ROMANCE DE REGINALDO PUJOL FILHO TRAZ REFERÊNCIAS ÁCIDAS AO MERCADO EDITORIAL

Com estilo próprio e bom humor, escritor reflete sobre a relação entre ficção e realidade

RIO – Reginaldo Pujol Filho e Edmundo Dornelles não são a mesma pessoa. Sim, os dois são escritores. Sim, os dois vivem em Porto Alegre. No entanto, as semelhanças entre o autor do romance “Só faltou o título” (Editora Record) e o protagonista da história terminam por aí. No livro, fruto do mestrado de Pujol Filho em Escrita Criativa, concluído no ano passado na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), a realidade entra para potencializar a ficção. Uma série de escritores, editores e grupos editoriais reais são criticados por Edmundo, um amante de Dostoiévski e Balzac que ganha a vida como revisor de obras que detesta. Amargurado, preso num casamento infeliz e cobrado pela família por não arrumar um emprego, o escritor tem a certeza de que só os seus romances não publicados podem salvar a literatura brasileira contemporânea.

 

Desiludido sobre a capacidade da ficção de convencer as pessoas sobre as tramas que conta, Edmundo levará sua frustração a uma atitude radical — o ponto de virada do livro, que será lançado nesta quarta-feira, às 19h, na Livraria da Travessa de Botafogo, em um debate com o escritor Sérgio Rodrigues. Para Pujol Filho, colocar nomes reais no romance era uma exigência do próprio projeto, cujo embrião surgiu em 2006, não um desejo de acertar as contas com o mercado editorial ou algo do tipo.

 

Mas, afinal, ele temia que as diversas referências a editoras e autores poderiam causar problemas? O escritor garante que não pensou nisso quando estava escrevendo, mas ficou preocupado ao revisar a obra. A preocupação acabou se revelando infundada. Edmundo já trabalharia no Grupo Editorial Record antes mesmo de o editor Carlos Andreazza decidir lançar o livro. Aliás, o próprio Andreazza só não aparece no romance porque ainda não trabalhava na Record no período em que se passa a história.

 

— Para tomar a atitude que ele toma no livro, um ato extremo, o Edmundo precisava estar muito mal. Ele quer chegar no mercado, mas se sente impedido. É revisor de um grande grupo editorial (a Record, citada no livro), mas ouve de uma assistente editoral que suas obras não têm verossimilhança — conta o escritor gaúcho, em entrevista num café de Ipanema. — No começo, não me preocupei com isso, saí disparando geral porque o projeto pedia isso. O que o Edmundo faz é inserir ficção na realidade. Por isso, coloquei muita realidade no livro, para que o gesto dele de ficcionalizar a vida ficasse ainda mais forte.

 

ENTRE VERDADE E INVENÇÃO

O livro joga o tempo todo com as noções de verdade e invenção. Edmundo, por exemplo, revisa e detona de Cristovão Tezza a Meg Cabot. Mas, como diz o aviso antes do início do romance, “os personagens e os fatos dessa obra são reais apenas no universo da ficção (como pode ser lido na folha de créditos de romances da Companhia das Letras)”. Contudo, o protagonista irascível também reflete em boa medida o tempo em que vivemos, aponta o escritor.

 

— Vivemos um momento muito egoísta, de pouca capacidade empática. Só se vê dois lados das coisas. As pessoas se comportam como se tudo fosse contra elas. O Edmundo sai estereotipando e batendo em todo mundo, não quer tomar o lugar do outro, como se apenas o pensamento dele tivesse algum sentido. O Edmundo pode ser lido um pouco como um cara do nosso tempo.

 

Pujol Filho explica que quando começou a escrever a história, em 2013, acompanhou os debates sobre autoficção desencadeados pelo romance “Divórcio” (Alfaguara), de Ricardo Lísias. Ele chegou a fazer um levantamento dos prêmios literários e descobriu que, de 2006 a 2013, entre os três primeiros colocados sempre havia um livro enquadrado como “autoficção”. Para ele, entretanto, a busca pelo que é real no romance acaba empobrecendo a própria leitura.

 

— No caso do “Divórcio”, muito se falou no que era verdade ou não, mas o que me interessou foi a forma do romance. Nessa pequena ilha literária, que pensa que é o mundo, vi muita gente fazendo esse tipo de crítica ingênua sobre o livro — diz o autor. — Nós vivemos hoje no espetáculo do hiper-real, nessa busca incessante pelo princípio de realidade das coisas. É a década dos reality shows, dos filmes baseados em fatos reais. Comecei a observar essa indústria do real, que, na verdade, é um real encenado.

 

INFLUÊNCIA DA PUBLICIDADE

Dono de uma dicção particular e bem-humorada, o escritor gaúcho trabalhou como redator publicitário dos 19 aos 31 anos. Seus dois primeiros livros de contos, publicados pela Não Editora, foram escritos quando ainda dividia sua rotina com a agência. Há quatro anos, entretanto, pediu demissão e foi morar um ano em Lisboa, onde fez uma pós-graduação em Artes da Escrita e foi aluno de Gonçalo M. Tavares e Mário de Carvalho, entre outros. Ainda continuou fazendo alguns trabalhos como freelancer, mas desde fevereiro está totalmente afastado da publicidade. Pujol Filho vê influências do antigo trabalho na sua prosa.

 

— Uma coisa que eu já inseria na publicidade e também faço na minha escrita é emular diferentes vozes. Escrevi muitos spots para rádio parodiando linguagens. Inclusive, não era dos redatores mais premiados exatamente por buscar mais a experimentação — afirma. — Não quero apagar isso, é algo que faz parte da minha formação.

 

O autor, que agora cursa o doutorado em Escrita Criativa, já tem esboçado um novo romance. O ponto de partida são os textos de apoio de exposições de arte contemporânea. Uma boa fonte para exercitar seus talentos para a paródia (presentes também em “Só faltou o título”). Pujol Filho conta que lhe atraiu nesse assunto a conjugação necessária entre texto e imagem, entre repertório e capacidade de fruição.

 

— De certa forma, na arte contemporânea, acontece o inverso do romance, onde você primeiro lê o livro e depois pensa no autor. Já na produção contemporânea você precisa chegar com repertório. Parece que as obras precisam desses textos de apoio. O projeto é construir a ficção a partir disso.

 

Fonte: O Globo

Categoria: Literatura e Filmes
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CAMPANHA VIRALIZA E CHAMA A ATENÇÃO DE PEDESTRES NA CHINA

Campanhas bem feitas ganham a admiração de internautas do mundo todo e viralizam na web. Foi assim que a agência  DDB China ficou famosa. A ideia era promover a conscientização sobre a poluição causada por carros e  mostrar que caminhar é uma forma de contribuir e não poluir o meio ambiente.

Para criar a campanha, a DDB se baseou em um dado da China Environmental Protection Foundation, que revelou que 40% da emissão de dióxido de carbono vem de automóveis – e há mais de 500 milhões de carros no país. Então, a agência decidiu criar uma ação para mostrar que todos fazem a diferença.

 

O Green Pedestrian Crossing nada mais era que uma grande tela (de 12,6 metros de comprimento por 7 de largura) com a imagem de uma árvore seca, que foi colocada no chão, cobrindo a faixa de pedestres.

 

 

 

Nas calçadas, duas almofadas feitas com esponja foram molhadas com tinta lavável de secagem rápida na cor verde. Quando os pedestres atravessavam o cruzamento, inevitavelmente pisavam na esponja, que faziam com que as solas dos pés pintassem o espaço pisado de verde. A impressões de quem via a tela era de que cada pegada, era uma folha que crescia na árvore seca. O objetivo da ação era exatamente esse: fazer com que as pessoas sentissem que, caminhando, poderiam criar um ambiente mais verde.

 

 

Sete ruas de Xangai ganharam telas em faixas de pedestres. Mas o sucesso foi tão grande, que o Green Pedestrian Crossing foi expandido para 132 locais distribuídos em 15 cidades chinesas. Além de ganhar prêmios, a campanha explodiu em praticamente todos os veículos de comunicação do país e foi  destaque no museu de arte Zheng Da Shanghai.

 

A empresa que criou a ação estima que pelo menos 3,9 milhões de pessoas participaram da ação que aumentou em 86% a consciência do problema – embora seja difícil de entender como eles chegaram esse dado. Atribuir valor quantificável a uma campanha de conscientização é muito complicado e não há nenhuma garantia de que isso gere alguma mudança na conduta e no comportamento de quem participou. Mas mesmo que uma campanha não resolva problemas sozinha, não há como negar que a ação foi muito inteligente. O Green Pedestrian Crossing ilustra muito bem a diferença significativa entre pequenos passos de uma única pessoa e os grandes passos que podemos fazer quando andamos juntos.

 

Confira o vídeo de divulgação da campanha Green Pedestrian Crossing:

 

 

Fonte: Íntegra Galileu

Categoria: Acontece
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ANOREXIA NÃO! CAMPANHAS TERÃO QUE INFORMAR USO DO PHOTOSHOP

Todos os anúncios veiculados em jornais e revistas de Israel terão de informar ao leitor se houve uso de Photoshop para manipular imagens de pessoas.

 

 

Votada no Parlamento israelense, a lei  obriga as empresas de publicidade a informarem quando as fotografias de suas campanhas forem editadas com programas de tratamento de imagens, como o Photoshop. A lei também proibe anúncios com modelos extremamente magras.

 

O objetivo é evitar que a publicidade com modelos magras demais ou desenvolvida com tratamento eletronico, possa estimular transtornos alimentares em jovens, como na foto acima da modelo Filippa Hamilton.

 

Veja agora como ela é sem Photoshop:

 

 

Uma das incentivadoras da lei, a deputada Rachel Adatto, explicou que considera que a divulgação de fotos de modelos com um peso muito abaixo do normal pode contribuir com o aumento dos casos de anorexia entre as jovens israelenses.

 

O parlamento francês está discutindo uma medida similar, porém mais dura – até embalagens de produtos e imagens de campanhas políticas teriam de revelar o uso de Photoshop.

 

Nos links abaixo, a uma série de exageros no uso de Photoshop e uma matéria sobre a história ocorrida com a modelo que ilustra essa matéria:

 

PSDISASTERS
ROSAMULHER

 

Fonte: Matéria retirada na íntegra do site Só notícia boa

Categoria: Em pauta
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13 LOGOS COM SIGNIFICADOS OCULTOS INCRÍVEIS

Pergunte a qualquer profissional de publicidade e ele responderá: criar logos dá trabalho. O designer tem que levar em conta, entre outras coisas, as características da empresa, a mensagem que ela quer passar e o gosto do público. Por causa desta complexidade, muito desastre gráfico acaba acontecendo. Mas o desafio também faz surgir trabalhos muito bacanas. Nesta lista, 13 logos legais que trazem significados nem sempre aparentes. Confira:

 

1. FedEx

 

 

Já reparou na seta escondida entre a letra “E” e “X” do logo da FedEx Express? Ela simboliza a rapidez dos serviços de entrega da empresa. O famoso logo foi desenhado por Lindon Leader, em 1994. O designer precisou fazer mais de 200 criações diferentes para chegar a este resultado final. Tanto esforço valeu a pena: o logo ganhou mais de 40 prêmios de design.

 

2. Sony VAIO


 

De primeira, este logo parece apenas utilizar uma tipografia moderna. Mas, na verdade, existe um significado por trás do desenho: as duas primeiras letras representam um sinal analógico e as duas últimas são os números 1 e 0, em referência ao sistema binário. Uma maneira legal de representar uma linha de notebooks voltada para a integração de áudio e vídeo, não?

 

3.Toblerone

 


 

A cidade de Berna (Suíça), conhecida por suas altas montanhas, é chamada também de “A Cidade dos Ursos”. A companhia de chocolate Toblerone, que fica na cidade, resolveu homenagear Berna usando esses elementos no próprio logo da empresa. É possível encontrar a silhueta de um urso na ilustração da montanha. Olhe bem!

 

4. Eight

 


 

Este logo, obra da agência londrina Stylo Design, foi criado com apenas um número: o 8. Repare como todas as letras do nome da marca surgem a partir da omissão de certas partes do número.

 

5. Northwest Airlines

 


 

Aqui são dois significados ‘escondidos’. Primeiro, o logo forma dentro do círculo as letras “N” e “W”. Além disso, há outra ideia menos aparente. O pequeno triângulo vermelho aponta para o noroeste (“northwest”, em inglês) se pensarmos no círculo como uma bússola.

 

6. ED – “Elettrodomestici -Home Appliances”

 


 

Esta é uma das criações mais legais. Dá uma olhada em como o designer conseguiu apresentar as letras “E” e “D” (iniciais da marca) e, ao mesmo tempo, formar um plug elétrico. Simples, mas genial.

 

7. Snooty Peacock

 


 

Esta loja de jóias que leva o nome de “Pavão Esnobe”, em uma tradução livre, conseguiu introduzir os dois conceitos da marca no logo. Encontrou o pavão? E a mulher com uma jóia no pescoço?

 

8. Amazon

 


 

A seta amarela do logo da Amazon não é apenas um sorriso. Ela também sugere que você pode comprar tudo, de “A” a “Z”, no site de vendas da empresa.

 

9. Carrefour

 


 

O logo do Carrefour é um dos mais famosos. Muita gente conhece a ‘surpresa’ escondida nele – a primeira letra da marca (“C”) no espaço em branco. Mas nem todo mundo sabe a origem deste design. Em francês, o nome da empresa significa “cruzamento”. A ideia do logo é justamente simbolizar essa palavra por meio de duas setas opostas.

 

10. Unilever

 


 

Uma das principais características da Unilever é a sua diversidade de produtos. Por isso, o logo preenche a letra “U” com símbolos que representam todos esses produtos e o que eles representam para os consumidores.

 

11. Hope for African Children Initiative

 


 

É um mapa da África? Sim. E seria uma ideia não muito criativa se fosse só isso, afinal é o logo da “Hope for African Children Initiative”, uma organização de apoio às crianças do continente. Mas você reparou nos dois perfis de pessoas se olhando?

 

12. Spartan Golf Club

 


 

Esse logo conceitual mostra um jogador de golfe durante uma tacada e a cabeça de um guerreiro espartano ao mesmo tempo. Curtiu ou achou ‘forçado’?

 

13. Fórmula 1

 


 

O truque deste logo é simples, mas bem feito: o número 1 oculto entre a letra F e as linhas indicando rapidez.

 

Quais foram os seus logos favoritos? Conhece algum bacana que ficou de fora? Conte pra gente!

 

Fonte: Superinteressante – Retirada na íntegra

Categoria: Acontece
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PROPAGANDA XENÓFOBA

Vídeo da União Européia recebeu acusações de promover estereótipos ao retratar uma mulher branca ameaçada por lutadores da China, Índia e Brasil

O roteiro é bem direto, uma mulher branca é ameaçada pela chegada de três lutadores: um chinês, um indiano e um brasileiro, cada qual com sua arte marcial típica. Nenhuma palavra é dita, mas as referências aos países China, Índia e Brasil é clara.

 

O ataque dos três lutadores de minorias étnicas só é impedido porque a mulher se multiplica e forma um círculo ao redor deles, neutralizando-os.

 

A recepção da propaganda não foi nada boa, a ameaça causada pelos estrangeiros de países emergentes foi acusada de promover estereótipos, xenofobia e até mesmo racismo. Sob o slogan ‘The more we are, the stronger we are” (“Quanto maior nosso número, maior nossa força”, em tradução livre), o vídeo foi acusado de perder o tato no tratamento que escolheu dar aos estrangeiros.

 

Após a instauração da polêmica, a Comissão Européia desculpou-se oficialmente e retirou o vídeo do ar. Ao justificar a propaganda, o órgão disse ao veículo britânico The Telegraph que a peça publicitária foi pensada para o público jovem, e tentou usar a linguagem dos videogames de luta para despertar o interesse por política. Será mesmo?

 

Confira aqui a vídeo e deixe a sua opinião.

 

Fonte: Revista Exame

 

 

 

 

 

 

Categoria: Em pauta
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