A CIÊNCIA DO EXERCÍCIO: DA PERFORMANCE À SAÚDE

Por: Grupo Ciência para Saúde

 

A Ciência do Exercício é uma disciplina criada há poucas décadas que tenta entender porque e como a prática de exercício afeta nosso corpo e nos faz bem. Ela estuda a anatomia, a fisiologia e o movimento humano, os ossos, os músculos e outros tecidos para também melhorar a performance de um atleta e saber como prevenir lesões. Essa ciência tem se voltado cada vez mais para os campos da saúde, fitness, medicina e reabilitação e ainda procura entender como a nutrição afeta o corpo e o desempenho.

 

Mais recentemente, a Ciência do Exercício também entrou na era do genoma passando a integrar uma abordagem molecular junto à fisiologia do exercício. Desde o Projeto Genoma Humano, que sequenciou o DNA da nossa espécie, tem havido vários avanços nessa área, revolucionando o modo de entender processos biológicos e fisiológicos. Descobrimos regiões de DNA com variações e genes que estão relacionados com a aptidão física. Um exemplo é o gene GDF8 (ou MSTN), que produz a proteína chamada miostatina. A miostatina controla o tamanho dos músculos. Quanto mais miostatina, menos massa muscular e, quanto menos miostatina, mais massa muscular. Se a pessoa não possuir o gene GDF8 ou se o gene for defeituoso e produzir pouca miostatina funcional, o músculo continua crescendo. Esse fenômeno foi observado pela primeira vez no gado belga-azul, também conhecido como super gado. Ele desenvolve de duas a três vezes mais massa muscular que o gado normal. Há relatos de casos semelhantes em cachorros, camundongos e até bebês. Em humanos, esses indivíduos podem possuir até duas vezes mais massa muscular que o normal. Vários fisioculturistas produzem pouca quantidade de miostatina ou nem têm o gene.

 

Outro exemplo de como a genômica e a biologia molecular podem contribuir para entendermos sobre aptidões para certos exercícios é o gene ATCN3. Esse gene produz uma proteína que é expressa em fibras musculares rápidas. O músculo é composto por fibras musculares e há, basicamente, dois tipos dessas fibras: lentas e rápidas. As fibras lentas são resistentes ao cansaço e especializadas para uma atividade contínua, como maratonas. As fibras rápidas são pouco resistentes ao cansaço e contraem rapidamente. São úteis para levantadores de peso e corredores de curta distância, que precisam de uma “explosão de energia”. Cada pessoa expressa os tipos de fibras musculares de forma um pouco diferente: algumas têm mais fibras rápidas, outras têm mais fibras lentas. Quem tem uma variação do gene ATCN3 que é capaz de produzir uma proteína mais ativa, é mais apto para provas de curta distância ou duração.

 

Mas não se enganem, os genes sozinhos não determinam o sucesso de um atleta, até porque o meio ambiente pode alterar a expressão dos genes. Além do treinamento e disciplina, outras influências são importantes, como família, sociedade, atitudes culturais e históricas. O conhecimento molecular sobre o corpo e o exercício pode ser aplicado para desenvolver marcadores medidos com uma única gota de sangue que ajudarão a orientar melhor o treinamento, potencializando a capacidade de cada um. Além da utilização no exercício, é possível que tais conhecimentos sejam aplicados para a população de modo geral, inclusive para tratamento de doenças. O gene GDF8, que regula a massa muscular, por exemplo, representa um ponto de partida importante para desenvolver remédios que bloqueiam a miostatina e que poderão ser usados para tratar distrofia muscular e outras condições que levam à perda de músculo, dificultando a locomoção.

 

A utilização da Ciência do Exercício junto a modernas técnicas de análise molecular se tornou uma abordagem imprescindível para melhor compreendermos como o exercício físico pode atuar na prevenção e no tratamento de inúmeras doenças crônicodegenerativas de grande prevalência e incidência mundial, como a obesidade, o diabetes tipo II e as doenças cardiometabólicas. Pesquisas nessa área são norteadas pelos fortes indícios do papel do exercício físico na manutenção e na preservação da saúde, sendo também considerado um agente não farmacológico no tratamento de inúmeras doenças. Por fim, cabe ressaltar que a utilização do exercício físico como agente terapêutico tem outro ponto extremamente relevante: sua prática rotineira não requer necessariamente algum gasto financeiro, uma situação completamente oposta aos elevados gastos com saúde pública em decorrência do tratamento da obesidade, do diabetes tipo II e da hipertensão.

 

Nesse sentido, a popularização da Ciência do Exercício com pesquisas no campo da Genética e da Biologia Molecular se consolidam cada vez mais, como aconteceu naturalmente com a Fisiologia do Exercício clássica. Atualmente, um dos grandes desafios da área é a popularização destas técnicas modernas, antes apenas restritas às Ciências Biológicas. Assim, se torna mais importante que os profissionais da área da saúde tenham uma boa base fisiológica e estejam atualizados e familiarizados com estas novas ferramentas, levando a um conhecimento mais profundo e prático do papel do exercício para a saúde.

 

Os Autores

 

Grupo Ciência para Saúde é formado pelos pesquisadores e acadêmicos; Clarissa Gomes, Bernardo Petriz e Jeeser Almeida. O grupo tem como objetivo disseminar de forma clara e objetiva a Ciência da Saúde e seus princípios voltados para a prevenção e o tratamento de doenças crônico-degenerativas.

 

Currículo dos autores

 

Clarissa Pedrosa da Costa Gomes: Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia da Universidade Católica de Brasília. Realizou o estágio doutoral Institute for Systems Biology (Seattle, EUA). Tem experiência na área de Biologia Molecular e Bioquímica, com ênfase em Biotecnologia, atuando principalmente nos seguintes temas: biologia molecular, epigenética e exercício. http://lattes.cnpq.br/9081772163696021

 

Bernardo Petriz: Doutorando pelo Programa de Pós Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia da Universidade Católica de Brasília, com estágio doutoral no Structural Genomics Consortium na University of Oxford UK (2012-2013). Atuando na área de proteômica, transcriptômica e bioquímica do músculo cardíaco e esquelético, e microbiota intestinal, com ênfase nos efeitos do exercício físico agudo e crônico sobre a obesidade e hipertensão. http://lattes.cnpq.br/3343118797634636

 

Jeeser Alvez de Almeida: Doutor em Educação Física (2014) pela Universidade Católica de Brasília, atualmente realiza estágio pós-doutoral na Universidade de Brasília – UnB. Estuda o campo da fisiologia do exercício clínico nas respostas morfofuncionais frente ao exercício físico. Possui experiência em modelo animal e estudos com populações especiais (Obesidade, Diabetes e Hipertensão).  http://lattes.cnpq.br/2013004154780922

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PRORROGAÇÃO DAS INSCRIÇÕES DO PROGRAMA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

A Pró-Reitoria Acadêmica do Centro Universitário UDF, no uso de suas atribuições regimentais, torna pública a prorrogação das Inscrições no Processo Seletivo para Bolsa de Iniciação Científica e Iniciação Tecnológica – PIBIC/PIBITI do Edital 04/2014 do UDF. Informamos que as inscrições deverão ser realizadas no site www.sistemaic.udf.edu.br até o dia 03 de Junho de 2014.

 

 

 

Clique aqui e saiba mais sobre o Programa.

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PESQUISA FEITA POR PROFESSOR DO UDF PODE AUXILIAR NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS

A tese de doutorado realizada pelo Professor Dr. Jeeser Alves, do curso de Educação Física do Centro Universitário UDF, pode auxiliar na prevenção de doenças causadas por hipertensão arterial e obesidade. Uma parte inicial dos resultados obtidos por ele foram publicados na revista International Journal of Sports Medicine, uma das mais conceituadas na área de Medicina Esportiva.

 

O estudo foi publicado pela revista utilizando resultados iniciais da tese de Doutorado do professor. “Trata-se de testes realizados em ratos obesos de forma a observar a capacidade aeróbia dos mesmos. Desta forma, podem-se verificar os benefícios da realização destas atividades na prevenção de doenças”, explica o professor.

 

Através da pesquisa, será possível, então, detectar os agentes de saúde resultantes da prática de exercícios físicos. “Hoje em dia todo mundo recomenda a prática de atividades físicas como uma forma de prevenção de doenças, porém, mais da metade da população brasileira não pratica por não ter noção real dos benefícios”, justifica.

 

A pesquisa


Foi verificado o efeito do exercício em intensidade moderada em ratos obesos equiparando-se a uma pessoa praticante de atividades físicas na mesma intensidade, isto é, 5 vezes por semana durante 30 minutos.

 

Ao final do treinamento, os animais apresentaram melhora de 20% na capacidade aeróbia, mesmo não apresentando sinais de emagrecimento quando comparado ao controle. Curiosamente, mesmo não apresentando redução de peso, os animais exercitados ganharam menos peso comparados àqueles que não se exercitaram.

 

Com isto, o estudo concluiu que a prática do exercício, mesmo que em períodos curtos, podem ser benéficos embora não apresentem reduções em peso corporal em períodos iniciais de prática de atividade. Desta forma, embora resultados estéticos possam não aparecer de maneira imediata com a prática do exercício físico, é relatado que em apenas uma sessão de exercício o indivíduo perceba melhoras fisiológicas. Este estudo foi um pontapé inicial para os próximos experimentos que estão em fase final pelo nosso grupo de pesquisa, no qual envolve também outros professores do UDF. Este artigo demonstra uma intensidade segura de exercício que é capaz de promover importantes mudanças no perfil aeróbio.

 

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PALESTRA: INCENTIVO FISCAL PARA FINANCIAMENTO À PESQUISA

Como forma de orientar e estimular a busca por incentivo fiscal para financiamento de pesquisas de Iniciação Científica e Tecnológica, a Coordenação dos cursos de Tecnologia do Centro Universitário UDF, convidou o Diretor de Engenharia e Operações da Rede Nacional de Ensino e Pesquisas – RNP para palestrar sobre o assunto. O encontro apresentará as possibilidades de formulação de parcerias com a iniciativa privada, para viabilizar os projetos em andamento e também a criação de novos.

 

De acordo com o professor Jorge Luiz Santana, Coordenador dos cursos de T.I. da Instituição e responsável pela organização do evento, o objetivo é aproximar alunos com o mercado de trabalho, estimulando-os na busca de mecanismos que possibilitem o crescimento acadêmico/profissional.

 

A palestra ocorrerá no próximo dia 23 no Auditório do Ed. Sede e tem início previsto para 18h. Poderão se inscrever alunos e professores de todos os cursos que participaram da reunião referente ao Projeto de Iniciação Científica, realizada no dia 22 de março.

 

Acadêmicos poderão fazer a inscrição para o evento através da Área do Aluno. Já os professores poderão se inscrever clicando aqui.

 

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CIENTISTAS DESCOBREM GENE QUE PODE FAVORECER OBESIDADE

Cientistas da Universidade de Toronto identificaram um “gene da gordura”, o que pode tornar possível a criação de medicamentos contra a obesidade. A proteína, chamada IRX3, regula o metabolismo e o gasto de energia e ps pesquisadores descobriram, em testes feitos em camundongos, que a deficiência da proteína está ligada a organismos 30% mais magros, em média. As informações são do Daily Mail.

 

Quando alimentados com dieta rica em gordura, ratos deficientes em IRX3 mantiveram o mesmo peso e níveis de gordura de quando alimentados com dieta equilibrada. Eles ainda se mostraram mais capazes de processar a glicose e podem ser mais resistente a diabetes. Já o grupo de animais em que a proteína estava presente chegou a quase o dobro do peso.

 

Segundo os pesquisadores, a proteína IRX3 interage com outro gene conhecido como FTO, há tempos relacionado ao excesso de peso. Os cientistas acreditam na relação entre a proteína e o gene em humanos, ratos e peixes e sugeriram uma ligação evolutiva entre diferentes espécies. “Nossos dados sugerem fortemente que IRX3 controla a massa corporal e regula a composição corporal”, disse o professor Marcelo Nóbrega, da Universidade de Chicago.

 

Ao analisarem dados de 153 amostras do cérebro de europeus, os pesquisadores descobriram que as mutações de FTO que afetam o peso corporal estão associadas à proteína. A disfunção da IRX3 também mostrou, de acordo com os estudos, uma alteração no hipotálamo – parte do cérebro conhecida por regular o comportamento relacionado à alimentação e ao gasto de energia.

 

Fonte: Terra

 

 

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98% DOS BRASILEIROS ESTÃO CANSADOS, DIZ IBOPE; SEDENTARISMO É PRINCIPAL CAUSA

Melhora da condição física implica em criar uma rotina de atividades físicas que não esgotem o organismo; varrer a casa e subir escada estão entre os itens válidos

Pesquisa do Ibope mostra que quase 100% dos brasileiros se dizem cansados, sendo que 61% se consideram muito cansados. Culpa-se a correria do dia a dia e o pouco tempo para descansar, mas, segundo a doutora Gerseli Angeli, coordenadora científica do Centro de Estudos em Medicina da Atividade Física e do Esporte (CEMAFE), grande parte dessa situação é causada pelo sedentarismo.

 

 

A lógica é a seguinte: quanto menos atividade física se faz, mais cansado se fica. É um círculo vicioso: quando alguém faz exercícios físicos, o corpo libera o lactato (ácido láctico) que deixa a pessoa um pouco dolorida. O corpo interpreta a dor como uma agressão e reage com uma falta de ânimo. Se a pessoa não perseverar na atividade física, a tendência é que o corpo a convença a se abrigar no conforto que a vida moderna traz, que provoca o sedentarismo e faz com que o organismo “reclame” a cada mínima atividade física, reiniciando o ciclo da falta de ânimo. Isso gera um cansaço cada vez maior, e que não é recuperado com descanso.

 

A solução para melhorar o quadro é fazer pouco e sempre, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o que soma uma queima de 2200 calorias por semana. “E esse número não precisa ser exatamente em exercícios físicos, mas sim em pequenas atividades, como varrer uma casa, subir uma escada, estacionar o carro um pouco mais longe e ir caminhando até o destino”, explica Gerseli.

 

Veja algumas atividades do dia a dia que podem queimar calorias e ajudar a fugir do sedentarismo:

 

  • Escada: Substitua o elevador pela escada. Já é um passo em direção contrária ao sedentarismo
  • Teve uma pausa no trabalho? Não traga um café para a mesa. Saia com ele por uns 10 minutos para fazer uma caminhada.
  • Caminhe: reserve alguns minutinhos para fazer uma caminhada pela rua, ou até mesmo dentro da empresa. Desça dois andares e depois suba de escada.
  • Não delegue mais atividades, procure fazer algum tipo de exercício dentro de casa, como uma faxina.
  • Quando for fazer pequenas compras, que tal deixar o carro em casa e ir de bicicleta?
  • Ao invés de deixar o carro no lava-rápido, que tal lavar o carro em casa mesmo? Algumas calorias certamente irão embora e você fará atividade física.
  • Seja diferente da maioria: prefira escadas fixas às rolantes. Uma pequena atitude já contribui para fugir do sedentarismo.
  • Estacione o carro um pouco mais distante do local em que você precisa descer. Com isso, você fará uma caminhada a mais.
  • Deixe a secadora descansar alguns dias, estenda a roupa no varal. Pequenas atitudes já entram como atividade física do dia a dia.
  • Passeie com seu cão e, quando ele quiser correr, tente acompanhá-lo por alguns minutos.
Categoria: Acontece
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CAFÉ PODE MELHORAR A CAPACIDADE DA MEMÓRIA, SUGERE PESQUISA

Um estudo americano sugere que o café, além de servir como estimulante, ajuda a melhorar a memória. O estudo, publicado na revista especializada Nature Neuroscience, testou a memória de 160 pessoas durante 24 horas. Os pesquisadores observaram que pessoas que tomaram comprimidos de cafeína tiveram um desempenho melhor em testes de memória do que as que ingeriram placebos.

 

 

O estudo, da Universidade Johns Hopkins, envolveu pessoas que não bebiam ou consumiam produtos com cafeína regularmente. Os pesquisadores recolheram amostras de saliva dos voluntários para verificar os níveis de cafeína e os submeteram a um teste em que tiveram que olhar para uma série de imagens. Cinco minutos depois, parte deles recebeu um comprimido de 200 miligramas de cafeína, o equivalente à cafeína presente em uma xícara grande de café segundo os pesquisadores, ou então um placebo.

 

Os cientistas então recolheram outra amostra de saliva 24 horas depois. No dia seguinte, os dois grupos foram avaliados para ver a capacidade de reconhecer as imagens vistas no dia anterior. Os voluntários foram expostos a uma mistura de algumas das imagens vistas no primeiro dia com algumas imagens novas e também algumas imagens sutilmente diferentes.

 

Ser capaz de diferenciar entre os itens semelhantes, mas não idênticos, é chamado de padrão de separação e indica um nível mais profundo de retenção na memória. Entre os voluntários que consumiram cafeína, o número de pessoas capazes de identificar corretamente imagens “semelhantes” era maior que o que repondia – de forma errada – que eram as mesmas imagens.

 

“Se tivéssemos usado uma tarefa padrão de reconhecimento pela memória, sem estes itens semelhantes e enganadores, não teríamos descoberto o efeito da cafeína”, disse Michael Yassa, que liderou o estudo. “Mas, estes itens exigem que o cérebro faça uma discriminação mais difícil, o que chamamos de padrão de separação, que parece ser o processo que é melhorado pela cafeína em nosso caso”, acrescentou.

 

O período de apenas 24 horas pode parecer curto, mas não é este o caso para os estudos sobre a memória. A maior parte do esquecimento ocorre nas primeiras horas depois que a pessoa aprende algo.

 

Poucos efeitos
A equipe agora quer analisar o que acontece no hipocampo, o “centro de memória” do cérebro, para compreender o efeito da cafeína. Apesar dos resultados promissores, Michael Yassa afirmou que as pessoas não devem beber muito café ou tomar comprimidos de cafeína.

 

“Tudo com moderação. Nosso estudo sugere que 200 miligramas de café beneficiam aqueles não ingerem cafeína regularmente”, disse Yassa. O cientista afirmou que pode haver um outro tipo de resposta o que “sugere que doses mais altas (de cafeína) podem não ser tão benéficas”.

 

“Tenha em mente que, se você é um consumidor regular de cafeína, esta quantidade pode mudar”, acrescentou. “E, claro, é preciso lembrar dos riscos para a saúde. Cafeína pode ter efeitos colaterais como nervosismo e ansiedade em algumas pessoas. Os benefícios precisam ser medidos em comparação com os riscos.”

 

Para Anders Sandberg, do Instituto Futuro da Humanidade da Universidade de Oxford, o estudo demonstrou que tomar cafeína logo depois de ver as imagens “melhora o reconhecimento delas 24 horas depois, dando apoio à ideia de que ajuda o cérebro a consolidar o aprendizado”.

 

“Mas, não houve melhora direta na memória de reconhecimento graças à cafeína. Ao invés disso, o efeito foi uma pequena melhora na habilidade de distinguir entre as novas imagens que pareciam com as antigas das que eram realmente as antigas.” Para Sandberg, a cafeína pode ajudar uma pessoa a prestar mais atenção, mas a melhor forma de consolidar o aprendizado é dormir, o que pode ser um problema com o consumo de café.

 

Íntegra: Terra

Categoria: Acontece
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BRASILEIRO NASCE COM EXPECTATIVA DE VIDA DE 74,6 ANOS, APONTA IBGE

Taxa registrada em 2012 teve pequeno aumento em relação a 2011. Em 2012, mortalidade infantil (até 1 ano) ficou em 15,69 para mil nascidos.

Números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira (2) no Diário Oficial da União mostram que, em 2012, a expectativa de vida ao nascer no Brasil passou para 74,6 anos.

 

A taxa apresenta um pequeno aumento em relação a 2011, quando a esperança de vida do brasileiro era de 74,1 anos. Mas, se comparada há dez anos, a expectativa de vida do brasileiro aumentou mais de três anos. Em 2002, era de 71 anos.

 

Em 2012, a taxa de mortalidade infantil (de crianças com até um ano) ficou em 15,69 mortes para cada mil nascidos vivos – contra 16,13 em 2011. Já a taxa de mortalidade para crianças que têm de um até dois anos caiu para 0,98 para cada mil. Em 2011, era de 1,04.

 

As Tábuas Completas de Mortalidade para o Brasil são divulgadas todo ano pelo IBGE e são usadas pelo Ministério da Previdência para calcular aposentadorias. Os dados também permitem calcular a vida média para cada idade.

 

Em 2012, segundo o IBGE, uma pessoa de 30 anos teria, em média, mais 47,4 anos de vida, enquanto uma de 40 anos viveria, em média, mais 38,3 anos. Já uma pessoa com 50 anos teria, em média, mais 29,6 anos de vida.

 

Íntegra G1

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