O SUICÍDIO COMO TABU

Angelita Aparecida F de Souza – 7° semestre
Jader Silva Tabosa – 7° semestre
Wellinton Luiz de Souza – 7° semestre
Orientadora: Roberta Ladislau Leonardo

 

O foco deste artigo é falar sobre o suicídio de uma maneira mais informal e para iniciar bem essa conversa, é necessário primeiramente quebrarmos tabus e o suicídio, para a sociedade, é um tabu. É um tabu para a mídia, é um tabu para as pessoas no geral, é um tabu em qualquer âmbito social, muitas vezes até mesmo dentro do campo da saúde ele é um tabu. Podemos discutir inúmeras horas sobre o que leva esse assunto a ser um tabu, inclusive não é tão difícil, é um assunto que tem uma carga emocional forte para todas as pessoas e causa desconforto ao se abordar ele.

 

Além das horas de estudo que tenho sobre o assunto, a convivência com as pessoas me faz entender porque alguém que sofre com depressão, ansiedade e passa por constantes momentos lutando contra a ideação suicida muitas vezes se esconde, esconde o sentimento, desvia o assunto, entre outras formas de lidar com a situação. O que leva a isso é o senso comum. O senso comum que as pessoas tem ao se tratar do assunto como: “Isso é frescura, é só você parar de pensar nisso que passa”, “Porque você tem de ser tão negativo? A vida é tão bonita”, “Isso aí só pode ser droga”, “Mas olha, eu acho que se você trabalhar, você vai melhorar, isso aí é cabeça vazia”, “Isso é falta de Deus”, “Vai pra igreja orar e pedir a Deus que você melhora”, ou pior, “Isso é coisa do satanás, você tá é possuído”. Acho que todo mundo já deve ter escutado ou lido em algum lugar sobre alguém que falou dessa forma sobre o assunto, não é tão difícil se deparar com isso, então, já é possível entender o começo do problema?

 

O problema em se transformar algo em tabu é justamente o quão pouco um assunto se torna explorado não só na comunidade acadêmica como na sociedade em geral e também no campo da saúde. Portanto, o senso comum aparece como uma ferramenta para que as pessoas compreendam o mundo, primeiro se analisando para depois se observar efetivamente, sendo uma forma de comportamento social. Busca-se preencher as lacunas de informações que cercam os indivíduos com aquilo que se vivencia ou percebe com base nas experiências pessoais e experiências alheias, gerando novos conceitos e pré-conceitos com base em vivências pessoais ou de gerações passadas que são transmitidas para as próximas, sempre comparando, classificando e organizando, muitas vezes gerando uma visão estereotipada do assunto e pior ainda, dos indivíduos que sofrem com o sentimento .

 

Para lidar melhor com essa questão e trazer esse assunto à tona, o suicídio deveria ser abordado de forma empática por toda a sociedade, começando por uma conversa franca entre as pessoas que estudam o assunto a fim de buscar melhorias para esse problema de saúde pública. Para elucidar um pouco mais a realidade, estão aqui alguns dados, de acordo com o relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde) de 2014, o Brasil é o 8º país no mundo com o maior índice de suicídio, ainda de acordo com o G1 “em 2012 foram registradas 11.821 mortes, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres (taxa de 6,0 para cada grupo de 100 mil habitantes)”. Então é importante não negligenciarmos essa realidade, O SUICÍDIO EXISTE. Pessoas que sofrem com esse sentimento existem aos montes, pessoas que tentaram o suicídio existem, bem como pessoas que ainda irão tentar pela primeira vez ou de novo…

 

Precisamos abrir os olhos do mundo, precisamos quebrar esse tabu, nós podemos sim conversar sobre isso, é uma questão de saúde pública, é uma questão de humanidade para com o próximo, precisamos escutar com mais atenção, prestar atenção nos sentimentos das pessoas, acolhê-las quando necessário, auxiliar, desenvolver nossa empatia e, principalmente, compreender que o suicídio precisa ser tratado. Não é frescura. Não é falta de Deus. É sofrimento. Procure um profissional da saúde mental sempre.

 

(Quem quiser olhar com mais calma, abaixo estarão alguns links com os dados das pesquisas completos, entre outras informações sobre o que foi abordado no texto.)

 

https://nacoesunidas.org/oms-suicidio-e-responsavel-por-uma-morte-a-cada-40-segundos-no-mundo/

 

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/09/brasil-e-o-8-pais-com-mais-suicidios-no-mundo-aponta-relatorio-da-oms.html

 

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-82712002000200013

 

Categoria: Retrato
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TUBERCULOSE PODE MATAR 1,5 MILHÃO DE PESSOAS EM 2016, ALERTA ONU

Populações marginalizadas são as mais expostas à epidemia

RIO — A tuberculose afetará 9,6 milhões de pessoas este ano e matará 1,5 milhão. O alerta é destaque de uma mensagem assinada ontem pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e ilustra como a enfermidade, mesmo após seguidas quedas em sua incidência, ainda é motivo de preocupação. O Dia Mundial de Combate à Tuberculose foi celebrado na última quinta-feira (24) e serviu como um momento para refletir sobre uma das doenças mais desiguais do mundo. Oitenta por cento dos casos ocorrem em apenas 22 países — o Brasil figura na lista —, e 95% dos óbitos ocorrem em países em desenvolvimento.

 

“A tuberculose afeta desproporcionalmente os mais pobres e vulneráveis, os socialmente marginalizados e aqueles que não têm acesso a serviços básicos de saúde”, afirmou Ban Ki-moon em documento. “Por isso, o progresso para acabar com a doença deve vir de mãos dadas com as Metas de Desenvolvimento Sustentável para reduzir a desigualdade, eliminar a pobreza extrema, garantir a proteção social”, acrescentou.

 

O objetivo das Nações Unidas é encerrar a epidemia de tuberculose até 2030. Por enquanto, têm colhido resultados positivos. O índice de mortalidade despencou 47% entre 1990 e 2015. Um estudo divulgado ontem pode contribuir para o diagnóstico precoce da doença. Cientistas da Universidade sul-africana de Cape Town e do Centro para Pesquisas de Doenças Infecciosas dos EUA identificaram marcadores biológicos no sangue de pessoas infectadas de forma latente — ou seja, sem manifestar sintomas — com a bactéria Mycobacterium tuberculosis (ou bacilo de Koch), causadora da enfermidade. Esta informação daria aos médicos uma maneira de prever quem corre o risco de desenvolver a forma ativa da doença. Estima-se que um terço da população mundial esteja infectada pelo micro-organismo.

 

SÓ 2% TÊM ACESSO A NOVOS REMÉDIOS

 

A pesquisa com os biomarcadores foi recebida como uma nova possibilidade de criar terapias contra a tuberculose. Nos últimos anos, porém, as tentativas de expandir o leque de tratamentos não foram bem sucedidas. Desde 2014, dois medicamentos para tratar a enfermidade foram aprovados para o uso em pacientes mais graves. Até 150 mil pessoas poderiam ser atendidas, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS). No entanto, apenas 2% dos pacientes têm acesso aos remédios.

 

Coordenador da Campanha de Acesso a Medicamentos da ONG Médicos Sem Fronteiras no Brasil, Felipe de Carvalho culpa o preço alto imposto pelos laboratórios e a dificuldade para registro dos remédios em países onde há um grande contingente de pessoas infectadas.

 

— Hoje, um paciente gasta até US$ 4,6 mil durante seu tratamento. Defendemos que este valor não ultrapasse US$ 500 — ressalta. — Um estudo da Universidade de Liverpool mostrou que os novos medicamentos podem ser vendidos por um preço entre US$ 21 e US$ 52 para um tratamento de seis meses, valor 98% inferior ao menor preço global atual, e ainda permite uma margem de lucro razoável.

 

Carvalho considera que os portadores de tuberculose podem ter um “futuro preocupante” — para ele, a maioria das empresas farmacêuticas estão abandonando as pesquisas voltadas para a doença para se dedicar ao estudo de enfermidades mais comuns em países desenvolvidos, como câncer, Aids e doenças cardíacas, que trariam um retorno financeiro maior.

 

Ativistas brasileiros também temem as consequências do cofre minguado do Ministério da Saúde. O Programa Nacional de Combate à Tuberculose, subordinado à pasta, passou pelo menos quatro meses sem coordenador, gerando o receio de que ele seria incorporado a outro departamento. O cargo foi preenchido recentemente, mas os movimentos sociais acusam as autoridades de negligenciarem a enfermidade durante a distribuição de verbas.

 

O psicólogo social Carlos Basilia, coordenador do Observatório Tuberculose Brasil, avalia que o governo federal distraiu-se diante o combate ao vírus zika e aos casos de microcefalia.

 

— Com o surgimento das novas emergências, a tuberculose, que é igualmente grave, corre o risco de ter cada vez menos recursos — lamenta Basilia, que também é secretário-executivo da Parceria Brasileira contra a Tuberculose. — Houve queda da mortalidade da doença, mas estamos longe de uma situação confortável. Pela primeira vez em quatro anos, o governo não deve lançar uma nova campanha. Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde não quis se manifestar.

 

RIO TEM MAIOR NÚMERO DE CASOS

 

Segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância Sanitária de 2014, o risco de adoecimento por tuberculose muitas vezes está ligado à pobreza e à má distribuição de renda. Entre os moradores de rua, a possibilidade de infecção é 32 vezes maior. O risco também cresce em 28 vezes entre os detentos.

 

O Rio de Janeiro é o estado que apresenta o maior número de casos por habitante — 66,45 para cada 100 mil pessoas em 2014 — e o mais elevado índice de mortalidade — naquele ano, foram 842 óbitos.

 

Alexandre Chieppe, subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, explica que a grave situação da tuberculose pode ser explicada pela alta densidade demográfica, já que a convivência prolongada e muito próxima, em ambientes como casas coladas e sem janelas, facilita a infecção.

 

— Noventa por cento da população do estado está na região metropolitana, que é uma área muito pequena — assinala. — Há fatores sociais relevantes, como a pobreza e o precário uso do espaço urbano. Não vemos a luz do Sol em algumas partes de favelas como a Rocinha, e os complexos da Maré e do Alemão.

 

Para o subsecretário, o tratamento da tuberculose tem dois pilares:

 

— Precisamos investir no diagnóstico precoce e no tratamento adequado, sensibilizando as pessoas sobre o problema — reivindica. — Qualquer um que tosse por mais de três dias é caso suspeito. E ainda temos que lidar com estigmas e preconceitos. Desde 1991, diminuímos as taxas de incidência e mortalidade, mas ainda estamos em um patamar inferior ao ideal.

 

Fonte: O Globo com adaptações.

Categoria: Em pauta
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ANVISA AUTORIZA PRESCRIÇÃO DE REMÉDIOS COM CANABIDIOL E THC NO PAÍS

Resolução que tira substâncias da lista de proibições foi publicada nesta segunda

RIO – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a prescrição e a importação de medicamentos e produtos com canabidiol e/ou tetrahidrocanabidiol (THC), substâncias encontrada na maconha e muito utilizadas em remédios que inibem convulsões. A autorização foi divulgada por meio da Resolução 66 da Anvisa, publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União.

 

Na prática, a partir de agora o THC também passa a ser regulamentado, antes o componente só era permitido de maneira secundária, ou seja, quando estava presente em algum medicamento com composição permitida.

 

- Agora se eu preciso de um medicamento no qual a base é o THC eu posso importá-lo, vai seguir o mesmo procedimento do CBD. Antes, o THC acabava indo a reboque, por exemplo, se eu tinha um medicamento com 50% CBD e 50% THC ele acabava sendo permitido. Com a resolução, se eu tiver um medicamento somente de THC posso importar- explica Noberto Fischer ativista e pai de Anny, que tem um tipo grave de epilepsia. – Isso é mais um passo em busca da regulamentação. O fato da regulamentação estar avançando significa que a sociedade está mudando o pensamento e reduzindo o preconceito sobre uso medicinal da maconha.

 

De acordo com o DOU, os medicamentos contendo as substâncias deverão ser importados em caráter de excepcionalidade por pessoa física, para uso próprio, para tratamento de saúde, mediante prescrição médica. A medida dá continuidade a todo um processo de flexibilidade com relação aos medicamentos derivados da canabis. Em janeiro de 2015, a Anvisa retirou o Canabidiol (CBD) da lista de substâncias proibidas no Brasil. Com isso, o CBD passou a ser controlado e enquadrado na lista C1 da Portaria 344/98, que regula define os controles e proibições de substâncias no país.

 

Na verdade, a resoução tira o CBD e o THC da lista de substâncias que não podem ser prescritas ou manipuladas no país, mencionada na Portaria 344 do Ministério da Saúde.

 

Diz o texto da resolução

“Art. 1º O artigo 61 da Portaria SVS/MS nº 344, de 12 de maio de 1998, passa a vigorar com a seguinte redação:

‘Art. 61 (…)

§ 1º Excetuam-se do disposto no caput:

I – a prescrição de medicamentos registrados na Anvisa que contenham em sua composição a planta Cannabis sp., suas partes ou substâncias obtidas a partir dela, incluindo o tetrahidrocannabinol (THC).

II – a prescrição de produtos que possuam as substâncias canabidiol e/ou tetrahidrocannabinol (THC), a serem importados em caráter de excepcionalidade por pessoa física, para uso próprio, para tratamento de saúde, mediante prescrição médica.

 

§ 2º Para a importação prevista no inciso IIdo paragrafoo anterior se aplicam os mesmos requisitos estabelecidos pela Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 17, de 6 de maio de 2015.” (NR)

 

De acordo com a Anvisa, a discussão sobre a reclassificação do Canabidiol teve início em 2014 a partir da identificação de pacientes com síndromes que levam a espasmos e epilepsia e que encontram no CBD a melhor resposta terapêutica para seus tratamentos. O Canabidiol é uma substância extraída a partir da planta Cannabis, cujo uso no Brasil é proibido.”

 

Fonte: O Globo

Categoria: Acontece
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METADE DA POPULAÇÃO DO BRASIL E DO MUNDO SERÁ MÍOPE EM 2050

Estimativa é de associação americana, e oftalmologista diz que se trata de uma 'epidemia'

RIO — Em 2050, metade da população mundial terá miopia, problema que cria dificuldade de enxergar à distância. A estimativa é da Academia Americana de Oftalmologia (AAO), a partir de uma metanálise de 145 estudos cobrindo 2,1 milhões de participantes, divulgada por um grupo de pesquisadores da organização. O documento afirma, também, que 10% da população mundial deverá ter alta miopia, condição que abre porta para graves doenças oculares.

 

A metanálise estima que, em 2020, a prevalência de míopes no Brasil será de 27,7%, e nos EUA, de 42,1%. O problema deve se agravar até 2050, quando 50,7% dos brasileiros serão míopes, e 58,4% dos americanos, também, de acordo com a previsão da entidade. Isso significa que, nos próximos 34 anos, a incidência deve aumentar 83% no Brasil, e 20% nos EUA.

 

De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, esse cenário indica um grave problema de saúde pública no país, que ele chega a chamar de “epidemia de miopia”. A preocupação deve-se ao fato de que, quando acima dos 6 graus, o risco de descolamento da retina, catarata, glaucoma e degeneração macular aumenta. Como a miopia é uma condição, e não uma doença, ela não tem cura. Mas precisa ser corrigida com óculos, lentes ou cirurgia, dependendo do caso.

 

EXCESSO DE TECNOLOGIA ‘ACOMODA’ A VISÃO

 

Segundo Queiroz Neto, a miopia poder ser causada pelo estilo de vida, além da herança genética.

 

— O uso intensivo do computador e outras tecnologias é um dos fatores relacionado ao aumento da miopia no mundo todo — destaca ele.

 

Um estudo realizado pelo oftalmologista com 360 crianças de 6 a 9 anos mostra que o uso intensivo do computador aumentou a dificuldade de enxergar à distância em 21%, contra a prevalência de 12% apontada pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) para esta idade.

 

O especialista explica que se trata de uma miopia acomodativa. Está relacionada ao esforço para enxergar de perto e pode ser revertida com mudança de hábitos. Para que a visão não fique acomodada a enxergar só o que está próximo, destaca ele, a cada hora de uso do computador, videogame, smartphone ou outra tecnologia por crianças, é recomendado descansar de 20 a 30 minutos. A maior acomodação do olho na infância torna a visita anual ao oftalmologista obrigatória. Os pais também devem estimulá-las a praticar de atividades ao ar livre. Isso porque, até 8 anos de idade, a visão está em processo de desenvolvimento e precisa ser utilizada para todas as distâncias.

 

Queiroz Neto afirma, ainda, que a alimentação é outro fator que predispõe à miopia. O consumo exagerado de açúcar aumenta a produção de insulina e pode interferir no crescimento do eixo óptico onde as imagens são projetadas. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é consumir seis colheres de chá de açúcar por dia.

 

Fonte: O Globo

Categoria: Acontece
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CONSUMO REGULAR DE CHOCOLATE MELHORA FUNÇÕES CEREBRAIS, DIZ ESTUDO

Flavonoide do cacau pode proteger contra declínio cognitivo associado com a idade

RIO — Os amantes do chocolate têm um novo motivo para não abandonarem a guloseima. De acordo com estudo publicado na revista acadêmica “Appetite”, o consumo regular do doce está associado com a melhora das funções cognitivas. A pesquisa corrobora achados anteriores sobre os benefícios de um dos nutrientes presentes no alimento: os flavonoides do cacau.

 

“Os presentes achados dão suporte a recentes testes clínicos que sugerem que o consumo regular de flavonoides do cacau podem ter efeito benéfico nas funções cognitivas e possível proteção contra o declínio cognitivo relacionado com a idade”, diz a pesquisa.

 

Os dados foram compilados do estudo longitudinal Maine-Syracuse, com a análise de 968 participantes, de 23 a 98 anos. Os pesquisadores encontraram evidências que o consumo regular de chocolate estava significativamente associado com as funções cognitivas, “independentemente de outros hábitos alimentares”.

 

O consumo mais frequente de chocolate estava associado com “melhor performance em testes cognitivos incluindo memória visuo-espacial e de organização, memória de trabalho, teste de rastreamento, abstração e raciocínio e o mini-exame do estado mental”.

 

Todas as outras variáveis foram excluídas, contudo, os pesquisadores consideram serem necessários novos estudos sobre o tema. Uma das limitações da análise é que no estudo longitudinal Maine-Syracuse o consumo de chocolate era reportado pelos participantes e, por isso, suscetível a erro. Outro problema é a não diferenciação entre os tipos de chocolate (ao leite, amargo ou branco).

 

Os níveis mais altos de flavonoides são encontrados no chocolate amargo, em relação ao branco e ao leite. O nutriente também é encontrado no chá, vinho tinto e algumas frutas, como uvas e maçãs.

 

Fonte: O Globo

Categoria: Acontece
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OBESAS E DIABÉTICAS TÊM DOBRO DE RISCO DE TER FILHO AUTISTA, DIZ ESTUDO

Separadamente, as condições também aumentam a probabilidade da síndrome

RIO — Um estudo publicado na revista científica “Pediatrics” mostra que mulheres que sofrem de obesidade e diabetes durante a gestação têm quase o dobro de chances de ter um filho com autismo ou alguma outra desordem relacionada ao desenvolvimento.

A pesquisa foi baseada nos registros de 2.734 crianças que tiveram seu pós-natal feito no Centro Médico de Boston, nos EUA, entre 1998 e 2014. Os bebês foram dividos em seis grupos, de acordo com o peso da mãe e o nível de diabetes dela, e os pesquisadores concluíram que tanto a obesidade quanto o diabetes — de todos os tipos, inclusive o diabetes gestacional — estavam associados com um risco aumentado de autismo e síndromes semelhantes. Mas, quando combinadas, as duas condições aumentavam ainda mais o risco de o bebê vir a sofrer de alguma síndrome de desenvolvimento. Nesses casos, o risco chegava a quase dobrar, em comparação com mães que não tinham problemas com peso ou diabetes.

 

Dados oficiais mostram que, pelo menos nos Estados Unidos, uma em cada 68 crianças tem autismo. A informação é do Centro para Controle e Prevenção de doenças (CDC, na sigla em inglês).

 

— Nossa pesquisa mostra que o risco de autismo começa no útero — disse a co-autora Daniele Fallin, chefe do Departamento de Saúde Mental da Escola Bloomberg e diretora do Centro Wendy Klag para Autismo e Deficiências de Desenvolvimento. — É importante para nós agora tentar entender o que há na combinação de diabetes e obesidade que está potencialmente contribuindo para uma saúde fetal aquém do ideal.

 

Fonte: O Globo

Categoria: Acontece
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BRASIL ESTÁ ENTRE OS QUATRO MAIORES EMISSORES DE NITROGÊNIO

Emissões são impulsionadas pela produção de ‘commodities’

RIO — Quando se pensa em efeito estufa, o grande vilão é quase sempre o carbono. Por trás dele, porém, há uma amplo leque de elementos químicos altamente danosos à atmosfera. Um dos principais é o nitrogênio reativo, cuja liberação na atmosfera foi dissecada pela primeira vez em um estudo capitaneado por pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, com dados de 188 países. O mapa dessa pegada de nitrogênio traz uma disparidade marcante entre nações. Quatro países — EUA, China, Índia e Brasil — são responsáveis por 46% das emissões desse gás no mundo.

 

O nitrogênio simples (N2) compõe 78% do ar na atmosfera e é extremamente estável, sendo absorvido apenas pelas plantas por meio de bactérias. A quantidade não aproveitada pelo ecossistema volta, em um ciclo natural, para a atmosfera. No entanto, desde a Revolução Industrial, o homem vem liberando nitrogênio reativo a partir da queima de combustíveis fósseis. Nos últimos 150 anos, para desenvolver a agricultura, o elemento tem sido usado na forma de fertilizantes. Grandes quantidades deixam o campo e vão para o ar, onde o gás reage com vapor d’água e dá origem a chuva ácida ou ao óxido nitroso (N2O), um gás de efeito estufa 300 vezes mais poluente do que o próprio carbono e que contribui, por exemplo, para a acidificação do solo.

De acordo com os autores do levantamento, a poluição do nitrogênio a partir da atividade humana cresceu em seis vezes desde a década de 1930 — e em dez vezes nos últimos 150 anos. Hoje, o consumo de commodities da agricultura é o grande responsável pelo aumento das emissões desse gás.

 

POLUIÇÃO FORA DAS FRONTEIRAS

 

Os países desenvolvidos geralmente importam muitos produtos que levam à emissão de nitrogênio em nações mais apoiadas no setor agrário, diz a pesquisa. Assim, economias como Japão, Alemanha, Reino Unido e os EUA têm emissões per capita do gás duas vezes maiores do que a quantidade produzida localmente. Em média, por exemplo, cada pessoa na Libéria seria responsável por menos de sete quilos da liberação de nitrogênio reativo por ano. No mesmo período, um habitante de Hong Kong responderia por mais de 100 quilos de poluição, já que a região é grande importadora de produtos agrícolas.

 

— Queríamos saber quem estava fabricando os produtos que são postos nas prateleiras de outros países, e quem é afetado durante este processo — explica Arunima Malik, autor chefe do estudo, publicado na revista “Nature Geoscience”, que afirmou que os problemas ambientais causados pelo excesso de nitrogênio ainda vão custar muito caro.

 

Principalmente devido à importação de produtos agrícolas, as nações de alta renda são responsáveis por emissões de nitrogênio dez vezes maiores que a observada em países em desenvolvimento. Esta diferença refletiria, também, o aumento do consumo de produtos de origem animal e de alimentos altamente processados, entre outros itens que demandam uso intensivo de energia.

 

— As emissões estão fortemente relacionadas ao consumo e à produção — acrescenta Andrea Santos, gerente de projetos do Fundo Verde da UFRJ. — O Japão e demais nações desenvolvidas importam roupas e outros produtos cuja fabricação levou a emissões de nitrogênio. Hong Kong não tem terra para culturas agrícolas. Então, precisa comprar suprimentos de diferentes países. O cultivo desses itens levou à liberação de nitrogênio.

 

De acordo com Andrea, a avaliação da emissão de nitrogênio exemplifica um impasse das negociações climáticas:

 

— Os países desenvolvidos são historicamente os maiores poluidores da atmosfera, já que financiam o cultivo agrícola e importam commodities de outros locais. No entanto, as nações pobres às vezes são consideradas “corresponsáveis” pela poluição, já que conduzem em seus territórios as atividades econômicas que vão liberar nitrogênio.

 

A pesquisadora do Fundo Verde avalia que o Brasil, durante seu desenvolvimento econômico, não investiu em sustentabilidade. Por isso, acredita que “não é surpresa” ver o país entre os principais produtores de nitrogênio.

 

— Precisamos adotar no campo práticas como o manejo do solo e a mudança de cultivos agrícolas — destaca ela, antes de acrescentar: — Não cuidamos dos problemas no campo, tampouco investimos apropriadamente em fontes de energia renováveis nas cidades. O setor energético e o de transporte estão entre os mais poluentes de nossa economia, e isso ocorre porque ainda abusamos dos combustíveis fósseis.

 

A equipe de Malik alerta que, com a expansão da população mundial, a emissão de nitrogênio aumentará significativamente. Por isto, é necessário fazer projeções sobre como aumentarão e serão distribuídos a riqueza e o consumo nas próximas décadas, assim como indicar os setores nos quais o combate à contaminação da atmosfera por gases-estufa devem ser prioritários.

 

O cientista que liderou a elaboração do mapa das emissões de nitrogênio propõe a criação de uma legislação internacional para o controle da liberação desse gás. Para o pesquisador, esta medida inibiria as emissões. Outra proposta é a impressão, nos rótulos dos produtos, da quantidade de nitrogênio necessária para a sua fabricação, o que contribuiria para a conscientização dos consumidores. Ele também sugere a taxação dos itens mais poluentes e de fácil acesso no mercado, como os fertilizantes nitrogenados.

 

As recomendações são incentivadas por André Nahur, coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil:

 

— A demanda por nitrogênio pode ser reduzida se tomarmos decisões mais conscientes dos produtos associados com a liberação do gás em diversos setores, como alimentação, transporte e indústria têxtil — ressalta. — É importante que cada país considere alternativas para reduzir o uso deste elemento químico. (Colaborou Clarissa Pains)

 

Fonte: O Globo

Categoria: Acontece
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CONSUMO DE BATATA ANTES DA GRAVIDEZ PODE ELEVAR RISCO DE DIABETES

Pesquisadores americanos sugerem substituir tubérculo por grãos integrais e legumes

RIO – Mulheres que comem mais batatas antes da gravidez podem ter taxas mais altas de diabetes gestacional — a forma que ocorre durante a gravidez — em comparação a mulheres que consomem menos batatas no mesmo período, diz estudo realizado pelo National Institutes of Health (NIH). Os pesquisadores propõem que substituir batatas por outros vegetais, legumes ou cereais integrais pode ajudar a reduzir o risco de diabetes gestacional. Os resultados aparecem no “The BMJ” (anteriormente conhecido como “British Medical Journal”).

 

O diabetes gestacional é uma complicação comum da gravidez que provoca níveis altos de açúcar no sangue da mãe. O distúrbio pode levar a futuros problemas de saúde para mãe e filho. Estudos anteriores ligaram alimentos com alto índice glicêmico, uma medida da capacidade de elevar os níveis de açúcar no sangue, a um maior risco de diabetes gestacional ou tipo 2. No entanto, até ao presente estudo, o efeito da batata, alimento rico em glicêmico comum, sobre o desenvolvimento de diabetes gestacional era desconhecido.

 

Pesquisadores do NICHD (National Institute of Child Health and Human Development) e da Universidade de Harvard avaliaram mais de 15.000 mulheres no programa “Nurses’ Health Study II”. Eles analisaram registros de 1991 a 2001 de mulheres que não tinham histórico de doença antes da gravidez e que não tinham apresentado quadro de diabetes gestacional antes. A cada quatro anos, as mulheres preencheram um questionário sobre os tipos de alimentos que haviam comido durante o ano anterior. No quesito as batatas, as mulheres foram perguntados sobre se tinham consumido batatas cozidas, em purê, fritas ou chips, com possíveis respostas variando de “nunca” a “seis ou mais vezes por dia”.

 

Os pesquisadores descobriram que as mulheres que comeram mais batatas tiveram um maior risco de diabetes gestacional. Eles estimaram reduções no risco de diabetes gestacional, substituindo os seguintes alimentos por duas porções de batatas por semana: 9% para outros vegetais, 10% para as leguminosas, e 12% para alimentos integrais.

 

Os autores alertaram, no entanto, que, pelo fato de o estudo não ter sido projetado para provar causalidade, seus resultados não provam conclusivamente que o consumo de batata leva diretamente ao diabetes gestacional. Eles acrescentaram que seus resultados devem ser confirmados por outros estudos.

 

Fonte: O Globo

Categoria: Acontece
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