BRASILEIROS REVELAM COMO FUNCIONAM MÉTODOS PARA DESDOBRAR PROTEÍNAS

‘Origami da vida’ pode ajudar nas pesquisas para tratamentos de diversas doenças

RIO – Na tradicional arte japonesa do Origami, uma folha de papel é dobrada em locais e de maneiras específicas para criar formas variadas, como um tsuru (espécie de cegonha, o “pássaro da felicidade” no Japão). Com as proteínas, acontece algo similar. Compostas por dezenas a até milhares de átomos unidos em longas cadeias de aminoácidos, elas precisam se dobrar para assumir os formatos necessários a fim de cumprir suas diversas funções vitais em nossos organismos. E, também como no Origami, erros neste processo de dobradura prejudicam o trabalho e impedem que se chegue ao resultado final esperado. Mas, enquanto na arte japonesa basta jogar o papel no lixo e começar tudo de novo, em nossos corpos estas proteínas defeituosas podem se acumular, levando ao aparecimento de doenças como Alzheimer, Parkinson, Huntington e câncer.

 

 

E, como no papel do Origami, uma maneira de descobrir onde ocorreram essas falhas é desdobrar meticulosamente as proteínas. Atualmente, os cientistas usam dois métodos principais para isso, um físico e outro químico. No primeiro, as proteínas se abrem quando submetidas a altas pressões e/ou temperaturas, enquanto no segundo são desdobradas ao serem mergulhadas em ureia ou outros compostos. Não se sabia, porém, como exatamente estes métodos funcionam em nível molecular, nem os estágios intermediários de dobradura possíveis de alcançar com eles quando usados em separado e juntos. Mas, graças ao trabalho de dois pesquisadores brasileiros, este quadro agora está mais nítido.

 

Em artigo publicado na edição desta semana do periódico científico “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS), Jerson Lima Silva e Guilherme Augusto de Oliveira, do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ, mostram que o método físico de alta pressão “empurra” a água que envolve as proteínas para dentro da molécula, forçando-as a se abrir “de dentro para fora”, enquanto no químico a ureia substitui esta água e “puxa” as partes da proteína, também a abrindo, mas “de fora para dentro”. Além disso, eles demonstraram que, embora o resultado final de ambos os processos seja igual, com a proteína totalmente aberta, os estágios intermediários apresentados por cada um deles podem ser diferentes. Segundo Silva, as descobertas podem ajudar a melhorar os dois métodos quando usados isolados ou em conjunto, e assim revelar falhas em vários estágios intermediários de dobradura das proteínas que podem se tornar alvos mais fáceis para o tratamento e prevenção de pelo menos 50 doenças ligadas a problemas neste processo.

 

— Atacar a forma final de uma proteína já dobrada errado tem menos chances de dar certo, e nossas descobertas dão a oportunidade de descobrir estados intermediários que seriam alvos mais fáceis — diz Silva. — Nossas células, por exemplo, têm mecanismos naturais de controle de qualidade que podem ser cooptados para isso.

Fonte: O Globo

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BRASILEIROS PODERÃO IMPORTAR CANABIDIOL DIRETAMENTE APÓS FAZER CADASTRO NA ANVISA

Agência divulgou regras para compra de medicamentos com substância extraída da maconha

BRASÍLIA – Publicadas nesta sexta-feira pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as novas regras para a importação de produtos à base de canabidiol, substância extraída da planta da maconha, prometem facilitar o acesso dos pacientes, mas sob critérios rígidos. Pelas normas que passarão a vigorar em 60 dias, interessados terão de se cadastrar na Anvisa para receber uma autorização de compra do canabidiol, com validade de um ano.

 

Para obter essa autorização, o interessado terá de fazer o cadastro, pela internet, preenchendo um formulário da Anvisa e apresentando laudo médico, prescrição e documentos pessoais. O canabidiol é indicado para casos de síndromes raras, que geralmente acometem crianças, causando crises intensas de convulsão. Há um ano, a Anvisa passou a conceder autorizações individuais de compra do produto. A ideia, agora, é padronizar as normas.

 

Com a autorização nas mãos, o interessado poderá fazer a compra do medicamento tanto a distância (pela internet ou telefone) ou trazer o produto de fora, na bagagem. De acordo com a Receita Federal, o canabidiol não pode ser entregue diretamente no domicílio dos importadores, devido às exigências previstas na legislação vigente, regra que conta com a anuência da Anvisa, segundo informou o órgão.

 

O medicamento tem de ser retirado do posto alfandegário pelo qual entrou no país. Esse procedimento, porém, está sujeito a sofrer modificações a partir das novas normas da agência, mas isso depende dos órgãos envolvidos na transação comercial, já que as novas regras da Anvisa entrarão em vigor em dois meses.

 

Uma novidade da resolução da Anvisa foi autorizar que, além de pessoas físicas, hospitais, unidades do governo da área da Saúde, planos de saúde e associações de pacientes possam fazer as importações, em nome de vários pacientes e seguindo as mesmas regras. A medida é apresentada pela agência como uma possibilidade para reduzir custos e facilitar os procedimentos. O preço varia conforme a necessidade. Algumas famílias que usam o medicamento relatam gasto médio de US$ 250 por mês.

 

Há cinco produtos com aprovação prévia da Anvisa – que correspondem a 95% das compras já autorizadas pela agência – por se enquadrarem nos requisitos previstos. Se o interessado quiser outro medicamento, terá de receber uma liberação específica da Anvisa, que vai analisar o nível de THC do produto e se ele tem registro no país de origem, entre outros critérios de segurança. Mesmo com as novas normas, o THC, princípio presente no canabidiol, continua a ser uma substância proibida no Brasil, pelos efeitos entorpecentes.

 

A resolução da Anvisa faz parte de iniciativas adotadas pelo governo depois de virem à tona histórias de mães de crianças com doenças graves que traziam ilegalmente o produto, devido à proibição no Brasil. Autorizações passaram a ser dadas, em caráter excepcional e de forma individual, há cerca de um ano. Até março de 2015, a Anvisa recebeu 574 pedidos para importar produtos à base de canabidiol, resultando em 499 autorizações.

 

NOVAS REGRAS

 

Cadastro

 

Há cerca de um ano, a Anvisa passou a dar autorizações individuais a pedidos feitos por pais de pacientes. Os documentos exigidos continuam os mesmos (formulário da própria agência, laudo médico e a prescrição). No entanto, essa autorização passará a valer por um ano. Antes, a cada nova prescrição, o paciente tinha de entrar com um pedido na Anvisa.

 

Fração

 

Os pacientes poderão comprar o produto à base de canabidiol fracionado. Poderá importar, por exemplo, metade da quantidade prescrita, até por uma questão de disponibilidade financeira, e depois a outra parte, por exemplo.

 

Compradores

 

Além de pessoas físicas, a compra do medicamento pode ser feita por hospitais, planos de saúde, associações de pacientes, secretarias de Saúde e outros órgãos governamentais ligados à area. A ideia é facilitar o processo em compras coletivas. Mas as pessoas físicas continuam podendo comprar.

 

Remédios

 

Há cinco produtos com aprovação prévia da Anvisa — correspondem a 95% das compras já autorizadas pela agência — por se enquadrarem nos requisitos exigidos. Se o interessado quiser outro medicamento, terá de receber uma liberação específica da Anvisa, que vai analisar o nível de THC do produto e se ele tem registro no país de origem, entre outros critérios de segurança.

 

Entrega

 

O canabidiol, segundo a Receita Federal, não pode ser entregue diretamente na residência do importador, tendo de ser retirado em depósitos oficiais do governo localizados em aeroportos, portos, entre outros. Mas esse procedimento poderá ser revisto pelos demais órgãos envolvidos na transação comercial a partir das regras da Anvisa, que entram em vigor em 60 dias.

 

Fonte: O Globo

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USO DE ELETRÔNICOS ANTES DE DORMIR IMPEDE O SONO E PODE CAUSAR DOENÇAS, DIZEM MÉDICOS

Cansaço, problemas de memória e propensão a problemas cardíacos estão entre os possíveis transtornos

RIO — Durante a semana, o ritual da professora Julia Barros, de 36 anos, é sempre o mesmo antes de ir dormir. Por volta das 22h, ela beija o marido, lhe deseja boa noite, deita na cama e, ao invés de fechar os olhos para descansar, liga o smartphone. Ali, Julia se informa sobre o dia, conversa com amigas pelo WhatsApp, liga para a mãe por Skype, e verifica o Facebook até adormecer, por volta de 00h30m. Às 6h da manhã ela já está de pé, certa de que poderia ter tido uma noite melhor de sono não fosse a agitação causada pelo celular — o que não a impede de repetir o hábito.

 

CONFIRA DICAS PARA REPOUSAR BEM

 

O caso da professora é emblemático em mostrar como a crescente importância da tecnologia pessoal, com smartphones, tablets e computadores de telas luminosas e hiperconectadas, vem impactando o sono das pessoas. As consequências disso, afirmam especialistas, são claras: a curto prazo, menos horas e pior qualidade de sono, cansaço, problemas de memória; já a longo prazo, propensão a problemas cardíacos e diversas outras doenças.

 

— Passamos o dia todo trabalhando, envolvidos em mil coisas. Ao pararmos para descansar, normalmente na hora de dormir, é quando temos tempo para verificar o que está acontecendo no mundo — afirma Julia.

 

A professora conta que já se acostumou com as broncas do marido por causa do hábito — e ele mesmo desistiu de fazê-la mudar.

 

— Ele até passou a deixar a luz acesa por minha causa. Sei que isso me deixa agitada, o que faz com que eu demore a pegar no sono, mas estaria mentindo se dissesse que já tentei mudar. No máximo, tenho tentado diminuir o tempo que fico com o smartphone na cama.

 

PROBLEMA GLOBAL

 

Julia não está sozinha nessa tendência. Uma pesquisa realizada em 2013 pela Fundação Nacional do Sono dos EUA com 1.500 adultos selecionados no país, no Canadá, no México, no Reino Unido, na Alemanha e no Japão indica que mais da metade dos americanos, canadenses e ingleses, e pelo menos dois terços dos japoneses, usam algum tipo de dispositivo eletrônico ao menos uma hora antes de ir para a cama.

 

Não à toa, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) classifica a insuficiência de sono como uma epidemia de saúde pública desde 2011.

 

E o problema não é apenas comportamental. Conforme explica Rosa Hasan, neurologista da Associação Brasileira do Sono (ABS), smartphones, tablets e computadores têm um impacto fisiológico real em nosso organismo:

 

— Ao manterem esses dispositivos perto da cama, as pessoas simplesmente não conseguem relaxar, por causa das notificações. Mas há um fator fisiológico também: a luz desses aparelhos inibe a produção de melatonina pelo nosso corpo, um hormônio que nos ajuda a regular o sono.

 

Em paralelo a essa constatação, pesquisadores investigam há muito se a exposição prolongada à radiação emitida por celulares poderia aumentar as chances de câncer em usuários — algo que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), ainda não foi cientificamente comprovado.

 

A designer Priscilla Moulin, de 23 anos, é outra que admite trocar diariamente horas de sono por visitas a sites e redes sociais, além de partidas em jogos eletrônicos. Como consequência, ela normalmente vai dormir 1h da manhã, tendo que estar de pé às 6h30m.

 

— Sou uma pessoa muito agitada, e não gosto de chegar tarde em casa do trabalho e já ter que terminar o meu dia. Então, fico com essa sensação de que preciso aproveitar o tempo que me resta ao máximo, fazendo outras coisas que não dormindo — afirma a designer, que diz já ter desistido de mudar o hábito. — Cheguei a procurar médicos, mas não adiantou.

 

CONSEQUÊNCIAS FUTURAS

 

Neurologista do Instituto do Sono, em São Paulo, Luciano Ribeiro reconhece a dificuldade de conscientizar as pessoas, principalmente os mais jovens, sobre os problemas de uma rotina de sono de menos de seis horas por noite, já que muitos não sentem os problemas a curto prazo desse hábito. No entanto, ele alerta que as pessoas devem ter em mente as possíveis consequências futuras desse hábito:

 

— Diversos estudos mostram que as pessoas que sofrem uma privação crônica de sono acabam sofrendo maior incidência de problemas cardiovasculares, envelhecimento precoce e doenças mentais. Em alguns casos, esses problemas começam a aparecer apenas dez anos depois do início dessa rotina de sono reduzido.

 

Por isso, Ribeiro recomenda autocontrole na hora de ir para cama: aparelhos eletrônicos devem ficar desligados ou longe do quarto para evitar interrupções, as pessoas devem ter hora para dormir, e a temperatura do ambiente deve ser confortável. Ele ainda alerta que que de nada adianta dormir pouco todos os dias e tentar tirar o atraso nos finais de semana.

 

— A cama deve ser um espaço de descanso, sem que as pessoas levem trabalho ou aparelhos para ele, pois, se o fizerem, estarão sinalizando para o corpo que, ao deitar, ele não deve relaxar — afirma o neurologista. — Além disso, é importante ter um horário regular para deitar e levantar, aliado à prática de exercícios. Dormir mais no final de semana para compensar o tempo perdido nos outros dias não é jeito de combater a privação crônica do sono.

 

APPS E PULSEIRAS: CETICISMO MÉDICO

 

Apesar do papel de vilão da tecnologia pessoal na manutenção de uma boa rotina de sono, o mercado de eletrônicos vem tentando mudar essa má fama nos últimos anos. Num fenômeno recente, diversos aplicativos e acessórios têm sido lançados com a promessa de permitir que seus usuários monitorem melhor os seus hábitos para que se sintam estimulados a levar um estilo de vida mais saudável.

 

O jornalista Rômulo Almeida, de 27 anos, é um dos adeptos da tendência. Há cerca de um ano ele adquiriu uma pulseira inteligente e, desde então, conta que vem percebendo uma melhora significativa na qualidade do seu descanso.

 

— Ela tem uma série de sensores que monitoram o meu sono e outras atividades físicas. Esses dados são mostrados por meio de um app, e, a partir dele, consigo saber o quanto tenho dormido, quanto tenho caminhado, e a que horas preciso ir para a cama para cumprir minha meta de descanso — explica ele. — Por isso, desde que comecei a usar a pulseira, tenho me sentido mais motivado a ter hábitos mais regrados.

 

No entanto, a neurologista da ABS Andrea Bacelar diz ver com ceticismo o surgimento desses apps e dispositivos.

 

— Esses aplicativos que prometem informar se você está tendo um sono profundo ou leve não são precisos. As pulseiras até podem ser melhores, mas ainda sou cética quanto aos seus resultados — afirma ela. — Essas tecnologias podem funcionar como um estímulo, mas as pessoas precisam querer melhorar para ter resultados efetivos. E, para isso, ainda vale consultar um médico.

 

Fonte: O Globo

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CRIANÇAS QUE DÃO GOLES NO ÁLCOOL DOS PAIS PODEM COMEÇAR A BEBER MAIS CEDO, DIZ ESTUDO

Pesquisa americana realizada com 561 jovens apontou que permissão dos responsáveis pode não ser inofensiva

RIO – Deixar que seu filho ou sua filha dê uma bicada no seu vinho quando eles ainda são crianças pode não ser tão inofensivo assim, como mostra uma recente pesquisa americana publicada no “Jornal de Estudos sobre Álcool e Drogas”. Segundo o estudo, jovens que provam, por exemplo, vinho de seus pais quando mais novos, podem ser mais propensos a começar a beber até o ensino médio.

 

 

Os pesquisadores descobriram que, de 561 alunos em um estudo de longo prazo, aqueles que deram um gole de álcool até o quinto ano eram cinco vezes mais propensos do que seus colegas a beberem um drink todo até chegarem ao ensino médio. Além disso, tinham quatro vezes mais probabilidade de já terem ficado bêbados. Os resultados não provam que os primeiros goles de álcool são necessariamente os culpados, disse a pesquisadora Kristina Jackson, do Centro de Estudos de Álcool e Dependência na Universidade Brown, em Providence, em Rhode Island, nos Estados Unidos.

 

“Nós não estamos tentando dizer se é OK ou não que os pais permitam isso”, afirmou Jackson.

 

Ainda assim, ela notou, alguns pais acreditam no “modelo europeu” – a ideia de que a introdução de crianças ao álcool já cedo, em casa, vai ensiná-las sobre o consumo responsável e, assim, diminuirá o apelo do álcool de ser um “tabu”.

 

“Nosso estudo fornece evidências do contrário”, disse Jackson.

 

Os resultados são baseados em alunos do ensino médio que foram examinados periodicamente ao longo de três anos. No início do sexto ano (quando tinham em torno de 11 anos), quase 30% dos alunos disseram que já tinham tomado um gole de álcool. Na maioria dos casos, os pais que tinham fornecido – muitas vezes em uma festa ou outra ocasião especial.

 

No nono ano, 26% daqueles que tinham bebido um gole quando mais novos disseram que já tinham bebido um drink todo, contra menos de 6% de seus colegas. Além do mais, 9% ou tinha chegado bêbado ou tinha bebido compulsivamente – em comparação com pouco menos de 2% daqueles que não tinham dado goles.

 

É claro que há muitos fatores que influenciam no ato de beber enquanto se é menor de idade, Jackson observou. Sua equipe tentou explicar o maior número de fatores possíveis – incluindo os hábitos de consumo e qualquer história de alcoolismo dos pais, bem como a disposição das crianças de impulsão e tomadas de risco em geral.

 

‘MENSAGEM MISTA’

De acordo com Jackson, é possível que esses pequenos gostos de álcool passem aos filhos jovens uma “mensagem mista”.

 

“Nessa idade, algumas crianças podem ter dificuldade em compreender a diferença entre um gole de vinho com uma cerveja cheia”, explicou ela.

 

Dito isso, ela ressaltou que os pais não devem se assustar se eles já deixaram seus pequenos dar um gole no vinho.

 

“Não estamos dizendo que o seu filho está condenado”, disse Jackson.

 

Por fim, ressaltou que as conclusões apontaram para a necessidade de dar às crianças “mensagens claras e consistentes” sobre beber, e ter certeza que eles não podem ter acesso a nenhuma bebida na casa.

 

Fonte: O Globo

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AUMENTO NO NÚMERO DE ALERGIAS PODE ESTAR RELACIONADO A MUDANÇAS CLIMÁTICAS, DIZ ESTUDO

Pesquisa do Instituto Max Planck de Química revela que gases poluentes criaram alérgenos mais potentes

RIO— Um estudo do Instituto Max Planck de Química, publicado na revista “Science Daily”, revelou que o número crescente de alergias pode ser fruto de alterações nos alérgenos— substâncias responsáveis por desencadear esse tipo de reação no corpo humano— causadas por poluentes relacionados a mudanças climáticas. De acordo com cientistas, o dióxido de nitrogênio e o ozônio troposférico estão tornando mais potentes os alérgenos transportados pelo ar.

A pesquisa revelou que o ozônio oxida um aminoácido que desencadeia reações químicas responsáveis por alterar a estrutura das proteínas alergênicas. Já o dióxido de nitrogênio, presente na fumaça expelida pelos carros, modifica a capacidade de ligação de alguns alérgenos.

A ação conjunta dos dois gases é responsável por fazer com que os alérgenos provoquem reações do corpo humano com mais facilidade, sobretudo em ambientes úmidos ou poluídos.

A partir de agora, os pesquisadores tentarão identificar outras proteínas alergênicas que são afetadas pela poluição e investigar como elas podem abalar o sistema imunológico.

Fonte: O Globo

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ESTUDO APONTA IMPACTO DO TRANSPLANTE DE CÉLULAS-TRONCO NAS IMUNODEFICIÊNCIAS

Transplantes de células-tronco hematopoiéticas têm sido decisivos no tratamento de imunodeficiências congênitas no Brasil. É o que comprovou um estudo do Grupo de Trabalho de Transplante Pediátrico, da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), apresentado no início do mês, em San Diego, nos Estados Unidos, durante encontro internacional.

 

O estudo avaliou 166 pacientes com imunodeficiência primária, submetidos ao transplante entre 1992 e abril de 2014, em dez diferentes centros transplantadores do país, entre instituições públicas e privadas. A maioria dos pacientes era do sexo masculino, com menos de 3 anos de idade, visto que a doença se manifesta quase sempre de maneira precoce e apresenta alto índice de mortalidade, se não diagnosticadas na fase inicial.

 

De acordo com a coordenadora do levantamento na Universidade Federal do Paraná, Carmem Bonfim, o transplante de células-tronco hematopoiéticas é curativo na maioria dos casos de imunodeficiências primárias. “Esses resultados nos possibilitam obter referenciais de condutas terapêuticas e, com isso, aperfeiçoar e ampliar a capacidade de realização desses procedimentos em países como o Brasil”, ressaltou.

 

No caso da imunodeficiência combinada grave e da síndrome de Wiskott-Aldrich, a sobrevivência global em três anos chegou a 60% e 79%, respectivamente. “Sem o transplante, a grande maioria dos bebês com imunodeficiência combinada grave morre antes de completar 1 ano de vida”, esclareceu Carmem.

 

Ela lamentou que no Brasil o maior problema ainda seja o diagnóstico precoce para o tratamento adequado, a tempo, dessas crianças. “Faltam leitos e estrutura adequados para o transplante, mas estima-se que dezenas de crianças morram anualmente por não terem sido diagnosticadas a tempo de começarem o tratamento, ou mesmo o transplante.”

 

As imunodeficiências primárias somam ao todo mais de 200 tipos de doenças hereditárias e são quase todas raras. Elas alteram os mecanismos normais de defesa do organismo e aumentam as chances de infecções e outras doenças.

 

Apenas alguns centros são capacitados a realizar o procedimento no país. O primeiro transplante desse tipo, no Brasil, foi feito em 1992, no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

 

Fonte: Agência Brasil

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MICROBIOTA: UMA PERSPECTIVA DA IMUNOLOGIA DO EXERCÍCIO

O coordenador do curso de Educação Física do UDF, prof. Bernardo Petriz, em parceria com professores de outras instituições nacionais e internacionais, teve um artigo publicado na conceituada revista de Medicina Esportiva Exercise Immunology Review.

 

 

A microbiota intestinal consiste de um conjunto de microrganismos que produzem uma variedade de moléculas sinalizadoras de natureza hormonal, ou seja, que são liberadas na corrente sanguínea e atuam em sítios distantes (receptores). A microbiota pode ser modulada por diversas condições ambientais, tais como o exercício e algumas patologias.

 

Interessantemente, o enriquecimento da diversidade bacteriana tem sido associado com uma melhora no estado de saúde geral e alterações no sistema imune, que constituem múltiplas conexões entre o hospedeiro a microbiota.

 

Por outro lado, a redução na quantidade e diversidade bacteriana da microbiota está associada com pioras na saúde, enquanto que o aumento da diversidade pode melhorar o perfil metabólico e as respostas imunes. Sendo assim, a ideia é que uma microbiota mais saudável auxilia no funcionamento geral do organismo e previne uma série de complicações metabólicas. Até o momento, poucos estudos controlados investigaram as interações entre o exercício agudo e crônico, e a microbiota intestinal.

 

No entanto, dados preliminares obtidos de estudos com animais ou probióticos mostram resultados interessantes a nível imunológico, indicando que a microbiota também atua como um órgão endócrino, sendo sensível as mudanças homeostáticas e fisiológicas decorrentes do exercício.

 

 

Indivíduos com diabetes e/ou obesidade apresentam uma redução na diversidade bacteriana da microbiota e este processo altera negativamente o sistema imune, de modo que, substâncias sinalizadoras liberadas por células imunes pioram estas patologias. Já o exercício parece restaurar parcialmente a microbiota, aumentando a sua diversidade, o que poderia melhorar os quadros adversos presentes em algumas doenças.

 

Apesar de tentador, ainda é muito cedo para estabelecer o exercício como uma ferramenta não farmacológica no tratamento de doenças associadas a distúrbios na microbiota. No entanto, definitivamente esta é uma área de grande interesse para futuros estudos na área de saúde, exercício e sistema imune.

 

Autores:

 

1- Stephane Bermon (Universidade de Nice Sophia Antipolis, Franca / Instituto de Medicina Esportiva e Cirurgia de Mônaco );

2- Bernardo Petriz (UDF – Centro Universitário, Brasília, Brasil / Centro de Análises Proteômicas e Bioquímicas, Programa de Pós-Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia, Universidade Católica de Brasília);

3- Alma Kajeniene (Instituto de Esportes da Universidade de Ciências da Saúde, Lituânia);

4- Jonato Prestes (Programa de Pós-Graduação em Educação Física , Universidade Católica de Brasília);

5- Lindy Castell (Green Templenton College, Universidade de Oxford, Reino Unido);

6 – Octávio L. Franco (Centro de Análises Proteômicas e Bioquímicas, Programa de Pós-Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia, Universidade Católica de Brasília / Pós-Graduação em Biotecnologia, Universidade Dom Bosco, Campo Grande, MS).

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OBESIDADE INFANTIL PODE SER PREVENIDA AINDA DURANTE A GRAVIDEZ, DIZ ESTUDO

Dados de 991 crianças foram analisados pela pesquisa

RIO — Um estudo da Universidade de Southampton reforça as evidências de que a obesidade infantil pode ser prevenida antes e durante a gravidez e também nos primeiros anos de vida da criança.

 

 

Os cientistas da universidade britânica afirmam que quatro fatores de risco maternos (obesidade, ganho de peso em excesso na gravidez, tabagismo e baixo nível de vitamina D) associados a um curto período de amamentação (menos de um mês) podem levar ao sobrepeso ou à obesidade infantil. Estudos anteriores já tinham avaliado esses fatores de risco individualmente, mas raras vezes os efeitos de uma combinação deles foram analisados, como agora.

 

— Os primeiros anos de vida são um período crítico. É a fase em que o apetite e a regulação do equilíbrio de energia são programados, o que tem consequências no excesso de peso — afirma o professor Sian Robinson, que comandou o estudo. — Mesmo que a importância da prevenção nos primeiros anos de vida seja reconhecida, o foco está na idade escolar. Nossa pesquisa sugere que as intervenções para prevenir a obesidade precisam começar antes mesmo da gravidez. Ter um corpo saudável e não fumar são itens-chave — explica Robinson.

 

Os dados de 991 crianças foram analisados pela pesquisa. Segundo os cientistas, uma criança de 4 anos que foi exposta a quatro ou cinco dos fatores de risco tem sua chance de desenvolver obesidade aumentada em 3,99 vezes quando comparada a outra que não passou pela mesma situação. O estudo foi publicado pelo “The American Journal of Clinical Nutrition”.

 

Fonte: O Globo

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