RECOMEÇO

Compreendo muito bem que esse texto pode despertar vários tipos de pensamentos e sentimentos. Se você sofre de depressão, isso não tem o objetivo de te forçar a ver a vida de uma forma linda, perfeita e sem falhas, o objetivo é clarificar que a vida é feita de várias escolhas, recomeçar faz parte de uma delas. Se você sofre de ansiedade, também não significa que você tem de tomar uma decisão logo de cara, ou que você tem de largar tudo, ou que você TEM de tomar uma decisão… Às vezes, precisamos desencanar um pouco de tantas escolhas que a vida nos dá e deixar que as coisas fluam, então tentem tirar o melhor do texto para vocês, é apenas uma das várias formas de se enxergar o mundo.
Quem nunca se pegou diante de uma situação onde se pensa em um recomeço? Diariamente nos vemos diante de escolhas a serem feitas, decisões a serem tomadas, o peso dessas situações nos coloca diante de extrema hesitação, e o mais frustrante é o quão recorrente é esse evento em nossas vidas, seja um relacionamento amoroso, seja um relacionamento familiar, seja em círculos sociais, no trabalho ou uma escolha na vida acadêmica.
O recomeço é algo que nos aflige. Às vezes, nos vemos tão envolvidos com projetos, planejamentos e/ou relações, porém em algum momento da nossa vida, é muito provável que passemos por uma situação, uma crise, onde ou se recomeça ou se mantém preso àquele acontecimento, naquele projeto, naquela relação. Nesse caso, nos encontramos diante de situações que simplesmente não avançam, seja um emprego em que não temos resultados, seja numa vida acadêmica em que não conseguimos contornar, seja em escolhas pós vida acadêmica, seja em um relacionamento que não acaba e também não vai pra frente.
Nessas horas é importante principalmente tomar consciência da nossa situação, claro que não vamos jogar tudo para o alto e agir como se nada importasse, mas em fato vamos nos colocar num momento reflexivo, analisar quais as possibilidades, analisar há quanto tempo estamos presos naquilo, refletir sobre os aspectos da nossa vida e por último, optar por um recomeço. Eu sei, eu sei que parece assustador e na verdade é mesmo, e sabe por quê? Porque estamos nos colocando numa quebra de paradigma, estamos forçando nossa saída da nossa zona de conforto. “Mas como assim zona de conforto, você tá maluco? Como que você pode chamar uma situação dessas de confortável?!”.
Quando digo zona de conforto, quero dizer que você está em uma situação que já está habituada(o), ou seja, às vezes, você já está acostumada(o) com aquela vivência e por já conhecer, já saber como isso ou aquilo funciona ou como aquela pessoa se comporta, você tem mais segurança em lidar com ela, e a parte amedrontadora em sair da zona de conforto é o medo do desconhecido. Nós, seres humanos, temos muito medo do desconhecido, ao mesmo tempo em que deslumbramos ele, nos vemos com um extremo receio, pois não sabemos como será o impacto que ele terá sobre nossas vidas, afinal, ele vai nos ajudar ou vai nos deixar em uma situação pior da que estamos?
Ir de fronte ao desconhecido é como uma aventura, a amamos e odiamos e o melhor de uma aventura sabe qual é? É o momento de contá-la, nos vemos sempre diante de situações desesperadoras, porém quando elas passam, amamos ficar contando nossos contos heróicos desbravadores, afinal, é uma prova da nossa coragem, uma marca de que somos humanos. Mas eu compreendo, sabe qual o momento mais difícil de uma aventura? O primeiro passo. Ele sim é algo que dá medo, é o momento em que tomamos nossa decisão, com ela podemos não alcançar nossas metas, mas também podemos algum dia alcançar. Mas o real problema é que nós nos vemos sempre diante do pensamento equivocado de que temos apenas uma oportunidade em toda a nossa vida, mas será que é isso mesmo? Eu acredito que não, eu acredito que a sociedade nos empurra para sempre tomarmos decisões rápidas e produtivas, em prol de uma “vida de sucesso”, mas o que é isso? O que é sucesso? Eu imagino que sucesso seja felicidade, só pode ser isso e felicidade só você pode determinar o que é para você.
A sociedade nos diz que temos um lance ao gol, uma flecha, e isso nos frustra, nos coloca diante de uma parede enorme… Ela nos faz pensar que temos de quebrá-la, mas o que a sociedade não te diz, é que na verdade, ela quer que você seja mais um tijolo naquela parede, fortalecendo-a, tornando-a maior, ela nos ensina a viver do jeito errado, porém o mundo que nos recebe quer que nós aprendamos a viver do jeito certo, do jeito que nos satisfaz, que nos torna feliz (ressalto que felicidade é subjetiva, então você determina o que isso significa para você), a vida é cheia de flechas, podemos sempre mirar de novo e lançar outra flecha, ou podemos escolher outro alvo, o que nos frustra de verdade não é errar o alvo, é não conseguir viver de acordo com as expectativas e realmente não dá, então nem tente. Não tenha medo de recomeçar, sejam relacionamentos ou projetos, não tenha medo de não ser ou ter o que planejou só porque você começou aquilo e tem medo de não ir até o final, as vezes temos que ir, as vezes não, você vai sentir no seu coração o que deseja fazer nessa situação e acho que para entender o que o seu coração está dizendo, é preciso ser honesto com ele, então, seja novo, seja velho, a vida existe para ser vivida, para ser experimentada, se permita viver, tome consciência de si mesmo, respeite seus sentimentos.

 

Lavoisier já disse: “Na Natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma”. Mesmo que você ache que recomeçar é admitir que falhou, que perdeu algo, não é, tudo serve de experiência para você, recomeçar também é viver.

 

Angelita Aparecida F de Souza – 8° semestre

Jader Silva Tabosa – 7° semestre

Wellinton Luiz de Souza – 7° semestre

Orientadora: Roberta Ladislau Leonardo

Categoria: Retrato
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TUDO BEM EM PARAR UM POUCO

Hey, você! Isso mesmo, você: universitário. Você que começou o curso agora ou você que já está terminando, você já percebeu o quanto algumas vezes temos de ir num ritmo tão acelerado? Ultimamente tenho percebido o quanto nós somos pressionados no meio acadêmico e com as expectativas do mercado de trabalho…

Às vezes, passamos por um semestre, tendo que conciliar estudo, família, trabalho… Claro, são muitas matérias, avaliações, mas para além disso, nos vemos pressionados pela sociedade para apresentarmos sempre mais que o outro, salas abarrotadas de pessoas e cada um com sua própria realidade.

O universo acadêmico tem dessas, às vezes nos vemos diante de colegas que insistem em querer mostrar algum tipo de prova de que são “melhores”, às vezes nós nos pegamos sendo o colega que quer ser visto como “melhor”. Nos envolvemos nesse modelo produtivista, nos colocamos diante de situações desgastantes, tendo de ler sempre mais, tendo de escrever mais ou melhor, tendo de conquistar uma nota maior, ou mesmo conseguir sempre os elogios dos professores.

Uma frase que sempre levo comigo do Neil deGrasse Tyson, astrofísico e cientista brilhante é:

“O conhecimento nos dá poder para influenciar eventos.”

O que eu quero dizer com isso é que, a partir do momento em que você possui o conhecimento de como uma determinada realidade funciona, sabe o que está acontecendo, nos dá enormes possibilidades, dentre elas a de mudar e moldar essa realidade.

Então, pare, pense, analise, reflita: como você quer viver a sua vida universitária? Esse é um momento único, mesmo que faça outros cursos, cada vivência na sua vida é única, logo não faz sentido passar por esse momento sem se deliciar com ele. Esteja você começando agora ou mesmo que você esteja terminando o curso, aproveite ele, aproveite cada momento, seja mais humano e menos máquina. O conhecimento não é um produto a ser comercializado, algo a ser colocado em uma prateleira como um pote de milho qualquer, seu conhecimento é fruto do seu trabalho, tenha respeito por ele e tenha respeito por você.

O seu conhecimento faz parte de você, ele constitui um pedaço da sua identidade, do seu passado, do seu presente e do seu futuro, se você vai nutrir algo assim, o melhor adubo que recomendo é a paixão, paixão ao se descobrir os pequenos detalhes do seu curso aos poucos e com o tempo essa paixão acaba se concretizando e se transformando em um amor e não existe nada melhor do que amar aquilo que se estuda, aquilo que se conhece.

 

Angelita Aparecida F de Souza – 7° semestre
Jader Silva Tabosa – 7° semestre
Wellinton Luiz de Souza – 7° semestre
Orientadora: Roberta Ladislau Leonardo

 

Categoria: Retrato
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OS 6 TIPOS DE EX-NAMORADOS

Quem termina um namoro sempre acaba encarnando um desses personagens

O fim de um namoro transforma as pessoas. Às vezes pro mal, às vezes pro bem, mas…convenhamos: pelo menos no começo não é raro que a gente se olhe no espelho e tome um susto. Ficamos paranóicos, ciumentos, desesperados, largados e mais um monte de outros adjetivos pouco lisonjeiros e, no final das contas, também inúteis, já que a vida segue e o mundo está cheio de coisas – e pessoas – interessantes pra conhecer.

 

Confira essa lista pra ver os 6 tipos de “personagens” mais comuns que aparecem logo após um pé na bunda. E entenda a melhor forma de fugir deles e voltar a ser você mesmo.

 

O Forçador de Barra

//Crédito: ShutterStock

 

O namoro terminou ontem, mas o status dele no Facebook vem sendo atualizado com uma frequência anormal desde a última noite, em que ele fez questão de alardear para seus 654 amigos estava indo pra balada. Depois fez questão de postar como a festa tinha sido boa. E de como ele está bem sozinho – fato comprovado por fotos e mais fotos recheadas de amigos abraçados e sorrisos que não deixam dúvidas: nossa, meu Deus, essa pessoa está feliz.

 

Pois é. Como você – e a parcela mais inteligente dos 654 amigos dele – pode imaginar, essa pessoa provavelmente está acabada, sem ver graça na vida e encontrou nas redes sociais a maneira perfeita de esconder isso. Todo mundo parece mais feliz no Facebook, para o Forçador de Barra, basta parecer mais feliz que a ex.

 

Dica: aproveite as redes sociais para entrar em contato com possíveis novos romances. Em vez de se gabar de uma alegria que não existe, tente encontrar alternativas de torná-la real.

 

A Boca de Veneno

 


//Crédito: ShutterStock

 

De repente, depois de 4 anos convivendo, trocando ideias, fazendo planos e dando risadas junto, o ex virou a pior pessoa do mundo. Você nunca gostou dele, ele nunca foi tão bom naquilo que você sempre elogiava, ele “tinha mais defeitos que qualidades e, quer saber? Era uma pessoa mesquinha, não sei como fiquei tanto tempo do lado desse imbecil”. Se o namoro ainda tivesse de pé, todas essas opiniões sequer viriam à tona, até porque a pessoa nem sempre acha isso mesmo. Apenas criou essa versão demonizada do ex para se sentir mais embasada de argumentos para não voltar atrás.

 

Dica: em vez de vasculhar por defeitos duvidosos, mergulhe nas qualidades do seu ex. Ter namorado uma pessoa gente fina é motivo de orgulho e, muito provavelmente, faz de você uma pessoa de bem também.


O Chorão

 

//Crédito: ShutterStock

 

Junto com sua namorada, foi embora também a razão de existir. Não que tudo seja chato sem ela, é pior: parece que as coisas que ela gostava ganharam o dom da onipresença. O toque de celular dela está em todo lugar. A música que ela gosta toca não para de aparecer na sua timeline do Facebook, até o perfume que ela usava, veja só, parece que começou a ser usado por todo mundo que mora e trabalha perto de você.

 

Dica: esse personagem é o mais difícil de dar conselhos – até porque ele é o menos propenso a ouvi-los. De qualquer forma, aí vai: amigo, toma um banho, troca essa roupa mulambenta e vai pra rua. A vida é ótima e, só de você conseguir ler esse texto, já deveria estar comemorando. Como punição, toma essa pílula de auto-ajuda: depressão é raiva sem disposição.

 

O Detrator do Sexo Alheio

 

//Crédito: ShutterStock

 

Também conhecido como A(O) Pseudo Potencial Homossexual Provisório, essa ex-namorada passa a difamar todos os representantes do sexo masculino assim que o namoro acaba. Evidente que é algo passageiro, ela voltará a se relacionar com homens em bem pouco tempo, mas enquanto isso ela fará questão de anunciar que “são todos uns babacas, ponto final.”

 

Dica: tem muito homem babaca, tem muita mulher babaca. Mas tenha uma certeza: a Humanidade é composta, basicamente, de pessoas boas. Não que você tenha que ficar paranoico atrás delas, isso só te deixará mais estressado, mas, uma vez que essa certeza está repousada confortavelmente no canto mais sereno da sua consciência, tudo fica mais fácil. Inclusive admirar o sexo oposto.

 

O Amigão da Galera

 

//Crédito: ShutterStock

 

O sujeito não deu a cara por 2 anos e meio (duração exata de seu namoro) e agora quer recuperar o tempo perdido com a turma. É claro que todos os seus amigos acharam ruim o sumiço dele, mas ele parece não se importar: a principal característica desse personagem é o cinismo, que o faz acreditar que tudo sempre ocorreu da maneira mais natural possível e que ele nem se distanciou tanto assim.

 

Dica: se você já representou ou está representando esse personagem, troque o cinismo pela humildade e chegue devagarinho. Tenha consciência que há um ressentimento no ar e não fique falando da ex o tempo todo. Contar com os amigos vai ser bom não só pra retomar velhas amizades, mas também pra voltar a rotina de solteiro .

 

O Louco

 

//Crédito: ShutterStock

 

Desprovido momentaneamente de raciocínio lógico, o Louco cria a sua própria ética e suas próprias leis que, segundo ele próprio e mais ninguém, fazem todo o sentido do mundo. A ex não respondeu o sms? Já está com outro. Visualizou sua mensagem no chat do Facebook e ignorou solenemente? O cara deve estar do lado dela. Essa linha de pensamento costuma terminar em ações atrapalhadas, assustadoras, ou que beiram a criminalidade. Cansado da morosidade das tentativas virtuais, ele parte para o ataque físico. O Louco é um personagem paranoico por definição e que, a não ser que seu objeto de desejo seja A Louca, jamais conseguirá rearranjar as coisas para que um retorno com ela aconteça.

 

Dica: O Louco não perderia tempo lendo uma matéria sobre término de namoro, até porque ele está dando F5 constantemente em todas suas redes sociais pra averiguar as manifestações de sua amada. De qualquer forma, se você conhece um deles, tente apresentar uma amiga pro cara, vai. Não custa nada.

 

Fonte: Íntegra Galileu

Categoria: Acontece
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