Direto do túnel do tempo

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Regina Tavares

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em 13/jun/2014 - 2 Comentários

Por Profª Regina Tavares

Quem viveu intensamente a efervescência dos anos oitenta como eu, deve se recordar com carinho de “Anos incríveis”. Ambientada nas décadas douradas de 1960 e 1970, a série revelava as agruras de um adolescente ao se relacionar com os pais, os irmãos, a escola, a primeira namorada e, principalmente, com importantes mudanças culturais, sociais e políticas dos Estados Unidos.

 

“Anos incríveis” perpassou pela tensão presente na guerra do Vietnã, pela psicodelia do Festival Woodstock, pela evolução do cinema, pela chegada do homem à lua, pela criação da pílula anticoncepcional e por tantos outros momentos emblemáticos para a história da humanidade.

anos incriveis

Kevin Arnold (protagonista) e sua trupe já foram premiados pelo Globo de Ouro, pelo Emmy Awards e por outros prêmios de reconhecimento internacional. Determinados recursos estéticos empregados em “Anos incríveis” já foram replicados inúmeras vezes. Quem nunca viu um filme caseiro figurando em uma edição profissional a fim de forjar um clima de nostalgia, tal qual o que vemos na abertura de Wonder Years, como é chamada a série originalmente? E o que dizer sobre a locução em off para momentos de introspecção? Revenge e outras séries podem atestar a relevância desta técnica na conquista de fãs.

O seriado chamou a atenção da crítica e da opinião pública, entre outros motivos, por conta de sua trilha sonora. Todas as suas edições eram marcadas pela veiculação de músicas estimadas pelo público norte-americano e davam um tom de sensibilidade aos dramas vividos no decorrer do enredo. Geralmente, canções que haviam sido destaques no hit parade da época de ambientação do seriado ganhavam notoriedade e até traduções em versões exibidas no Brasil e em outros países.

Como era esperado, negociar a liberação dos direitos autorais de gigantes como Elvis Presley, Joe Cocker, The Beatles, Bob Dylan e Van Morrison não foi tarefa das mais fáceis e por décadas inviabilizou o lançamento desta querida série em DVD. Estamos falando de mais de 300 músicas executadas ao longo de 115 episódios. Um universo considerável e extremamente caro aos cofres das distribuidoras audiovisuais.

Mas os fãs já podem comemorar, pois no segundo semestre deste ano a Fox promete disponibilizar todas as temporadas em DVD e Blu-ray. Para aguçar a curiosidade do público em relação ao lançamento, os atores se reuniram para dar depoimentos que deverão integrar a faixa bônus do seriado.

anos incriveis_reunion

Na oportunidade, rememorou-se o largo sorriso de Fred Savage (Kevin Arnold), a radiante beleza de Danica McKellar (Winnie Cooper) e a vitalidade dos demais personagens. Foi possível até, cessar a dúvida sobre a identidade do personagem Paul Pfeiffer, melhor amigo de Kevin Arnold. Seu nome é Josh Saviano. Portanto, definitivamente, ele não é o cantor Marilyn Manson, como muitos sites de fofocas aventaram por aí.

 

Inté!

Professores da Universidade Cruzeiro do Sul estarão na programação da Mix TV

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em 19/out/2012 - Sem Comentários

Professores da Universidade Cruzeiro do Sul estarão na programação da Mix TV, dando dicas sobre a carreira ou interagindo, vai web, com os internautas.

Confiram abaixo a programação e sintonize a MIX TV:

• “Programa Pop Up” -19/10 às 22h30
Dicas de carreira com o Prof. Fernando Dalbão, coordenador do curso de Ciências Econômicas.

• “Programa Top Mix” – 22/10 às 19h
Bate papo ao vivo, via web, com o Prof. Ms. Samuel Dereste, do curso de Engenharia Civil.

• “Programa Regpaginada – 25/10 às 22h30”
Dicas com a Profa. Dra. Simone Domingues, coordenadora do curso de Psicologia.

• “Programa No Break” – 29 de outubro às 20h
Bate papo ao vivo, via web, com o Prof. Ms. Luis Naito, coordenador do curso de Jogos Digitais.

• “Programa Top Mix” – 6/11 às 19h

Bate papo ao vivo, via web, com o Prof. Dr. Igor Prokopowitsch, coordenador do curso de Odontologia.

• “Programa Repaginad”a – 8/11 às 22h30
Dicas de carreira com o Prof. Ms. Marcelo Teixeira, do curso de Arquitetura.

• “Programa Pop Up” – 9/11 às 22h30
Dicas de carreira com o Prof. Dr. Rogério Zacariotti, do curso de Veterinária.

• “Programa No Break” – 13/11 às 20h
Bate papo ao vivo, via web, com o Prof. Carlos Eduardo Martins, do curso de Geografia .

Descubra como o seu organismo funciona quando você está estressado (a).

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em 08/out/2012 - Sem Comentários

O Prof. Dr. Marcelo Paes de Barros, docente dos programas de Pós-graduação em Ciências do Movimento Humano e em Ciências da Saúde da Universidade Cruzeiro do Sul foi o entrevistado da edição de estreia do programa “Conexão Comportamento”, vinculado à rede TV UOL.

Na entrevista Marcelo abordou o tema “Estresse”, assunto que é aprofundado como pesquisa científica desenvolvida no Instituto de Ciências da Atividade e do Esporte (ICAFE) da Universidade Cruzeiro do Sul.


Clique aqui e assista a entrevista Parte 1


Clique aqui e assista a entrevista Parte 2

TV tamanho P

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Regina Tavares

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em 28/jun/2012 - 9 Comentários

As crianças perderam a vez na grade de programação da TV aberta brasileira. Há tempos algumas emissoras têm abdicado da veiculação de programas infantis para favorecer o surgimento de novos formatos em horários até então destinados ao público infanto-juvenil.

A mudança de mentalidade dos gurus da televisão nacional tem fundamento. O primeiro argumento se situa na proliferação de operadoras de canais a cabo, que diante da concorrência oferece o serviço a preços módicos para as classes menos favorecidas. Em seguida, devemos considerar a existência de diversas TVs a cabo disponíves para cada segmento do mercado. Basta zapear por alguns minutos para encontrar ao menos dez canais interessados em crianças. E, por fim, cabe destacar a existência de crianças que não se contentam somente com a TV. Demais meios de comunicação, como a internet, competem em pé de igualdade com a televisão e muitas vezes ganham a exclusividade no coração dos “baixinhos”.

Na última segunda-feira (25/06), a Rede Globo, emissora líder em audiência na rede aberta de televisão, excluiu programas infantis de sua programação de segunda a sexta. Não há um desenho animado sequer para contar a história durante a semana. A atitude coincide com o lançamento do canal Gloob, da mesma emissora, estritamente voltado ao público infantil na TV a cabo. A Rede Globo se consolidou nos anos 80 como detentora dos direitos de veiculação de um renomado cardápio de desenhos animados. No balaio estavam tramas antológicas como Thundercats, Caverna do Dragão, He-man, Mickey e Donald, Pica-pau, entre outros.

O investimento privado e internacional concedido pela organização Time-Life à Rede Globo no início de suas atividades possibilitou a aquisição de tecnologia de ponta e, consequentemente, a transmissão da melhor imagem. Daí o interesse da criançada da época em assistir aos desenhos animados da Rede Globo e não aos das concorrentes. Sem demagogia, não é exagero dizer que gerações e mais gerações passaram horas diante da TV curtindo histórias que se repetiam por décadas a fio, e com audiência cativa, o que é mais impressionante. O entretenimento em questão simboliza a consolidação da Indústria Cultural, termo cunhado pelos filósofos alemães Adorno e Horkheimer, no continente americano. Fato este que influenciaria profundamente a concepção de infância, as relações familiares, a formação escolar e a imaginação de todos nós.

Renove suas energias e inté o próximo semestre!

Novela nossa de cada dia

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Regina Tavares

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em 30/set/2011 - 10 Comentários

Que a telenovela no Brasil está lado a lado com a paixão sentida pelo futebol, ninguém duvida. “Tô certo ou tô errado?” Não é segredo para ninguém que as telenovelas ditam padrões de comportamento, caem na boca do povo, criam bordões e até discussões sobre temas de relevância social, tais como: drogas, leucemia, preconceito e muitos outros.

O formato de sucesso da telenovela trabalha com suspense, capítulos diários e ganchos ao final de cada edição, o que garante a atenção do público-telespectador no dia seguinte. Mas nem sempre foi assim. A telenovela tal qual conhecemos hoje, teve sua inspiração maior no romance-folhetim, publicado periodicamente em jornais. “Copiou?” Com a Grande Depressão, na década de 1930, grandes organizações que financiavam a rádio comercial passaram a produzir a soap-opera ou “ópera de sabão”. Veiculada pela manhã e com enfoque nas donas de casa, a soap-opera era marcada pela venda de produtos de higiene pessoal e limpeza. “Chique de doer”.

No Brasil, a rádio-novela chega somente em 1941. Seguindo a tendência norte-americana, as histórias eram financiadas por grandes empresas como a Colgate-Palmolive e o público-alvo era, em sua maioria, composto por donas de casa. “Não é brinquedo não!” O merchandising presente em muitas telenovelas por aí não é tão pioneiro como alguns pensavam.

A primeira telenovela nacional Sua vida me pertence data de 1951 e foi veiculada pela TV Tupi. Mas foi em 1964 que “a prédio veio a chom” com o surgimento da futura líder de audiência, a Rede Globo, e sua telenovela de maior sucesso até então: O direito de nascer. Dizem que no dia do seu encerramento, houve festa no Rio de Janeiro e em São Paulo para comemorar o sucesso espetacular da trama. Na ocasião, o povo gritava pelo nome dos personagens e chorava pela protagonista. Uma verdadeira histeria. “Felomenal, não?!”

A partir daí você já conhece o final da história; com o passar do tempo, a Rede Globo se tornou líder de audiência, adotou faixas de programação para diferentes produções e ganhou o título de uma das maiores produtoras de telenovelas na América Latina. “Cada mergulho virou literalmente um flash”.

Na atualidade, apesar de tentativas isoladas em trazer um novo fôlego à produção ficcional nas telinhas, muitos telespectadores têm se queixado de tramas que trazem personagens sem profundidade psicológica e dualismos antiquados entre o bem e o mal ou o pobre e o rico. Isso sem falar em fórmulas empregadas exaustivamente como: “Quem matou quem?”. “Deixando de lado os entretantos e indo direto para os finalmentes”, como diria o saudoso Odorico Paraguaçu, algo tem que mudar no reino encantado das telenovelas. Afinal, inúmeros brasileiros se identificam e se projetam nesse gênero capaz de narrar a contemporaneidade dia após dia.

Inté!

* Entre aspas, você confere alguns dos bordões mais famosos das telenovelas brasileiras.

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