Políticos”.

carlos_5

 

Infestam o mundo todo, com poderes atribuídos por suas vítimas, seduzidas por um discurso vazio, por promessas que são natimortas. A fome de sangue neles é muito mais intensa que em seus companheiros da tela de tv ou cinema. Da Transilvânia para Brasília e em cada cidade e estado da federação, tais seres da noite confabulam e extorquem sem pensar em absolutamente nada. O que importa é ficar com bolso cheio, ainda que educação, saúde, segurança sejam completamente aniquiladas. Atualmente, demonstram uma fome intensa por petróleo, avaliando que seria mais lucrativo para a sobrevivência da espécie.

Se refletirmos muito bem, já vimos um ou outro por aí. Sanguessugas da humanidade, eles assumem uma postura de bons moços, mas com garras afiadas e dentes pontiagudos sorvem o sangue dos mais incautos e indefesos.

Cuidado, eles se proliferam e tem uma série de mortos-vivos que os seguem sem fazer nenhum tipo de crítica à atuação deles, hoje, na noite e no dia. Alguns tentam brilhar dizendo que são diferentes, no entanto, olhe bem no canto dos lábios desses famigerados, vai perceber as marcas de sangue por ali. Costumam deixar rastro por onde passam na busca incessante de ludibriar, de enganar com seus olhos de pseudo-compaixão.

Continuam incólumes, gastam fortunas para manter suas tumbas seguras em paraísos fiscais, mancomunam-se com todas as espécies, sua missão: levar vantagem em tudo.

Não morrem com água benta, cruz, ou alho, no entanto, ficam acuados quando encontram pessoas críticas que acompanham sua trajetória. É possível dar um fim neles, nossa única arma – o voto.

A vida imita a arte

Postado por

Regina Tavares

Mais posts
em 05/dez/2014 - 4 Comentários

Por Regina Tavares

 Quem nunca sonhou em experimentar as invencionices dos filmes de ficção científica? Muitas das inovações tecnológicas de conhecidos enredos cinematográficos, tais como Inteligência Artificial, Matrix, O Exterminador do Futuro, Minority Report, Blade Runner e tantos outros, já ficaram no passado ou estão prestes a se tornar realidade.

back-to-the-future-2
imagem: divulgação

Prova disso é que ninguém mais se impressiona ao ver drones sobrevoando a cidade, carros sem motoristas, impressoras 3D, acesso remoto à eletrodomésticos, telas sensíveis ao toque ou ao gesto, namoros virtuais, bebês com tablets etc.

Imagine que não é mais exclusividade dos agentes secretos de Hollywood terem óculos capazes de exibir informações diversas como condições climáticas, agenda, e-mail ou status em redes sociais. Com os óculos da Google, já à disposição no mercado, é possível, inclusive, fotografar ou filmar o ambiente apenas com um comando de voz ou um piscar de olhos.  A Apple deve inaugurar sua segunda loja oficial no Brasil em 2015 e entre os seus objetos de desejo está o relógio inteligente que permite em meio a muitas funções, realizar ligações telefônicas sem complicação alguma.

glass2_verge_super_wide

Vale dizer que o custo disso tudo pode ser pago apenas com o uso de um smartphone. Nada de cartão, cheque ou dinheiro. Segundo os nerds futurólogos, não haverá nada mais démodé do que pagar com dinheiro.

Contudo, se a vida imita a arte, ainda não houve como superarmos algumas criações famosas do cinema. O skate voador da franquia De volta para o futuro tornou-se objeto de desejo sem prazo para se materializar. As luvas eletromagnéticas que permitem escalar prédios apenas com o uso das mãos ainda é uma exclusividade de Missão Impossível. Máquinas do tempo que possam nos transportar para diferentes períodos da humanidade também não saíram do roteiro de muitas ficções. Apagar instantaneamente da memória momentos que possam se transformar em lembranças negativas continua sendo mérito apenas de MIB – Homens de Preto.

Pelo visto o futuro chegou, mas a capacidade de superarmos o poder da imaginação nem se aproxima.

Era uma vez… A reinvenção dos clássicos

Postado por

Regina Tavares

Mais posts
em 13/jun/2012 - 6 Comentários

Atire a primeira pedra quem nunca se emocionou com o conto da princesa que virava gata borralheira depois da meia-noite. E quem jamais escutou a respeito da doce menina que, ao completar 15 anos, espeta o dedo em uma agulha e adormece eternamente?

Segundo pesquisadores, essas histórias conhecidas como “contos de fada” surgiram em meados do século XVIII e tinham a finalidade de educar a criança a partir da valorização dos bons costumes. Nelas, sempre há um desfecho moralizante após o “felizes para sempre”, trata-se da “moral da história”. Com a evolução da sociedade, surge uma nova concepção de infância e, consequentemente, das literaturas infanto-juvenis.

As adaptações dos clássicos, eternizados pelos desenhos de Walt Disney, adquiriram atualmente uma roupagem bem distinta daquela de outrora. Afinal, do século XVIII para cá, muitas mudanças ocorreram. A imagem de uma mulher passiva, por exemplo, na eterna espera pelo príncipe encantado é vista como retrógada e longe de nossa realidade. Dessa forma, a Indústria Cultural não pensou duas vezes e empenhou a recriação dos clássicos.

Nos últimos tempos diversos títulos foram relançados com essa nova abordagem. Para citar alguns temos os recentes filmes A Branca de Neve e o Caçador e Espelho, espelho meu (2012), ambos voltados para o público teen. Com nova roupagem e postura, a indefesa Branca de Neve surpreende a todos ao guerrilhar em pé de igualdade com vilões e monstros inimagináveis. No ano passado foi a vez de a Chapeuzinho Vermelho se adaptar à contemporaneidade. No longa A Garota da Capa Vermelha, a inocente protagonista encarna a pele de uma jovem sensual e se aventura em cenas picantes ao lado do notável lobo “mau”.

Não podemos esquecer que dentro dessas adaptações, há também interessantes criações como a do casal Sherek e Fiona, uma paródia a respeito dos cânones clássicos. Na série de quatro filmes, temos momentos emblemáticos como quando a princesa resolve assumir a sua forma de ogra e não a humana e quando opta por Shrek e não pelo príncipe encantado.

Mais audacioso ainda, quando a princesa do filme Encantada (2007) decide abandonar seu reino mágico e musical para viver na Manhattan dos dias atuais ao lado de um advogado divorciado e descrente no amor.

E você? O que acha da reinvenção dos clássicos?

Inté!

ASSINE O FEED RSS

Acompanhe nosso blog pelo feed

O BLOG

O objetivo central do veículo é estimular o senso crítico e o poder de reflexão de seus leitores sobre temas que transitam entre conhecimentos científico e de caráter geral.

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

TAGS