QUAIS OS PRINCIPAIS FATORES DE RISCO PARA O SUICÍDIO?

Angelita Aparecida F de Souza – 7° semestre
Jader Silva Tabosa – 7° semestre
Wellinton Luiz de Souza – 7° semestre
Orientadora: Roberta Ladislau Leonardo

 

É extremamente importante ressaltar que o objetivo aqui não é criar padrões, nem estereótipos. O intuito, ao se falar sobre suicídio, é tanto ressaltar os fatores de risco, os quais deixam as pessoas mais vulneráveis ao suicídio, quanto transmitir a ideia de que devemos ter cuidado com a forma como lidamos com as pessoas, como falamos com elas, como abordamos seus medos, angústias e preocupações e, principalmente, como escutamos tudo isso.

Dessa forma, elencamos alguns dos principais fatores de risco para o suicídio.

 

1- A Existência de Psicopatologia

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), mais de 90% dos casos de suicídio se relacionam com a existência de alguma psicopatologia, tais como transtornos do humor (transtorno bipolar, depressão, por exemplo), transtorno esquizofrênico, transtornos de personalidade ou ao consumo de drogas. Isso significa que as pessoas com essas psicopatologias tem mais chance de cometer suicídio do que as que não tem.

 

2- Ideação Suicida

A ideação suicida é o sentimento e o pensamento de não querer mais viver, de que a vida não vale mais à pena. Apesar do sofrimento ser intenso, é comum que as pessoas escondam seus sentimentos. É fundamental que a pessoa busque ajuda quando estiver nesse processo.

 

3- Histórico de Tentativa de Suicídio

Constatou-se que o risco de alguém que já possui uma história pregressa de tentativa de suicídio aumenta à medida que a tentativa anterior for recente. Os três primeiros meses após a tentativa são os mais difíceis e precisam de uma atenção especial e acolhedora.

 

4- Desesperança e Falta de Projetos de Vida

Muitas vezes, a falta de projetos e a desesperança com o futuro levam a pessoa a ter uma percepção distorcida da realidade. Ela se percebe como incapaz, como sem valor, como alguém que não vai conseguir realizar o que gostaria de realizar ou apenas se desfaz dos projetos pelo mesmo medo. Está, normalmente, associada a uma questão de autoestima ou a uma autocrítica excessiva, potencializando o sofrimento do indivíduo.

 

5- Quadros Ansiosos

Determinados níveis de ansiedade podem contribuir para um processo de suicídio. Medos, frustrações, preocupações intensas e ataques de pânicos podem atuar como gatilho do processo.

 

6- Acontecimentos de Vida Negativos

Algumas pesquisas mostraram que pessoas que vivenciaram acontecimentos negativos na sua formação, na sua infância, ou mesmo ao longo da vida, estão mais vulneráveis ao suicídio. Isso porque o sofrimento, se não for trabalhado, pode se estender por toda a vida do indivíduo. Esses acontecimentos podem impedir que os níveis de satisfação emocional do indivíduo sejam atendidos, colocando-os sob níveis de estresse altos.

 

Esses são apenas alguns dos fatores que podem aumentar as chances de uma pessoa cometer suicídio (abaixo encontram-se alguns links de artigos científicos com informações mais detalhadas). O processo é muito mais complexo. Por isso, é importante considerar que cada indivíduo e cada realidade são únicos. Sua subjetividade não pode ser comparada nem com a minha, nem com a sua ou de ninguém. Se o sofrimento existe, deve ser validado e compreendido.

Deve-se ter muito cuidado ao tratar sobre a vida de alguém. Se pudermos, simplesmente enxergar o outro, em sua essência, tudo ficará diferente. Como dizia Rogers: “Ao tocarmos uma alma humana devemos ser apenas outra alma humana”, sempre com uma aceitação incondicional, sempre com empatia.

 

 

COMPORTAMENTOS SUICIDÁRIOS EM ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR: FACTORES DE RISCO E DE PROTECÇÃO:

http://www.ipv.pt/millenium/Millenium40/11.pdf

 

O Suicídio – reavaliando um clássico da literatura sociológica do século XIX:

http://www.scielo.br/pdf/csp/v14n1/0199.pdf

 

O luto por suicídios: uma tarefa da posvenção:

http://revpsi.org/wp-content/uploads/2015/12/Fukumitsu-Kov%C3%A1cs-2015-O-luto-por-suic%C3%ADdios-uma-tarefa-da-posven%C3%A7%C3%A3o.pdf

 

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O SUICÍDIO COMO TABU

Angelita Aparecida F de Souza – 7° semestre
Jader Silva Tabosa – 7° semestre
Wellinton Luiz de Souza – 7° semestre
Orientadora: Roberta Ladislau Leonardo

 

O foco deste artigo é falar sobre o suicídio de uma maneira mais informal e para iniciar bem essa conversa, é necessário primeiramente quebrarmos tabus e o suicídio, para a sociedade, é um tabu. É um tabu para a mídia, é um tabu para as pessoas no geral, é um tabu em qualquer âmbito social, muitas vezes até mesmo dentro do campo da saúde ele é um tabu. Podemos discutir inúmeras horas sobre o que leva esse assunto a ser um tabu, inclusive não é tão difícil, é um assunto que tem uma carga emocional forte para todas as pessoas e causa desconforto ao se abordar ele.

 

Além das horas de estudo que tenho sobre o assunto, a convivência com as pessoas me faz entender porque alguém que sofre com depressão, ansiedade e passa por constantes momentos lutando contra a ideação suicida muitas vezes se esconde, esconde o sentimento, desvia o assunto, entre outras formas de lidar com a situação. O que leva a isso é o senso comum. O senso comum que as pessoas tem ao se tratar do assunto como: “Isso é frescura, é só você parar de pensar nisso que passa”, “Porque você tem de ser tão negativo? A vida é tão bonita”, “Isso aí só pode ser droga”, “Mas olha, eu acho que se você trabalhar, você vai melhorar, isso aí é cabeça vazia”, “Isso é falta de Deus”, “Vai pra igreja orar e pedir a Deus que você melhora”, ou pior, “Isso é coisa do satanás, você tá é possuído”. Acho que todo mundo já deve ter escutado ou lido em algum lugar sobre alguém que falou dessa forma sobre o assunto, não é tão difícil se deparar com isso, então, já é possível entender o começo do problema?

 

O problema em se transformar algo em tabu é justamente o quão pouco um assunto se torna explorado não só na comunidade acadêmica como na sociedade em geral e também no campo da saúde. Portanto, o senso comum aparece como uma ferramenta para que as pessoas compreendam o mundo, primeiro se analisando para depois se observar efetivamente, sendo uma forma de comportamento social. Busca-se preencher as lacunas de informações que cercam os indivíduos com aquilo que se vivencia ou percebe com base nas experiências pessoais e experiências alheias, gerando novos conceitos e pré-conceitos com base em vivências pessoais ou de gerações passadas que são transmitidas para as próximas, sempre comparando, classificando e organizando, muitas vezes gerando uma visão estereotipada do assunto e pior ainda, dos indivíduos que sofrem com o sentimento .

 

Para lidar melhor com essa questão e trazer esse assunto à tona, o suicídio deveria ser abordado de forma empática por toda a sociedade, começando por uma conversa franca entre as pessoas que estudam o assunto a fim de buscar melhorias para esse problema de saúde pública. Para elucidar um pouco mais a realidade, estão aqui alguns dados, de acordo com o relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde) de 2014, o Brasil é o 8º país no mundo com o maior índice de suicídio, ainda de acordo com o G1 “em 2012 foram registradas 11.821 mortes, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres (taxa de 6,0 para cada grupo de 100 mil habitantes)”. Então é importante não negligenciarmos essa realidade, O SUICÍDIO EXISTE. Pessoas que sofrem com esse sentimento existem aos montes, pessoas que tentaram o suicídio existem, bem como pessoas que ainda irão tentar pela primeira vez ou de novo…

 

Precisamos abrir os olhos do mundo, precisamos quebrar esse tabu, nós podemos sim conversar sobre isso, é uma questão de saúde pública, é uma questão de humanidade para com o próximo, precisamos escutar com mais atenção, prestar atenção nos sentimentos das pessoas, acolhê-las quando necessário, auxiliar, desenvolver nossa empatia e, principalmente, compreender que o suicídio precisa ser tratado. Não é frescura. Não é falta de Deus. É sofrimento. Procure um profissional da saúde mental sempre.

 

(Quem quiser olhar com mais calma, abaixo estarão alguns links com os dados das pesquisas completos, entre outras informações sobre o que foi abordado no texto.)

 

https://nacoesunidas.org/oms-suicidio-e-responsavel-por-uma-morte-a-cada-40-segundos-no-mundo/

 

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/09/brasil-e-o-8-pais-com-mais-suicidios-no-mundo-aponta-relatorio-da-oms.html

 

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-82712002000200013

 

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