OMS: 748 MILHÕES DE PESSOAS NÃO TÊM ACESSO A ÁGUA POTÁVEL NO PLANETA

Um total de 748 milhões de pessoas não tem acesso a água potável de forma sustentada em todo o mundo e calcula-se que outros 1,8 bilhão usem uma fonte que está contaminada com fezes, segundo relatório divulgado hoje (19) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

 

O estudo mostra que 2,5 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento adequado e que 1 bilhão defecam ao ar livre, nove em cada dez, em áreas rurais.

 

Os dados constituem as principais conclusões do relatório Glass 2014, estudo feito a cada dois anos pela OMS cujo título, este ano, é Investir em água e saneamento, aumentar o acesso e reduzir as desigualdades.

 

O texto informa que o acesso a água potável e ao saneamento adequado tem implicações num amplo leque de aspectos, desde a redução da mortalidade infantil, passando pela saúde materna, o combate às doenças infecciosas, a redução de custos sanitários e no meio ambiente.

 

O estudo mostra que, nas duas últimas décadas, 2,3 bilhões de pessoas conseguiram ter acesso às fontes de águas melhoradas.

 

No mesmo período, o número de mortes de crianças devido às doenças diarreicas – relacionadas com o saneamento precário – caiu de 1,5 milhão em 1990 para 600 mil em 2012.

 

“Claro que podemos dizer que se melhorou muito, mas 600 mil crianças continuam a ser um número muito elevado”, disse, em entrevista, Maria Neira, diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS.

 

Segundo dados da OMS, se o acesso a água potável fosse melhorado e se fossem implementados serviços de saneamento adequado, as mortes por diarreia poderiam ser reduzidas em cerca de 70%.

 

O estudo calcula que a cada dólar investido em serviços de água e saneamento pode-se obter um retorno de 4,3 dólares, com a redução dos custos de saúde, o aumento da produtividade no trabalho e a criação de novos empregos em indústrias relacionadas com a gestão de resíduos.

 

“A água e o saneamento são temas básicos de direitos humanos e têm um componente de gênero essencial. No mundo são, majoritariamente as meninas que vão buscar água, o que as impedem muitas vezes de frequentarem à escola”, disse Maria Neira.

 

Fonte: Agência Lusa

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NO HORÁRIO DE VERÃO, PRÁTICA DE EXERCÍCIOS AUMENTA, MAS SEUS BENEFÍCIOS DIVIDEM PESQUISADORES

Luminosidade estimula atividade física, mas estudo americano fala em risco cardiovascular até 25% maior

RIO — Morador da Glória, no Rio, o músico Leonardo Cintra, de 38 anos, desfruta da vista da Baía de Guanabara enquanto malha em uma academia ao ar livre no Aterro do Flamengo, apelidada por ele de “Sugar Loaf Fitness”, numa brincadeira com o nome do Pão de Açúcar em inglês. Além de definir os músculos, ele “pega um bronze” e admira a paisagem protagonizada pelas montanhas e a baía, tão próxima das barras de ferro que levanta por cerca de uma hora. O relógio marca 18h40m, e o sol teima em não descer. Com uma semana a mais do que o ano passado por conta do carnaval, o horário de verão é motivo de deleite para muitos — mas divide opiniões e pode até ser associado a riscos.

 

 

A hora especial, que começou no último dia 19 e vai valer por 126 dias —cinco a mais do que a média dos últimos 15 anos—, faz despertar o aspecto motivacional, provocado pela permanência por mais tempo da luz do dia, sustenta o preparador físico Fernando Beja.

 

— No verão, as pessoas querem atividade física, e, com um período de claridade maior, sem dúvida há mais exercício — afirma.

 

Um estudo recente da Universidade do Colorado (EUA), em Denver, contudo, lança uma sombra sobre os possíveis benefícios do aumento da atividade física no período. De acordo com os pesquisadores, a segunda-feira logo após a mudança no relógio, quando se perde uma hora de sono, registra até 25% mais ataques cardíacos do que as outras do ano.                — As pessoas que trabalham com energia se esquecem de que o corpo não é uma máquina. Existem limites para a regulagem. Somos programados para ficar acordados e dormir em determinadas horas — afirma Nonato Rodrigues, especialista em medicina do sono pela Associação Médica Brasileira (AMB), que não participou do estudo americano.

 

De acordo com o neurologista, quando você está acordado enquanto devia estar dormindo, o corpo se ressente. Ele explica que a privação de sono envolve a ativação de uma parte do sistema nervoso que não controlamos, representando um estresse para o cérebro:

 

— Essa alteração é respondida de duas maneiras: preparando o animal para correr ou lutar. Seja para um ou para o outro, o neurotransmissor principal é a adrenalina, responsável por diversos efeitos cardiovasculares, entre esses a diminuição do tamanho das artérias coronárias e o aumento do número de batimentos cardíacos, da força de contração cardíaca, e por aí vai.

 

Com uma adaptação cuidadosa ao horário novo, a antropóloga gaúcha Luciana Almeida, de 35 anos, dez morando no Rio de Janeiro, é só elogios ao período estendido de sol:

 

— Normalmente venho (ao Aterro do Flamengo) às 16h30m, já que à noite não é tão seguro. Mas, no horário de verão, venho mais tarde, sem problemas. É muito melhor manter a forma ao ar livre.

 

Para o preparador físico Beja, o bem-estar psicológico do exercício em meio à natureza e com mais luz solar, é a grande vantagem. E, na avaliação do neurologista Nonato Rodrigues, uma forma de minorar riscos cardíacos é tentar uma adaptação mais suave ao horário, a fim de acostumar o relógio biológico. Ele recomenda tentar adaptar ligeiramente, dia a dia, o horário de despertar, a fim de o corpo não sentir a alteração brusca.

 

Fonte: O Globo

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NOVEMBRO AZUL: CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE CÂNCER DE PRÓSTATA TINGE MONUMENTOS PELO PAÍS

Iniciativa ressalta a necessidade dos exames de prevenção da doença, que acomete um a cada seis homens no Brasil

Nesta segunda-feira, 3, quando as luzes do Congresso Nacional forem tomadas por uma iluminação azul, será dada a largada para a campanha de conscientização sobre o câncer de próstata, idealizada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). A ideia do Novembro Azul é desmistificar a doença, que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), acomete um a cada seis homens no Brasil. As estimativas mostram que 69 mil novos casos deverão ser diagnosticados somente em 2014 no país, um a cada 7,6 minutos. E o pior é que cerca de 13 mil brasileiros vão morrer em decorrência da doença, o que significa um óbito a cada 40 minutos.

 

 

Depois do aparecimento dos sintomas, mais de 95% dos casos de câncer de próstata já se encontram em fase avançada. Daí a importância da realização do exame regular através do toque retal e do PSA, orienta o presidente da SBU, Carlos Corradi Fonseca. De acordo com ele, o câncer de próstata rouba do homem 7,3 anos de vida na comparação com as mulheres e isso ocorre porque eles não se cuidam.

 

“Pessoas do sexo masculino não costumam ir ao médico porque acham que são super-homens, e o câncer de próstata, quando não é detectado no início, raramente tem cura”, sustenta. O urologista recomenda que, a partir de 50 anos, todo homem deve fazer o exame periódico. Se houver histórico familiar e se a pessoa for negra ou obesa, a recomendação é procurar um urologista a partir dos 45 anos.

 

Fonseca alerta que o câncer de próstata é assintomático em sua fase inicial. “O exame de toque e o PSA, feito por meio da coleta de sangue, detectam a maior parte dos tumores em fase inicial, e, nesses casos, as chances de cura são de 90%”, avisa. Segundo ele, os tumores variam entre os pouco, os medianos e os muito agressivos. “No caso de ser diagnosticado um câncer pouco agressivo, é possível pensar num tratamento inicial a partir de uma observação vigilante. Se ele é médio ou muito agressivo, o tratamento deve ser iniciado logo que é dado o diagnóstico, principalmente com cirurgia ou radioterapia”, explica. A cirurgia, assegura, é o tratamento com maior índice de cura. Quando a doença se espalha, a saída é a hormonoterapia, por meio da qual a produção de testosterona no organismo é inibida, mas isso só ocorre nas fases mais avançadas.

 

Para o professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e urologista do Instituto Biocor, Daniel Xavier Lima, a boa notícia é que muitos tabus já caíram no que se refere à disposição dos homens de enfrentarem seus medos e preconceitos quanto ao exame de toque, essencial para o diagnóstico da doença. “O que existe, ainda, são informações desencontradas”, garante. De acordo com ele, um estudo norte-americano sustentou que não houve redução da mortalidade por câncer de próstata em função do rastreamento. “Trata-se de um estudo isolado que, infelizmente, teve muita repercussão porque muitos médicos generalistas interpretaram que não seria mais preciso fazer os exames”, explica. Por causa disso, o próprio Ministério da Saúde retirou o exame de próstata da rotina obrigatória. Assim, a dificuldade de conscientizar as pessoas aumentou, principalmente na rede pública, onde o paciente é, em geral, menos esclarecido (ou recebe menos esclarecimentos).

 

“Leciono no Hospital das Clínicas e observo que os pacientes já não estão sendo encaminhados para o rastreamento. Isso vai levar, daqui a alguns anos, a um aumento no número de tumores avançados”, garante Lima. De acordo com ele, o rastreamento é responsável por 40% da redução das mortes por câncer de próstata de 1990 para cá. “Esse procedimento ficou mais popularizado a partir de meados da década de 90, com a realização do PSA e do toque. Nada pode justificar essa redução na procura a não ser a sua diminuição, até porque o número de diagnósticos aumentou”, alerta.

 

Bruno Ferrari, oncologista e presidente do conselho administrativo da rede Oncoclínicas do Brasil, chama atenção para outro problema: o câncer de próstata não acomete apenas os idosos, mas é a partir dos 50 anos que sua frequência começa a aumentar. Depois da cirurgia, as duas maiores sequelas, segundo ele, são a incontinência urinária e a disfunção erétil. Ambas têm tratamento e podem ser revertidas. “São essas duas coisas que afastam o homem do diagnóstico. Mas é preciso lembrar que, quanto mais precoce é o tratamento, menos mutilante ele é.” A campanha Novembro Azul é realizada há cinco anos e, de lá para cá, de acordo com o oncologista, houve um pequeno aumento no número de diagnósticos precoces. “Precisamos envolver toda a sociedade, e não apenas os médicos. A gente vê poucos casos sobre a doença na mídia. As celebridades não aparecem morrendo de câncer de próstata”, lembra.

 

Fisioterapia

 

Para ajudar os pacientes na recuperação durante o pós-operatório, uma das recomendações é a fisioterapia para disfunções do assoalho pélvico. De acordo com a fisioterapeuta Maria Cristina da Cruz, responsável pelo serviço no Hospital ds Clínicas, o tratamento consiste em educar o paciente sobre a forma como o corpo vai funcionar depois da cirurgia e sobre qual será o seu papel em sua própria recuperação.

 

Ela chama a atenção para o fato de que o tratamento difere de pessoa para pessoa. “Não adianta fazer exercícios genéricos. Para haver resultado, as contrações devem ser adequadas e os exercícios, específicos para cada caso”, lembra. De acordo com ela, além de tomar consciência da própria musculatura e de fazer os exercícios, alguns homens precisam passar pela eletroestimulação e biofeedback, que permite ao paciente visualizar a qualidade das contrações.

 

Não adianta fugir

 

» Entre 10% e 20% dos casos não são detectados pela dosagem de PSA no sangue. O exame de toque e o PSA são complementares

» Fatores de risco: idade, histórico familiar, raça (maior incidência em negros), alimentação inadequada, sedentarismo, obesidade

» Prevenção: não é possível evitar a doença. Mas pode-se diagnosticá-la precocemente, quando as chances de cura são de cerca de 90%.

 

Fonte: Instituto Lado a Lado pela Vida

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PACIENTE QUE TEVE SUSPEITA DE EBOLA PEDE PRIVACIDADE E DEVE RECEBER ALTA LOGO

O paciente que continua internado na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) após ter sido descartada a suspeita de ebola não tem mais necessidades clínicas para permanecer hospitalizado e deve deixar o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) assim que seu transporte for acertado e os últimos exames forem realizados.

 

Médicos do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas comentam caso de paciente com suspeita de ebolaTânia Rêgo/Agência Brasil

 

“A liberação dele independe dos resultados. Está condicionada à questão logística mesmo”, disse o vice-diretor do INI, José Cerbino, que participou de uma entrevista coletiva na manhã de hoje na sede da Fiocruz.

 

Proveniente de Guiné, um dos países que sofrem com a epidemia, o paciente pediu privacidade e a preservação de sua imagem. Por isso, a Fiocruz não vai divulgar informações sobre horário e deslocamento do paciente, que pode ocorrer ainda hoje (14).

 

De acordo com os representantes da Fiocruz o paciente tomou conhecimento da repercussão do caso nas redes sociais, inclusive com comentários racistas e teme ser discriminado na volta para o lugar onde estava morando, no Paraná. “Ele ficou preocupado, na situação dele de refugiado isso gera uma preocupação grande”, contou Cerbino sobre o receio do paciente.

 

Segundo os vice-diretores do INI, José Cerbino Neto e Marília Santini, que trataram diretamente do caso, o paciente passa bem, mas apresenta alterações no exame de sangue que não apontam para nenhum quadro infeccioso. Como já está internado, os médicos vão aproveitar para realizar exames de imagem, tomografia e hemograma, cujos resultados não serão divulgados também em respeito à privacidade do paciente.

 

O paciente é um homem de 47 anos e está internado em um quarto comum no INI, desde a confirmação de que não tem ebola. Dois testes foram realizados no Instituto Evandro Chagas, no Pará, e ambos deram negativo. Segundo Cerbino, os testes são confiáveis e não é necessário recorrer a laboratórios no exterior.

 

Os médicos infectologistas elogiaram a atuação da unidade de atendimento de Cascavel, no Paraná, que identificou a suspeita de ebola e recomendou que todos os postos de saúde perguntem no primeiro contato se há febre e se a pessoa esteve em áreas de epidemia nos últimos dias.

 

“Se ela responder positivo para as duas perguntas já é classificada como suspeita de ebola é a contenção já deve ser iniciada ali, para evitar que tenha contato com outras pessoas e eventualmente contaminá-las”, disse Cerbino.

 

Fonte: Agência Brasil

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MÉDICOS EXPLICAM COMO SÃO FEITOS OS TRATAMENTOS A LASER NOS OLHOS E PELE

O que os tratamentos de pele e olhos têm em comum? No Bem Estar desta terça-feira (23), a dermatologista Márcia Purceli e o oftalmologista Samir Bechara explicaram que o laser é um fator que pode ser usado nas duas áreas – no caso da visão, por exemplo, ele é usado para tratar problemas, como glaucoma e consequências da diabetes, ou ainda corrigir graus de óculos para quem tem hipermetropia, miopia e astigmatismo. É importante, porém, que a cirurgia seja sempre bem indicada, como alertou o médico.

 

Além desses problemas de visão, a cirurgia a laser pode ajudar também o paciente que tem presbiopia, que é a vista cansada. Mais comum em pacientes com mais de 40 anos de idade, esse problema acontece porque o músculo ciliar do olho já está fraco e o cristalino endurecido, dificultando o foco da imagem. Por isso, pacientes com presbiopia, ao lerem um livro, por exemplo, têm que afastá-lo para enxergar melhor, como explicou o oftalmologista Samir Bechara.

 

Fora o uso do laser nos olhos, a dermatologista Márcia Purceli explicou que ele pode ainda fazer bem para a pele, estimulando a produção de colágeno, por exemplo. Esse estímulo é importante para fechar os poros, mas para que isso realmente funciona, o paciente precisa fazer antes uma limpeza de pele. Além do colágeno, o laser pode ainda ser usado para tratar manchas, rugas, vasos ou ainda elminar pelos, como mostrou a médica.

 

Lipoaspiração a laser

 

Muita gente tem vontade de fazer uma lipoaspiração, mas acaba desistindo com medo da dor e da demora da recuperação. Porém, existe um método menos agressivo, que é a lipo a laser – mais suave do que a tradicional, ela deixa menos hematomas, menos sangramento, menos inchaço, provoca menos dores e o paciente ainda se recupera mais rápido. Vale ressaltar, no entanto, que esse procedimento não é um simples tratamento de beleza e não deve ser feito em consultório – como alertou a reportagem da Daiana Garbin, a lipoaspiração a laser é uma cirurgia que envolve muito rigor durante e também no pós-operatório

 

Fonte: G1

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UNIÃO EUROPEIA E ESTADOS UNIDOS SE MOBILIZAM PARA COMBATER EBOLA

A União Europeia convocou os membros do bloco a recuperar o tempo perdido com novas contribuições para combater o ebola, num momento em que os Estados Unidos anunciaram o desbloqueio rápido de 88 milhões de dólares para combater a epidemia.

 

Profissional da saúde leva uma mulher com suspeita de ebola para uma ambulância em Monróvia, na Libéria, nesta segunda-feira (15) (Foto: Reuters/James Giahyue)

 

A União Europeia deve apresentar um grande compromisso na reunião internacional organizada no fim de setembro pela ONU, em Nova York, disse a comissária europeia de Ajuda Humanitária Kristalina Georgieva, ao concluir em Bruxelas os trabalhos de uma reunião ministerial.

 

Georgieva pediu aos países membros que estimem antes da reunião de Nova York suas contribuições para completar o pacote de 150 milhões de euros que a Comissão já destinou à luta contra a epidemia.

 

Em Washington, o presidente Barack Obama pediu ao Congresso que aprovasse uma parcela de 88 milhões de dólares adicionais, o que elevaria o montante total da ajuda dos Estados Unidos a 250 milhões de dólares.

 

 

Obama precisa detalhar seu plano de ação na terça-feira durante uma visita à sede principal dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos em Atlanta.

 

No dia 5 de setembro, a União Europeia anunciou um pacote de quase 100 milhões destinados a reforçar globalmente os serviços públicos nos países envolvidos. Para Georgieva, a mobilização europeia é muito necessária, já que a comunidade internacional perdeu muito tempo no início.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que serão necessários nove meses e 500 milhões de euros para frear a epidemia.

 

Na reunião desta segunda-feira, convocada a pedido da França, uma dezena de países expuseram seu compromisso de desbloquear créditos e recursos, entre eles Alemanha, que indicou estar disposta a receber doentes.

 

Isolar o vírus, não a África
“Devemos isolar a doença, mas não os países”, indicou o comissário a cargo da Saúde, Tonio Borg, depois que várias companhias aéreas cortaram as rotas aéreas com os países afetados, entre eles Guiné, Serra Leoa e Libéria.

 

O coordenador da ONU para o ebola, David Nabarro, pediu à União Europeia que não repita os mesmos preconceitos apresentados no início da propagação da Aids. Por sua vez, a Human Rights Watch (HRW) convocou os governos envolvidos a garantir que as medidas tomadas respeitem os direitos fundamentais.

 

Serra Leoa decretou o confinamento de toda a população de 19 a 21 de setembro, enquanto as autoridades da Libéria são acusadas de realizar quarentenas arbitrárias.

 

“Devemos trabalhar contra o estigma”, indicou o secretário de Cooperação Internacional da Espanha, Jesús Gracia, que participou da reunião.

 

A epidemia de ebola na África Ocidental, a mais grave da história desta febre hemorrágica identificada em 1976, matou mais de 2.400 pessoas dos 4.784 casos detectados, segundo o último balanço de sexta-feira da OMS.

 

A reunião de Bruxelas também permitiu passar em revista as medidas de coordenação já tomadas para reforçar a proteção do Continente europeu contra qualquer propagação do vírus. ‘Para a Europa, o risco é mínimo, mas devemos permanecer alertas’, disse Borg.

 

Fonte: G1

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SER BILÍNGUE FAZ BEM AO CÉREBRO E PREVINE DEMÊNCIAS, DIZ PESQUISADORA

A psicóloga Ellen Bialystok, professora da Universidade de York, no Canadá, descobriu, em uma série de pesquisas, que as pessoas bilíngues têm vantagens cognitivas em comparação aos monolíngues. De acordo com a pesquisadora, quem fala duas línguas em seu cotidiano tem mais facilidade de focar sua atenção naquilo que é relevante, ignorando as distrações.

 

Além disso, o bilinguismo pode retardar o aparecimento de demências, segundo estudos conduzidos por ela. A cientista esteve no Brasil na semana passada para participar do evento “Bilingual Institute for Advancements”, organizado pela Escola Cidade Jardim/Play Pen, de São Paulo.
A razão pela qual os cérebros bilíngues são diferentes é que, para um bilíngue, as duas línguas estão sempre ativas. Não há revezamento entre as línguas. Então se você está falando em inglês comigo agora, o português continua totalmente ativo e disponível.

 

Potencialmente, esse é um problema. Se você tem duas possibilidades ativas sobre como dizer as coisas e como entender as coisas, esperaríamos muita confusão e muitas intrusões em que você escolheria a palavra da língua errada. Mas isso não acontece na prática. Por que?

 

O que a maioria dos pesquisadores acredita ser a explicação é que há um sistema no cérebro cujo trabalho é controlar e gerenciar a atenção quando há competição, quando duas coisas estão ativas e você tem que escolher uma e ignorar a outra. Este é o chamado sistema de controle executivo, e ele fica na parte da frente do cérebro.

Cérebro (Foto: Reprodução/Globo Repórter)

 

É um sistema muito importante: é o último sistema a se desenvolver na infância e o primeiro a declinar com o envelhecimento. É a base da atenção e da realização de tarefas simultâneas.

 

A ideia é que bilíngues, que sempre têm as duas línguas ativas, conseguem gerenciar essa competição e evitar potenciais intrusões e confusões ao usar o sistema de controle executivo.

 

O que você tem é uma situação em que os bilíngues estão usando esse sistema o tempo inteiro, muito mais do que os monolíngues. Então esse sistema muda, torna-se mais eficiente e torna-se mais forte.

 

Quem pode ser considerado bilíngue?

 

O bilinguismo não é uma distinção categórica. A questão nas pesquisas não é encontrar diferenças entre bilíngues absolutamente e totalmente proficientes e aqueles completamente monolíngues.

 

Em vez disso, ver que tipo de experiência bilíngue é associada com a emergência de diferentes tipos de mudanças. Em alguns casos, um pouco de experiência bilíngue é suficiente. Em outros, muito mais é necessário. Mas em geral, a regra é fácil: quanto mais, melhor.

 

A origem das diferenças dos bilíngues é a experiência de recrutar o sistema de controle executivo para o processamento de língua comum. Quanto mais tempo de experiência você tiver, mais eficiente vai ser.

 

Então as conclusões se aplicam a pessoas que simplesmente aprendem uma segunda língua?

 

Não muito. Para muitas coisas, você precisa de uma experiência bilíngue muito maior para que essa diferença possa ficar clara.

 

Temos um estudo em que dividimos adultos entre aqueles realmente bilíngues, aqueles intermediários, até os monolíngues. Demos a eles algumas tarefas sutis. Quando comparamos os realmente bilíngues com os realmente monolíngues, vemos esse efeitos. Bilíngues fazem as tarefas melhor e seus cérebros são mais eficientes. Mas se você olhar nos intermediários, eles não são muito melhores do que os monolíngues.

 

Nos estudos com crianças, como as crianças estão desenvolvendo essas habilidades, é mais fácil distinguir padrões mais sutis. Então, para crianças, mesmo pequenos aumentos da experiência bilíngue estão associados com uma melhor performance.

 

Por que decidiu estudar os efeitos do bilinguismo na demência?

 

Em 2004, publicamos nosso primeiro estudo com adultos mostrando os efeitos do bilinguismo. Até então, esses resultados eram relatados em crianças. Chamou muito a atenção da mídia e acho que falei com cerca de 300 jornalistas. Cada um deles, sem exceção, perguntou: “O que isso significaria para demência?”. Eu dizia: “Não sei, não estudamos a demência”. Expliquei que só selecionamos adultos saudáveis.

 

Mas eu pensei: se 300 jornalistas pensam que essa é uma pergunta interessante, deve ser uma pergunta interessante. Não tínhamos nenhuma evidência de que o bilinguismo teria algum efeito na memória ou na função do lobo temporal médio, afetado pela demência. Mas fizemos o estudo de qualquer maneira.

Crianças começam a aprender outro idioma cada
vez mais cedo (Foto: Reprodução/TV Integração)

 

Para nosso ligeiro espanto, descobrimos que, entre os bilíngues, a demência era diagnosticada em média 4,5 anos depois do que nos monolíngues. A razão não é clara, mas a resposta deve ter algo a ver com o fato de os bilíngues usarem a função frontal aprimorada do cérebro como compensação, quando declina a função medial.

 

Há desvantagens em ser bilíngue?

 

Há várias coisas que os bilíngues fazem pior do que os monolíngues. Ironicamente, todas são coisas de linguagem. Bilíngues têm um vocabulário menor em cada língua, têm um processo de recuperação de palavras mais lento e que envolve mais esforço. É mais difícil lembrar das palavras para eles. O processamento da língua parece envolver mais esforço.

 

Essas vantagens cognitivas dos bilíngues seriam suficientes para justificar matricular uma criança em uma escola bilíngue?

 

Há muitas razões para promover o bilinguismo em crianças. Uma delas é porque nossa pesquisa mostra que é muito bom para a cognição e o desenvolvimento. Essa é uma razão, mas há ainda mais razões para criar crianças com oportunidades bilíngues que são baseadas em resultados sociais, educacionais e ocupacionais.

 

Aprender outras línguas, além do que faz com o céu cérebro e com a função executiva, é bom porque alarga o horizonte das crianças. No caso de famílias que tem história de imigrantes, conecta as crianças com seu passado, permite que eles conversem com os avós. É bom para as crianças de muitas formas, e eu diria que, de todas as razões para apresentar as crianças oportunidades bilíngues em educação, os argumentos de cognição que estou dando são os menos importantes.

 

Fonte: Globo

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PÓS-GRADUAÇÃO, POR QUE FAZER?

Sobre o Coordenador:

Bernardo Petriz é graduado em Educação Física com Mestrado em Atividade Física e Doenças Crônico degenerativas não Transmissíveis. Atualmente é doutorando em Ciências Genômicas e Biotecnologia, onde realizou seu estágio doutoral no laboratório de Genômica Estrutural na Universidade de Oxford no Reino Unido. Tem experiência como pesquisador na investigação das adaptações moleculares do sistema cardiovascular e musculoesquelético e da microbiota intestinal ao exercício, além de atuar como docente de Ensino Superior e Pós Graduação. É editor associado e revisor de periódicos científicos internacionais e também um dos fundadores do instituto ciência para saúde em Brasília.

 

Sobre o(s) curso(s):

Pós Graduação em Prevenção e Tratamento de Doenças Crônico degenerativas.

 

Público-alvo:

Para o curso de Pós Graduação em Prevenção e Tratamento de Doenças Crônico degenerativas: Graduados em Educação física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Nutrição, Terapia ocupacional, Medicina, Odontologia e áreas afins com experiência e/ou interesse em atuar em centros de reabilitação, hospitais e organizações públicas e privadas.

 

Os diferenciais do(s) curso(s):

Neste Pós Graduação, os diferenciais são o ineditismo deste curso no Brasil e o alinhamento de seu conteúdo com tópicos avançados e atuais da genética e biologia molecular no contexto das doenças crônico degenerativas. Todos estes aspectos são somados a docentes e pesquisadores experientes na área acadêmica e na prática das disciplinas que ministram. Por fim, o conhecimento das diversas áreas de atuação no tratamento destas doenças fornecera maiores recursos técnicos para uma atuação profissional multidisciplinar.

 

Mais informações:

Através do email “posgraduacao@udf.edu.br ” ou pelos sites www.udf.edu.br /

 

www.cienciaparasaude.com.br

 

Seu conhecimento no curso certo:

Integrar ao currículo a tradição e a experiência de mais de 40 anos do UDF em formação de profissionais bem sucedidos, além de estar em contato com tópicos avançados na prevenção e tratamento de doenças crônico degenerativas é sem dúvida, colocar seu conhecimento no curso e local certos.

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