SAL COM MENOS IODO DEVE SER PRODUZIDO NO BRASIL EM ATÉ 90 DIAS

Decreto foi publicado nesta quinta-feira (25) no Diário Oficial. Excesso de iodo pode causar hipertireoidismo e síndrome de Hashimoto.

Do G1, em São Paulo (Íntegra)

 

O sal com menos iodo deve começar a ser produzido no Brasil em até 90 dias. A determinação foi publicada nesta quinta-feira (25) no Diário Oficial da União. A redução de iodo no sal havia sido aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no último dia 16. O valor deve ficar entre 15 e 45 miligramas (mg) por quilo do produto.

 

Até agora, cada quilo de sal poderia conter de 20 mg a 60 mg de iodo. A medida visa adequar à recomendação da Organização Mundial da Saúde. A OMS orienta que países com média de consumo de sal em torno de 10 gramas por dia utilizem uma faixa de iodação de 20 a 40 partes por milhão (ppm).

 

O iodo é acrescentado ao sal para evitar doenças, como o bócio, um aumento no volume da tireoide, uma glândula localizada no pescoço que dita o ritmo em que o corpo trabalha. O excesso de iodo, de acordo com a OMS, pode levar ao surgimento de hipertireoidismo em idosos e à síndrome de Hashimoto, doença autoimune que atinge mais as mulheres, na qual o próprio organismo produz anticorpos contra a tireoide.

 

 

Segundo especialista ouvido pelo Jornal Nacional no último dia 17, o Brasil deveria focar na redução do consumo de sal, e não na redução da iodação do sal. (Veja reportagem no vídeo) “Doenças muito graves cardiovasculares estão associadas à ingestão excessiva de sal”, afirma Carmen Pazos de Moura, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia.

 

Sanduíche com salsicha ou mortadela e comida pronta congelada são opções práticas para refeições rápidas. Mas a quantidade de sal nesses alimentos é preocupante. Por exemplo, um prato com um macarrão instantâneo com o tempero pronto e duas colheres de queijo ralados possui 5 g de sal. Cardiologistas dizem que esse deveria ser o limite diário para o consumo do sal.

 

Segundo o Ministério da Saúde, o brasileiro consome em média 12 gramas de sal por dia — uma das maiores taxas do mundo. A Anvisa informou na época que fez um acordo com a indústria para a redução de sal nos alimentos até 2020.

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ANSIEDADE: 10 ALIMENTOS QUE COMBATEM O MAL DA MODERNIDADE

A ansiedade é uma doença moderna, que pode ser leve ou moderada e em vários casos precisa de psicoterapia e medicação.

Os sintomas vão desde atacar a geladeira até as crises que envolvem nervosismo, tremores, tensão muscular, sudorese, palpitações, tonturas, medos e insônia.

Mas além dos remédios existem alimentos simples que ajudam no processo do combate à ansiedade.

 

Veja 10 deles:

 

 

1. Banana

 

A fruta auxilia no combate da depressão e alivia os sintomas da ansiedade porque tem ao alto teor de triptofano, um tipo de aminoácido que alivia os sintomas de ansiedade porque colabora com a produção de serotonina, o hormônio da felicidade.

 

2. Frutas Cítricas


A vitamina C, presente nas frutas cítricas, reduz a secreção de cortisol, hormônio liberado pela glândula adrenal em resposta ao estresse e a ansiedade. Elas promovem o bom funcionamento do sistema nervoso e aumentam a sensação de bem-estar.

 

3. Ovos, leite e derivados magros

 

Eles são excelentes fontes de triptofano. A indicação é consumir de duas a três porções deste tipo de alimento por dia.

 

4. Carboidratos

 

Proveniente dos cereais e integrais, os carboidratos elevam o nível de açúcar no sangue, ao fornecerem energia, disposição e bem-estar. Pães, arroz, aveia, feijão, massas, batata e uvas fazem parte deste grupo alimentar.

 

5. Carnes e Peixes

 

São as melhores fontes naturais de triptofano, aminoácido que em conjunto com a vitamina B3 e o magnésio produzem serotonina, importante também no processo do sono. Carnes e peixes também contêm outro aminoácido chamado taurina, que aumenta a disponibilidade de um neurotransmissor chamado Gaba, que o organismo usa para controlar fisiologicamente a ansiedade.

 

6. Espinafre

 

O espinafre contém folato (ácido fólico), uma potente vitamina antidepressiva natural. O cérebro consome muita energia para funcionar e isso resulta na sobra de resíduos químicos oxidantes. Alimentos como o espinafre trabalham para eliminar essas substâncias em excesso.

 

7. Maçã

 

As maçãs são ricas em fibras de carboidratos, vitaminas A, B1, B2, B6, C, minerais, zinco, magnésio e selênio. Elas combatem a ansiedade e relaxam.

 

8. Mel

 

O mel auxilia o organismo a produzir uma maior quantidade de serotonina, neurotransmissor que está intimamente ligado às mudanças de humor.

 

9. Jabuticaba

 

A fruta, que também é rica em carboidratos, fornece energia para o reânico físico, possui vitaminas do complexo B, que agem como antidepressivos.

 

10. Chocolate

 

É rico em flavonoides, um tipo de antioxidante que favorece a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar, que reduz a sensação de ansiedade”. São recomendados cerca de 30 gramas de chocolate por dia, de preferência amargo, bem menos calórico e mais rico em flavonoides.

 

Íntegra: Só Notícia Boa

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ACORDO PARA REDUZIR SÓDIO EM ALIMENTOS TERÁ BAIXO IMPACTO

Os acordos firmados entre governo e indústria para reduzir o sódio em alimentos prontos terão pouca eficácia, pois boa parte do mercado já cumpre, de partida, as metas propostas, afirma o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

 

 

Dos 27 salgadinhos de milho analisados em janeiro de 2012, 72,7% estavam dentro da meta prevista para 2014 e firmada no fim de 2011, indica o levantamento do Idec.

 

Também já estavam enquadrados 59% das 40 batatas fritas analisadas e 68% de 156 bolos e rocamboles.
O instituto analisou, em janeiro e setembro de 2012, 530 produtos das principais marcas do mercado que integram as últimas fases do acordo.

 

Desde abril de 2011, o Ministério da Saúde tem anunciado parcerias voluntárias com a indústria de alimentos para reduzir o sódio da dieta do brasileiro e, assim, o impacto de doenças como infarto e hipertensão.

 

“As metas são tímidas. Algumas delas para 2015 já estão sendo cumpridas porque a indústria já estava lidando com esse patamar. Se você quer ter uma política consistente, precisa trabalhar com níveis maiores de rigidez”, afirma Silvia Vignola, consultora técnica do instituto.

 

Estima-se que, no Brasil, o consumo médio de sal seja de 12 g diários. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde é abaixo de 5 g de sal (equivalente a 2 g de sódio).

 

O levantamento do Idec, obtido pela Folha, reforça a avaliação já feita pelo instituto no início dos acordos de que as metas eram pouco ambiciosas. E conta com o respaldo de médicos.

 

“É melhor do que não ter nada, mas há condições de avançarmos mais rapidamente. Se o governo dá remédio para tratar hipertensão, é incoerente não ter uma política mais agressiva de redução do sal”, afirma Carlos Alberto Machado, da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

 

Mesmo alcançadas as metas, a quantidade de sódio usada para salgar e conservar alimentos ainda é alta, dizem Vignola e Machado.

 

Eles defendem um sistema de alertas nas embalagens para informar o consumidor.

 

OUTRO LADO

 

O Ministério da Saúde diz que, no primeiro momento, o que se busca é conseguir a adequação de 50% das marcas à meta, já que há muita disparidade no uso do sódio. A pasta lembra que, antes dos acordos, parte da indústria já vinha reduzindo o sal.

 

“As metas são factíveis, importantes para mudar o cenário a curto prazo”, afirma Patrícia Jaime, coordenadora-geral de alimentos e nutrição do ministério.

 

Ela lembra que novas metas serão criadas e que o processo vai se estender até 2020, quando todo o mercado deverá usar os menores índices praticados hoje.

 

A Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação) diz que a redução é calculada com base no maior valor praticado para trazer todos os fabricantes a um padrão mínimo, que pode ser revisto no futuro.

 

Há limitações para reduções maiores, afirma Paulo Nicolelis, da Abia. “A primeira chama-se tecnologia ou investimento. A segunda é o hábito do consumidor. Chegamos onde os médicos gostariam? Acho que não, mas a ideia é chegar.”

 

Íntegra Folha de S. Paulo

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FIQUE MAIS OTIMISTA: COMA 3 FRUTAS E VEGETAIS POR DIA

As pessoas que comem 3 ou mais porções de frutas e vegetais por dia tendem a ser mais otimistas em relação ao futuro.

É o que descobriu um novo estudo feito por cientistas norte-americanos, divulgado na revista científica Psychosomatic Medicine.

Os seres humanos mais otimistas têm no sangue níveis mais elevados de carotenoides, compostos antioxidantes que vêm das frutas e vegetais, mostrou a pesquisa.

“Os indivíduos mais otimistas tendem a ter [no sangue] níveis mais elevados de carotenoides como o betacaroteno”, um corante natural encontrado em frutas como a laranja e nas folhas dos vegetais, explica Julia Boehm, cientista da Harvard School of Public Health, que coordenou o estudo.

O estudo avaliou a concentração, no sangue, de nove tipos diferentes de antioxidantes, como os carotenoides (betacaroteno e vitamina E, por exemplo), em cerca de 1.000 homens e mulheres norte-americanos com idades entre os 25 e os 74 anos.

A pesquisa mostrou que as pessoas que consumiam duas ou menos porções de fruta e vegetais por dia eram significativamente menos otimistas do que as que comiam três ou mais porções diariamente.

Uma das teorias é a de que os antioxidantes – como os carotenoides – podem ser capazes de aliviar o stress, já que os participantes que eram mais otimistas tinham mais 13% de carotenoides no sangue do que aqueles que apresentavam menos sinais de otimismo.

Embora não tenham ainda a certeza de que o consumo mais frequente de fruta e vegetais justifique totalmente estas diferenças, os cientistas acreditam que estes hábitos saudáveis podem explicar pelo menos parcialmente os resultados. Segundo Boehm é o primeiro estudo do tipo a relatar a existência de uma relação entre o otimismo e a presença de níveis de concentração saudável de carotenoides.

Com informações do Boas Notícias.

 

 

Íntegra Só notícia bao

 

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TORRADAS SÃO TÃO CALÓRICAS QUANTO PÃES E ESTRAGAM SUA DIETA

Processo para torrar faz com que alimento perca apenas água, e não calorias

Um dos primeiros itens cortados do cardápio na hora de começar uma dieta é o pão, que muitas vezes acaba sendo substituído pelas torradas. A ideia da maioria é de que, assim, estão consumindo menos calorias. Porém, essa máxima não passa de ilusão. As torradas não são menos calóricas do que os pães e não devem ser liberadas no regime.

 

“A diferença entre o pão fresco e a torrada é que o pão torrado passou por uma maior exposição ao calor, que leva basicamente a duas alterações. A primeira delas é a Reação de Maillard, que é uma reação química entre o carboidrato e a proteína do pão, dando-lhe o aspecto torradinho. A segunda é a desidratação, quando o calor faz com que boa parte da água do pão seja evaporada e ele fique mais sequinho. Entretanto, os nutrientes são os mesmos. Somente a água é perdida no processo”, explica a nutricionista do Hospital do Coração (Hcor) Leila Ali Hassan Kassab Crisóstomo.

 

Esse processo faz com que a torrada provoque um efeito mais leve no organismo, o que dá a impressão de ser menos pesada do que o pão. “Do pão para a torrada não muda nada para quem quer emagrecer. O pão torrado só se torna mais leve devido à perda de água. Assim, muitas pessoas que estão em processo de emagrecimento ingerem torrada na mesma quantidade, ou ainda em quantidades muito maiores, do que ingeriam de pão fresco. Como a torrada é mais leve, dá a sensação de que comemos menos”, diz a especialista.

 

Porém, segundo a nutricionista, o pão não deve ser abandonado com medo de engordar, desde que tomados os devidos cuidados. “O pão, por si só, não engorda, se for consumido de forma equilibrada, em quantidades moderadas no dia a dia. Ele é uma importante fonte de carboidratos, nutriente essencial para o fornecimento de energia. O consumo excessivo de calorias vindas tanto de alimentos fonte de carboidratos quanto de outros nutrientes leva ao aumento de peso”.

 

O ideal para quem quer emagrecer é dar prioridade ao consumo de pães menos calóricos, ou seja, com menor quantidade de açúcares e gorduras e com maior quantidade de fibras. Deve-se evitar o consumo, por exemplo, de croissants e pães doces. Vale alertar ainda que o pão integral não tem menor quantidade de calorias, mas deve ser priorizado graças às fibras presentes em sua composição, que dão maior sensação de saciedade.

 

Íntegra Terra

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AÇAÍ

* Texto elaborado pela empresa VP Consultoria Nutricional parceira do curso de pós-graduação em Nutrição do UDF.

 

Você já deve ter ouvido falar do Açaí e seus benefícios, mas também que ele é um alimento altamente calórico. No entanto, o que é verdade e o que é incorreto afirmar sobre este alimento?

 

O Açaí (Euterpe oleracea) é uma fruta característica da Amazônia – porém não é tão fácil encontrá-la para ser consumida no restante do Brasil e do mundo. O que é facilmente encontrado são os produtos derivados da polpa do açaí, que é vastamente utilizada na produção de sorvetes, geleias e licores. Porém, são mais conhecidos seus produtos pasteurizados quando adicionados xarope de guaraná e doce de leite, ou mesmo o açaí em pó.

 

Devemos então ter isso em mente: o açaí possui diversos efeitos; porém, ao se adicionar xarope de guaraná, doce de leite, entre outros produtos, há uma redução na sua qualidade nutricional e, muitas vezes, ficam mais calóricos e com menos benefícios. Cuidado com adição deste tipo de produto, pois pode fornecer muito mais açúcar e calorias do que deveria ser consumido.

 

A fruta açaí tem uma grande concentração de polifenóis, substâncias antioxidantes e anti-inflamatórias que auxiliam no controle e prevenção de uma série de doenças. O ser humano já tem uma ótima capacidade antioxidante que ajuda a combater os malefícios das toxinas ambientais e orgânicas; porém, com a utilização do açaí, a nossa capacidade antioxidante pode dobrar e até triplicar. É uma proteção excelente contra o excesso de radicais livres que causam lesões nas células que, por sua vez, estão relacionadas com envelhecimento precoce da pele e diversos tipos de cânceres, entre outras doenças.

 

O consumo de 100g da polpa do açaí por duas vezes ao dia, em estudos, já foi associado com redução da glicemia, insulina e LDL-colesterol, mostrando ser um alimento excelente para o controle destas alterações metabólicas.

 

Não apenas a fruta, mas também o extrato da fruta apresenta melhora na composição de gorduras do sangue, atenuando a formação de aterosclerose, mostrando ser uma opção a mais para o tratamento e prevenção de doenças cardiovasculares e da síndrome metabólica.

 

Além de todos estes benefícios, também foi demonstrado que o consumo do suco de açaí, misturado com outras frutas, conseguiu diminuir a dor e melhorar a movimentação em atividades da vida diária de pacientes com limitação de movimento, em comparação com um grupo que recebeu o suco de frutas sem a polpa do açaí.

 

Portanto, é preciso ter cuidado na forma em que é utilizado o açaí. A fruta, a polpa e o extrato são as melhores formas de se consumir. Porém, como o sabor pode não ser muito agradável, uma ótima opção é misturar com outras frutas para adoçar naturalmente o produto. Evite adicionar produtos, como xaropes, açúcar, doce de leite e outros adoçantes que não são saudáveis, mas não deixe de aproveitar os inúmeros benefícios desta fruta.

 

Referências Bibliográficas.

 

Informativo Técnico Rede de Sementes da Amazônia. Açaí Euterpe oleracea. 18(1679-8058), 2008.
MERTENS-TALCOTT, S.U.; RIOS, J.; JILMA-STOHLAWETZ, P.; et al. Pharmacokinetics of anthocyanins and antioxidant effects after the consumption of anthocyanin-rich acai juice and pulp (Euterpe oleracea Mart.) in human healthy volunteers. J Agric Food Chem; 56(17):7796-802, 2008.
UDANI, J.K.; SINGH, B.B.; SINGH, V.J.; BARRETT, M.L. Effects of Açai (Euterpe oleracea Mart.) berry preparation on metabolic parameters in a healthy overweight population: a pilot study. Nutr J; 12;10:45, 2011.
FEIO, C.A.; IZAR, M.C.; IHARA, S.S.; et al. Euterpe oleracea (açai) modifies sterol metabolism and attenuates experimentally-induced atherosclerosis. J Atheroscler Thromb; 19(3):237-45, 2012.
JENSEN, G.S.; AGER, D.M.; REDMAN, K.A.; Pain reduction and improvement in range of motion after daily consumption of an açai (Euterpe oleracea Mart.) pulp-fortified polyphenolic-rich fruit and berry juice blend.  J Med Food; 14(7-8): 702-11, 2011.
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GLUTAMINA E SAÚDE INTESTINAL

* Texto elaborado pela empresa VP Consultoria Nutricional, parceira do curso de pós-graduação em Nutrição do UDF.

 

Quando se pensa em saúde, em prevenções de doenças e em qualidade de vida é frequente que o pensamento vá direto para o cuidado com o coração, com o cérebro e diversos padrões detectados pelo sangue, como diabetes, ácido úrico, etc.

 

Porém, poucas vezes o intestino é lembrado – só que talvez, seja um dos principais órgãos para a saúde em geral. É comum pensar no intestino apenas quando se apresentam problemas e sintomas bem gritantes, como em casos de diarreia, ou intestino preso ou muita formação de gases; porém, a saúde intestinal reflete na saúde do corpo todo.

 

O intestino é importante, porque é nele que se completa a digestão dos alimentos ingeridos, absorção de nutrientes e fabricação de substâncias controladoras e células de defesa. Já pensou não ter nada disso ou ter estas funções não funcionando muito bem?

 

O resultado seria uma catástrofe.  Sem digerir os alimentos, sem nutrientes e sem proteção, o corpo estaria fadado a sofrer com desnutrição, inflamação, deficiências nutricionais e baixa imunidade, até que não aguentaria tal desordem orgânica.

 

A digestão dos alimentos começa na boca, continua pelo estômago e termina no intestino, pois são liberadas enzimas digestivas no intestino. Qualquer motivo que leve a uma má digestão, como por exemplo, má mastigação, muito líquido na refeição, deficiências nutricionais que prejudicam a formação de enzimas digestivas ou qualquer outra deficiência enzimática e até o consumo frequente de alimentos alergênicos e de difícil digestão, levará a um alimento mal digerido.

 

Um alimento mal digerido que chega ao intestino servirá de alimento para as bactérias “ruins” (patogênicas) que, ao consumirem este alimento mal digerido, acabam formando gases e toxinas que lesionam as células do intestino.

 

O intestino é formado por camadas de células chamadas enterócitos. Todas são interligadas, como se tivessem um botão entre elas. Quando há esta lesão mencionada acima, além da secreção de enzimas e outras substâncias, como também as células de defesa ficarem prejudicadas, estes botões, que ligam os enterócitos, começam a se soltar, criando “espaços” entre as células, com sérias consequências – afinal, esta camada do intestino é fundamental para evitar a passagem de fragmentos de alimentos mal digeridos, toxinas e fragmentos de bactéria intestinais para a corrente sanguínea.

Quando esta função de barreira está prejudicada, a entrada destes fragmentos e toxinas na corrente sanguínea leva ao aumento da inflamação e aumenta a ativação do sistema imune para tentar combater estes corpos estranhos, prejudicando muito a saúde e a qualidade de vida em geral.

 

Muitas vezes, esta situação está presente mesmo com o intestino funcionando normalmente. Entretanto, na presença de funcionamento inadequado (tanto intestino preso que acumula muito mais toxinas, quanto diarreias ou excesso de produção de gases) a situação apresentada se mostra num grau maior ainda.

 

Com isso, é preciso pensar em alternativas para promover a recuperação desta barreira intestinal, além de regular toda alimentação, mastigar bem os alimentos e evitar exposição a substâncias potencialmente agressivas para a parede intestinal, como excesso de aditivos químicos, alimentos alergênicos e o consumo de bebida alcoólica.

 

A glutamina, um aminoácido, é a principal fonte de energia para as células intestinais utilizarem na sua própria recuperação. Desta forma, as células do intestino conseguem recuperar sua estrutura normal e também aquele botão entre as células volta a funcionar. Indiretamente, com esta recuperação, todos os problemas desencadeados anteriormente são controlados e a saúde intestinal, e de todo o corpo, volta a se restaurar.

 

Portanto, cuide de seu intestino e, se desconfiar que a integridade intestinal não esteja muito boa, procure um profissional nutricionista que poderá investigar os sintomas e aplicar o melhor tratamento nutricional, que pode incluir a suplementação de glutamina, com dosagem e tempo de tratamento individualizado; além de outras orientações que irão ser fundamentais para sua saúde. Afinal, a saúde começa pelo intestino.

 

Referências bibliográficas:

PASCHOAL, V. et al. Nutrição Clínica Funcional: dos princípios à prática clínica. VP Editora, 2007.

ZHONG, X.; LI, W.; HUANG, X. et al. Effects of glutamine supplementation on the immune status in weaning piglets with intrauterine growth retardation. Arch Anim Nutr; 66(5):347-56, 2012.

FENG, Y.; RALLS, M.W.; XIAO, W. et al. Loss of enteral nutrition in a mouse model results in intestinal epithelial barrier dysfunction. Ann N Y Acad Sci; 1258:71-7, 2012.

SÖZEN, S.; TOPUZ, O.; UZUN, A.S. et al. Prevention of bacterial translocation using glutamine and melatonin in small bowel ischemia and reperfusion in rats. Ann Ital Chir; 83(2):143-8, 2012.

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“LEITE” DE ALPISTE

* Texto elaborado pelo Depto. Científico da VP Consultoria Nutricional

 

Circula por aí um e-mail que fala sobre os supostos benefícios do “leite” de alpiste. Mas será que tem alguma veracidade nestas informações? O que se sabe é que o alpiste para consumo humano ainda é muito pouco estudado. Ao procurar em sites científicos sobre esta semente, poucas citações são encontradas. Logo, não é possível afirmar de maneira alguma nem que este alimento possui tantos benefícios e nem que não possui, pelo menos, por enquanto.

 

Na ausência de dados mais específicos, vamos fazer uma análise mais abrangente em cima do tema. O Alpiste (Phalaris canariensis) é uma planta herbácea que pertence à família Poaceae e gênero Phalaris. Por ser uma semente, sabemos que apresenta uma concentração interessante de nutrientes, como vitaminas e minerais que podem contribuir para uma boa nutrição – portanto, indivíduos com uma alimentação muito pobre em nutrientes podem se beneficiar com a introdução de sementes em sua alimentação.

 

Este tipo de alimento costuma ser muito rico em potássio, substância que auxilia no controle da homeostase do sódio, evitando a retenção de líquidos e, talvez por este motivo, tenha sido pensado como um alimento diurético, porém sem estudos que avaliam esta ação específica. As sementes também são ricas em fibras que auxiliam o controle do colesterol e controle da glicemia, podendo ser utilizadas como mais uma opção de suprimento de fibra na alimentação.

 

Outra relação que é possível se pensar é que as sementes em geral possuem uma característica alcalina, ou seja, controlaria o equilíbrio chamado ácido-básico do corpo, em que auxiliaria na prevenção de acidificação do sangue, já que o pH ideal do sangue seria levemente básico. Neste caso sim, teríamos uma teoria de que contribuiria com diversas doenças crônicas por auxiliar neste aspecto. Porém, também faltam estudos para confirmar esta hipótese.

 

Referente à presença de supostas enzimas, que seriam benéficas para o organismo, nenhuma citação foi encontrada.

 

Além de todas estas suposições sem comprovação científica, o que se sabe é que o alpiste apresenta fitoquímicos classificados como alcaloides que, apesar de apresentar possíveis benefícios à saúde, são considerados potencialmente tóxicos e, portanto, deve ser investigado se o organismo humano lida bem ou não com os alcaloides encontrados no alpiste.

 

Dentre as ações dos alcaloides, podemos citar: ação no sistema nervoso central e periférico; antioxidante; anti-inflamatório; pode auxiliar na impotência sexual; pode auxiliar na obesidade, por levar a um aumento da quebra de gordura; pode possuir antividades anticâncer, entre outros. A quinurenina, derivada do triptofano, retirada do alpiste, em animais mostrou uma capacidade anti-hipertensiva, auxiliando no controle da pressão arterial, sem interferir na função renal e diurese.

 

Porém, a toxicidade deve ser levada em conta após consumo em longo prazo. Animais que consomem sementes provenientes da família Phalaris também já apresentaram Síndrome da Morte Súbita (colapso súbito e parada cardíaca) e Síndrome Nervosa, provavelmente causada pela triptamina, derivado do triptofano, um aminoácido que pode se transformar na planta neste alcaloide.

 

Outro fator que deve ser levado em conta é que o alpiste não é um alimento comumente utilizado por humanos, e sim animais, por isso, o consumo também deve ser alertado, pois como a produção não é direcionada a humanos, pode haver um processamento, armazenamento e cuidados insuficientes que garantam, por enquanto, um alimento seguro do ponto de vista de contaminação por micro-organismos e sujidades.

 

Portanto, vale a pena esperar mais estudos que sejam controlados e que, a partir de então, confirmem ou desmintam os dados que têm sido divulgados sem uma base científica adequada.

 

Referências Bibliográficas:

  1. BELDA, A.; PEIRÓ, V.; SEVA, E. The Relationship between Plants Used to Sustain Finches (Fringillidae) and Uses for Human Medicine in Southeast Spain. Evid Based Complement Alternat Med; 2012:360913, 2012.
  2. BELDA, A.; PEIRÓ, V.; SEVA, E. The Relationship between Plants Used to Sustain Finches (Fringillidae) and Uses for HumanMedicine in Southeast Spain. Evidence-Based  Complementary and Alternative Medicine, 2012.
  3. CHEEKE, P.R. Endogenous toxins and mycotoxins in forage grasses and their effects on livestock. J ANIM SCI; 73:909-918, 1995.
  4. JAFFE, R. Health Studies Collegium. In: Paschoal, et al. Nutrição Clínica Funcional: dos Princípios à Prática Clínica, 2007.
  5. MARQUES, N. Nutrição Clínica Funcional: Fitoterapia, 2011.
  6. PASSOS, C.S.; CARVALHO, L.N.; PONTES, R.B. JR, et al. Blood pressure reducing effects of Phalaris canariensis in normotensive and spontaneously hypertensive rats. Can J Physiol Pharmacol; 90(2):201-8, 2012.
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