Homenagem ao Dia dos Professores

Postado por

Renato Padovese

Mais posts
em 15/out/2014 - Sem Comentários

Por  Renato Padovese

Na minha tese de doutorado, escrevi uma dedicatória aos meus pais que dizia: ‘porque o maior bem que se pode deixar para um filho é a educação’. Tenho que admitir, não fui muito original. Afinal, bens materiais podem ser ganhos ou perdidos ao longo da vida, enquanto que o conhecimento ninguém tira da pessoa, já dizia o velho e sábio dito popular. Porém, o efeito desta frase despretensiosa foi surpreendente, porque foi a primeira vez que vi meu pai chorar.

A dedicatória, embora simples e óbvia, revelou meu profundo agradecimento e reconhecimento e isto foi o que emocionou meus pais. Lembrei-me deste episódio porque não poderia deixar de reconhecer também a influência que os meus professores exerceram na minha educação, na minha formação pessoal e profissional.

Obrigado Tia Nega, Juca, Pasquale, Alfredo Areas, Plíno Chapchap, Rui Curi e tantos outros, muito obrigado por me ensinarem o poder das palavras e dos números, apontarem caminhos, incentivarem o gosto pela pesquisa, despertarem minha curiosidade, por mostrarem a importância do debate, do respeito e da ética. Caros professores do UDF, recebam meu abraço e tenham a certeza que neste dia 15 de outubro, dia do professor, muitos estarão também pensando em vocês, reconhecendo sua importância em suas vidas. E não se envergonhem se o pranto rolar.

“Meu, tu não sabe o que me aconteceu, os ‘cara’ do Charlie Brown invadiram a cidade”

Postado por

Regina Tavares

Mais posts
em 08/mar/2013 - 12 Comentários

O recente luto decretado pelo mundo da música me fez recordar uma passagem curiosa da minha vida. Há exatos dez anos, a Universidade Cruzeiro do Sul completava 30 anos e uma de suas ações comemorativas consistia na promoção de um show destinado aos alunos.  Por votação do público interno da Universidade, a banda Charlie Brown Jr foi selecionada para o tão esperado evento, em meio a outras duas sugestões de bandas. O show foi um sucesso. Chorão e sua trupe empolgaram centenas de jovens com hits como: “O coro vai come”, “Proibida pra mim”, entre outros.

A banda curtia a boa colocação no hit parade da época. Uma de suas músicas embalava Malhação, um sucesso televisivo entre os jovens. O lançamento do CD acústico MTV havia consagrado de vez os artistas que, dois anos mais tarde, viriam a ganhar o Grammy Latino. Já na juventude, eles estavam no topo do mundo e ‘tirando a maior onda’.

Na condição de jornalista, durante a cobertura do evento, ainda me recordo como a postura marrenta e debochada de Chorão me intrigava. Eu estava diante de alguém que, literalmente, se identificava e se projetava no seu público. A abertura do show trazia o vocalista em manobras radicais de skate e arrancava gritos ensurdecedores. O coloquialismo de suas letras ilustrava temas que transitavam entre amor e vício, e serviam como ‘hino-desabafo’ para muitos ali presentes. O sucesso da Charlie Brown Jr era a consolidação do sonho de qualquer jovem: montar uma banda, tocar na cidade grande e fazer sucesso. Àquela altura do campeonato, Chorão era referência certa para a ousadia e a determinação juvenil.

Lembro-me de termos trocado duas ou três palavras sobre a possibilidade de entrevistá-lo e de ter recebido um sim imediato, com a única condição de que o bate-papo fosse após o show. Aceitei prontamente a imposição e me pus a estudar a pauta com afinco. Já havia bolado questões em torno da ex-banda What´s up?, das letras de contestação como “Não é sério” e da possível desavença existente entre ele e seu baixista, o Champignon.

Mas algo saiu do controle e sem saber muito bem como tudo aconteceu, pude notar Chorão sobre uma imensa caixa de som, ameaçando se jogar no público; eis mais um de seus atos inesperados. Houve rumores sobre ser esta uma possível tática de marketing ou apenas uma demonstração de egocentrismo no palco. O fato é que os demais colegas da banda, a organização do evento e boa parte do público desencorajaram a audaciosa proposta.

As vozes dissonantes não foram suficientes. Chorão se atirou no público como quem se atira sobre inúmeros colchões macios empilhados. É óbvio que a brincadeira lhe custou caro, ele saiu de lá numa ambulância às pressas e eu sem a minha entrevista. Custei para entender que não era necessário falar com Chorão para atestar sua representatividade para a então fase do Rock e da juventude brasileira. Seu sorriso despojado, após o acidente já dizia tudo; provava que nada era capaz de lhe amedrontar ou diminuir sua sede por aventura. Ele era assim, intenso como muitos o caracterizavam. Não cabe aqui, discutir sem objetividade as causas de sua morte, nem julgar o motivo que o levou ao fim de sua jornada, mas lamentar o último salto deste destemido aventureiro tão representativo para muitos.

Depois de quarta-feira, por Chorão, muitos choraram.

Inté!

Música no campus São Miguel em homenagem ao dia da Mulher

Postado por

Universidade Cruzeiro do SulSeja Bem-vindo ao Blog da Extensão da Cruzeiro do Sul.

Mais posts
em 08/mar/2013 - Sem Comentários

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher os alunos do curso de Música apresentaram, no dia 6 de março, um repertório musical na sala dos professores do campus São Miguel.

Na ocasião, a Magnífica Reitora, Profa. Dra. Sueli Cristina Marquesi foi homenageada pela coordenação do curso com um ramalhete de flores, simbolizando essa data tão especial para mulheres. Também marcaram presença o Pró-reitor de Pós-graduação e Pesquisa, Prof. Danilo Antonio Duarte, assessores, professores e alunos.
Conheça o repertório tocado

Música: Feijoada Completa:
Aluno Naruh Payne (violão)
Música: Cecília
Aluno Márcio Soares (voz e violão)
Música: Luiza
Alunos Claudemir Xavier (voz) e Vitor Santos (piano)

Música: Angélica
Coral dos alunos de Música

ASSINE O FEED RSS

Acompanhe nosso blog pelo feed

O BLOG

O objetivo central do veículo é estimular o senso crítico e o poder de reflexão de seus leitores sobre temas que transitam entre conhecimentos científico e de caráter geral.

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

TAGS