BELO MONTE DE PROBLEMAS

Postado por

Regina Tavares

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em 16/jun/2011 - 15 Comentários

Desde o século XVI, o patrimônio territorial indígena sempre esteve ameaçado por interesses políticos e econômicos que visam o enriquecimento alheio. Ao longo da História do Brasil, os povos indígenas foram vítimas de massacres e doenças, assim como, tiveram suas terras invadidas e exploradas. Diversas etnias são exterminadas e colocadas à margem da miséria, por meio do incentivo à construção de usinas hidrelétricas que devastam a biodiversidade, criminalizam líderes indígenas e rompem com a identidade cultural das tribos existentes.

Atualmente, diversos povos do Xingu sentem na pele essa questão. Estamos falando da construção de uma usina hidrelétrica nas margens do Rio Xingu, no Pará. Trata-se de um mega projeto que faz parte de um dos principais empreendimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento): Belo Monte. Ela será a terceira maior hidrelétrica do mundo, equivalente a oito Maracanãs. Uma devastação correspondente a mais de nove milhões de hectares da nossa floresta.

Desconsiderando as recomendações do Ministério Público Federal e da Organização dos Estados Americanos (OEA), o presidente do Ibama, Curt Trennepohl, anunciou na quarta-feira (1/6) a liberação da licença definitiva para a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Tal medida deve ser debatida por todos os brasileiros que acreditam no desenvolvimento sustentável de seu país. Não se trata aqui de uma ofensiva à evolução econômica do Brasil, mas apenas um apelo à consideração dos índios como agentes históricos legítimos. Definitivamente, algo bem diferente, da declaração dada em 2009, por Edison Lobão: “Forças demoníacas impedem a construção da usina hidrelétrica”. A declaração foi vista como ofensa direta à tribo dos índios Kayapó e Xingu e não como tentativa de diálogo.

Diante desse literal divisor de águas, encerro este post com a fala do Cacique Raoni: “Somos contra a construção da barragem. Sabe por quê? Porque eu quero que o rio continue com vida igual a nós. Eu quero que peixes, animais e outros seres vivos continuem vivendo em paz.”

Inté!

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