CRISE POLÍTICA JÁ REDUZ A CONFIANÇA DOS CONSUMIDORES BRASILEIROS

Índice da Associação Comercial de São Paulo mostra pessimismo pela 1ª vez desde 2005.

RIO – A crise política, que se agravou nos últimos meses, já abala a confiança do brasileiro na economia. Segundo dados que serão divulgados nesta segunda-feira pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e pelo Instituto Ipsos, o Índice Nacional de Confiança (INC) caiu de 100 para 84 pontos na passagem entre junho e julho. É o menor patamar da série histórica, iniciada em 2005. Além disso, é a primeira vez desde aquele ano que o indicador, que vai de 0 a 200, fica no terreno do pessimismo — marcado por resultados abaixo de cem pontos.

 

A insegurança em relação à situação do país é maior entre os mais ricos, mais afetados pelo noticiário político, segundo Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP. Eles representam 25% dos 1.200 entrevistados. Nas classes A e B, o INC caiu para 75 pontos em julho, após ter ficado em 81 pontos em junho.

 

— É uma classe mais informada, não só em relação à economia, mas também em relação à política. O agravamento do pessimismo está relacionado ao agravamento da incerteza, com essa crise política que não dá sinal para onde vai — explica Solimeo.

 

Enquanto isso, os sinais de piora da economia real, principalmente no mercado de trabalho, fizeram despencar os indicadores das classes C, D e E, que foram, em um mês, do otimismo ao pessimismo. Na classe C, o resultado passou de 103 para 85 pontos. Já nas classes D e E, o índice recuou de 109 para 89 pontos.

 

Essa baixa de confiança é esperada. É daí para mais, está dentro do contexto de piora de expectativa — avalia Fábio Silveira, diretor de pesquisas econômicas da GO Associados.

 

QUASE METADE DOS ENTREVISTADOS CONHECE UM DESEMPREGADO

 

A queda na confiança do consumidor brasileiro está em linha com o que indicadores econômicos e a análise do quadro político vêm mostrando nos últimos meses. Os dados mais recentes do IBGE mostram que o desemprego subiu para 6,9% em junho, e a inflação ultrapassou os 9% pela primeira vez em quase 12 anos. Soma-se a isso a percepção de que a presidente Dilma Rousseff e o Congresso enfrentam dificuldades para chegar a um entendimento. Para analistas, só a mudança desse quadro pode impulsionar uma retomada do otimismo no país.

 

O Índice Nacional de Confiança considera fatores como situação financeira pessoal, capacidade de investir no futuro e segurança no emprego para mensurar a avaliação da população. A amostra é de 1.200 pessoas, distribuídas por 72 municípios do país. Até junho, o indicador havia ficado no terreno do otimismo. Chegou a ficar em 137 pontos em janeiro, mas foi perdendo força ao longo do ano.

 

— O mercado de trabalho ainda não havia sido atingido mais fortemente (no início do ano). Duas coisas preocupam muito: desemprego e inflação, que pioraram. Já virou crise, porque agora o brasileiro também vê o vizinho perdendo emprego — explica Solimeo, economista-chefe da ACSP.

 

Os dados da pesquisa mostram essa disseminação do pessimismo. Em julho, 48% dos entrevistados afirmaram ter sido demitidos ou conhecer alguém que perdeu o emprego. Enquanto isso, 53% disseram estar menos confiantes em relação ao próprio emprego, de parentes ou conhecidos, na comparação com seis meses atrás. No mesmo mês do ano passado, só 33% dos entrevistados relatavam casos de demissão e apenas 24% relatavam menos confiança no mercado de trabalho.

 

SAÍDA DIFÍCIL PELA POLÍTICA

 

Para analistas, existe uma espécie de retroalimentação entre os índices de confiança e o desempenho da economia. Com as incertezas, o consumidor gasta menos, contribuindo para piorar a recessão, que, por sua vez, gera nova onda de pessimismo. O ciclo abala não só a confiança do consumidor, como também a dos empresários — também afetados por incertezas políticas. Resultado: menos investimentos e mais demissões.

 

— É importante que haja algum evento para que haja alguma expectativa favorável. O fato novo tem que ser primeiro o político, para depois ter a condução da política econômica. Por enquanto não há sinais de qual seria esse evento — avalia Silveira, da GO Associados.

 

Solimeo, da ACSP, arremata:

 

— Precisa haver um entendimento.

 

Aloísio Campelo, superintendente adjunto de ciclos econômicos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vagas (Ibre/FGV), afirma que a inflação menor em 2016 pode ajudar. Mas o economista lembra que o tempo de boas notícias ainda está distante. O segundo semestre ainda reserva a divulgação de um PIB fraco no segundo trimestre. As manifestações contra o governo previstas para este mês também devem aquecer a onda de pessimismo.

 

— Quando chegar janeiro vamos entrar numa fase de inflação em queda, isso será um fator positivo, ainda que o mercado de trabalho esteja ruim. Temos visto isso historicamente — avalia Campelo.

 

Fonte: O Globo

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UDF, COMPROMETIMENTO COM O FUTURO DO PAÍS

A rodada de sabatinas aos candidatos a governador do GDF terminou e foi um sucesso. Participaram do evento, Toninho (Psol), José Roberto Arruda, na época o candidato do PR, hoje representado por Jofran Frejat, Rodrigo Rollemberg  (PSB) e Agnelo Queiroz (PT). O único convidado que não conseguiu comparecer devido à agenda de campanha cheia, foi o Luiz Pitman (PSDB).

 

 

Confira aqui, a matéria na íntegra e algumas fotos do evento que mobilizou o UDF no último mês.

Categoria: Acontece
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UDF REALIZARÁ SABATINA COM CANDIDATOS AO GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL

A partir da próxima quinta-feira (11), o UDF realizará Sabatina com os principais candidatos ao Governo do Distrito Federal. Durante uma hora, professores, alunos e convidados terão suas perguntas respondidas pelos candidatos, esclarecendo dúvidas e conhecendo as propostas de cada um.

 

A cada dia um candidato será entrevistado. Todos deverão responder os questionamentos feitos pelo público. Toninho (Psol) será o primeiro, no dia 11. Os próximos serão: José Roberto Arruda (PR) dia 12/09, Rodrigo Rollemberg  (PSB) dia 19/09 e Agnelo Queiroz (PT) dia 24/09. Luiz Pitman (PSDB), ainda não confirmou presença na Sabatina.

 

A Sabatina ocorrerá das 18h30 às 19h30, no Auditório do Ed. Sede. As inscrições serão realizadas no local, respeitando-se o limite de lotação. Alunos, professores e funcionários poderão participar enviando perguntas, para o email eleicoes2014@udf.edu.br, com seus dados pessoais e acadêmicos.

 

Participe dos encontros e conheça um pouco mais sobre as intenções do seu candidato.

Categoria: UDF pra você
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SENADO DEBATE FLEXIBILIZAÇÃO DO HORÁRIO DE A VOZ DO BRASIL

De acordo com o coordenador do Movimento em Defesa da Preservação da Voz do Brasil, Chico Sant Anna, a flexibilização do horário seria prejudicial justamente às pessoas que têm carência de acesso aos veículos de comunicação em geral

O Conselho de Comunicação Social do Senado debateu nesta segunda-feira (7/7) em audiência pública a possibilidade de flexibilização do horário da A Voz do Brasil, programa de rádio veiculado há mais de 70 anos das 19h às 20h em 7 mil emissoras do país. A Voz do Brasil, produzida pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), tem o objetivo de levar informações de interesse público dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário a toda população brasileira, em especial, a cidadãos que moram em áreas mais isoladas e têm dificuldade de acesso a outros meios de informação. Estima-se que, atualmente 22% da população brasileira – 44 milhões de pessoas escutam A Voz do Brasil diariamente.

 

Uma das motivações para o debate desta segunda-feira foi a flexibilização do horário do programa feita pela presidência, por meio de Medida Provisória, devido a Copa do Mundo. Vários jogos do Mundial estavam, e ainda estão, marcados para as 17h – o que prejudica a veiculação da Voz, por muitas emissoras. Por isso, ficou permitido a partir do dia 12 de junho até 13 de julho – período da Copa – que o programa fosse veiculado com uma flexibilização de três horas.

 

Está em trâmite no Congresso um Projeto de Lei (PL 595/2006) para que haja essa possibilidade. O texto foi aprovado pela Câmara e já foi apreciado pelas comissões no Senado, onde aguarda votação em plenário. Uma ação sobre o tema chegou ao Supremo Tribunal Federal, na qual alega que a formação de cadeia nacional para a veiculação da Voz seria inconstitucional, pois feriria a liberdade de expressão pela obrigatoriedade do horário previamente determinado. O processo foi negado pelo Supremo.

 

De acordo com o coordenador do Movimento em Defesa da Preservação da Voz do Brasil, Chico Sant Anna, a flexibilização do horário seria prejudicial justamente às pessoas que têm carência de acesso aos veículos de comunicação em geral, resultando no não cumprimento da função social da mídia. Segundo ele, essa flexibilização seria confusa ao público cativo e geraria uma busca de “gato e rato” pelo programa, sem que os ouvintes soubessem o horário nas diferentes rádios. O resultado, para ele, seria uma audiência casual, com rumo à extinção – a pessoa sintonizaria o rádio e, por acaso, encontraria o programa no ar.

 

 

Para Sant Anna, a mudança de horário também visa abrir uma brecha de grande interesse comercial pelas rádios, por meio da venda de espaço publicitário, por concentrar muitos ouvintes, especialmente os que estão no trânsito.

 

“Nos grandes centros – como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo -, entendo que as informações do programa sejam menos necessárias, pois há acesso a outros meios. O prejudicado é quem está nos rincões, nos sertões do Brasil”, disse Sant Anna, na audiência presidida pelo cardeal Dom Orani Tempesta, presidente do Conselho de Comunicação do Senado.

 

Para o coordenador do Movimento em Defesa da Voz, outro problema relacionado a essa flexibilização se refere a um rompimento de contrato por parte das emissoras, que são concessionárias do poder público.

 

“Ao obter a concessão, as emissoras tinham três contrapartidas – a veiculação do Projeto Minerva [do Ministério da Educação, para a educação à distância de adultos], do horário eleitoral e da Voz do Brasil. O Minerva foi substituído por produtos institucionais e as campanhas fazem parte cada vez menos da programação midiática”, argumentou Sant Anna.

 

Para o diretor da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), Luis Roberto Antonik, não há qualquer intenção em extinguir o programa ou passar a veiculá-lo em horário de baixa audiência.

 

“Muitas pessoas forçam esse entendimento [de que o programa seria veiculado de madrugada, por exemplo. Mas buscamos a flexibilização de apenas três horas, o que geraria até melhorias na audiência para a Voz", informou o diretor, citando pesquisas de opinião que indicam que a audiência das rádios cai de 20% para 2% com o início do programa.

 

Segundo Antonik, o PL em trâmite no Congresso determina que nas rádios comunitárias e educativas o programa continuaria sendo veiculado no mesmo horário. A mudança seria somente para as rádios comerciais, que entendem que há outros interesses - igualmente públicos - que devem ser atendidos no horário da Voz do Brasil; por exemplo, notícias sobre o trânsito."Agora, na Copa, houve a flexibilização por causa do jogos. Cem porcento das emissoras fizeram isso? Não, porque o rádio é um meio segmentado. Há interesses específicos e em horários específicos. Os ouvintes têm preferências diferentes e a adaptação da programação visa servir melhor às pessoas", informou o diretor da Abert.

 

O secretário de Comunicação da Presidência da República, Manoel Messias, informou que a presidência não é contrária a uma possível flexibilização.

 

"Até que haja uma decisão contrária, às 19h entra a Voz do Brasil. Nós temos a garantia da preservação desse horário nessas áreas mais carentes de informação. Somos abertos a esse debate e não nos opomos de qualquer maneira à flexibilização", disse Messias.

 

O membro do Conselho de Comunicação do Senado e do Conselho Curador da EBC, Murilo Ramos, apresentou uma moção na audiência de hoje para a manutenção do horário da Voz do Brasil e pediu que os Senadores firmem seus entendimentos nessa mesma posição como representantes do povo para garantir que a população tenha acesso à informação.

 

"A flexibilização pode ser o início do fim. Há uma impossibilidade de o governo fiscalizar o cumprimento efetivo de todas as emissoras. O poder público não tem esta capacidade. O que parece ser uma coisa teoricamente simples - flexibilizar em três horas - é uma coisa complexa porque não há garantia de que se possa fazer cumprir essa determinação", explicou Ramos.

 

Para o membro do Conselho do Senado, Daniel Slavieiro, o mesmo pode ser argumentado em relação ao horário fixo. "O poder publico tem seu aparto, que pode ser usado para o horário flexibilizado ou fixo", disse.

 

Ele ainda questionou se o contexto da sociedade brasileira é a mesmo de quando o programa foi criado, na década de 1930, e se isso privilegia o direito de escolha do ouvinte e do cidadão.

 

De acordo com a conselheira Maria José de Barros, a fixação do horário não fere a liberdade do ouvinte e se trata de uma determinação feita entre concessionário, as emissoras, e cessionário, o Estado; o que tem de ser respeitado.

 

"Não há restrição de liberdade porque há outras plataformas que podem ser usadas, ainda mais em centros urbanos. Esse produto [a Voz do Brasil] é uma referência e é fundamental que seja mantida a cadeia nacional para a sua veiculação”, defendeu Maria José.

 

Fonte: Correiobraziliense

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COMISSÃO DA VERDADE DE SP DENUNCIARÁ QUE JUSCELINO KUBITSCHEK FOI ASSASSINADO

A Comissão Municipal da Verdade de São Paulo, nominada “Comissão Vladimir Herzog” e liderada pela Câmara Municipal, anunciou nesta segunda-feira que amanhã apresentará um relatório inédito no qual denunciará que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado em um atentado durante a ditadura militar.

 

 

“Não temos dúvidas que Juscelino Kubitschek foi vítima de conspiração, complô e atentado político”, afirmou hoje em comunicado o vereador Gilberto Natalini, presidente da comissão.

 

Dita comissão foi a responsável por investigar a morte do ex-presidente, que governou o país entre 1955 e 1960, e morreu no dia 22 de agosto de 1976 em um acidente na Via Dutra, quando viajava com seu motorista de São Paulo ao Rio de Janeiro.

 

No Brasil, vários comitês para revisar episódios da ditadura foram abertos em estados e municípios, depois que a presidente Dilma Rousseff instalou em 2012 a Comissão da Verdade, que deve entregar no próximo ano um relatório final sobre os crimes do regime militar.

 

A inédita denúncia sobre o caso de Kubitschek será informada amanhã em cerimônia na qual, segundo disse à agência Efe um porta-voz da comissão, será apresentado um documento de 29 páginas com as provas e testemunhos recolhidos pelos vereadores ao longo de 2013.

 

No mês passado, o governo brasileiro ordenou perícias nos restos do ex-presidente João Goulart, derrubado no dia 31 de março de 1964 por um golpe militar, para determinar se foi envenenado pela Operação Condor, a coordenação das ditaduras sul-americanas na década de 1970.

 

Goulart morreu em 6 de dezembro de 1976 durante seu exílio na província argentina de Corrientes, próxima à fronteira com o Brasil e em novembro recebeu honras de Estado por parte de Dilma.

 

Íntegra Terra

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APENAS 48,67% DOS ELEITORES DO DF FIZERAM O RECADASTRAMENTO BIOMÉTRICO

Postos do TRE estarão abertos neste sábado para a realização do recadastro

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal promove neste sábado (28/9) mais um mutirão para o recadastramento dos eleitores. A Justiça Eleitoral deve ultrapassar a marca de 50% de recadastramento do eleitorado a praticamente seis meses do fim do prazo, marcado para 31 de março de 2014.

 

 

Segundo o TRE, quem ainda não se recadastrou pode comparecer aos postos, cartórios ou à sede do tribunal, das 8h às 14h, evitando o tumulto de filas de última hora. Até a tarde dessa quinta-feira (26), 48,67% do total de 1.864.186 eleitores do DF já tinham se recadastrado. O atendimento vem sendo feito por meio de agendamento e o procedimento dura, em média, sete minutos.

 

No site do TRE-DF (www.tre-df.jus.br), o eleitor escolhe a data e o horário para o recadastramento. Ele deve levar documento de identidade, número do título de eleitor e comprovante de residência. A marcação pode ser feita ainda pelo telefone 3048-4000.

 

Quem não regularizar a situação até o fim do prazo terá o título cancelado. Além disso, estará sujeito a outras restrições como a impossibilidade de matrícula em colégios ou faculdades, de receber salário e solicitar passaporte, empréstimo, pensão ou aposentadoria.

 

Fonte: Íntegra Correio Braziliense

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DILMA SANCIONA HOJE LEI QUE GARANTE MAIS RECURSOS PARA EDUCAÇÃO E SAÚDE

Brasília – A lei que destina 75% dos royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde será sancionada hoje (9) pela presidenta Dilma Rousseff. Apesar de o texto ter contrariado a proposta original do governo, que destinava apenas os rendimentos do Fundo Social do pré-sal às duas áreas, a sanção da lei vai ser feita em uma cerimônia especial no Palácio do Planalto com a presença de estudantes, representantes de entidades das áreas de educação, saúde e autoridades. A expectativa pelas declarações de Dilma no primeiro programa Café com a Presidenta depois da aprovação da proposta no Congresso é a de que a lei seja sancionada sem vetos.

 

“Nossos senadores e deputados aperfeiçoaram e votaram a proposta que sempre defendi e que meu governo enviou ao Congresso, para que as riquezas do petróleo, que são finitas e um dia acabam, sejam investidas em educação. Ao garantir esses recursos para a educação, estamos dando um passo decisivo para realizar o compromisso com o presente e com o futuro do país e deixar um grande legado às novas gerações de brasileiros e de brasileiras”, comemorou Dilma à época.

 

Pelo texto, a aplicação de 50% dos recursos do Fundo Social vai para saúde e para educação até que se cumpra a meta de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação do Plano Nacional de Educação (PNE). Pelo projeto, a expectativa é que, em até 15 anos, os rendimentos obtidos pelo fundo sejam suficientes para cumprir as metas do PNE e da saúde. A mudança, no entanto, vale apenas para os novos contratos da União. Os campos em atividade, que permaneceram controlados pelos governos estaduais, ficaram fora da proposta.

 

O presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), comemorou o convite para participar da sanção da lei. “Trata-se de uma ótima notícia tanto para a Educação quanto para a saúde que, sabemos todos, demandam mais investimentos. Essa foi uma das contribuições do Congresso para melhorar a qualidade dos serviços públicos que nos é cobrada pela sociedade”, disse.

 

Renan lembrou a que a nova distribuição dos royalties do petróleo faz parte de um esforço do Senado que votou em menos de um mês 40 matérias para atender às reivindicações das ruas. Na lista, que agora depende de votação na Câmara, está a proposta que acaba com a aposentadoria como pena para juízes e promotores condenados por corrupção ou outros crimes, além da que muda os critérios para a escolha de suplente de senador, proibindo o parentesco e da que exige ficha limpa para servidores dos três poderes.

 

Edição: Talita Cavalcante

  • Direitos autorais: Creative Commons – CC BY 3.0

 

Fonte: EBC (Íntegra)

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DILMA: OBAMA ASSUMIU RESPONSABILIDADE DIRETA POR DENÚNCIAS DE ESPIONAGEM

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (6), em São Petersburgo, na Rússia, que o presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, se comprometeu a assumir a responsabilidade direta pela investigação das denúncias de espionagem a dados pessoais dela, de assessores e de cidadãos do Brasil. Os dois presidentes tiveram um encontro bilateral ontem (5), paralelo às atividades da 8ª Cúpula do G20, países que englobam as maiores economias mundiais.

 

Obama se comprometeu a responder ao governo brasileiro até quarta-feira (11) o que ocorreu (Pete Souza/ White House)

 

 

“Obama assumiu responsabilidade direta e pessoal pela investigação das denúncias de espionagem”, disse Dilma antes de embarcar de volta para o Brasil. “O presidente Obama se comprometeu a responder ao governo brasileiro até quarta-feira (11) o que ocorreu”. Dilma disse informou ainda que vai propor, na ONU, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 24 de setembro, em Nova Iorque, “uma nova governança contra invasão de privacidade”. Durante coletiva à imprensa antes de embarcar, Dilma também informou que “o Brasil não reconhece uma ação militar na Síria sem a aprovação da ONU”.

 

Segundo a presidenta, sua primeira visita com honras de chefe de Estado aos Estados Unidos depende do desdobramento do caso e das explicações dadas pelo governo norte-americano. “A minha viagem a Washington depende das condições políticas a serem criadas pelo presidente Obama”, disse.

 

No último dia 2, Dilma sinalizou com a possibilidade de adiar ou até mesmo cancelar a visita, marcada para 23 de outubro. Ontem, o Planalto confirmou o cancelamento do envio, a Washington, da equipe formada por funcionários da Presidência da República, responsável por preparar visita.

 

O avião da presidenta decolou de São Petersburgo por volta das 16h (9h em Brasília). Dilma voltou antes do fim da cúpula para participar do Dia da Independência, comemorado em 7 de setembro. A previsão é que ela chegue ao Brasil no fim da noite de hoje.

 

Fonte: EBC (Íntegra)

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