RIQUEZA DE 1% DA POPULAÇÃO MUNDIAL SUPERA A DOS 99% RESTANTES EM 2015

A riqueza acumulada por 1% da população mundial, os mais ricos, superou a dos 99% restantes em 2015, um ano mais cedo do que se previa, informou nesta segunda-feira (18) a organização não governamental (ONG) Oxfam. O anúncio foi feito a poucos dias do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça que ocorrerá entre os dias 20 e 23 deste mês.

 

“O fosso entre a parcela dos mais ricos e o resto da população aumentou de forma dramática nos últimos 12 meses”, diz relatório da ONG britânica intitulado Uma economia a serviço de 1%.

 

“No ano passado, a Oxfam estimava que isso fosse ocorrer em 2016. No entanto, aconteceu em 2015, um ano antes”, destaca no texto.

 

Para mostrar o agravamento da desigualdade nos últimos anos, a organização estima que “62 pessoas têm tanto capital como a metade mais pobre da população mundial”, quando, há cinco anos, era a riqueza de 388 pessoas que estava equiparada a essa metade.

 

Durante o Fórum Econômico Mundial de Davos se encontrarão os líderes políticos e representantes das empresas mais influentes do mundo, a Oxfam pede a ação dos países em relação a essa realidade.

 

“Não podemos continuar a deixar que milhões de pessoas tenham fome, quando os recursos para ajuda estão concentrados, no mais alto nível, em tão poucas pessoas”, afirma Manon Aubry, diretora dos Assuntos de Justiça Fiscal e Desigualdades da Oxfam na França, citada pela agência de notícias France Presse (AFP).

 

Segundo a ONG, “desde o início do século 21 a metade mais pobre da humanidade se beneficia de menos de 1% do aumento total da riqueza mundial, enquanto a parcela de 1% dos mais ricos partilharam metade do mesmo aumento”.

 

Para combater o crescimento dessas desigualdades, a Oxfam pede o fim da “era dos paraísos fiscais”, acrescentando que nove em dez empresas que figuram entre “os sócios estratégicos” do Fórum Econômico Mundial de Davos “estão presentes em pelo menos um paraíso fiscal”.

 

“Devemos abordar os governos, as empresas e as elites econômicas presentes em Davos para que se empenhem a fim de acabar com esta era de paraísos fiscais, que alimenta as desigualdades globais”, diz Winnie Byanyima, diretor-geral da Oxfam International, que estará em Davos.

 

No ano passado, vários economistas contestaram a metodologia utilizada pela Oxfam. A ONG defendeu o método utilizado no estudo de forma simples: o cálculo do patrimônio líquido, ou seja, os ativos  menos a dívida.

 

A pequena localidade suíça de Davos vai acolher, a partir da próxima quarta-feira (20), líderes políticos e empresários para debater a 4ª Revolução Industrial.

 

Esta 46ª edição do fórum, que termina em 23 de janeiro, ocorre no momento em que o medo da ameaça terrorista e a falta de respostas coerentes para a crise de refugiados na Europa se juntam às dificuldades que a economia mundial encontra para voltar a crescer e à forte desaceleração das economias emergentes.

 

Segundo o presidente do fórum, Klaus Schwab, a “4ª revolução industrial refere-se à fusão das tecnologias”, principalmente no mundo digital, que “tem efeitos muito importantes nos sistemas político, econômico e social”.

 

Fonte: Agência Brasil (com adaptações).

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PRODUÇÃO INDUSTRIAL RECUA EM DEZ LOCAIS EM OUTUBRO, DIZ IBGE

A produção industrial caiu em dez dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em outubro último, em comparação ao mês anterior. As principais quedas foram observadas no Pará (-6%), Paraná (-5,7%), Espírito Santo (-5,1%) e Amazonas (-4,9%), de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgada nesta terça (8).

 

Também houve quedas acima da média nacional, de 0,7%, os estados do Goiás (-2,2%), Rio de Janeiro (-0,9%) e Rio Grande do Sul (-0,8%). Outros locais apresentaram recuos: Região Nordeste (-0,5%), São Paulo (-0,4%) e Minas Gerais (-0,1%).

 

Por outro lado, quatro estados registraram alta na produção industrial, neste tipo de comparação: Bahia (2,2%), Ceará (0,9%), Pernambuco (0,3%) e Santa Catarina (0,2%).

 

Nos demais tipos de comparação, o IBGE também avalia o desempenho do estado do Mato Grosso, analisando, portanto, 15 locais no total. Em relação a outubro de 2014, houve queda em 13 dos 15 locais, com destaque para Amazonas (-20,6%). As exceções foram Mato Grosso e Pará, que tiveram altas de 4,6% e 3,5%, respectivamente.

 

No acumulado do ano, houve queda em 12 dos 15 locais, sendo a mais intensa observada também no Amazonas (-15,1%). Altas foram registradas no Espírito Santo (9,5%), Pará (5,9%) e Mato Grosso (3,4%).

 

Com um recuo na produção de 14,5%, o Amazonas também lidera a lista dos 12 locais com perdas no acumulado de 12 meses. Nesse tipo de comparação, também acumulam ganhos os estados do Espírito Santo (9,9%), Pará (5,6%) e Mato Grosso (4%).

 

Fonte: Agência Brasil (com adaptações).

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NÍVEL DE ATIVIDADE E DE EMPREGO NA CONSTRUÇÃO MANTÉM QUEDA EM OUTUBRO, DIZ CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta quarta (25) dados que mostram que a atividade e o emprego na indústria da construção mantiveram-se em queda em outubro.

 

O índice de evolução do nível de atividade registrou 36,7 pontos e o número de empregados ficou em 35,6 pontos no mês. A CNI usa uma escala que varia de 0 a 100 e valores abaixo de 50 pontos indicam atividade e emprego em queda.

 

O índice de nível de atividade efetivo em relação ao usual também ficou abaixo de 50 e registrou 27,1 pontos. A utilização da capacidade de operação das empresas do setor, único que tem o resultado em percentual e não em pontos, mostrou que a indústria operou, em média, com 57% da capacidade, 2 pontos percentuais abaixo do registrado em setembro.

 

Quanto aos próximos seis meses, dados já atualizados para novembro, todos os indicadores ficaram abaixo de 50 pontos. O índice de expectativas em relação ao nível de atividade registrou 38,5 pontos; o de novos empreendimentos e serviços, 38,2 pontos; o de compra de insumos e matérias-primas, 37,9 pontos; e o de número de empregados, 37,3 pontos.

 

A intenção de investimento foi de 24,5 pontos em novembro.

 

A Sondagem Indústria da Construção foi realizada com 595 empresas entre 2 e 12 de novembro. Dessas, 185 são de pequeno porte,, 269 são médias e 141, de grande porte.

 

Fonte: Agência Brasil

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CO2 NA ATMOSFERA ATINGE NÍVEL RECORDE EM 30 ANOS, DIZ ONU

Outros gases do efeito estufa produzidos pelo homem também aumentaram

GENEBRA – Os níveis dos gases do efeito estufa na atmosfera tiveram uma alta recorde em 2014, num momento em que o implacável agravamento das mudanças climáticas faz com que o planeta fique mais perigoso para as gerações futuras, disse a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência da ONU, nesta segunda-feira.

 

“Todo ano, dizemos que o prazo está se esgotando. Temos que agir agora para reduzir as emissões de gases do efeito estufa se quisermos ter uma chance de manter o aumento da temperatura em níveis administráveis”, disse o secretário-geral da entidade, Michel Jarraud, em comunicado.

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Gráficos de emissões elaborados por essa agência da Organização das Nações Unidas mostram a elevação constante dos níveis de dióxido de carbono, o principal gás do efeito de estufa, que alcançou 400 partes por milhão (ppm), estabelecendo um novo recorde a cada ano desde que foram iniciados monitoramentos confiáveis, em 1984.

 

Os níveis de dióxido de carbono alcançaram a média de 397,7 ppm em 2014, mas rapidamente romperam a barreira de 400 ppm no hemisfério norte no início de 2014, e novamente no início de 2015. Logo, 400 ppm será uma realidade permanente, disse Jarraud.

 

“Isso significa temperaturas mais quentes no mundo, eventos climáticos mais extremos, como ondas de calor e inundações, derretimento de gelo, elevação do nível do mar e aumento da acidez dos oceanos. Isto está acontecendo agora e estamos nos movendo em território desconhecido em uma velocidade assustadora”, afirmou.

 

O aumento nos níveis de dióxido de carbono vem sendo amplificado por níveis mais elevados de vapor de água, que por sua vez foram subindo por causa das emissões de dióxido de carbono, afirmou a WMO.

 

Níveis dos outros dois principais gases do efeito de estufa produzidos pelo homem, o metano e o óxido nitroso, também continuaram sua inexorável ascensão anual em 2014, chegando a 1.833 partes por bilhão (ppb) e 327,1 ppb, respectivamente. Ambos tiveram seu mais rápido ritmo de aumento em uma década.

 

O painel de cientistas do clima da ONU estima que as concentrações de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso são as mais elevadas em pelo menos 800.000 anos.

 

Mais de 150 países, liderados pela China e Estados Unidos, os maiores emissores de gases de efeito estufa, divulgaram planos para limitar as emissões de gases do efeito de estufa a partir de 2020. Mas os planos revelados até agora não irão reduzir as emissões o suficiente para atender a uma meta acordada em 2010 de limitar o aquecimento mundial a menos de 2° Celsius em relação aos níveis pré-industriais.

Fonte: O Globo

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JUROS DO CHEQUE ESPECIAL FICAM ESTÁVEIS EM NOVEMBRO, DIZ PROCON

A taxa média de juros do cheque especial apresentou leve queda em novembro, mostra levantamento feito em sete instituições bancárias pela Fundação Procon de São Paulo. Os juros médios ficaram em 12,24% ao mês (a.m.), uma redução de 0,04 ponto percentual na comparação com o mês anterior (12,28%).

 

A taxa de juros do empréstimo pessoal ficou em 6,39% a.m., o que indica uma elevação de 0,12 ponto percentual em relação à apuração de outubro. Dos sete bancos analisados, três aumentaram as taxas de juros de empréstimo pessoal.

 

O maior acréscimo ocorreu no Santander, que subiu a taxa de 7,99% para 8,49%, uma variação positiva de 6,26% em relação a outubro. Em seguida, está elevação na taxa oferecida pela Caixa Econômica Federal, de 4,8% para 5%, representando alta de 4,17% em relação a outubro. O Itaú aumentou de 6,26% para 6,43%.

 

Apesar da alta, a Caixa Econômica Federal mantém a menor taxa para empréstimo pessoal entre as instituições pesquisadas. A maior alta é verificada no Santander. Banco do Brasil (5,5%), Bradesco (6,61%), HSBC (7,3%) e Safra (5,4%) mantiveram os juros no mesmo patamar de outubro.

 

As taxas foram apuradas no dia 3 de novembro, considerando o período de 12 meses, referindo-se às máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, independente do canal de contratação.

 

No cheque especial, apenas o Santander elevou a taxa, de 14,84% para 14,95%, uma variação positiva de 0,74%. A única redução foi verificada na Caixa Econômica Federal, que alterou de 11,38% para 10,98%, redução de 3,51%. Os demais bancos mantiveram os valores: Banco do Brasil (11,8%), Bradesco (11,92%), HSBC (13,67%), Itaú (11,93%) e Safra (10,4%). A menor taxa é a do Safra e a maior é do Santander.

 

Fonte: Agência Brasil

Categoria: Em pauta
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PREVISÃO PARA IPCA SOBE PARA 9,99% NESTE ANO E QUASE FURA TETO EM 2016

Estimativas do mercado para inflação foram divulgadas pelo Banco Central.

O mercado financeiro subiu para 9,99% sua estimativa de inflação para este ano. Para 2016, a previsão dos economistas avançou para 6,47% – ou seja, quase no limite do teto do sistema de metas de inflação brasileiro, segundo o relatório de mercado, também conhecido como Focus. O documento, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (9), é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na semana passada.

 

Para 2015, a expectativa dos economistas é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, feche o ano em 9,99%, beirando a marca dos 10%. Na semana anterior, a taxa esperada era de 9,91%. Se confirmada a estimativa, representará o maior índice em 13 anos, ou seja, desde 2002 – quando ficou em 12,53%.

 

Essa foi a oitava alta seguida no indicador. O BC informou recentemente que estima um IPCA de 9,5% para este ano. Segundo economistas, a alta do dólar e, principalmente, dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue pressionando os preços.

 

Para 2016, os economistas das instituições financeiras elevaram sua expectativa de inflação de 6,29% para 6,47% na última semana. Foi a 14ª alta seguida do indicador que continua se distanciando da meta central de 4,5% fixada para o ano que vem e que passou a ficar muito próxima do limite de 6,5% do sistema de metas de inflação.

 

Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Com isso, a inflação deverá superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que não acontece desde 2003.

 

Recentemente, o BC admitiu que não conseguirá trazer o IPCA para a meta central de 4,5% no próximo ano. Segundo a autoridade monetária, isso será possível somente em 2017. Na semana passada, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Altamir Lopes, informou que, apesar da desistência da autoridade monetária de trazer o IPCA para 4,5% em 2016, que ele permanecerá dentro da banda do sistema de metas, ou seja, abaixo de 6,5%. “[A inflação] estará contida no intervalo do regime de metas [em 2016]“, disse ele na ocasião.

 

Produto Interno Bruto


Ao mesmo tempo, o mercado financeiro também passou a estimar uma retração maior da economia em 2015 e, também, no ano que vem.
Para o PIB deste ano, o mercado financeiro passou a prever uma retração de 3,10%. Foi a 17ª revisão para baixo consecutiva do indicador. Até então, a expectativa era de uma contração um pouco menor neste ano: de 3,05%. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%.

 

Para 2016, os economistas das instituições financeiras aumentaram de 1,51% para 1,90% a expectativa de contração na economia do país. Esta foi a quinta queda seguida na previsão do mercado para o PIB do próximo ano.
Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem início em 1948.

 

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. No mês passado, a “prévia” do PIB do BC indicou uma contração de 2,99% até agosto.

 

No fim de agosto, o IBGE informou que a economia brasileira registrou retração de 1,9% no segundo trimestre de 2015 em relação aos três meses anteriores, e o país entrou na chamada “recessão técnica”, que ocorre quando a economia registra dois trimestres seguidos de queda. De janeiro a março deste ano, o PIB teve baixa de 0,7% (dado revisado).

 

Taxa de juros


Após o Banco Central ter mantido os juros estáveis em 14,25% em outubro, o maior patamar em nove anos, o mercado manteve a estimativa de que não devem ocorrer novos aumentos de juros em 2015. Para o fim de 2016, a estimativa subiu de 13% para 13,25% ao ano – o que pressupõe redução, embora menor, da taxa Selic ao longo do ano que vem.

 

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

 

Câmbio, balança e investimentos


Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 permaneceu em R$ 4 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 4,20.

 

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 subiu de US$ 14 bilhões para US$ 14,6 bilhões de resultado positivo. Para 2016, a previsão de superávit avançou de US$ 26,3 bilhões para US$ 29 bilhões.

 

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil caiu de US$ 64,6 bilhões para US$ 62,3 bilhões. Para2016, a estimativa dos analistas para o aporte permaneceu inalterada em US$ 60 bilhões.

 

Fonte: G1

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DESEMPREGO VAI A 8,6% NO TRIMESTRE ENCERRADO EM JULHO, DIZ IBGE

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em julho de 2015 foi estimada em 8,6%, ficando acima da taxa medida no mesmo período do ano anterior (6,9%) e superando também a taxa do trimestre encerrado em abril de 2015 (8%). Esta é a maior taxa da série histórica do indicador, iniciada em 2012.

 

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio Contínua (Pnad Contínua) e foram divulgados hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de geografia e Estatística (IBGE). Eles indicam que no trimestre encerrado em julho havia cerca de 8,6 milhões de pessoas desocupadas. A estimativa é 7,4% superior à do trimestre encerrado em abril de 2015 (8 milhões de desempregados) e 26,6% superior à do mesmo período em 2014 (6,8 milhões).

 

A pesquisa indica, ainda, que o número de pessoas ocupadas no trimestre encerrado em julho foi estimado em 92,2 milhões. O dado não variou estatisticamente na comparação com o trimestre de fevereiro a abril de 2015 e nem na comparação com o mesmo período ddo ano passado.

 

Segundo o levantamento, o rendimento médio real do trabalhador (R$ 1.881) ficou estável comparado ao trimestre de fevereiro a abril de 2015 (R$ 1.897). Já em relação ao mesmo trimestre do ano passado (R$ 1.844), houve alta de 2%.

 

Os indicadores da Pnad Contínua são calculados para trimestres móveis, utilizando-se as informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa. A taxa do trimestre móvel terminado em julho de 2015 foi calculada a partir das informações coletadas em maio/2015, junho/2015 e julho/2015.

 

O número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada caiu 0,9% no trimestre encerrado em julho (menos 337 mil pessoas), na comparação com o trimestre encerrado em abril. Na comparação com o mesmo período de 2014, a redução foi mais acentuada: 2,5%, que corresponde a 927 mil pessoas.

 

O rendimento dos trabalhadores domésticos e o dos empregados do setor público caíram 1,6% e 1,8%, respectivamente, no trimestre encerrado em julho, frente ao trimestre anterior, encerrado em abril. Apenas os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada apresentaram variação positiva em seus rendimentos no período da pesquisa, com alta de 2,9%.

 

Fonte: Agência Brasil

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NOVAS DROGAS CONTRA AIDS TIRAM O HIV DE ESCONDERIJOS NO CORPO

Substâncias reativam vírus latente em estratégia para eliminá-lo

LONDRES e BRUXELAS – Londres e Bruxelas Cientistas trouxeram novas esperanças de cura da Aids. Dois estudos publicados na revista científica “PLoS Pathogens” mostraram resultados encorajadores com uma combinação de substâncias que induzem o vírus HIV a sair de seus “esconderijos” no corpo humano, para que, então, seja eliminado do organismo.

 

 

Pilar do tratamento da Aids, a terapia antirretroviral mata o vírus na corrente sanguínea, mas não consegue atingir seus reservatórios, indetectáveis pelo sistema imunológico.

 

A força desses reservatórios ficou clara no caso de um bebê do estado do Mississipi, nos EUA, que recebeu medicamentos antirretrovirais no nascimento e chegou a ficar livre do vírus mesmo após a interrupção do tratamento. Mas ele voltou a se manifestar após dois anos.

 

Um dos estudos, liderado pela equipe da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia, investiga os efeitos do PEP005, substância encontrada num medicamento para câncer de pele, já aprovado pela agência de reguladora dos Estados Unidos, a FDA. A droga, portanto, é comercializada no país e mostrou ter baixa toxicidade, provocando poucos efeitos colaterais.

 

— Os reservatórios virais em indivíduos infectados pelo HIV são rapidamente reativados após a interrupção da terapia antirretroviral. Portanto, novas estratégias são necessárias para erradicar esse vírus latente — explica um dos principais autores do estudo, Satya Dandekar, da universidade californiana. — Descobrimos que o PEP005, que faz parte de uma nova classe de drogas anticâncer, conseguiu reativar o vírus que estava em latência.

 

LONGO CAMINHO À FRENTE

 

Além disso, a combinação de PEP005 e da substância JQ1 reativaram o HIV num nível 7,5 vezes maior se comparada ao PEP005 sozinho. Os cientistas testaram o composto em células cultivadas em laboratório e em amostras do sistema imunológico de 13 pessoas com HIV. A droga, entretanto, ainda não foi testada diretamente em indivíduos infectados.

 

Reconhecida por suas pesquisas em HIV, a professora Sharon Lewin, da Universidade de Melbourne, considerou os resultados “interessantes” e disse que marcam um “avanço importante na busca por novos componentes capazes de ativar o HIV oculto”. Entretanto, em entrevista à rede britânica “BBC”, ela destacou que muito trabalho ainda precisará ser feito.

 

— Embora o PEP005 faça parte de um medicamento aprovado pela FDA, vai levar algum tempo para comprovarmos se ele é seguro para uso no âmbito do HIV — afirmou.

 

No segundo estudo, os pesquisadores da Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica, mostraram esse resultado de reativação do HIV latente por uma combinação de tratamentos com os chamados agonistas de PKC (prostatina, bryostatina-1 e ing-B) e compostos que liberam a substância P-TEFb (JQ1, I-BET, I-BET151 e HMBA). Eles também foram testados em células cultivadas em laboratório e em amostras do sistema imunológico de indivíduos com HIV. O efeito foi notado 24 horas após a aplicação das drogas.

 

— Nossos resultados trazem provas de que esta combinação de substâncias pode ser uma estratégia proposta para a cura ou a remissão duradoura da infecção do HIV — comentou a autora principal do estudo, Carine Van Lint.

 

Fonte: O Globo

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